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Arranjo produtivo de TI no Paraná comemora avanços 14 julho, 2009

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Associativismo impulsiona setor na região de Londrina, que terá laboratório-modelo para testes de software e Unifil é credenciado para análise do PAF-ECF

Um grupo de empresários da área de Tecnologia da Informação (TI) no norte do Paraná encontrou no associativismo uma alternativa para impulsionar seus negócios. Com a parceria de instituições de ensino, entidades de classe, associações e poder público, os empresários aceitaram o desafio proposto pelo Sebrae/PR e estruturaram, no final de 2006, o Arranjo Produtivo Local (APL) de Tecnologia da Informação de Londrina e Região, que vem trazendo grandes benefícios aos participantes.

Após três anos de atuação, o APL de TI acaba de obter duas grandes conquistas que tornam mais competitivas as empresas desenvolvedoras de softwares na região: o credenciamento do Centro Universitário Filadélfia (Unifil) para a análise de um programa que controla o funcionamento de impressoras que emitem cupons fiscais e a instalação, em Londrina, de um laboratório-modelo para a realização de testes de software. “O APL de TI quer ser reconhecido como um centro de referência em tecnologia da informação no País”, diz o consultor do Sebrae/PR em Londrina, Joel Franzim Junior.

Credenciamento

O processo de credenciamento do Unifil foi concluído no final de junho e o Centro Universitário passou a ser um órgão técnico para análise funcional do Programa Aplicativo Fiscal – Emissor de Cupom Fiscal (PAF-ECF). O PAF-ECF é um software que controla o funcionamento de impressoras que emitem cupom fiscal, utilizadas por diversos estabelecimentos comerciais.

O Unifil e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), empresa pública com sede em Curitiba, são as duas únicas entidades credenciadas no Estado a emitir laudos de análise funcional de PAF-ECF.

O uso do PAF-ECF para gerenciar a emissão dos cupons fiscais nas transações comerciais do contribuinte passa a ser obrigatório a partir de 1º de outubro de 2009. A determinação é do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e objetiva padronizar as normas seguidas pelos desenvolvedores do Programa Aplicativo Fiscal de todo o País para adequação à legislação tributária nacional.

João Carlos Monteiro, presidente do APL de TI de Londrina e Região, comenta as vantagens da cidade ter uma entidade certificadora. “Se não houvesse uma certificadora em Londrina, a empresa desenvolvedora de software interessada em homologar um Programa Aplicativo Fiscal teria que se deslocar até a capital e arcar com todas as despesas da viagem, inclusive os custos dos serviços dos profissionais envolvidos”, esclarece.

Joel Franzim destaca a importância do APL para o setor de TI de Londrina e Região. “O fato do setor estar organizado em um APL permite o desenvolvimento conjunto de soluções como foi o caso do PAF-ECF em muito menos tempo e toda a cadeia de TI ganha com isso”, opina.

Laboratório-modelo

Atendendo a um edital para projetos de inovação, o Senai Londrina, a Audare, companhia especializada em engenharia de software, e a Identech, empresa líder em identificação de chamadas telefônicas, todos integrantes do APL de TI, conquistaram no dia 26 de junho a implantação do primeiro laboratório-modelo de testes de software embarcado.

Softwares embarcados são programas que controlam o funcionamento de equipamentos como telefones celulares, aeronaves, automóveis, navios, geladeiras, televisores etc.

Rosmar Aparecido da Luz, técnico de ensino e coordenador do curso técnico em Informática do Senai, comenta detalhes do projeto. “Neste segundo semestre, nos dedicaremos à montagem do laboratório, que funcionará nas dependências do Senai Londrina, e à aquisição de equipamentos e softwares específicos. Temos um prazo de 18 meses para desenvolver uma metodologia pioneira para teste de softwares”, revela.

De acordo com Rosmar da Luz, o novo laboratório de testes de Londrina é o único na rede Senai e o primeiro do Brasil nesses moldes. Ele explica que o aumento do uso de sistemas embarcados nos últimos anos exige que as empresas reduzam o tempo de desenvolvimento do sistema e aumentem a qualidade dos produtos.

“Até o momento, cada empresa isoladamente realiza testes em softwares desenvolvidos por elas. A vantagem do laboratório, que irá atender todas as empresas interessadas, está no aumento da produtividade, na redução dos custos e na diminuição das falhas na produção dos softwares, o que resulta em maior competitividade do setor”, avalia Rosmar da Luz.

Sobre o APL de TI

O objetivo do APL de TI é ser reconhecido como um centro de referência em tecnologia da informação no País. Isso só é possível porque empresários, entidades de apoio e instituições de ensino e pesquisa atuam de forma integrada na busca da inovação e na geração de novos negócios.

Essas parcerias envolvem, entre outras atividades, o desenvolvimento conjunto de produtos ou serviços, projetos para atração de investimentos, participação em eventos, visitas a centros de referência, rodadas de negócio e a realização de treinamentos.

O APL tem a adesão de 60 empresas e várias instituições que atuam na área da TI estabelecidas no eixo entre Apucarana e Cornélio Procópio. O norte do Paraná reúne cerca de 140 empresas da área de TI.

Projeto do BID apoia o desenvolvimento regional 26 junho, 2009

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bid

Banco Interamericano de Desenvolvimento concederá US$ 6,5 milhões para financiar inovação em PMEs. Objetivo é incentivar o fortalecimento dos APLs

O Brasil pode avançar na consolidação de agências de desenvolvimento territorial. Dois exemplos já estão em prática, operados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com financiamentos e consultorias para cadeias produtivas e Arranjos Produtivos Locais (APL).

No primeiro exemplo, o BID atua no Programa Desenvolvimento Territorial, em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), e a participação de empresas, governos e instituições acadêmicas do Espírito Santo, Acre, Goiás e Pernambuco. São US$ 6,5 milhões para financiar assistência técnica, capacitação e adoção de iniciativas inovadoras nos setores de rochas, madeira, automotivo e no complexo industrial de Suape, em Pernambuco.

No segundo exemplo, o Banco firmou parceria com São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia e Paraná. Cada Estado receberá US$ 10 milhões para investir em secretarias de estado ou agências públicas por meio de convênios com Federações de Indústria e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

O gerente de cooperação internacional da CNI, Renato Caporali, sugere o conceito de pactos de trabalho para explicar a evolução do programa de Desenvolvimento Territorial.

“Nós devemos ver o conceito de agência de desenvolvimento territorial como uma possibilidade, como uma necessidade longo prazo”, disse Caporali, “mas que, a curto prazo, enfrentará muitas dificuldades até avançar mais densamente. Talvez a agência de desenvolvimento territorial seja no Brasil um concerto entre as instituições, de pactos de trabalho.”

Gabriel Casaburi, especialista em setor privado do BID, entende que a articulação das lideranças setoriais contribui efetivamente para o desenvolvimento de APLs.

“Grande parte do sucesso desse tipo de programa , explicou Casaburi, “é a participação dos empresários desde o começo da ação. Quando o programa chega a um território é sempre importante que a Federação de Indústria já tenha feito algum trabalho. A percepção da apresentação do programa é sempre melhor porque é acompanhada de um trabalho feito antes pelas federações. Acho relevante porque isso, de fato, garante a participação dos empresários.”

O programa Desenvolvimento Territorial concentra-se nas pequenas e médias empresas. Manuel Pacheco, do BID, destaca a importância dos executores no processo. “Eles são a chave”, disse Pacheco. “Eles conseguem explicar, tanto para o setor privado quanto para o setor público, os benefícios desse tipo de programa.”

Em parceria com o Fundo Multilateral de Investimentos (FOMIN), vinculado ao BID, a Confederação Nacional da Indústria promoveu o Curso sobre Desenvolvimento Econômico Territorial. De 16 a 18 de junho, na sede da CNI, em Brasília, especialistas internacionais qualificaram executores que atuarão em cadeias ou arranjos produtivos locais.

Na opinião de Caporali, a qualificação de executores é um trabalho precursor, com visão de futuro. “Há o entendimento na CNI”, disse Caporali, “que a melhor contribuição do setor industrial para a geração de emprego no país é o desenvolvimento de sua competência. Por isso, entidades como Serviço Social da Indústria (Sesi) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) dedicam tanto esforço e recursos à capacitação, ao aprimoramento da mão de obra e à qualidade das relações de trabalho. Reconhecemo-nos perfeitamente nessas agendas.”

Um dos itens prioritários no mapa Estratégico da Indústria (2007-2015), elaborado pela CNI, é a expansão da base industrial com suporte às cadeias produtivas e aos arranjos produtivos locais.

Fonte: CNI

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Tecnologia da informação pode acelerar implantação de projetos habitacionais 16 junho, 2009

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tecnologia da Informação Construção Civil

O Brasil ainda está atrasado em termos de utilização da tecnologia da informação (TI) e comunicação como ferramenta na construção civil.

O Brasil ainda está atrasado em termos de utilização da tecnologia da informação (TI) e comunicação como ferramenta na construção civil. Embora existam empreendedores, construtoras e contratantes públicos que sabem como essa tecnologia pode ajudar na implantação de processos, “infelizmente isso não significa que os empreendimentos tenham essa tecnologia implementada”.

A avaliação foi feita pelo presidente da Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (Antac), professor Francisco Ferreira Cardoso, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Segundo ele, a maioria não usa esses recursos. “A tecnologia está disponível, mas ainda é novidade para a grande maioria dos empreendimentos e dos projetistas isolados”.

De amanhã (17) a sexta-feira (19), a Antac realiza, no Rio de Janeiro, em parceria com as universidades Federal Fluminense (UFF) e Federal de Juiz de Fora (UFJF), o 4º Encontro de Tecnologia da Informação e Comunicação na Construção. O tema principal é a Modelagem e Integração do Conhecimento na Construção e o objetivo é destacar a importância da tecnologia da informação na construção civil. Seu uso ganha realce com o programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida, que prevê a construção de 1 milhão de casas para a população com renda entre três  e dez salários mínimos, com recursos subsidiados.

O presidente da Antac disse que hoje em dia, mesmo as construções habitacionais mais simples são complexas e a produção corre em ritmo acelerado. “Então, ter ferramentas que apoiem a troca de informações entre os diferentes agentes do processo de produção é fundamental para acelerar o processo e garantir a qualidade do resultado”.

Para Cardoso, além de agilizar a troca de informações, a tecnologia da informação aumenta a qualidade do projeto e dá mais confiabilidade às decisões tomadas. Ou seja, “diminui as chances de erros”. O professor confirmou que o uso dessa ferramenta pode contribuir para a redução do custo inicial do empreendimento.

“Tudo o que concorre para a melhoria dos processos gerenciais tende a reduzir custos. Ela não vai mexer no produto em si: na casa, no prédio que vai ser construído. Mas, vai trazer elementos para aqueles que trabalham no projeto e na construção acelerarem o processo”, comentou.

Francisco Cardoso lembrou, por outro lado, que a TI pode ajudar na redução de outro custo fundamental, ligado à operação e à manutenção das construções. “Construções que tenham erros de projeto vão ter chance de funcionar mal ao longo do uso. Ou coisa até pior. São o que a gente chama de manifestações patológicas”.

Isso significa que um prédio ou uma casa mal projetados e mal construídos podem apresentar “doenças” posteriormente, como problemas de passagem de luz, isolamento mal feito, trincas, acarretando ônus aos futuros moradores. “Isso representa custo para consertar o problema”. O presidente da Antac destacou que um projeto de melhor qualidade tende a ter custo menor de operação e de manutenção.

A gerente regional de Negócios da Caixa Econômica Federal no Rio, Solange Barata Duarte, participa do encontro no próximo dia 17, abordando o programa Minha Casa. Minha Vida.

Opinião da Cysneiros Consultores:

Flammarion Cysneiros - CEO - ICOMUNI ConsultoriaPara Flammarion Cysneiros, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento de Projetos da ICOMUNI Consultoria, existem atualmente diversos projetos de TI voltados para o setor da construção civil. São ferramentas que auxiliam desde a gestão de projetos, CRM, até o controle de custos operacionais. O que falta é o diálogo entre as entidades representantes do setor da construção e as empresas de tecnologia da informação. 

Essas informaçãoreforçaa importância das micro e pequenas empresas de TI trabalharem em forma de consórcio para suprirem as demandas do setor da Construção Civil.

 

icomuni_5anosA ICOMUNI Consultoria é especialista em Gestão do conhecimento, em gerenciamento de projetos (PMI), gestão de processos, padronização de metodologias, capacitação e o treinamento, e na metodologia de desenvolvimento ágil de Projetos (SCRUM).

Para as demandas de projetos de TI, para consultoria, gerenciamento, parcerias, orçamento e consócio de empresas podem ser enviadas através do e-mail: icomuni@icomuni.com.br.
 
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Projetos de Tecnologia E-Gov 16 junho, 2009

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projetos de Tecnologia

Servidores de Tecnologia da Informação de ambos os órgãos unem-se para estudar demandas do tema no Estado.

O Escritório de Gerenciamento de Projetos (EGP), que surgiu da parceria firmada entre o Instituto de Tecnologia em Informática e Informação do Estado de Alagoas (Itec) e a Universidade Estadual de Ciências da Saúde (Uncisal) se reuniu nesta segunda-feira, 15, para discutir a metodologia de trabalho e a construção de uma proposta de portal para o EGP, que adotará o padrão da Fábrica de Sítios do Governo de Alagoas.

A ideia do EGP é montar uma sistemática para gerenciamento dos projetos de Tecnologia da Informação (TI) do governo de Alagoas. De início, o EGP enviou ofícios para os órgãos estaduais solicitando que enviassem as demandas em Tecnologia da Informação. “As demandas são extremamente importantes, pois passaremos a ter um horizonte e poderemos diagnosticar melhor a situação da TI no governo”, afirma o gerente de Pesquisa e Desenvolvimento de Projetos do Itec, Lucius Clay.

Ainda segundo Lucius, o EGP é uma poderosa ferramenta que trata mais estrategicamente dos projetos de governo e constrói um novo cenário para o governo do Estado. “O EGP gera conhecimento através de um repositório de lições aprendidas que permanecem de posse do governo com ferramentas de TI atualizadas”, explica o gerente.

Através deste conhecimento, diz Lucius Clay, será possível gerar conhecimento em gestão de projetos, gestão por processo, padronização de metodologias, além de fomentar a capacitação e o treinamento, tratando de modo mais ágil e adequado os projetos que devem ser implantados pelos diversos órgãos de governo.

Composto por oito membros distribuídos igualmente entre o Itec e a Uncisal, o EGP já possui dois projetos-piloto desenvolvidos; o atual Sistema de Protocolos do Estado, Sipanet, e o Sistema de Almoxarifado, Siapnet. Atualmente o EGP é formado pelos servidores do Itec; Lucius Clay, Ricardo Buenos Ayres, Carlos Francisco e Thiago Ávila, e os servidores da Uncisal; Eraldo Alves, Byron Lanverly, Rodrigo Mota e Flaudízio Barbosa.

Flammarion Cysneiros - CEO - ICOMUNI ConsultoriaO Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento de Projetos da ICOMUNI Consultoria Flammarion Cysneiros, reforça a importância das micro e pequenas empresas de TI trabalharem em forma de consórcio para suprirem as demandas governamentais. Já que isto é um projeto de lei e de políticas públicas para as Micro e Pequenas Emrpesas.

“Já temos iniciativas parecidas como esta sendo executadas, e micro e pequenas empresas formalizadas e/ou incubadas têm expertise técnico para suprir tais demandas. A idéia é a substituição das importações, a geração de empregos e renda, absorçaõ da mão de obra assim como a capitalização das empresas locais”, destaca Flammarion.

ICOMUNI Comunicação Mídias SociaisA ICOMUNI Consultoria é especialista em Gestão do conhecimento, em gerenciamento de projetos (PMI), gestão de processos, padronização de metodologias, capacitação e o treinamento, e na metodologia de desenvolvimento ágil de Projetos (SCRUM).

A Empresa Pernambucana ICOMUNI Consultoria sinalizou o interesse em suprir a demanda de projetos de TI desenvolvimento web na região. Para tanto as demandas de projetos de TI, para consultoria, gerenciamento, parcerias, orçamento e consócio de empresas podem ser enviadas através do e-mail: icomuni@icomuni.com.br.
 
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Alunos do Projeto Cria Web têm aula inaugural no centro de convenções 16 junho, 2009

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Cria Web
A primeira aula presencial do curso de capacitação em web design, dentro do Projeto Cria Web, reuniu nesta segunda-feira (15) cerca de 400 alunos da capital e do interior, no Teatro Gustavo Leite. Além da aula proferida pelo professor Adriano Giannini, o encontro contou com palestras, apresentação da performance teatral “Ensino à Distância” e uma exposição do artista gráfico Pedro Lucena. Os presentes foram saudados pelo secretário de Estado do Planejamento e do Orçamento, Sérgio Moreira, e pelo diretor presidente Companhia de Empreendimentos, Intermediação e Parcerias do Estado de Alagoas (Cepal), Marcos Kümmer.

O projeto é uma iniciativa do Programa Cepal Social, ação promovida por diretores e funcionários da entidade que tem como objetivo compartilhar conhecimento técnico com a sociedade. “Sentimos necessidade desse intercâmbio de informações com a população. Não adianta represar a experiência de nossos profissionais, temos que colaborar com a capacitação profissional dos alagoanos e elevar o grau de especialização das pessoas, fazendo com que elas desenvolvam seus próprios projetos”, afirma Marcos Kümmer. A Cepal conta com o apoio do governo de Alagoas, através das secretarias do Planejamento e Orçamento e da Gestão Pública, além do Itec.

Cerca de 1.900 pessoas se inscreveram no curso e já estão fazendo os dois primeiros módulos, de um total de 13. “A última etapa será a apresentação de um trabalho prático, resultante do conhecimento adquirido”, lembra o diretor. Apesar dos encontros presenciais periódicos, o Cria Web utiliza ferramentas do ensino à distância, possibilitando a inclusão de alunos em todos os municípios de Alagoas e até de outros estados.

“O importante é que cursos dessa natureza estimulam o empreendedorismo e a possibilidade de emprego à distância. Ou seja, ou o futuro web designer cria seu próprio negócio, com o incentivo de bancos públicos e do próprio governo, ou busca oportunidades de trabalho on line. Com essa capacitação e algum conhecimento em idioma, esse aluno pode trabalhar para empresas localizadas em outros estados e até no exterior”, diz o secretário Sérgio Moreira, entusiasta dos programas de inclusão produtiva.

O primeiro curso de web design tem um total de 272 horas/aula. Os 13 módulos são disponibilizados por download, mediante a digitação de uma senha pessoal que cada aluno recebeu no ato da inscrição. Inicialmente o curso seria destinado apenas a jovens de 13 a 21 anos, mas o interesse de uma faixa etária maior fez com que o escopo se ampliasse. “Muitos pais fizeram a inscrição junto com os filhos, demonstrando que todos querem ter acesso às novas tecnologias”, afirma Marcos Kümmer.

Para o estudante de Administração Marcos Eduardo Vasconcelos, de 18 anos, morador do bairro da Pajuçara, o curso surgiu como oportunidade de aprofundar conhecimentos básicos já adquiridos na área. “Eu sempre quis trabalhar com informática e o Cria Web me dá a possibilidade de continuar minha faculdade e estudar web design nas horas vagas”, diz.

Para Valmênia Santos, estudante de curso pré-universitário, as aulas modulares à distância são um incentivo a mais para entrar em contato com as novas tecnologias. “Foi uma professora da minha irmã que falou sobre o curso em sala de aula. Acabei fazendo, além da minha, mais quatro inscrições de pessoas da família”, conta.

Para Fernando Pacheco, de 40 anos, o curso vai auxiliar no seu trabalho como gerente de Polícia Comunitária da Secretária de Estado de Defesa Social. “A informática sempre esteve nos meus planos, mas a falta de tempo me afastava de um curso convencional. O Cria Web é uma ótima oportunidade de unir o útil ao agradável, já que meu objetivo é criar um site sobre o nosso trabalho, ampliando a interação da polícia com a comunidade”, explica.

A data da próxima aula presencial do projeto será anunciada oportunamente, no site www.cepalsocial.com.br, onde também os alunos fazem o download dos módulos e contam com um blog criado especialmente para um maior contato com os instrutores da Cepal. “Nossa página está no ar para tirar qualquer dúvida dos inscritos e também para promover um maior intercâmbio entre eles”, afirma o professor Adriano Giannini, idealizador do Cria Web.

webBannerA Empresa Pernambucana WEB360Graus sinalizou o interesse em absorver os alunos para projetos de desenvolvimento web na região. Para tanto os interessados e coordenadores do projeto devem entrar em contato através do e-mail: inovacao@web360graus.com.br
 
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IEL pernambucano seleciona profissionais para Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio 27 maio, 2009

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PEIEX

são oito vagas para trabalhar 220 horas por semana e os salários variam de R$ 2.005,19 a R$ 2.788,55

Da Redação

O Instituto Euvaldo Lodi de Pernambuco (IEL/PE) está selecionando profissionais para atuar no Projeto de Extensão Industrial Exportadora (Peiex), realizado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio. Em Pernambuco o programa, que estimula o potencial exportador de micro e pequenos negócios, atenderá 195 empresas de Tecnologia da Informação. As inscrições iniciaram na última terça-feira (26/5) e vão até 31 de maio.

São oito vagas para trabalhar 220 horas por semana e os salários variam de R$ 2.005,19 a R$ 2.788,55. Todos os postos exigem formação superior completa, em Economia, Ciências Contábeis, Administração, Comércio Exterior, Engenharias e Ciências da Computação. Os candidatos devem residir em Recife ou na Região Metropolitana.

Serviço

Mais informações pelo telefone (81) 3334-7019. Os interessados devem preencher um formulário no site www.ielpe.org.br

Entidade Tecnológica Setorial é exemplo de apoio à inovação 27 maio, 2009

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IBTeC calçados

Saiba como o Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC), integrante da RETS, contribui para o desenvolvimento tecnológico das empresas do setor.

O Brasil se firmou no mercado internacional coureiro-calçadista como um dos maiores exportadores de calçados do mundo. Mesmo com a crise financeira internacional, o cenário para o setor é positivo, graças ao mercado interno, que se mantém aquecido, e ao câmbio favorável às exportações. Para se ter uma ideia, só em 2008, as exportações do setor atingiram US$1,08 bilhão, um aumento de 13,16% em comparação ao valor acumulado no ano de 2007. Mas a evolução do setor não aconteceu da noite para o dia. Desde a década de 1970, a indústria coureiro-calçadista do País tem o apoio do Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC), que faz parte da Rede de Entidades Tecnológicas Setoriais (RETS).

“O IBTeC faz parte da história do setor e, apesar de todas as dificuldades, hoje o Brasil é o maior produtor e exportador de calçados do Ocidente. O instituto promove a competitividade das empresas associadas e do setor como um todo através da inovação de produtos, processos e serviços”, afirma Sérgio Knorr Velho, gestor do Comitê Brasileiro de Couro, Calçados e Artefatos de Couro da Associação Brasileira de Normas Técnicas (CB-11/ABNT) e ex-vice-presidente de Inovação Tecnológica do IBTeC.

O instituto, que tem sede em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, surgiu em 1972 para suprir a necessidade de qualificação dos produtos nacionais para exportação, e desde então é peça fundamental no desenvolvimento do setor. “Diversos fabricantes brasileiros utilizam os laboratórios e as tecnologias geradas pelo IBTeC para medir o desempenho de seus produtos, sejam calçados ou componentes, durante seu desenvolvimento ou na fase de produção”, explica Knorr.

IBTeC

Atuação do IBTeC

A abrangência da ação do IBTeC é possível graças à divisão do instituto em diversas áreas, que atuam em cada etapa da cadeia coureiro-calçadista, do desenvolvimento do produto à sua comercialização. Além dos serviços técnicos, como testes laboratoriais de qualidade e de biomecânica, e do apoio ao desenvolvimento de produtos, o instituto organiza eventos setoriais e produz publicações como a Revista Tecnicouro e a Cartilha do Calçado.

O instituto possui um Núcleo de Controle da Qualidade, que abriga os laboratórios Físico-Mecânico e de Substâncias Restritivas; e o Núcleo de Relacionamento do Mercado, que publica a Revista Tecnicouro, organiza feiras, congressos e eventos – como o Projeto Passo-a-Passo e as Jornadas Técnicas – e fornece treinamento através da Cartilha do Calçado e dos Projetos Especiais e uma consultoria industrial.

Faz parte também do instituto o Centro Brasileiro de Engenharia do Calçado (Cebec), que abriga os laboratórios de biomecânica do calçado, pesquisa e desenvolvimento (P&D) e design. “Além disso, o IBTeC tem diversos acordos de cooperação e parcerias com universidades e institutos de pesquisa nacionais e internacionais – como por exemplo o  Satra Technology Center, da Inglaterra – e certificações do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e da Rede Metrológica do Rio Grande do Sul. Essa cooperação é necessária para a troca de informações e para a realização de projetos e pesquisas em conjunto”, ressalta Knorr.

Atendimento ao setor produtivo

Uma das empresas que utiliza os serviços do IBTeC é a Kidy, fabricante de calçados infantis de Birigüi, no interior de São Paulo. Toda a linha de produtos, voltada para crianças de 0 a 12 anos, é testada e certificada pelo instituto, que verifica a adequação a padrões de saúde e conforto. “Todos os nossos produtos são desenvolvidos em parceria com o IBTeC. Um dos projetos de maior sucesso que tivemos com essa parceria foi o Stick, um tênis que aumenta de tamanho e acompanha o crescimento do pé infantil”, explica Pollyana Adonis, supervisora de marketing da empresa.

A empresa, que possui um departamento interno de pesquisa e investe 10% de seu faturamento no desenvolvimento de novas tecnologias, tem como lema a inovação constante em seus produtos. “Oferecer qualidade e conforto é uma obrigação, por isso nos empenhamos em inovar para atingir este objetivo”, afirma Pollyana.

A parceria com o IBTeC é um dos motivos do sucesso da Kidy e do setor calçadista brasileiro como um todo, acredita Pollyana. “A atuação do instituto é muito importante, porque incentiva a criação de produtos cada vez mais confortáveis e seguros para os pequenos pés em formação. A troca de experiências com o IBTeC e o auxilio no desenvolvimento de produtos contribui muito para o crescimento e para a profissionalização do setor no País”.

“Em um primeiro momento, o IBTeC atua garantindo a qualidade dos produtos exportados pelo Brasil, qualidade que é reconhecida em todo o mundo, pois exportamos calçados para vários países em todos os continentes, inclusive para a China. O instituto também trabalha na quantificação do conforto – somos o único país a possuir normas técnicas de conforto em calçados. Um terceiro momento está vindo com força, que é o de qualificação, quantificação e minimização de substâncias restritivas e poluidoras persistentes nos produtos, o que permite atestar uma produção ecologicamente correta, que não causa danos à saúde dos usuários”, explica Sérgio Knorr.

A preocupação de fabricar produtos menos poluentes já chegou à Kidy. “Já adotamos práticas de reciclagem na produção. Um exemplo é a TR (borracha termoplástica de estireno/butadieno), que é utilizada na sola e tem todas as sobras recicladas e aplicadas em novos solados. Além disso, trabalharmos o lado ecológico, utilizando uma cola à base de água em nossos produtos”, detalha Pollyana.

Micro e pequenas empresas

O atendimento às demandas de micro e pequenas empresas, que são maioria no setor coureiro-calçadista, é uma das maiores preocupações do IBTeC. “O setor é fortemente baseado em MPEs, mas o instituto atende a todos os tipos e tamanhos de empresas”, afirma Sérgio Knorr. “O IBTeC possui um vasto leque de serviços, que vai desde a Cartilha do Calçado, que fornece suporte aos lojistas a venderem com mais qualidade o produto, até a assessoria técnica de incremento de produtividade de uma micro empresa”.

Segundo Knorr, as principais demandas das MPEs são o auxílio à realização de ensaios técnicos e a disponibilização de consultorias especializadas em certificação de conforto do calçados. “A aprovação de projetos junto à Finep (Financiadora de Projetos e Estudos) depende da certificação”, explica.

RETS

Apesar de ser um dos setores mais bem-sucedidos da economia brasileira, a indústria coureiro-calçadista ainda tem pouco apoio do governo federal. “Podemos melhorar muito se tivermos eqüidade de competição com os países asiáticos e maior apoio do Governo para inovar. A inovação tecnológica é a sustentação da empresa no mercado e isso já foi entendido pelos empresários”, acredita Sérgio Knorr.

Para reivindicar ações do Governo, Knorr confia na ação centralizadora da Rede de Entidades Tecnológicas Setoriais. “O instituto participa da RETS e acredita em seu papel articulador, pois juntas nossas vozes ficam mais fortes. Apesar de gerar centenas de milhares de empregos, o setor coureiro-calçadista tem baixa inserção tecnológica e pouco suporte governamental para evoluir. Para que o setor melhore, temos que nos articular”, defende.

A falta de suporte do governo federal não desanima Knorr, que acredita na capacidade do IBTeC de suprir as demandas do setor. “Repito sempre as palavras de um ex-presidente do instituto: o IBTeC é a NASA (agência espacial americana) do couro, calçados e artefatos brasileiro”, conclui.

(Fonte: Juliana Alvim para Protec Notícias)

IEL estimula potencial de empresas tecnológicas 2 fevereiro, 2009

Posted by Flammarion Cysneiros in Arranjo Produtivo Local, Empreendedorismo e Gestão Empresarial, Gestão do Conhecimento, Pequenas e médias empresas, Pesquisa, Tecnologia, Tecnologia da Informação.
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peiexPeiex vai ajudar a desenvolver mais a competitividade do segmento, com foco micro e pequenas empresas de TIC

Pernambuco vem se consolidando como um importante polo das tecnologias da informação e comunicação (TIC). O Porto Digital, localizado no Bairro do Recife, é considerado o maior parque tecnológico em área urbana e também um dos mais bem conceituados do Brasil. Sinônimo de excelência em software. O Parqtel, no Curado, abriga dezenas de fabricantes de hadware. Para ajudar a desenvolver ainda mais a competitividade desse arranjo produtivo local (APL), o Instituto Euvaldo Lodi (IEL-PE) coloca em campo o Projeto Extensão Industrial Exportadora (PEIEx).

O PEIEx foi criado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). O Sebrae Nacional também participa. Em Pernambuco, 195 empresas foram selecionadas, sendo 117 do Porto Digital. O projeto dura 14 meses e tem como objetivo estimular o potencial exportador das micro e pequenas empresas do setor, através do incremento da competitividade.

A superintendentedo IEL-PE, Gilane Lima, explica que o PEIEx é voltado para a resolução de problemas técnico-gerenciais e tecnológicos das empresas. “A primeira etapa, após o contato inicial e a primeira visita, é elaborar um diagnóstico, a partir do qual implantamos um conjunto de soluções para melhorar a performance da empresa”, afirma Gilane. O núcleo operacional do projeto é composto por um coordenador, sete monitores extensionistas e quatro estagiários.

Gilane Lima conta que o projeto foi aprovado no final de dezembro e a etapa atual é a de seleção do pessoal. “O Sistema IEL promove a integração entre a universidade e a empresa. O pessoal do projeto será todo selecionado a partir das universidades, como mestres e doutores. Nossa missão é levar o conhecimento para o setor produtivo”, diz a superintendente. Segundo ela, o segmento de TIC se mostrou o mais estruturado para receber o projeto no estado.

“Somente o Porto Digital é responsável por 3,5% do Produto Interno Bruto de Pernambuco, gerando cerca de 4 mil empregos”, justifica Gilane. A partir do projeto, as empresas beneficiadas poderão adquirir um padrão global e assim se tornarem aptas a concorrer tanto no mercado nacional quanto no internacional. “Atuando internamente, de forma competitiva, podemos impedir que empresas de fora entrem no país para oferecer seus produtos”, exemplifica a superintendente.

Desde que foi implantado e até o final de 2007, o PEIEx contava com 14 convênios e 21 APLs atendidos. O número de micro, pequenas e médias empresas beneficiadas ultrapassa 3,4 mil. Um dos termômetros do êxito do projeto é o alto porcentual de empresários satisfeitos, 97%.

*Leia em: http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/02/01/economia15_0.asp

Ipojuca oportunidades e investimentos 6 janeiro, 2009

Posted by Flammarion Cysneiros in Arranjo Produtivo Local.
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ipojuca-economiaUm município que corre contra o tempo para se adaptar à vasta gama de investimentos que não param de chegar. Ipojuca tem 527 metros quadrados, 70.070 habitantes, fica a 50 quilômetros da capital e tem em seu território a maior parte do que é hoje a área mais cobiçada do Estado, o Complexo Industrial e Portuário de Suape. Nos próximos quatro anos, a cidade, que todos os meses arrecada de R$ 14 a R$ 16 milhões, deve passar por obras estruturadoras. A população não vai parar de ser capacitada, afinal indústrias e setor hoteleiro são grandes geradores de emprego e renda. À frente dessa batalha em prol do desenvolvimento estará o atual prefeito Pedro Serafim de Souza Filho (PDT), 55 anos. Na décima entrevista da série que o JC traz às segundas-feiras no Giro Metropolitano, Serafim fala de projetos como a meta de elevar de 10% para 100% o saneamento do município. Saúde, educação e turismo, principalmente em Porto de Galinhas, estão na pauta do prefeito reeleito.

EMPREGO E RENDA

Para aproveitar as ofertas de emprego do setor industrial e turístico a palavra de ordem é capacitar. “Para tanto, nós vamos fazer, logo no início do ano, um grande programa profissionalizante, onde ofereceremos cursos destinados, sobretudo, a esses empreendimentos que estão chegando a Suape. Estamos fazendo uma radiografia do tipo de operário que eles precisam para a gente contratar”, explica Pedro Serafim, que anuncia estar fazendo parcerias com entidades como Sesi, Senai, Sebrae, Senac e Cefet. Estão previstas duas mil vagas. Para estimular a participação dos jovens, os inscritos ganharão uma bolsa de R$ 500. “Já estão previstos R$ 10 milhões para o ano de 2009”, assegura. Além disso, haverá concursos públicos em 2009. Em março será para guarda municipal, depois, ainda sem data definida, para saúde e educação.

DESENVOLVIMENTO

Para acompanhar o acelerado ritmo de desenvolvimento, Ipojuca terá que investir em infra-etrutura. “O município foi criado ao redor de duas usinas. Então, as casas não têm garagens, as ruas são estreitas. A cidade não foi projetada para isso que está acontecendo. Estamos procurando adequá-la”, reconhece. A meta mais ousada é sanear totalmente o município que hoje tem apenas 10% de área com esgotamento sanitário. “Em quatro anos se faz. Já existe projeto junto à Compesa e a gente pretende sanear a cidade toda.” O ponto de partida será Nossa Senhora do Ó, distrito que ele acredita deixar em ordem, no mais tardar, em 2010. As obras estão previstas para janeiro. Em Camela, o projeto está pronto, garante. Há planos também para construir praças, abrir vias e calçar ruas em locais como o bairro do Campo do Avião.

PORTO DE GALINHAS

O principal destino turístico do Estado receberá atenção especial nos próximos quatro anos. Em janeiro, Serafim assegura retomar obras de saneamento e calçamento de ruas. A previsão é aprontar tudo em dois anos. Para demonstrar a importância do local, o gestor tomou a medida administrativa de transferir a vice-prefeitura para a praia. Técnicos das diversas secretarias também trabalharão à beira-mar. Uma brigada de tratores e caminhões será instalada em Porto de Galinhas para facilitar a limpeza do local. O prefeito acredita que em 15 meses as obras de implementação de ciclovia e duplicação do acesso de Nossa Senhora do Ó a Porto de Galinhas e de Porto a Maracaípe serão concluídas. “Já a partir do próximo ano a vinda do turista para cá será facilitada”, garante. Essas obras viárias são do governo do Estado, que também deve duplicar a PE-60 de Suape até a entrada de Nossa Senhora do Ó. “O projeto está pronto. Em 2009 já começa.” A correção das curvas da rodovia deve ser concluída em maio.

ORDENAMENTO

Outro fator necessário e que deve ser cumprido nos próximos quatro anos é o ordenamento do município. Na área da habitação, os olhos da prefeitura vão se voltar para Vila Socó e Salinas, ambas em Porto de Galinhas, e para o processo de favelização de Maracaípe. “Nas duas primeiras já fizemos grandes intervenções. Calçamos e saneamos, com recursos próprios, toda a Vila Socó e parte de Salinas. Mas está havendo grande invasão dos mangues. Estamos tentando combater com fiscalização, mas ainda é pouco”, admite. A idéia é buscar parceria com os governos estadual e federal e transferir as famílias dos favelões para áreas próximas, porém adequadas. Até junho o projeto deve ficar pronto. Ordenação também é o que precisa o setor publicitário e de sinalização turística. As placas de propaganda escondem as belezas naturais do litoral. “Vamos ver os locais adequados para as pessoas fazerem suas propagandas. E será implementada sinalização turística. O estudo está quase concluído. Até março tem que ser implementado”, diz Pedro Serafim.

SAÚDE E EDUCAÇÃO

Saúde e educação devem ganhar novo fôlego em Ipojuca. E isso está previsto para acontecer graças à Refinaria Abreu e Lima. Como contrapartida a incentivos concedidos pelo município, em 2009 será construída uma maternidade de médio porte. Na educação, a refinaria colabora com a implementação de complexo esportivo e cultural – com ginásio de esportes, piscina semi-olímpica, pista de atletismo e sede da Secretaria de Educação – e construção de escolas em Porto de Galinhas, Maracaípe e Serrambi, em 2009. O município pretende organizar a saúde. O Hospital Carolzita Brito, em Nossa Senhora do Ó, será ampliado gradativamente. Com isso, duas unidades hospitalares que atendem precariamente na sede e em Camela poderão funcionar como grandes ambulatórios. Outra intervenção é o aumento do número de postos do Programa Saúde da Família (PSF). Serão construídas no próximo ano, nove unidades, ampliando a oferta para 17.

Texto é de Daniel Guedes

Software pode elevar produtividade local 4 agosto, 2008

Posted by Flammarion Cysneiros in Arranjo Produtivo Local, Pequenas e médias empresas, Tecnologia da Informação.
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A idéia do projeto surgiu após uma pesquisa realizada com 42 empresas de TI, no Estado, onde foi identificada um considerável defasagem tecnológica

As empresas de Tecnologia da Informação (TI) e pequenos empreendimentos dos Arranjos Produtivos Locais (APL) poderão aumentar a produtividade e ser mais competitivas, com o lançamento do programa de desenvolvimento de softwares com certificação e inteligência mercadológica. O objetivo é potencializar a competitividade dos arranjos produtivos nas áreas de gesso, fruticultura e confecção. O projeto está sendo desenvolvido pelo Sebrae em parceria com Porto Digital, SoftexRecife, Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet (Assespro) e Sindicato das Empresas de Processamento de Dados de Pernambuco (Seprope). Com a iniciativa, a expectativa é de que, em 12 meses, o faturamento das empresas aumentem em 10%.

A idéia do projeto surgiu após uma pesquisa realizada com 42 empresas de TI, no Estado, onde foi identificada um considerável defasagem tecnológica. Além disso, foi constatada a necessidade de desenvolver softwares que pudessem atender a demanda das pequenas empresas de Pernambuco. Por isso, o formato do programa comporta 16 cursos de capacitação oferecidos a 43 turmas no período de um ano. Segundo o superintendente do Sebrae em Pernambuco, Murilo Guerra, a idéia é suprir a demanda através dos cursos de capacitação, visando suprir as carências de profissionais especializados na áreas de qualidade na produção e gestão e empreendedorismo.

“Queremos aumentar a inserção digital destes três setores dos APLs. Esse projeto atenderá 70 empresas do setor de Tecnologia da Informação, com isso, queremos beneficiar 150 pequenos e médios empresários das áreas de gesso, fruticultura e confecções, além de, uma associação com 18 mercadinhos, já que na maioria das vezes esses empreendedores não conseguem ser contempladas nos processos de contratações das grandes empresas que estão chegando no Estado”, explicou a gestora do projeto de TI do Sebrae, Érica Piro.

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