Investimento em TI cresce 30% nos grandes hospitais


Estudo feito pela ECM Assessoria & Marketing aponta que um quarto dos 43 hospitais da grande São Paulo entrevistados durante o mês de julho deve destinar cerca de R$ 300 mil para projetos que envolvem tecnologia da informação. Segundo a pesquisa, o investimento será 30% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.

Entre os hospitais entrevistados, 75% geram faturamento entre R$ 10 milhões e R$ 250 milhões e 51% possuem de 1 mil a 5 mil funcionários. O estudo apontou também que para 60% dos hospitais o PEP (Prontuário Eletrônico do Paciente) será um dos principais motivadores para as aquisições em soluções de Mobilidade.

“A necessidade de mobilidade também trará a demanda por outras soluções, como GED (Gerenciamento Eletrônico de Documentos) por causa do aumento da adoção de Telemedicina para diagnóstico remoto”, diz Elcio Morelli, diretor comercial da ECM, que acredita que os exames digitalizados por meio de GED também serão impulsionados pela necessidade de aumento da mobilidade.

Influência das normas

Outro fator que também impulsionará a adoção de soluções que permitam mobilidade e direcionará parte dos investimentos, segundo Morelli, é a necessidade de os hospitais se adaptarem ao padrão TISS (Troca de Informação em Saúde Suplementar), imposto pela Agência Nacional de Saúde para registro e intercâmbio de dados entre operadoras de planos privados de assistência à saúde e prestadores de serviços da área.

Newport implementa portal Web 2.0


Cada vez mais reportagens como essa são vistas em torno da interatividade 2.0. É o caso na Newport que implementou seu novo portal.

O Newport City Council (o equivalente à Câmara Municipal daquela cidade inglesa) implementou um portal baseado na Web 2.0 e noutras tecnologias de comunicação que visam melhorar o acesso e entrega de serviços à população local.

O programa visa integrar a comunicação telefónica, cara-a-cara e através de canais web, usando uma tecnologia comum que permite oferecer uma experiência melhorada aos cidadãos, bem como incrementar a eficiência do munícipio, promovendo uma cidadania mais activa e disponibilizando uma vasta variedade de conteúdos e serviços Web.

Através do portal os cidadãos podem consultar uma lista de A a Z que os redirecciona para os serviços e informações das mais diversas áreas, que vão desde o pagamento de contas até à subscrição de alertas relacionados com assuntos da cidade.

Desta forma, os cidadãos têm uma maior variedade de acesso aos serviços municipais, disponibilidade durante 24 horas e facilidades em efectuar pagamentos.

Web e banco de dados são líderes no MKT


Os investimentos em tecnologia para marketing no Brasil encontram-se em um estágio de concentração em Internet, bancos de dados e sistemas de interação com clientes, informa um levantamento da consultoria Peppers & Rogers Group. Entretanto, o estudo afirma que um segmento de forte crescimento nos próximos anos será o de automação de marketing.

Conforme a pesquisa, as médias e grandes empresas brasileiras já aplicam parte de sua verba de marketing em tecnologia, embora o percentual ainda seja baixo, situando-se na casa dos 5% a 10%. Porém, dentre as que destinam estes aportes, 80% preferem a web, bancos de dados e soluções de relacionamento com o público.

Estas e outras tendências estarão em debate no Technomarketing – Seminário Internacional de Marketing e Tecnologia, que a Peppers & Rogers Group realiza da quarta-feira, 27, à sexta, 29, em São Paulo. O evento contará com a presença de executivos como Fernando Pierry, sócio da consultoria; Don Peppers e Martha Rogers, fundadores do Pepper & Rogers Group e Bill Price, presidente e CEO da Driva Solutions, entre outros.

Veja mais em: http://www.technomarketing.com.br

Intel e Yahoo criam software para acesso web na TV


A Intel e o Yahoo se uniram para criar um software que permitirá acesso a conteúdo da web pelo aparelho de TV sem interferir na programação. Com o programa será possível, por exemplo, acessar estatísticas do seu clube na internet enquanto se assiste a um jogo de futebol ou conferir detalhes sobre a carreira do ator principal de um determinado filme apenas com um clique no controle remoto.

Segundo a Bloomberg, os televisores precisarão estar equipados com um set-top box especial que permitirá que eles puxem o conteúdo da web. A Intel disponibilizará os chips para esses aparelhos a partir do ano que vem. A expectativa é que no futuro próximo os set-top boxes já venham com o produto pré-instalado.

Além do acesso à web, o chip da Intel permitirá que a TV exiba dois programas em alta definição simultaneamente. O telespectador poderá pausar e adiantar os programas de forma independente.

Maioria das empresas não adota práticas baseadas na Web 2.0


Estudo publicado pela McKinsey sobre colaboração mostrou que apenas 51% a usa na relação com fornecedores e parceiros.

Apesar de existir muito discurso acerca da colaboração, ainda é pequeno o universo de empresas que realmente adotam na prática estratégias colaborativas. Um estudo publicado pela McKinsey sobre como o mundo dos negócios está utilizando a Web 2.0 mostrou que 75% das empresas a utilizam para gerenciar a colaboração internamente, 70% na interface com os consumidores e 51% na relação com fornecedores e parceiros.

Os dados demonstram que ainda há uma longa caminhada até que as empresas cheguem a uma colaboração mais estratégica e de longo prazo. Os motivos são as incertezas de mercado e a algumas barreiras, como a baixa participação dos membros da alta gerência nas decisões estratégicas, a falta de uma cultura colaborativa, a baixa integração das equipes e a falta de confiança.

Além disso, ainda há pouca participação da alta gerência na definição e discussão de acordos logísticos, pequena interação das áreas funcionais das empresas (logística, informática, compras, vendas, operacional, etc.), pouco conhecimento dos projetos logísticos desenvolvidos pelos parceiros e muitas falhas na comunicação entre as empresas.

Por outro lado, uma outra pesquisa, realizada pela IBM com 800 presidentes de companhias de todo o mundo, revelou que a principal preocupação deles é com a inovação – a maioria considerou a colaboração interna e externa fundamental, o que reforça a importância da Web 2.0 e das redes sociais.

O desafio da colaboração


O conceito desperta o interesse de companhias como a IBM que aposta em redes sociais.

Aumentar a produtividade por meio da colaboração entre empresas. O conceito defendido com entusiasmo por Don Tapscott, CEO da New Paradigm, ainda representa um desafio para as corporações, que precisam descobrir uma maneira de tirar proveito da troca de informações e conhecimento – e faturar com possibilidades como a de avaliar diferentes perfis.

O Gartner estima que o mercado mundial de web conferência e de software de colaboração entre funcionários deve crescer cerca de 20% ao ano até 2010. Um aumento de US$ 1,3 bilhão, em 2006, para US$ 2,8 bilhões em 2010. Neste contexto, as redes sociais despertam grande interesse nas companhias.

A IBM aposta na arquitetura que ela denomina de Sonar (do inglês, social network architecture) para implementação de software de modo que a configuração seja amigável para o conceito de Web 2.0. Estudado internamente há cerca de 3,5 anos, o Sonar tem padrão aberto, mas ainda não resultou em ferramentas comerciais para análise de redes sociais. Algo que os executivos da Big Blue não descartam. “É, basicamente, uma arquitetura para orientação de como você analisa a interação das pessoas, enxergando o modo de cada uma delas se relacionarem”, detalha Ricardo Rossi Neto, gerente de vendas Lotus.

Descobrindo a Web 2.0


A Web 2.0, no entanto, precisa ser entendida pelas companhias. Rossi alega que para inovar as empresas precisam usar todo o capital intelectual, ou seja, o QI coletivo. “Compartilhar o conhecimento que não está documentado, a informação não-estruturada em base de dados. O que vale é o que você sabe e quem você conhece. E as empresas já perceberam a importância deste conceito”, defende. “O maior valor da colaboração é aproximar pessoas que você não conhece, mas que têm os mesmos interesses e não apenas falar com quem você conhece”, pontua Mario Costa, gerente-técnico da área de colaboração de software da IBM.

Um estudo da McKinsey, publicado em março deste ano, destaca que 46% das companhias early adopters no uso da Web 2.0 e que 44% daquelas que demoraram um pouco mais para adotar a tecnologia estão muito satisfeitas com o retorno do investimento.

Das ferramentas mais utilizadas atualmente, a consultoria aponta que 80% dos respondentes usam ou planejam usar Web services; sobre tecnologias para inteligência coletiva, 48% afirmaram ter ou planejar adotar, mas 26% não consideram adotar. Já com relação a ferramentas para redes sociais, 37% disseram possuir ou tem planos de adquirir e 39% não pretendem implementar. Quando perguntadas sobre ferramentas wikis, 39% responderam que não consideram a possibilidade, contra 33% que já contam ou tem interesse; e 35% disseram que usam ou pretendem usar blogs, mas 43% não tem esta intenção.

O estudo mostrou também que das companhias que afirmaram usar Web 2.0, 70% disseram que o objetivo é interagir com clientes, 51 com fornecedores e parceiros e 75% para gerenciais os colaboradores internos.

Salesforce compra a InStranet de olho no setor de call center


Fechado no início de agosto, negócio está avaliado em US$ 31,5 milhões e coloca mais de 350 mil agentes de call center na base de clientes da Salesforce.

A Salesforce continua ampliando sua oferta de ferramentas. A companhia anunciou nesta quarta-feira (20/08), que no início deste mês  fechou a aquisição da InStranet, desenvolvedora de uma tecnologia para gerenciamento de base de conhecimento em call centers. Segundo Brett Queener, vice-presidente sênior de aplicativos da Salesforce, o negócio foi fechado em 31,5 milhões de dólares.

Os processos de conteúdo da InStranet são baseados em parâmetros diferentes, como tipos de documentos ou os departamentos relacionados dentro da companhia. Isto amplia o desempnho de call centers e portais de auto-serviço porque os resultados da pesquisa baseada em conhecimento podem refletir um contexto particular do usuário final, explicou a Salesforce.

“Hoje, quando você finalmente chega a um atendente ou ao portal, você é frustrado por uma longa lista de perguntas não relacionadas ao seu interesse”, diz Queener, constatando uma realidade vivida hoje pelo setor.

Segundo China Martens, analista do Grupo 451, tecnologias como a da InStranet – com foco na satisfação do cliente ao invés dos tradicionais processos de vendas – estão se tornando fundamentais para fornecedores de CRM. “Isto é algo que era esperado, que dá aos fornecedores uma história em serviços ao cliente. Alguns já têm algo nesse sentido, mas não tão sofisticado”, afirma Martens.

A analista acredita que o acordo dará à Salesforce mais presença neste mercado, ampliando sua concorrência com fornecedores tradicionais. O software da InStranet é usado atualmente por 350 mil agentes de call center, incluindo clientes como a Comcast e a 3M. A Salesforce ainda não determinou o preço de comercialização do software. Segundo Queener, a companhia – oficialmente no Brasil desde o ano passado – está desenvolvendo um modelo sob demanda, que deverá ser lançado em 2009.

Dez milhões de brasileiros já usam internet rápida


O total de assinantes de internet rápida (banda larga) no Brasil chegou 10,04 milhões em junho, segundo o estudo Barômetro Cisco de Banda Larga, da consultoria IDC. O número representa um crescimento de 48% em relação ao primeiro semestre de 2007. O destaque foi para a banda larga móvel (via rede celular), que chegou a 1,314 milhão de assinantes, avanço de 464% sobre junho de 2006. O número não inclui aparelhos celulares de terceira geração (3G) que acessam a rede mundial.

Com o resultado, o Brasil alcançou, em junho, o número de conexões de internet em alta velocidade esperado inicialmente só para 2010 pelos organizadores do Barômetro Cisco de Banda Larga. “Na primeira edição do estudo, em 2006, definimos como meta atingir 10 milhões de assinantes em 2010”, afirmou Pedro Ripper, presidente da Cisco do Brasil, fabricante de equipamentos de comunicação de dados que encomendou a pesquisa. “Muitos consideraram a meta ambiciosa demais.? Como a meta já foi alcançada, a nova previsão para 2010 é de 15 milhões. Para este ano, a expectativa do executivo é que o total de assinantes de banda larga no Brasil fique próximo de 12 milhões.

O desempenho do mercado de banda larga móvel foi muito diferente entre o primeiro e o segundo trimestres deste ano. No primeiro trimestre, as operadoras tinham acabado de lançar o serviço 3G e colocaram no mercado promoções agressivas, que chegavam a oferecer o serviço por uma mensalidade de R$ 20, sem a necessidade de provedor de acesso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Vendas devem alcançar R$8,5 bi


Com apenas 13 anos de existência, o varejo eletrônico deve alcançar faturamento digno de empresas do mundo real: R$8,5 bilhões, um aumento de 35% em relação a 2007. A estimativa é da empresa de informações de comércio eletrônico E-bit, ligada à Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, principal entidade multissetorial da economia digital na América Latina. 

O resultado histórico é fruto da mudança de hábito do consumidor, que aumentou seu gasto médio, mesmo com a queda de 12% nos preços dos produtos vendidos pela internet, gerada pela desvalorização do dólar. Amanhã, o E-bit, que acompanha semestralmente o setor, divulgará o balanço da primeira metade do ano. Estudo da E-bit mostra que a média de gasto individual dos consumidores do varejo virtual foi de R$324 no primeiro semestre. Em igual período de 2007 era de R$298.

 

“O aumento do gasto médio do consumidor na internet ocorre porque eles passaram a comprar produtos de maior valor, não se limitando aos CDs, livros ou DVDs”, afirma o diretor geral da E-bit, Pedro Guasti. Com esse cenário, duas gigantes do varejo, Casas Bahia e Wal-Mart confirmam planos de criar portal de vendas ainda este ano. Segundo Guasti, 11,5 milhões de consumidores compraram pelo menos um item na internet até junho.