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Inovação e visão do setor de panificação e confeitaria para o futuro 30 outubro, 2014

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Visão do setor de panificação e confeitaria para o futuro

padarias inovação cysneiros 000 conceito

Layer-3A Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria – ABIP finalizou a primeira grande etapa da construção de seu Plano Estratégico para um horizonte de 10 anos. Este trabalho, iniciado com a diretoria nacional da ABIP em agosto de 2013, foi apresentado à diretoria da entidade na 65ª Convenção Nacional da ABIP, em 08 de maio de 2014, em NATAL/RN.

Os objetivos deste trabalho foram:

Objetivo Geral:
• DESENVOLVER UMA VISÃO DE FUTURO ( 10 ANOS )
• CONSTRUÇÃO DO PLANO DE AÇÃO ESTRATÉGICO 2013 – 2017

Objetivos Específicos
1. Construir a visão de futuro do setor
2. Ampliar a visão e contexto das entidades de panificação
3. Ampliar a visão e contexto da ABIP
4. Definir os objetivos estratégicos
5. Construir um plano de ação Integrado
6. Estabelecer indicadores de acompanhamento

Esse trabalho foi construído observando o cenário futuro da panificação e confeitaria brasileira e também o “modus operandi”, tanto da ABIP, como da maioria das entidades de panificação no país. A observação do atual contexto da ABIP e das entidades do segmento, fazendo uma projeção futura, foi necessária, tendo em vista que essas entidades têm um papel fundamental no suporte ao desenvolvimento do setor.

padarias inovação cysneiros 002

Na segunda fase deste trabalho serão identificados os objetivos estratégicos e a construção de um plano de ação integrado que possa focar no desenvolvimento das entidades e da ABIP, de forma que essas possam dar suporte e tenham pró-atividade para promover o desenvolvimento do setor, conforme a visão que está descrita abaixo.

A compilação e construção da visão de futuro foram baseadas em trabalhos realizados com a diretoria e líderes da panificação brasileira, além de pesquisas realizadas e confirmações de cenários, observados também na EUROPAIN 2014 pela ABIP.

Visão de futuro até 10 anos (2023)

• O mercado brasileiro de panificação e confeitaria terá quatro principais tipos de padarias nos próximos anos:

padarias inovação cysneiros 001_panificacao_04

1ª) as padarias gourmet, caracterizadas por padarias com mais de 300 m² de loja ou casas completas – essas padarias permanecerão em destaque pela amplitude de serviços e produtos que oferecem ao mercado. Os momentos de consumo iniciam-se com o café da manhã a quilo, depois almoço, pizza e caldos à noite, além do amplo mix de pães e produtos panificados. Essas Padarias Gourmet são focadas no food-service e oferecem produtos de conveniência, vinhos, horti-fruti, cafeteria. A produção é própria e poderão também fabricar e fornecer para outras padarias da rede ou mesmo para o mercado em geral.

2ª) as padarias com espaço entre 100m² / 300m² de loja – essa lojas menores irão, ainda, oferecer produtos de conveniência, terão foco em food-service, comida a quilo ou mesmo prato do dia, e um amplo mix de pães. Terão conveniência e outros produtos, porém, com poucas opções de escolhas. Terão produção própria de poucos tipos de pães e o grande mix de pães e confeitaria será comprado de centrais de produção e ou indústrias de congelados.

3ª) lojas com menos de 100m² – em função do alto custo de mão de obra e tributação brasileira, a grande mudança virá através deste terceiro modelo de padaria. Haverá abertura ou mesmo adequação de um grande número de padarias ao espaço menor que 100m², com forte tendência para padaria pequenas 40-50 m². Essas padarias não terão produção de pães e todo seu mix de produtos virá das fbricas de congelados. Nascerá´, desta forma, uma rede de padarias comércio, hoje não existente no Brasil.
4ª) boulangeries ou boutiques de pão – o mercado preservará também o surgimento de padarias boulangerie ou boutique de pão (pequenos negócios e pequenas lojas), que produzirão pães especiais com fermentação natural e um alto valor agregado, voltado para público diferenciado e especialmente exigente.

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Outros pontos identificados:
• No período de 2000 a 2014, tivemos a primeira grande revolução no setor de panificação, quando o negócio padaria foi reinventado, surgindo o foco na profissionalização da gestão e padaria gourmet, ou padaria com foco no food-service com vários momentos de consumo.
• Virá agora a segunda grande revolução do setor de panificação e confeitaria, que é a criação de centenas de fábricas de pães e confeitaria. Serão as centrais de produção com produtos congelados.
• Empresários panificadores farão sociedades e estarão investindo em central de produção e congelamento para fornecimento de pães para suas padarias. Em um segundo momento, após aprimorarem suas operações e qualidade dos produtos, poderão ampliar a venda de pães, confeitaria e salgados para o mercado.
• Teremos grandes indústrias, que hoje são fornecedoras de matéria prima, vendendo para as padarias, pães congelados e pré-assados congelados, produtos e confeitaria e também massa congelada.
• Tendência do food-service continua dentro da padaria;
• Teremos nesses próximos 10 anos a ampliação do mix de pães no Brasil com uma qualidade muito superior a atual. O processo de congelamento irá auxiliar na estabilização da qualidade do produto.
• O estoque de pães congelados dentro da padaria irá permitir ao empresário panificador gerenciar estoque e assim diminuir perdas, servir pães quentes a toda hora e dar folga ao padeiro nos domingos.
• O Brasil irá conhecer, de forma mais ampla, o que são os pães com fermentação longa e assistiremos ao retorno do uso de massa madre. Conseqüentemente, ampliará a procura por fornos de lastro.
• A fabricação do pão francês nas padarias pequenas permanece até a tecnologia do frio dar resposta de melhor qualidade a ele.

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Neste cenário, as centrais de produção e congelamento, dentro do setor de panificação, surgirão, em primeiro lugar, com os próprios empresários panificadores, investindo em pequenos equipamentos e aprendendo sobre a tecnologia do frio para utilização em seus negócios. Assim, as padarias irão produzir e congelar seus próprios pães. O importante nesta ação é o panificador e padeiro passarem a dominar a tecnologia do frio.
No segundo momento, alguns empresários se reunirão para montar centrais de produção com congelamento, focado no abastecimento das padarias do grupo.

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Os grupos de empresários panificadores ganharão conhecimento e domínio desta tecnologia e tenderão a ampliar suas fabricas frente a concorrência no mercado de congelados.
Com a concorrência das indústrias de pães congelados surgirão indústrias maiores, com níveis de investimento mais elevado e produzindo pães tipo artesanal em escala industrial. As grandes indústrias fornecedoras do setor de panificação também irão focar na produção dos produtos panificados.
• Os consumidores exigirão novos tipos de pães, focados na saúde, como: pães funcionais, pães para dieta, sem glúten, com fibras e novos hábitos surgirão.
• Padarias começam a utilizar da tecnologia da informática, rede sociais e acesso ao mercado pela internet.
• Segunda e terceira geração das padarias mais profissionais e ágeis, com orgulho do negócio padaria, principalmente porque o volume de trabalho será reduzido usando a tecnologia do frio.
• Padeiros e confeiteiros valorizados no mercado de trabalho e com formação / profissionalização consistente.
Assistiremos nos próximos anos a uma grande mudança no setor de panificação e confeitaria.
As ações focadas para melhor estruturação e profissionalização das entidades de panificação e ABIP estarão sendo iniciadas, já neste ano de 2014. Contudo, as informações deste relatório não serão disponibilizadas para o mercado, permanecendo somente para a diretoria da ABIP.

O FUTURO DA PANIFICAÇÃO JÁ COMEÇOU!

JOSÉ BATISTA DE OLIVEIRA
Presidente

Maio de 2014

Práticas Inovadoras no Setor de Bares, Restaurante e Lanchonetes 30 outubro, 2014

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Inovação bares restaurantes cysneiros ALI2015

Práticas Inovadoras no Setor de Bares, Restaurante e Lanchonetes

Por
Alexandre Nabil Ghobril 1
Mauricio Henrique Benedetti 2
Nelson Destro Fragoso 3

Resumo: O setor de bares, restaurantes e lanchonetes tem crescido de forma sustentável na última década, tanto em termos de demanda quanto de oferta. A maior concorrência tem obrigado as empresas a buscar alternativas para ganhar competitividade, sendo a inovação elemento chave nesse processo. Diante da importância de compreender com
esse processo tem ocorrido, esta pesquisa tem o objetivo de identificar as práticas inovadoras implementadas pelas empresas desse setor, bem como sua intenção de inovar num futuro próximo.

Palavras-chave: inovação. restaurantes. práticas. intenção de inovar

Inovação bares restaurantes cysneiros ALI2015 atendimento
Tendências e inovação no setor de bares e restaurantes

A receita para as empresas do setor de alimentação é a procura por se distinguir na renhida batalha do mercado globalizado. Isso contém ingredientes clássicos como qualidade total, reengenharia, relação custo-benefício, compromisso com o cliente, etc. Essas ações, embora necessárias, não são mais suficientes para garantir a competitividade e o crescimento. A inovação tornou-se peça chave no setor de alimentação.

A inovação pode estar inserida de várias formas: na oferta de pratos ou receitas diferenciadas, na combinação de matérias primas, no processo de higienização, cocção ou cozimento, na tecnologia embutida nos equipamentos como fornos, no layout da cozinha e da área de atendimento, adquirido por um restaurante e de muitas outras formas.

Inovação bares restaurantes cysneiros ALI2015 garçon

Na inovação em processo, as cozinhas profissionais oferecem cada vez mais equipamentos modernos e automatizados para ampliar a produtividade, reduzir perdas e custos e aumentar a padronização de qualidade.
No segmento de alimentação rápida, onde as pessoas possuem cada vez menos tempo para se alimentar, as inovações recaem não somente sobre os produtos e o processo de preparo dos alimentos, mas também na integração das áreas de pedido e entrega.

Inovação bares restaurantes cysneiros ALI2015 automaçao
Outra área de inovação é nos sistemas de atendimento, Garantindo melhor controle e mais agilidade no processo de cobrança. Ocorre que novos equipamentos e sistemas surgem a cada período, como os baseados em comandas eletrônicas, usando código de barras, palms, smart-phones e similares.

Perfil das empresas e dos entrevistados
Das empresas entrevistadas, 5% são as lanchonetes, 10% restaurantes por quilo, 14% restaurantes self-service, 22% bares e 23% restaurantes a la-carte, e 26% restaurante-bar.

Práticas inovadoras implementadas pelas empresas

O segundo bloco buscou informações sobre práticas inovadoras que os proprietários, realizaram ou não em seus estabelecimentos nos últimos três anos. Foi subdividido em três partes: seis questões voltadas para inovação em produto, sete para inovação de processo e quatro para inovação em marketing e modelo de negócio. Para cada assertiva, os respondentes apontaram se implementaram ou não a prática nos últimos três anos.

No tocante à inovação em produto, pode-se observar que a implementação de novos pratos no cardápio foi a prática mais presente na ação desses empreendedores, seguida de inclusão de pratos mais saudáveis na grade do cardápio, capacitação do chef ou do responsável pela cozinha, inovações no cardápio decorrentes de ideias em visitas a feira ou eventos, inovações trazidas de viagens ou contatos com profissionais estrangeiros e, por último, com a menor pontuação, a contratação de profissionais externos ou consultores para elaboração de novos pratos.

Inovação bares restaurantes cysneiros ALI2015 feira

Com relação à inovação em processos, a resposta mais frequente está relacionada ao melhorias no modo como os produtos são dispostos aos clientes, seguida de reformas no ambiente, aquisição de novos equipamentos, implantação ou atualização de softwares e sistemas de controle gerencial, automação no atendimento com implantação de palms, comandas eletrônicas ou outros dispositivos similares, melhoria na produtividade da equipe decorrente de treinamento ou substituição de funcionários, implantação de tecnologias ou processos sustentáveis.

Inovação bares restaurantes cysneiros ALI2015 tablet

Inovação em marketing e modelo de negócio realizadas
No tocante à inovação em marketing e modelos de negócio, pode-se observar que possível analisar que a maior ênfase foi dado a promoções e formas de fidelizar o cliente, seguido da oferta de novos serviços ao cliente, como vallet, espaço para festas e aniversários, sistemas de reserva, seguido de mecanismos de comunicação digital como sites, blogs e similares. A inovação com menor porcentual de resposta foi a mudança de modelo de negócio ou a introdução de novos sistemas de precificação, por exemplo comida a quilo. A figura 4 apresenta os resultados da pesquisa.

Autores:

1 Alexandre Nabil Ghobril – Doutor em Administração. Coordenador de Inovação e Empreendedorismo, Universidade Presbiteriana Mackenzie, nabil@mackenzie.br.
2 Mauricio Henrique Benedetti – Doutor em Engenharia. Prof responsável pelo NIT, Universidade Presbiteriana Mackenzie,
mhbenedetti@uol.com.br
3 Nelson Destro Fragoso – Mestre em Administração. Prof responsável pela incubadora de empresas. Universidade Presbiteriana Mackenzie, ndfragoso@yahoo.com.br.

Link do artigo na íntegra: http://www.egepe.org.br/anais/tema01/325.pdf

Indicadores de Impacto das Inovações nas Micro e Pequenas Empresas 30 outubro, 2014

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impacto cysneiros inovação

Segue abaixo exemplos de impacto das inovações nas Micro e Pequenas Empresas:

  1. Melhoria da Qualidade dos Produtos e serviços
  2. Ampliação da Gama de Produtos e serviços
  3. Manutenção da Participação no  Mercado
  4. Ampliação da Participação no Mercado
  5. Abertura de Novos Mercados
  6. Aumento da Capacidade Produtiva
  7. Aumento da Flexibilidade da Produção
  8. Redução dos Custos de Produção
  9. Redução dos Custos do Trabalho
  10. Redução do Consumo de Matéria-Prima
  11. Redução do Consumo de Energia
  12. Redução do Consumo de Água
  13. Redução do Impacto Ambiental
  14. Enquadramento em Regulações no Mercado Interno
  15. Enquadramento em Regulações no Mercado Externo

RESULTADOS  QUE PODEM SER OBTIDOS COM AS SOLUÇÕES DE INOVAÇÃO PROPOSTAS

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  1. adequação do produto às exigências do mercado
  2. lançamento de novo produto
  3. atendimento da legislação específica
  4. melhoria da posição no mercado
  5. atendimento de exigências de caráter ambiental
  6. melhoria da qualidade do processo
  7. melhoria da qualidade do produto ou serviço
  8. aumento da produção
  9. melhoria da qualificação de mão-de-obra
  10. aumento da produtividade
  11. melhoria de performance
  12. aumento das exportações
  13. melhoria na segurança e saúde no trabalho
  14. aumento das vendas
  15. melhorias das condições de trabalho
  16. aumento do faturamento
  17. outro – Criação de marca e identidade visual (cartão de visita, papel timbrado, pasta, brindes, folder e newsletter.
  18. desenvolvimento de processo inovador
  19. redução de custos operacionais (produtos/serviços)
  20. diferenciação do produto ou serviço
  21. redução de tempo de produção
  22. substituição de equipamento importado
  23. facilidade de uso

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Impacto Verde

  1. diminuição de desperdícios
  2. redução dos impactos ambientais
  3. economia de energia

As Competências dos Inovadores 30 outubro, 2014

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Será que nascemos inovadores ou essas competências podem ser desenvolvidas?

Por mais de oito anos de pesquisas e entrevistas com quase 1000 executivos e empreendedores de sucesso, Jeff Dyer, Hal Gregersen e Clayton M. Christensen chegaram a conclusão que existe um conjunto de características que distingue os profissionais inovadores. Para eles a habilidade de gerar novas ideias não é mera função da capacidade cerebral mas também fruto do desenvolvimento de comportamentos.
Para eles, o DNA dos Inovadores é complementado por competências de descoberta e execução. As 5 competências de descoberta cumprem um papel importante nas fase iniciais do processo de inovação, o que chamamos do “front end” do processo de inovação. Resumidamente elas são:

- Questionar: fazer perguntas que desafiem o senso comum e as ortodoxias dos setores. Inovadores fazem mais perguntas. O que é isso? Por que é assim? E se fosse assim? Por que não fazer diferente? são perguntas comuns utilizadas pelos inovadores.

- Observar: através da observação do comportamento dos consumidores, fornecedores, competidores e outros agentes, estabelecer novas formas de fazer as coisas. Buscar o job to be done que está por trás do comportamento dos consumidores.

- Trabalhar em Rede: lidar com pessoas de diferentes gerações, formações, áreas de atuação que possam trazer novas ideias e perspectivas. Combinar suas ideias com outras pessoas de áreas distintas para aprender coisas novas.

- Experimentar: construir experimentos para testar incertezas, hipóteses e fazer emergir rapidamente insights e aprendizados sobre as ideias inovadoras. Questionar, observar e trabalhar em rede fornece insights e dados sobre o passado e o presente. Experimentar permite coletar dados sobre o comportamento esperado no futuro.

- Associar: trata de conectar as diferentes perspectivas, questões, problemas e ideias, gerando uma nova solução que ainda não havia sido proposta. Pensar nos problemas como um conjunto de peças que podem ser recombinadas e em novas configurações.
As competências de descoberta devem ser complementadas com as competências de execução. São as competências necessárias para transformar as novas ideias em realidade.

As 4 competências podem ser definidas como:
- Analisar – capacidade de organizar e coletar dados concretos para tomar as decisões corretas.

- Planejamento – está ligada com a capacidade de estabelecer planos, metas e um conjunto de atividades que precisam acontecer para o projeto inovador chegar ao objetivo esperado.

- Orientação aos detalhes – garante que os pequenos detalhes aconteçam conforme planejado sem esquecer nenhum detalhe.

- Auto disciplina – superam os obstáculos e mantém o cronograma definido para garantir os resultados dos projetos.
O vídeo abaixo traz um resumo das diferentes competências:

A prática constante dessas habilidades aumentam a capacidade de gerar novas ideias e executá-las.
Por Felipe Scherer

Fonte Exame.com

Empresa do setor de energia investe em inovação aberta

Normalmente uma tecnologia emergente leva tempo para se transformar em realidade. Não somente tempo mas também talento, investimento e execução para tornar boas ideias em modelo de negócios sustentáveis.

Hoje se fala muito de tecnologias vestíveis, big data, internet das coisas, e-health, nano compósitos, redes inteligentes, análise preditiva, cloud games, interfaces cérebro-máquina e tantas outras novidades que prometem revolucionar vários mercados.

Mas como transformar essas tecnologias em negócios? Grandes empresas têm alocado parte dos orçamentos de inovação no desenvolvimento interno mas também tem ampliado a busca por ideias e aplicações já criadas por terceiros.

Um exemplo é a EDP do Brasil, que acaba de lançar a 5a edição do Prêmio Inovação 2020, que esse ano visa promover o estímulo ao desenvolvimento de negócios e projetos para cidades inteligentes.

As inscrições começam dia 4 de agosto e vão até o dia 5 de outubro. A empresa está em busca de projetos em formatos de softwares, equipamentos, websites, jogos e modelos de negócio. Três projetos serão selecionados e a premiação total chega a R$ 100.000.

Maiores informações no site www.edpbr.com.br/premio e no vídeo abaixo.

Por Felipe Scherer

Fonte: Exame.com

Aprendizados de uma das empresas mais inovadoras do mundo

 Recentemente estive juntamente com gestores da inovação de diferentes empresas visitando a 3M, uma das empresas mais inovadoras do Brasil e do mundo. Falamos com os responsáveis pela inovação tanto da área técnica quanto da área de marketing. A abordagem referente a inovação da empresa é reconhecida mundialmente e venho compartilhar alguns dos principais aprendizados:

- Consistência de Propósito: criar uma cultura de inovação requer tempo e consistência. No caso da 3M desde a década de 20 quando enxergou a oportunidade de crescer através da inovação. Os ótimos resultados provenientes do lançamento de novos produtos como a lixa d’água e a fita crepe mobilizaram a empresa para continuar a seguir apostando na inovação até hoje.

- Estratégia de inovação bem definida: foco nas iniciativas e desenvolvimentos baseados na oferta, especialmente produtos. Ao todo são 46 plataformas de desenvolvimento que guiam a busca por produtos e tecnologias que possam gerar novas aplicações e benefícios aos consumidores.

- Inovação no dia a dia: A inovação está no dia a dia das pessoas. O ambiente colaborativo, descontraído e “camaradagem” permite o desenvolvimento de novas ideias em diferentes áreas. Dependendo da característica do projeto existe uma abordagem e sequencia de atividades e gates.

- Recrutamento e desenvolvimento de lideranças: desde a contratação já busca-se pessoas com esse espírito criativo e colaborativo. Depois desenvolve-se e estimula esses comportamentos através de capacitação e experiências que reforçam os comportamentos desejados. Complementar a isso a avaliação de desempenho também leva em consideração o envolvimento com a inovação.

- Reconhecimentos: a área técnica é focada em desenvolver novas tecnologias que irão permitir a criação de novos produtos e mercados. Um grande número de patentes são geradas todo ano e aqueles cientistas que mais se destacam recebem distinções perante a comunidade. Além de alguns Awards anuais, ser convidado a integrar a Carlton Society é o grande motivador para seguir fazendo contribuições extraordinárias. Boa parte desses reconhecimentos são baseados na indicação dos colegas que elegem os que mais se destacam.

Felipe Scherer

O funil ainda funciona?

Quem já leu alguma coisa sobre o processo de inovação provavelmente em algum momento tenha se deparado com um modelo parecido com um funil com atividades sequenciadas intercaladas com momentos de avaliação. Essa metodologia chamada de stage-gate foi desenvolvida na década de 80 e durante muito tempo foi quase unanimidade entre acadêmicos e gestores.

De forma geral, o modelo original stage-gate trata das atividades que vão desde a geração das ideias até o lançamento em 5 fases distintas: descoberta, investigação preliminar, planejamento, desenvolvimento, testes, lançamento.

Durante muito tempo essa abordagem trouxe uma lógica ao até então desestruturado processo de inovação, garantindo que as sequencia de atividades e avaliações necessárias fossem realizadas.

Porém nos últimos 10 anos inúmeros questionamentos a efetividade do modelo começaram a surgir. Críticos afirmam que o métodos é muito linear, muito rígido, muito burocrático ou mesmo que não permite a experimentação. Somadas as essas críticas entra em cena a lógica do lean startup que questiona o modelo tradicional de preparação e condução de projetos com maior grau de novidade e incerteza.

Escrevi um post sobre Lean Innovation e como essa filosofia baseada no aprendizado tem mudado a abordagem de desenvolvimento do processo de inovação. Mas será que o funil e o stage-gates ainda faz sentido?

A resposta mais direta é que sim, desde que algumas premissas sejam incorporados à abordagem do funil: flexibilidade, agilidade e velocidade (veja aqui um artigo escrito pelo criador da metodologia stage-gates).

Flexibilidade: nem todo projeto deve ser desenvolvido da mesma maneira. Projetos com diferentes níveis de incerteza e grau de novidade pedem uma abordagem diferente em relação a sequência de atividades e até mesmo os gates de avaliação.

Agilidade: uma das maiores críticas ao modelo original é em relação à necessidade de seguir uma quantidade de etapas até chegar a efetiva testagem e validação com os futuros usuários. Na nova visão cabe incorporar a lógica do manifesto ágil, criando um fluxo contínuo de entregas e validações intermediárias.

Velocidade: o modelo sequenciado de atividades deve ser repensado para que atividades possam ser executadas em paralelo através de diferentes times que colaboram. O uso de ferramentas de tecnologia da informação consegue permitir o trabalho colaborativo e automatizar algumas atividades do processo de desenvolvimento.

Felipe Scherer

12 aplicativos para fazer a inovação acontecer

Cada vez os diferentes serviços e aplicações estão migrando para as aplicações móveis. Nessa linha tem surgido diversos apps que podem apoiar no desafio de inovar. Separei 12 aplicativos para as diferentes fases do processo de inovação. Eles apoiam especialmente na identificação de oportunidades e na posterior estruturação das ideias geradas. Vale a pena conferir (os links apresentados são para iOS porém boa parte deles estão disponíveis para outras plataformas)

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1. IDEO Method Cards
A famosa empresa de design IDEO criou um conjunto de 51 cartas de inspiração. O método passa por aprender, observar, perguntar e experimentar. Para cada uma dessas fases existem atividades para apoiar o processo criativo.

Preço: $ 4,99
Versões: iPhone e iPad

2. Creative Whack Pack
Criado pelo reconhecido autor de livros e técnicas sobre criatividade, Roger von Oech, esse aplicativo traz 84 estratégias de geração de ideias criativas.
Preço: $1.99
Versões: iPhone e iPad

3. Oflow – Creativity App
Esse aplicativo traz uma série de exercícios para estimular a criatividade. Adicionalmente permite criar notas e registrar ideias as geradas, tendo a possibilidade de compartilhá-las.
Preço: $ 1,99
Versões: iPhone e iPad

4. Lean Innovation Tools
Esse combina conteúdo, templates e ferramentas para auxiliar em todo o processo de inovação. São 5 fases (5D): definir, descobrir, direcionar, design e desenvolver.
Preço: Gratuito
Versões: iPhone (compatível com iPad)

5. The Brainstormer
Destaque para a qualidade visual e estrutura desse aplicativo voltado para estimular o pensamento criativo.

Preço: $ 1,99 com outros pacotes disponíveis para compra.
Versões: iPhone e iPad

6. iBrainstorm
Esse é um excelente app para registrar sessões de brainstorming em busca de ideias inovadoras. Além de desenhos permite colocar post its e fotos nos painéis de ideias.

Preço: $ 1,99
Versões: iPad

7. Brainstorming Canvas – Generating Creative Ideas
É uma versão gratuita do anterior para registro de ideias. Permite compartilhar nas redes sociais.

Preço: Gratuito
Versões: iPad

8. Journeys: The Customer Experience Mapping Tool
Ótimo aplicativo para mapear a chamada jornada do consumidor, identificando oportunidades, frustrações e outros elementos qualitativos que podem auxiliar na geração de ideias inovadoras. Podem ser adicionadas imagens, vídeos e outras informações para caracterizar a experiência dos consumidores.

Preço: $ 4,99
Versões: iPad

9. Personas
Esse aplicativo é uma ótima ferramenta para construção detalhada dos perfis de consumidores alvo em projetos inovadores, focando em comportamentos, aspirações e problemas vivenciados por eles. Pode ser usado como complemento aos canvas do modelo de negócios.

Preço: $ 2,99
Versões: iPad

10. Business Model Toolbox
A versão mais completa (e cara) da famosa ferramenta canvas de modelo de negócios. Além da parte visual permite colocar informações detalhadas relativas a projeção de receitas e custos.

Preço: $ 29,99
Versões: iPad

11. SEBRAE Canvas
Essa é uma versão do canvas de modelo de negócios com funcionalidade apenas visual. Pode cumprir bem o papel a que se destina de simular diferentes possibilidades de modelos de negócios quando da estruturação de novas ideias.

Preço: Gratuito
Versões: iPad

12. Design Thinking Canvas
O aplicativo utiliza o processo de design com as seguintes fases: contexto, oportunidades, concorrentes, ideias, usuários, monetização e investimentos. Para cada fase são geradas informações relevantes para estruturar um novo conceito.

Preço: Gratuito
Versões: iPad

Essa não é um lista definitiva nem pretende cobrir todos os aplicativos disponíveis. Se você utiliza outro deixe um comentário com outras sugestões de apps que podem auxiliar no processo de inovação.

De onde veio a inspiração para criar o Facebook

O conceito de rede social não era novo e a ideia do Facebook foi baseada em uma evolução de quase quarenta anos. Desde que a internet foi criada as conexões virtuais entre pessoas puderam ser ampliadas, especialmente através dos emails e dos comunicadores instantâneos como os messengers. Por definição, uma rede social pode ser caracterizada como uma comunidade virtual no qual os participantes possuem um perfil próprio e estabelecem conexões com outros participantes, compartilhando informações.

Desde as origens da internet já se falava na comunicação de usuários com interesses comuns afastados geograficamente através de mensagens eletrônicas. Com o surgimento da world wide web também começaram a crescer as comunidades virtuais nas quais os usuários podiam criar suas páginas pessoas, com destaque para o Geocities. Em 1994 surgiu o site de relacionamentos Match.com e um ano depois o Classmates.com, cada qual com um propósito bastante específico mas ambos serviam para conectar pessoas com interesses comuns.

A primeira rede social nos moldes das atuais foi a SixDegrees. Ela era direcionada para pessoas reais que se conheciam e estabeleciam conexões com outras pessoas, podendo montar um perfil com o objetivo de descobrir pontos em comum entre elas. A SixDegrees tentava mapear as relações existentes entre pessoas reais que utilizam seus nomes verdadeiros.

A forma de convite era através de algum email dos participantes da rede social (algo inovador na época) e cada usuário podia criar um perfil pessoal com informações sobre interesses e características. A SixDegrees era um grande produto, mas fora do seu tempo. O custo de desenvolvimento e manutenção do site era altíssimos pois demandava muita gente especializada e licenças de software caras. Outra dificuldade estava na velocidade de acesso dos usuários que ainda utilizavam em sua maioria redes discadas. Somado a isso, naquela época a disponibilidade de câmeras digitais ainda era limitada a poucos, fazendo com que a ferramenta não tivesse espaço para colocação de fotos nos perfis. A SixDegrees chegou a ter 3,5 milhões de usuários no seu auge porém não conseguiu ir além do final do ano 2000.

Algumas outras iniciativas de redes sociais segmentadas surgiram nos anos seguintes mas foi em 2002, com o surgimento do Friendster, que algo novo movimentava novamente esse mercado. O fundador, Jonathan Abrams, apostou na oportunidade de aproximar pessoas para novos relacionamentos mas através da conexão com amigos dos amigos e utilizando seus nomes e perfis reais. O Friendster trazia a evolução do conceito do Match.com (que era voltado para relacionamentos mas entre estranhos) e do Sixdegrees (adicionando algo que faltava nele, ou seja, a foto ao lado do perfil do usuário).

O sucesso do Friendster foi enorme desde o princípio. Milhões de usuários se cadastraram nos primeiros meses e a mídia especializada em negócios já apontava a empresa como o futuro da internet e até mesmo como o próximo Google. Tudo parecia estar no caminho certo porém a infraestrutura subdimensionada para operar a ferramenta começou a tornar a experiência dos usuários lenta e problemática. Cada página levava muito tempo para carregar e, para piorar, começaram a surgir diversos usuários com perfis falsos que contrariavam a ideia original do Friendster. Esses perfis foram deletados por decisão do fundador causando revolta a alguns deles.

Na onda de sucesso do Friendster, a Califórnia começava a despontar como celeiro de novas empresas desse setor e em 2003 surgia o LinkedIn, Tribe.net e o MySpace. Na época começava a ficar claro que haveria dois tipos de redes sociais: as pessoais e as profissionais, sendo algumas mais ou menos segmentadas.

O MySpace aproveitou que o Friendster enfrentava problemas de desempenho e começou a atrair usuários, especialmente aqueles que haviam sido expulsos por utilizarem perfis falsos. Ele nasceu com forte vinculação à indústria da música e fez muito sucesso alguns anos, sendo durante 2005 e 2008 a rede social mais visitada no mundo, passando inclusive o Google em 2006 no número de visitas/mês. Porém a estratégia de construir a rede em torno da música e entretenimento mostrou-se ineficaz para combater o Facebook que focou em aprimorar a experiência das relações pessoais, além de abrir a plataforma para desenvolvedores externos.

O Orkut, rede social do Google, também foi lançado semanas antes do Facebook. Mesmo no ambiente universitário o Facebook não foi o pioneiro nas redes sociais. Stanford, Columbia e Yale já possuíam serviços similares. Mas o que fez com que o Facebook passasse por cima de todos esses e se transformasse na rede dominante do mundo?

Zuckerberg identificou que havia duas características fundamentais para que uma rede social pudesse prosperar: desempenho e experiência do usuário. Caso essas duas condições funcionassem bem as conexões e a comunicação entre pessoas poderiam ser ampliadas.

Desempenho – o processo de crescimento escalonado, escola por escola, foi acompanhado de uma preocupação com a infraestrutura de servidores e software para suportar o novo tráfego e a manutenção da velocidade do serviço. Grandes investimentos foram e são feitos para manter os data centers da empresa prontos para oferecer velocidade e armazenar grande quantidade de fotos, vídeos e informação.

Experiência do Usuário – o Facebook adotou a estratégia de manter as coisas simples com funções realmente relevantes ao usuário para que a utilização fosse facilitada. Tudo no Facebook deve ser gerado pelos usuários e não pelos operadores do serviço. Mesmo assim a política da empresa mistura liberdade e controle, especialmente pelos aprendizados de outras redes sociais anteriores. Há liberdade do usuário modificar o conteúdo porém esses não podem fazer o mesmo com a interface. Além disso, funcionalidades como o botão curtir, o mural de notícias, a marcação dos usuários nas fotos e outros fizeram com que o Facebook realmente tivesse atributos únicos em relação aos concorrentes.

O Facebook foi a rede social que conseguiu criar um espaço para os amigos deixarem mensagens (mural), foi aquele que introduziu os emails de alerta para informar os usuários que haviam recebido um recado ou mesmo haviam sido marcados e a própria funcionalidade de curtir foram elementos importantes para o sucesso do Facebook. Porém a ideia do negócio era muito maior que somente a questão tecnológica.

A criação em uma comunidade restrita em Harvard e depois outras universidades, trouxe um atrativo adicional para o Facebook, ou seja, os usuários e potenciais usuários sabiam que poderiam encontrar pessoas próximas na rede. Eles leriam e seriam lidos por pessoas que poderiam repercutir assuntos abordados. Mark soube criar funcionalidades voltadas para o público alvo, pois sabia que muitos estudantes viviam longe das suas cidades e estavam ávidos em estabelecer novos contatos. O Facebook acelerou essa integração, facilitando organizar trabalhos, festas, grupos de estudo e tudo mais que cercava o universo dos estudantes. Dois anos depois do sucesso entre os estudantes de quase 2.000 universidades, a expansão para outros amigos e familiares criou um hub de usuários interessados em comunicar e interagir.

Faltava uma ferramenta que pudesse melhorar a conexão e comunicação de pessoas reais com alto desempenho, facilidade de uso e com recursos diferenciados. Zuckerberg identificou que esse era o modelo de negócios de uma rede social e o Facebook conseguiu fazer isso.

Google incentiva inovação social no Brasil – atualizado

 A maior parte das vezes falamos de inovação com um viés econômico, especialmente de empresas privadas ou mesmo de como as nações fomentam essas práticas para gerar riqueza, empregos e desenvolvimento. Da mesma forma, a grande maioria das práticas da gestão da inovação foram desenvolvidas seguindo essa mesma lógica.

Mas a inovação não precisa ou deve ser só com foco no resultado econômico. Percebendo essas oportunidades, algumas empresas têm estabelecido iniciativas para fomentar a inovação social no Brasil.

O Desafio de Impacto Social Google Brasil visa solucionar problemas sociais e gerar impacto através da incorporação da tecnologia na busca pelas soluções. Na primeira fase foram selecionadas 10 empresas, entre as quais 4 serão receberão como premiação 1 milhão de reais para serem utilizados no escalonamento dos projetos.

Os vencedores do prêmio de R$1 milhão, cada, selecionados pelo corpo de jurados foram:

  • Meu Rio, cujo projeto “Rede Minha Cidade” utilizará aplicativos para fomentar engajamento cívico em cidades e comunidades urbanas.
  • Conservation International do Brasil, que propõe tornar a pesca em comunidades extrativistas mais sustentável, através de um aplicativo que permitirá identificar, por meio de rótulos fixados nos peixes, qual a origem do pescado e o método de pescaria.
  • Instituto Zero a Seis, que trouxe um projeto que fará envio personalizado de mensagens SMS para gestantes e mães de bebês de zero à três anos, a fim de apoiar o desenvolvimento na primeira infância.

Uma votação aberta na internet, na qual 475 mil votos foram registrados, elegeu como projeto favorito do publico o Geledés Instituto da Mulher Negra, que desenvolverá um app com recursos como a geocalização para apoiar mulheres em situação de vulnerabilidade à violência doméstica. O instituto também  receberá um prêmio de R$ 1 milhão e suporte do Google para tornar seu projeto realidade.

Além disto, em reconhecimento à qualidade dos 10 projetos, a diretora doGoogle.org Jacquelline Fuller, anunciou ainda um prêmio de R$ 500 mil para cada um dos outros 6 finalistas, totalizando R$ 7 milhões em prêmios para ONGs brasileiras.

Semana passada entrevistei por email Jacquelline Fuller, Diretora do Google.org, responsável pela iniciativa:

1) Por que o Google está fomentando esse tipo de iniciativa de inovação social? Qual a conexão com a estratégia do Google?

O Google tem um histórico, tanto no Brasil quanto no mundo, de apoio a causas sociais. Todos os anos investimos aproximadamente US$ 100 milhões em doações, US$ 1 bilhão em apps e anúncios gratuítos ou com desconto, e 50 mil horas de trabalho voluntário de Googlers em todo o mundo. Em 2012, lançamos o Desafio de Impacto Social Google Brasil para apoiar organizações empreendedoras sem fins lucrativos com ideias tecnológicas para mudar o mundo. 

Além disso, acreditamos que a tecnologia pode ajudar a resolver alguns dos desafios mais urgentes do mundo e queremos apoiar inovadores que estejam usando a tecnologia de novas formas para gerar impacto social. Com esta iniciativa, esperamos destacar o momento do empreendedorismo social no Brasil hoje e encorajar as organizações sem fins lucrativos a considerar como a tecnologia pode ajudá-los a atingir seus objetivos.

2) Você pode falar dos resultados concretos já obtidos dos outros desafios realizados em outros países?

Muitos projetos têm obtido bons resultados desde que o Desafio de Impacto Social foi lançado em 2012. Todos os vencedores, seus projetos e resultados estão disponíveis ao público em http://www.google.org/global-impact-awards. Alguns exemplos dos vencedores do Desafio de Impacto Social do Reino Unido, onde foi realizado a cerca de um ano:

 -O CDI “Apps for Good” (Aplicativos para o bem) está revolucionando a ciência da computação ao engajar crianças na criação de aplicativos. Desde o Desafio, o “Apps for Good” já treinou mais de 200 professores e aumentou seu alcance de 5 mil estudantes para mais de 17 mil.

 -O “SolarAid” está trabalhando para ampliar o acesso à iluminação solar em comunidades fora da rede na África através da criação de uma rede de distribuição de empresários locais. Desde o Desafio, o projeto já treinou 400 estudantes de ensino médio como “empreendedores solares” e bateu em um grande marco de distribuir 1 milhão de luzes solares para as comunidades rurais.

3) Por que o Google escolheu o Brasil para realizar o Desafio de Impacto Social neste ano?

Porque o Brasil é importante para o Google. Queremos celebrar o espírito de criatividade e empreendedorismo da maior democracia da América Latina, colocando em destaque as melhores organizações sem fins lucrativos locais que estão usando tecnologia para fazer um mundo melhor.

4) Como ocorre o acompanhamento das ONGs após o investimento/premiação?

Cada organização vencedora receberá R$ 1 milhão para executar seu projeto. Este montante será distribuído durante toda a execução do projeto, de acordo com as metas alcançadas pela ONG em seu plano de negócios.

 Além do Desafio de Impacto Social, também ofereceremos assistência técnica e orientação às organizações vencedoras. Há também um grupo de gerentes de projeto voluntários do Google que trabalharão com as organizações sem fins lucrativos para ajudá-las a terem sucesso com seus projetos.

15 Canvas para fazer a inovação decolar

 Nos últimos anos houve uma proliferação do desenvolvimento de ferramentas de gestão para diferentes aplicações. A ideia dessas ferramentas é traduzir conceitos teóricos em modelos que possam ser utilizados de forma objetiva por empreendedores e gestores.

Diagramas, gráficos, matrizes, esquemas passo a passo e modelos auxiliam na concepção e implementação de boas práticas. Recentemente venho percebendo uma proliferação de um tipo específico de ferramental aplicado a gestão: os chamados Canvas.

Um Canvas é um mapa visual que apresenta uma estrutura fixa a ser preenchida visando planejamento, reflexão ou mesmo facilitar a visualização de alguma situação específica. Entre as vantagens de utilizar os Canvas está na velocidade de construção / preenchimento, facilidades de comunicação que ele traz, além de garantir que haja uma relação entre o preenchimento dos blocos que os compõem já que estão na mesma página lado a lado.

Abaixo apresento alguns dos principais Canvas relacionados com inovação que estão sendo largamente utilizados por empreendedores e executivos atualmente:

1. BUSINESS MODEL CANVAS (BMC)

Para que serve: conceber diferentes possibilidades de modelos de negócio inovadores.

Esse é a inspiração de praticamente todos os outros que apresento nessa lista. Fruto da pesquisa da tese de doutorado de Alex Osterwalder em 2004 (http://www.hec.unil.ch/aosterwa/PhD/Osterwalder_PhD_BM_Ontology.pdf), ficou famoso após a publicação do livro chamado Business Model Generation em 2010.

bmc

Maiores informações: http://www.businessmodelgeneration.com/

2. INNOVATION MANAGEMENT CANVAS (IMC)

Para que serve: planejar o programa de inovação corporativo.

Na Innoscience entramos na onda dos Canvas e transformamos o nosso modelo de gestão da inovação, o Octógono da Inovação, em uma ferramenta única para concepção inicial das principais diretrizes e políticas que irão guiar a gestão da inovação.

innovation management canvas

Maiores Informações: http://www.innoscience.com.br/?pg=Contato

3. LEAN CANVAS (LC)

Para que serve: conceber diferentes possibilidades de modelos de negócio inovadores especialmente para startups.

É uma variação do modelo anterior porém voltado para startups. O autor combinou os conceitos de customer develop e lean startup ao BMC. No LC foram trocados 4 blocos em relação ao BMC: Parceiros, Atividades, Recursos e Relacionamento: por Problema, Solução, Indicadores e Barreira de Imitação. O autor sugere que o BMC possa ser utilizado posteriormente à construção do LC.

leancanvas

Maiores informações: https://leanstack.com/

4. PROJECT CANVAS (PC)

Para que serve: planejar e controlar a execução de projetos de qualquer natureza.

Utilizando os conceitos de gerenciamento de projeto, esses Canvas surgiram para colocar em 1 página as principais deliberações da fase de planejamento. Apresento duas versões dos PCs, uma desenvolvida no Brasil pelo Professor José Finocchio Júnior e outra nos Estados Unidos por Jim Kalbach.

project CANVAS

project CANVAS 2

Maiores informações: http://www.pmcanvas.com.br/ ehttp://experiencinginformation.wordpress.com/2012/08/05/the-project-canvas/

5. BUSINESS MODEL YOU (BMY)

Para que serve: voltado para o planejamento da carreira.

Também criado por Osterwalder em 2012, o BMY promete reinventar a carreira  através da reflexão de elementos essenciais para o desenvolvimento profissional. A estrutura é a mesma do BMC mas adaptada para a reflexão sob a ótica do indivíduo.

personal-business-model-canvas

Maiores Informações: http://businessmodelyou.com/

6. PRODUCT/MARKET FIT CANVAS (PMFC)

Para que serve: utilizado para descrever o mercado e produto de uma nova iniciativa.

Responde 4 perguntas fundamentais para um novo produto: quem, porque, como e o que o consumidor fará com o novo produto ou serviço. Esse Canvas foi co-criado por mais de 150 pessoas do mundo todo.

Product-Market-Fit-Canvas-frontpage

Maiores Informações: http://www.productmarketfitcanvas.com/

7. MARKETING CAMPAIGN MODEL CANVAS (MCMC)

Para que serve: planejar as campanhas de marketing.

Esse Canvas possui 9 blocos fundamentais para estruturação de uma campanha de marketing. Busca responder questões do tipo: com que estamos falando, quais problemas que eles estão enfrentando, como vamos acessa-los e com qual conteúdo, entre outras variáveis.

Mktg_Campaign_Model_Canvas-Template

Maiores Informações: http://www.b2bento.com/marketing-campaign-model-canvas-free-and-exclusive-download/

8. INNOVATION PROJECT CANVAS (IPC)

Para que serve: planejar a experimentação de projetos de inovação

Esse é mais um Canvas que desenvolvemos na Innoscience. Funciona na estruturação e desdobramento de uma ideia de potencial inovador. Apoia também o planejamento da experimentação.

innovation project canvas

Maiores Informações: http://www.innoscience.com.br/?pg=Contato

9. STARTUP CANVAS (SC)

Para que serve: organizar a estruturação de uma startup.

Esse é um Canvas com cara de plano de negócios. Bastante completo, aborda os principais tópicos relativos a montagem de um novo negócio como papeis no negócio, discurso de elevador, como adquirir os clientes e outras dimensões de uma startup.

startup canvas

Maiores Informações: http://www.methodkit.com/shop/methodkit-for-startups/

10.  INNOVATION CANVAS (IC)

Para que serve: organizar a busca e estruturação de uma ideia inovadora.

O IC é uma versão reduzida de um business case, apresentando dimensões relacionadas às fontes de insights que geraram a ideia, a própria ideia e suas características e uma visão de mercado.

the innovation canvas

Maiores Informações: http://www.rose-hulman.edu/offices-and-services/office-of-innovation-engagement/innovation-canvas.aspx

11.  SERVICE INNOVATION CANVAS (SIC)

Para que serve: organizar as ideias de potencial inovador em serviços.

Criado por um grupo de estudantes, esse Canvas traz os principais aspectos a serem levados em consideração quando da inovação em serviços. Traz algumas particularidades relativas a serviços.

service innovation canvas

Maiores Informações: http://pt.slideshare.net/designthinkers/beta-version-serviceinnovationcanvas

12.  LEAN CHANGE CANVAS (LCC)

Para que serve: planejar as ações para suportar mudanças na organização.

O LCC foi criado combinando o tradicional modelo de gestão da mudança de Kotter com a lógica lean. Dessa combinação saiu o conceito de MVC (minimum viable changes). Essa ferramenta é útil na implementação de mudanças organizacionais decorrente de projetos inovadores ou mesmo para mudar a cultura em prol da inovação.

lean change canvas

Maiores Informações: http://agileconsulting.blogspot.de/2012/08/lean-change-part-1-combining-kotter-and.html?m=1

13. CANVAS4CHANGE (C4C)

Para que serve: planejar as ações para suportar mudanças na organização.

Cumpre o mesmo papel do LCC porém com maiores detalhes.

canvas4change

Maiores Informações: http://canvas4change.de/

14. CUSTOMER JORNEY CANVAS (CJC)

Para que serve: mapear as diferentes ações dos consumidores de serviços.

Está estruturado para mapear o antes, durante e depois de um consumidor de serviços.  Promove uma reflexão sobre as expectativas, experiências e o que traz satisfação para o consumidor de serviço.

customer jorney canvas

Maiores Informações:http://files.thisisservicedesignthinking.com/tisdt_cujoca_portugese.pdf

15. OPEN INNOVATION CANVAS (OIC)

Para que serve: planejar as iniciativas de inovação aberta

Outra criação da Innoscience, o OIC traz a reflexão necessária para a concepção de uma campanha de inovação aberta. Elementos como objetivos, motivadores, ambiente e outros são apresentados no Canvas.

open innovation canvas

Maiores Informações: http://www.innoscience.com.br/?pg=Contato

Temos desenvolvido workshops e treinamentos práticos em diversas empresas para promover a utilização dessas ferramentas com muito sucesso. Os Canvas tem sem mostrado muito eficientes em função da simplicidade na elaboração e entendimento dos conceitos, além de servir de excelente ferramenta de comunicação e controle na implementação. Se você conhece ou utiliza outro Canvas deixe um comentário ou envie uma mensagem (felipe@innoscience.com.br) para podermos completar a lista.

Inovação como Serviço (IaaS)

 O termo software como serviço (SaaS) já se consolidou como uma alternativa de aquisição de aplicações de diferentes funções. Softwares como o Sales Force, Google Docs, Constant Contact e muitos outros de empresas tradicionais como Oracle, Microsoft e SAP já migraram para o modelo de negócios SaaS.

Nessa mesma lógica surgiu o conceito de Inovação como Serviço (Innovation as a Service – IaaS) para prover às empresas toda gama de soluções relacionadas à gestão da inovação.

O conceito é o mesmo: aportar para as empresas usuárias a possibilidade de gerir seu processo de inovação utilizando ferramentas e serviços de terceiros como uma solução completa para esse tipo de desafio.

Um provedor de soluções IaaS atua desde a estruturação da inovação nas empresas até o lançamento dos projetos ao mercado. Abaixo listo as principais soluções que são aportadas:

1. Estruturar a gestão da inovação na empresa cliente – definir as principais práticas relacionadas a gestão da inovação e colocá-las em prática nas empresas.

2. Identificar oportunidades de alto potencial de resultados – buscar ideias, tecnologias e soluções que estejam alinhadas com a estratégia de inovação deliberada. Aqui são construídos radares tecnológicos e um conjunto de oportunidades concretas.

3. Refinar e validar as oportunidades com experts – além de testar as oportunidades com os experts internos são envolvidos profissionais externos e mesmo clientes potenciais. Tudo isso é feito pelo provedor de IaaS.

4. Estruturar os projetos (até mesmo captando recursos para desenvolvimento) – esse é uma atividade crucial para muitas empresas que não conseguem financiar os desenvolvimentos exclusivamente com os recursos próprios.

5.  Preparar e executar learning plan para execução do piloto – definir e testar as principais incertezas são atividades fundamentais para projetos inovadores.

6.  Acompanhar desenvolvimento do projeto – combinar a execução de projetos inovadores com a operação da rotina nem sempre é uma tarefa fácil já que ambas demandam tempo e isso é algo escasso nos dias de hoje.

7. Realizar a gestão das métricas, portfólio e ações de engajamento – o provedor de IaaS faz o papel do personal trainer, garantindo que as ações sejam executadas e resultados sejam gerenciados.

Nessa linha, tecnologias foram incorporadas aos pacotes de IaaS. Para cada solução hoje podemos contar com softwares e plataformas muito robustas. Technology brokers como a Innocentive integram uma rede cientistas, pesquisadores e experts no mundo todo na busca por solução de problemas complexos. Quando busca-se a solução com grupos de estudantes surge com destaque no Brasil uma plataforma chamada Battle of Concepts. Há ainda as chamadas plataformas de ideia management, que automatizam todo processo de geração, seleção, desenvolvimento e acompanhamento das inovações, permitindo colaboração interna e externa.

Todas essas ferramentas, quando combinadas com metodologias robustas podem trazer excelentes resultados. Vejo organizações cada vez mais abertas em contar com terceiros que possuem soluções metodológicas e tecnológicas que possam potencializar os ganhos nas atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação. As soluções de inovação como serviço são uma tendência e acredito que veremos crescer rapidamente no Brasil.

Por Felipe Scherer

Fonte: Exame.com

Inovação na prática 30 outubro, 2014

Posted by Flammarion Cysneiros in Inovação.
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Pesquisa revela melhores práticas de P&D

Felipe Scherer

Nos últimos dez anos tem o estudo Global Innovation 1000 analisa as empresas com os maiores investimentos em pesquisa e desenvolvimento no mundo. O relatório desse ano trouxe uma análise histórica da evolução das práticas e abordagens para maximizar o retorno dos investimentos.

Vejamos alguns resultados interessantes:

1. As empresas mais inovadoras não são as que mais investem em P&D – esse achado já vem se repetindo ao longo de muitos anos e reforça a importância da gestão do processo de inovação. Não há uma relação direta proporcional de investir mais e ser mais inovador. O que importa é a forma como a empresa configura estratégia, cultura, pessoas, ferramentas e combina com os necessários investimentos. Veja a comparação inovadores e a posição no ranking dos orçamentos de P&D:

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2. O crescimento da China como potencia para inovação – os investimentos das empresas chinesas cresceram 15 vezes nos últimos 10 anos. Na primeira lista dos 1000 maiores orçamentos havia apenas 8 empresas chinesas. Na última lista já são 114. Somente no ultimo ano os investimentos em P&D das empresas do país cresceu 46%. O país caminha para se tornar uma potencia em tecnologia e inovação, mudando um pouco a abordagem de apenas copiar ou realizar engenharia reversa.

 

3. Alocação dos investimentos deverá mudar nos próximos anos – as empresas pesquisas apontaram que pretendem mudar o perfil de alocação de recursos do portfólio, ampliando o investimento em projetos de inovação radical. Atualmente em media as empresas dividem da seguinte forma: 58% em projetos de inovação incremental, 28% em projetos incrementais e apenas 14% em projetos de inovação radical. Em 10 anos os entrevistados projetam investir menos em projetos incrementais e mais em substanciais e radicais.

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4. Os chamados need seekers desempenham melhor que os market readers e Technology Drivers – o estudo apontou que aquelas empresas que buscam o entendimento das necessidades reveladas e não reveladas dos consumidores e desenvolvem soluções para essas necessidades são aquelas que financeiramente tem os melhores resultados. Esse dado reforça a importância do uso de ferramentas e processo para poder fazer a correta leitura no momento adequado.

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Vejam mais dados nos vídeos abaixo:

Felipe Scherer

Você conhece o Failure Bingo para empreendedores?

Felipe Scherer

Thomas Oppong do site Alltop Startups consolidou em um ebook gratuito 50 histórias de fracassos de empreendedores. Nesse material os fundadores das empresas contam os motivos dos fracassos e os principais aprendizados vindos dessas experiências.

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Praticamente todas as empresas que hoje admiramos como inovadoras tem exemplos de fracassos ao longo de suas histórias. Desde startups até empresas estabelecidas seguem o mesmo caminho: falham, aprendem e persistem até atingir o sucesso. O Dodgeball, o Google Wave, Health, Buzz e outros tantos são exemplos de produtos lançados pela empresa e que não tiveram os resultados esperados.

Mark Zuckerberg do Facebook disse certa vez:

“Muitas empresas são organizadas de maneira que as pessoas julgam umas as outras por seus erros… Muitas empresas ficam tão preocupadas com a possibilidade de cometerem um erro que ficam com medo de arriscar.”

O site americano Innovation Leader resolveu entrar na onda do fracasso e desenvolveu o chamado Failure Bingo(Bingo do Fracasso). A brincadeira gira em torno de um tema que é muito falado por empreendedores de sucesso: o fracasso muitas vezes é o combustível para o sucesso.

No próximo evento de startups que reunir empreendedores de sucesso, leve a ferramenta e marque cada vez que algum dos tópicos for mencionado. Os criadores garantem que você irá ouvir diversas vezes as seguintes mensagens:

failure bingo

1. Celebre o fracasso.

2. A cultura corporativa deve permitir o fracasso, não punindo-o.

3. Thomas Edison: “Eu não falhei. Eu descobri 10.000 formas que nãofuncionam.”

4. Aprenda com o fracasso.

5. Alguém apresenta um exemplo concreto de como fracassou.

6. Falhe rápido e barato.

7. Remova os tabus sobre o fracasso.

8. Não tenha receio de falhar.

9. O fracasso é um legado.

Quem tiver interesse em baixar, o Failure Bingo está disponível no link:

http://www.innovationleader.com/wp-content/uploads/2014/10/Failure-Bingo-from-Innovation-Leader1.pdf

Felipe Scherer

15 programas de inovação para o setor público

Felipe Scherer

gov

Muitas pessoas ficaram interessadas no Report de Inovação no Setor Públicoque foi publicado há poucas semanas (http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/inovacao-na-pratica/2014/10/07/e-possivel-inovar-no-setor-publico/) e resolvi ampliar essa discussão e compartilhar uma série de iniciativas que estão acontecendo ao redor do mundo sobre o tema.

Abaixo listei uma série de organizações públicas e não governamentais de diferentes locais do mundo que estruturaram a inovação para ela prover diferentes tipos de resultados, seja novos serviços, melhorias na qualidade, reduções de custo ou eficiência na gestão dos recursos públicos.

Essas iniciativas estão alocadas em diferentes esferas dos governos: federal, estadual ou municipal. Temos muito o que aprender com várias delas.

1. Public Sector Innovation – Australia
http://innovation.govspace.gov.au/
Programa de inovação voltado para os servidores federais do governo da Austrália (Australian Public Service – APS). Disponibiliza um conjunto de ferramentas para serem utilizados nos diferentes departamentos e regiões do país. Além disso, promove eventos para disseminar a importância do tema no setor público e coordena uma rede de agentes públicos.

2. Futurs Publics – França
http://www.modernisation.gouv.fr/mots-cle/futurs-publics
Programa federal voltado para modernizar a atuação do serviço público na França. Lançado em 2013 promove o espírito de inovação nas organizações públicas através de seminários, metodologia, cooperação e projetos piloto de serviços inovadores.

3. Laboratorio de Innovacion Pública – Corfo – Chile
http://www.corfo.cl/sala-de-prensa/noticias/2014/septiembre-2014/14-instituciones-publicas-inician-programas-de-innovacion-para-mejorar-su-gestion-y-atencion-a-usuarios?CodTemplate=20120119160315
Criado recentemente pelo governo federal do Chile, o Laboratorio entrará em funcionamento no final deste ano e estará encarregado de conduzir e projetos inovadores que venham melhorar a produtividade e serviços públicos. É um espaço para promover a inovação dentro do setor público.

4. SF Mayor’s Office of Civic Innovation – San Francisco – Estados Unidos
http://innovatesf.com/
Conjunto de iniciativas da prefeitura de San Francisco para conectar a inovação com o serviço público. Projetos como ImproveSF, Mayor’s Innovation Roundtables, SF Open Law, Living Innovation Zone e outros visam criar o ecossistema para a inovação, melhorando serviços públicos e a atuação da prefeitura.

5. Centre for Public Service Innovation – África do Sul
http://www.cpsi.co.za/
Criado pelo governo federal do país africano, visa facilitar a geração de novas ideias permitindo que pilotos sejam realizados no âmbito da administração pública. Busca criar um cultura de inovação no setor público.

6. La 27e Region – França
http://blog.la27eregion.fr/-About-la-27e-Region-
Criada em 2008 é um ONG que visa apoiar os governos das regiões francesas a desenvolver experimentos inovadores nos serviços públicos prestados. Utiliza as técnicas de design, inovação social e ciência social para fazer a inovação acontecer no setor público.

7. Nesta – Reino Unido
http://www.nesta.org.uk/
Similar a La 27e Region, a Nesta é um organização sem fins lucrativos que apoia no desenvolvimento de inovações no setor público. Atua em parceria com o governo e parceiros privados.

8. New Urban Mechanics – Boston e Philadelphia – Estados Unidos
http://www.newurbanmechanics.org/
Iniciativa da prefeitura de Boston para trazer inovações tecnológicas para os serviços públicos. Atua como uma incubadora para conectar os órgãos públicos e empreendedores da região visando desenvolver pilotos de projetos inovadores.

9. Mind Lab – Dinamarca
http://mind-lab.dk/en/
Vinculado ao governo federal, o Mind Lab é uma unidade de desenvolvimento de projetos inovadores para melhorar os serviços públicos em parceria com a comunidade. Além dos programas possui também um espaço físico de criação e desenvolvimento de inovações.

10. PS21 Office – Singapura
http://www.psd.gov.sg/content/psd/en/aboutpsd/PS21.html
A agência visa criar o serviço público do século 21 no governo de Singapura. Funciona como um programa de ideias interno que busca envolver os servidores públicos.

11. Seoul Innovation Burea – Seoul – Coréia do Sul
http://theiteams.org/case-studies/seoul-innovation-bureau
Programa da cidade de Seoul busca aproximar os cidadãos do processo de inovação nos serviços públicos. Através da tecnologia busca insights, soluções de problemas e novas ideias para melhorar a vida da população.

12. Innovation Delivery Team – Chicago, Louisville, Memphis, Atlanta e Nova Orleans – Estados Unidos
http://www.bloomberg.org/program/government-innovation/innovation-delivery-teams/#overview
Programa financiado pela Bloomberg Philantropies apoia com recursos e metodologia cidades americanas para inovar e resolver os principais problemas locais.

13. iGov SP – São Paulo – Brasil
http://igovsp.net/sp/sobre/
A Rede Paulista de Inovação em Governo foca na melhoria dos serviços públicos e da gestão do estado de São Paulo. Através da gestão do conhecimento e inovação promove diferentes iniciativas para criar as condições para que a inovação ocorra nos órgão públicos estaduais.

14. GovLab
http://thegovlab.org/about/
O Governance Lab foi criado em 2012 pela Fundação MacArthur and Knight para repensar a forma de atuação dos governos. Além de pesquisa, comunicação e treinamento, busca ter um papel ativo na utilização da tecnologia para melhorar a vida dos cidadãos.

15. The Behavioural Insights Team – Reino Unido
http://www.behaviouralinsights.co.uk/about-us
O BIT é uma joint venture entre o governo do Reino Unido e a Nesta e visa utilizar a os insights comportamentais para gerar inovações sociais.

Você pode encontrar o Report de Gestão da Inovação no Setor Público nesse link.

Felipe Scherer

Grupo BB E MAPFRE inovam para atingir os não consumidores

Felipe Scherer

Essa semana o Grupo Segurador BB e Mapfre apresentou ao mercado sua nova proposta chamada Projeto Família Sempre Protegida (http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/noticias/seguro-de-residencia-passara-a-ser-vendido-ate-no-metro), uma iniciativa muito interessante que disponibiliza seguros em pontos de venda como vending machines (em metros e aeroportos) e em gôndolas de lojas de varejo e supermercados.

bb mapfre 2

Alguns pontos interessantes dessa iniciativa que valem ser ressaltados:

Não Consumo – segundo o Instituto de Pesquisa Datafolha, 95% das residências no Brasil não possuem seguro, 58% dos automóveis não têm proteção e 88% das pessoas não possuem seguro de vida. Buscar modelos de negócios alternativos como o esse visa justamente trazer para o mercado potenciais consumidores que hoje não o fazem por diferentes motivos (desconhecimento, custo, conveniência…). O produto desenvolvido visa justamente acessar uma grande parcela da população brasileira que ainda não tem a cultura do seguros.

Inovação em diferentes formas – Tradicionalmente o foco fica muito em cima do produto. O projeto Família Sempre Protegida do Grupo BB Mapfre trabalha diferentes dimensões do modelo de negócio como presença, relacionamento e até mesmo na experiência de consumo. Notadamente são as inovações que utilizam diferentes tipos aquelas que alcançam mais sucesso no mercado.

Mercados Regulados – A inovação em setores regulados traz desafios adicionais para os gestores dessas empresas. Apesar de maiores dificuldades não significa que não pode ser feito. Muitas vezes boas ideias deixam de ser testadas por questões que são mais paradigmas do que realidade.

Felipe Scherer

É possível inovar no setor público

A inovação vem ganhando cada vez mais espaço no setor público. Assim como esse tema se difundiu na iniciativa privada nos últimos dez anos, as instituições públicas e seus gestores também começam a enxergar as possibilidades decorrentes de uma abordagem estruturada de gestão da inovação.

Os desafios relacionados ao setor público são muitos. Dependendo da esfera e do objetivo do órgão em análise, as necessidades mudam. O combate a desigualdade, o excesso de burocracia, serviços ineficientes (em qualidade ou quantidade), o combate a corrupção ou mesmo a mudança das expectativas dos cidadãos quanto aos serviços prestados pressionam os governantes. Desafio existem quanto a políticas públicas referentes ao meio ambiente, criminalidade e desigualdade social.

Somado a isso a impossibilidade de aumento da carga tributária e a baixa motivação de colaboradores de boa parte dos órgãos públicos criam um contexto que precisa ser trabalhado de forma estruturada e proativa para mudar.

Recessões e crises requerem uma habilidade de todos os setores para buscar maior eficiência e alternativas para operarem em situações adversas. Afora isso, a crescente pressão por melhores serviços e o limite da capacidade das empresas em pagar mais impostos geram uma pressão para que o estado cumpra seu papel. Atualmente 40% de toda a riqueza produzida no país é gasta pelo setor público e se queremos realmente ampliar a qualidade e disponibilidade dos serviços públicos será necessário desenvolver inovações na forma como eles são entregues e executados.

A inovação no setor público requer uma abordagem diferente do setor privado. Até o momento pouco tem se falado de metodologia para abordá-la com as especificidades necessárias para sistematizar tais iniciativas. Nesse contexto surge a necessidade de ampliarmos a discussão sobre a gestão da inovação no setor publico.

Quem tiver mais interesse pode acessar um report com a metodologia do octógono da inovação do setor público no link abaixo:

http://cmp.innoscience.com.br/report-inovacao-setor-publico/

Por: Felipe Scherer

Fonte: Exame.com

Saiu o Edital ALI Pernambuco – Agente Local de Inovação 2014 – Sebrae Cnpq 28 outubro, 2014

Posted by Flammarion Cysneiros in Agente Local de Inovação.
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Edital ALI Cnpq Sebrae Pernambuco

Edital ALI Cnpq Sebrae Pernambuco

Processo Seletivo de Bolsistas – CNPq e SEBRAE/PE – 01/2014

Edital 01/2014
27/10/2014

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Pernambuco – SEBRAE/PE, tornam pública a abertura das inscrições para captação de BOLSISTAS para atuarem como ORIENTADORES e AGENTES no Programa ALI – AGENTES LOCAIS DE INOVAÇÃO, cujo objetivo é promover a prática continuada de ações de inovação nas empresas de pequeno porte, por meio de uma orientação proativa e personalizada.

Vagas para o estado de Pernambuco:

Tabela de Vagas Pernambuco ALI Cnpq Sebrae 2105Tabela RMR de Vagas ALI Sebrae Pernambuco 2015

  • Bolsa Capacitação EXP-SC: R$ 2.000,00 (dois mil reais), por 1 (um) mês, a contar da convocação, prevista para março/2015, de acordo com o cronograma constante no item 8 deste comunicado, sem possibilidade de renovação.
  •  Bolsa ALI EXP-SB: R$ 4.000,00 (quatro mil reais) mês, por até 30 (trinta) meses, após a capacitação, sem possibilidades de renovação, já incluído R$ 600,00 (seiscentos reais) mês de ajuda de custo para:
    o R$ 350,00 (trezentos e cinquenta reais): microcomputador portátil com
    acesso à internet móvel e smartphone.
    o R$ 250,00 (duzentos e cinquenta reais): Plano de saúde.

Inscrições e Link para o Edital em pdf download

em: http://www.contemaxconsultoria.com.br/

Seminário debate para o empresariado santa-cruzense as vantagens de se apostar no mercado de vendas pela internet 15 outubro, 2014

Posted by Flammarion Cysneiros in Inovação.
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Seminário debate para o empresariado santa-cruzense as vantagens de se apostar no mercado de vendas pela internet

Consultores do Sebrae falam da importância de se investir em um dos canais de vendas que mais crescem no Brasil. Fotos: Thonny Hill.

Na tarde desta quinta-feira (21) está acontecendo, no Teatro Municipal de Santa Cruz do Capibaribe, o I Seminário de Comércio Eletrônico, que aborda sobre a venda de produtos pela Internet ou “e-commerce”.

A iniciativa, que é promovida pela Prefeitura Municipal e pelo Sebrae-PE, com apoio do Moda Center Santa Cruz, e de entidades como a Ascap, CDL de Santa Cruz do Capibaribe e Ascont, tem como objetivo levantar um debate acerca da importância das empresas do município em investir mais nesse canal de vendas.

O debate também serve para modificar uma mentalidade existente em boa parte das empresas do Polo que possuem sites na grande rede, que se limitam apenas em mostrar produtos ao invés de também comercializá-los.

Um time de quatro consultores foi escalado para falar ao público, formado em sua maioria por empresários, sobre como vender pela internet, a importância de se investir no marketing digital, dicas de segurança on-line, estratégias de relacionamento com o cliente através das redes sociais, meios de pagamento on-line, a importância do registro de marcas e seus respectivos logotipos, a criação de sites e páginas em redes sociais voltadas para a empresa e seu público-alvo, entre outros assuntos.

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Consultores Flammarion Cysneiros, Evelyn Siqueira e Jefferson Alex falaram sobre as dúvidas e vantagens de se apostar no e-commerce.

De acordo com especialistas, as vendas pela internet, em todo o país, já somam a casa dos R$ 16 bilhões somente no primeiro semestre de 2014, podendo fechar o ano com um saldo de R$35 bilhões, muito desse montante originado da comercialização de artigos de moda e vestuário.

A ideia é que os empresários possam ser incentivados a explorar outras possibilidades de realizar negócios e aumentar a lucratividade nas suas empresas. O seminário seguirá até às 18h.

.Fonte: Blog no Ney Lima

Acesso: http://www.blogdoneylima.com.br/2014/08/page/6/

Sinapro–PE promove o ciclo de palestras Panorama 360º na Fiepe 13 outubro, 2014

Posted by robsonicomuni in Inovação.
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Comunicação, economia e empreendedorismo. Esses são os principais temas que irão nortear o ciclo de palestras Panorama 360º, encontro promovido pelo Sindicato das Agências de Propaganda de Pernambuco (Sinapro–PE), com apoio da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap–PE) e da Globo Nordeste.

O encontro, que será realizado no próximo dia 17 de outubro, na sede da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), vai reunir as palestras do jornalista e analista de economia da TV Globo George Vidor; do diretor comercial e de marketing da Vitarella, Massud Junior; e o diretor do Porto Digital, Francisco Saboya. Os debates serão mediados pelo consultor e sócio da TGI Consultoria, Francisco Cunha.
O jornalista da Globo, George Vidor, abordará o tema O Brasil Esfinge – nossa economia entrou na fase do “decifra-me ou te devoro”. Massud Junior vai falar sobre a Importância da comunicação na consolidação da marca Vitarella, apresentando cases e experiências de sucesso da empresa. Já Francisco Saboya, professor de Macroeconomia e Gestão de Sistemas e TI pela Universidade de Pernambuco (UPE) e CEO do Porto Digital, irá tratar do tema Empreendedorismo e inovação: como crescer sob novos paradigmas. As palestras são gratuitas e as inscrições podem ser feitas através do e-mail (officinapromo@gmail.com).

Vidor – O jornalista George Vidor, que reúne uma larga experiência profissional na área de Economia, deverá dar uma grande contribuição ao debate. Vidor é editor do caderno de economia do jornal O Globo, do Rio de Janeiro e analista econômico da Rede Globo; participa da seção Conta Corrente no jornal da Globo News (edição das 18h) e mantém um blog no portal do veículo, no qual trata de assuntos pertinentes ao campo financeiro.

Serviço:
Evento: Panorama 360º
Data e horário: 17 de outubro (das 15h às 18h)
Local: Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe)
Inscrições: gratuitas pelo e-mail officinapromo@gmail.com

 

Fonte: Globo Nordeste

Siemens inova em sistema de gerenciamento de motores 13 outubro, 2014

Posted by robsonicomuni in Inovação.
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Portal do Empreendedor

A Siemens expande o seu consagrado sistema de gerenciamento de motores SIMOCODE com uma nova série de dispositivos, que está previsto para chegar ao Brasil em outubro deste ano. O lançamento SIMOCODE pro S oferece funções de proteção, controle e monitoramento em um dispositivo básico e um módulo multifunção opcional. Com largura bastante reduzida, 22,5 milímetros, o sistema é capaz de controlar partidas direta e reversora, além de funções de proteção contra sobrecarga e termistor. A nova tecnologia monitora também os limites de corrente, dados operacionais e paralisações da planta.

O equipamento se comunica de forma fácil e direta com sistemas de automação via rede PROFIBUS. O módulo multifunção correspondente, com design igualmente compacto, de 22,5 milímetros, acrescenta ao dispositivo básico quatro entradas digitais para 24 V ou 110-240 V, bem como duas saídas a relés. A tecnologia também oferece funções adicionais de controle, como partida estrela-triângulo, soft starter e disjuntores. Além disso, o sistema possibilita a supervisão de fuga à terra externa em conjunto com o novo toroidal 3UL23 e entrada para conexão de um sensor de temperatura.

O lançamento da Siemens foi concebido para a operação de motores de baixa tensão com velocidade constante e oferece ao usuário informações mais detalhadas do estado do motor e do processo que envolve os dispositivos convencionais de monitoramento e proteção. O SIMOCODE pro S reduz também as chances de paralisações de plantas, possibilitando um planejamento antecipado dos trabalhos de manutenção, além de permitir que falhas sejam evitadas e que erros sejam detectados com maior rapidez. A nova série de dispositivos é projetada para fabricantes de máquinas e plantas nos mais variados setores de processos, como tratamento e abastecimento de água, cimento e mineração.

Com o SIMOCODE ES V12, a Siemens oferece pela primeira vez uma aplicação dentro do TIA Portal para a engenharia de seu sistema de gerenciamento de motores. O novo software permite uma configuração fácil e intuitiva, além de parametrização gráfica dos dispositivos pelo método de arrastar e soltar, com base em Continuous Function Chart(CFC). O aplicativo disponibiliza ainda uma documentação clara sobre todos os parâmetros definidos, no qual os usuários podem criar modelos para a parametrização dos dispositivos e armazená-los em uma biblioteca para reutilização rápida. A representação gráfica indica de maneira mais simplificada todos os status dos sinais e dados de monitoramento durante a operação.

(Siemens)

 

Fonte: ANPEI

Cristália lança no mercado suplemento para grávidas 13 outubro, 2014

Posted by robsonicomuni in Inovação.
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Se alimentar com uma dieta balanceada é essencial para manter a saúde em dia, especialmente durante a gravidez. Os médicos ainda recomendam o uso de um suplemento pré-natal, quando é necessário, para ajudar a cobrir eventuais lacunas nutricionais que a gestante possa apresentar. Foi pensando nisso que o Laboratório Cristália criou o MaterPlena Gest, suplemento alimentar criado especialmente para as mulheres grávidas.

Uma pesquisa publicada recentemente pelo British Medical Journal (BMJ), mostra que mulheres que tomam suplementos alimentares ao longo da gravidez têm um risco menor de dar à luz bebês com baixo peso. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de que gestantes tomem 60 miligramas de ferro por meio de suplementos todos os dias, mas sempre sob orientação médica.

Ainda segundo o British Medical Journal (BMJ), algumas vitaminas, já apresentam potencial comprovado na diminuição de risco tanto de alterações anatômicas graves, que determinam deficiências físicas importantes, quanto de doenças neurológicas, que comprometem o desenvolvimento emocional, intelectual e social do bebê.

A deficiência em ferro é a mais comum no mundo e também a principal causa de anemia na gravidez. Esse problema atingiu 32 milhões de mulheres grávidas no mundo em 2011, segundo a OMS, principalmente em países de baixa e média renda.

MaterPlena Gest possui em sua composição elementos que auxiliam o adequado crescimento e desenvolvimento do bebê, fazendo com que se desenvolva de maneira saudável, diminuindo inclusive riscos de má formação.

As gestantes devem consumir este produto sob orientação médica. O MaterPlena Gest possui vitaminas essenciais como Cálcio, Vitamina C, Magnésio, Ferro entre outras.

(Cristália)

 

Fonte: ANPEI

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