Intel e Yahoo criam software para acesso web na TV


A Intel e o Yahoo se uniram para criar um software que permitirá acesso a conteúdo da web pelo aparelho de TV sem interferir na programação. Com o programa será possível, por exemplo, acessar estatísticas do seu clube na internet enquanto se assiste a um jogo de futebol ou conferir detalhes sobre a carreira do ator principal de um determinado filme apenas com um clique no controle remoto.

Segundo a Bloomberg, os televisores precisarão estar equipados com um set-top box especial que permitirá que eles puxem o conteúdo da web. A Intel disponibilizará os chips para esses aparelhos a partir do ano que vem. A expectativa é que no futuro próximo os set-top boxes já venham com o produto pré-instalado.

Além do acesso à web, o chip da Intel permitirá que a TV exiba dois programas em alta definição simultaneamente. O telespectador poderá pausar e adiantar os programas de forma independente.

Maioria das empresas não adota práticas baseadas na Web 2.0


Estudo publicado pela McKinsey sobre colaboração mostrou que apenas 51% a usa na relação com fornecedores e parceiros.

Apesar de existir muito discurso acerca da colaboração, ainda é pequeno o universo de empresas que realmente adotam na prática estratégias colaborativas. Um estudo publicado pela McKinsey sobre como o mundo dos negócios está utilizando a Web 2.0 mostrou que 75% das empresas a utilizam para gerenciar a colaboração internamente, 70% na interface com os consumidores e 51% na relação com fornecedores e parceiros.

Os dados demonstram que ainda há uma longa caminhada até que as empresas cheguem a uma colaboração mais estratégica e de longo prazo. Os motivos são as incertezas de mercado e a algumas barreiras, como a baixa participação dos membros da alta gerência nas decisões estratégicas, a falta de uma cultura colaborativa, a baixa integração das equipes e a falta de confiança.

Além disso, ainda há pouca participação da alta gerência na definição e discussão de acordos logísticos, pequena interação das áreas funcionais das empresas (logística, informática, compras, vendas, operacional, etc.), pouco conhecimento dos projetos logísticos desenvolvidos pelos parceiros e muitas falhas na comunicação entre as empresas.

Por outro lado, uma outra pesquisa, realizada pela IBM com 800 presidentes de companhias de todo o mundo, revelou que a principal preocupação deles é com a inovação – a maioria considerou a colaboração interna e externa fundamental, o que reforça a importância da Web 2.0 e das redes sociais.

O desafio da colaboração


O conceito desperta o interesse de companhias como a IBM que aposta em redes sociais.

Aumentar a produtividade por meio da colaboração entre empresas. O conceito defendido com entusiasmo por Don Tapscott, CEO da New Paradigm, ainda representa um desafio para as corporações, que precisam descobrir uma maneira de tirar proveito da troca de informações e conhecimento – e faturar com possibilidades como a de avaliar diferentes perfis.

O Gartner estima que o mercado mundial de web conferência e de software de colaboração entre funcionários deve crescer cerca de 20% ao ano até 2010. Um aumento de US$ 1,3 bilhão, em 2006, para US$ 2,8 bilhões em 2010. Neste contexto, as redes sociais despertam grande interesse nas companhias.

A IBM aposta na arquitetura que ela denomina de Sonar (do inglês, social network architecture) para implementação de software de modo que a configuração seja amigável para o conceito de Web 2.0. Estudado internamente há cerca de 3,5 anos, o Sonar tem padrão aberto, mas ainda não resultou em ferramentas comerciais para análise de redes sociais. Algo que os executivos da Big Blue não descartam. “É, basicamente, uma arquitetura para orientação de como você analisa a interação das pessoas, enxergando o modo de cada uma delas se relacionarem”, detalha Ricardo Rossi Neto, gerente de vendas Lotus.

Descobrindo a Web 2.0


A Web 2.0, no entanto, precisa ser entendida pelas companhias. Rossi alega que para inovar as empresas precisam usar todo o capital intelectual, ou seja, o QI coletivo. “Compartilhar o conhecimento que não está documentado, a informação não-estruturada em base de dados. O que vale é o que você sabe e quem você conhece. E as empresas já perceberam a importância deste conceito”, defende. “O maior valor da colaboração é aproximar pessoas que você não conhece, mas que têm os mesmos interesses e não apenas falar com quem você conhece”, pontua Mario Costa, gerente-técnico da área de colaboração de software da IBM.

Um estudo da McKinsey, publicado em março deste ano, destaca que 46% das companhias early adopters no uso da Web 2.0 e que 44% daquelas que demoraram um pouco mais para adotar a tecnologia estão muito satisfeitas com o retorno do investimento.

Das ferramentas mais utilizadas atualmente, a consultoria aponta que 80% dos respondentes usam ou planejam usar Web services; sobre tecnologias para inteligência coletiva, 48% afirmaram ter ou planejar adotar, mas 26% não consideram adotar. Já com relação a ferramentas para redes sociais, 37% disseram possuir ou tem planos de adquirir e 39% não pretendem implementar. Quando perguntadas sobre ferramentas wikis, 39% responderam que não consideram a possibilidade, contra 33% que já contam ou tem interesse; e 35% disseram que usam ou pretendem usar blogs, mas 43% não tem esta intenção.

O estudo mostrou também que das companhias que afirmaram usar Web 2.0, 70% disseram que o objetivo é interagir com clientes, 51 com fornecedores e parceiros e 75% para gerenciais os colaboradores internos.