Sebrae lança edital para credenciar consultores e instrutores


seja-um-consultor-sebrae-cysneirosEmpresas de consultoria ou instrutoria interessadas em fazer parte do cadastro nacional de prestadores de serviços do Sebrae têm até o dia 10 de fevereiro para se inscreverem. O edital foi lançado nesta segunda-feira (9) e está disponível no site http://www.sebrae.com.br/credenciesuaempresa. As empresas selecionadas serão contratadas para prestar serviços ao Sebrae, quando houver demanda, respeitando os critérios de rodízio.

O edital vai cadastrar empresas das seguintes áreas do conhecimento: Recursos Humanos, Empreendedorismo, Educação, Serviços Financeiros e Contábeis, Marketing e Vendas, Negócios Internacionais, Planejamento Empresarial, Gestão da Produção e Qualidade, Legislação Aplicada aos Pequenos Negócios, Sustentabilidade, Inovação, Tecnologia da Informação, Desenvolvimento Territorial, Associativismo e Cooperativismo, Desenvolvimento Setorial e Políticas Públicas.

O credenciamento é composto por duas etapas. A primeira é a inscrição, via sistema informatizado. A segunda, habilitação jurídica e qualificação técnica da empresa, quando serão analisados todos os documentos enviados, via sistema e por meio físico, incluindo os atestados de capacidade técnica fornecidos por seus clientes.

Podem participar do processo empresas com matriz ou filial domiciliada em qualquer estado do país, sendo que, ao ser credenciada, a empresa não poderá participar do credenciamento de outra Unidade Sebrae (com o mesmo CNPJ); legalmente constituídas há, no mínimo, quatro meses – a contar da data de publicação do Edital; e compostas por, no mínimo, dois sócios.

Serão exigidos ao menos três atestados por área/subárea de conhecimento e natureza da prestação de serviços (consultoria ou instrutoria) fornecidos por seus clientes, incluindo o Sebrae e os Sebrae/UF, que juntos deverão somar 600 horas de prestação de serviços.

A empresa deverá credenciar dois profissionais, sócios ou empregados, em até três áreas de conhecimento, sem limite de subáreas, e deve possuir em seu objeto social a possibilidade de prestar serviços de consultoria e/ou instrutoria na(s) área(s) de conhecimento de interesse.

Empresas credenciadas no Sistema de Gestão de Credenciados (SGC), que atendam às regras e requisitos deste Edital, poderão participar do processo de credenciamento e, se habilitadas, compor o banco do Sistema de Gestão de Fornecedores.

Acesse: www.sebrae.com.br/credenciesuaempresa

Fonte: SEBRAE

65 carreiras promissoras para 2017, segundo recrutadores


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Consultorias de recrutamento indicam quem serão os profissionais mais demandados no ano que vem. Finanças, vendas e tecnologia seguem em alta.

Por Camila Pati, Claudia Gasparini

O ano de 2016 foi  complicado para o mercado de trabalho brasileiro com demissões e cortes de custos sendo palavras de ordem nas empresas. “A crise não só afetou drasticamente o presente, como comprometeu o futuro por meio da destruição do bônus demográfico que o Brasil tinha para aproveitar até 2030, porém, com 11 milhões de empregos extraídos do mercado, esta fase foi perdida”, diz Rubens Prata, CEO da STATO.

De acordo com ele, ano de 2017 já prenuncia uma ligeira recuperação. “Porém, mais concentrada em alguns poucos setores, como o agropecuário e farmacêutico”, diz. Nesse cenário, continuam promissoras carreiras ligadas aos departamentos financeiros, vendas e geração de novos negócios. As áreas comerciais e de inteligência de mercado também ganham mais destaque e carreiras na tecnologia seguem com boas perspectivas de emprego.

A seguir confira as carreiras e profissões que 20 consultorias de recrutamento consultadas por Exame.com apontaram como destaque no próximo ano:

1.Gestor de Governança Corporativa

O que faz:  garante que a empresa esteja em dia com as melhores práticas de governança corporativa.

Perfil: formação em administração, economia, engenharia. Especialização em auditoria e controladoria é desejável.

Por que está em alta: “As empresas estão cada vez mais atentas ao seu nível de governança, dadas as atuais circunstâncias. E esse cenário tende a se consolidar em 2017, com profissionais voltados à área de governança, orientando o rumo e ritmo dos negócios”, diz Celia Spangher, da Maxim Consultores.

2. Diretor financeiro

O que faz: Responde por toda gestão financeira da empresa inclusive pelas áreas de controladoria, tesouraria, crédito, contabilidade e compras corporativas. Em alguns casos, acumula a responsabilidade sobre os departamentos de TI, auditoria interna e jurídico.

Perfil: Formação em ciências contábeis, ciências econômicas ou administração de empresas, com MBA nas áreas de mercado financeiro, controladoria e afins. Inglês fluente é um requisito

Por que está em alta:  “apesar do aumento do otimismo com as ações da nova equipe econômica, o cenário ainda é desafiador e, embora algumas empresas voltem a estudar planos de investimentos, outras continuarão o processo de racionalização dos custos para ganhos de eficiência”, diz Helena Magalhães, da consultoria People Oriented para justificar o destaque das posições financeiras.

Leonardo Massuda, sócio do Fesap Group, indica que o agronegócio é um dos setores que  mais vai demandar diretores financeiros. “Há um movimento de consolidação dos mercados de defensivos e fertilizantes com a entrada de multinacionais e fundos de private equity por meio de fusões e aquisições”, explica ele. Após a chegada desses grupos, normalmente surgem vagas financeiras. Ele cita também os mercados de sementes e de distribuição de produtos agrícolas como promissores para os CFOs, já que sinalizam esforço de profissionalização da gestão e participação de capital estrangeiro.

3.Profissional de controladoria /Controller

O que faz: Responde pela apuração, consolidação, análise das informações financeiras de uma empresa, bem como sua comunicação à diretoria por meio de relatórios, com a finalidade de orientar a tomada de decisão sob essa perspectiva. É o principal gestor de indicadores do negócio.

Perfil: Graduação em ciências contábeis, administração ou economia e pós-graduação em finanças, administração ou controladoria. Ter uma base sólida em assuntos ligados ao universo contábil e fiscal é essencial, além de inglês fluente.

Por que está em alta: “Este profissional é fundamental porque faz a ponte entre elementos operacionais, táticos e estratégicos, apontando possíveis dificuldades ou oportunidades que possam aparecer nessas três esferas”, diz Alexandre Kalman, sócio da consultoria Hound. “Além disso, em momentos de crise muitas empresas preferem substituir diretores financeiros por controllers de nível sênior, de olho na redução de custos”. Para Rafael Souto, CEO da Produtive, o profissional é muito requisitado porque as companhias seguem a caminhada para o controle de orçamentos – uma tônica que começou há alguns anos e deve persistir ainda em 2017. A profissão também é vista como promissora para 2017 por Felipe Brunieri, gerente da divisão de finanças e tributário da Talenses,  Juliano Gonçalves, gerente da Randstad Professionals e Marcelo Braga, sócio da Reachr. Este último aponta para a necessidade profissionais de controladoria  também nos níveis de analista sênior, coordenador e gerente.

4.Controller em empresa familiar

O que faz: Responde pelo planejamento financeiro de curto e longo prazo de um negócio, com foco na sua sustentabilidade. Suas tarefas incluem controle de custos, gestão orçamentária, governança corporativa, recomendação de investimentos,  além da análise de dados internos e externos para a tomada de decisão.

Perfil: Além da graduação e especialização na área de negócios, além de inglês fluente. Ter formação como conselheiro é um diferencial, já que em estruturas familiares o controller precisará contribuir para planos de sucessão e estruturação de um conselho de administração. Conhecer o mercado de capitais também é fundamental, além de ter experiência com fusões e aquisições.

Por que está em alta: De acordo com Mariciane Gemin, sócia do Fesap Group, este é um nicho com escassez de talentos e grande demanda. Há cada vez mais fundos de investimentos e grupos estrangeiros comprando empresas familiares. Além disso, muitas delas já estão na 2ª geração de gestão, buscam se profissionalizar e contam com o controller como peça fundamental para a transição.

5.Head da área contábil

O que faz:Lidera tanto a rotina operacional quanto os processos gerenciais da contabilidade de uma empresa. Isso inclui fechamento contábil, demonstração de resultados,  garantia de adequação às normas brasileiras, conversão de balanço em moeda estrangeira e elaboração de relatórios.

Perfil: Formação em contabilidade, com CRC ativo. É fundamental ter forte base técnica, visão sistêmica e facilidade para gerenciar prazos. Inglês fluente também é uma exigência cada vez mais comum.

Por que está em alta:  A cada ano se formam menos contadores no Brasil, afirma Kalman, ao passo que a demanda por eles continua em alta. As recentes atualizações das normas contábeis nacionais e internacionais tornam esses profissionais ainda mais disputados pelas empresas.

6.Head da área tributária

O que faz: Gerencia pelo menos duas frentes da área tributária: a operacional, que garante que a empresa cumpra com todas as obrigações burocráticas; e a estratégica, que envolve o diálogo com a alta cúpula da empresa para maximizar seus resultados e cortar custos com o planejamento tributário.

Perfil: Formação em direito, administração de empresas, ciências contábeis ou economia. Pós-graduação na área tributária é sempre bem-vinda, além de inglês fluente.

Por que está em alta: Segundo Rodrigo Miwa, este profissional é valorizado graças ao seu potencial para gerar caixa e cortar custos — duas fortes demandas no atual cenário econômico. “O head tributário lidera um departamento fundamental para os resultados”, explica ele. “A isso se soma a complexidade da legislação tributária brasileira e as suas frequentes mudanças, o que exige profissionais bem preparados”.

7.Gerente de tesouraria

O que faz: É responsável pela gestão do caixa da empresa e monitoramento das contas a pagar e receber. Suas atribuições também incluem supervisionar o departamento de crédito e cuidar de assuntos como variação cambial, captação de recursos e aplicações financeiras.

Perfil: Formação em economia, administração ou engenharia. É importante ter proficiência em inglês, raciocínio analítico e experiência com fluxo de caixa e estruturação de dívida.

Por que está em alta: Segundo Felipe Brunieri, gerente da divisão de finanças e tributário da Talenses, a indefinição na economia faz com que muitas empresas busquem um gerenciamento eficiente do seu caixa. Daí o interesse em profissionais que ajustem o prazo de recebimento de clientes com o de pagamento a fornecedores, encontrem alternativas de financiamento, mitiguem os riscos de crédito e invistam recursos em aplicações seguras.

8.Profissional de controle e negociação de dívidas

O que faz: além de controlar as finanças são os responsável por negociar as dívidas, pensar e construir soluções financeiras complexas e de grande impacto nas organizações.

Perfil: formação em engenharia, administração e economia

Por que está em alta pata 2017:  controle de caixa e eficiência são primordiais para as empresas, afirma Raphael Falcão, da Hays, assim como a troca de dívidas “ruins” por dívidas “boas” e o desenho de planos de capitalização mais consistentes. “Essa posição é importante, pois abre portas em instituições financeiras renomadas, trazendo credibilidade para a empresa”, explica.

9.Analista contábil com inglês fluente

O que faz: análise, classificação de contas, fechamento de balanço da empresa, e reporte final para diretoria/ investidor.

Perfil: formação na área contábil e domínio do inglês.

Por que está em alta: a área contábil foi uma das que mais evoluiu e ganhou visibilidade de 2009 para os dias de hoje. Com isso, o papel de auxiliar em tomadas de decisões importantes desse profissional também cresceu. Porém, segundo a consultoria Page Personnel, atualmente menos de 5% de profissionais da área contábil realmente conseguem manter um diálogo compreensível em inglês. Por isso, é um analista raro e inflacionado em todos os níveis: júnior, pleno e sênior.

10.Gerente/Diretor de Contratos

O que faz: gerencia o empreendimento como um todo incluindo as áreas de: engenharia, planejamento, suprimentos, HSE, administrativo-financeira e construção. “É sua responsabilidade tornar o plano realidade e atua como um diretor geral desses empreendimentos”, diz Helena Magalhães, da People Oriented.

Perfil: formação em engenharia, MBA em finanças ou Gestão de Projetos.

Por que está em alta: “o governo Temer tem como objetivo licitar os projetos de infraestrutra para estimular a economia e reduzir o atraso histórico brasileiro nesse setor.  As primeiras licitações foram em Energia, mas tem vários pacotes que devem ser liberados no próximo ano”, diz Helena. Com isso, a especialista aposta no aumento da busca por profissionais de contratos.

11.Executivo de desenvolvimento de negócios na área de meios de pagamento

O que faz: faz a ponte com outras empresas do seu “ecossistema” para ampliar oferta de serviços e soluções e também desenvolve campanhas em conjunto para ampliação de negócios.

Perfil:  formação em administração de empresas/economia. É preciso conhecer o funcionamento do mercado financeiro ( crédito/bancos/e-commerce), entender de tecnologia e sobre o novo perfil de consumidor.

Por que está em alta:  pela necessidade das empresas de meios de pagamento de geração de novos negócios. A carreira foi apontada pela consultoria Michael Page como promissora para 2017.

12.Gerente de key account

O que faz: Atua na área comercial com foco em alguns clientes específicos. É o ponto de contato deles para todo e qualquer assunto dentro da empresa.

Perfil: Além de inglês, é importante ter perfil analítico e demonstrar habilidades de liderança. Também é necessário ter conhecimentos técnicos sobre o produto ou serviço a ser vendido. Não costuma haver restrições quanto à formação acadêmica.

Por que está em alta: De acordo com Borge, estes profissionais são bastante requisitados porque conseguem entender a fundo o cliente e suas necessidades. Essa é uma forma eficiente de fidelizá-los — e assim garantir o faturamento da empresa.

13.Growth hacker

O que faz: Busca estimular o crescimento de um negócio por meios inovadores. Na sua missão de alavancar resultados, interage com praticamente todas as áreas da empresa, do marketing às finanças.

Perfil: A formação acadêmica é bastante diversa: há profissionais com diploma em carreiras como administração, marketing e publicidade, mas também engenheiros com pós-graduação em negócios. O fundamental é que o indivíduo seja “inconformado” com as práticas atuais da empresa e tenha apetite por inovação.

Por que está em alta: “Com a explosão de startups e empresas 100% digitais, existe muita necessidade de alternativas inovadoras para acelerar o crescimento a partir de poucos recursos”, explica Felippe Virardi, gerente da divisão de marketing da Talenses. “O termo ‘growth hacker’, já usado no Vale do Silício, chega ao Brasil para descrever o profissional-chave para essa missão”.

14.Gestor de marketing

O que faz: Cuida do planejamento de marketing e comunicação da empresa, além de promover campanhas digitais, lançamento de produtos e ações para posicionamento da marca em geral.

Perfil: Formação em administração ou publicidade e propaganda. É imprescindível ter inglês fluente e domínio dos conceitos e ferramentas de marketing digital.

Por que está em alta: Após um longo período de crise, com cortes de custos e redução dos investimentos, as empresas retomaram os planos e estão se preparando para uma fase de reaquecimento econômico, diz Rafael Souto, CEO da Produtive. Com isso, deverá haver mais recursos para o marketing — o que aponta para o ressurgimento do profissional da área na lista de prioridades das companhias, após um “sumiço” de mais de dois anos. Kamila Soares, da People Oriented, também indica esta carreira como promissora.

15.Gerente de trade marketing

O que faz: Estuda o posicionamento do produto nos pontos de venda, faz pesquisas sobre os concorrentes, ajuda a promover a marca e orienta distribuidores e vendedores finais.

Perfil: Formação em publicidade, propaganda e marketing ou jornalismo. Conhecimento em processos de “sell in” e “sell out”, MBA ou pós-graduação em negócios e domínio do inglês são os requisitos mais comuns.

Por que está em alta: Trade marketing é uma área estratégica para alavancar vendas e consolidar a marca de uma empresa, diz Borge, o que explica a importância do gerente da área num momento econômico de grande competitividade.

16.Consultor comercial

O que faz: Atua na área comercial de forma abrangente e generalista. Muitas vezes é alocado por região geográfica, e não tanto pela linha de produtos. Sua função é atuar como um caçador de oportunidades.

Perfil: A formação acadêmica está em aberto. Não é obrigatório ter pós-graduação, mas inglês costuma ser solicitado em boa parte das vagas. O mais importante é ter experiência em vendas, boas habilidades de comunicação e capacidade de negociação.

Por que está em alta: “Os consultores comerciais abrem as portas de novos clientes, expandem as possibilidades de negócios e garantem a continuidade da empresa”, explica Isis Borge, gerente da Robert Half.

17.Gerente Comercial

O que faz: dá suporte para a elaboração do plano estratégico da organização.

Perfil: híbrido com habilidades interpessoais, capacidade analítica, resiliência, entre outras.

Por que está em alta: em 2017 espera-se que as empresas invistam em pessoas com habilidade de gerar novos negócios. “Deverá ser um momento de mercado mais expansivo, onde a grande maioria irá buscar ganhar participação no mercado”, diz Kamila Soares, da People Oriented.

18.Gerente/ Diretor de novos negócios

O que faz: Analisa as oportunidades do mercado e formula projetos para novos produtos, serviços e aplicações. Trabalha em linha com a inovação, independentemente das funções do dia a dia. Sua missão é gerar faturamento para o médio ou longo prazo.

Perfil: Qualificação e experiência em marketing e planejamento estratégico. As empresas apreciam profissionais com passagem por setores muito distintos do seu, porque eles trazem novos olhares para dentro da organização. Formações em engenharia, administração e economia também aparecem, segundo Helena Magalhães, da People Oriented, que também aponta esta carreira como promissora.

Por que está em alta: O diretor de novos negócios ajuda a identificar oportunidades e nichos ainda não explorados. “Diante do momento de retomada da economia e as boas perspectivas gerais do mercado, executivos com visão ampla e estratégica estão sendo buscados para repensar o portfólio de produtos e serviços, ou a própria atuação das empresas”, diz Lúcia Costa, diretora da STATO.

Helena Magalhães, da People Oriented, relaciona a demanda às mudanças pelas quais as empresas estão passando. “ A crise enfrentada pela Operação Lava-Jato está mudando a forma de fazer negócios envolvendo o setor público. As empresas estão mais rigorosas com compliance e preocupadas em não se envolverem em novos escândalos. Com isso, as áreas de Desenvolvimento de Negócios passarão por reestruturações em 2017”, prevê.

19.Gerente de compliance e riscos

O que faz: É responsável por diagnosticar todos os riscos, internos ou externos, priorizá-los conforme sua relevância e criar mecanismos para reduzi-los. Suas tarefas incluem implantar normas para os processos, orientar a equipe e conduzir auditorias periódicas para assegurar a conformidade da empresa a normas e regulamentações.

Perfil: Formação em administração, economia, ciências contábeis ou tecnologia da informação. É importante ter sólidos conhecimentos de SOX (lei Sarbanes-Oxley) e experiências em áreas como riscos, auditoria interna e governança corporativa. Outros requisitos incluem capacidade analítica para interpretar uma grande quantidade de dados e fortes habilidades de relacionamento interpessoal.

Por que está em alta: Nos últimos anos, houve um salto na complexidade do ambiente regulatório para empresas em todo o mundo. No Brasil, o fenômeno da Operação Lava Jato e leis como a de número 12.846/2013 contribuíram ainda mais para que a iniciativa privada buscasse controles internos mais efetivos, de olho na redução de riscos e na promoção da sustentabilidade do negócio. “Gestores dessa área são cada vez mais requisitados porque uma falha de compliance pode resultar em litígios, multas, restrições e importantes danos à reputação das empresas”, diz Lúcia Costa, da STATO. Para Felipe Brunieri, gerente da Talenses, a importância da área será imensa em 2017 porque o ano promete muitas incertezas políticas e econômicas. Helena Magalhães, da People Oriented também aponta a carreira como promissora para 2017. Celia Spangher, da Maxim, indica os gestor de riscos como um dos que devem ser mais procurados.

20.Gestor administrativo financeiro

O que faz: É responsável por todas as áreas financeiras da organização (contabilidade, planejamento, tesouraria, fiscal), além de supervisionar os departamentos de TI, RH, jurídico e administrativo.

Perfil: Formação em administração, contabilidade ou economia. É imprescindível ter habilidades de relacionamento interpessoal, visão de negócio e experiência prévia em processos de estruturação ou turnaround de empresas.

Por que está em alta: A alta na demanda aparece sobretudo em companhias de pequeno ou médio porte que estejam passando por um processo de profissionalização, estruturação ou turnaround. Diante do momento difícil para a economia brasileira, esse cargo continuará sendo uma demanda recorrente do mercado em 2017, afirma Alexandre Kalman, sócio da Hound. A consultoria Michael Page também aponta essa carreira como promissora,destacando especificamente a posição de diretor financeiro em empresas em reestruturação.

21.Business partner de finanças

O que faz: É responsável pela estratégia de finanças de uma companhia, inclusive na interface com departamentos como vendas, marketing, e supply chain.

Perfil: Além de qualificação e experiência sólida em planejamento financeiro, deve apresentar facilidade de comunicação com diferentes áreas, forte poder de persuasão e visão estratégica do negócio. Alta capacidade analítica e de relacionamento interpessoal são muito importantes para o sucesso desse profissional, destaca a consultoria Page Personnel.

Por que está em alta: “Tem papel fundamental na tomada de decisão, porque agrega valor em discussões de alta complexidade”, diz Alexandre Kalman, sócio da consultoria Hound. “Devido à crescente competitividade entre as empresas, essa é uma figura cada vez mais requisitada no mercado”. A Page Personnel, que aponta, para necessidades de analistas e especialistas na função, indica que o valor deste profissional está em dar uma visão financeira às áreas de negócio, algo muito importante especialmente em anos de crise.

22.Gerente de vendas

O que faz: É o responsável direto pela alavancagem dos negócios de uma empresa. Planeja e executa estratégias de vendas, o que vai desde a reflexão sobre a melhor forma de aproximação com o mercado à coordenação das equipes comerciais. Muitas vezes, o gerente se envolve diretamente com as negociações de maior valor.

Perfil: Formação em administração, economia, ciências contábeis ou engenharia. Além de sólida qualificação, o maior diferencial é conhecer profundamente o mercado em que a empresa atua. Pós-graduação e domínio do inglês também abrem muitas portas.

Por que está em alta: “Este é um profissional que trabalha diretamente para o incremento dos volumes de transações comerciais, um fator crucial para a sobrevivência das empresas”, explica Juliano Gonçalves, gerente da Randstad Professionals. Entre os executivos de vendas, o gerente comercial é o que mais deve se destacar na opinião de Rafael Souto, CEO da Produtive. “Depois de um longo período de retração, as empresas começam a apostar num cenário mais otimista para 2017 e 2018, retomam suas expectativas para a área comercial e passam a ver a contratação de uma boa equipe de vendas como estratégica”. A posição também é mencionada com destaque por Isis Borge, gerente da consultoria Robert Half, e Lúcia Costa, diretora da STATO e Marcelo Braga, sócio da Reachr. Este último destaca que os segmentos ligados a agronegócio, saúde e serviços serão os que mais devem procurar esses profissionais.

23.Analista /executivo da área de compras

O que faz: É responsável por gerenciar todas as atividades relacionadas à negociação de insumos necessários à produção. Além da gestão dos atuais, também faz a prospecção de novos insumos diretos ou indiretos utilizados diariamente pelas empresas.

Perfil: Formação em administração ou engenharia. O domínio do idioma inglês costuma ser requisito. A consultoria Page Personel destaca  que se trata de um perfil com forte organização como competência, estrategista e negociador, além de forte influência e relacionamento com outros departamentos das empresas.

Por que está em alta: De acordo com Juliano Gonçalves, gerente da Randstad Professionals que prevê mais busca para executivos nessa área, este profissional trabalha como um agente de redução de custos. Se fizer boas negociações na etapa de compras, garantirá mais eficiência para a produção. A alta na procura aparece com força na indústria, segundo a consultoria.

A Page Personnel – que aponta para a necessidade dos analistas plenos e sêniores – também indica a redução de custos como fator que puxa a demanda para o ano que vem, assim como Raphael Falcão, diretor da Hays Experts.

24.Analista fiscal sênior, com foco em impostos indiretos

O que faz: Gerencia todas as atividades relacionadas à área tributária indireta dos produtos ou serviços comercializados pela empresa.

Perfil: Formação em administração, ciências contábeis ou economia. Inglês é obrigatório.

Por que está em alta: Diante da readequação das funções dentro da maior parte das empresas do Brasil, este profissional passa a ser bastante requisitado, diz Juliano Gonçalves, gerente da Randstad Professionals.

25.Representante técnico comercial

O que faz: Prospecta clientes para produtos ou serviços de natureza técnica.

Perfil: Formação superior no segmento de atuação da empresa, além de conhecimentos profundos do mercado em questão. Dominar inglês é indispensável.

Por que está em alta: A valorização do cargo tem a ver com as boas perspectivas para a área comercial em 2017. “É alguém que trabalha diretamente ligado ao incremento dos volumes de transações comerciais, daí o interesse das empresas”, afirma Gonçalves.

26.Advogado especializado em compliance

O que faz: Verifica se as leis e regulamentos externos e internos estão sendo devidamente seguidos pela empresa, além de promover a manutenção de boas práticas.

Perfil: Mais do que a formação técnica, as competências comportamentais têm peso significativo para esse mercado. “O profissional de compliance deve ter perfil investigativo, discrição, autonomia e retidão de conduta”, resume Camila Dable, da consultoria Salomon, Azzi. Como atualmente a maioria das posições desse mercado está em multinacionais, inglês fluente é imprescindível.

Por que está em alta:  A carreira é relativamente nova no Brasil, e foi consolidada com o advento da lei anticorrupção, de 2013. Segundo Dable, a América Latina sempre teve um modelo pouco ortodoxo nas negociações público-privadas, o que trouxe desconfiança dos investidores em relação ao Brasil. Diante das transformações globais, a exigência por maior transparência e adesão às normas se traduz em oportunidades para especialistas em compliance. Rafael Revert, da Core Executive, indica que especificamente indústria farmacêutica tem demandado profissionais de compliance.

27.Advogado especializado em fusões e aquisições

O que faz: Intermedia as negociações de compra e venda de empresas.

Perfil: Graduação em direito e pós-graduação em direito societário ou empresarial. Inglês fluente é indispensável, ao passo que conhecimentos de espanhol também têm sido cada vez mais demandados. Além de boa formação técnica, experiência com fusões e aquisições também é fundamental.

Por que está em alta:  Com a nova configuração política econômica, a desvalorização do real e a volta da confiança do mercado, as empresas brasileiras se tornam mais atrativas para os investidores, o que alavanca as operações de fusões e aquisições e cria oportunidades para advogados especializados no assunto, explica Camila Badaró, da Salomon, Azzi.

28.Advogado especializado em recuperação judicial

O que faz: Representa companhias sem condições de honrar seus compromissos financeiros, com o objetivo de evitar sua falência.

Perfil: Formação em direito, com especialização e/ou mestrado na área cível e de processo civil.

Por que está em alta: Segundo Renato Sapiro, da Salomon, Azzi, a crise econômica enfrentada pelo Brasil faz com que muitas empresas em dificuldades financeiras busquem esse mecanismo jurídico como forma de sobreviver. O resultado é a abertura de cada vez mais oportunidades de trabalho na área, ainda mais diante da natureza complexa do processo de recuperação judicial.

29.Advogado especializado em contencioso

O que faz: Atua em disputas ou conflitos de interesse das mais diversas naturezas, como cíveis, trabalhistas e tributárias, perante o poder judiciário.

Perfil: Formação em direito, com especialização e/ou mestrado nas áreas cível, trabalhista, tributário e de processo civil.

Por que está em alta: O número de processos aumentou vertiginosamente em decorrência da crise enfrentada pelo país nos últimos anos. “Pelo contexto econômico e pela própria cultura litigiosa do brasileiro, a área contenciosa se sobressai em detrimento da área consultiva, o que intensifica a busca por especialistas”, avaliam Fábio Salomon e Bianca Azzi, da consultoria Salomon, Azzi.

30.Advogado de consultoria tributária

O que faz: Dá suporte em questões estratégicas às áreas jurídica, financeira e de operações de M&A (fusões e aquisições).

Perfil: Graduação em direito, com pós-graduação em direito tributário. Inglês fluente é indispensável . Além da formação técnica, experiências em consultorias do grupo “Big Four”  ou em escritórios de renome são muito valorizadas.

Por que está em alta:  De acordo com Bernardo Leite, da Salomon, Azzi, a crise econômica faz aumentar o apetite do fisco. “Há necessidade de uma maior atenção ao planejamento tributário e desenvolvimento de teses que evitem novas autuações, além de uma busca cada vez maior pelo aproveitamento de créditos tributários”, explica ele. A previsão de um grande volume de fusões e aquisições também contribui para o aumento na demanda desse profissional. Além disso,  a vigência da  Lei de Repatriação de Recursos e a abertura de uma nova janela para regularização em 2017 abrirão oportunidades para advogados com especialização e experiência em tributação internacional, completa Leite. A Page Personnel também indica profissionais de nível de analista como promissores para o próximo ano.

31.Engenheiro com experiência em obras de infraestrutura

O que faz: Gerencia/executa obras complexas em locais remotos.

Perfil: Engenharia (todas as disciplinas). Mobilidade é requisito fundamental.

Por que está em alta para 2017: “Uma das bandeiras do atual governo para retomada do crescimento, está diretamente ligada a investimentos privados em grandes obras. Como em 2016 tivemos muitos leilões ligados a linhas de transmissão, 2017 será marcado para o início da execução dos projetos”, diz Raphael Falcão, da Hays.

32.Engenheiro de energia eólica/solar

O que faz: engenharia para geração, transmissão e distribuição de energia eólica e solar.

Perfil: formação em engenharia. A especialidade pode variar dependendo da função exata na cadeira: elétrica, mecânica e mecatrônica etc.

Por que está em alta. “Há muitos investimentos no país para aproveitar o potencial energético da nossa geografia, com muito vento e sol em praticamente o ano todo, principalmente no Nordeste”, diz Marcelo Braga, da Reachr.

33.Gerente de operações do setor de engenharia

O que faz: Gerencia projetos e acompanha os resultados da operação de forma alinhada à estratégia do negócio, com foco na otimização dos recursos.

Perfil: Graduação em engenharia (civil, mecânica ou elétrica) com especialização em gestão de projetos. É fundamental ter habilidades de relacionamento, com bom trânsito entre pessoas de diferentes departamentos e níveis hierárquicos.

Por que está em alta: Segundo Lúcia Costa, diretora da STATO, a crise acarretou uma forte queda de investimentos no mercado de engenharia. Este profissional está em alta porque substitui executivos de nível mais sênior que foram desligados nesse contexto. “A demanda é por um gerente de operações com perfil multifuncional, adaptado ao desafios trazidos pela economia”, explica ela.

34.Engenheiro especializado em supply chain

O que faz: Cuida das áreas de compras e logística, com foco no planejamento da cadeia produtiva e da demanda.

Perfil: Formação acadêmica em engenharia, administração ou logística. É fundamental ter conhecimento técnico em operações como um todo. Pós-graduação em negócios é sempre bem-vinda. A maioria das vagas exige conhecimentos de inglês. O certificado da AIPICS é importante, mas não obrigatório.

Por que está em alta: Segundo Isis Borge, gerente da Robert Half, uma boa gestão de supply chain é estratégica para reduzir custos, o que explica sua valorização. Além de promover economias na área de compras, o gerente da área pode enxugar perdas financeiras em toda a cadeia de produção e na logística de atendimento ao cliente.

35.Engenheiro especializado em vendas técnicas

O que faz: É responsável por usar seus conhecimentos altamente especializados a respeito de serviço ou produto para potencializar a receita da empresa.

Perfil: Formação acadêmica em engenharia, com conhecimentos profundos do produto ou serviço a ser vendido. Do ponto de vista pessoal, é importante ter boa comunicação e perfil de “caçador” de oportunidades. Não é obrigatório ter pós-graduação nem qualquer certificação específica. Inglês costuma ser pedido na maioria das vagas.

Por que está em alta: “É valorizado porque as empresas precisam de profissionais que entendam de forma profunda o que está sendo vendido”, explica Isis Borge, gerente de divisão da Robert Half. “Isso é fundamental para entregar uma solução customizada ao cliente, isto é, que realmente agregue valor a ele”.

36.Vendedores técnicos/ especialistas

O que faz: a interface da empresa com o consumidor final, tanto empresas como pessoas físicas.

Perfil:  formação em engenharia , administração ou economia. O que importa é o conhecimento do produto a ser vendido.

Por que está em alta: “em um mercado mais restrito a competição tende a aumentar, e os melhores vendedores, especialistas em alguns segmentos, ficam em evidência, sendo muito assediados pelo mercado”, diz Raphael Falcão, da Hays.

37.Analista de desenvolvimento organizacional

O que faz: desenvolve avaliações de desempenho, elabora as trilhas de carreira e planos de sucessão. Também faz estudos sobre o clima e a cultura da empresa.

Perfil: a necessidade é por profissional mais analíticos e estratégicos voltados a resultados, números e previsões, destaca a consultoria Page Personnel, que aponta para a carreira como promissora.

Por que está em alta: muitas empresas de pequeno porte (principalmente startups) que chegaram no Brasil precisam fortalecer seus times e desenvolver projetos que mantenham a motivação dos profissionais.

38.Líder de transformação

O que faz: é um profissional que conduz movimentos de transformação dentro de sua respectiva área ou organização.

Perfil: não há uma área específica, mas a qualidade que se destaca no perfil deste profissional é a habilidade de liderança.

Por que está em alta: “executivos e gestores que consigam conduzir o time para o alto desempenho e que tragam inovação aos processos estão sendo requisitados em diversas frentes de negócio”, diz Igor Schultz, sócio da consultoria FLOW.

39.Office Manager

O que faz: rotina secretarial de atendimento aos executivos, a profissional é responsável por gerir as demandas do escritório, num papel mais administrativo: gestão de recepção, motoristas e copa, gerenciamento de contratos terceirizados e de manutenção

Perfil: a necessidade, segundo a Page Personnel, é por profissionais com perfil mais híbrido: que somem responsabilidades e consigam ver a empresa como um todo.

Por que está em alta: por conta do aumento no número de empresas profissionalizadas de pequeno ou médio porte, segundo a Page Personnel.

40.Gestor de Family Office

O que faz: interlocução entre as gerações, conciliando conflitos e otimizando recursos para facilitar a transição no comando das empresas familiares.

Perfil:  formação em administração, engenharia ou economia e com capacidade conciliadora. Especialização em finanças, controladoria, coaching ou gestão de pessoas.

Por que está em alta: “as empresas familiares estão sentindo a chegada das novas gerações à sua Diretoria. Os “Baby Boomers” se preparam para a sucessão e a estruturação de Family Offices que busquem blindar o patrimônio construído durante ano”, diz Celia Spangher, da Maxim Consultores.

41.Profissional de private equity

O que faz: Trabalha na captação de recursos, identificação de ativos, processos de “due dilligence”, investimentos, gestão de investidas, criação de valor e desinvestimento com retornos atrativos.

Perfil: Formação em administração de empresas, economia e direito, de preferência com MBA em escolas de primeira linha. É obrigatório ter fluência em inglês, além de profundo conhecimento em finanças corporativas, questões tributárias e legislação.

Por que está em alta: Segundo Paulo Weinberger, sócio do Fesap Group,  há muitos fundos com recursos para investir em ativos com pouco preparo para receber aporte. Isso deve mudar — o que é uma ótima notícia para quem trabalha com private equity. “Com a perspectiva de melhora na economia do país, as empresas devem voltar a criar um cenário positivo para investimentos desses fundos em setores como educação, saúde, agronegócio e infraestrutura”, explica ele.

42.Profissional da área de fintech

O que faz: Desenvolve tecnologias e parcerias com canais que tenham acesso a uma grande massa de clientes para vender produtos financeiros, tais como serviços de pagamentos, seguros e crédito de nicho.

Perfil: Formação em engenharia ou cursos voltados a tecnologia da informação (TI) para posições mais técnicas; administração ou economia para quem se concentra no comercial ou em parcerias. Contar com MBA em escolas de alto nível costuma ser um diferencial. Em posições iniciais, é importante ter forte espírito empreendedor, enquanto em cargos mais maduros se espera que o profissional consiga trabalhar em um ambiente com processos mais definidos.

Por que está em alta: As “fintechs” são uma tendência em expansão. Até grandes bancos já vêm obtendo sucesso com suas agências virtuais, e não faltam exemplos de seguradoras que desenvolvem iniciativas de vendas online. Profissionais especializados em meios de pagamento e mobilidade serão cada vez mais necessários para ajudar as empresas a conquistarem definitivamente esse universo, avalia Weinberger.

43.Chief Digital Officer (CDO)

O que faz:  Garante que toda a empresa pense e aja “digitalmente”. Com base em conhecimentos de tecnologia, marketing e desenvolvimento de negócios, promove a melhor interação possível entre a companhia e seus públicos estratégicos em qualquer tipo de plataforma.

Perfil: Formação em administração, engenharia ou ciências da computação, com MBA em marketing. Também são desejáveis cursos de especialização em marketing digital e conhecimento prático de ferramentas de BI (Business Intelligence), CRM (Customer Relationship Management). Perfil empreendedor ou experiências empreendedoras anteriores também são aspectos bem-vindos.

Por que está em alta: Segundo Marcus Giorgi, sócio do Fesap Group, a digitalização dos processos nas empresas é indesviável. A tecnologia aparece como um caminho sem volta, seja como o núcleo de atuação da companhia, seja como uma área de suporte a vendas, marketing ou finanças. “O CDO é peça-chave para colocar a experiência do cliente como principal objetivo da companhia e, ao mesmo tempo, promover o uso interno de ferramentas digitais estratégicas”, explica.

44.Gestor de projetos em TI

O que faz: Coordena equipes de desenvolvimento na área de tecnologia. Seu papel é compreender as necessidades do cliente, desenvolver um cronograma para o projeto, controlar o orçamento e garantir a qualidade das entregas técnicas.

Perfil: Formação acadêmica na área de tecnologia, com conhecimentos e experiências em big data, internet das coisas e gestão de projetos.

Por que está em alta: De acordo com Souto, a gestão de projetos em TI se tornou mais estratégica para o mercado nos últimos anos. “As empresas precisam de soluções tecnológicas cada vez mais complexas, que envolvam big data e people analytics, por exemplo, para dar sustentação aos diversos departamentos do negócio”, explica.

45.Head de BI (Inteligência de Mercado) e Big Data

O que faz: gestão e análise de dados com o objetivo de garantir mais eficiência e rentabilidade, e também obter insights que contribuam com a expansão do negócio.

Perfil: “Para esta posição, ainda relativamente nova no mercado, as empresas priorizam candidatos que tenham comprovada experiência na liderança de projetos que envolvem BI e Big Data”, diz Igor Schultz, sócio da consultoria FLOW. De acordo com ele, mas do que tecnologia as empresas precisam de pessoas com habilidades para perceber oportunidades a partir da disponibilidade e uso das informações.

Por que está em alta: “levantamento das consultorias Capgemini e EMC mostra que 65% das empresas acreditam que a falta de investimentos em Big Data e a demora em incorporar novas soluções de análise de dados podem afetar a competitividade”, diz Schultz.

46.Analista/ gerente/ consultor de BI (Business Intelligence)

O que faz: A partir de dados internos e externos, quantifica os mercados que podem se interessar pelos produtos e serviços da empresa. Sua função é mapear territórios e segmentar clientes de acordo com a estratégia comercial da companhia.

Perfil: Formação em matemática, engenharia, economia ou administração, com especialização em marketing digital e cursos técnicos nas ferramentas de BI mais usadas no mercado. É importante ter domínio completo de programas como o Excel.

Por que está em alta: As empresas precisam cada vez mais de dados internos e externos para tomar decisões estratégicas. Segundo Marcus Giorgi, sócio do Fesap Group, muitas oportunidades de negócios podem estar “hibernadas” no banco de dados. Contar com alguém para identificar esse potencial é a chave para crescer. A posição também é destacada por Lúcia Costa, diretora da consultoria STATO. Rafael Pereira, da People Oriented, e Celia Spangher, da Maxim Consultores, também aponta a área de BI como promissora, sobretudo, para gerentes e gestores. Marcelo Vianna e Antonio Loureiro, sócios-fundadores da Conquest One, apostam na alta pela procura de consultores de BI.

47.Desenvolvedor web e/ou mobile

O que faz: programação em diversas linguagens (java, php, c#, javascript, etc.) para plataformas de celular e web, em geral.

Perfil: profissionais ligados a tecnologia são mais comuns. “Pela recente difusão de TI, é possível encontrar profissionais que aprenderam sozinhos a programar, mas que possuem formação em outras áreas”, diz Marcelo Braga, sócio da Reachr

Por que está em alta: é um mercado novo e com poucos cursos de formação especializada, no Brasil. Segundo a equipe da consultoria Page Personnel, muitos profissionais que trabalham por aqui com mobile, por exemplo, migraram de áreas correlatas ou aprenderam na prática. Por isso, a consultoria aponta que profissionais om mais de 2 anos de experiência ou cursos especializados na área se destacam.

“A tecnologia que usamos hoje ainda nem chegou perto do que estaremos utilizando em 10 anos. Há muito a transformar. Um mundo muito mais digital está por vir e estes profissionais estão diretamente ligados a esta revolução”, diz Braga, da Reachr.  As consultorias Conquest One e também destacam a procura por desenvolvedores.

48.Desenvolvedor Python/Ruby

O que faz: desenvolvimento de plataformas e aplicações

Perfil: domínio das duas linguagens de programação: Python e Ruby

Por que está em alta: faltam profissionais com conhecimentos profundos nessa área ao mesmo tempo em que cresce a demanda principalmente por empresas startups e outras que estão investindo na área de tecnologia, segundo a equipe da consultoria Page Personnel.

49.Desenvolvedor Java

O que faz: Desenvolve e provê manutenção em sistemas.

Perfil demandado do profissional: profissionais com perfil analítico, lógico, inovador, bons conhecimentos técnicos e habilidade de trabalhar com autonomia.

Por que está em alta para 2017? Java é uma tecnologia que se adapta em diversas plataformas, e muitas empresas optam por utilizá-la. Mesmo assim, faltam profissionais qualificados no mercado, segundo os sócios da Conquest One, Marcelo Vianna e Antonio Loureiro.

50.Especialista em UX (experiência do usuário)

O que faz: seu foco é a toda a experiência do usuário ao consumir/interagir com a empresa em ambiente virtual ou não. Seu objetivo é melhorar o relacionamento da empresa com o consumidor.

Perfil: a formação acadêmica varia entre cursos de exatas e humanas. Segundo a consultoria Michael Page, que aponta a carreira como promissora para o ano que vem, é importante que o profissional tenha experiência diversificada desde de pesquisa de mercado, comunicação, tecnologia, análise de dados, e principalmente, esteja 100% atento às tendências e novidades.

Por que está em alta: no mundo digital, espaços físicos e virtuais convergem e as empresas precisam entender qual a melhor maneira para interagir com clientes. As consultorias Michael Page e Conquest One apontam para a alta na demanda por esses profissionais.

51.Especialista em UI (interface do usuário)

O que faz: Enquanto o profissional de UX pensa no caminho que o cliente vai trilhar dentro da experiência, o especialista em UI é responsável por como será o desenho virtual e físico desta interação. Ambientação, cores, formatos: o especialista em UI vai buscar o que mais deve atrair o usuário.

Perfil:  formação nas áreas de design, arquitetura, comunicação, e com amplo conhecimento de tecnologia como ferramenta gráfica.

Por que está em alta: Segundo a Michael Page, esse profissional trabalha em conjunto com o especialista em UX. Para que o trabalho seja efetivo, as empresas contratam a dupla.

52.Cientista de dados

O que faz: é dedicado a soluções complexas que envolvem garimpar, analisar e enxergar tendências em dados. “É responsável por mergulhar nos dados da companhia em busca de informações que ajudem na melhor compreensão do cliente e do próprio negócio”, diz Kamila Soares, da People Oriented.

Perfil: formação em grande parte ligada à área de exatas: matemática, ciências da computação, análise de sistemas, estatística, física.

Por que está em alta:  as empresas estão desenvolvendo suas áreas de inteligência de mercado, CRM / DBM, análise de dados estruturados e não estruturados. Tudo isso, segundo a equipe da consultoria Michael Page, que também aponta essa carreira como promissora para 2017, mostra a chegada da Indústria 4.0 e a consolidação da área digital e tecnologia atuando diretamente no negócio das empresas.

53.Analista de Segurança da Informação

O que faz: Cria, desenvolve e implementa as políticas de segurança da empresa.

Perfil demandado do profissional: profissionais confiáveis, discretos, organizados, com facilidade em seguir regras, estudiosos, inovadores e que possuam bom conhecimento técnico.

Por que está em alta: a segurança da informação recebe atenção crescente das empresas, que, cada vez mais investem em digitalização de seus dados e se preocupam com a evolução nos ataques e da exploração de vulnerabilidade de sistemas, segundo Marcelo Vianna e Antonio Loureiro, sócios-fundadores da Conquest One .

54.Consultor Cloud Computing

O que faz: Responsável pela infraestrutura virtual das empresas, fazendo implementações, migrações e administrando as informações/conteúdos na nuvem.

Perfil: profissionais com perfil analítico, bons conhecimentos técnicos e sempre atualizados em relação às novas tecnologias.

Por que está em alta para 2017? o mercado está se reestruturando e se recuperando das perdas de um período mais instável, e as empresas não querem (e não podem) perder a alta performance alcançada com a nuvem, segundo os sócios-fundadores da Conquest One, Marcelo Vianna e Antonio Loureiro. Eles também citam redução de custos e otimização do uso da infraestrutura para justificar a maior demanda pelo profissional.

55.Gerente de mídias sociais

O que faz: responsável por analisar o que está sendo falado nas mídias sociais sobre a organização e desenvolver ações nessas plataformas para que as organizações atinjam seus resultados.

Perfil: formação em comunicação, publicidade, marketing, administração. É um profissional que precisa estar ligado no que acontece na internet.

Por que está em alta: as mídias sociais são de fundamental importância para as organizações: podem ser aliadas ou muito perigosas para a reputação da empresa caso não sejam bem administradas, diz Rafael Pereira, da People Oriented.

56.Gerente de mídias digitais com foco em e-commerce

O que faz: Gerencia os canais online da marca em consonância com a estratégia de vendas.Seu foco é a estratégia digital da empresa, como um todo.

Perfil: Formação em vendas ou marketing digital, além de experiência profissional em empresas ligadas à internet.  “Ter realizado projetos na área passa a ser um diferencial mais relevante do que a própria formação acadêmica do candidato”, Igor Schultz, sócio da consultoria FLOW.

Por que está em alta: Segundo Lúcia Costa, diretora da STATO, a área será prioridade no planejamento de muitas empresas em 2017. “A era digital veio para ficar e ainda deverá evoluir muito”, explica. A internet será uma aliada indispensável para qualquer negócio que pretenda maximizar suas vendas no ano que vem.

“As varejistas estão investindo fortemente em estratégia digital. Apostando no crescimento das vendas on-line que, no primeiro semestre de 2016 alcançaram faturamento de R$ 19,6 bilhões, um crescimento nominal de 5,2% na comparação com o mesmo período no ano passado, segundo dados da Ebit”, diz Schultz, da FLOW.

57.Executivo da área de melhoria contínua

O que faz: Trabalha no mapeamento e otimização de processos para melhorar a qualidade e reduzir custos na cadeia produtiva de uma empresa, bem como nas suas áreas administrativas.

Perfil: Formação em engenharia, administração ou economia. É preciso ter conhecimento de ferramentas como Seis Sigma, certificação como “blackbelt” e experiência prévia na área de melhoria contínua. Pós-graduação não é obrigatória, enquanto inglês é exigência de 80% das vagas.

Por que está em alta: “Embora relativamente nova, a área tem sido muito valorizada porque permite que o negócio funcione de forma mais eficiente”, resume Borge.

58.Supervisor de PCP – planejamento e controle de produção

O que faz:  responsável por definir e coordenar todo o processo produtivo, desde entrada de insumos até distribuição do produto final.

Perfil:  Mais do que a formação acadêmica, a Page Personnel destaca o amplo conhecimento de processos produtivos e suas mais diferentes ferramentas de gestão, controle e melhorias, como características essenciais ao perfil destes profissionais.

Por que está em alta:  as empresas buscam melhorar a produção, com foco em dar mais eficiência à cadeia produtiva: redução de custos, perdas e paradas. Fazendo os ajustes, a empresa consegue produzir mais.

59.Gerente de Meio Ambiente 

O que faz: é responsável por garantir que todos os procedimentos estejam dentro das normas estabelecidas e que os resíduos criados pela organização tenham o destino correto. 

Perfil: Formação em engenharia ambiental, engenharia florestal, engenharia química e mestrado na área de atuação.

Por que está em alta: “com a escassez e com a preocupação da população com os recursos naturais, cada vez mais está sendo cobrado das organizações que elas tenham uma maior preocupação com o meio ambiente”, diz Rafael Pereira, sócio da People Oriented. As mudanças climáticas e as consequências do mau uso dos recursos naturais fortalecem a demanda.

 

60.Gerente de Acesso para Indústria Farmacêutica

O que faz:  desenvolve a estratégia de acesso e entrada da empresa em mercados públicos e privados. Tem grande interação com entidades regulatórias. Sua atuação é comercial e também ligada a produto.

Perfil:  formação na área saúde é mais frequente, mas há profissionais formados em vendas e administração.

Por que está em alta: profissional ganha destaque com a necessidade das empresas de lançar novos produtos já que garante a correta introdução no mercado.

61.Profissional de marketing e vendas para setor farmacêutico

O que faz: foco em aumento de vendas e estratégia de marketing para a indústria farmacêutica.

Perfil:  Variado. “Nos últimos 10 anos experimentamos uma forte entrada de profissionais de saúde mas o predomínio ainda está entre administradores e publicitários. Visão estratégica, orientação a resultado, boa capacidade de estabelecer relacionamento são competências de destaque,

Por que está em alta:  por conta com reposicionamento de mercado promovido por algumas indústrias farmacêuticas. Isso fez com muita gente fosse demitida. “ Com esse cenário, algumas companhias poderão reforçar seus times para conquistar o espaço deixado por outras empresas  ou buscarão  profissionais com competências distintas”, diz Rafael Revert, diretor executivo da Core Executive.

62.Profissional de relações institucionais para indústria farmacêutica

O que faz: responsável pela imagem institucional diante do público, empresas do setor e governo e operadoras de saúde.

Perfil: formação em comunicação social/direito/saúde. Habilidade de negociação, antecipação de cenário e compreensão da cadeia de valor.

Por que está em alta: “A tendência mundial de governos e gestores de saúde para compras cada vez mais racionais de equipamentos médicos e medicamentos tem reforçado o crescimento desta área”, diz Rafael Revert, diretor executivo da Core Executive. Ele aposta em crescimento acelerado no Brasil por conta da queda de receitas.

 63.Gestor de operações hospitalares

O que faz: mantem a operação em funcionamento e é responsável pela manutenção do plano de negócios, antecipando possíveis rupturas.

Perfil:  formação em administração ou áreas da saúde, geralmente com pós-graduação em gestão hospitalar. Mediação de conflitos, orientação ao resultado e gestão de processos e equipes são competências demandadas.

Por que está em alta: “o mercado clínico brasileiro passa por profissionalização já realizada por grandes marcas”, diz Rafael Revert, da Core Executive. Ele indica as companhias médias como as que mais precisam desse profissional: “para melhora de resultados, proteção concorrencial e em alguns casos como requisição de fundos de investimento. ”

64.Gestor de rede para indústria farmacêutica

O que faz:  é responsável pelo alcance dos resultados financeiros e métricas de desempenho das unidades abaixo de sua estrutura. Em alguns casos cuida também  do processo de expansão.

Perfil:  formação em administração ou áreas da saúde, geralmente com pós graduação em gestão hospitalar

Por que está em alta: “ a consolidação do mercado de hospitais e clínicas, entrada de capital estrangeiro, verticalização e expansão de redes regionais elevaram a busca por esses profissionais em 2016 que serão ainda mais demandados em 2017”, diz Rafael Revert da Core Executive.

65.Gerente de educação continuada na área de serviços clínicos

O que faz: desenvolve o plano de educação clínica e continuada em hospitais e laboratórios. De acordo com a equipe da Michael Page, geralmente é um profissional com foco em desenvolvimento de universidade corporativa.

Perfil:  formação em enfermagem ou áreas correlatas na saúde.

Por que está em alta:  o desenvolvimento e a profissionalização do mercado clínico no Brasil exige que as instituições busquem padronizações e qualidade de atendimento em toda a sua base, destaca a consultoria Michael Page.

Por Camila Pati, Claudia Gasparini

Fonte: EXAME

Edital SENAI SESI de Inovação (Aeronáutica e Saúde)


Foi prorrogado até 30 de janeiro de 2017 o prazo para empresas inscreverem projetos de protótipos ou estudos de viabilidade técnica; serão selecionadas dez propostas com investimento total de R$ 2 milhões.

Empresas do setor aeronáutico interessadas em obter financiamento para ideias de protótipos conceituais ou estudos de viabilidade técnica têm até 30 de janeiro de 2017 para inscrever projetos no Edital SENAI SESI de Inovação. Foi prorrogado o prazo para a inscrição que terminaria em 30 de novembro. O desafio foi lançado pela agência de inovação sueca Vinnova, com investimento de R$ 2 milhões.

Serão selecionadas dez ideias em áreas tecnológicas como sistemas inteligentes de bordo e tráfego aéreo. Cada projeto receberá R$ 100 mil aportados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) aos integrantes brasileiros da equipe e R$ 100 mil pela agência aos membros suecos. As propostas têm de ser apresentadas em inglês. Os protótipos serão desenvolvidos entre julho de 2017 e julho de 2018. “O objetivo, neste primeiro momento, é encontrar parceiros e testar as suas ideias para verificar a viabilidade e impacto da inovação proposta”, explica o gerente-executivo de Inovação e Tecnologia do SENAI, Marcelo Prim.

DESAFIOS – Assim como a Vinnova, a aceleradora de empresas Techmall S.A e a Fundepar, gestora de um programa de investimentos para firmas emergentes, já apresentaram desafios específicos a pequenas empresas e startups por meio do Edital SENAI SESI de Inovação. Instituições interessadas podem apresentar propostas a qualquer momento. “Nosso objetivo é conectar empresas nascentes, principalmente as startups, a grandes indústrias e, assim, fortalecer as cadeias produtivas industriais no campo da inovação”, afirma o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi.

A exigência é que a empresa invista no projeto selecionado, pelo menos, o mesmo volume aplicado pelo SENAI, com valor mínimo de R$ 75 mil. A instituição-âncora poderá, a seu critério, empregar quantias superiores. As empresas devem preencher o modelo de submissão de desafios constante no site do Edital. O documento também deve ser enviado para o email equipeinovacao@cni.or.br.

PROMOÇÃO DA INOVAÇÃO – O Edital SENAI SESI de Inovação integra os esforços do Sistema Indústria para promover a cultura de inovação no país e aumentar a competitividade das empresas. Além de desafios específicos, o Edital também está recebendo propostas de empresas e startups interessadas em recursos para projetos de inovação tecnológica em diversas áreas. Em 20 de fevereiro de 2017 serão conhecidos os escolhidos do terceiro ciclo de seleção.

Neste ano, serão aportados R$ 23,6 milhões, a maior parte (R$ 20 milhões) executada pelo SENAI e o restante (R$ 3,6 milhões) pelo Serviço Social da Indústria (SESI). Nesse último caso, são financiadas iniciativas que reduzam riscos de doenças e de acidentes de trabalho na indústria.

Os projetos serão selecionados com base em critérios como o potencial de inovação e de comercialização do produto ou do processo. O edital prevê um bônus de 50 pontos para as seguintes startups inovadoras:

• As formadas a partir de projetos finalistas do INOVA SENAI Nacional a partir de 2015;
• As apoiadas por programas de aceleração do SENAI;
• As finalistas da fase 3 do programa Inovativa Brasil do MDIC a partir de 2014;
• As apoiadas pelo programa Startup Brasil do MCTI em 2016;
• As finalistas das edições do Lemonade de 2016;
• As vencedoras do ITA Challenge 2016;
• As selecionadas pelo SENAI no Open 100 Startups 2016.

Além do fomento, o SENAI oferece apoio na forma de infraestrutura. Uma rede nacional com 25 Institutos de Inovação realiza pesquisa tecnológica e desenvolve novos produtos e soluções diretamente com empresas de todos os portes. O SENAI conta ainda com 57 Institutos de Tecnologia, com 1.200 especialistas que prestam serviços em áreas como metrologia, testes de qualidade, consultoria em processos produtivos específicos de diferentes setores, entre outros. Desde a primeira edição, em 2004, até 2015, o Edital de Inovação recebeu 5.450 propostas. Ao todo, 686 projetos foram aprovados.

Categorias do edital para submissão de projetos
-Inovação tecnológica, para projetos de até R$ 400 mil
-Protótipos de inovação, para projetos de até R$ 150 mil
-Inovação em Saúde e Segurança no Trabalho e Promoção da Saúde, para projetos de até R$ 400 mil

Seleção das instituições-âncora
Instituições interessadas podem apresentar a qualquer momento desafios a serem resolvidos por pequenas empresas. Basta preencher o documento modelo de submissão no site do Edital. Após o preenchimento, o documento deve ser enviado para o email equipeinovacao@cni.or.br.

COMO FUNCIONA
– Quer saber mais sobre o Edital? Veja o passo a passo no site do programa.
Por Helayne Boaventura
Da Agência CNI de Notícias

 

Edital SENAI SESI de Inovação e Biominas Brasil selecionam projetos de startups na área de ciências da vida

Soluções em saúde humana, digital health, saúde animal, agronegócio e meio ambiente poderão receber até R$ 400 mil cada uma e apoio de rede de laboratórios. Inscrições estão abertas até 5 de fevereiro de 2017

Arte digital healthO Edital SENAI SESI de Inovação e a Biominas Brasil selecionam projetos apresentados por startups de base tecnológica de todo o país que apresentem soluções (produtos ou serviços) nas áreas de saúde humana, digital health, saúde animal/agronegócio e meio ambiente. Serão escolhidas 21 propostas, que poderão receber até R$ 400 mil cada uma. As inscrições estão abertas até 5 de fevereiro de 2017 e podem ser feitas pela internet. O anúncio dos selecionados ocorrerá em 22 de fevereiro.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) vai aportar até R$ 200 mil no projeto e o restante será aplicado por um parceiro investidor – grande empresa ou fundo de investimento – ligado à Biominas, instituição privada sem fins lucrativos, especializada em promover negócios de impacto em ciências da vida. O montante disponibilizado pelo SENAI é destinado ao custeio do desenvolvimento tecnológico necessário no projeto. Já o valor oferecido pelo parceiro investidor poderá ser destinado ao custeio da operação da startup e demais despesas estratégicas para o desenvolvimento do negócio, conforme as condições e termos em que a parceria for estabelecida.

O objetivo do desafio lançado pela Biominas Brasil em parceria com o Edital SENAI SESI de Inovação é conectar instituições âncoras e seus parceiros com startups de base tecnológica. As startups selecionadas participarão, inicialmente, do BioStartup Lab, programa de pré-aceleração que dura aproximadamente três meses, com atividades de capacitação, mentoria, acompanhamento e de avaliação, realizadas em Belo Horizonte. As startups estarão aptas as receber os recursos aos projetos inovadores desde que cumpram e compareçam a todas as atividades classificadas como obrigatórias pelo programa e pelas regras do Edital.

Para o gerente-executivo de Inovação e Tecnologia do SENAI, Marcelo Prim, o desafio é um mecanismo de aproximação de startups com a indústria, promovendo a construção de confiança técnica entre as partes, e, desta forma, o empreendedorismo industrial. “Ganha a indústria, pela agilidade com a qual a startup desenvolve ciclos de desenvolvimento e de aprendizado e ganha a startup, que tem acesso a problemas concretos da indústria e a um potencial mercado”, avalia. O coordenador do BioStartup Lab, Rafael Silva, também destaca que “o modelo desenhado é interessante pois diminui os riscos para o investimento nas startups, favorecendo o casamento entre investimentos privados e recursos de fomento”.

Além do fomento, o SENAI oferece apoio na forma de infraestrutura. Uma rede nacional com 25 Institutos de Inovação realiza pesquisa tecnológica e desenvolve novos produtos e soluções diretamente com empresas de todos os portes. O SENAI conta ainda com 57 Institutos de Tecnologia com 1,2 mil especialistas que prestam serviços em áreas como metrologia, testes de qualidade, consultoria em processos produtivos específicos de diferentes setores, entre outros. Desde a primeira edição, em 2004, até 2015, o Edital de Inovação recebeu 5.450 propostas. Ao todo, 686 projetos já foram aprovados.

DESAFIOS – A possibilidade de grandes empresas e instituições lançarem desafios específicos a serem solucionados por jovens empresas e startups é a grande novidade do Edital SENAI SESI de Inovação em 2016. Instituições interessadas podem apresentar propostas a qualquer momento. A exigência é que a empresa invista no projeto selecionado, pelo menos, o mesmo volume aplicado pelo SENAI, com valor mínimo de R$ 75 mil. A instituição-âncora poderá, a seu critério, empregar quantias superiores. As empresas devem preencher o modelo de submissão de desafios disponível no site do Edital. O documento também deve ser enviado para o email equipeinovacao@cni.or.br.

Além da Biominas Brasil, a agência de inovação sueca Vinnova, a aceleradora de empresas Techmall S.A e a Fundepar, gestora de um programa de investimentos para firmas emergentes, já apresentaram desafios específicos por meio do Edital SENAI SESI de Inovação. Com investimento de R$ 2 milhões, a Vinnova lançou desafio para empresas do setor aeronáutico. As inscrições vão até 30 de janeiro de 2017. Serão selecionadas dez ideias de protótipos conceituais ou estudos de viabilidade técnica em áreas tecnológicas como sistemas inteligentes de bordo e tráfego aéreo. Cada projeto receberá R$ 100 mil aportados pelo SENAI aos integrantes brasileiros da equipe e R$ 100 mil pela agência aos membros suecos.

SAIBA MAIS – Acesse o site do Edital SENAI SESI de Inovação para conhecer todos os detalhes de como participar.

Por Helayne Boaventura
Foto: Arquivo/CNI
Da Agência CNI de Notícias

Tendências do marketing mobile para 2017


Aplicativos como Uber, Nubank e Pokémon Go consolidaram-se no Brasil, concretizando a previsão de que 2016 seria o ano do mobile. A adoção massiva dos smartphones no dia-a-dia do público obrigou às marcas a se reinventarem para conquistar a atenção fragmentada do público. Como resultado, a publicidade mobile cresceu no Brasil. Em expansão acelerada, o…

via Tendências do marketing mobile para 2017 — In Loco Media

ALI conquista prêmio para o Sebrae


Grande vencedor do Prêmio Projeto do Ano, da Revista Mundo Project Management, o ALI apoia a inovação em pequenos negócios

Divulgação

São Paulo – Criado há seis anos e responsável pelo acompanhamento e desenvolvimento de mais de 115 mil micro e pequenas empresas, o Programa Agentes Locais de Inovação (ALI), desenvolvido pelo Sebrae, foi reconhecido, na última sexta-feira (25) como Projeto do Ano, na premiação Projetos e PMO do ano de 2016, da Revista Mundo Project Management.

O ALI é fruto de um acordo de cooperação técnica entre o CNPq e o Sebrae que tem como objetivo promover ações de inovação nas empresas de pequeno porte, por meio de orientação gratuita e personalizada. Essa orientação é realizada por agentes, bolsistas do CNPq, selecionados e capacitados pelo Sebrae, para acompanhar um conjunto de empresas. Os Agentes Locais de Inovação visitam os empreendimentos, apresentam soluções e oferecem respostas às demandas específicas de cada negócio. As mudanças geram impacto direto na gestão empresarial, na melhoria de produtos e processos e na identificação de novos nichos de mercado para os seus produtos.

“Foi uma maneira incrível de fecharmos um ciclo do ALI, coroado com dois acordos com o CNPq, mostrando um projeto que tem uma gestão eficiente, descentralizada e complexa, com um enorme impacto para milhares de micro e pequenas empresas, que diminuíram custos e aumentaram o faturamento”, avalia o gerente-adjunto da Unidade de Acesso à Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade do Sebrae, Marcus Bezerra, que apresentou o projeto na premiação.

Segundo Bezerra, o Sebrae conquistou o prêmio ao mostrar os indicadores de gestão, o número de empresas atendidas e a capacidade de monitorar e fazer intervenções quando forem necessárias. “O ALI é um projeto com mais de 1.400 atores – agentes, consultores, orientadores e gestores estaduais – e executou, em 2016, R$ 63 milhões”, revela.

Fonte: ASN

ComGestão.TV


Novidade para os empresários e empreendedores no mundo online.

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Já pensou em contar a sua história online? Em dezembro de 2016 será lançado o mais novo canal no YouTube o ComGestao.TV.
foto-oficial-talkshow-adalberto-flamma-adrianaIniciativa idealizada pelos consultores da DeA Consult: Adalberto Souza e Adriana Cavalcanti, juntamento com o consultor Flammarion Cysneiros da Cysneiros e Consultores Associados.

O canal surge com a proposta de valorizar o conhecimento do empresário e empreendedores para ajudar outras pessoas. O canal ComGestão.TV abordará temas como “empreendedorismo”, “inovação”, “qualidade”, “marketing”, “responsabilidade social”, “gestão empresarial” e “casos de sucesso”.talk-show-cefospe-conversa-sobre-inovacao

O lançamento oficial será dia 20 de Dezembro no evento Talk Show: Conversa sobre Inovação.

Inscrição solidária: Serão arrecadados leite em pó para a Casa de Apoio Acolher com Afeto

A Casa de Apoio Acolher com Afeto é uma ONG (Organização Não Governamental) que trabalha hospedando pacientes que vem à cidade do Recife realizar tratamentos médicos e não tem lugar para ficar. Os acolhemos durante todo o seu tratamento dando comida, hospedagem, medicamentos e demais materiais que forem necessários.
Site: https://casadeapoioacolhercomafeto.wordpress.com/

 

Data: 20/Dez/2016

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    Rua Tabira, s/n – Boa Vista – Recife – PE – CEP 50050-330
  • Informações:  Fone:(81)3183-4915/4916 – Fax: (81)3183-4963

 

 

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20 tendências em redes sociais que se confirmaram em 2016


Principais tendências do marketing digital em 2016

Por isso foram protagonistas nas estratégias de marketing e negócios dos últimos 5 anos, onde as empresas e agências reagiram e reorganizaram suas estruturas, especializando-se e se atualizando firme e constantemente.

Estamos no meio de um mercado digital com 4 potências muito bem estabelecidas (Facebook, Twitter, Whatsapp e Instagram); no entanto, todos os dias, vemos novas redes nascerem e se desenvolverem com uma estratégia definida: deslumbrar os usuários baseadas em interesses pouco explorados pelos gigantes.

Este é o melhor momento para parar, respirar e imaginar o que a evolução está preparando para nós em 2016.

Abaixo, apresentamos 20 tendências das mídias sociais para 2016.

1. Social Peer to Peer

Gigantes da tecnologia na guerra por carteiras digitais.

No final de 2014 boatos sobre a disponibilização de um recurso de pagamento no Facebook já eram lidos. Os boatos se tornaram realidade em 2015 com a formalização da função Facebook Payment juntamente com o lançamento do serviço nos Estados Unidos. Em 2016, espera-se uma massificação mundial e com ela a entrada com tudo na guerra do Peer to Peer contra os famosos, como a Apple com seu aplicativo Apple Pay e os novatos como Square e até mesmo os veteranos do pagamento online PayPal.

 

A guerra já está em andamento, no entanto o Facebook tem a vantagem de ser conhecido no mercado social e ter mais de 1.000 bilhão de usuários logados por dia.

2. Podcast

Vai ressuscitar o clássico método de divulgação de informações.

Os Podcasts de áudio começaram a ser um dos principais recursos para a divulgação de informações a partir do ano 2000, graças à leveza dos arquivos que geravam uma rápida transferência de grandes quantidades de informação.

É oferecida ao usuário a possibilidade de escolher qual música ele gostaria de escutar, de graça, e praticamente de qualquer dispositivo. Portanto, não é nenhuma surpresa que, de acordo com Journalism.org, a porcentagem de americanos que ouviram um podcast praticamente duplicasse passando de 9% em 2008 para 17% em 2015.

Em 2016, espera-se uma forte globalização, principalmente por Podcasts em formatos de vídeo.

3. Buy button race

A globalização e o e-commerce móvel e de vendas rápidas em plataformas sociais.

A corrida pelo social e-commerce móvel terá dois novos participantes que virão ameaçar os gigantes Facebook e Twitter, são eles: o Instagram e o Pinterest que anunciou que a opção Comprar está habilitada.

Cada um deles conta com público receptivo que se encontra no bate-papo, navegando pelas últimas tendências, compartilhando fotos e vídeos, etc., portanto falamos de redes funcionais, temáticas e em tempo real.

Com uma oferta razoável, os consumidores podem ser forçados a agir com rapidez e a desistir de “ver vitrines obsessivamente”, uma das características das transações via Internet, para gerar vendas mais rápidas na comparação de produtos e processos de pagamento, já que uma vez que os dados de pagamento são arquivados, as compras estão a um ou dois cliques – ou dedos – de distância.

4. Dispositivos inteligentes mais sociais

Aproveitar a conectividade e o uso social para melhorar o contexto de experiências complexas.

Sensores de baixo custo deram lugar a uma explosão de dispositivos inteligentes, desde eletrodomésticos com termostatos e refrigeradores até pulseiras fitness e relógios inteligentes que coletam dados e os inserem em aplicativos sociais.

O desafio é melhorar a inteligência social. Um exemplo bem simples: uma geladeira inteligente, que monitora meus eventos no Facebook, vê que estou planejando uma festa e contabiliza quantas pessoas aceitaram o convite. Ela deveria calcular e me avisar quanta cerveja tenho que comprar.

Esse caminho é inevitável, assim que um dos desafios de 2016 será melhorar a escuta, a análise e a resposta sobre a necessidade social do usuário.

5. Redes sociais privadas

Será este o ano da consolidação das redes sociais “privadas”?

Em 2015 vimos um número elevado de redes sociais anônimas e de conteúdo descartável, tais como Snapchat, Secret, Whisper, Yik Yak, Telegram, só para citar algumas. Com isso percebemos que muitos usuários preferem que suas conversas e presença não deixem registro.

No entanto, o gigante SNAPCHAT foi hackeado em várias ocasiões e muito do conteúdo “sem registro” foi espalhado na Internet. E outros escândalos vieram à tona, como o do Whisper e o conteúdo do seu banco de dados.

O Facebook está se aproximando rapidamente, liberando links para que os usuários possam revisar seus perfis através do TOR, uma rede anônima.

Esperamos que 2016 seja o ano onde as promessas de segurança, que não são fáceis de serem cumpridas, aconteçam, e mais e melhores plataformas para esta forma de comunicação sejam integradas.

6. O YouTube continuará perdendo terreno

O Facebook, Vine e Tumblr estão chegando com força na guerra pelo vídeo on-line.

Não contar com uma rede social forte que o ampare está saindo caro para o Youtube.

O Facebook, Vine e Tumblr estão substituindo o Youtube como a plataforma preferida para subir e compartilhar vídeos e vêm ganhando terreno de mês a mês.

Mesmo que o YouTube continue sendo o canal mais eficaz (de alcance e custo), é claro que existem muitos outros atrás dele. Para as empresas vai ser um grande desafio se envolver mais cedo com esses canais sociais e aproveitar seu acelerado crescimento.

Instavid, Vine, Snapchat e Hyperlapse, também estão ganhando terreno principalmente como redes sociais de nicho e contexto para o momento e necessidade de uso do usuário.

É previsto que 2016 seja definitivamente o grande ano da batalha pelo vídeo online.

7. O engajamento orgânico continua diminuindo

A social key metric está cada vez mais restrita.

“Desde que as corridas são cronometradas, corre-se mais rápido”, e uma das métricas que mais gostamos de observar é o Engajamento, que talvez envolva a métrica mais mística, rodeada de infinitas ideias, definições e fórmulas que tentam explicá-la.

Por exemplo, o Facebook perdeu o engajamento orgânico médio das publicações entre 45% e 75%, ao modificar seu algoritmo; portanto as empresas, para impactar seus fãs e seguidores, vão ter que enfrentar dois cenários:

(a) Realizar pautas de investimento em redes sociais.
(b) Abrir-se para novas redes sociais.

A tendência parece indicar que as métricas orgânicas vão continuar diminuindo em 2016, portanto, as marcas devem, mais cedo ou mais tarde, repensar suas estratégias sociais.

8. A consolidação do content marketing

O content marketing é crucial para responder para os usuários ávidos de informação.

Os marqueteiros estão entendendo como tirar o máximo proveito dos conteúdos ao interagir com informação útil e ou de entretenimento. Com isto em mente, não é de se estranhar que em 2016 o principal objetivo para quem trabalha em marketing seja a construção de relações e a lealdade.

Para alguns líderes da indústria como HubSpot, KISSmetrics e Moz, a construção destas relações depende, por exemplo, de manter blogs de qualidade. O blog do HubSpot, por exemplo, tem 37% do tráfego do site, enquanto que apenas 13% entra pela página inicial do Hubspot.

Parece que em 2016 teremos que repensar sobre as vias de contato com os usuários que estão cada vez mais demandantes e exigentes e assim gerar conteúdo de qualidade e aproveitar o ecossistema digital para melhorar nossos serviços online.

9. O dever de patrocinar conteúdo social

De mãos dadas com a baixa do engajamento orgânico, investir em divulgação de conteúdo vai ser imprescindível.

Twitter, Facebook, Instagram, Pinterest, Vine e outros estão lançando novos formatos de pagamento que chegarão em 2016.

Esta mudança está em andamento, como já vimos no surgimento de fotos patrocinadas e vídeos no Instagram, Promoted Pins e Pinterest, e campanhas publicitárias baseadas em objetivos no Twitter.

O sinal mais evidente dessa mudança está no Facebook, onde a drástica diminuição no engajamento orgânico deixa claro que, para chegar aos fãs, as marcas terão que pagar.

Cada vez mais falta menos para que empresas e agências comecem a se esmerar por uma estratégia social que terá que garantir que o conteúdo chegue de verdade aos fãs.

Agora, assim como foi em Search, o desafio é aproveitar a data e as ferramentas inteligentes de publicidade social para melhorar orçamentos que geralmente são restritivos.

10. Real Time vs. Right Time

Em vez de publicidade e conteúdo em tempo real, o desafio será estar no momento ideal.

Em vez de pensar em respostas ou estar em tempo real, as empresas e agências vão investir em uma nova maneira de interagir com o usuário.

Em 2016, veremos menos respostas rápidas, e mais as intenções de fornecer um conteúdo perfeito para compartilhar com o público correto no momento ideal.

Para algumas marcas, isso significa olhar além dos horários e redes tradicionais. Somos um pouco “forçados” a falar sobre certas tendências ou contingências em nossas redes? Se for assim, é uma boa hora para repensar.

Precisamos identificar os momentos que realmente são importantes para o nosso público. Depois, desenvolveremos o conteúdo personalizado sobre estas questões que ressoarão empaticamente e de maneira natural com o público.

Lembre-se: Tempo Real não é a mesma coisa que Momento Ideal.

11. Menos venda, mais assessoria

Quanto menos venda ou anúncios, mais uma forte ênfase ao atendimento ao cliente desponta.

O Social, um espaço no qual os consumidores estão cada vez mais ativos e exigentes, oferece plataformas para um contato mais direto e uma assessoria de atendimento personalizado ao cliente, facilitando uma experiência mais humana e mais valiosa.

Em 2016 as marcas vão começar a entender a necessidade de transformar as redes sociais em verdadeiros oásis e laboratórios de experiências para o usuário.

No off-line (até mesmo em lojas e filiais), cada vez mais automatizado e criticado socialmente como uma relação marca-consumidor robótica e pouco pessoal, as marcas vão confiar nas mídias sociais para enriquecer, diferenciar e melhorar a reputação da mesma.

12. Redes sociais de nicho

A explosão das redes voltada aos “interesses esquecidos” dos usuários.

2016 é visto como o ano em que a indústria buscará usuários em redes sociais com interesses incomuns, permitindo que eles conheçam outras pessoas com os mesmos interesses ou hobbies.

Existem muitas razões pelas quais os usuários migram para longe dos canais sociais mais “tradicionais”. No entanto, já que o panorama continua se abrindo e cada vez mais aparecem redes de nicho, as empresas devem reagir; e identificá-las, estudá-las e compreendê-las é importantíssimo. Depois coincidir estes interesses e comportamentos com canais sociais realmente apropriados.

Redes como Kerboodle (direcionado para aqueles que gostam de fazer compras), Foodie (Comunidade que busca globalizar receitas) ou Ravelry (comunidade para artesãos e designers) serão fontes de inspiração para novas plataformas baseadas nesses “interesses esquecidos”.

13. As despesas de publicidade no Facebook: um problema

As despesas de publicidade e sua demanda vão aumentar significativamente.

Como vimos em uma tendência anterior, não é nenhum segredo que o engajamento orgânico do Facebook está diminuindo significativamente, e se tornou uma verdadeira dor de cabeça para as empresas e agências que estão usando plataformas sociais para fins de marketing, branding ou comerciais.

Este constante declínio no engajamento ganhou o nome de “Filter feed problem”.

Como o Facebook continua limitando o número de posts que os fãs podem ver, a demanda de posts e anúncios patrocinados necessariamente continuará aumentando. E com este aumento de demanda, virá o aumento dos preços.

De acordo com um artigo da Ad Week, os preços de 2014 aumentaram 10% em relação a 2013. Em 2015 a tendência é maior e parece que vai piorar em 2016 e que, obviamente o engajamento orgânico vai continuar caindo.

14. O ano do social mobile

A revolução de dispositivos móveis e uso social.

Mais eficaz do que qualquer outro canal, o dispositivo Móvel pode acompanhar o usuário em micro momentos de diferentes etapas do “consumer journey”, seja através de SMS, notificações push, aplicativos de recomendação de produtos, localização, apps, etc.

Considerando um aumento aproximadamente de 90% de dispositivos móveis no mundo inteiro, vemos que, melhorar constantemente sua presença móvel foi um dos principais objetivos em 2015 das grandes redes sociais e web sites.

Em 2016 esperamos ver as webs cada vez mais otimizadas para novos dispositivos e redes sociais, contextualizando o conteúdo em tempo real e momento ideal para os usuários que estão sempre conectados e aproveitando a mais alta tecnologia móvel e o maior uso de redes sociais em dispositivos móveis mais do que em desktops.

15. Google+ continuará desaparecendo

A rede social do Google cairá na obscuridade.

Com o fracasso do experimento do Google Authorship, o Google + ainda não conseguiu deslumbrar outra vez e continua sem oferecer nenhum recurso único que hoje em dia o Twitter, o LinkedIn, o Instagram e o Facebook não forneçam.

Depois da divulgada saída do chefe evangélico do Google +, Vic Gundotra e a falta de iniciativa em colocar na equipe algum líder influente, muitos especuladores como Techcrunch declararam que Google + é o “The Walking Dead” do mundo digital, e a verdade é que tudo parece indicar que a plataforma está sofrendo uma lamentável queda para a mais profunda obscuridade.

16. Os vloggers

A oportunidade – e necessidade – de construir relações com os Vloggers.

Isso ia acontecer. A popularidade dos denominados “Vloggers”, estas novas estrelas que geralmente são jovens independentes que filmam aspectos de seu dia a dia e contam com milhares – ou milhões-de fiéis seguidores, já está traçando um evidente caminho que o marketing e a publicidade digital devem seguir.

É questão de contar. Dos 100 primeiros canais do YouTube com mais inscritos, mais de 20 fornecem Vlogs como estilos de conteúdos audiovisuais, demonstrando uma excelente oportunidade para as marcas se envolverem com eles.

Este ano esta é uma tendência que vai vir com força, e onde veremos os Vloggers inserirem em suas criações conteúdos patrocinados de marcas que combinem com eles.

17. O Instagram continuará crescendo

A rede social está ganhando poder e é vista como uma das que mais crescerá em 2016.

Em 2015 o Instagram se consolidou como a rede mais popular para compartilhar imagens e vídeos. Este lugar no ranking é reafirmado por Forrester que alegou que os posts do Instagram geram 58 vezes mais engajamento que os mesmos no Facebook e 120 vezes mais do que no Twitter.

Espera-se que este ano a publicidade no Instagram estimule a plataforma e a obrigue a gerar maiores esforços para garantir a exposição, que se sustentará à medida que o número de usuários for crescendo, tais como indicam as projeções.

Se dentro da sua estratégia de marketing você ainda não usa o Instagram, este é o momento de avaliá-lo.

18. Avalanche de métricas sociais

Sim, mais métricas.

Um componente essencial para avaliar os esforços nas mídias sociais são as métricas “sociais”.

Mas diante da chegada de várias redes de nicho e da consolidação das redes sociais consideradas “secundárias” pelas marcas, e que agora deverão ser encaradas como parte do plano de marketing, vai abrir mais ainda o universo de análises, já que como é evidente, medir os fãs não é suficiente.

O papel das agências e dos tomadores de decisões nas empresas será crucial para determinar o que, quanto, quando e como medir esta avalanche de números, definindo os objetivos de negócio e criando quadros de comandos fáceis de entender e mexer.

Vai ser crucial identificar e usar as métricas certas.

19. O vídeo será o rei

O vídeo representará o uso da maior parte do tráfego de internet no mundo.

2013 foi um ano de mudanças para o vídeo como formato de difusão em redes sociais, graças a um cenário adequado em termos de aumento de conectividade, aplicativos mais resistentes e maior capacidade tecnológica dos dispositivos móveis.

As redes sociais como Facebook e Twitter implementaram mais e mais recursos para melhorar o consumo de vídeo, como o fundamental recurso de “reprodução automática de vídeo”. Por outro lado o Facebook já se tornou o novo “Youtube”.

O surgimento de Periscópe e o crescimento explosivo do Instagram não faz mais do que comprovar esta previsão.

Por isso que a Cisco projeta que, em 2016, o vídeo representará cerca de 70% de todo o tráfego de Internet gerado no planeta.

20. O surgimiento do Ello

O Ello conseguiu o que o Google + não conseguiu em anos, deixar o Facebook nervoso.

Se tivessem nos perguntando em 2014, não teria feito parte das nossas respostas.

Hoje estamos diante de uma nova plataforma social destinada a lutar ombro a ombro com o gigante das redes sociais, o Facebook.

A plataforma causou um grande rebuliço; apelidado por alguns como a “rede social inovadora”, Ello oferece uma experiência sem publicidade e se compromete a não vender as informações de seus usuários a terceiros, a mesma declaração que tornou popular o Whatsapp quando foi criado.

Ainda não sabemos se o barulho foi gerado pela posição “anti-Facebook”, ou se tem conteúdo, design e funcionalidade para derrubar gigantes, no entanto, Ello é provavelmente uma das promessas mais importantes para 2016.

Autor: Rodrigo Orellana, alto executivo de áreas comerciais e de marketing, formado em publicidade (DUOC UC) e engenharia comercial (UAI / UADE) com mais de 6 anos de experiência no mercado digital. Fonte: INTEL