ERP para Micro e Pequenas Empresas


ERP tecnologia

Hoje, os mercados tradicionais de ERP na Europa Ocidental e EUA estão ficando saturados: o centro de gravidade está mudando tanto para o leste como para o mercado intermediário. Sorbie, presidente de uma companhia que se orgulha de ter respostas rápidas para os novos mercados, diz que seus clientes deverão agora vir mais dos setores de defesa, segurança nacional e energia do que do setor de manufatura. “Não estamos prevendo crescimento nos EUA e na Europa Ocidental para os sistemas de ERP voltados para o setor industrial. Essa demanda mudou para o Leste Europeu e a região da Ásia-Pacífico”.

Portanto, para empresas como a SAP e a Oracle, o truque vem sendo reescrever seus sofisticados sistemas para que eles se encaixem nas companhias menores, ao mesmo tempo em que enfrentam outros fornecedores, como Microsoft, IFS, Infor, Epicor e Sage, que veem o mercado intermediário como seu território de caça natural.

“Inside-ERP”, um guia de compras dedicado ao mercado de companhias médias e publicado pela Tippit, observa que os vendedores estão reduzindo a complexidade de seus sistemas. Ele afirma: “Os vendedores estão facilitando o uso das soluções de ERP e simplificando sua implementação, além de reduzir o grau de personalização necessário para que elas se encaixem nas necessidades do cliente, principalmente com a criação de características que suportam certos aspectos dos negócios que são comuns a organizações de médio porte de um determinado setor. Por exemplo, um sistema de ERP desenvolvido para a indústria da moda precisa usar matrizes específicas para roupas, como tamanhos, cores e estilos”.

Os ERPs modernos são formados por um conjunto de módulos centrais, normalmente de inteligência empresarial, gerenciamento de relações com os clientes, administração financeira, gerenciamento de capital humano, operações de produção e gerenciamento da cadeia de fornecimento. São programas, segundo Sorbie, que pegam todas as informações complexas associadas a um projeto e as apresentam de uma maneira que permite a alguém da cúpula administrativa ver rapidamente onde a empresa está, em vez de recorrer a uma infinidade de planilhas.

O guia Inside-ERP sugere que um sistema de produção enxuto, a administração dos processos de negócios, o gerenciamento dos ativos da empresa e a administração das relações com os fornecedores são possibilidades adicionais. A publicação observa que “a queda dos custos dos equipamentos, da tecnologia de infraestrutura e dos programas de ERP colocam uma versão moderna desses outrora pacotes épicos de gerenciamento empresarial ao alcance de qualquer companhia de médio porte”.

E as vantagens são reais. Segundo uma pesquisa realizada pela consultoria Accenture, 76% das empresas consultadas na América do Norte e no Reino Unido disseram que os sistemas de ERP contribuíram para a vantagem competitiva e o valor estratégico de suas organizações.

Inovação para expansão da TI nas Micro e Pequenas Empresas


infraestrutura de tecnologia da informação

Com porte médio, a ITW tinha dificuldades em atualizar o parque constantemente e ocupava os recursos humanos da área de tecnologia com manutenção de máquinas.

Com o acirramento da concorrência no setor de telecomunicações, a terceirização da infraestrutura de tecnologia da informação chega às pequenas e médias empresas. O serviço atraiu a ITW Chemical, subsidiária brasileira do grupo americano ITW Illinois Tool Works, que contratou a solução Ponto Informático da Telefônica para atualizar seu parque de máquinas e, a partir daí, modernizou toda a área de tecnologia e telecomunicações. “A principal mudança que sentimos foi no atendimento. O consultor da operadora veio à empresa, analisou nossas necessidades e trouxe soluções para locação de máquinas”, afirma Wilson Rabelo, diretor administrativo e financeiro da empresa.

Com porte médio, a ITW tinha dificuldades em atualizar o parque constantemente e ocupava os recursos humanos da área de tecnologia com manutenção de máquinas. Também geria a central telefônica com 50 linhas analógicas, contratadas da Telefônica, e a conexão de banda larga. “A atualização significa compra de equipamentos, mobilizando investimentos que muitas vezes são necessários em outras áreas. Com o aluguel, tudo fica mais simples.”

Ele explica que a Telefônica propôs a locação de computadores, que incluíam sistemas básicos (como operacional e antivírus), seguro, manutenção 24 horas e conexão à internet. Entre as vantagens contábeis, a ITW destaca o registro do aluguel como despesa, o que traz ganhos finais na conta do imposto da companhia. “Ao terceirizar, também nos livramos da manutenção, que passou para a operadora”, afirma. Com isso, o departamento de tecnologia pode dedicar-se mais aos sistemas que servem os negócios da ITW, deixando tarefas básicas para a prestadora de serviços. “Temos um contrato de nível de serviço, que prevê multas para a operadora se as máquinas não forem arrumadas no prazo estabelecido”, conta.

Para adquirir o serviço, é necessário firmar um contrato de longo prazo com a Telefônica, mas as vantagens compensam, de acordo com Rabelo. Para testar, a ITW contratou 20 computadores em curto prazo. Como gostou do atendimento e do serviço, elevou para 50 o número de máquinas. “Apenas os notebooks não são da Telefônica, que somam dez máquinas”, afirma o executivo.

A relação estreita da operadora com o cliente motivou outros projetos. A Telefônica percebeu que, para garantir a qualidade dos serviços que presta à ITW, teria de dar conta da infraestrutura de telecomunicações. Tratou de digitalizar a central com 50 linhas, trazendo novos troncos, e de melhorar conexão à internet, trocando o ponto de cobre (ADSL) por fibra óptica, que permitiu a oferta de um link de 4 Mbps. “Estamos na cidade de Embu e, por aqui, não havia fibra. A Telefônica cabeou a região por conta do nosso projeto.”

A fibra óptica também permitiu a instalação de um PABX digital em sistema de comodato. Ou seja, a ITW não teve de pagar pelo aparelho, que é da Telefônica. “Sem investir de forma imediata, conseguimos recursos como teleconferência, que são ótimos para a companhia. Além disso, nossa conexão à internet melhorou muito.”

Ele lembra que as informações devem ser claras e o contrato muito bem feito para o relacionamento dar certo. “É uma relação de longo prazo e é preciso entender que todos ganham, a empresa e a operadora, que será remunerada com a prestação de serviços.”

Com recursos mais avançados de tecnologia e telecomunicações, a ITW pode comprovar a melhor vantagem da atualização: a redução de custos. Ao avaliar os gastos, percebeu que a conta não sofreu acréscimo, apesar da incorporação de serviços mais modernos. “Com ao dinheiro que sobra da redução conta telefônica e dos custos com manutenção, pagamos o aluguel das máquinas. Com isso, temos um parque atualizado sem sair do orçamento”, confirma o executivo.

Ao término dos contratos, que têm duração entre 25 e 36 meses, a ITW acredita que continuará com a terceirização. “Quando as máquinas não servirem mais para a gente, solicitaremos a troca, de forma simples e rápida”, finaliza o executivo.

Sebrae e IEL firmam parceira para capacitar fornecedores


IEL SEBRAE

Teve início nesta quarta (27), em Brasília, o ‘I Encontro dos Gestores do Programa Sebrae/IEL de Desenvolvimento de Fornecedores’.

Grandes empresas precisam de fornecedores qualificados, ágeis e tão competitivos quanto elas. Excelentes oportunidades de negócios e de evolução empresarial existem em torno desse segmento para centenas de micro e pequenas empresas de diversos setores produtivos em praticamente todas as regiões do País.

Pensando nisso, Sebrae e Instituto Euvaldo Lodi (IEL) firmaram convênio para desenvolver o Programa de Desenvolvimento de Fornecedores, que abrangerá todas as unidades da Federação. Para capacitar técnicos das duas instituições, teve início na manhã desta quarta-feira (27), em Brasília, o ‘I Encontro dos Gestores do Programa Sebrae/IEL de Desenvolvimento de Fornecedores’. Os cerca de 60 técnicos das duas instituições ficarão reunidos, até a sexta-feira (29), com o objetivo de estruturar as ações, conceitos, metodologias e critérios de acompanhamento da implementação dos projetos e resultados, que serão implantados nas unidades da Federação a partir dos próximos meses.

“Essa é a maior parceria estabelecida entre IEL e Sebrae em termos nacionais, até o momento”, disse o diretor-técnico do Sebrae, Luiz Carlos Barboza, na abertura do encontro. O Programa Sebrae/IEL de Desenvolvimento de Fornecedores conta com a simpatia da diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e das federações estaduais da indústria. “Porque o empresário terá voz ativa na governança local dos projetos a serem desenvolvidos nas unidades da Federação”, afirmou o superintendente do IEL, Carlos Cavalcante.

“Já temos experiências positivas de ações conjuntas do Sebrae e IEL, voltadas ao fortalecimento das pequenas empresas, que geraram oportunidades de negócios por meio das metodologias de trabalho das duas instituições”, acrescentou Cavalcante. Ele citou como exemplo o Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias (Procompi). Trata-se de projeto realizado anteriormente pela parceria entre Sebrae, IEL e Confederação Nacional da Indústria (CNI), com o mesmo objetivo de inserir pequenas empresas nas cadeias produtivas ancoradas por grandes empresas.

“Já experimentamos vários modelos de atuação como os Arranjos Produtivos Locais, programas setoriais e atendimentos individuais”, destacou Cavalcante. “No caso deste programa, temos uma abordagem muito interessante, pois é focada na geração de negócios entre as empresas”, observou o superintendente do IEL. As ações das duas instituições deverão atingir os setores de varejo e serviços, entre outros, além do setor industrial, segundo ele.

“Estamos dando início a uma parceria absolutamente fundamental, tanto para o IEL, quanto para o Sebrae. Temos algumas iniciativas nesse caminho, mas resolvemos, desde o ano passado, criar algo que pudesse atingir todo o País para conseguir maior apoio para os pequenos negócios”, explicou Luiz Carlos Barboza.

“Essa parceria é importante nesse momento de efeitos heterogêneos da crise. As pequenas empresas devem estar muito preparadas e competitivas nos momentos de crise, pois surgem oportunidades interessantes, que podem funcionar como alavanca de ascensão e desenvolvimento”, ressaltou o diretor do Sebrae.

“Os projetos desse programa vão acontecer principalmente nas cadeias de suprimentos”, esclareceu Rogério Alegretti, consultor especializado no tema desenvolvimento de fornecedores e palestrante convidado do evento. “Muitos compradores provocam a busca por qualidade nos seus fornecedores”, acrescentou.

Estudos demonstram que a economia de 5% nas compras pode gerar impacto de até 40% na lucratividade das grandes empresas. Por esse motivo, as que são modernas estão atentas e sabem que é melhor investir em comprar melhor do que concentrar esforços apenas em vendas, argumentou Alegretti. Ainda de acordo com ele, nos últimos anos, política de compras passou a ser estratégia prioritária para esse segmento.

A programação do ‘I Encontro dos Gestores do Programa Sebrae/IEL Desenvolvimento de Fornecedores’ é extensa e ocupará o período da manhã durante três dias. Consultores especializados em diversas áreas do conhecimento vão ser palestrantes no evento. Experiências de projetos de encadeamento produtivo e de desenvolvimento de fornecedores em andamento no País também serão apresentadas. Exigências técnicas, qualificação, certificações, normas, entre outros aspectos, que fazem parte das políticas de compras das grandes empresas integram a pauta do encontro.

Pedido de proteção ao conhecimento marca tônica do Congresso de Propriedade Intelectual e Inovação


Propriedade Intelectual e Inovação

O chamado geral para a atenção dos gestores públicos, de dirigentes das instituições e empresários para a proteção de todo o conhecimento criado, pesquisado e desenvolvido marcou a tônica do primeiro dia do V Congresso Mato-grossense da Propriedade Intelectual e Inovação Tecnológica, aberto nesta quarta-feira (27.05) à tarde, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. O evento prossegue até esta quinta-feira (28.05), com palestras, e sexta-feira (29.05), com visita técnica na Base Avançada de Pesquisa do Pantanal da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Com o tema “competitividade com sustentabilidade e responsabilidade social”, o evento compõe-se de palestras, painéis e exposições técnicas sobre noções gerais do assunto nesta quarta-feira e na quinta-feira, entre 8 horas e 21 horas. O congresso é realizado pelo Governo de Mato Grosso, Ordem dos Advogados do Brasil, secção Mato Grosso (OAB-MT), Associação Brasileira de Propriedade Intelectual (ABPI) e com apoio do Sebrae-MT, Sistema Fiemt e Fundo de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat). Cerca de 250 pessoas participam da atividade.

A secretária Adjunta de Ciência e Tecnologia de Mato Grosso, Adriana Corrêa da Costa Leão, citou o Estado como um dos sete Estados do Brasil que tem lei específica que incentiva a inovação. “A lei de inovação demonstra que Mato Grosso, a exemplo dos grandes centros, também tem se preocupado com a importância de um sistema de proteção da propriedade intelectual”, comentou.

Ela citou que entre as ações para o setor, o Governo do Estado tem um projeto que qualifica 50 profissionais na área de ciência e tecnologia (C&T), com três módulos e duas oficinas e 120 horas de carga horária. O suporte de conhecimento, diz, é útil para “capacitar e gerenciar núcleos de inovação tecnológica e incubadoras de empresas em Mato Grosso”.

A diretora do Sebrae-MT, outro parceiro do congresso, Leide Garcia Novaes Katayama, diz que a instituição atua constantemente no Estado com foco à propriedade intelectual e orientação às empresas para que tenham cuidado com o registro da sua marca e patentes. “O Sebrae em Mato Grosso sempre pautou seu trabalho no apoio às empresas para que elas se preocupem com sua marca”, informou. “A empresa e pessoas que não cuidam do seu registro e marca, mesmo após fazer investimento durante anos em um produto acaba perdendo o direito de ter essa marca”, descreve situação comum em alguns negócios, independente da classificação econômica.

Leide foi sintética em difundir a ideia central do congresso de que a “inovação nos processos e produtos é fator de competitividade no mundo empresarial” e em serviços.

PROTEÇÃO INTELECTUAL

Um dos articuladores do congresso, o presidente da Comissão de Propriedade Intelectual e Direito Autoral da Ordem dos Advogados do Brasil, secção Mato Grosso (OAB-MT), Geraldo da Cunha Macedo, apontou a urgência da proteção ao conhecimento criado e desenvolvido. A priorização do tema por governos, empresários e instituições significa competitividade para empresas e riqueza para a população.

“Discutimos propriedade intelectual como fator de agregação de valor de produtos e serviços para que não exportemos mais matérias-primas”, chamou a atenção. “A China era muito mais copiadora de produtos antes. Mas, atualmente deposita mais patentes nos Estados Unidos do que o Brasil, infelizmente”, argumenta.

Geraldo usou dois exemplos do cotidiano para mostrar o tamanho da influência da propriedade intelectual na vida de todas as pessoas. Um, a infraestrutura para o próprio congresso. “A propriedade intelectual está em tudo neste local. O ar condicionado, o microfone, o celular que está com todos e os notebooks que vocês carregam”. E citou outro mais simples do comércio: “a pirataria nas ruas da cidade”, que “não é crime de pouca bagatela”. “A OAB é veemente contra a pirataria”, afirmou.

Excelência na gestão atrai os pequenos


FNQ

Fundação Nacional da Qualidade espera 75 mil inscrições para premiação em 2009.

Ser competitivo significa empreender esforços para melhorar a gestão dos negócios e adequá-los à sustentabilidade. As ações para o desenvolvimento de companhias perenes e sustentáveis entram no discurso de qualquer empresário. A boa notícia é que aumenta a busca por qualificação e por processos capazes de içar as pequenas e médias neste novo cenário de mercado. Como reflexo, a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) vê aumentar o número de interessados na conquista do Prêmio de Competitividade para Micro e Pequenas Empresas (MPE Brasil), iniciativa conjunta da Gerdau, Petrobras, Sebrae, FNQ e Movimento Brasil Competitivo (MBC).

Em 2004, quando teve início, a premiação nacional angariou 19,5 mil inscrições; a edição de 2008, cujo prêmio foi distribuído neste ano, recebeu 53 mil inscrições. Agora, a fundação espera 75 mil participantes em 2009 e até 100 mil em 2010. “O interesse é contínuo e consistente. As companhias de menor porte realmente entendem a importância deste reconhecimento”, afirma Luiz Ernesto Gemignani, presidente do conselho curador da fundação.

Para concorrer ao prêmio, as inscritas são avaliadas em itens como empreendedorismo, estrutura do sistema de gestão, responsabilidade socioambiental, gestão de pessoas, processos e resultados alcançados nos ciclos avaliados. Ao se inscreverem, têm acesso a um questionário de autoavaliação, que deve ser completado para que a empresa se mantenha na disputa. A pesquisa serve como um filtro e permite a montagem de casos consistentes para o ciclo de avaliação dos jurados. “As companhias querem saber como estão posicionadas e tentam responder toda a pesquisa”, informa Gemignani.

Segundo ele, quem não consegue finalizar o questionário tende a refletir sobre as falhas e tentar novamente a participação. “Muitos empresários nunca pararam para pensar de forma estruturada em seus negócios. A pesquisa exige isto”, afirma.

Junto com o número de inscrições, cresce também o volume de questionários completos. Em 2004, foram 3.612 concorrentes ao prêmio, em 2008 o número ultrapassou 8 mil. “Ao responder a pesquisa, o empresário tem acesso à consultoria online e gratuita. Enviamos para ele um relatório com os melhores pontos e as falhas de negócio. Dessa forma, ele consegue aprimorar a gestão para a próxima edição”, conta Luiz Ernesto Gemignani.

Para o Sebrae, a pesquisa, além de atuar no planejamento e na organização dos participantes, é uma ferramenta para adquirir informações e direcionar as próprias ações da entidade. Com o resultado, o Sebrae sabe quais são as falhas mais comuns nas empresas brasileiras e identifica que tipos de serviços (consultoria) e treinamentos têm de estar disponíveis em cada praça. “As avaliações são espelhos das empresas de pequeno porte no Brasil e nos dão informações valiosíssimas sobre o estágio de competitividade do segmento”, afirma Enio Pinto, gerente da unidade de atendimento individual do Sebrae Nacional.

Ele afirma que o prêmio é só a cereja do bolo e uma forma de educar as empresas pelo exemplo. “Os ganhos vão além do troféu. As iniciativas vencedoras servem de inspiração para muitos e motivam os empresários a buscar cada vez mais capacitação. Enxergo uma quebra de paradigma importante: as micro e pequenas empresas estão se especializando.”

A especialização traz ganhos para toda a cadeia de negócios e é fundamental para criar setores fortes, competitivos e com negócios sustentáveis. Esta visão é o que motiva empresas como a Gerdau a investirem em iniciativas que premiam e qualificam os pequenos. José Paulo Martins, diretor do Instituto Gerdau, acredita que, em uma economia aberta e global, as empresas precisam trabalhar unidas para garantir mercado. “Não há competitividade se o fornecedor não oferecer qualidade em serviços ou em matéria-prima. Grandes indústrias precisam de fornecedores qualificados”, declara Martins.

Outra questão está ligada ao papel das grandes empresas nas regiões onde atuam. O impacto social é grande e o bom desempenho das companhias de pequeno porte exerce pressão positiva nas comunidades próximas aos grandes pólos industriais. “Manter uma boa rede de fornecedores é vital para qualquer negócio. Por isso, a qualificação tem se tornado cada vez mais importante”, comenta Martins. A Gerdau mantém também um programa de desenvolvimento de fornecedores, no qual ajuda seus parceiros a se organizarem e melhorarem processos em busca de competitividade.

Ações como a promovida pelo grupo do MPE Brasil servem de inspiração para todos os segmentos da economia. A Vivo Empresas criou um programa voltado para a excelência e certificação de seus representantes e canais de vendas em todo o Brasil. A qualificação é vital para a operadora, que depende do trabalho de empresas de pequeno porte na venda de produtos e serviços.

Pelo Programa Parceiro Vivo Corporativo, as pequenas empresas são avaliadas pelo desempenho comercial, qualidade no atendimento ao cliente e estrutura. A partir daí, a Vivo certifica e reconhece as melhores por meio de um prêmio. O objetivo é rever o modelo de negócios atual e propor uma nova relação comercial, remunerando de forma diferenciada quem estiver qualificado. “Vivemos um momento no qual a qualidade do atendimento ao cliente nos diferenciará no mercado. Contamos com nossos parceiros para mantermos a liderança e aprimoramos cada vez mais nossos serviços”, declara Roberto Lima, presidente da Vivo.

Francisco Ferreira Araújo, sócio da Sidus Telecom, revenda de celulares na cidade de Belém (PA), acredita que o apoio de grandes empresas, entidades como o Sebrae e a FNQ é fundamental para a estruturação dos negócios de menor porte.

A Sidus foi fundada há seis meses e teve apoio da operadora que representa em tópicos como planejamento, gestão e estruturação do negócio. Também obteve vantagens no treinamento de seus 17 funcionários, que foram preparados pela Vivo. Com o curso, eles passaram a conhecer o mercado de telecomunicações, as soluções disponíveis e as funcionalidades dos aparelhos que vão comercializar. “Sem isto seria difícil começar. Estou estruturado, acredito no modelo de alta especialização e logo vou concorrer a prêmios”, avisa Araújo.

Lei do microempreendedor entra em vigor em 1º julho


Lei do Microempreendedor

A partir de 1º de julho mais de 11 milhões de pessoas no Brasil, no Ceará são cerca de 400 mil, poderão deixar a informalidade e ter direito a cobertura previdenciária.

Depois do Simples Nacional que já conta com mais de 3 milhões de micro e pequenos empresários brasileiros cadastrados será a vez dos que vivem na informalidade se tornarem legais e ganhar os benefícios da Previdência Social pagando apenas R$ 52,15 mensais.

É a Lei do Microempresário Individual (MEI 128/08) que entra em vigor no dia 1º de julho favorecendo pequenos empresários informais com faturamento até R$ 3 mil/mês (R$ 36 mil por ano).

O ministro da Previdência Social, José Pimentel, que participou ontem em Fortaleza do II Encontro Estadual das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Ceará, disse que o Empreendedor Individual será o primeiro degrau desses trabalhadores no Simples Nacional. “O maior atrativo para migrar da informalidade para a legalidade são os benefícios da Previdência, alguns adquiridos a partir da inscrição que pode ser feita pela Internet”, comentou o presidente da Confederação Nacional das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Comicro), José Tarcísio da Silva.

Ao se inscrever on line o microempreendedor recebe o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), paga todos os impostos federais. Para isso, ele contribuirá com R$ 51, 15 (11% do salário mínimo mais R$ 1 para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), no caso de comércio e indústria. Se for prestador de serviço pagará R$ 51,15 mais R$ 5 para o Imposto Sobre Serviços (ISS). “A legislação determina que o empreendedor individual tem zero de imposto para o Governo Federal”, destacou Pimentel.

Benefícios

De imediato o microempreendedor que aderir ao MEI terá assegurado a pensão por morte e os auxílios acidente e por reclusão. A aposentadoria por idade e a especial serão concedidas após 180 contribuições mensais. O salário maternidade será dado após 10 contribuições/mês e o auxílio doença e a aposentadoria por invalidez após um ano de contribuição. A presidente da Federação das Entidades de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Ceará (Femicro-CE), Dalvani Mota, avalia que a MEI vai tirar muita gente da informalidade. No Ceará, são cerca de 400 mil informais e a meta é, em três anos, trazer pelo menos 100 mil para a formalidade. Observa ainda que o tempo de contribuição, como trabalhador ou empresário, poderá ser aproveitado na aposentadoria.

Tarcísio Silva destaca da Lei do Microempresário Individual a inclusão social. “Muitos trabalhadores envelhecem sem a proteção do Estado e quando morrem não deixam nada para as famílias”, comenta. O ministro José Pimentel, salientou que a lei veio atender quatro grandes demandas tirando a preocupação para: os que querem crescer, ter acesso ao crédito, se estabelecer em local definido e trabalhar legalmente sem o medo de que o Fisco venha tomar o seu dinheiro. A lei do MEI beneficia a todos que têm negócios na indústria ou no comércio e serviços que não tenham profissões regulamentadas, a exceção dos contabilistas.

E mais

– A Lei Complementar 128/2008 cria a figura do Microempreendedor Individual (MEI), com vigência a partir de 1º de julho de 2009

– O Microempreendedor Individual não estará sujeito à incidência do Imposto de
Renda, do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), da CSLL, da COFINS, do PIS, e do INSS patronal. Não estará sujeito ao recolhimento das alíquotas previstas nas tabelas do Simples Nacional

– O programa do empreendedor individual visa à formalização de donos de pequenos negócios que têm renda até R$ 36 mil por ano e até um empregado. Ao formalizar o seu empreendimento, os empresários individuais passarão a ter, além da proteção da Previdência Social e a possibilidade de acesso a linhas de crédito

– Para o ministro José Pimentel, o principal objetivo do sistema do empreendedor individual é “permitir que esses empreendedores possam crescer” como empresários e cidadãos

– As micro e pequenas empresas representam 99,2% das empresas brasileiras e empregam cerca de 60% das pessoas economicamente ativas do Brasil, embora respondam por apenas 20% do Produto Interno Bruto (PIB)

– A cada ano surgem em média 460 mil novas MPE´s, sendo 80% delas concentradas nas áreas de serviço e comércio

– O ministro José Pimentel destaca que em abril de 2009, houve ganho real de 5,3% na arrecadação da Previdência Social quando comparada com igual período de 2008, considerando que o que contribuiu para esse fato foi a formalização. “Temos 3,2 milhões de empresas inscritas no Simples Nacional”.

Como ganhar dinheiro com o Twitter?


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Evan Willians e Biz Stone explicam planos pagos por perfis autenticados e se comprometem a não vender o serviço nos próximos 5 anos.

Os fundadores do Twitter, Evan Willians e Biz Stone, detalharam durante a abertura do evento D7: All Things Digital, na noite desta terça-feira (26/05), os possíveis modelos de negócios que o serviço de microblog pode adotar. “Nós precisamos construir um negócio monetizável”, admite Willians.

A possibilidade apresentada pela dupla com maior entusiasmo foi o pagamento de taxas por empresas para que o Twitter certifique e indique a conta oficial da empresa para novos  usuários.

“As pessoas gostam do Dunkin Donuts. Uma coisa que podemos contar aos novos usuários é que a conta do Dunkin Donuts no Twitter é realmente do Dunkin Donuts”, afirmou Willians, citando a rede de alimentação como exemplo.

O evento, organizado pelos jornalistas Kara Swisher e Walt Mossberg, do jornal The Wall Street Journal, já realizou entrevistas com o fundador da Amazon.com, Jeff Bezos, o fundador da Dell, Michael Dell e o fundador da News. Corp, Rupert Murodch, além de reunir Steve Jobs e Bill Gates no mesmo palco em 2007.

Questionados sobre o possível uso de publicidade no serviço, os fundadores afirmaram que a inclusão de anúncios no serviço é “a coisa menos provável que faremos” como modelo de negócios.

A dupla, porém, não se compromete com um prazo para que o Twitter comece a render dinheiro. “Haverá um momento em que habilitaremos algo”, disse Wilians.

A venda do serviço de microblog também está descartada. Pelo menos nos próximos cinco anos, Willians e Stone se comprometeram em continuar à frente do serviço.