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Feira do Empreendedor 2012: Palestras espaço do Conhecimento e Inovação 16 outubro, 2012

Posted by Flammarion Cysneiros in Inovação.
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Data e Hora Tema Consultor palestrante
Qua. 17 11h – 13h - Design e inovação Luciene Torres
15h – 17h - Tecnologia e gestão da inovação Celso Perez
17h – 19h - Inovação – A porta para um novo posicionamento de mercado. Fernanda Muniz
19h – 21h - Estratégias empresariais Silvio Oliveira
Qui. 18 11h – 13h - Inovar para competir Eugênia Miranda
15h – 17h - Como sua empresa pode inovar nas redes sociais Flammarion Cysneiros
17h – 19h - Por que Inovar? Fernanda Muniz
19h – 21h - Venda e Inovação Aloísio Dias
Sex.19 11h – 13h - Inovar para competir Eugênia Miranda
15h – 17h - Como sua empresa pode inovar nas redes sociais Celso Perez
19h – 21h - Tecnologia e gestão da inovação Celso Perez
Sab. 20 11h – 13h - Estratégias Empresariais Silvio Oliveira
15h – 17h - Internacionalização de empresas e inovação Erica Piros Kovacs
19h – 21h - Design e Inovação Luciene Torres

Mais informações: http://www.feiradoempreendedorpe.com.br

Inscrições em economia criativa para incubadora do Porto Digital até dia 31.10 18 setembro, 2012

Posted by Flammarion Cysneiros in Inovação.
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“O Porto Digital prorrogou para o próximo dia 31 de outubro o prazo final para inscrição de projetos no Centro de Empreendedorismo e Tecnologias da Economia Criativa do Porto Digital (Portomídia). Quem já se inscreveu na iniciativa poderá submeter novas versões dos trabalhos, se necessário.”.

 

Aqui segue o link do edital: http://migre.me/aKMoC

 

E aqui, o formulário de inscrição: http://migre.me/aKMth

 

(Fonte: Diário de Pernambuco)

 

 

 

 

 

Mercado de call center cresce 16,7% 7 janeiro, 2011

Posted by stefanibcb in Call Centers, Economia, Marketing & Comunicação, Pesquisa, Tecnologia.
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Estudo revela que o setor movimentou R$ 7,8 bilhões no Brasil, em 2009

 

O mercado brasileiro de serviços de call center cresceu 16,7% em 2009, chegando à marca de R$ 7,8 bilhões. O número faz parte do estudo Call Center Services no Brasil, realizado pela IDC.

Após um período de suspense vivido em 2008, com a aplicação da Lei do SAC e o surgimento do “Do not Call” em um momento de fragilidade financeira global, a performance do mercado em 2009 era uma incógnita. Porém, o que se percebeu foi um reposicionamento dos contratantes e contratadas que trouxe transformações positivas, de acordo com Célia Sarauza, gerente de consultoria e especialista em Segurança da Informação da IDC.

“Enquanto a Lei do SAC conseguiu agilizar o amadurecimento dos processos e as operações de atendimento ao consumidor em busca de maior qualidade e eficiência, o Do not Call serviu de filtro para que as empresas não precisassem mais ligar para um público pequeno e que não desejava ser importunado com ações de telemarketing”, declara Célia.

Segundo o estudo da IDC, o número de PAs (posições de atendimento) próprias instaladas no Brasil cresceu 10%, atingindo 153,8 mil posições. Essa expansão reflete dois movimentos: crescimento da demanda por serviços de terceirização de call center, principalmente em crédito e cobrança, retenção e serviços de back-office relacionados à BPO (Business Process Outsourcing); e aumento da oferta de serviços de BPO por parte dos provedores de serviços para atender à demanda por soluções que deem visibilidade do processo como um todo para o cliente.

“O crescimento de PAs próprias só não foi maior em 2009 porque houve, neste período, um forte aumento da demanda por terceirização somente de infraestrutura”, completa a analista da IDC. A maior concentração de PAs está em São Paulo, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Ainda de acordo com a IDC, as perspectivas econômicas para o mercado brasileiro de call center são otimistas para os próximos anos. Muitos projetos de terceirização que haviam sido colocadas na gaveta em 2008/2009, começam a ser retomados em 2010.

Incubadoras reduzem risco de mortalidade entre startups 6 janeiro, 2011

Posted by stefanibcb in Incubadoras, Inovação, Sebrae, Tecnologia da Informação.
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Reproduzido do EXAME.com

O ambiente de uma incubadora, como o nome sugere, é ideal para ajudar um empreendedor a amadurecer sua ideia e ser capaz, depois de um tempo, de caminhar com as próprias pernas. Há 28 anos no Brasil, o movimento de incubação de empresas evoluiu, mas ainda é menor do que em outros países, como Estados Unidos.

Segundo a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores. (Anprotec), o Brasil tem mais de 400 incubadoras distribuídas em 25 estados. Para a vice-presidente da instituição, Francilene Procópio Ferreira, “nos últimos 25 anos, o Brasil tem assimilado cada vez mais que as incubadoras são um viés importante para o desenvolvimento do empreendedorismo inovador”. Já o diretor do Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), Sérgio Risola, acredita que “o momento não é de expansão, o compasso é de manutenção”.

Mais de 6300 empresas participam desse ambiente e geram um faturamento médio anual de 2,5 bilhões de reais e, sem benefícios tributários, as empresas pagam 500 milhões de reais em impostos. As incubadoras mais conhecidas são as de base tecnológica, que exigem algum tipo de inovação envolvendo tecnologia. Há também incubadoras tradicionais, mistas, sociais e culturais.

Quem pode entrar
De acordo com a Anprotec, 10 mil negócios inovadores devem ser graduados até 2020. O Ningo, site que agrega comparação e compra online, é um delas. “A incubadora traz visibilidade e transfere credibilidade para a empresa, porque são projetos que já passaram por um crivo, foram avaliados por analistas em uma pré-seleção”, diz Paulo Rogério Vieira, cofundador do Ningo e que faz parte do Cietec. Além do espaço físico, as incubadoras oferecem cursos para capacitar os empreendedores que têm um projeto inovador

Estudantes, cientistas e empreendedores que tenham uma ideia e queiram fazer parte de uma incubadora precisam certificar-se de que seu projeto é inovador antes de participar do edital. “Entra quem tem um projeto inovador, já que a incubadora acaba sendo um elo entre a empresa e a instituição de conhecimento para ajudar a desenvolver o produto”, explica Evelin Astolpho, consultora do Sebrae/SP.

Entre os pré-requisitos está a demanda por um plano de negócios. Além disso, existe a necessidade de analisar as condições econômicas para o negócio surgir e crescer. “O ponto de entrada passa pela identificação do plano de negócios”, diz Francilene. Cada incubadora abre o edital para a seleção de empresas em uma data própria. Para participar, os empreendedores pagam uma taxa mensal que varia conforme a região e o local de incubação. No Cietec, em São Paulo, por exemplo, a taxa custa entre 950 e 1760 reais.

As áreas mais buscadas em incubadoras de base tecnológica são biomedicina, biotecnologia, multimídia, educação à distância, energias alternativas, tecnologia da informação, internet, instrumentação, automação, laser, mecânica de precisão, fitoterápicos, meio ambiente, novos materiais, química fina, softwares especialistas, telecomunicação e aplicações técnicas nucleares.

O processo tem dado bons resultados nos últimos anos. “O objetivo é investir em inovação e aumentar a longevidade dessas empresas, diminuindo o risco de uma morte súbita. Nas incubadoras, a mortalidade está abaixo de 30%”, diz a representante da Anprotec.

Desafios
As incubadoras são mantidas com o apoio de políticas públicas e outros parceiros, como o Sebrae, a FIESP e associações comerciais. Mesmo tendo atingido uma maturidade, as incubadoras ainda têm dois grandes desafios para ultrapassar.

Um deles é a sustentabilidade. “As incubadoras ainda são muito dependentes de recursos públicos. O que falta acontecer é uma revisão do modelo de gestão da incubadora, um processo interno, que envolve o entorno de onde ela está instalada”, diz Francilene.

Outro desafio é a criação de mais parcerias na rede de empresas. “Como elas estão se relacionando? Precisamos atuar em rede, aprendendo e trocando ideias para maximizar a capacidade desses negócios no mercado interno e externo”, explica.

FINEP lançará nova edição do Prime até o final de 2010 17 dezembro, 2010

Posted by stefanibcb in Incubadoras, Inovação, Pequenas e médias empresas, PRIME, Tecnologia.
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A FINEP lançará, até o final de 2010, uma nova edição do Prime (Primeira Empresa Inovadora). Por meio de carta-convite serão selecionadas incubadoras que atuarão como operadoras descentralizadas em todo o País.

O  Prime entrou em operação no início de 2009 e seu objetivo é criar condições financeiras favoráveis para que um conjunto significativo de empresas nascentes de alto valor agregado possa consolidar com sucesso a fase inicial de desenvolvimento dos seus empreendimentos. O Programa é voltado ao apoio de empresas inovadoras de base tecnológica que tenham até dois anos e estejam formalmente legalizadas e vai financiar empreendimentos que se destaquem pelo caráter inovador de seus produtos ou serviços. Cada projeto selecionado vai receber, inicialmente, R$ 120 mil em recursos não reembolsáveis, que serão aplicados na estruturação de planos de negócios e no desenvolvimento de novos produtos e serviços.

Em 2009, o Prime teve 3.154  empresas inscritas em todo o País, com um total de 16.116 postos de trabalho.  Foram selecionadas 17 incubadoras em nove estados, que atuaram como agentes operacionais descentralizados. Os três setores da economia mais presentes nas inscrições foram Informação e Comunicação (37,53%); Atividades Profissionais Científicas e Técnicas (19,48%); e Indústrias de Transformação (17,96%). Veja aqui mais detalhes de edição 2009 do Prime.

 

Fonte: Ministério da Cultura e Tecnologia

Empresas de tecnologias inovadoras do RJ ganham centro de desenvolvimento 10 agosto, 2009

Posted by stefanibcb in Inovação.
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desenvolvimentoO Rio de Janeiro vai ganhar um Centro de Desenvolvimento de Empresas de Tecnologias Inovadoras (CDETI). Elaborado há dois anos pela Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação – seção Rio de Janeiro (Assespro/RJ), o projeto será instalado na zona portuária da capital fluminense.

O presidente da Assespro/RJ, Ilan Goldman, disse hoje (7) à Agência Brasil que uma das ideias em estudo prevê  a implantação da incubadora de empresas de tecnologia da informação (TI) junto com incubadoras ligadas à área cultural, como de audiovisual, por exemplo, dentro do conceito de convergência digital.

Ontem (6), um grupo integrado por representantes da prefeitura do Rio, da  Assespro/RJ, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ), da Secretaria de Cultura, do Instituto Pereira Passos  e da Riofilme visitou a área do porto. O objetivo foi identificar espaços propícios para a instalação da incubadora do CDETI.

Uma segunda reunião está programada para a semana que vem. Goldman  informou que o próximo passo será  a elaboração de um estudo para viabilização do projeto. “É uma mistura de incubadora de empresas com áreas compartilhadas para serem  usadas por empresas não incubadas.”

O objetivo é ter um centro  que permita a interação  de empresas emergentes com empresas não incubadas. “Nós estamos criando um ambiente de capacitação, de treinamento propício para que isso possa ocorrer”, disse Goldman.

O presidente da Assespro/RJ destacou a  importância de ter um centro desses no Rio de Janeiro, porque o estado “historicamente, sempre  representou o maior contingente de empresas de TI do país”. O Rio apresenta ainda, segundo Goldman, toda a conjuntura de ambiente de criatividade para o desenvolvimento da inovação.  Apesar dos tributos elevados e mesmo enfrentando uma forte migração para outros estados, destacou ele, o Rio de Janeiro ainda é o local com mais empresas de informática.

O CDETI vai preencher uma lacuna entre as empresas que nasceram em universidades e, depois de cumprido esse primeiro estágio, não têm para onde ir. A Assespro/RJ buscará investidores para aplicar recursos nas empresas incubadas que apresentam potencial de desenvolvimento no mercado. Projeto semelhante está sendo desenvolvido no momento pela prefeitura de Barcelona, na Espanha, revelou Goldman.

A questão de financiamento para instalação do CDETI ainda não está definida. Caberá à Assespro/RJ gerir o novo espaço. “Manter de pé e fazer funcionar”, explicou Goldman.

Itep discute implantação de rede tecnológica de moda e confecção 4 agosto, 2009

Posted by stefanibcb in Inovação.
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polo-confeccoes-agresteO evento vai contar com palestras técnicas sobre inovação, design e mercado de moda e confecção

O Instituto de Tecnologia de Pernambuco realiza, nas próximas quinta e sexta-feiras (06 e 07), o Seminário Técnico de Implantação da Rede Tecnológica de Pernambuco, no Centro Tecnológico da Moda, em Caruaru. O tema do evento será a implantação da Rede Tecnológica de Moda/Confecção, por meio da integração das ações do CT Moda com os Centros Vocacionais Tecnológicos de Confecção e da sensibilização e mobilização dos gestores de CVT para o processo de trabalho em rede.

Estarão presentes gestores dos Centros instalados nos municípios de Agrestina, Camocim de São Felix, Cupira, Caruaru, Frei Miguelinho, Limoeiro, Palmeirina, Riacho das Almas, Surubim, Custódia, Floresta, Salgueiro e Ferreiros.

O evento vai contar com palestras técnicas sobre inovação, design e mercado de moda e confecção, com representantes da UFPE, Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado Sebrae, Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (Acic) e Sindicato das Indústrias de Confecção de Pernambuco (Sindivest).

Petrobras investirá mais de R$ 1 bi até 2011 para equipar parque tecnológico brasileiro 4 agosto, 2009

Posted by stefanibcb in Eficiência energética, Inovação, Tecnologia.
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energia-eletrica

De 2009 a 2011, a Petrobras planeja investir mais de R$ 1 bilhão em universidades e institutos de pesquisa para transformar o parque tecnológico brasileiro em um dos mais bem equipados do mundo no setor de energia. Convênios vão permitir a implantação de 250 laboratórios com padrão de excelência.

Entre 2006 e 2008 a empresa aplicou cerca de R$ 790 milhões na construção e modernização de instalações experimentais por intermédio de convênios com instituições acadêmicas e de pesquisa em vários estados. Somente em 2008 foram investidos R$ 440 milhões nesse segmento.

Após a promulgação da Lei do Petróleo, em 1997, que inseriu nos contratos entre as concessionárias e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) uma cláusula de investimentos obrigatórios em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) vem aumentando significativamente a parceria da estatal com o parque tecnológico do país.

Regulamentada em 2005, a cláusula estipula que pelo menos 1% da receita bruta gerada pelos campos de petróleo, onde é devida a Participação Especial deve ser investido em P&D. Desse valor, 50% irão obrigatoriamente para instituições nacionais de ciência e tecnologia.

Foram criadas no período 38 redes temáticas tendo sido convidadas para cada uma delas as instituições nacionais de maior competência no seu segmento. Segundo a Petrobras, as redes abrangem temas como aumento da produção de óleo pesado, estudo de novos materiais no processo de refino e nanotecnologia aplicada à indústria de energia ao desenvolvimento de bioprodutos.

Na fase de implantação das redes e núcleos, cerca de 80% dos projetos são investimentos em infraestrutura – construção de instalações físicas e colocação de equipamentos. Os convênios já assinados, que tiveram como objeto a construção ou a modernização de instalações experimentais, vão propiciar a implantação de 250 laboratórios de padrão de excelência pelo país, com um total de mais de 250.000 metros quadrados de área construída.

A Petrobras informou que alguns laboratórios construídos e equipados por este grande programa já foram inaugurados, estando entre eles o Laboratório de Ensaios Não Destrutivos, Corrosão e Soldagem (LNDC), da UFRJ, localizado na Cidade Universitária da Ilha do Fundão, no Rio, inaugurado no dia 30 de abril deste ano. Para a empresa, esse laboratório terá “papel fundamental nas pesquisas para a produção no pré-sal”. Somente nele foram investidos cerca de R$ 20 milhões, tornando-o um dos mais avançados do mundo para testes de corrosão e inspeção de materiais.

O gerente executivo do Cenpes, Carlos Tadeu, lembra que um exemplo desse tipo de parceria é o tanque oceânico, instalado na UFRJ, construído antes mesmo de ter sido criado o conceito de redes temáticas, mas o princípio é o mesmo.

“Para fazer ensaios em tanques deste porte, era necessário ir até o Japão ou à Noruega. Hoje os testes podem ser feitos aqui mesmo no Brasil. Com as redes temáticas, estamos replicando exemplos como este em todo país”.

Segundo Tadeu, hoje o Brasil já está no mesmo nível dos demais países construtores de plataformas e de todos os tipos de instalações e equipamentos para o setor petróleo.

Tecnologia nacional no espaço 29 julho, 2009

Posted by stefanibcb in Inovação.
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equipamento

A segunda câmera multiespectral desenvolvida pela Opto Eletrônica, empresa sediada em São Carlos (SP) que recebeu apoio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), foi entregue na semana passada ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O equipamento, que produzirá imagens fotográficas que serão usadas para o monitoramento hidrológico, florestal, agrícola e urbano, integra o projeto de desenvolvimento do CBERS 3 (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres), programado para ser lançado em 2011.

Nomeada de MUX Free, a câmera, que tem 115 quilos e pouco mais de um metro de comprimento, é a primeira do tipo a ser desenvolvida e produzida no Brasil, de acordo com o engenheiro Mário Stefani, diretor de pesquisa e desenvolvimento (P&D) da Opto e coordenador do projeto MUX.

“O maior ineditismo do projeto é a utilização de lentes anesféricas [não esféricas] em uma câmera para uso em satélites, o que nos permitiu diminuir o número de lentes para obter o mesmo desempenho óptico e deixar a câmera com quatro quilos a menos. A vantagem é que uma única lente anesférica chega a ter a mesma capacidade de até quatro lentes esféricas”, disse Stefani à Agência FAPESP.

O equipamento registra imagens nas cores azul, verde e vermelho, além de infravermelho e é dividido em três módulos: a câmera propriamente dita composta pelas lentes, plano focal, sistema térmico, radiadores, aquecedores e blindagens, um segundo segmento conhecido como “RBNB”, responsável pelo controle de temperatura e do sistema de ajuste focal, e o “RBNC”, que processa e acondiciona as imagens para envio à base de apoio do Inpe na Terra.

“A MUX Free, que será utilizada para os ensaios de engenharia em terra, tem alta definição e possui seis mil pixels, sendo que cada pixel cobre uma área de 20 metros no solo”, explica Stefani.

Cumprindo uma das funções do Programa Espacial Brasileiro da Agência Espacial Brasileira (AEB), que é a qualificação da indústria nacional, a Opto Eletrônica também foi contratada via licitação pública pelo Inpe para o desenvolvimento tecnológico e fabricação de mais quatro câmeras semelhantes à MUX Free, que também serão usadas em testes e no satélite CBERS 3 e CBERS 4, este último com lançamento previsto para 2014.

Seis câmeras

O projeto custou cerca de R$ 50 milhões para a Opto Eletrônica e, ao todo, são seis câmeras, sendo três destinadas aos testes de qualificação que antecedem o voo, duas que integrarão a carga útil dos satélites e uma que ficará de reserva para substituição em caso de quebra. Os equipamentos vêm sendo desenvolvido pela empresa desde 2004 por uma equipe de cerca de 20 profissionais, principalmente engenheiros e físicos.

“A próxima câmera, que irá voar no satélite sino-brasileiro CBERS 3, deverá ser entregue em abril de 2010, quando deverão começar os trabalhos de integração do equipamento no satélite”, aponta o pesquisador.

Com os satélites do programa CBERS o Brasil monitora, entre outras coisas, desmatamentos e a expansão urbana e agropecuária. Já foram lançados três satélites da série, o CBERS 1, 2 e 2B, o último atualmente em órbita com uma câmera com funções semelhantes às da MUX Free, porém produzida na China.

Considerado um dos principais programas de sensoriamento remoto em todo o mundo, ao lado do norte-americano Landsat, do francês Spot e do indiano ResourceSat, o programa CBERS possui uma política de fornecimento gratuito das imagens de satélite e mais de meio milhão delas já foram distribuídas a cerca de 20 mil usuários em mais de duas mil instituições públicas e privadas.

Segundo Mário Stefani, com o desenvolvimento tecnológico das câmeras pela empresa brasileira o país começou a ganhar autonomia na área de produção de equipamentos ópticos para satélites.

“A ideia é até exportar essas tecnologias para outros países, mas agora o nosso vestibular é colocar a câmera no espaço com o CBERS 3 para, assim, podermos fazer parte do clube das nações que fabricam sistemas de imageamento para uso orbital, formado atualmente pelos Estados Unidos, Rússia, França, Israel, Índia e China”, disse ele.

A Opto Eletrônica foi fundada em 1985 por, na época, pesquisadores e técnicos da Faculdade de Física da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, e atua em diversas áreas, como óptica de precisão, filmes finos especiais e aplicações médicas e industriais a laser.

“Desde 1997, a Opto e suas empresas afiliadas foram apoiadas com seis projetos PIPE da FAPESP, que financiaram especialmente estudos nas áreas aeroespacial e de equipamentos oftálmicos para uso médico”, apontou o diretor da empresa.

Universidade ajuda empresa a inovar em produto 29 julho, 2009

Posted by stefanibcb in Inovação.
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Dengue_armadilha-thumb

Até conquistar reconhecimento, o empreendedor percorreu um longo caminho, que pode servir de guia para quem tem uma ideia inovadora

O pesquisador Álvoro Eiras, da Ecovec, desenvolveu um produto inovador com a ajuda de uma universidade pública e ganhou o prêmio de Bill Gates. “A premiação que a gente recebeu no Vale do Silício chama Tech Museum Awards, que é como se fosse um oscar da tecnologia”, conta o cientista.

Até conquistar reconhecimento, o empreendedor percorreu um longo caminho, que pode servir de guia para quem tem uma ideia inovadora. O pesquisador também trabalha na Universidade Federal de Minas Gerais, onde desenvolveu a tecnologia inovadora: monitoramento inteligente da dengue, uma armadilha que captura a fêmea do mosquito transmissor da doença – aedes egipty. A universidade é a dona da patente.

A armadilha se chama MosquiTrap. O sistema ainda identifica as áreas de maior infestação. “O método convencional exige que o material seja levado para o laboratório, e só assim identificar o mosquito da dengue. A armadilha permite que você identifique o vetor no campo”, diz o pesquisador.

O MosquiTrap transmite as informações sobre os focos da doença via satélite e armazena esses dados na internet em forma de mapas georeferenciados. Com o sistema, Eiras consegue reduzir em cinco vezes os custos de uma campanha de combate à dengue.

O prêmio o ajudou na comercialização do produto. Hoje, ele vende para prefeituras de todo o Brasil. “Esse reconhecimento fez com que esses municípios procurassem a empresa, inclusive 100% dos municípios que pagaram por essa tecnologia renovaram o contrato”, comemora o empresário.

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