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Outsourcing: afinal, o que é isso? 8 abril, 2011

Posted by stefanibcb in Qualidade, Tecnologia.
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Por Augusto Gomes

Termo que está em evidência e conceito cada vez mais popular no meio corporativo, a definição de “outsourcing” costuma gerar confusão. Geralmente, e de maneira errada, é traduzido como “terceirização”. Convém então, e antes de tudo – diferenciar uma coisa e outra.

Por terceirização, entendem-se atividades mais rotineiras, de menor valor percebido, aquelas geralmente mais distantes hierarquicamente do “core business” (a “vocação” da empresa). Mas, que atividades são essas? Limpeza, segurança, transporte, logística, são bons exemplos. Enfim, atividades que, embora importantes operacionalmente, influem pouco nos aspectos estratégicos e até comerciais de uma empresa.

O outsourcing, em sua essência, também é uma terceirização, contudo, terceirização estratégica de áreas-chave para o “core business”, muitas das quais, inimagináveis há até pouco tempo: controle financeiro, força de vendas, sistemas de informação, prospecção e T.I. Que tal colocar seu foco naquilo que você faz melhor que sua concorrência e deixar que especialistas cuidem do restante? Essa é justamente a melhor definição para o outsourcing. Como principais vantagens, podemos citar a redução de custos e o aumento geral da produtividade.

Com o aumento exponencial da competitividade nos mais variados mercados, as empresas, independente do porte, se viram obrigadas a repensar seu modelo de negócios e, consequentemente, a adaptar suas estruturas internas a essa nova realidade. Há cada vez mais especialistas no mercado à disposição para resolver todo e qualquer tipo de problema que você e sua empresa possam ter. Vive-se atualmente um “boom” do outsourcing. Desnecessário dizer que esse fato contribui para uma queda qualitativa na atividade, afetando diretamente empresas sérias cujo core business (de novo o termo) é, justamente, a prestação profissional de serviços de outsourcing.

Então, como e quando decidir transferir áreas-chave de sua empresa, para quem realmente entende do assunto? Como saber se suas necessidades serão supridas por profissionais realmente competentes, e não por “aventureiros do mundo do outsourcing”? Considerar os seguintes aspectos:

- Identifique e avalie as oportunidades: saiba quais são os seus processos críticos, ou seja, aqueles que devem obrigatoriamente ser conduzidos por sua organização, e quais não são vitais para seu sucesso. Uma vez identificadas as competências-chave da empresa (aquilo que realmente “fazem bem feito”), todas as demais atividades são candidatas ao outsourcing. Defina exatamente o seu cenário atual e alinhe suas expectativas futuras ao cenário do outsourcing.

- Selecione o fornecedor: saiba separar o joio do trigo, afinal existem muitas empresas que oferecem “terceirização” de serviços. Como em qualquer caso, busque referências antes de contratar. Indicações de amigos e parceiros já atendidos são um ótimo parâmetro. Reportagens na mídia sobre empresas de destaque no setor, também são excelentes como referência no processo de escolha.

- Prepare a transição: caso o departamento a ser transferido para o outsourcing já exista em sua empresa, programe essa transição de maneira ordenada e antecipada. Identifique quais são os colaboradores e talentos humanos que podem migrar para outros departamentos, por exemplo. Comunique as equipes com antecipação, mostrando os aspectos positivos que as mudanças terão para o desempenho de todos.

- Acompanhe o desempenho continuamente: avalie se o desempenho do prestador de outsourcing está de acordo com suas expectativas e, acima de tudo, se está perfeitamente alinhado com os índices de resultados e excelência acordados em contrato. É natural que haja ajustes no decorrer dos processos, em especial no início de uma operação. Contudo, resultados negativos recorrentes e desvios graves dos termos acordados são sinais de que medidas corretivas mais urgentes precisam ser tomadas. Nesta fase, a melhoria contínua dos processos entre as partes deve ser o principal objetivo a ser atingido.

Ainda é interessante destacar que o outsourcing deve ser sempre encarado como uma parceria estratégica efetiva entre a empresa contratante e a contratada. De início, os níveis hierárquicos mais elevados devem envolver-se diretamente nos processos e, gradualmente, podem passar a delegar funções de intermediação estratégica aos gestores responsáveis por cada área. Ainda neste caso, uma transição gradual e ordenada também é muito recomendada.

E, afinal, quais áreas são passíveis de outsourcing? Podemos citar:

- Planejamento estratégico: afinal, a melhor estratégia do mundo pode ser desperdiçada se não houver pessoal com conhecimento e envolvimento necessários à sua execução;
- Marketing e vendas: quem nunca ouviu falar em contratar uma agência de marketing, ou de promoção de vendas, para cuidar da divulgação de seus produtos e serviços, por exemplo?
- Recursos humanos: delegar a alguém especializado todo o processo de seleção que lhe entregasse um profissional já treinado para uma área importante de sua empresa. Não seria ótimo?- Informática e T.I.: gestão de equipamentos complexos, consolidação de base de dados e, claro, assistência técnica permanente de sua área de informática certamente são algo que deve ser delegado a profissionais dedicados exclusivamente a isso.

Muito mais do que uma simples terceirização, o outsourcing deve ser visto como um processo de transformação estratégica. Concentre-se naquilo que faz melhor e entregue o restante a especialistas. Sua empresa agradece!

Augusto Gomes é diretor do Royall Group, empresa especializada em Outsourcing Integrado, nas áreas de Vendas e Marketing, Recursos Humanos e TI

Abertas as inscrições para o Selo de Qualidade em Serviços em Sergipe 28 janeiro, 2011

Posted by stefanibcb in Qualidade.
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Selo de Qualidade entra na 11ª edição sempre estimulando a qualidade dos serviços e produtos do setor turístico.

Betania Teixeira

Aracaju – Os empresários sergipanos já podem se inscrever no concurso “Selo de Qualidade em Serviços para Hotéis, Pousadas, Bares e Restaurantes de Sergipe”. O empreendedor que quiser participar deve comparecer ao Seminário de Adesão, que será realizado no dia 1º de fevereiro, às 15h, na sede do Sebrae em Sergipe. A entrada é gratuita.

A proposta do Selo é de buscar o reconhecimento e a valorização pública das empresas que investem em qualidade e no bom atendimento, explica Julia Vasconcelos, gerente da Unidade de Atendimento Coletivo-Comércio e Serviços do Sebrae/SE. “Os estabelecimentos recebem consultoria e orientações para fazer ajustes de modo a atender sempre melhor as expectativas de seus clientes. O projeto é aberto a todos os estabelecimentos desses segmentos localizados no Estado”, informa ela.

As empresas que participam do processo têm à sua disposição um modelo de auto-avaliação de gestão que possibilita a reavaliação constante de suas práticas. E um dos detalhes mais importantes é a continuidade do processo. “O Selo tem validade de um ano, e depois desse período uma nova avaliação é realizada. A proposta é fazer com que as empresas permaneçam atentas às melhorias da gestão organizacional e dos processos e invistam permanentemente na qualificação de seus profissionais”, diz Júlia Vasconcelos.

Outro detalhe é que o custo para as empresas é mínimo – mas as vagas são limitadas. O Selo de Qualidade é uma ação do Sebrae/SE em parceria com as instituições ligadas ao trade turístico de Sergipe, como Abav, Abeoc, Abih, Abrajet, Abrasel, Funcaju, Senac, Senar, Singtur e Secretaria de Estado do Turismo. Mais informações podem ser obtidas na Unidade de Atendimento Coletivo do Sebrae/SE – (79) 2106-7762, 2106-7711 e 2106-7720. O Sebrae em Sergipe está localizado em Aracaju, na Avenida Tancredo Neves, 5.500, Bairro América.

Como funciona

A metodologia do Selo é simples. Primeiro o empresário participa de Seminário de Adesão, onde são apresentados todos os passos do processo de avaliação e análise para a obtenção do Selo, com as regras de participação. Em seguida são realizados seminários de sensibilização para funcionários e colaboradores. O terceiro passo consiste na visita ao estabelecimento – feita por um analista técnico credenciado pelo Sebrae/SE – para aplicação de check-list com itens relacionados à qualidade no atendimento, produtos e serviços. Esse diagnóstico revela itens não atendidos e propõe melhorias.

A empresa recebe um prazo de 30 dias para executar as melhorias, com as adequações sendo checadas posteriormente pelos analistas técnicos. Depois são emitidos os relatórios finais que são encaminhados ao Comitê Gestor, formado por representantes das instituições parceiras ligadas ao trade turístico. É o Comitê Gestor que analisa e avalia o empreendimento e decide pela outorga ou não, do Selo de Qualidade. Os empreendimentos que conquistarem o direito de utilizar o Selo durante um ano recebem troféus e placa indicativa da conquista durante evento solene que acontece no mês de julho.

 

PNQ 2009 conta com 39 inscritas 17 julho, 2009

Posted by Flammarion Cysneiros in Qualidade.
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PNQ 2009

A equipe responsável pelo Prêmio Nacional da Qualidade® (PNQ) está realizando, em São Paulo, constantes reuniões para discutir o ciclo 2009, que conta com 49 organizações elegíveis e 39 inscritas, a maioria da região Sudeste do País. Até o dia 3 de julho os examinadores receberam o Relatório de Gestão (RG) das empresas elegíveis e, em seguida, entre os dias 14 de setembro e 16 de outubro, visitarão aquelas que passarem para a próxima etapa, quando verificarão in loco como são feitas as práticas descritas nos seus relatórios.

As organizações que se candidatam ao PNQ encaram uma maratona de quase quatro meses. Durante este período, precisam preencher relatórios, entregar dezenas de documentos detalhados sobre cada processo da gestão e receber uma série de visitas de especialistas em busca de cada detalhe das atividades mencionadas nos relatórios. Neste ano, mais de 146 mil pessoas integram a força de trabalho descrito na elegibilidade das organizações. De acordo com Gustavo Utesher, coordenador do prêmio, mais uma vez a FNQ está indo na contramão das tendências mundiais e nacionais. “Existem pesquisas que indicam perda de interesse no modelo de gestão pelo mundo afora, mas e não é isso que observamos no Brasil”, explica.

O PNQ não é um processo com começo, meio e fim, apesar de ser dividido em ciclos. É um processo contínuo, pois cada ciclo toma o anterior como base para melhorias. As organizações encaminham à FNQ uma série de documentos que são examinados pela área técnica da instituição, que determina a elegibilidade ou não de cada candidata. Aquelas que forem elegíveis devem fazer sua inscrição, mediante a apresentação do Relatório da Gestão, elaborado com base nos oitos Critérios de Excelência que fazem parte do Modelo de Excelência da Gestão® (MEG).

Avaliação

Entre julho e outubro acontecem as três etapas do processo de avaliação. A primeira, de Análise Crítica Individual, é eliminatória; a segunda é a de Análise Crítica de Consenso e a terceira é conhecida por Etapa de Visitação.  A Análise Crítica Individual é a etapa em que os examinadores fazem a avaliação dos questionários preenchidos pelas candidatas, os Relatórios de Gestão. Eles analisam se as organizações atendem ou não os Critérios de Excelência do MEG. Na sequência acontece a primeira reunião de juízes, que são examinadores com grande experiência no PNQ. Eles definem quais candidatas passarão para a segunda e terceira etapa, a de Visitação às Instalações.

É nesse momento que os juízes avaliam os Relatórios da Gestão e as pontuações para verificar quem atingiu a nota mínima para prosseguir no processo. As eliminadas são informadas e recebem seus respectivos Relatórios de Avaliação, mesmo sem serem submetidas às verificações in loco previstas na fase final.

As organizações que chegam à última etapa são submetidas a três dias de visitas, na qual seis a oito examinadores conferem tudo o que foi anteriormente descrito, avaliando se a teoria e a prática caminham juntas. Ao final do período é fechada a pontuação total de cada empresa, o que gera um material para outra reunião de juízes. Em seguida, os examinadores seniores se reúnem na FNQ para apresentar e defender o parecer da sua equipe referente às candidatas que estão na reta final do processo.

Práticas de governança da CPFL Energia é tema do webcast desta quinta-feira 16 junho, 2009

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FNQ

A FNQ realiza no dia 18 de junho, das 9h às 11h, o webcast com a participação especial de Wilson Ferreira Jr, presidente da holding CPFL Energia, uma das vencedoras do Prêmio Nacional da Qualidade® (PNQ) 2008. Ele abordará práticas de boa governança corporativa, baseadas nos princípios de transparência, eqüidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa, alinhadas com as melhores práticas existentes no Brasil e no exterior.
(evento gratuito e com vagas limitadas)

Faça a sua inscrição para assistir presencialmente
Atenção: Para assistir pela internet, basta clicar no banner do evento, no portal FNQ, no dia e hora divulgados.
Portal FNQ: http://www.fnq.org.br/

Próximos eventos FNQ:

Opinião da Cysneiros Consultores:

Flammarion Cysneiros - CEO - ICOMUNI ConsultoriaPara Flammarion Cysneiros, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento de Projetos da ICOMUNI Consultoria, os eventos promovidos pela FNQ contribuem para o aumento da excelência das empresas, e impulsionam a economia do País.

As vagas são limitadas, inscreva-se!

 

Veja também
Mais informações sobre eventos da FNQ:
  1. Pernambuco recebe seminário da FNQ  
  2. Últimas vagas para o Seminário Regional Em Busca da Excelência
  3. Como as organizações podem e devem se preparar para novos riscos sistêmicos
  4. Como a CPFL e Suzano enfrentam os riscos sistêmicos
  5. Visão sistêmica é essencial para lidar com riscos
  6. Pensamento Sistêmico pauta negócios da Natura
  7. Sustentabilidade é vetor de inovação para o Santander
  8. AES dissemina boas práticas de gestão
  9. Volvo estrutura seus processos com base no MEG
  10. Seminário: Clientes e pessoas são o foco da gestão da Brasal
Empreendedorismo e Inovação
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Últimas vagas para o Seminário Regional Em Busca da Excelência 15 junho, 2009

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FNQ

Empresários, gestores, acadêmicos e profissionais interessados em participar do Seminário Regional Em Busca da Excelência (Sebe), na próxima quarta-feira (17), devem se apressar para garantir lugar no evento. Até agora, mais de 110 pessoas já efetuaram inscrição gratuita através do site www.fnq.org.br e, ao que tudo indica, as últimas vagas disponíveis – das 200 oferecidas – deverão se esgotar rapidamente. O Seminário, promovido pela Fundação Nacional da Qualidade em parceria com o Propeq e o Sebrae, acontece das 8h30 às 12h30, no auditório do Sebrae, na Ilha do Retiro.

Leia mais

www.propeq.org.br

Lançamento da Revista InfoBrasil exclusiva para o Software Público 15 junho, 2009

Posted by Flammarion Cysneiros in Qualidade, Tecnologia da Informação.
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No dia 19 de junho, às 16:00 horas, será lançada e entregue a Revista InfoBrasil em edição especial dedicada ao Software Público. Veja a capa da revista no endereço da inscrição.

A presença no evento garante a retirada gratuita da Revista InfoBrasil – Software Público, que é considerada pela jornalista Marluce Aires, editora da revista, uma edição histórica.

A inscrição deve ser feita no endereço http://www.softwarepublico.gov.br/eventos/event-info?event%5fid=11715081 Ela é automática para os cadastrados no Portal. As pessoas que ainda não fazem parte do Portal SPB precisam fazer o seu cadastramento no endereço www.softwarepublico.gov.br.

O lançamento é aberto ao público mediante apresentação deste convite e o evento conta com a presença do coordenador do Portal do Software Público Brasileiro, Corinto Meffe. O lançamento ocorre após a palestra que será organizada na Universidade Federal de Pernambuco.

A Revista faz parte da política de disseminação do conhecimento do projeto do Modelo de Qualidade do Software Público coordenado pelo Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Como a CPFL e Suzano enfrentam os riscos sistêmicos 11 junho, 2009

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As vencedoras do Prêmio Nacional da Qualidade® (PNQ) 2008, CPFL Paulista e Suzano Papel e Celulose, foram as participantes do primeiro painel do 17º Seminário Internacional em Busca da Excelência, promovido pela FNQ no dia 21 de maio. Os respectivos presidentes das premiadas, Wilson Ferreira Júnior e Antonio Maciel Neto, participaram do painel sobre  liderança e estratégia em um ambiente de incertezas, mediado pelo jornalista Carlos Mello.

Ferreira e Maciel vêem no Modelo de Excelência da Gestão® (MEG) uma importante ferramenta para que as empresas passem pela crise econômica mundial e superem suas possíveis consequências. Para eles, organizações que focam na excelência da gestão atravessam momentos turbulentos de uma maneira menos impactante negativamente. “Essas empresas estão mais bem preparadas para enfrentar a crise. Acredito que as organizações que adotam o MEG sairão em melhores condições desta crise, perante aquelas que não o utilizam”, afirmou Maciel.

Para Ferreira, a crise é gigantesca e com um poder de contaminação global. “O sistema de gestão disseminado pela FNQ prepara melhor as organizações para encarar esta realidade. Elas se fundamentam muito mais em fatos e dados e aprendem a ver, na crise, oportunidades importantes”, disse o executivo da CPFL. De acordo com ele, vivemos num mundo em transformação, no qual a busca por resultados não pode acontecer a qualquer preço.

“Nos últimos anos, por não considerarem o equilíbrio dos interesses de todos os stakeholders e os impactos de suas atividades, muitas empresas sucumbiram às transformações na sociedade e no planeta”, afirmou Ferreira, citando como exemplos de busca desenfreada por resultados os escândalos financeiros, casos de corrupção, danos ambientais e trabalho infantil, entre outros.  “Algumas empresas simplesmente desapareceram. Outras, tiveram seus negócios seriamente afetados”.

O MEG

Maciel salientou que os fundamentos de excelência, bem como os critérios da FNQ, compõem um conglomerado de estratégias consistentes e capazes de fazer as organizações ultrapassarem situações como a atual. “O modelo da FNQ, com sua excelência operacional, nos proporciona focar nos fundamentos para enfrentar cenários de incerteza”.

O executivo da Suzano disse que sua empresa e a CPFL são exemplos importantes de que o trabalho da FNQ é fundamental para o sucesso das organizações. “Somos empresas robustas, do ponto de vista financeiro, e ganhadoras do PNQ. Se o MEG não fosse eficaz, não estaríamos aqui para contar nossas experiências”, disse Maciel. 

“O MEG é o nosso principal direcionador estratégico. Somos bons de gestão e disseminamos isso para todos os nossos stakeholders”, afirmou Ferreira. “A crise tem seus aspectos negativos, mas também tem seu lado positivo, pois coloca todo mundo pensando na sociedade, de maneira sustentável e igual”, completou ele.

Futuro

Questionados sobre qual o olhar que têm para o futuro, Wilson Ferreira e Antonio Maciel disseram que os próximos anos evidenciarão grandes desafios, alguns riscos e oportunidades imensas. “Retomar o crescimento econômico; ampliar a eficiência de consumo; reduzir desigualdades sociais; gerar energia inteligente, a partir de fontes limpas e renováveis; mitigar os impactos do aquecimento global; e adaptar-se a um mundo mais regulado e com maior controle são alguns desses desafios que nos esperam pela frente”, afirmou o presidente da CPFL. 

Ferreira afirmou que estamos assistindo a revolta do meio ambiente, em decorrência do que fizemos no passado. “Um desafio é descobrirmos como reverter isso. É preciso fazermos uma gestão ambiental adequada, termos um consumo consciente”.  O executivo ressaltou que a desigualdade social é outro aspecto que o preocupa, em relação ao futuro. “O Brasil melhorou muito, mas há muito o que evoluir, ainda existe muita injustiça social, que também gera instrumentos de revolta. Precisamos trabalhar para que possamos resguardar e incorporar mais justiça social”.

Para o executivo da Suzano, um fator de extrema relevância para encarar positivamente o futuro é trabalhar preventivamente, com visão a longo prazo.  “O Brasil tem jeito. Temos muitos exemplos do que é a capacidade brasileira de realização. O que precisamos é adaptar e evoluir na agenda”, afirmou Maciel.

Para ele, além das questões citadas por Ferreira, outros dois aspectos são fundamentais para o futuro das organizações e do País. “É preciso replicar e aperfeiçoar modelos de gestão de sucesso. A FNQ faz isso de maneira espetacular, mas há a necessidade de outras instituições fazerem o mesmo”.  Além disso, a educação também é de extrema relevância. “A educação é a base de tudo. Por meio dela podemos mitigar os riscos de desenvolvimento social, ambiental e econômico”, finalizou.

Pensamento Sistêmico pauta negócios da Natura 11 junho, 2009

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natura

Roberto Zardo, ex-diretor de Serviços ao Cliente da Natura, foi o primeiro palestrante da Clínica de Gestão do 17º Seminário Internacional em Busca da Excelência, promovido pela FNQ, no dia 20 de maio. Com a apresentação intitulada de ‘Natura.net – tudo é interdependente”, ele mostrou como a empresa, de forma sistêmica, trabalha em rede. “A Natura está alinhada aos princípios de responsabilidade social corporativa e busca contribuir para o desenvolvimento do País e para a promoção do desenvolvimento sustentável”.

Um dos 11 Fundamentos da Excelência disseminados pela FNQ, o pensamento sistêmico, permeia todos os processos da Natura. “Está no DNA das pessoas da empresa. Nada no universo existe por si só. Tudo é interdependente”, afirmou Zardo.  “Acreditamos que resultados sustentáveis são aqueles alcançados por meio de relações de qualidade e, por isso, buscamos manter canais de diálogo abertos com todos os públicos com quem temos contato, em um exercício contínuo de transparência”, completou ele.

O comportamento empresarial da Natura, que é movida por duas paixões – a cosmética e as relações humanas – é focado em três tipos de comunidades, que estão intrinsecamente interconectadas: de consultoras, de fornecedores e sociais. “Buscamos criar valor para a sociedade como um todo, gerando resultados integrados nas dimensões econômica, social e ambiental”, afirmou Zardo.

Essência

O ex-diretor afirmou que os produtos são a maior expressão da essência da Natura. Para desenvolvê-los, ele explicou que são mobilizadas redes sociais capazes de integrar conhecimento científico e sabedoria das comunidades tradicionais. “Isso promove o uso sustentável da rica biodiversidade botânica brasileira”.

De acordo com Zardo, no panorama do triple bottom line, as organizações são os principais núcleos de poder econômico-financeiro. “Elas são reconhecidas como co-autoras e responsáveis por apresentarem mudanças e soluções”. Para ele, o maior desafio da atualidade é como conseguir, ao mesmo tempo, maximizar lucro, recompor os recursos naturais finitos e distribuir riqueza onde ela não chega. 

O modelo de negócios da Natura é baseado na promoção do crescimento econômico compatível com o desenvolvimento social e o uso responsável dos recursos ambientais. “Os resultados econômicos, ambientais e sociais são apresentados, de forma integrada, de acordo com as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI)”, explicou o diretor.

Zardo ressaltou que a Natura estimula o desenvolvimento pessoal, material e profissional de suas 850mil consultoras. “A empresa as encoraja a se tornarem agentes de transformação, contribuindo para a disseminação do conceito do bem estar bem e para a construção de uma sociedade mais próspera, mais justa e mais solidária”.

Sustentabilidade é vetor de inovação para o Santander 11 junho, 2009

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Promover a Sustentabilidade por meio de produtos e serviços  e mobilizar colaboradores, clientes, fornecedores e a sociedade foram os desafios encarados por Maria Luiza Pinto, diretora-executiva de desenvolvimento sustentável do Grupo Santander.

Como uma das palestrantes da Clínica de Gestão, do 17º Seminário Internacional em Busca da Excelência, promovido pela FNQ, no dia 20 de maio, Maria Luiza contou as experiências de sucesso na implementação de práticas de sustentabilidade, caminhos e desafios da organização.

Em 2001,  responsável pela Área de RH para a Unidade de Varejo Mundial do Banco Real, na Holanda, Maria Luiza foi convidada pelo presidente Fabio Barbosa para transformar a organização,  no Brasil, em um Banco de Valor e integrar as dimensões sociais, ambientais e econômicas em todas as decisões da instituição.

“Quando começamos a falar de sustentabilidade esse tema ainda era novidade, por isso era preciso conquistar os colaboradores com oportunidades novas que agregassem valor aos seus negócios de atuação com foco sustentável”, afirma Maria Luiza.

Para cumprir o desafio foi necessário revisitar o core business da organização e buscar respostas para a pergunta: qual é a nossa causa como banco?  “A liderança trouxe o questionamento e não tínhamos a resposta porque ainda não existiam modelos e referências para nos auxiliar, disse a diretora.

O primeiro passo foi fazer um diagnóstico dos indicadores estratégicos para definir as frentes de atuação.  Feito isso, o resultado mostrou que era necessário melhorar os processos relacionados, principalmente, ao meio ambiente e aos fornecedores.

Mas para Maria Luiza não bastava melhorar apenas esses dois aspectos. “Para ter uma atuação sustentável e cumprir nosso papel na sociedade, enquanto instituição financeira, era preciso atuar com os stakeholders em quatro diretrizes: negócios, processos, pessoas e relacionamentos.

Para fazer acontecer era necessário engajar os colabores e fazê-los entender que a sustentabilidade deve ser inerente ao indivíduo e não se restringir as atividades exercidas no horário de trabalho. Para mudar a percepção, a área de Treinamento e Desenvolvimento, de responsabilidade do RH, passou para a Diretoria de desenvolvimento sustentável e lá permaneceu por três anos. “Educar é fundamental para disseminar a sustentabilidade e ampliar a consciência para a formação do pensamento sistêmico”, explica a diretora.

De acordo com ela muitos aderiram por convicção e alguns por conveniência, “de qualquer forma estamos irradiando práticas sustentáveis e esse modelo brasileiro é replicado em outras instituições financeiras no mundo todo e, o mais importante é que hoje a construção é coletiva”, explica.

Com a efetivação do controle do Grupo Santander em 2008 as ações de sustentabilidade ganharam força com a formação dos conselhos de práticas, de sustentabilidade e do comitê de Ação Social. Maria Luiza salienta que a sustentabilidade trouxe credibilidade e é o vetor da inovação.

Inovação e práticas sustentáveis

Oferecer crédito para as comunidades de baixa renda a fim de promover o empreendedorismo,  auxiliar os fornecedores na adoção de critérios de sustentabilidade,  reduzir o impacto das operações no meio ambiente e promover investimento social privado são algumas práticas consistentes que colocam o Grupo Santander como agente de transformação e abrem oportunidades para a melhoria da qualidade de vida da sociedade do presente e do futuro.

“Inovação e sustentabilidade andam juntas e a inovação que entendemos não é apenas anteceder o futuro é compartilhar aquilo que dá certo com a sociedade, gerar novas oportunidades e encurtar o caminho na direção de um mundo mais sustentável”, finaliza Maria Luiza.

AES dissemina boas práticas de gestão 11 junho, 2009

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A AES Eletropaulo, finalista do Prêmio Nacional da Qualidade® (PNQ) 2008, foca seu trabalho de qualidade da gestão na busca pela excelência, de acordo com Fátima Molina, que integra a gerência de planejamento estratégico da empresa.  Ela apresentou o caso durante o 17º Seminário Internacional em Busca da Excelência, no dia 20 de maio, promovido pela FNQ.

Para incentivas as boas práticas de gestão, a AES Eletropaulo dissemina sua estratégia para 100% dos colaboradores. “Se eles não souberem qual é a estratégia, não poderão trabalhar alinhados a ela. Por isso é preciso disseminar o mapa estratégico de forma lúdica”, contou Fátima. “É importante que os colaboradores percebam onde estão inseridos dentro da empresa, para que contribuem e onde seus trabalhos agregam valor”. 

Ela explicou que são identificados os gaps e as práticas de gestão aderentes aos fundamentos de excelência. “Ser membro da FNQ evidencia nossos padrões rígidos que pautam nossos trabalhos. Para disseminar e incentivar as experiências, a AES adaptou o Modelo de Excelência em Gestão® (MEG) da FNQ para a linguagem dos seus colaboradores. “Fizemos isso para criar um modelo com a nossa identidade, que possa ser compreendido pelo operacional”, afirmou a executiva.

Metodologias

A dinâmica de trabalho que envolve boas experiências na AES Eletropaulo é composta por reuniões de trabalho, seleção de práticas indicadas como pontos fortes, realização de oficinas de boas práticas, redação dos formulários de boas práticas da FNQ e submissão das mesmas para avaliação e aprovação da instituição. “A partir do diagnóstico da gestão fazemos as melhorias, refinamentos e inovações necessárias”, disse Fátima.

Ela explicou que a disseminação e o reconhecimento dos resultados é de extrema relevância para a continuidade e aperfeiçoamento dos processos. “É preciso que todos saibam quais os pontos fortes da empresa e quais as oportunidades de melhoria. Bons trabalhos são reconhecidos por meio da intranet, boletim, mural, revista mensal, encontros e seminários”.

Na AES, existem boas práticas em todas as frentes de trabalho e para todos os Critérios de Excelência. “Se trabalharmos focados, de forma integrada, o reconhecimento acontece naturalmente”, disse ela, referindo-se ao PNQ. “A constância de propósitos e o patrocínio da alta direção são fatores primordiais para o sucesso de uma organização. São as pessoas que colocam os processos em prática, por isso elas precisam ser envolvidas, valorizadas e reconhecidas”, finalizou Fátima.

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