Presidente da Microsoft defende investimentos agressivos na Web


O presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, defendeu nesta quinta-feira que a companhia precisa fazer agressivos investimentos na sua divisão de Internet como forma de competir com o Google e afirmou que tais movimentos poderão impulsionar o valor da companhia ao longo do tempo.

Falando em um encontro anual de analistas de Wall Street na sede da companhia, Ballmer disse que os negócios online da empresa poderiam eventualmente gerar a maior parte do valor de mercado desta que é hoje a maior empresa de software do mundo.

“Nós temos uma oportunidade de criar, ao acompanhar este mundo onde tudo se torna digital, o que será certamente 40, 50, 60 por cento ou mais do nosso valor econômico total hoje”, disse Ballmer aos analistas.

O executivo afirmou que a estratégia de perseguir uma fusão total ou parcial com o Yahoo no ano passado refletiu a importância que os anúncios em serviços de busca na Internet ganharam.

“Boa parte das nossas discussões sobre o Yahoo envolve este ponto mais do que qualquer outro”, disse ele, acrescentando depois: “Esta é uma corrida de dois cavalos. Isso é o que define Microsoft e Google.”

Ballmer foi chamado a explicar a estratégia de Internet da Microsoft depois da companhia anunciar, um dia antes, que o chefe dessa divisão, Kevin Johnson, estava deixando a companhia para assumir o posto de presidente-executivo da Juniper Networks.

Rede social Facebook se estenderá por toda a Web


O líder do movimento que varreu o mundo no último ano ao encorajar os usuários da Web a compartilharem porções de suas vidas com amigos seletos falou na quarta-feira sobre espalhar seus serviços por toda a Web e chegou a se desculpar por excessos passados.

Mark Zuckerberg, 24, explicou a uma platéia de mil executivos do setor, programadores de software e jornalistas –e a seu pai e mãe– como os recursos oferecidos pelo site da empresa estarão disponíveis em outros sites.

O “Facebook Connect” transformará a rede social fechada do site em um fenômeno que atingirá toda a Web, sob o qual produtores de software, com autorização dos usuários, poderão usar dados sobre os membros da rede em seus sites, afirmou o executivo.

“O Facebook Connect é a nossa versão do Facebook para o resto da Web”, disse Zuckerberg durante a segunda conferência anual da empresa.

O Facebook, criado em 2004 como site social para os alunos da Harvard University, tem hoje 90 milhões de membros, ante 24 milhões pouco mais de um ano atrás, o que o levou a superar o rival MySpace e a se tornar a maior rede social do mundo.

A empresa atraiu 400 mil programadores, que criaram software para o site, desde que o abriu à colaboração externa, em maio de 2007. Agora, o Facebook permite que os programadores criem software em sites afiliados, para celulares ou para serviços que se dirigem a aplicativos de computador como o sistema Outlook, da Microsoft.

Nos próximos meses, a empresa permitirá que os programadores que criam software para o Facebook produzam simultaneamente versões para o iPhone, da Apple .

“À medida que o tempo passa, o movimento será menos sobre o Facebook e a plataforma que criamos e mais sobre as aplicações que outras pessoas construíram”, disse Zuckerberg. “Este ano, vamos nos esforçar por promover paridade entre os aplicativos para o Facebook e para outros sites.”

Ao fazê-lo, o site está se posicionando para desempenhar papel semelhante àquele que a Microsoft por muito tempo exerceu junto aos programadores, com seu sistema operacional Windows.

Número de internautas residenciais cai apenas 1% em junho


Devido às festas juninas, o número de internautas residenciais ativos teve queda de 1% no mês de junho, na comparação com maio, atingindo 22,9 milhões de usuários, de acordo com dados do Ibope/NetRatings. Em relação a junho do ano passado, porém, quando foram registrados 18 milhões de usuários residenciais, houve um aumento de 26,9%. De todo modo, a quantidade de pessoas com acesso residencial à internet, segundo o instituto de pesquisas, continuou a indicar que 35,5 milhões podem acessar a rede mundial de computadores a partir de seus lares.

Conforme o levantamento, o Brasil continua a ser o país com maior tempo médio mensal de navegação residencial por internautas entre os dez países monitorados pela Nielsen/NetRatings, com 23 horas e 12 minutos por pessoa, embora 36 minutos menor do que o tempo de maio. “Essas pequenas variações já eram esperadas”, comenta Alexandre Sanches Magalhães, gerente de análise do Ibope/NetRatings. “Junho é um mês de 30 dias e isso impacta o tempo de utilização da internet no mês, bem como o número de pessoas que têm a oportunidade de acessar a rede. A média de tempo diária por usuário, por exemplo, é a maior que já observamos”, completa.

Os países que mais se aproximaram do tempo residencial médio do internauta brasileiro foram a Alemanha (20h11min), os Estados Unidos (19h52min), a França (19h50min) e o Japão (19h31min).

As categorias com melhor desempenho por número de usuários residenciais em junho, comparando com maio, foram viagens e turismo, com crescimento real de 7,4%, atingindo 6,614 milhões de internautas; casa e moda, que cresceu 4,81% e recebeu 7,686 milhões de visitantes únicos; educação e carreira, com 4,02% de aumento real no número de usuários e com visitas de 12,4 milhões de pessoas; governo e empresas sem fins lucrativos, que cresceu 3,4% em número de usuários, atingindo 10,944 milhões de brasileiros, além de finanças, seguros e investimentos, cujo crescimento real no período atingiu 1,06%, recebendo a visita de 9,158 milhões de brasileiros.

Considerando o período de um ano, enquanto a internet residencial ativa cresceu 26,9% em número de usuários, algumas categorias cresceram mais: viagens e turismo (42,14%), educação e carreira (33,2%), casa e moda (30,78%), entretenimento (30,2%) e telecom e serviços de internet (28,52%).

Por número de visitas por pessoa, as categorias com melhor desempenho no ano foram notícias e informações (com crescimento de 8,88% e 7,11 visitas por pessoa), informações corporativas (8,61% de crescimento e 2,9 visitas) e casa e moda (crescimento de 8,2% e 2,77 visitas).

Os dados relativos ao primeiro trimestre do Global Internet Trends (GNetT) continuam indicando que 41,565 milhões de pessoas com 16 anos ou mais declararam ter acesso à internet em qualquer ambiente (casa, trabalho, escola, cybercafés, bibliotecas e outros locais) .