Pólo Têxtil do Agreste registra crescimento

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Além de Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe, mais oito cidades ganham destaque

Engana-se quem pensa que o polo têxtil do Agreste se resume a Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe. Com o crescimento econômico desses municípios através da multiplicação das empresas familiares, outras oito cidades da região aderiram à moda e têm hoje o setor têxtil como uma saída para a geração de empregos. Apesar da maioria da produção continuar sendo das três pioneiras, a inclusão dos novos municípios fortalece mais o segundo maior polo têxtil do País, que só perde para São Paulo.

Nas novas cidades do polo (Taquaritinga do Norte, Brejo da Madre de Deus, Surubim, Agrestina, Cupira, Vertentes, Belo Jardim, Riacho das Almas) o empreendedorismo familiar continua sendo a marca do desenvolvimento industrial do Agreste. “O trabalho produzido nesses municípios vem somar aos centros comerciais para fornecer novos produtos para os compradores da região. Essas cidades começam a formar um polo prestador de serviços, através do surgimento de facções que produzem uma diversificação do nicho de produtos”, destacou o consultor do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Laudemiro Ferreira.

Em Belo Jardim, por exemplo, existem atualmente 175 empresas familiares, totalizando aproximadamente 900 empregos diretos. “A maioria dessas empresas são informais, mas geram muitos empregos. É fundamental o desenvolvimento da indústria local porque é a partir dela que se começa a jogar dinheiro no comércio”, destacou Antonio Cavalcante, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Jardim. O dono da Refúgio Moda Alternativa, Luciano Araújo, destaca a diversidade de produtos oferecidos pela rede local. “Produzimos confecção, calçado, produtos em couro, bolsas, material esportivo, jeans e temos uma empresa pioneira trabalhando com lingerie.”

Cada município tem a sua singularidade, sempre girando em torno das grandes cidades do polo. Em Cupira, destaca-se a moda infantil, com mais de 200 empresas. Riacho das almas e Vertentes estão bem caracterizada por lavanderias e jeans. Taquaritinga do Norte e Brejo da Madre de Deus, pela proximidade com Santa Cruz do Capibaribe, têm um perfil similar de prestação de serviços a esta cidade.

Para contribuir com a profissionalização desses municípios e das cidades maiores do polo, o Sebrae Caruaru trabalha com três projetos de apoio às antigas e novas empresas. “Temos três programas em funcionamento para as empresas desses municípios: o de melhoramento da imagem, de competitividade e um programa de consciência limpa, para as lavanderias”, destacou Mário Cesar, gestor de projetos de confecção do Sebrae Caruaru.

Oportunidades

A região do Agreste responde por 15% da produção de vestuário em número de peças, em todo o País. Como a indústria têxtil é uma das que gera mais empregos, em Pernambuco 160 mil pessoas vivem de negócios do setor. A região do Agreste é responsável por metade desse quadro, com 80 mil pessoas trabalhando. “Essa é a cadeia que gera mais empregos por real investido. Por isso, a China investiu há 30 anos nessa indústria. Com mais interesse governamental, em um estalar de dedos, milhares de outras pessoas também serão empregadas”, afirmou Oscar Rache, do Sinditextil.

Abertura de Mercado

A expectativa de Oscar Rache, presidente da Sinditextil, e de Fredi Maia, presidente da Sindivest, é de um aumento de consumo de vestuário nacional a partir de abril. A avaliação deles se deve à tendência de redução das importações ocasionada pela crise internacional. “A crise é algo muito ruim, mas é também uma grande oportunidade”, destacou o presidente da Sinditextil.

Como está se completando seis meses de crise, período necessário para chegada das encomendas do exterior, as importações devem reduzir em até 30%. “O maior problema para os produtores nacionais era a importação, que chegou a tomar 25% do mercado nacional. Com a crise, esse número cai. A redução da importação trabalha em favor da indústria têxtil do Nordeste”, completou Oscar Rache. Caso seja concretizada essa previsão de redução, irão sobrar 6% para a produção nacional, que resulta em torno de US$ 2,5 bilhões. “Ninguém parou de comer ou vestir com a crise. Se não cair a renda, o mercado cresce certamente”, completou Fredi Maia.

Ao todo, 99% da produção nacional é vendida internamente, apenas 1% vai para exportações. “O Brasil só participa de 0,5% das exportações de vestuário no mundo. O País, o sexto maior produtor têxtil do mundo, ocupa apenas o 307º lugar em comercialização”, disse o presidente da Sinditextil. Os empresários destacam a necessidade de uma política de exportação mais agressiva. Com a crise, o número de exportações também está caindo.

Já existe um fórum informal entre os empresários da cadeia têxtil do Estado que trabalham para um desenvolvimento ainda maior desse polo no Estado. “Estamos propondo uma estrutura de acompanhamento da nossa cadeia para transformar Pernambuco no melhor lugar para se ter uma indústria têxtil no Brasil”, afirmou Oscar Rache.

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7 comentários sobre “Pólo Têxtil do Agreste registra crescimento

  1. Emmanuel Cansanção. disse:

    Sou artista Plástico,e trabalho como programador visual, gostaria muito de poder trabalhar na área textil,moro em Recife,mas trocaria a vida aqui por qualquer uma dessas cidades relacionadas no blog.
    Moda é uma área que muito me atrai e gostaria de saber se possível como enviar meu portifolio para essas empresas.
    Agradeço a atenção

    Emmanuel Cansanção.

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    • Prezado Emmanuel,

      Em PE, o Pólo Têxtil do Agreste registra crescimento. Além de Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe, mais oito cidades ganham destaque.

      Sugerimos que você envie seu portifólio para as associações do setor, tais como Sinditêxtil, etc.

      Estamos à disposição.

      Atenciosamente,

      ————————————————————————————
      Flammarion Cysneiros | Consultor
      Gestão do Conhecimento, Tecnologia
      Empreendedorismo e Inovação

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  2. PARENTE disse:

    QUEREMOS DIVULGAR NOSSAS MÁQUINAS QUE MUITO IRÁ OFERECER SUA CONTRIBUÍÇÃO SOCIO-ECONOMICA PARA AS EMPRESAS DA REGIÃO DO AGRESTE PERNAMBUCANO .
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  3. kauan campos disse:

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