Case de inovação: SERASA


serasa

Mais de 65% da receita de tecnologia da Serasa vem de projetos de inovação

Programa informal de estímulo à criatividade criado há 3 anos resulta em grande participação nos resultados da área de tecnologia.

Três anos depois da implementação de um programa de open innovation – que reúne funcionários, fornecedores, parceiros e acadêmicos em workshops e fóruns para discutir formas de inovação -, a fornecedora de serviços financeiros Serasa Experian contabiliza que 65% das receitas geradas pela área de TI têm origem nas sugestões dos colaboradores do projeto.

Dorival Dourado, principal executivo de tecnologia – Chief Information Officer (CIO) – da empresa, conta que a área de tecnologia atua na geração de resultados corporativos e é avaliada de forma independente das demais unidades de negócio. “Hoje somos uma provedora de soluções e serviços específicos para os clientes e a TI responde pelo desenvolvimento desses produtos”, diz ele, que lidera a iniciativa de transformar a companhia em um ambiente favorável à inovação e a construção coletiva de conhecimento.

Em vez de estruturar um projeto formal de inovação, Dourado optou por criar um movimento de estímulo à mudança e à criatividade dentro da companhia. “Não temos um nome, uma sede ou uma forma, espalhamos a iniciativa pelos corredores de forma viral”, conta ele, que complementa: “Em um exercício puro de liderança, ando pelos departamentos conversando com os funcionários e identificando oportunidades e seus agentes viabilizadores – que são aqueles que se dão uma ideia e se animam com a possibilidade de sua implementação.”

Depois dessa etapa de relacionamento, os colaboradores que tiveram contato com o CIO ou souberam da iniciativa por terceiros procuram os fóruns de discussão internos e formalizam suas sugestões. “Eu e minha equipe analisamos as ideias e, se a julgarmos pertinentes e viáveis, incumbimos a pessoa que sugeriu a liderar sua implementação”, diz Dourado.

A empresa não bonifica os funcionários financeiramente por isso. “Damos o que eles mais almejam: o reconhecimento profissional. Quando uma ideia se torna projeto, toda a companhia fica sabendo, comenta e reconhece o mérito de seu criador”, conclui ele.

Opinião da Cysneiros Consultores:

Flammarion Cysneiros - CEO - ICOMUNI ConsultoriaPara Flammarion Cysneiros, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento de Projetos da ICOMUNI Consultoria, a inovação gera capital intelectual e tecnológico, e é o catalizador dos países emergentes na economia mundial .

A ICOMUNI Consultoria empresa há mais de 5 anos no mercado, presta consultoria em empreendedorismo e inovação, e capacita empresas a investirem cada vez mais em projetos inovadores e de alto valor competitivo.
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LexML: Site de buscas reúne 1,3 milhão de documentos de órgãos públicos


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Algumas das características do sistema de buscas de informações governamentais é oferecer os documentos de acordo com seus níveis de hierarquia (federal, estadual e municipal)

A população tem agora mais uma canal para acessar gratuitamente documentos públicos como leis, decretos, acórdãos e projetos de lei pela internet. Com a finalidade de organizar essa massa de dados, o Senado lançou hoje (30) o site de buscas LexML.gov.br.

O acervo do site, criado com o apoio do Portal Virtual do Poder Legislativo (Interlegis), conta com 1,3 milhão de documentos de órgãos como o Tribunal Superior do Trabalho (TST), Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Procuradoria-Geral da República (PGR), o Banco Central (BC) e a Organização dos Advogados do Brasil (OAB). Ao todo, o sistema reúne informações recolhidas por equipes de Tecnologia da Informação (TI) de 18 órgãos públicos, além do Senado Federal. “Nosso objetivo maior é garantir ao cidadão brasileiro o acesso à informação”, disse o vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO), durante a solenidade.

Algumas das características do sistema de buscas de informações governamentais é oferecer os documentos de acordo com seus níveis de hierarquia (federal, estadual e municipal). Ele também está preparado para lidar com siglas. “O site vai um pouco além do Google. O Brasil mostra mais uma vez que está avançando na questão tecnologia”, afirmou o presidente da Comissão de Informática da OAB, Alexandre Atheniense, um dos participantes do lançamento do portal.

Uma versão do portal começou a funcionar em dezembro de 2008, com 90 mil documentos do Legislativo e Judiciário. A meta, segundo os responsáveis pelo projeto, é integrar ao LexML todos os órgãos dos três poderes.

Passo a passo da formalização do Empreendedor Individual


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Segue abaixo o passo a passo da formalização do Empreendedor Individual:

1 – Antes de fazer o registro da formalização, o interessado deve consultar a prefeitura para saber se o local onde já exerce ou pretende exercer sua atividade está de acordo com as normas municipais, além de outras questões, como a sanitária, por exemplo.

2 – A inscrição do Empreendedor Individual é gratuita e será feita pela internet no Portal do Empreendedor: www.portaldoempreendedor.gov.br. Após consultar a prefeitura, o interessado deve fazer uma pesquisa para saber se o nome da empresa a ser registrada está disponível. O sistema informará se o nome poderá ser registrado e, se não, dará opções de outros nomes.

3 – Aprovado o nome da empresa, o profissional deve preencher a ficha de inscrição, informando os dados pessoais e os da empresa a ser aberta, junto com uma declaração de ciência e cumprimento da legislação municipal. Feito isso, recebe automaticamente os registros no CNPJ, na Junta Comercial, na Previdência Social e um documento com valor de alvará de funcionamento. A previsão é que esse processo dure, no máximo, 30 minutos.

4 – Depois, será gerado um documento, que deverá ser impresso, assinado, anexado a uma cópia do RG e encaminhado para a Junta Comercial num prazo de até 60 dias. O envio do requerimento à Junta é necessário porque a lei exige assinatura.

5 – Concluída a inscrição, o empreendedor deverá solicitar a emissão do Documento de Arrecadação Simplificada (DAS), por meio do qual fará o pagamento do imposto único mensal. Como esse valor é fixo, ele poderá solicitar o DAS para o ano inteiro e pagar mês a mês.

Apoio

Todos esses procedimentos podem ser feitos pelo próprio candidato a empreendedor individual ou por qualquer pessoa a quem ele recorrer, caso não tenha acesso à internet ou não saiba utilizar meios eletrônicos. Por lei, eles contarão com o apoio dos escritórios de serviços contábeis integrantes do Simples Nacional, que prestarão atendimento gratuito.

O Sebrae também vai orientar e atender esses empreendedores. O trabalho envolve tanto os 800 pontos fixos de atendimento da Instituição quanto ações itinerantes. De acordo com o secretário Edson Lupatini, as Juntas Comerciais e centrais de atendimento empresarial também farão a inscrição desses empreendedores via Portal do Empreendedor. Eles ainda contarão com orientações por meio das centrais de relacionamento do Sebrae (0800-5700-800) e do INSS (135), além de portais de demais órgãos envolvidos.

País deve investir em inovação para diminuir diferenças regionais


diferenças regionais

A sutil redução de diferenças regionais no País, apontada na Pesquisa Industrial Anual (PIA) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pode ser acelerada por meio de investimentos mais consistentes em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e em educação. A avaliação é do economista Patrick Carvalho, chefe da Divisão de Economia da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

“A diminuição das diferenças regionais no Brasil é natural do processo de integração econômica e social. A Firjan tem estudos que já indicam a tendência de interiorização do desenvolvimento nacional. A melhor forma de acelerar isso é investir em infraestrutura, pesquisa, educação e saúde, para desenvolver as regiões de forma harmônica e sustentável”, afirmou.

Para o economista, cabe ao Governo facilitar e criar um ambiente de negócios onde haja incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento do ponto de vista da proteção à propriedade intelectual e ao sistema tributário. “Para intensificar esse processo (de redução das diferenças regionais) são necessários mais recursos para pesquisa e desenvolvimento, essenciais para o crescimento sustentável e duradouro de qualquer economia”, afirmou.

Mas para garantir a aplicação maciça de recursos na área, defende Carvalho, é preciso haver mobilização social. “A solução está na sociedade civil organizada exigir dos políticos uma resposta mais rápida e eficaz para o problema. Todo mundo sabe que investir em pesquisa e educação é o melhor meio de se desenvolver o País. Mas são necessárias ações concretas do Governo em alocação de verbas e alteração da legislação, de forma a desburocratizar o meio de pesquisa e desenvolvimento”, disse.

Segundo o economista, o sistema de registro de marcas e patentes teria que ser facilitado. “Hoje em dia se demora um tempo absurdo para se patentear qualquer produto. Isso acaba entrando no custo das empresas”, afirmou.

Carvalho defende que compete ao empresário tomar a decisão mais racional possível sobre a incorporação de novas tecnologias. “Se é mais barato comprar a tecnologia do que desenvolvê-la, o mais lógico é que devemos comprá-la. A questão é: cabe ao Governo facilitar os meios de produção de pesquisas e patentes, agilizando o processo”.

Opinião da Cysneiros Consultores:

Flammarion Cysneiros - CEO - ICOMUNI ConsultoriaPara Flammarion Cysneiros, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento de Projetos da ICOMUNI Consultoria, a inovação gera capital intelectual e tecnológico,  é o catalizador para impulsionar a economia dos estados emergentes no cenário nacional.

A ICOMUNI Consultoria empresa há mais de 5 anos no mercado, presta consultoria em empreendedorismo e inovação, e capacita empresas a investirem cada vez mais em projetos inovadores e de alto valor competitivo.
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Casos de sucesso sustentáveis


IX Conferência Anpei

Empresas como Fiat, Pirelli, DuPont e Petrobras apresentaram, em evento, produtos e processos inovadores que preservam meio ambiente e permitem uso racional de matérias-prima.

A IX Conferência Anpei de Inovação Tecnológica terminou, na última quarta-feira (10/06), com a palestra do presidente do Intelligent Manufacturing Systems (IMS), Claudio Boer. Durante a apresentação, Boer defendeu que a cadeia de inovação deve ser apoiada em estratégias de longo prazo para ter resultados consistentes. “O sucesso está ligado a todos os níveis da empresa e, portanto, todos têm de estar envolvidos no processo de inovação”, acrescentou.

Boer afirmou que a inovação nasce em mentes inovadoras. “O pensamento criativo leva a ideias inovadoras”, observou. Segundo ele, a produção está em uma nova fase. Depois de evoluir da forma artesanal para a fabricação em massa, chegou a vez da produção customizada. “A customização em escala industrial é um novo paradigma”, afirmou o presidente da IMS, uma organização global com foco em inovação na fabricação e que tem uma rede de mais de mil pesquisadores.

Inovação contra a escassez de recursos

Os participantes do evento concluíram que há uma considerável e nunca vista consciência social no mundo, que tende a valorizar a vida, a produção, o valor agregado pelo trabalho, a eficiência e a inovação, ao invés de uma visão expansionista e consumista. Busca-se a sustentabilidade através do consumo necessário diante de recursos escassos e finitos.

No encerramento da Conferência, a Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei) elogiou a iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) de criar a Secretaria de Inovação Tecnológica, que substitui e amplia a abrangência da Secretaria de Tecnologia Industrial, e comemorou a criação do Cartão BNDES para financiar a contratação de serviços relativos à inovação.

Casos de sucesso

Os gestores de projetos de inovação demonstraram, pelos casos apresentados durante a Conferência, que já existe um elevado grau de consciência sobre os danos causados pela falta de atenção aos efeitos da cadeia produtiva no meio ambiente. Na apresentação dos casos de sucesso dos setores de energia, químico, petroquímico, metalmecânico, eletroeletrônico e automotivo, ficou clara a opção pela inovação sustentável.

Energia

A Tecnopuc-RS relatou os passos dados para implantação da planta-piloto para fabricação de células solares e módulos fotovoltaicos com tecnologia nacional, abrangendo infraestrutura montada, processos de fabricação e resultados alcançados. Para viabilizar o projeto, a Rede Brasil de Tecnologia (Ministério de Ciência e Tecnologia – MCT) fez, em 2004, uma parceria com a Financiadora de Estudos e Projeto (Finpe), a Petrobras, a CEEE e a Eletrosul, com o objetivo de transferir a tecnologia de fabricação de células solares desenvolvida pela PUC/RS para uma linha pré-industrial, a fim de verificar sua viabilidade técnica e econômica para produção em larga escala.

Outro case da área de energia foi o da VSE, controlada por Vale, BNDESPAR e Sygma-Tec. A nova empresa está focada em aumentar a oferta energética com equipamentos e processos que permitam amenizar ou anular o dano ambiental. Neste painel também foram apresentados os cases “Células e combustível – energia limpa, sustentável e eficiente”, da Electrocell; “Descentralização Internacional de P&D – energia eólica na 3M do Brasil”, da 3M; “Uso de Lodo e estação de tratamento de efluente industrial como biomassa”, da 3M; e “Inovação para sustentabilidade de geração de valor – o caso do P&D Light”, da Light.

Celulose

A VCP elaborou seu inventário de emissões, cobrindo suas operações florestais, industriais e logísticas da unidade de Jacareí. A companhia apresentou o levantamento de todas as emissões de carbono da cadeia de produção de celulose e os resultados serviram para orientar o plano de redução de emissões da empresa, direcionando estratégias de sustentabilidade.

A Votorantim apresentou o caso “Uso de seleção assistida por marcadores na estratégia de melhoramento genético do eucalipto”, e a Aracruz mostrou seu case sobre inovação tecnológica sustentável, que aumentou em 85% a produtividade de celulose por hectare, produzindo mais com menor dispêndio de área e energia, contribuindo para a preservação de recursos naturais.

Energia e Eletrodomésticos

Projetos inovadores em cocção, refrigeração e lavanderia foram desenvolvidos pelos três centros de tecnologia da Whirlpool Latin America, que é representada, no Brasil, pelas marcas Brastemp, Consul e KitchenAid. Segundo levantamento da empresa, a Whirlpool registrou 721 pedidos de patentes no Brasil e no exterior até fevereiro de 2008. Suas ações de responsabilidade social e ambiental resultaram em programas como o Projeto Ozônio, que promove o recolhimento de gases refrigerantes usados em freezers, refrigeradores e condicionadores de ar.

A empresa, uma das maiores detentoras de Selos Procel de Eficiência Energética, adotou um programa de logística reversa para reciclagem de eletrodomésticos.

O laboratório LABELO, da PUC/RS, apresentou um case sobre o apoio da universidade na redução do desperdício de energia dos produtos elétricos fabricados no Brasil.

Automotivo

O centro da Pirelli em Santo André, no ABC paulista, desenvolve os pneus para as montadoras atendidas pela empresa no continente americano, incluindo os Estados Unidos. “Testamos mais de 30 mil pneus por ano”, diz Roberto Falkenstein, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da companhia. “O mercado nunca esteve tão atento à sustentabilidade. Isso mudou totalmente o trabalho de P&D.”

Segundo o executivo, o pneu é responsável por 20% do gasto de combustível do veículo. “Desenvolvemos um pneu verde, com menor resistência à rolagem, que permite a economia de 5% de combustível na estrada, quando o carro está a 100, 110 quilômetros por hora, sem afetar a segurança e sem dispersar na natureza elementos contaminantes”, informou.

O diretor da Pirelli apontou que, atualmente, os veículos geram em média 160 gramas de dióxido de carbono por quilômetro rodado. A União Europeia tem como meta chegar a 120 gramas até 2015.

A Pirelli tem cinco fábricas no País. Em seu Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, em Sumaré (SP), atuam 180 pessoas. Anualmente são testados mais de 30 mil pneus, o que corresponde a mais de 10 mil quilômetros rodados. Em 2008, a empresa obteve 63 novas homologações e neste ano, já há mais de 60 novos projetos em desenvolvimento.

Preocupada com a geração de CO² na produção, a Pirelli busca fontes alternativas de energia, como a sílica, e pesquisa o uso de matérias-primas renováveis como extração de borracha de algas e obtenção de sílica de casca de arroz. A Pirelli também promove estudos para redução do peso do pneu, que tem impacto em toda a cadeia produtiva.

A empresa se preocupa também com o pós-consumo, para que o pneu, ao invés de se tornar um lixo inconveniente, possa ainda trazer benefícios no momento de seu descarte.

Outro case de sucesso foi o projeto Flex Star, da Bosch, que é um sistema de gerenciamento de partida acionado eletronicamente, levando em conta as condições de operação do motor e a temperatura ambiental. O reservatório de gasolina dos veículos a álcool foi eliminado, o que levou à redução de 40% na emissão de poluentes.

Químico

A Rhodia apresentou três casos de sucesso no setor químico, com destaque para o desenvolvimento de sistemas com polímeros especiais que, aplicados a superfícies rígidas, impedem a deposição de sujeira, facilitando a limpeza no local e diminuindo o consumo de água. O produto é atualmente utilizado pela Rhodia Internacional em países europeus e norte-americanos.

Outro projeto apresentado pela Rhodia foi o fio Emana, uma inovação de caráter inédito no mundo. Trata-se de um fio produzido com base em poliamida 66 (PA66), um tecido com propriedades que proporcionam o bem-estar, por meio da estimulação do metabolismo da pele e regiões adjacentes. O mecanismo de ação do produto envolve a absorção/emissão de ondas na região do infravermelho longo, ativadas pela transmissão de temperatura ao contato com o corpo humano. A absorção/emissão de infravermelho promovida pelo tecido em contato com a pele promove uma interação benéfica com o organismo, promovendo uma melhoria da circulação periférica no local em que o tecido é utilizado por um período prolongado.

A Fosfértil mostrou, em seu case, a importância dos catalisadores secundários para a redução de 80% da emissão gasosa de óxido nitroso (N²O) nas duas plantas de ácido nítrico da empresa, enquanto a Oxiteno apresentou seus estudos em campos inovadores como, por exemplo, a aplicação de tensoativos em nanotecnologia de dispersões e compostos de materiais poliméricos. A Corn Products Brasil desenvolveu, em parceria com a BASF S.A, a resina EcobrasTM, totalmente biodegradável e compostável, que possibilita também a economia de energia.

Petroquímico

A Braskem apresentou o Projeto Ecobraskem, cujo objetivo é racionalizar o consumo de água e energia na Unidade de Insumos Básicos da empresa (UNIB-BA) e, ao mesmo tempo, gerar efluentes. A UNIB-BA utilizava o equivalente a 1% do consumo energético nacional. Desenvolvido juntamente com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), o projeto levará a unidade industrial a outro patamar de ecoficiência, com redução de consumo de água e energia.

A Altus apresentou um case sobre a implantação, na Floresta Amazônica, do gasoduto de 662 km da Petrobras, o Urucu-Manaus, que envolveu as áreas de automação, instrumentação, logística, telecomunicações e energia elétrica. A Innova-CENPES (Centro de Pesquisa da Petrobrás) mostrou o desenvolvimento da HIPS, um novo tipo de resina termoplástica de poliestireno de alto impacto, que pode ser utilizada nos segmentos de embalagem, refrigeração e eletroeletrônicos.

Metalmecânico

A WEG mostrou seu projeto de substituição gradativa do ferro gusa por sucata de aço na produção de ferro fundido cinzento, que é utilizado na fabricação de carcaças e tampas para seus motores. O objetivo é contribuir para o desenvolvimento sustentável com o aumento do uso do resíduo e a diminuição dos impactos ambientais. Atualmente, a empresa processa, a cada mês, uma média de 8,1 mil toneladas de ferro fundido, que produzem, em média, 5,6 mil toneladas de sucata de aço.

A Ciser apresentou seu projeto de soluções em componentes de fixação. Um dos produtos resultantes desse trabalho foi o Tenex, um fixador inteligente de tensão que pode ser aplicado ao setor de construções metálicas. Outras iniciativas da empresa são o Centro Tecnológico, que é referência no estudo de juntas, o Projeto de Preservação de Nascentes do Rio Quiriri e o Projeto Elos da Aliança.

Sustentabilidade

A Embraco apresentou duas tecnologias de produtos e processos de fabricação de compressores, a Embraco VVC e Embraco CO2. A primeira possibilita a redução em até 40% o consumo de energia de refrigeradores e freezers e a segunda, para operações em altas pressões. A empresa mostrou também seu Programa de Valorização da Diversidade.

A DuPont Guarulhos apresentou o Green Thinking, criado para contribuir com a preservação ambiental e tornar-se referência no segmento para clientes e fornecedores. Já a Nokia apresentou o NDG (Nokia Data Gathering), solução tecnológica para coleta de dados, em tempo real, que colabora para diminuição do uso de papel e gastos com transporte, permitindo respostas rápidas à crises e ações de prevenção de epidemias.

A BWE falou sobre o lançamento do W-33, o primeiro produto biodegradável, renovável, sustentável e de origem vegetal no mundo para o tratamento de águas de refrigeração, e a Perenne apresentou um case sobre técnica de reuso da água, que inclui processos de separação por membranas, cada vez mais utilizados em estações de tratamento de águas industriais. A a Petrobras/CENPES mostrou os projetos de responsabilidade ambiental nas Unidades de Coqueamento Retardado da empresa.

Ao fazer o próprio inventário de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), a Celulose Irani conseguiu neutralizar o processo, o que a transformou de devedora a credora de créditos de carbono emitidos pelo Protocolo de Kyoto. A empresa, que já tem a certificação Carbono Neutro graças ao plantio e ao manejo florestal realizados com responsabilidade ambiental e graças à execução de projetos segundo o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) da Organização das Nações Unidas (ONU), também é pioneira com o projeto Irani Wastewater Methane Avoidance Project , primeiro no mundo em tratamento totalmente aeróbico de efluentes, aprovado pela ONU.

A Dedini, que é líder mundial no fornecimento de tecnologias e soluções para o setor sucroalcooleiro, já conta com projetos de ponta visando à sustentabilidade. A empresa propõe um novo conceito de usinas de açúcar e etanol, que gere receita com menos insumos e, conseqüentemente, com menor emissão de gases de efeito estufa e de efluentes, além de preservar a integridade física das pessoas envolvidas a partir de equipamentos mais seguros.

Na área automotiva, a Fiat mostrou o Fiat Concept Car II (FCC II) totalmente desenvolvido no Pólo de Desenvolvimento Giovanni Agnelli, em Betim (MG), símbolo das novas soluções de mobilidade com materiais alternativos, reutilizáveis e não poluentes. O motor elétrico é alimentado por 93 baterias de íon lítio, que podem ser recarregadas em qualquer tomada 220V. Com autonomia de até 100 km, desenvolve 59 kW (80,2cv) e torque máximo de 220 Nm (22,9kgfm). O carro utiliza transmissão Dualogic e o sistema de bloqueio de diferencial Locker. A carroceria é de fibras naturais de fontes renováveis para ter menor impacto ao meio ambiente e da nanotecnologia para fazer peças mais leves e resistentes. Os painéis de carroceria, como o capô, por exemplo, foram injetados em composto com nanoargila, e a chave de fenda que acompanha o kit de ferramentas foi injetada em plástico reciclado com fibras de curauá e sisal. Peças como reparos, discos de freio, molas e montantes de suspensão receberam revestimentos organometálicos isentos de metais pesados. A espuma que reveste os bancos foi feita com 30% de poliol de óleo de soja reciclado.

Além das companhias, as associações e entidades também fizeram sua contribuição no painel. A Serasa apresentou o Relatório de Responsabilidade Ambiental, que tem como objetivo mensurar o comprometimento das empresas brasileiras com as questões relacionadas ao meio-ambiente, e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) do Acre destacou o investimento das indústrias madereira e moveleira na preservação florestal, garantindo matéria-prima abundante e de qualidade e o aproveitamento total da madeira, sem deixar resíduos. A Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (FUCAPI), do Amazonas, apresentou o equipamento modular para tratamento de esgotos e o programa Design Tropical da Amazônia.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) falou sobre seu Programa de Inovação Tecnológica, que culminou no desenvolvimento, entre 2005 e 2007, de 527 produtos e processos, com 192 projetos em andamento. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) do Distrito Federal mostrou a metodologia de redução de custos e de impactos ambientais negativos e de aumento de produtividade. Já o Sebrae-SP apresentou a experiência de implantação do Sistema de Gestão Ambiental (SGA) para tornar micro e pequenas empresas mais eficientes e competitivas.

Por fim, a Inova Unicamp e a Contech apresentaram um case sobre busca por tecnologias limpas que beneficiem o meio ambiente, resultando na formulação de novas soluções para a redução do impacto de efluentes industriais nocivos ao ecossistema.

Fonte: Anpei

Opinião da Cysneiros Consultores:

Flammarion Cysneiros - CEO - ICOMUNI ConsultoriaPara Flammarion Cysneiros, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento de Projetos da ICOMUNI Consultoria, os congressos promovidos pela Anpei contribuem para o aumento da inovação das empresas, e impulsionam a economia do País.

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Cartão BNDES financiará investimentos em inovação


Cartao BNDS

A partir de agora, MPMEs podem utilizar Cartão para contratar serviços de P&D de institutos tecnológicos. Linha de financiamento com limite pré-aprovado não exige elaboração de projeto.

O Cartão BNDES, criado em 2003 a fim de tornar mais ágil o crédito para as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), passa a financiar os investimentos em inovação. A partir de agora, será possível contratar, com o uso do Cartão, serviços de pesquisa, desenvolvimento (P&D) e inovação aplicados ao desenvolvimento de produtos e processos. A iniciativa visa permitir que as MPMEs tenham acesso facilitado ao crédito para melhorarem seus produtos e processos, de forma a ganharem competitividade.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) considera a inovação fator determinante para o sucesso das MPMEs no ambiente competitivo atual. Com essa iniciativa, as micro, pequenas e médias empresas poderão utilizar o Cartão BNDES para financiar a contratação de serviços de pesquisa e desenvolvimento fornecidos por Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs). Já existem 20 institutos tecnológicos credenciados.
Entre os itens financiáveis estão a aquisição de transferência de tecnologia, de serviços técnicos especializados em eficiência energética e impacto ambiental, design, prototipagem, resposta técnica de alta complexidade, avaliação da qualidade de produto e processo de software.
Os instrumentos de financiamento à inovação disponíveis demandam das empresas a elaboração de um projeto, o que causa dificuldades para as MPMEs. A partir de agora, para obter crédito, não será necessária a apresentação do projeto, já que o Cartão é uma linha de financiamento com limite pré-aprovado. Ou seja, essa nova possibilidade criada pelo Cartão BNDES aperfeiçoará os instrumentos do sistema de apoio à inovação no País.
A iniciativa complementará ações do Governo voltadas para o fomento do investimento privado em inovação. O Cartão BNDES complementa as linhas de financiamento à inovação existentes para as MPMEs e vai ao encontro de uma série de iniciativas governamentais realizadas nos últimos anos, com o objetivo de incentivar a inovação no País.
O Cartão BNDES é um produto que, baseado no conceito de cartão de crédito, visa financiar os investimentos das MPMEs de forma simplificada. O produto consiste em uma linha de crédito rotativo e pré-aprovada, com limite de até R$ 500 mil por banco emissor (Banco do Brasil, Bradesco e Caixa Econômica Federal), taxa de juros atrativa, de 1% ao mês em junho de 2009, e pagamento em até 48 prestações mensais fixas, sem cobrança de tarifa e de anuidade.
Até o momento, foram emitidos mais de 200 mil cartões, somando R$ 7 bilhões em limite de crédito pré-aprovado para investimentos. Em 2008, foram realizadas mais de 63 mil transações, que representaram R$ 934 milhões em negócios, com crescimento superior a 60% em relação ao ano anterior. Para 2009, a projeção é de que o Cartão BNDES apresente crescimento ainda mais expressivo (de janeiro a maio foi de 149%), atingindo cerca de 140 mil operações e totalizando R$ 2,1 bilhões.

BNDES reduz juros e anuncia medidas para bens de capital e engenharia nacional

Além de financiar investimentos em inovação a partir do Cartão BNDES, o banco está promovendo uma forte redução nos juros de seus financiamentos, ampliando o apoio ao desenvolvimento da engenharia nacional e ao setor de bens de capital. As medidas reforçam a atuação do BNDES como instrumento de estímulo à realização de investimentos no Brasil. São também uma continuação das ações em curso da Política de Desenvolvimento Produtivo, do Governo Federal.

A base do esforço de redução de juros é a diminuição da TJLP, que por decisão do Conselho Monetário Nacional passa de 6,25% para 6% ao ano. A queda da TJLP, associada à equalização de juros feita pelo Tesouro Nacional (que pode atingir R$ 42 bilhões), terá impacto generalizado nas taxas praticadas pelo BNDES, beneficiando todo o setor produtivo.

Engenharia Nacional e Inovação

O BNDES aprovou a criação do Programa de Apoio à Engenharia (BNDES Proengenharia) para financiar a atividade dentro dos setores de bens de capital, petróleo e gás, naval, aeronáutico, aeroespacial, nuclear, defesa nacional e automotivo, além da cadeia de fornecedores de petróleo, gás e a indústria naval.

O BNDES Proengenharia terá orçamento de R$ 4 bilhões e vigência até 31 de dezembro de 2010 e se destinará a apoiar as atividades de engenharia local, voltada ao mercado interno e externo. O valor mínimo do crédito será de R$ 3 milhões e poderá ser liberado diretamente pelo BNDES, via agentes financeiros ou de maneira mista. O custo final será de TJLP, reduzida para 6% ao ano, mais 0,9%, acrescidos do spread de risco da empresa, de até 3,57%. O prazo máximo de financiamento será determinado em função da capacidade de pagamento do empreendimento e do grupo econômico.

Nas operações indiretas haverá, ainda, taxa de intermediação financeira para operações de 0,5% para as grandes empresas. As micro, pequenas e médias estão isentas desta taxa. A remuneração do agente será negociada entre os bancos e o beneficiário do crédito.

Entre os principais itens financiáveis estão os custos e as despesas diretas associadas às atividades de engenharia e aperfeiçoamento de produtos e processos dos setores de máquinas e equipamentos nacionais, cadastrados no BNDES; mão-de-obra e materiais; testes e ensaios; registro de patentes no Brasil e no exterior; obras civis, montagens e instalações; softwares desenvolvidos no País e serviços correlatos; importação de equipamentos novos sem similar nacional.

O banco de fomento também reduzirá as taxas de juros para as linhas de inovação. A taxa anual da linha Inovação Tecnológica – que apoia projetos que busquem o desenvolvimento de produtos ou processos novos e que envolvam risco tecnológico – cairá de 4,5% para 3,5% e será fixa até 31 de dezembro deste ano. Já a linha Capital Inovador, que incentiva empresas a desenvolver capacidade para gerar atividades de inovação, teve a taxa reduzida de 9,25%, incluindo a taxa média de risco de 3%, para 4,5%, também até 31 de dezembro.

Bens de capital

A taxa de juros cobrada pelo BNDES nas linhas de financiamento para exportação e aquisição de bens de capital recuou de 10,25% para 4,5% ao ano. Os juros para compra e produção de máquinas e equipamentos nas linhas Finem, Finame e BNDES Automático caíram para 7%, segundo anúncio feito pelo presidente do banco, Luciano Coutinho. Os novos juros ficarão em vigor até 31 de dezembro.

A adoção de juros menores tem como suporte a queda na TJLP. E o Tesouro Nacional também garantirá a redução de parte dos juros por um programa de equalização de taxas que deve custar até R$ 525 milhões somente neste ano. “Isso nos permitirá transmitir essa redução de custos para os investidores e para as empresas”, disse Coutinho. “Essas condições são transitórias, são um estímulo à retomada do investimento e da compra de máquinas das empresas”.

O Tesouro Nacional está preparado para equalizar créditos de até R$ 42 bilhões, segundo Mantega. Mas esse valor refere-se ao volume de empréstimos para o setor de bens de capital em 2008, que não deve se repetir este ano, tendo em vista a forte redução na concessão de crédito por causa da crise.

O Governo abriu ainda a possibilidade de os fabricantes de máquinas e equipamentos, inclusive ônibus e caminhões, bem como companhias de transporte rodoviário de carga, refinanciarem as quatro últimas parcelas vencidas e não pagas de empréstimos. O interessado poderá refinanciar a dívida em 12 meses, com seis de carência.

O Governo também decidiu criar dois fundos garantidores de crédito para as pequenas e médias empresas e para as compras de bens de capital. A União colocará R$ 1 bilhão nos fundos este ano e outros R$ 3 bilhões em 2010. Um dos instrumentos será administrado pelo BNDES e o outro pelo Banco do Brasil.

Segundo o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, esses fundos deverão entrar em funcionamento em, no máximo, 30 dias. A Caixa Econômica Federal deve se beneficiar do fundo administrado pelo BB, o que reduzirá algumas das taxas de juros praticadas pelo banco.

Apenas uma linha de crédito do BNDES tinha financiamento com taxa fixa tão baixa quanto os 4,5% que estão sendo temporariamente concedidos a alguns bens de capital: a de inovação tecnológica.

Pelo projeto do BNDES, a partir de 1º de janeiro de 2010, todas as condições de financiamento retornam às condições anteriores. Por isso, a equipe técnica do banco acredita que o pacote antecipe não só a decisão de compra isolada de máquinas e equipamentos como retire da gaveta das empresas projetos que estão à espera de um melhor cenário econômico.

Os pedidos de financiamento que passam pelo Finame costumam ter definição rápida, em torno de um mês. Já os projetos maiores, de ampliação de fábricas, têm tramitação mais complicada, com vários meses entre o pedido de financiamento e seu desembolso.

O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, afirmou que sua equipe, junto com a Receita Federal e o Ministério da Fazenda, fará uma “ação dura” contra empresas brasileiras de bens de capital que estão importando peças e trocando as plaquetas de identificação.

Opinião da Cysneiros Consultores:

Flammarion Cysneiros - CEO - ICOMUNI ConsultoriaPara Flammarion Cysneiros, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento de Projetos da ICOMUNI Consultoria, a inovação gera capital intelectual e tecnológico, e é o catalizador dos países emergentes na economia mundial. Este financiamento oferecido pelo BNDES potencializará ainda mais o investimento das pequenas e médias empresas em inovação.

A ICOMUNI Consultoria empresa há mais de 5 anos no mercado, presta consultoria em empreendedorismo e inovação, e capacita empresas a investirem cada vez mais em projetos inovadores e de alto valor competitivo.
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Edital Senai-Sesi de Inovação 2009 tem 55 projetos aprovados


Edital Senai-Sesi de Inovação

Confira as propostas selecionadas para desenvolvimento de processos, produtos e tecnologias sociais inovadoras. Investimento de entidades e empresas será de R$ 20 milhões.

O Edital Senai-Sesi de Inovação 2009 bateu o recorde de projetos aprovados e de recursos direcionados para a inovação de processos, produtos e tecnologias sociais. Das 267 propostas enviadas, 55 foram selecionadas. Para a parceria apenas com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), 32 projetos foram classificados. Na área de inovação social, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), 18 propostas foram aprovadas, e para as ações compartilhadas Senai/Sesi, cinco projetos foram selecionados. O desenvolvimento das iniciativas será realizado em 17 departamentos regionais e o repasse dos recursos está previsto para agosto.

De acordo com o gerente-executivo da Unidade de Inovação e Tecnologia (Unitec) do Senai Nacional, Orlando Clapp Filho, a carteira de recursos, somada a contrapartida das empresas, deve ser superior a R$ 20 milhões, o dobro em relação ao ano passado, quando foram apresentados 99 projetos e 24 selecionados. As duas entidades do Sistema S da indústria direcionam R$ 10 milhões para custeio dos projetos e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vai destinar R$ 2,5 milhões para bolsas de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial. “No ano passado, foi possível contratar 30 bolsistas e, em 2009, poderemos alocar cerca de 60 bolsistas por um ano e meio para desenvolvimento dos projetos,” disse Clapp.

O diretor-geral da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (PROTEC), Roberto Nicolsky, comemorou o resultado. “A aprovação de 55 projetos de desenvolvimento tecnológico, mais do que o dobro do ano passado, num total superior a R$ 20 milhões de investimentos, representa cerca de 20% da demanda,” disse Nicolsky. “Este resultado mostra o acerto desse formato de edital que concede prioridade a prazos curtos de inserção no mercado. O que precisamos, portanto, é ampliar e generalizar o procedimento para atender à demanda qualificada e, assim, produzir um real impacto no País.”

Estados

Segundo o gerente de Inovação Tecnológica do Senai Nacional e gestor do edital, Marcelo Gaspar, o Paraná foi o grande vencedor da sexta edição do edital, com dez projetos selecionados. “Foi o departamento regional que mais se destacou pela diversidade de projetos de produtos e processos inovadores, mas também nas tecnologias sociais,” afirmou Gaspar. “Infelizmente, ficaram de fora projetos muito bons, por conta da limitação de recursos.”

“Os projetos do Paraná representam cerca de 20% de todo o montante de trabalhos aprovados”, disse o diretor do Senai Paraná, João Barreto Lopes. Segundo ele, o resultado reflete o trabalho desenvolvido no estado em prol da inovação e do desenvolvimento das indústrias paranaenses. “É um estímulo à manutenção da nossa busca por inovação”, afirmou.

Os estados de Goiás e Rio Grande do Sul tiveram sete propostas classificadas, Santa Catarina, seis projetos e São Paulo, cinco propostas. Tocantins e Rondônia tiveram pela primeira vez projetos aprovados no Edital Inovação, promovido desde 2004. “Chama a atenção a diversidade dos estados contemplados, bem maior que o ano passado, com dez departamentos regionais. Os estados se empenharam mais para enviar projetos e mostraram que as ações na área de inovação estão sendo priorizadas,” observou o analista de desenvolvimento industrial da Unitec, Alysson Amorim. Segundo ele, alimentos, construção civil e eletroeletrônica foram as áreas de destaque este ano para projetos do Senai.

Inovação social

Para o gerente-executivo da Unidade de Tendências e Prospecção (Unitep) do Sesi Nacional, Fabrízio Machado Pereira, essa primeira participação da entidade no Edital Inovação foi importante para fortalecer a cultura da inovação. “Os projetos têm parceria com as indústrias, com o engajamento direto das empresas e dos trabalhadores e todas as quatro áreas de negócios do Sesi estão representadas: educação, saúde e segurança no trabalho, lazer e cultura e responsabilidade social empresarial,” disse Pereira.

Ele também destacou a forte participação de empresas de grande e médio porte, como Gerdau, Volvo, Coteminas e Perdigão, e a parceria com grandes centros de pesquisa nacionais no desenvolvimento dos projetos, como USP, UFSC, UFRGS, UFPR, UFPE. Tecnologias sociais de educação continuada, ações para redução de absenteísmo, inclusão de portadores de necessidades especiais, ações de combate aos problemas originados em ambiente de trabalho, como LER (lesão por esforço repetitivo), foram selecionadas por atender às demandas da indústria.

Edital SENAI-SESI de Inovação 2009

RESULTADO

Estado

Tipo

Projeto

BA

SENAI

Bebida energética a base de própolis com propriedades funcionais

CE

SENAI

Construção de torres de telecomunicações sem estaios

CE

SENAI

Cadeira escolar ergonômica injetada com termoplásticos reciclados

DF

SENAI

Equipamento de fibra ótica

ES

SENAI/SESI

Mini planta semi-automatizada de produção de biomanta de fibra vegetal do reaproveitamento do

resíduo de coco verde

GO

SENAI

Aplicações da madeira de bambu para a indústria moveleira em cozinhas planejadas residenciais

GO

SENAI/SESI

Desenvolvimento de programa nutricional para melhoria da Saúde do trabalhador,

por meio da adição de alimento funcional à dieta

GO

SENAI

Desenvolvimento de gelado comestível de polpa de bauru

GO

SENAI

Desenvolvimento de embalagens de água mineral para consumo infantil

GO

SESI

Desenvolvimento de CIPINHA – criança, segurança, meio ambiente e cidadania para redução do

índice de absenteísmo dos colaboradores na indústria

GO

SENAI

Projeto de automação e estudo detalhado da etapa de lixiviação do processo Caron

GO

SESI

Pesquisa com trabalhadores da indústria de turno noturno para adequação de seu ritmo biológico e

cronotipo ao trabalho e vida social

MG

SENAI/SESI

Sistema de sinalização de segurança no trabalho industrial gráfico

MT

SENAI

Desenvolvimento de um aparelho para medição da quantidade de combustível – COMBUSMED

MT

SENAI

Equipamento para extração de metais de alto valor agregado a partir de sucata de placas de circuito impresso

PB

SESI

Inovação social para inclusão do portador de necessidades especiais (PNE) a demanda da indústria

PB

SESI

Tecnologia Sesi de inovação na culinária paraibana no contexto do Cozinha Brasil

PB

SESI

Implantação de metodologia de identificação e combate ao presenteísmo

PB

SESI

Tecnologia Sesi de utilização de rejeitos industriais a partir de ações artístico-culturais

PE

SESI

Profissional do Futuro -projeto de qualificação básica para a indústria

PR

SENAI/SESI

Sistema de comunicação alternativa para inclusão social e no mundo do trabalho de pessoas com deficiência (PcD)

PR

SENAI

Brazilian Berries – viabilização industrial de amoras nativas brasileiras

PR

SESI

Canteiro das Letras

PR

SESI

A relação escola indústria e comunidade na ressignificação do currículo do Ensino Médio regular para a formação do futuro trabalhador da indústria

PR

SENAI

Sistema informatizado para validação de software de eletrônica embarcada para a aplicação na indústria em geral

PR

SENAI

Desenvolvimento de lentes oftálmicas fotoativas coloridas

PR

SENAI

Desenvolvimento de linha de mobiliário no conceito de design seguro

PR

SENAI

Panela de pressão com visor e cronômetro de cozimento

PR

SESI

Circuito de corridas rústicas das indústrias

PR

SESI

Relações de gênero como potencial estratégico para a indústria

RJ

SENAI

Formulação e processamento de suco misto com propriedades funcionais

RJ

SENAI/SESI

Programa de adaptação de postos de trabalho e qualificação profissional para contratação de pessoas com deficiência

RN

SENAI

Desenvolvimento e aplicação de inversor e controlador de carga para interconexão de aerogeradores de pequeno porte

RN

SENAI

Obtenção de tijolos pigmentados com resíduos de tinta

RN

SENAI

Aproveitamento do resíduo de rocha calcária como componente em grautes e argamassas

RO

SESI

Metodologia para reduzir o nível de estresse do trabalhador da indústria

RS

SENAI

Desenvolvimento de um sistema de injeção eletrônica de gás natural para conversão de motores de ciclo Otto

RS

SENAI

Multicabo digital gigabit

RS

SENAI

Máquina para montagem automática de pallet de madeira

RS

SENAI

Desenvolvimento de formulações especiais de ovo desidratado para aplicação em produtos alimentícios

RS

SENAI

Desenvolvimento de compostos elastoméricos para fabricação de anéis de vedação para tubulações de água e esgoto

RS

SESI

Curso Sustentabilidade Ambiental

RS

SESI

Curso Inovação

SC

SENAI

Blend de adoçante dietético em pó a partir da taumatina

SC

SENAI

Melhoria do processo de maturação do queijo prato por meio da utilização da enzima

carboxipeptidase de serina

SC

SENAI

Produção de embalagem plástica biodegradável tipo bisnaga

SC

SESI

A busca por métodos para a prevenção das desordens osteomusculares relacionadas ao trabalho

SC

SESI

Controle de gordura trans no processo produtivo do serviço de alimentação do Sesi

SC

SESI

Avaliação do impacto da ginástica funcional no índice de capacidade para o trabalho

SP

SENAI

Desenvolvimento de processo para produção de barras de cereais com pectina do maracujá

SP

SESI

Cidadão do Futuro

SP

SENAI

Foto-otoscópio

SP

SENAI

Tintas inteligentes com ação bactericida

SP

SENAI

Torquímetro cirúrgico digital para uso em implantodontia e cirurgias odontológicas

TO

SENAI

Cogeração de energia térmica no processo de carbo-ativação do endocarpo de coco de

babaçu

(Fonte: Notícias Protec – 26/06/2009)

Opinião da Cysneiros Consultores:

Flammarion Cysneiros - CEO - ICOMUNI ConsultoriaPara Flammarion Cysneiros, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento de Projetos da ICOMUNI Consultoria, a inovação gera capital intelectual e tecnológico, e é o catalizador dos países emergentes na economia mundial. O edital Senai/Sesi de inovação é exemplo de incentivo.

A ICOMUNI Consultoria empresa há mais de 5 anos no mercado, presta consultoria em empreendedorismo e inovação, e capacita empresas de pesquisadores a investirem cada vez mais em projetos inovadores e de alto valor competitivo.
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