Como ganhar dinheiro com o Twitter?


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Evan Willians e Biz Stone explicam planos pagos por perfis autenticados e se comprometem a não vender o serviço nos próximos 5 anos.

Os fundadores do Twitter, Evan Willians e Biz Stone, detalharam durante a abertura do evento D7: All Things Digital, na noite desta terça-feira (26/05), os possíveis modelos de negócios que o serviço de microblog pode adotar. “Nós precisamos construir um negócio monetizável”, admite Willians.

A possibilidade apresentada pela dupla com maior entusiasmo foi o pagamento de taxas por empresas para que o Twitter certifique e indique a conta oficial da empresa para novos  usuários.

“As pessoas gostam do Dunkin Donuts. Uma coisa que podemos contar aos novos usuários é que a conta do Dunkin Donuts no Twitter é realmente do Dunkin Donuts”, afirmou Willians, citando a rede de alimentação como exemplo.

O evento, organizado pelos jornalistas Kara Swisher e Walt Mossberg, do jornal The Wall Street Journal, já realizou entrevistas com o fundador da Amazon.com, Jeff Bezos, o fundador da Dell, Michael Dell e o fundador da News. Corp, Rupert Murodch, além de reunir Steve Jobs e Bill Gates no mesmo palco em 2007.

Questionados sobre o possível uso de publicidade no serviço, os fundadores afirmaram que a inclusão de anúncios no serviço é “a coisa menos provável que faremos” como modelo de negócios.

A dupla, porém, não se compromete com um prazo para que o Twitter comece a render dinheiro. “Haverá um momento em que habilitaremos algo”, disse Wilians.

A venda do serviço de microblog também está descartada. Pelo menos nos próximos cinco anos, Willians e Stone se comprometeram em continuar à frente do serviço.

Investimento das companhias em TI prossegue firme, revela pesquisa


investimento TI

Levantamento da FGV/SP mostra que orçamento para o setor dobrou em dez anos.

A cada três segundos, um computador foi comprado no país ao longo do ano passado. O consumidor final, motivado pelas promoções do varejo e pelo crédito fácil, foi quem mais teve peso nessa conta. Mas o setor empresarial também não fez por menos. As companhias brasileiras nunca investiram tanto em tecnologia da informação (TI) como nos dias atuais, conforme indicam os dados da 20 ªpesquisa sobre Administração de Recursos de Informática, divulgada ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV) de São Paulo.

O estudo realizado entre agosto de 2008 e abril deste ano com 2 mil empresas – lista que inclui 60% das 500 maiores do país – mostra que, no ano passado, 6% do faturamento líquido das companhias foi aplicado em gastos e investimentos com TI. É praticamente o dobro do que as empresas investiam uma década atrás. Há vinte anos, os gastos com tecnologia atingiam apenas 1,3% da receita das empresas.

Segundo Fernando Meirelles, professor da FGV e coordenador da pesquisa, o aumento da fatia de TI dentro dos custos das empresas deve-se a uma série de fatores, entre eles a crescente migração das transações comerciais para o meio eletrônico e a padronização de operações entre as empresas.

“Nos últimos 20 anos, os gastos com tecnologia no país cresceram a uma média anual de 8%”, comenta Meirelles. “Hoje, o setor de TI representa 7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.” No ano passado, a produção nacional de riquezas somou R$ 2,9 trilhões, de acordo com o IBGE.

“Esses números são reflexos da crescente maturidade das empresas na área de tecnologia“, diz Alberto Luiz Albertin, professor da FGV que apresentou os dados de outra pesquisa, batizada de Comércio Eletrônico no Mercado Brasileiro e realizada com 434 empresas. Os resultados mostram que, atualmente, 58% de todas as transações comerciais das empresas do país já são efetivadas pelo meio digital.

Na arena do software, a Microsoft continua à frente de boa parte dos sistemas usados pelas empresas. Nos servidores, computadores de grande porte usados para gerenciar a rede, a presença do sistema operacional Windows atinge 66%, fatia que se mantém praticamente inalterada nos últimos seis anos. Nesse mesmo período, o sistema de código aberto Linux ganhou espaço e hoje é realidade em 20% dos servidores das empresas, mas essa participação deve-se, principalmente, a um crescimento sobre a base de usuários de sistemas da companhia americana Novell, diz Meirelles. “Na realidade, não vemos um crescimento do Linux sobre o Windows.”

A Microsoft também segue na dianteira quando se trata de navegador de internet e sistemas para escritório. O pacote Office é usado hoje por 92% das empresas, percentual que também de mantém inalterado nos últimos seis anos. Já o Internet Explorer é a porta de entrada para a web em 91% das empresas. Os navegadores Mozilla e Firefox, surgidos em meados de 2003, somam atualmente uma fatia de 6%, participação roubada do Netscape, que praticamente desapareceu do mercado.

Quando o tema é sistema de gestão empresarial, a liderança segue nas mãos da brasileira Totvs, que detém 39% do mercado. A segunda colocada no ranking é a alemã SAP, que nos últimos anos segue com uma fatia de 23% desse mercado.

Com a força de compra do varejo e das empresas, o Brasil conta hoje com um parque tecnológico de 60 milhões de computadores em uso, dos quais 12,2 milhões foram comprados no ano passado. Essa base instalada equivale a praticamente um computador para cada 3 habitantes. O cenário é melhor que a média mundial. Hoje, há 1,7 bilhão de PCs em uso em todo o mundo, o que significa um PC disponível para cada quatro pessoas no globo. Nos Estados Unidos, porém, o volume de máquinas já atinge praticamente 100% da população.

Segundo Meirelles, o mercado nacional de PCs caminha para o que já aconteceu com a telefonia no país. “Somados os mais de 150 milhões de celulares em uso e mais de 40 milhões de linhas fixas ativas no país, já há um telefone disponível para cada habitante”, diz ele. “Até 2012, chegaremos a uma base de 100 milhões de computadores no país, o que equivale a um PC para cada dois habitantes.”

IEL pernambucano seleciona profissionais para Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio


PEIEX

são oito vagas para trabalhar 220 horas por semana e os salários variam de R$ 2.005,19 a R$ 2.788,55

Da Redação

O Instituto Euvaldo Lodi de Pernambuco (IEL/PE) está selecionando profissionais para atuar no Projeto de Extensão Industrial Exportadora (Peiex), realizado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio. Em Pernambuco o programa, que estimula o potencial exportador de micro e pequenos negócios, atenderá 195 empresas de Tecnologia da Informação. As inscrições iniciaram na última terça-feira (26/5) e vão até 31 de maio.

São oito vagas para trabalhar 220 horas por semana e os salários variam de R$ 2.005,19 a R$ 2.788,55. Todos os postos exigem formação superior completa, em Economia, Ciências Contábeis, Administração, Comércio Exterior, Engenharias e Ciências da Computação. Os candidatos devem residir em Recife ou na Região Metropolitana.

Serviço

Mais informações pelo telefone (81) 3334-7019. Os interessados devem preencher um formulário no site www.ielpe.org.br

Empresário tem inovação como prioridade permanente


IVIA

Com sede em Fortaleza, a Ivia se destacou e conquistou mercado no Brasil e no exterior.

Colocar a inovação como objetivo a ser perseguido constantemente. Com essa postura, a empresa cearense Ivia, especializada em Tecnologia da Informação (TI), cresceu e conquistou mercado no Brasil e no exterior. Márcio Braga, um dos sócios do empreendimento, é um dos destaques do Faça Diferente, série de 120 programas produzidos pelo Sebrae sobre o tema inovação, em parceria com a Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed). A história de sucesso da sua empresa vai ao ar hoje (27).

A Ivia tem sede em Fortaleza e surgiu há 13 anos pelas mãos dos sócios Márcio Braga, Alexandre Menezes e Edgy Paiva. A companhia trabalha com a fabricação de softwares, prestação de serviços, consultoria e oferece capacitações atendendo às especificidades dos clientes.

Recentemente a empresa, que já ganhou vários prêmios, assinou o redesenho da identidade visual dos portais dos governos do Ceará e do Rio Grande do Norte. Com um quadro de 250 funcionários, mantém escritórios na capital do Ceará, em Recife, Natal e em Lisboa.

A empresa comercializa seus serviços e produtos para o Brasil inteiro e para Portugal, Estados Unidos e Reino Unido. “Ao vendermos para outros países aprendemos muito, pois melhoramos nosso trabalho e tiramos certificações. Os clientes lá fora são bastante exigentes. É desafiador”, afirma.

Márcio Braga credita resultados tão positivos à incessante busca por inovar. Dentro da empresa cearense existe uma área específica para tratar do assunto. Márcio dá a dica: “Os órgãos de governo oferecem incentivos substanciais para que as empresas inovem. Se bem aplicados, esses recursos podem transformar a empresa e ajudar no desenvolvimento de produtos e processos. Estamos sempre ligados nesses editais”.

O empresário de TI acredita que inovar significa uma questão de sobrevivência. Para ele isso traz diferencial. “Se não inovamos, nosso produto vira mais um na prateleira. Outras empresas vêm e tomam nosso espaço”, diz.

Márcio também revela não estar assustado com a crise econômica que afeta os mercados do mundo inteiro. “É fato que existe uma crise, mas também há oportunidades novas surgindo constantemente. Inovar ajuda a vencer crises. Sem inovação, mesmo que o mercado esteja tranqüilo, a crise acaba batendo na sua porta”, alerta.

Inscrição do Micro Empreendedor Individual (MEI) será via internet


Micro Empreendedor Individual - MEI

Criado pela Lei Complementar 128/08, facilitará a formalização de pequenos negócios.

A inscrição para aderir ao Empreendedor Individual será feita pela internet e a formalização desse empreendedor deverá levar, no máximo, 30 minutos. Foi o que adiantou o ministro da Previdência Social, José Pimentel, após participar de audiência pública que tratou do assunto na tarde de ontem, 26 de maio, na Câmara dos Deputados.

O Microempreendedor Individual, agora conhecido como Empreendedor Individual, entra em vigor no dia 1º de julho. Criado pela Lei Complementar 128/08, facilita a formalização de empreendedores como vendedores de pipoca, costureiras e artesãos. Podem aderir empreendedores individuais, ou seja, sem sócio, com receita bruta anual de até R$ 36 mil.

O ministro Pimentel informou que está sendo criado um sistema simplificado de formalização desses empreendedores por meio da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim). Essa rede integra processos de diversos órgãos e torna mais ágil a abertura de empresas.

De acordo com o ministro, a meta é, em um ano, formalizar 10% dos 10,3 milhões de empreendedores informais do País. A intenção é mostrar a esses empreendedores que “vale à pena ser legal”, reforçou. “A formalização possibilita que esses empreendimentos cresçam e tenham acesso a benefícios como acesso ao crédito”, destacou.

Mobilização
De acordo com a lei, escritórios de serviços contábeis integrantes do Simples Nacional farão a inscrição desses empreendedores. O Sebrae também dará orientação e prestará atendimento. A Instituição prepara ampla mobilização com esse objetivo.

“Vamos criar todos os instrumentos para chegar a esses empreendedores”, disse o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto. Entre as medidas estão a disseminação de informações para agentes públicos, como prefeitos e secretários municipais, e a orientação dos empresários, incluindo a elaboração de cartilhas diferenciadas por atividade econômica.

O presidente do Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae, senador Adelmir Santana, destacou a importância do envolvimento das prefeituras, a quem cabe a liberação do alvará para funcionamento das atividades econômicas. “É preciso o envolvimento não só dos estados, mas também dos municípios nessa reforma tributária e na simplificação de processo para os pequenos negócios”, defendeu.

Para o presidente da Frente Parlamentar Mista das Micro e Pequenas Empresas no Congresso Nacional, deputado Cláudio Vignatti, o sucesso do Empreendedor Individual também depende do envolvimento da sociedade civil organizada. Para ele, essa articulação precisa ser feita pelos agentes públicos.

Na avaliação do presidente da Confederação Nacional das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Comicro), José Tarcísio da Silva, o maior benefício vislumbrado pelo público do Empreendedor Individual é o acesso à cobertura previdenciária. Ele acredita que no prazo de três a quatro anos possa ser alcançada a formalização da maioria dos atuais informais, mas isso dependerá da disposição dos órgãos envolvidos e da eficácia da informação passada a esses empreendedores.

A audiência pública na Câmara dos Deputados foi promovida pelas comissões de Finanças e Tributação, de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio e a de Seguridade Social e Família. Entre os participantes também estava o secretário-executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional, Silas Santiago, e o secretário de Trabalho do Governo de São Paulo, Guilherme Afif Domingos.

Workshop SI: Enfrentando a Crise com Inovação


Crise com inovação

Estão abertas as inscrições para o XIII Workshop FIR de Sistemas de Informação.

Em todo momento de crise e/ou mudança existem oportunidades que poderão ser aproveitadas caso estejamos prontos para inovar. O tema do workshop este semestre é: “Enfrentando a Crise com Inovação“.  Neste evento estamos inovando com a promoção de fóruns, palestras e mini-cursos de importância para o momento atual.

Cases de sucesso como os do Projeto Amadeus (www.amadeus.cin.ufpe.br) e da empresa Neurotech (www.neurotech.com.br) serão discutidos, bem como teremos palestras e mini-cursos em áreas como: Markerting de Busca, Cloud Computing, SCRUM, Comunidade Amadeus, WordPress, C#, Ubuntu, Windows Server, entre outros.

Este evento também consolida parcerias entre as Células Acadêmicas FIR (http://celulasfir.wordpress.com) e empresas/institutos para formação continuada de profissionais. Estamos inaugurando, por exemplo, uma parceria com o projeto Amadeus para formação de commiters para a comunidade Open Source Amadeus (www.amadeus.cin.ufpe.br).

O evento é aberto para toda comunidade. As vagas dos mini-cursos são limitadas, façam já as inscrições pelo site.

Segue folder com programação.
programacao_workshop_FIR_SI
Participem !
Comissão Organizadora
XIII Workshop de SI
http://workshopfirsi.wordpress.com

Prêmio Técnico Empreendedor 2009 – Inscrições


Prêmio Técnico Empreendedor 2009

O empreendedorismo entre os jovens tem sido cada vez mais estimulado.Prova disso é o lançamento do Prêmio Técnico Empreendedor 2009, que irá premiar alunos dos cursos técnicos e tecnológicos das Instituições Públicas de Educação Profissional e Tecnológica.

Com o objetivo de estimular, reconhecer, premiar e divulgar as atividades de empreendedorismo e cooperativismo o Prêmio terá as categorias técnico e tecnólogo e traz como temas: a inclusão social, o cooperativismo e ainda dá ao estudante a possibilidade de trabalhar livremente com o tema desde que este esteja voltado para projetos que abordem o desenvolvimento sócio econômico local.

A data limite para as inscrições encerra-se no dia 07 de julho de 2009, devendo estas serem realizadas no Sebrae local mais próximo.

Serão premiados três projetos em cada categoria, que receberão além de certificado e respectivo troféu, prêmios nos valores de:
1º colocado –  R$ 8.000,00
2º colocado –  R$ 6.000,00
3º colocado –  R$ 4.000,00

Essas práticas empreendedoras e cooperativistas se caracterizam como soluções técnicas e tecnológicas com possibilidade de se transformar em “negócio” executável pelos alunos, apresentadas em um Projeto, sob a orientação de um professor e que comprovadamente contribuam com o processo de desenvolvimento sócio-econômico de suas comunidades.

O prêmio é uma iniciativa conjunta do Ministério da Educação – MEC, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE e do Banco do Brasil.

O edital  do prêmio pode ser acessado através da página eletrônica do Ministério da Educação.

:: Acesse o Edital e seus anexos:
http://www.sebrae.com.br/momento/quero-abrir-um-negocio/acesse/edital_premiotec2009.doc

Programa de Incubação de Empresas SEBRAE


Programa de Incubação de Empresas SEBRAE

A princípio, serão selecionadas dez empresas das áreas de comércio, indústria e serviços.

Os empresários que possuem um projeto, mas não têm meios para colocá-lo em prática, poderão participar do processo de incubação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) Mata Sul. O edital para inscrição das empresas será divulgado amanhã, durante o lançamento do Programa de Incubação de Empresas.

A princípio, serão selecionadas dez empresas das áreas de comércio, indústria e serviços. “A escolha será por meio de uma banca de avaliação. Um grupo de profissionais avaliará se o plano de ação da empresa corresponde aos pré-requisitos previstos no edital”, afirmou o gerente da unidade de negócios do Sebrae Mata Sul, Gustavo Aguiar.

Com a incubação, o Sebrae oferecerá estrutura e capacitação para que novos empreendedores lancem projetos. Segundo Aguiar, por meio da incubação, as empresas poderão melhor desenvolver os projetos. “Estando incubada, a empresa poderá se desenvolver de maneira mais sustentável, já que terão suporte técnico”, destacou.

De acordo com Aguiar, o primeiro passo para participar do programa é elaborar um plano de negócio. “Uma boa ideia muitas vezes pode não ser viável. O instrumento que reduzirá os riscos de a ideia não funcionar é o plano de negócios”. No lançamento do edital, o coordenador da Rede de Parques e Incubadoras de Empresas de Pernambuco (Incubatec), Maurício Schnecko, realizará a palestra “Empreendedorismo e Incubação de Empresas”.

Entidade Tecnológica Setorial é exemplo de apoio à inovação


IBTeC calçados

Saiba como o Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC), integrante da RETS, contribui para o desenvolvimento tecnológico das empresas do setor.

O Brasil se firmou no mercado internacional coureiro-calçadista como um dos maiores exportadores de calçados do mundo. Mesmo com a crise financeira internacional, o cenário para o setor é positivo, graças ao mercado interno, que se mantém aquecido, e ao câmbio favorável às exportações. Para se ter uma ideia, só em 2008, as exportações do setor atingiram US$1,08 bilhão, um aumento de 13,16% em comparação ao valor acumulado no ano de 2007. Mas a evolução do setor não aconteceu da noite para o dia. Desde a década de 1970, a indústria coureiro-calçadista do País tem o apoio do Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC), que faz parte da Rede de Entidades Tecnológicas Setoriais (RETS).

“O IBTeC faz parte da história do setor e, apesar de todas as dificuldades, hoje o Brasil é o maior produtor e exportador de calçados do Ocidente. O instituto promove a competitividade das empresas associadas e do setor como um todo através da inovação de produtos, processos e serviços”, afirma Sérgio Knorr Velho, gestor do Comitê Brasileiro de Couro, Calçados e Artefatos de Couro da Associação Brasileira de Normas Técnicas (CB-11/ABNT) e ex-vice-presidente de Inovação Tecnológica do IBTeC.

O instituto, que tem sede em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, surgiu em 1972 para suprir a necessidade de qualificação dos produtos nacionais para exportação, e desde então é peça fundamental no desenvolvimento do setor. “Diversos fabricantes brasileiros utilizam os laboratórios e as tecnologias geradas pelo IBTeC para medir o desempenho de seus produtos, sejam calçados ou componentes, durante seu desenvolvimento ou na fase de produção”, explica Knorr.

IBTeC

Atuação do IBTeC

A abrangência da ação do IBTeC é possível graças à divisão do instituto em diversas áreas, que atuam em cada etapa da cadeia coureiro-calçadista, do desenvolvimento do produto à sua comercialização. Além dos serviços técnicos, como testes laboratoriais de qualidade e de biomecânica, e do apoio ao desenvolvimento de produtos, o instituto organiza eventos setoriais e produz publicações como a Revista Tecnicouro e a Cartilha do Calçado.

O instituto possui um Núcleo de Controle da Qualidade, que abriga os laboratórios Físico-Mecânico e de Substâncias Restritivas; e o Núcleo de Relacionamento do Mercado, que publica a Revista Tecnicouro, organiza feiras, congressos e eventos – como o Projeto Passo-a-Passo e as Jornadas Técnicas – e fornece treinamento através da Cartilha do Calçado e dos Projetos Especiais e uma consultoria industrial.

Faz parte também do instituto o Centro Brasileiro de Engenharia do Calçado (Cebec), que abriga os laboratórios de biomecânica do calçado, pesquisa e desenvolvimento (P&D) e design. “Além disso, o IBTeC tem diversos acordos de cooperação e parcerias com universidades e institutos de pesquisa nacionais e internacionais – como por exemplo o  Satra Technology Center, da Inglaterra – e certificações do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e da Rede Metrológica do Rio Grande do Sul. Essa cooperação é necessária para a troca de informações e para a realização de projetos e pesquisas em conjunto”, ressalta Knorr.

Atendimento ao setor produtivo

Uma das empresas que utiliza os serviços do IBTeC é a Kidy, fabricante de calçados infantis de Birigüi, no interior de São Paulo. Toda a linha de produtos, voltada para crianças de 0 a 12 anos, é testada e certificada pelo instituto, que verifica a adequação a padrões de saúde e conforto. “Todos os nossos produtos são desenvolvidos em parceria com o IBTeC. Um dos projetos de maior sucesso que tivemos com essa parceria foi o Stick, um tênis que aumenta de tamanho e acompanha o crescimento do pé infantil”, explica Pollyana Adonis, supervisora de marketing da empresa.

A empresa, que possui um departamento interno de pesquisa e investe 10% de seu faturamento no desenvolvimento de novas tecnologias, tem como lema a inovação constante em seus produtos. “Oferecer qualidade e conforto é uma obrigação, por isso nos empenhamos em inovar para atingir este objetivo”, afirma Pollyana.

A parceria com o IBTeC é um dos motivos do sucesso da Kidy e do setor calçadista brasileiro como um todo, acredita Pollyana. “A atuação do instituto é muito importante, porque incentiva a criação de produtos cada vez mais confortáveis e seguros para os pequenos pés em formação. A troca de experiências com o IBTeC e o auxilio no desenvolvimento de produtos contribui muito para o crescimento e para a profissionalização do setor no País”.

“Em um primeiro momento, o IBTeC atua garantindo a qualidade dos produtos exportados pelo Brasil, qualidade que é reconhecida em todo o mundo, pois exportamos calçados para vários países em todos os continentes, inclusive para a China. O instituto também trabalha na quantificação do conforto – somos o único país a possuir normas técnicas de conforto em calçados. Um terceiro momento está vindo com força, que é o de qualificação, quantificação e minimização de substâncias restritivas e poluidoras persistentes nos produtos, o que permite atestar uma produção ecologicamente correta, que não causa danos à saúde dos usuários”, explica Sérgio Knorr.

A preocupação de fabricar produtos menos poluentes já chegou à Kidy. “Já adotamos práticas de reciclagem na produção. Um exemplo é a TR (borracha termoplástica de estireno/butadieno), que é utilizada na sola e tem todas as sobras recicladas e aplicadas em novos solados. Além disso, trabalharmos o lado ecológico, utilizando uma cola à base de água em nossos produtos”, detalha Pollyana.

Micro e pequenas empresas

O atendimento às demandas de micro e pequenas empresas, que são maioria no setor coureiro-calçadista, é uma das maiores preocupações do IBTeC. “O setor é fortemente baseado em MPEs, mas o instituto atende a todos os tipos e tamanhos de empresas”, afirma Sérgio Knorr. “O IBTeC possui um vasto leque de serviços, que vai desde a Cartilha do Calçado, que fornece suporte aos lojistas a venderem com mais qualidade o produto, até a assessoria técnica de incremento de produtividade de uma micro empresa”.

Segundo Knorr, as principais demandas das MPEs são o auxílio à realização de ensaios técnicos e a disponibilização de consultorias especializadas em certificação de conforto do calçados. “A aprovação de projetos junto à Finep (Financiadora de Projetos e Estudos) depende da certificação”, explica.

RETS

Apesar de ser um dos setores mais bem-sucedidos da economia brasileira, a indústria coureiro-calçadista ainda tem pouco apoio do governo federal. “Podemos melhorar muito se tivermos eqüidade de competição com os países asiáticos e maior apoio do Governo para inovar. A inovação tecnológica é a sustentação da empresa no mercado e isso já foi entendido pelos empresários”, acredita Sérgio Knorr.

Para reivindicar ações do Governo, Knorr confia na ação centralizadora da Rede de Entidades Tecnológicas Setoriais. “O instituto participa da RETS e acredita em seu papel articulador, pois juntas nossas vozes ficam mais fortes. Apesar de gerar centenas de milhares de empregos, o setor coureiro-calçadista tem baixa inserção tecnológica e pouco suporte governamental para evoluir. Para que o setor melhore, temos que nos articular”, defende.

A falta de suporte do governo federal não desanima Knorr, que acredita na capacidade do IBTeC de suprir as demandas do setor. “Repito sempre as palavras de um ex-presidente do instituto: o IBTeC é a NASA (agência espacial americana) do couro, calçados e artefatos brasileiro”, conclui.

(Fonte: Juliana Alvim para Protec Notícias)

Instituto Venturus cria Núcleo de Inovação Tecnológica


AlexandrePavilanis Venturus

Área vai gerir política de inovação do instituto e será responsável pelo desenvolvimento tecnológico, gestão da propriedade intelectual e das empresas de base tecnológica nascentes.

Com o objetivo de gerir sua política de inovação, o Venturus (Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Tecnológica) criou o seu Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT). A área será responsável pelo desenvolvimento tecnológico, gestão da propriedade intelectual, gestão de oportunidades e gestão das empresas de base tecnológica nascentes do instituto. Entre os diversos caminhos para a inovação, o resultado tecnológico de um projeto poderá induzir à criação de empresas de base tecnológica dentro do Venturus.

O NIT é recente no Venturus, mas já está em plena atividade. “No final do ano passado, participamos do edital específico de estruturação e de ampliação de NITs e nos associamos ao Fórum Nacional de Gestores de Inovação e de Transferência de Tecnologia e à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp),” conta Alexandre Pavilanis, gerente de desenvolvimento organizacional e inovação do Venturus.

venturusO Venturus realiza reuniões semanais entre os integrantes do NIT para acompanhar todas as atividades da equipe e analisar de forma sistêmica os aspectos legais e as propostas de projetos que podem ser direcionadas a fundos governamentais, desenvolvimento interno ou parcerias com clientes.

O núcleo também é responsável por trazer informações sobre as necessidades do mercado e buscar parcerias para o desenvolvimento de projetos. “O NIT é uma excelente ferramenta para potencializarmos nossas competências e expandirmos nossa atuação”, afirma Guilherme Neves, gerente de desenvolvimento de negócios do Venturus.

Para atender às solicitações do mercado e, ainda, prospectar novas oportunidades junto a outras instituições científicas e tecnológicas, o NIT do Venturus conta com a área de tecnologia. “Prospectar tendências, elaborar roadmaps e construir cenários tecnológicos são algumas das atividades desenvolvidas pela área de tecnologia”, conta Carlos Eduardo Pagani, analista de desenvolvimento do instituto. “Tivemos contato com outros NITs, como o Inova da Unicamp, da Unesp e do CTI (Centro de Tecnologia da Informação), instituto de pesquisa do MCT,” completa.

Para resguardar juridicamente toda a inovação gerada pelo Venturus, o NIT conta também com a área de propriedade intelectual. José Santaniello, analista administrativo de projetos do Venturus, é responsável por analisar os projetos com relação aos registros oficiais. “Além de outras atividades, identificamos características que justifiquem algum tipo de registro junto à Biblioteca Nacional e/ou ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI)”, explica Santaniello.