Estratégias para uma boa gestão do conhecimento nas organizações

Hirotaka Takeuchi

O Global Make Conference (GMC) teve a participação de Hirotaka Takeuchi, um dos principias pensadores de gestão do conhecimento do mundo e autor de mais de 20 livros sobre o tema. O estudioso japonês fez uma apresentação, no dia 26 de maio, em São Paulo, de três horas por videoconferência, quando listou as principais estratégias para a gestão do conhecimento dentro de uma organização e respondeu às principais dúvidas de empresários e acadêmicos brasileiros.

Dentre as iniciativas necessárias para conferir o enfoque estratégico em uma organização, Takeuchi explicou a importância de criar um “BA”, que significa um espaço ou contexto para que as pessoas possam interagir e trocar experiências. O diferencial para dividir o conhecimento e proporcionar inovações está no relacionamento. “Há ótimos recursos tecnológicos hoje que podem ser usados para fazer registro e documentação, mas uma vez que o conhecimento é registrado, ele já está morto. E dificilmente as pessoas vão querer resgatá-lo, pois partem em busca de um novo conhecimento. Por isso é tão importante criar contextos para que grupos se reúnam e dividam conhecimento”.

Takeuchi discursou, ainda, sobre a necessidade do envolvimento de gestores com toda a equipe, caso contrário, a criação do conhecimento não será obtida. E, segundo o estudioso, é muito fácil identificar, de uma forma tangível, se novos conhecimentos estão sendo criados. “É preciso avaliar se existem inovações nos produtos e serviços nas empresas. Se isso estiver acontecendo, a empresa terá sempre vantagem competitiva e uma lucratividade cada vez melhor. E a inovação pode acontecer em todos os ambientes – tecnologia, negócios, processos, logística, gerenciamento, marketing, recursos humanos. A inovação está em todo lugar”.

Inteligência dos sistemas

Durante sua apresentação, Takeuchi disse que após as revoluções agrícola, industrial e do conhecimento, teremos a revolução da inteligência dos sistemas, que atravessará todos os países e exigirá o empenho de toda a raça humana. “Teremos que criar um planeta inteligente. Precisaremos de sistemas médico e de trabalho, além de um controle climático inteligente. A cooperação será a chave para a criação desse ecossistema inteligente que fará do mundo um lugar melhor para se viver”.

Para que um novo conhecimento seja criado, é necessário que haja dois tipos de conversão. A primeira é converter o conhecimento tácito (baseado nas experiências pessoais de um indivíduo) em explícito (palavras e registros) e vice-versa. O segundo desafio é converter o conhecimento individual para o grupo de uma organização e, posteriormente, para uma comunidade. “Quando promovemos essas conversões algo totalmente novo ocorre no meio do caminho. É a espiral do conhecimento”.

“O Wal Disney é um exemplo de sucesso: conseguiu converter o conhecimento individual que lhe conferiu fama mundial para um grupo e depois para a comunidade. Como resultado, hoje o Mickey Mouse é universal, atemporal e garantiu diversão para família”, destacou.

Liderança e constância de propósitos

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