Inovação no Design 2.0 das Logos – Case Google


Logos Google

O Google reinventa a cada dia sua logomarca, e frequentemente nos deparamos com as diversas formas de se escrever Google.

Esta técnica criativa é uma nova tendência da velocidade da “Era da Informação 2.0”.

Há décadas atrás as logomarcas se reinventavam em cada 10 anos.   Exemplo disto temos a evolução da logomarca da TV Globo.

Mas o Google tem imprimido um novo ritmo a esta evolução, o que tem levado as empresas re-inventar o Design das Logos.

E você quando vai re-inventar a sua?

Veja mais logos do Google!

Internet2 via satélite


internet2 via satélite

O desenvolvimento mundial das redes de alto desempenho

Observa-se no cenário mundial uma crescente aproximação de grupos de pesquisa, empresas, operadoras de serviços de  telecomunicações e fabricantes de equipamentos de telecomunicações e de informática. Esses grupos buscam definir
uma arquitetura padronizada, baseada em tecnologias de sistemas computacionais distribuídos, que permita a introdução rápida e flexível de novos serviços sobre a infra-estrutura de telecomunicações, incluindo facilidades para o gerenciamento integrado tanto dos serviços como da própria infra-estrutura de redes.

Como resultado desses movimentos prevê-se que no futuro próximo os serviços de telecomunicações deverão assegurar Qualidade de Serviço (QoS) baseada em Contratos de Níveis de Serviço. Tanto a confiabilidade quanto a disponibilidade de tais serviços, oferecidos sobre uma infra-estrutura comum de redes de banda larga, deverão ser suficientemente altas para garantir o nível de desempenho estabelecido nos diversos níveis de serviço contratados.

A comunidade acadêmica mundial, percebendo a necessidade de retomar a liderança das pesquisas tecnológicas na área, vem desenvolvendo tecnologias de última geração, com ênfase nas aplicações avançadas com características interativas
e uso de tecnologias multimídia e de tempo real .

Os projetos Internet 2, nos Estados Unidos, e TEN-34, na Europa, são exemplos  dessa iniciativa do meio acadêmico. Inicialmente restritos a este setor, esses projetos vêm sendo apoiados e subsidiados por empresas e governos em diversos países. A formação destes consórcios visa o desenvolvimento de ferramentas e aplicações para redes eletrônicas de alto desempenho. O objetivo final dessas iniciativas não é somente o desenvolvimento de pesquisas exclusivamente voltadas para a área acadêmica, mas também a transferência, ao setor comercial, das tecnologias desenvolvidas e testadas ao longo da execução dos projetos.

Google inova mais uma vez e cria algoritmo para contratação de profissionais.


Google Comemorative Logos

A Google sempre foi uma empresa inovadora. Dessa vez a empresa esta modificando seus métodos de contratação de profissionais.

“Conforme crescemos, achamos cada vez mais difícil encontrar profissionais suficientes para preencher nossas vagas”. Comenta Laszlo Bock ao jornal New York Times. “Com os métodos tradicionais estamos deixando escapar alguns dos melhores candidatos.”

Dessa forma, os engenheiros da empresa desenvolveram um algoritmo que analisa as respostas do candidato utilizando diversas fórmulas, criadas pelos matemáticos da Google, e calcula o resultado – de zero a 100. Assim, a empresa pode definir, sem erros, se o profissional tem os pré-requisitos necessários para ingressar na sua caótica e competitiva cultura.

Enquanto a Google tenta admitir mais pessoas, mais rápido, a empresa tem que ter a certeza que o candidato esta preparado para viver sua “cultura de liberdade”. Apenas 4% dos funcionários deixam a empresa anualmente, um número bastante reduzido comparado as outras empresas do Vale do Silício – que tem uma média de 9% de demissões no seu quadro de colaboradores anualmente.

Isso ocorre devido aos diversos incentivos que a Google oferece aos seus funcionários. Comida grátis, tempo para trabalhar em projetos pessoais, opções de compra de ações, bônus e outros benefícios.

Por isso não é de se espantar que dentro da cultura googleniana onde a participação humana em uma busca deve ser a mínima possível, seus colaboradores sejam escolhidos roboticamente por um robusto e perfeito software de “head hunting”.

Você pode obter mais informações em: New York Times

Programa Ferramentas de Gestão Avançada


Empresario

O SEBRAE/PE desenvolveu o Programa Ferramentas de Gestão Avançada para fortalecer a gestão das empresas com mais de 2 anos.

Ferramentas de Gestão Avançada é um programa completo para empresas que buscam otmizar resultados e expandir seu negócio de forma sustentável, por meio de uma gestão mais moderna.

É composto por workshops e consultorias personalizadas que apresentam soluções integradas para impulsionar o crescimento, obter resultados diferenciados, alavancar a competitividade e acompanhar, de forma sistemática, indicadores e metas do seu plano empresarial.

Um programa para quem aceita o desafio de crescer.

O programa é composto por 127 horas de consultoria personalizada, além de cursos e encontros empresariais, que totalizem 211 horas.

Programa Ferramentas de Gestão Avançada

Empresas mostram projetos inovadores bem-sucedidos


Inovação MPE

Segundo Ricardo Espinosa,a maioria dos empreendedores das micro e pequenas empresas olha com desconfiança a questão da inovação”, comentou o gerente do Escritório Regional do Sebrae-SP em Araçatuba.

Cerca de 100 empreendedores dos setores de agricultura, indústria e serviços de tecnologia participaram do workshop “Como a pequena empresa pode lucrar com a inovação?”, promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), no auditório do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), em Araçatuba, no último dia 20. O grupo compartilhou iniciativas bem-sucedidas já adotadas.

“A maioria dos empreendedores das micro e pequenas empresas olha com desconfiança a questão da inovação”, comentou o gerente do Escritório Regional do Sebrae-SP em Araçatuba, Ricardo Espinosa Covelo. Segundo ele, os empresários percebem a inovação como algo desnecessário, ou mesmo arriscado, e alegam, muitas vezes, que não têm tempo para pensar em possíveis modificações. No entanto, Covelo afirma que os empreendedores que adotam atitudes inovadoras abrem novas oportunidades.

É o caso de Elizabete Maria Foline Buono, dona de uma fábrica de tênis, Márcia Ranalli, proprietária de um negócio de ovinocultura, e Gustavo Brito Fernandes, proprietário de uma empresa de inovações tecnológicas que, por suas trajetórias inovadoras, foram convidados a compartilhar as suas histórias no evento.

Elizabete contou que, no início, não se preocupava muito em buscar modelos com design próprio para seus produtos. Descobriu, no entanto, que teria mais chances se concorresse no mercado com produtos diferenciados. A partir disso, investiu em novos estilos e, como resultado, ganhou mais espaço entre os consumidores.

Márcia era dona da Fazenda Caramuru, dedicada à plantação de cana e criação de gado. Os ovinos eram quase um hobby. Há dois anos, ela resolveu investir na produção de cordeiros com qualidade. Apoiada na consultoria do Sebrae-SP, melhorou a qualidade do rebanho e adotou uma série de ações que permite o abate mais cedo, e com melhor peso. Atualmente, a ovinocultura tem grande destaque no retorno de seus negócios no agrobusiness.

A empresa GP Painéis, de Gustavo Brito Fernandes, nasceu dentro da incubadora de empresas de Araçatuba. Fernandes começou a produzir painéis eletrônicos para informações dinâmicas luminosas. Sempre atento às perguntas de seus clientes, ele nunca descarta as sugestões, considerando-as com cuidado, para estudar as possibilidades de inovação. Com essa atitude, conseguiu fazer adaptações em produtos que resultaram em retorno para a empresa.

Outro exemplo de inovação é o de Caio César Pimentel Ferraz Jr., que trabalha com o pai na empresa da família, fundada há 50 anos por seu avô, produzindo tubos e outras grandes peças de concreto para obras públicas e de construção civil. Em uma visita rotineira em canteiros de obras de clientes, ele observou um procedimento que era feito nas peças, pelos operários, para facilitar a colocação de quadros de energia elétrica.

“Voltamos para a fábrica, fizemos um novo desenho para os tubos, adaptando novas aberturas de acordo com as necessidades que vimos na obra e tivemos um excelente resultado com o novo produto”, diz. Segundo ele, além de oferecer um produto diferenciado, a imagem institucional da fabricante saiu fortalecida, pois se mostrou atenta às necessidades de seu cliente. Outra vantagem foi a economia de matéria-prima trazida com a inovação, uma vez que as aberturas nas peças de concreto se revertem em custo menor de produção.

O gerente do Sebrae-SP insiste que não existe uma receita pronta para se tornar inovador. “Normalmente busca-se inovação por causa de uma crise, durante a qual ideias surgem para resolver problemas pontuais”, diz, orientando a afastar-se um pouco da rotina da produção, estudar todos os detalhes internos e ficar atento aos concorrentes.

ERP para Micro e Pequenas Empresas


ERP tecnologia

Hoje, os mercados tradicionais de ERP na Europa Ocidental e EUA estão ficando saturados: o centro de gravidade está mudando tanto para o leste como para o mercado intermediário. Sorbie, presidente de uma companhia que se orgulha de ter respostas rápidas para os novos mercados, diz que seus clientes deverão agora vir mais dos setores de defesa, segurança nacional e energia do que do setor de manufatura. “Não estamos prevendo crescimento nos EUA e na Europa Ocidental para os sistemas de ERP voltados para o setor industrial. Essa demanda mudou para o Leste Europeu e a região da Ásia-Pacífico”.

Portanto, para empresas como a SAP e a Oracle, o truque vem sendo reescrever seus sofisticados sistemas para que eles se encaixem nas companhias menores, ao mesmo tempo em que enfrentam outros fornecedores, como Microsoft, IFS, Infor, Epicor e Sage, que veem o mercado intermediário como seu território de caça natural.

“Inside-ERP”, um guia de compras dedicado ao mercado de companhias médias e publicado pela Tippit, observa que os vendedores estão reduzindo a complexidade de seus sistemas. Ele afirma: “Os vendedores estão facilitando o uso das soluções de ERP e simplificando sua implementação, além de reduzir o grau de personalização necessário para que elas se encaixem nas necessidades do cliente, principalmente com a criação de características que suportam certos aspectos dos negócios que são comuns a organizações de médio porte de um determinado setor. Por exemplo, um sistema de ERP desenvolvido para a indústria da moda precisa usar matrizes específicas para roupas, como tamanhos, cores e estilos”.

Os ERPs modernos são formados por um conjunto de módulos centrais, normalmente de inteligência empresarial, gerenciamento de relações com os clientes, administração financeira, gerenciamento de capital humano, operações de produção e gerenciamento da cadeia de fornecimento. São programas, segundo Sorbie, que pegam todas as informações complexas associadas a um projeto e as apresentam de uma maneira que permite a alguém da cúpula administrativa ver rapidamente onde a empresa está, em vez de recorrer a uma infinidade de planilhas.

O guia Inside-ERP sugere que um sistema de produção enxuto, a administração dos processos de negócios, o gerenciamento dos ativos da empresa e a administração das relações com os fornecedores são possibilidades adicionais. A publicação observa que “a queda dos custos dos equipamentos, da tecnologia de infraestrutura e dos programas de ERP colocam uma versão moderna desses outrora pacotes épicos de gerenciamento empresarial ao alcance de qualquer companhia de médio porte”.

E as vantagens são reais. Segundo uma pesquisa realizada pela consultoria Accenture, 76% das empresas consultadas na América do Norte e no Reino Unido disseram que os sistemas de ERP contribuíram para a vantagem competitiva e o valor estratégico de suas organizações.

Inovação para expansão da TI nas Micro e Pequenas Empresas


infraestrutura de tecnologia da informação

Com porte médio, a ITW tinha dificuldades em atualizar o parque constantemente e ocupava os recursos humanos da área de tecnologia com manutenção de máquinas.

Com o acirramento da concorrência no setor de telecomunicações, a terceirização da infraestrutura de tecnologia da informação chega às pequenas e médias empresas. O serviço atraiu a ITW Chemical, subsidiária brasileira do grupo americano ITW Illinois Tool Works, que contratou a solução Ponto Informático da Telefônica para atualizar seu parque de máquinas e, a partir daí, modernizou toda a área de tecnologia e telecomunicações. “A principal mudança que sentimos foi no atendimento. O consultor da operadora veio à empresa, analisou nossas necessidades e trouxe soluções para locação de máquinas”, afirma Wilson Rabelo, diretor administrativo e financeiro da empresa.

Com porte médio, a ITW tinha dificuldades em atualizar o parque constantemente e ocupava os recursos humanos da área de tecnologia com manutenção de máquinas. Também geria a central telefônica com 50 linhas analógicas, contratadas da Telefônica, e a conexão de banda larga. “A atualização significa compra de equipamentos, mobilizando investimentos que muitas vezes são necessários em outras áreas. Com o aluguel, tudo fica mais simples.”

Ele explica que a Telefônica propôs a locação de computadores, que incluíam sistemas básicos (como operacional e antivírus), seguro, manutenção 24 horas e conexão à internet. Entre as vantagens contábeis, a ITW destaca o registro do aluguel como despesa, o que traz ganhos finais na conta do imposto da companhia. “Ao terceirizar, também nos livramos da manutenção, que passou para a operadora”, afirma. Com isso, o departamento de tecnologia pode dedicar-se mais aos sistemas que servem os negócios da ITW, deixando tarefas básicas para a prestadora de serviços. “Temos um contrato de nível de serviço, que prevê multas para a operadora se as máquinas não forem arrumadas no prazo estabelecido”, conta.

Para adquirir o serviço, é necessário firmar um contrato de longo prazo com a Telefônica, mas as vantagens compensam, de acordo com Rabelo. Para testar, a ITW contratou 20 computadores em curto prazo. Como gostou do atendimento e do serviço, elevou para 50 o número de máquinas. “Apenas os notebooks não são da Telefônica, que somam dez máquinas”, afirma o executivo.

A relação estreita da operadora com o cliente motivou outros projetos. A Telefônica percebeu que, para garantir a qualidade dos serviços que presta à ITW, teria de dar conta da infraestrutura de telecomunicações. Tratou de digitalizar a central com 50 linhas, trazendo novos troncos, e de melhorar conexão à internet, trocando o ponto de cobre (ADSL) por fibra óptica, que permitiu a oferta de um link de 4 Mbps. “Estamos na cidade de Embu e, por aqui, não havia fibra. A Telefônica cabeou a região por conta do nosso projeto.”

A fibra óptica também permitiu a instalação de um PABX digital em sistema de comodato. Ou seja, a ITW não teve de pagar pelo aparelho, que é da Telefônica. “Sem investir de forma imediata, conseguimos recursos como teleconferência, que são ótimos para a companhia. Além disso, nossa conexão à internet melhorou muito.”

Ele lembra que as informações devem ser claras e o contrato muito bem feito para o relacionamento dar certo. “É uma relação de longo prazo e é preciso entender que todos ganham, a empresa e a operadora, que será remunerada com a prestação de serviços.”

Com recursos mais avançados de tecnologia e telecomunicações, a ITW pode comprovar a melhor vantagem da atualização: a redução de custos. Ao avaliar os gastos, percebeu que a conta não sofreu acréscimo, apesar da incorporação de serviços mais modernos. “Com ao dinheiro que sobra da redução conta telefônica e dos custos com manutenção, pagamos o aluguel das máquinas. Com isso, temos um parque atualizado sem sair do orçamento”, confirma o executivo.

Ao término dos contratos, que têm duração entre 25 e 36 meses, a ITW acredita que continuará com a terceirização. “Quando as máquinas não servirem mais para a gente, solicitaremos a troca, de forma simples e rápida”, finaliza o executivo.

Sebrae e IEL firmam parceira para capacitar fornecedores


IEL SEBRAE

Teve início nesta quarta (27), em Brasília, o ‘I Encontro dos Gestores do Programa Sebrae/IEL de Desenvolvimento de Fornecedores’.

Grandes empresas precisam de fornecedores qualificados, ágeis e tão competitivos quanto elas. Excelentes oportunidades de negócios e de evolução empresarial existem em torno desse segmento para centenas de micro e pequenas empresas de diversos setores produtivos em praticamente todas as regiões do País.

Pensando nisso, Sebrae e Instituto Euvaldo Lodi (IEL) firmaram convênio para desenvolver o Programa de Desenvolvimento de Fornecedores, que abrangerá todas as unidades da Federação. Para capacitar técnicos das duas instituições, teve início na manhã desta quarta-feira (27), em Brasília, o ‘I Encontro dos Gestores do Programa Sebrae/IEL de Desenvolvimento de Fornecedores’. Os cerca de 60 técnicos das duas instituições ficarão reunidos, até a sexta-feira (29), com o objetivo de estruturar as ações, conceitos, metodologias e critérios de acompanhamento da implementação dos projetos e resultados, que serão implantados nas unidades da Federação a partir dos próximos meses.

“Essa é a maior parceria estabelecida entre IEL e Sebrae em termos nacionais, até o momento”, disse o diretor-técnico do Sebrae, Luiz Carlos Barboza, na abertura do encontro. O Programa Sebrae/IEL de Desenvolvimento de Fornecedores conta com a simpatia da diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e das federações estaduais da indústria. “Porque o empresário terá voz ativa na governança local dos projetos a serem desenvolvidos nas unidades da Federação”, afirmou o superintendente do IEL, Carlos Cavalcante.

“Já temos experiências positivas de ações conjuntas do Sebrae e IEL, voltadas ao fortalecimento das pequenas empresas, que geraram oportunidades de negócios por meio das metodologias de trabalho das duas instituições”, acrescentou Cavalcante. Ele citou como exemplo o Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias (Procompi). Trata-se de projeto realizado anteriormente pela parceria entre Sebrae, IEL e Confederação Nacional da Indústria (CNI), com o mesmo objetivo de inserir pequenas empresas nas cadeias produtivas ancoradas por grandes empresas.

“Já experimentamos vários modelos de atuação como os Arranjos Produtivos Locais, programas setoriais e atendimentos individuais”, destacou Cavalcante. “No caso deste programa, temos uma abordagem muito interessante, pois é focada na geração de negócios entre as empresas”, observou o superintendente do IEL. As ações das duas instituições deverão atingir os setores de varejo e serviços, entre outros, além do setor industrial, segundo ele.

“Estamos dando início a uma parceria absolutamente fundamental, tanto para o IEL, quanto para o Sebrae. Temos algumas iniciativas nesse caminho, mas resolvemos, desde o ano passado, criar algo que pudesse atingir todo o País para conseguir maior apoio para os pequenos negócios”, explicou Luiz Carlos Barboza.

“Essa parceria é importante nesse momento de efeitos heterogêneos da crise. As pequenas empresas devem estar muito preparadas e competitivas nos momentos de crise, pois surgem oportunidades interessantes, que podem funcionar como alavanca de ascensão e desenvolvimento”, ressaltou o diretor do Sebrae.

“Os projetos desse programa vão acontecer principalmente nas cadeias de suprimentos”, esclareceu Rogério Alegretti, consultor especializado no tema desenvolvimento de fornecedores e palestrante convidado do evento. “Muitos compradores provocam a busca por qualidade nos seus fornecedores”, acrescentou.

Estudos demonstram que a economia de 5% nas compras pode gerar impacto de até 40% na lucratividade das grandes empresas. Por esse motivo, as que são modernas estão atentas e sabem que é melhor investir em comprar melhor do que concentrar esforços apenas em vendas, argumentou Alegretti. Ainda de acordo com ele, nos últimos anos, política de compras passou a ser estratégia prioritária para esse segmento.

A programação do ‘I Encontro dos Gestores do Programa Sebrae/IEL Desenvolvimento de Fornecedores’ é extensa e ocupará o período da manhã durante três dias. Consultores especializados em diversas áreas do conhecimento vão ser palestrantes no evento. Experiências de projetos de encadeamento produtivo e de desenvolvimento de fornecedores em andamento no País também serão apresentadas. Exigências técnicas, qualificação, certificações, normas, entre outros aspectos, que fazem parte das políticas de compras das grandes empresas integram a pauta do encontro.

Pedido de proteção ao conhecimento marca tônica do Congresso de Propriedade Intelectual e Inovação


Propriedade Intelectual e Inovação

O chamado geral para a atenção dos gestores públicos, de dirigentes das instituições e empresários para a proteção de todo o conhecimento criado, pesquisado e desenvolvido marcou a tônica do primeiro dia do V Congresso Mato-grossense da Propriedade Intelectual e Inovação Tecnológica, aberto nesta quarta-feira (27.05) à tarde, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. O evento prossegue até esta quinta-feira (28.05), com palestras, e sexta-feira (29.05), com visita técnica na Base Avançada de Pesquisa do Pantanal da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Com o tema “competitividade com sustentabilidade e responsabilidade social”, o evento compõe-se de palestras, painéis e exposições técnicas sobre noções gerais do assunto nesta quarta-feira e na quinta-feira, entre 8 horas e 21 horas. O congresso é realizado pelo Governo de Mato Grosso, Ordem dos Advogados do Brasil, secção Mato Grosso (OAB-MT), Associação Brasileira de Propriedade Intelectual (ABPI) e com apoio do Sebrae-MT, Sistema Fiemt e Fundo de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat). Cerca de 250 pessoas participam da atividade.

A secretária Adjunta de Ciência e Tecnologia de Mato Grosso, Adriana Corrêa da Costa Leão, citou o Estado como um dos sete Estados do Brasil que tem lei específica que incentiva a inovação. “A lei de inovação demonstra que Mato Grosso, a exemplo dos grandes centros, também tem se preocupado com a importância de um sistema de proteção da propriedade intelectual”, comentou.

Ela citou que entre as ações para o setor, o Governo do Estado tem um projeto que qualifica 50 profissionais na área de ciência e tecnologia (C&T), com três módulos e duas oficinas e 120 horas de carga horária. O suporte de conhecimento, diz, é útil para “capacitar e gerenciar núcleos de inovação tecnológica e incubadoras de empresas em Mato Grosso”.

A diretora do Sebrae-MT, outro parceiro do congresso, Leide Garcia Novaes Katayama, diz que a instituição atua constantemente no Estado com foco à propriedade intelectual e orientação às empresas para que tenham cuidado com o registro da sua marca e patentes. “O Sebrae em Mato Grosso sempre pautou seu trabalho no apoio às empresas para que elas se preocupem com sua marca”, informou. “A empresa e pessoas que não cuidam do seu registro e marca, mesmo após fazer investimento durante anos em um produto acaba perdendo o direito de ter essa marca”, descreve situação comum em alguns negócios, independente da classificação econômica.

Leide foi sintética em difundir a ideia central do congresso de que a “inovação nos processos e produtos é fator de competitividade no mundo empresarial” e em serviços.

PROTEÇÃO INTELECTUAL

Um dos articuladores do congresso, o presidente da Comissão de Propriedade Intelectual e Direito Autoral da Ordem dos Advogados do Brasil, secção Mato Grosso (OAB-MT), Geraldo da Cunha Macedo, apontou a urgência da proteção ao conhecimento criado e desenvolvido. A priorização do tema por governos, empresários e instituições significa competitividade para empresas e riqueza para a população.

“Discutimos propriedade intelectual como fator de agregação de valor de produtos e serviços para que não exportemos mais matérias-primas”, chamou a atenção. “A China era muito mais copiadora de produtos antes. Mas, atualmente deposita mais patentes nos Estados Unidos do que o Brasil, infelizmente”, argumenta.

Geraldo usou dois exemplos do cotidiano para mostrar o tamanho da influência da propriedade intelectual na vida de todas as pessoas. Um, a infraestrutura para o próprio congresso. “A propriedade intelectual está em tudo neste local. O ar condicionado, o microfone, o celular que está com todos e os notebooks que vocês carregam”. E citou outro mais simples do comércio: “a pirataria nas ruas da cidade”, que “não é crime de pouca bagatela”. “A OAB é veemente contra a pirataria”, afirmou.

Excelência na gestão atrai os pequenos


FNQ

Fundação Nacional da Qualidade espera 75 mil inscrições para premiação em 2009.

Ser competitivo significa empreender esforços para melhorar a gestão dos negócios e adequá-los à sustentabilidade. As ações para o desenvolvimento de companhias perenes e sustentáveis entram no discurso de qualquer empresário. A boa notícia é que aumenta a busca por qualificação e por processos capazes de içar as pequenas e médias neste novo cenário de mercado. Como reflexo, a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) vê aumentar o número de interessados na conquista do Prêmio de Competitividade para Micro e Pequenas Empresas (MPE Brasil), iniciativa conjunta da Gerdau, Petrobras, Sebrae, FNQ e Movimento Brasil Competitivo (MBC).

Em 2004, quando teve início, a premiação nacional angariou 19,5 mil inscrições; a edição de 2008, cujo prêmio foi distribuído neste ano, recebeu 53 mil inscrições. Agora, a fundação espera 75 mil participantes em 2009 e até 100 mil em 2010. “O interesse é contínuo e consistente. As companhias de menor porte realmente entendem a importância deste reconhecimento”, afirma Luiz Ernesto Gemignani, presidente do conselho curador da fundação.

Para concorrer ao prêmio, as inscritas são avaliadas em itens como empreendedorismo, estrutura do sistema de gestão, responsabilidade socioambiental, gestão de pessoas, processos e resultados alcançados nos ciclos avaliados. Ao se inscreverem, têm acesso a um questionário de autoavaliação, que deve ser completado para que a empresa se mantenha na disputa. A pesquisa serve como um filtro e permite a montagem de casos consistentes para o ciclo de avaliação dos jurados. “As companhias querem saber como estão posicionadas e tentam responder toda a pesquisa”, informa Gemignani.

Segundo ele, quem não consegue finalizar o questionário tende a refletir sobre as falhas e tentar novamente a participação. “Muitos empresários nunca pararam para pensar de forma estruturada em seus negócios. A pesquisa exige isto”, afirma.

Junto com o número de inscrições, cresce também o volume de questionários completos. Em 2004, foram 3.612 concorrentes ao prêmio, em 2008 o número ultrapassou 8 mil. “Ao responder a pesquisa, o empresário tem acesso à consultoria online e gratuita. Enviamos para ele um relatório com os melhores pontos e as falhas de negócio. Dessa forma, ele consegue aprimorar a gestão para a próxima edição”, conta Luiz Ernesto Gemignani.

Para o Sebrae, a pesquisa, além de atuar no planejamento e na organização dos participantes, é uma ferramenta para adquirir informações e direcionar as próprias ações da entidade. Com o resultado, o Sebrae sabe quais são as falhas mais comuns nas empresas brasileiras e identifica que tipos de serviços (consultoria) e treinamentos têm de estar disponíveis em cada praça. “As avaliações são espelhos das empresas de pequeno porte no Brasil e nos dão informações valiosíssimas sobre o estágio de competitividade do segmento”, afirma Enio Pinto, gerente da unidade de atendimento individual do Sebrae Nacional.

Ele afirma que o prêmio é só a cereja do bolo e uma forma de educar as empresas pelo exemplo. “Os ganhos vão além do troféu. As iniciativas vencedoras servem de inspiração para muitos e motivam os empresários a buscar cada vez mais capacitação. Enxergo uma quebra de paradigma importante: as micro e pequenas empresas estão se especializando.”

A especialização traz ganhos para toda a cadeia de negócios e é fundamental para criar setores fortes, competitivos e com negócios sustentáveis. Esta visão é o que motiva empresas como a Gerdau a investirem em iniciativas que premiam e qualificam os pequenos. José Paulo Martins, diretor do Instituto Gerdau, acredita que, em uma economia aberta e global, as empresas precisam trabalhar unidas para garantir mercado. “Não há competitividade se o fornecedor não oferecer qualidade em serviços ou em matéria-prima. Grandes indústrias precisam de fornecedores qualificados”, declara Martins.

Outra questão está ligada ao papel das grandes empresas nas regiões onde atuam. O impacto social é grande e o bom desempenho das companhias de pequeno porte exerce pressão positiva nas comunidades próximas aos grandes pólos industriais. “Manter uma boa rede de fornecedores é vital para qualquer negócio. Por isso, a qualificação tem se tornado cada vez mais importante”, comenta Martins. A Gerdau mantém também um programa de desenvolvimento de fornecedores, no qual ajuda seus parceiros a se organizarem e melhorarem processos em busca de competitividade.

Ações como a promovida pelo grupo do MPE Brasil servem de inspiração para todos os segmentos da economia. A Vivo Empresas criou um programa voltado para a excelência e certificação de seus representantes e canais de vendas em todo o Brasil. A qualificação é vital para a operadora, que depende do trabalho de empresas de pequeno porte na venda de produtos e serviços.

Pelo Programa Parceiro Vivo Corporativo, as pequenas empresas são avaliadas pelo desempenho comercial, qualidade no atendimento ao cliente e estrutura. A partir daí, a Vivo certifica e reconhece as melhores por meio de um prêmio. O objetivo é rever o modelo de negócios atual e propor uma nova relação comercial, remunerando de forma diferenciada quem estiver qualificado. “Vivemos um momento no qual a qualidade do atendimento ao cliente nos diferenciará no mercado. Contamos com nossos parceiros para mantermos a liderança e aprimoramos cada vez mais nossos serviços”, declara Roberto Lima, presidente da Vivo.

Francisco Ferreira Araújo, sócio da Sidus Telecom, revenda de celulares na cidade de Belém (PA), acredita que o apoio de grandes empresas, entidades como o Sebrae e a FNQ é fundamental para a estruturação dos negócios de menor porte.

A Sidus foi fundada há seis meses e teve apoio da operadora que representa em tópicos como planejamento, gestão e estruturação do negócio. Também obteve vantagens no treinamento de seus 17 funcionários, que foram preparados pela Vivo. Com o curso, eles passaram a conhecer o mercado de telecomunicações, as soluções disponíveis e as funcionalidades dos aparelhos que vão comercializar. “Sem isto seria difícil começar. Estou estruturado, acredito no modelo de alta especialização e logo vou concorrer a prêmios”, avisa Araújo.