Da crise à oportunidade 7 fevereiro, 2011
Posted by stefanibcb in Cases, Economia, Pequenas e médias empresas.Tags: Caso de Sucesso, Maranello
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“Quando montei o bar, os amigos começaram a dar pitaco novamente. ‘Mas você vai colocar um petisco, não é?’. Petisco não, para não sujar o bar. Mas uma castanha, um amendoin, quem sabe”. Para construir a cozinha, Sérgio transferiu o almoxarifado para outra sala. Toda vez que propunha uma intervenção no espaço, a arquiteta brigava. “Mas fazer o quê? A gente vai deixar de executar uma ideia, porque não a teve antes? Não”. Sérgio construiu a cozinha. Depois, vieram os amigos e deram mais um monte depitaco. “Porque você não coloca um almoço aqui? Veja bem, a gente almoça, deixa o carro aqui e você até pode abrir outro negócio”, disseram alguns colegas.
Sérgio nunca deixou de ouvir a clientela, mas não tinha espaço para as mesas. “Disse: só tem mais uma sala que é a minha”. E lá se foi a sala de Sérgio. “Incorporei a minha sala e abrimos um restaurante para 40 pessoas”, afirma. Sugeriram que procurasse o chef Artur Coelho, carioca que fez escola de gastronomia na Alemanha e pós-graduação na França, e estava em Natal há algum tempo. Artur conheceu o bistrô e elaborou um cardápio específico para o Maranello.
Transição
“As pessoas gostaram do bistrô e começaram a pedir para realizar aniversário, casamento aqui. Foi aí que entramos no ramo de eventos”, explica. Para realizar as festas, Sérgio movia portas e paredes de vidro. “Era um trabalho imenso”, relembra. Com o passar dos anos, a demanda aumentou ainda mais. “Aí eu disse: ‘não dá para continuar assim’”. E não deu. O Bistrô mudou de endereço em 2007. Hoje, ocupa um prédio a pouco mais de 100 metros do antigo.
Logo após a mudança, um cliente sugeriu entrar em sociedade. Sérgio cuidaria do bistrô e o colega, do auto spar. A sociedade durou pouco tempo e Sérgio acabou deixando o ramo automotivo. Mas não se arrepende. “Vi que era um ramo que tinha mais possibilidade de crescimento”. Para o empresário, a narrativa cronológica mostra que o sucesso do Maranello Bistrô foi casual. “As coisas foram acontecendo. Eu não disse ‘vou parar de fazer isso para fazer aquilo’”.
Atualmente, ele aluga o espaço para eventos fechados – desde churrasco a casamentos – e também realiza festas abertas ao público com apoio de Múcio Neto, sócio desde 2008. As festas voltadas para o público começaram em junho de 2008. “Na época, quase fico louco. Não tínhamos estrutura. Mas o negócio deu certo”. O projeto deu tão certo que a parceria permanece até hoje e as festas também. No final de 2008, a dupla começou a realizar festas fora do bistrô com capacidade para até 2,5 mil pessoas. “Acabouque deu muito certo e conseguimos fixar uma marca”.
Além do espaço, o Maranello, casa especializada em house (ritmo eletrônico) também organiza festas, disponibilizando som, iluminação, bufê, segurança, serviço de manobrista. “A gente pode cuidar de tudo, se o cliente quiser, tanto dentro daqui como fora”. Os preços dependem dos serviços requisitados e do número de convidados. Quem paga pelo bufê, por exemplo, não paga aluguel do espaço. O Maranello realiza de cinco a oito festas por mês – de 60 a 100 por ano. Um bom número para o que já foi uma sala de estar.
Fonte: Diário de Natal
