Aparecer na web atrai novos negócios

Aparecer na web atrai novos negócios
Mundo virtual é apontado como ferramenta que não pode ser deixada de lado


Flammarion Cysneiros: “É preciso mais ousadia no Nordeste”

Investimentos fartos e lucros apenas a longo prazo. Esse era o cenário das empresas que investiram na internet no começo da década. Esse panorama de incertezas foi a principal causa do “estouro da bolha”, crise que levou à falência grande parte dos empresários que investiram na internet. Durante muito tempo, se cultivou entre os empreendedores a idéia de que os investimentos pontocom não rendiam bons frutos. Mas, exemplos bem-sucedidos provam que essa visão pode ser um tanto quanto “estreita”. Com os devidos cuidados para não se cometer os mesmos erros da primeira geração, o mundo virtual pode ser sinônimo de oportunidades de bons negócios.
“Algumas empresas que apostaram na internet já estão colhendo os frutos do investimento. Um bom exemplo é a empresa de aviação Gol, que investiu em redução de custos e em processos totalmente automatizados e é hoje o grupo que mais cresce em um mercado tradicional, fechado”, comenta Flammarion Cysneiros, da iComuni Consultoria. Para o consultor, o cenário atual é mais propício para o investimento no comércio virtual e o risco de uma crise é bem menor. “Hoje em dia, é bem mais fácil e barato criar um site e se manter na internet. Os custos com tecnologia, como gastos com provedor e serviços de webdesign, por exemplo, estão bem menores e, com os avanços tecnológicos, as possibilidades de interação são ainda mais amplas do que antes”, explica.

Mas de nada adianta lançar uma página de vendas na web se certos cuidados, que já levaram muitas empresas à falência, não forem tomados. “Entrar no comércio virtual não é simplesmente criar um site. É preciso manter a página constantemente atualizada e oferecer um conteúdo simples, direto e objetivo. Um site com excesso de informações ou defasado é ruim para a imagem da empresa”, explica. As estratégias de divulgação também devem ser bem estudadas. “As empresas devem evitar o envio de spam e outros tipos de anúncios indevidos, pois isso geralmente mais afasta do que atrai novos clientes. O empreendedor deve se fazer notar de outras formas. Estabelecer parcerias com portais de internet para anúncios em banners é uma delas. É preciso fazer com que o internauta chegue até o site da empresa, mas não de forma abusiva”.

Nordeste

Segundo a pesquisa do CGI, o Nordeste é a região com maior nível de acesso à internet. Cerca de 96% das empresas nordestinas estão plugadas, mas apenas 36% delas possuem site, bem abaixo da média nacional. “Os números apontam uma cultura regional atrasada. É preciso acabar com essa mentalidade de que os serviços de venda virtual só dão certo para as grandes corporações, como a Submarino.com, que é sediada no Sudeste. Agindo assim, os empresários locais correm o risco eminente de perder clientela para empresas do sul. A internet deve ser tratada com mais ousadia pelos empresários nordestinos. Se o público consumidor local já aderiu à web como um canal de compras e meio para fechar negócios, a demanda existe. Por isso, vale a pena investir em soluções locais”, alerta.

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