Twitter é usado como “arma” Social


twitter gun

Os cidadãos de São Francisco, nos Estados Unidos, sempre consideraram a resposta a seus problemas urbanos muito lerda. Para tentar tornar o canal de comunicação entre cidadão e poder público menos burocrático, o prefeito Gavin Newsom e o co-fundador do Twitter, Biz Stone, anunciaram um serviço especial no Twitter, no qual as pessoas poderão mandar qualquer tipo de mensagem, de reclamações a sugestões, além de dúvidas.

Veículos abandonados, pixações, limpeza de ruas, buracos, problemas com lixo, barulho e outros. Segundo o site TechCrunch, basta seguir o usuário do Twitter de nome @SF311, pois ele agora é o canal oficial na internet dos cidadãos com sua administração pública. O número 311 é para onde ligam os cidadãos para esclarecer os mesmos tipos de casos.

A parte prática do serviço é a possibilidade de enviar vídeos e imagens dos problemas. Ao enviar uma mensagem direta para o @SF311, este retornará instantaneamente um número de serviço, já que há um membro da equipe da prefeitura dedicado em sanar os problemas vindos desse canal.

E para organizar todas essas informações, rastreando e arquivando todos os chamados, a prefeitura de São Francisco está utilizando a ferramenta CoTweet, que age como um CRM, ou Gestão de Relacionamento com o Cliente. Essa plataforma suporta tanto a comunicação de marketing como atendimento ao consumidor, utilizando o Twitter.

O blog da plataforma CoTweet informa que, segundo o prefeito Gavin Newsom, São Francisco está “mudando o jeito com que as cidades se conectam com seus moradores”.

Empresa e Taiwan adquire maior fabricante de “papel eletrônico”


e-ink

Presente no leitor de ebooks da Amazon, o Kindle, e em vários celulares e outros dispositivos, a empresa E Ink Corporation, fabricante da tecnologia E Ink, acaba de ser vendida à empresa taiwanesa Prime View International pelo valor de US$215 milhões, noticiou o site The Inquirer.

A tecnologia E Ink é um tipo de papel eletrônico, criado em 1970 pela Xerox, e consiste em uma tinta eletrônica de baixo consumo e grande durabilidade, que é ativada a partir de correntes elétricas. Ao contrário de outras tecnologias como LCD, plasma ou LED, o papel eletrônico só gasta energia enquanto a imagem é alterada.

A PVI já fabricava monitores com a tecnologia E Ink, e espera ser uma das maiores companhias a produzir o item, declarando inclusive que não haverá nenhuma espécie de demissão em seu quadro.

“Combinar [as empresas] E Ink e PVI cria uma companhia pública única, que é dedicada ao papel eletrônico”, declarou Russ Wilcox, da E Ink Corporation ao site Associated Press. “O mundo está à procura de uma tecnologia sustentável que economize energia e corte gastos, oferecendo ainda uma experiência inesquecível”, disse Scott Liu, CEO e chefe executivo da PVI.

Pernambuco recebe seminário da FNQ


Seminario FNQ Busca da Excelencia

Pernambuco é um dos 13 estados brasileiros escolhidos pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) para receber a edição 2009 dos Seminários Regionais Em Busca da Excelência (Sebe). O evento aportará no Recife no próximo dia 17, com o propósito de difundir as melhores práticas gerenciais de empresas pernambucanas entre empresários, gestores, líderes organizacionais e acadêmicos do Estado. As inscrições para o Sebe – que acontece das 8h30 às 17h, no auditório do Sebrae, na Ilha do Leite – já estão abertas e podem ser feitas gratuitamente pelo site http://www.fnq.org.br.seminário da FNQ

Ao todo, 200 vagas são disponibilizadas para o evento que, em Pernambuco, é realizado em parceria com o Programa Pernambucano da Qualidade (Propeq) e com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Para efetuar a inscrição, o internauta deve acessar a seção “Produtos & Serviços”, no site da FNQ, e, em seguida, clicar na opção “Seminários Regionais”. Depois, é preciso selecionar a opção Sebe-PE e preencher os dados solicitados na ficha de inscrição. Ao final do processo, será gerado um comprovante, que deverá ser apresentado pelo participante no dia do evento.

Na programação do Seminário, cases de sucesso de empresas reconhecidas pelo Prêmio da Qualidade e Gestão Pernambuco (PQGP) e pelo Prêmio de Competitividade para Micro e Pequenas Empresas (MPE Brasil), promovidos pelo Propeq e Sebrae, respectivamente. Palestras sobre “Modelo de Excelência da Gestão” e “Excelência na educação” e painel sobre as vantagens da participação em um prêmio da qualidade gerencial também integram a agenda do evento.

Em 2008, foram realizados Seminários em Porto Alegre (RS), São Luís (MA), Vitória (ES), Fortaleza (CE), Palmas (TO), Belo Horizonte (MG) e cidades do interior de São Paulo, reunindo mais de mil pessoas interessadas em conhecer práticas de gestão que possam aprimorar as atividades de suas empresas a fim de torná-las mais competitivas. A última vez que Pernambuco sediou o Sebe foi em 2007.

Confira a programação completa do Sebe – PE:

08:30 Credenciamento
09:00 Palestra “Modelo de Excelência da Gestão® – MEG” – FNQ
09:40 Apresentação Propeq
10:10 Caso de Sucesso “JBR Engenharia” – Vencedora na Categoria Prata do Prêmio Pernambucano da Qualidade ciclo 2008
10:40 Café de relacionamento
11:00 Apresentação Sebrae/PE
11:30 Caso de Sucesso “Escola Paulo Freire” – Vencedora do Prêmio de Competitividade para Micro e Pequenas Empresas – MPE Brasil ciclo 2008
12:00 Caso de Sucesso “Borda Já” – Vencedora do Prêmio Mulher de Negócios ciclo 2007
12:30 Almoço
14:00 Palestra “Excelência na educação”
14:40 Caso de Sucesso “Sistema de Gestão Integrada”
15:20 Café de relacionamento
15:50 Caso de Sucesso “Processo de Implementação do MEG”
16:30 Painel “Quais as vantagens de participar de um Prêmio de Qualidade da Gestão?”
17:00 Encerramento

PROTEC lança livro que ensina a elaborar projetos de inovação


Inovação PROPEC

Objetivo é oferecer às empresas uma apresentação didática das técnicas de planejamento, formulação, avaliação e tomada de decisões para quem quer investir em inovação tecnológica

Como uma empresa pode formular um projeto consistente de inovação tecnológica? As tarefas de identificar os recursos necessários, estabelecer cronograma e orçamento factíveis, preparar estudos de viabilidade, analisar detalhadamente os riscos e buscar as fontes mais adequadas de recursos financeiros podem ser bastante complicadas para empresas sem uma longa experiência em pesquisa e desenvolvimento de produtos e processos. Com o objetivo de apoiar empresas que querem inovar, a Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (PROTEC) lança, nesta segunda-feira (15/06), no Rio de Janeiro, o livro Projetos de Inovação Tecnológica: planejamento, formulação, avaliação, tomada de decisões, escrito pelo engenheiro Joel Weisz.

Mestre em engenharia de produção pela New York University com MBA Executivo da Coppead-UFRJ e autor do manual Mecanismos de Apoio à Inovação Tecnológica, editado pelo Senai, Weisz tem anos de experiência na Financiadora de Estudos e Projetos (Finep-MCT), onde trabalhou como gerente de Tecnologia. Atualmente, Weisz é diretor da PROTEC e coordena os cursos gratuitos de elaboração de projetos de inovação tecnológica promovidos pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

“Em minha atividade profissional tenho me deparado com muitas propostas de desenvolvimento tecnológico em que fica patente a incompreensão, por parte de quem as redige, do que seja um projeto, em geral, ou um projeto de inovação, em particular. Projetos inviáveis são por vezes vendidos de modo muito atraente enquanto boas propostas deixam de receber a merecida atenção por não terem sido bem formuladas. O livro se propõe a suprir uma parte desta lacuna, como contribuição aos tomadores de decisão, aos formuladores e aos gestores de projetos de inovação tecnológica”, explica o autor.

Editado em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-DN) e com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL Nacional), o livro Projetos de Inovação Tecnológica: planejamento, formulação, avaliação, tomada de decisões atende a uma demanda da Rede de Entidades Tecnológicas Setoriais (Rets). O lançamento acontece no Espaço Cultural Finep (Praia do Flamengo 200, Pilotis, Rio de Janeiro), nesta segunda-feira, 15 de junho, às 18h, com a presença do autor.

Empresas estrangeiras brigam por área de saúde no País


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Em Minas Gerais, GE investiu US$ 50 milhões para implantar fábrica de equipamentos de raios-x e mamografia. Empresa buscará fornecedores locais para desenvolver outras máquinas

Algumas das maiores empresas especializadas no setor de saúde do mundo olham para o mercado brasileiro cada vez com mais atenção, já que é um mercado que, entre produtos e serviços, movimenta cerca de R$ 200 bilhões ao ano e representa perto de 8% do Produto Interno Bruto (PIB). A divisão de saúde da gigante General Electric (GE), chamada GE Healthcare, por exemplo, é uma das companhias que fazem forte investida no País, ao anunciar a implantação de uma fábrica em Minas Gerais, a aporte mínimo de US$ 50 milhões.

A fábrica mineira começará a operar em 2010 e será a primeira a produzir equipamentos de raios-x e mamografia na América Latina, com possibilidade de exportar para outros mercados. “No futuro, esses equipamentos fabricados aqui poderão ser exportados a outros mercados, além do latino”, diz Cláudia Goulart, presidente da GE Healthcare da América Latina.

Cláudia explica que a fábrica foi planejada no ano passado e deveria ter começado a operar este ano, não fosse a mudança de planejamento. “Redimensionamos o tamanho da fábrica e mudamos de imóvel, pois vimos que o outro não suportaria o crescimento dos próximos cinco anos”, disse ela.

De acordo com a executiva, a longo prazo, a unidade deve produzir máquinas de grande porte e mais sofisticadas, o que depende de negociação com desenvolvedores de componentes, fornecedores locais, além de outros procedimentos mais complexos . “Não posso dizer em quanto tempo essa linha de produtos vai entrar na fabricação local, pode ser depois de dois ou seis meses”, explicou Cláudia.

A companhia, que é uma das expositoras da “Hospitalar 2009”, a maior feira de saúde da América Latina, espera crescer cerca de 15% em relação ao volume de negociações do ano passado, no evento. “A movimentação da feira está excelente e a intensidade das negociações também”, comentou Cláudia. Hoje, a receita de todos os negócios da GE na América Latina somam US$ 8,3 bilhões, sendo o Brasil responsável por 40% deste montante. A expectativa era de atingir cerca de US$ 12 bilhões até o ano que vem, na região latina, meta que deve ser revista decorrente dos efeitos da crise.

A Siemens Healthcare do Brasil, uma das maiores concorrentes da GE, registrou crescimento de 32% em relação ao ano anterior e, por isso, considera o País estratégico para a operação global da companhia. “Tivemos um bom crescimento mesmo frente à crise mundial. O Brasil tem se destacado positivamente e temos uma chance única de sair mais rápido e mais fortalecidos desse período de turbulência”, explicou Reynaldo Gotto, gerente da divisão de saúde da empresa.

Mesmo diante de resultados positivos, o executivo acredita que a desaceleração da economia como um todo deve puxar o crescimento da divisão de saúde para baixo. “Neste ano, o crescimento ficará em torno de 10%”, disse.

A companhia tem uma unidade fabril no bairro da Lapa, em São Paulo, que produz equipamentos de raio-x e realiza o recondicionamento de outros produtos, atendendo ao mercado nacional e o latino americano. Também participante da feira “Hospitalar 2009”, a Siemens prevê um volume de negociações de cerca de R$ 10 milhões para esta edição do evento de negócios em saúde.

Sistemas

De origem portuguesa e especializada em informatização hospitalar, a Alert do Brasil é outra que aposta no mercado nacional e prevê investimentos médios de R$ 7 milhões este ano no País. “No ano passado, cerca de 30% de todo o faturamento veio do Brasil. A expectativa é aumentar esse valor para 40%”, disse Luiz Brescia, presidente da empresa no mercado brasileiro.

A companhia, que afirma estar estudando trazer para cá um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento no próximo ano, afirma que tem ainda a expectativa de fechar o contrato com seis grandes negócios durante a feira hospitalar deste ano. Na edição do ano passado, a companhia fechou três grandes contratos.

Financiamento de R$ 200 mil a empresas inovadoras


financiamentoEdital Funcet vai oferecer um total de R$ 10 milhões para inovação tecnológica em micro e pequenas empresas brasileiras instaladas no estado de SP. Inscrição vai até agosto.

O secretário de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, lançou nesta terça-feira (02/06) o edital do Fundo Estadual de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcet), que terá o objetivo de investir R$ 10 milhões em projetos de inovação tecnológica.

Esse montante será voltado para inovação tecnológica de produtos e processos em micro e pequenas empresas brasileiras, que estejam instaladas no Estado de São Paulo. Neste edital serão selecionadas propostas de empresas industriais e agrícolas, para financiamento com valor limite de até R$ 200 mil por empresa.

O prazo máximo de carência será de até 24 meses e amortização de até 36 meses, sendo a taxa de juros de 6% ao ano. Os equipamentos adquiridos e alienados poderão compor a garantia a ser oferecida pela empresa, exceto equipamentos de informática.

Para enviar a proposta, a empresa deverá baixar o Formulário Eletrônico e enviá-lo para o email edital.funcet@sp.gov.br até o dia 3 de agosto.

Sem inovação, Brasil corre risco de “apagão tecnológico”


Apagao Brasil

Para o diretor da PROTEC, Roberto Nicolsky, prioridades de órgãos do Governo são equivocadas: “Inovar não é fazer algo inédito, mas aperfeiçoar produtos, como fizeram Índia e Coréia”

Na última sexta-feira (05/06), durante o segundo dia do 2º Encontro Nacional da Inovação Tecnológica da Indústria Elétrica e Eletrônica (Enitee), realizado em São Paulo, o diretor geral da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (PROTEC), Roberto Nicolsky, alertou que, se nada for feito, o Brasil corre o risco de sofrer um apagão tecnológico.

“O Ministro de Ciência e Tecnologia comemorou recentemente em artigo a quantidade de papers produzidos no Brasil como exemplo do sucesso do País. Mas quem come paper, quem é curado por paper?”, questionou o diretor da PROTEC. Para ele, a real dimensão do estágio de inovação do País é dada pela baixíssima produção de patentes.

Para demonstrar o desafio do Brasil nesta área, Nicolsky comparou a precisão e simplicidade da lei indiana de desenvolvimento tecnológico com a lei de inovação brasileira, esta complexa, repleta de incisos e que confunde os conceitos de ciência e tecnologia.

Além disso, ele afirmou que a encomenda tecnológica que está na Lei de Inovação não foi regulamentada. Da mesma forma, as compras governamentais que também estão na lei e não são utilizadas.

Ao fazer um panorama do fomento ao desenvolvimento tecnológico no Brasil, o diretor da PROTEC criticou os editais de subvenção da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) que restringem a participação das empresas, priorizando mais a fronteira tecnológica. “Através de muitos pedidos feitos pela PROTEC, a Finep incluiu como critério no seu edital de 2009 a viabilidade comercial do projeto”.

Outro ponto destacado por Nicolsky foi o fato dos editais especificarem apenas 18 tópicos de projeto a serem submetidos para a análise. Para ele, a Finep criou a loteria federal da tecnologia. “Inovar não é fazer algo inédito, nem descobrir uma nova tecnologia. Países como a Coréia, China, Índia e Taiwan não lançaram nenhum produto novo; eles basearam seu crescimento no aperfeiçoamento de produtos”, concluiu.

Durante o evento, o diretor de tecnologia da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Nelson Luis Freire, afirmou que a entidade enviou à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) uma proposta de criação de uma norma para a inovação, visando à disseminação do tema nos moldes feitos com a qualidade, através do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade (PBQP).

“Hoje, a ISO 9000 é conhecida por toda a sociedade. O tema da inovação também deve ser levado a um público maior”, disse. Segundo ele, a intenção da Abinee é a partir da norma criar o Selo da Empresa Inovadora.

O diretor ressaltou que a norma tem também como objetivo a diferenciação das empresas na participação em licitações nos órgãos governamentais e empresas de economia mista, além de promover a transparência nas análises dos processos de pleitos de concessão de incentivos à inovação.

Segundo ele, a norma contribuirá, ainda, para o melhor direcionamento dos investimentos na área. “0,9% do PIB de investimentos em P&D é muito pouco. Além disso, são mal investidos, pois não existe um planejamento maior”, completou.

O presidente do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do Complexo Eletroeletrônico e Tecnologia da Informação (IPD-Eletron), Fabián Yaksic, salientou que estão sendo feitas gestões junto à ABNT para acelerar a implementação da norma. “Estamos engajados para que saia o mais rápido possível”, disse.