Resultado da Primeira fase do PRIME Pernambuco seleciona 79 empresas


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Foram divulgados, na última sexta-feira, os pré-selecionados em Pernambuco para o programa Primeira Empresa Inovadora (PRIME), iniciativa da FINEP que oferece subvenção não-reembolsável de R$ 120 mil para empresas nascentes inovadoras. Dos 135 inscritos, 79 foram selecionados – um a menos do que o programa permitia. “O pré-requisito era que o projeto obtivesse nota superior a seis, o que apenas esses conseguiram”, explica o coodenador do programa, Eiran Simis.

Segundo ele, a falta de leitura atenta do edital elimina muitos candidatos que deixam de cumprir pontos importantes. Apesar da seleção focar no Estado, operada localmente pelo Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR), apenas 50% dos pré-selecionados são de Pernambuco. Entre eles, estão a empresa de design e tecnologia Quarta Dimensão e a empresa de reuso de software do CESAR, Rise.

Também se destacaram com as melhores notas três empresas da Incubadora Temática de Base Tecnológica de Empresas em Agronegócios da UFRPE (Incubatec Rural). De acordo com Simis, a próxima fase é uma capacitação com um representante de cada empresa e a terceira é a submissão de um plano de negócios mais detalhado para a seleção final.

logomarca Web360GrausA WEB360Graus é case de inovação para o setor da saúde, no desenvolvimento de sistema de business inteligence que permite a redução de custos de internação home care, focados em auditoria médica.

Confira os pré-selecionados em: www.primepe.com.br

Cais Tecnológico de Maceió


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Os consultores Fábio Queda e Marcos Suassuna, responsáveis pelo suporte de instalação do Porto Digital de Pernambuco, a convite do Sebrae/AL realizaram nesta terça-feira (9) uma explanação sobre como poderão ser dados os próximos passos para a instalação da construção do Cais Tecnológico de Maceió.

A apresentação ocorreu no auditório da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal) e foi assistida pela secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, Kátia Born. Também estiveram presentes na palestra representantes da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), Instituto Tecnológico de Alagoas (Itec), Fapeal, Sebrae/AL, órgãos e entidades parceiras no projeto.

O consultor Marcos Suassuna iniciou sua explanação fazendo um histórico do processo de instalação do Porto Digital de Pernambuco que é fruto de uma gestação de mais de 30 anos de planejamento e execução. Ele lembrou que Alagoas vem, desde 2004, realizando um trabalho nos Arranjos Produtivos Locais (APLs) de Tecnologia da Informática (TI) com ações de capacitação, marketing e gestão com empresas de informática de Maceió. Dentro deste projeto existe uma outra ação a qual prevê a instalação do Cais Tecnológico de Maceió.

Suassuna disse que o trabalho de consultoria para a instalação do Caís Tecnológico deverá ser focado no processo da intervenção e não no da indicação. Segundo ele, a consultoria deverá ser uma participação proativa sempre buscando uma fase melhor para a instalação do Cais Tecnológico de Maceió levado à frente pela Secti e os parceiros já citados.

Conceitos – Em sua apresentação, o consultor Fábio Queda disse que o encontro era importante porque tinha a finalidade de fazer o nivelamento de conceito na direção da construção de uma estratégia. Disse a proposta do projeto de instalação estava fundamentado em dois momentos: um lugar e um projeto. Isto é, do mesmo modo que ocorreu com a instalação do Porto Digital de Pernambuco, localizado o Bairro Recife.

Segundo ele, o objetivo era ser uma região competitiva através da inovação. “Seria uma finalidade individual buscando uma visão coletiva. Vai se trabalhar com componentes estratégicos e os seguintes focos de atuação: instituições, organizações e territórios”, assinalou Queda, ressaltando que são eixos estratégicos que devem atuar de maneira harmônica.

Passos – A secretária Kátia Born considerou importante a explanação dos consultores de Pernambuco e disse que a Secretaria de Ciência e Tecnologia (Secti) e os órgãos parceiros no projeto estão dando sequência aos passos para a instalação do Cais Tecnológico de Maceió.

Recentemente a secretária esteve reunida com representantes da Seplan, Itec e Sebrae para discutir questões relacionadas a busca de recursos para viabilizar a restauração e reforma do prédio, localizado em Jaraguá, onde será instalado o Cais Tecnológico de Maceió.

O governo do Estado disponibilizou o prédio, situado à rua Melo Póvoas, em Jaraguá, a poucos metros do Centro Cultura de Convenções e Exposições Ruth Cardoso para a instalação do Cais Tecnológico.

A Secti está buscando parcerias para viabilizar a restauração e reforma do prédio. O projeto do Polo Tecnológico de Maceió, que não se resumirá somente em um prédio, tem como finalidade, ingressar Alagoas fortemente neste mercado criando uma nova oportunidade de crescimento econômico, desenvolvimento e geração de emprego e renda.

Como as organizações podem e devem se preparar para novos riscos sistêmicos


riscos sistemicos

A globalização dos anos 90 definitivamente se consolidou no século 21, com gigantescas oportunidades de crescimento aos novos exploradores do planeta Terra. A busca de processos mais eficientes, com maior volume de produção e menor custo operacional, transferiu tecnologia e riqueza para países em desenvolvimento, providos com a infraestrutura mínima necessária aos negócios e donos de uma abundante diversidade em recursos culturais, humanos e naturais. O encontro destes mundos gera inovações impensadas nos modelos convencionais de pesquisa e desenvolvimento. Inesperadas demandas são criadas a partir da inserção de novos produtos e serviços em mercados locais, cujos consumidores, em contínua ascensão social, rapidamente tornam-se ávidos por novidades.

Este mercantilismo torna acirrada a concorrência e exige a conquista rápida desta massa de consumidores. Muitas organizações, ofuscadas pela perspectiva de lucro fácil, optam por um crescimento imediato sem a devida análise completa dos riscos envolvidos no processo e a implantação dos respectivos controles. Tais etapas são vitais à perenidade do negócio na nova realidade, mas acabam constantemente sendo traduzidas por morosidade e indesejáveis custos operacionais.

Neste contexto, a análise de risco enfrenta dificuldades e deve passar a considerar fatores inexistentes ou de baixa relevância no cenário original das empresas. As novas formas de transação comercial, a inserção de costumes em sociedades com valores distintos, o contato com desconhecidos riscos biológicos ou mesmo a falta de preparo dos profissionais locais na implantação de controles sobre todas as fases do processo, representam ameaças críticas para o sucesso do empreendimento. Com a mesma velocidade em que a marca de uma empresa é conhecida pelos consumidores, sua reputação e imagem podem estar expostas a danos por vezes irreparáveis. Existe maior oferta de produtos e serviços, o que diminui a fidelidade dos consumidores com uma marca específica. Erros ou omissões na interlocução com a sociedade local pode amplificar problemas e envolver toda a instituição numa crise de grandes proporções. O atual cenário mundial reduziu as margens de lucro e a capacidade das empresas em absorver perdas. A sociedade e as regras de mercado tornam obrigatório o cumprimento de boas práticas de governança corporativa, principalmente na transparência dos negócios.

A centenária engenharia de risco deve atravessar as fronteiras e avançar para sistemas de gestão que contemplem a integração de culturas e tecnologias. Danos causados por atos ou declarações de alto executivos da organização, por exemplo, podem significar um prejuízo maior que aqueles decorrentes de falhas operacionais. Portanto, não se trata mais de projetar ferramentas para conter danos isolados, mas de garantir a credibilidade dos produtos e serviços da instituição no mercado mundial. O nível de controle exigido pela sociedade caminha para um nivelamento mundial e práticas inapropriadas, mas anteriormente aceitas em determinados lugares, subitamente passam a ser consideradas abominadas em todo o mundo. Esta é uma reação em cadeia que pode levar ao repúdio de uma determinada marca pelos consumidores. Analogicamente, a competência na identificação dos riscos emergentes e a implantação de controles integrais nas dinâmicas facetas dos negócios de uma empresa causam o respeito do consumidor pela marca e a projetam para uma presença sólida na sociedade. Atitudes proativas de comunicação de risco, fundamentadas em verdades éticas, são demonstrações claras de responsabilidade social e empresarial e aumentam a confiança por parte do mercado.

Esta pode ser a chave do sucesso para a sustentabilidade de uma marca, mas representa um grande desafio aos especialistas em gestão de risco. Como prever ameaças em cenários anteriormente considerados normais? Como antever crises decorrentes de questões culturais? Como desenhar controles sem a presença de normativas credenciadas? As soluções para estes problemas sofrem constantes mutações e requerem monitoramento atento por parte dos responsáveis pela gestão de risco. Apesar da aparente complexidade, pode-se afirmar que nenhuma resposta será satisfatória sem a total interação com a sociedade, que, de forma simples e extraordinária, pode oferecer os subsídios tão almejados pela corporação na busca de uma equação vencedora para todas as partes envolvidas.

Esta é a chance que temos para a transformação em um planeta mais rico, justo e limpo, em que as pessoas e as empresas sobreviventes compartilharão os recursos e as responsabilidades. Esta época significará harmonia e suavização dos conflitos.

Fonte: FNQ

Como a CPFL e Suzano enfrentam os riscos sistêmicos


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As vencedoras do Prêmio Nacional da Qualidade® (PNQ) 2008, CPFL Paulista e Suzano Papel e Celulose, foram as participantes do primeiro painel do 17º Seminário Internacional em Busca da Excelência, promovido pela FNQ no dia 21 de maio. Os respectivos presidentes das premiadas, Wilson Ferreira Júnior e Antonio Maciel Neto, participaram do painel sobre  liderança e estratégia em um ambiente de incertezas, mediado pelo jornalista Carlos Mello.

Ferreira e Maciel vêem no Modelo de Excelência da Gestão® (MEG) uma importante ferramenta para que as empresas passem pela crise econômica mundial e superem suas possíveis consequências. Para eles, organizações que focam na excelência da gestão atravessam momentos turbulentos de uma maneira menos impactante negativamente. “Essas empresas estão mais bem preparadas para enfrentar a crise. Acredito que as organizações que adotam o MEG sairão em melhores condições desta crise, perante aquelas que não o utilizam”, afirmou Maciel.

Para Ferreira, a crise é gigantesca e com um poder de contaminação global. “O sistema de gestão disseminado pela FNQ prepara melhor as organizações para encarar esta realidade. Elas se fundamentam muito mais em fatos e dados e aprendem a ver, na crise, oportunidades importantes”, disse o executivo da CPFL. De acordo com ele, vivemos num mundo em transformação, no qual a busca por resultados não pode acontecer a qualquer preço.

“Nos últimos anos, por não considerarem o equilíbrio dos interesses de todos os stakeholders e os impactos de suas atividades, muitas empresas sucumbiram às transformações na sociedade e no planeta”, afirmou Ferreira, citando como exemplos de busca desenfreada por resultados os escândalos financeiros, casos de corrupção, danos ambientais e trabalho infantil, entre outros.  “Algumas empresas simplesmente desapareceram. Outras, tiveram seus negócios seriamente afetados”.

O MEG

Maciel salientou que os fundamentos de excelência, bem como os critérios da FNQ, compõem um conglomerado de estratégias consistentes e capazes de fazer as organizações ultrapassarem situações como a atual. “O modelo da FNQ, com sua excelência operacional, nos proporciona focar nos fundamentos para enfrentar cenários de incerteza”.

O executivo da Suzano disse que sua empresa e a CPFL são exemplos importantes de que o trabalho da FNQ é fundamental para o sucesso das organizações. “Somos empresas robustas, do ponto de vista financeiro, e ganhadoras do PNQ. Se o MEG não fosse eficaz, não estaríamos aqui para contar nossas experiências”, disse Maciel. 

“O MEG é o nosso principal direcionador estratégico. Somos bons de gestão e disseminamos isso para todos os nossos stakeholders”, afirmou Ferreira. “A crise tem seus aspectos negativos, mas também tem seu lado positivo, pois coloca todo mundo pensando na sociedade, de maneira sustentável e igual”, completou ele.

Futuro

Questionados sobre qual o olhar que têm para o futuro, Wilson Ferreira e Antonio Maciel disseram que os próximos anos evidenciarão grandes desafios, alguns riscos e oportunidades imensas. “Retomar o crescimento econômico; ampliar a eficiência de consumo; reduzir desigualdades sociais; gerar energia inteligente, a partir de fontes limpas e renováveis; mitigar os impactos do aquecimento global; e adaptar-se a um mundo mais regulado e com maior controle são alguns desses desafios que nos esperam pela frente”, afirmou o presidente da CPFL. 

Ferreira afirmou que estamos assistindo a revolta do meio ambiente, em decorrência do que fizemos no passado. “Um desafio é descobrirmos como reverter isso. É preciso fazermos uma gestão ambiental adequada, termos um consumo consciente”.  O executivo ressaltou que a desigualdade social é outro aspecto que o preocupa, em relação ao futuro. “O Brasil melhorou muito, mas há muito o que evoluir, ainda existe muita injustiça social, que também gera instrumentos de revolta. Precisamos trabalhar para que possamos resguardar e incorporar mais justiça social”.

Para o executivo da Suzano, um fator de extrema relevância para encarar positivamente o futuro é trabalhar preventivamente, com visão a longo prazo.  “O Brasil tem jeito. Temos muitos exemplos do que é a capacidade brasileira de realização. O que precisamos é adaptar e evoluir na agenda”, afirmou Maciel.

Para ele, além das questões citadas por Ferreira, outros dois aspectos são fundamentais para o futuro das organizações e do País. “É preciso replicar e aperfeiçoar modelos de gestão de sucesso. A FNQ faz isso de maneira espetacular, mas há a necessidade de outras instituições fazerem o mesmo”.  Além disso, a educação também é de extrema relevância. “A educação é a base de tudo. Por meio dela podemos mitigar os riscos de desenvolvimento social, ambiental e econômico”, finalizou.

Visão sistêmica é essencial para lidar com riscos


Visão sistêmica

O segundo dia do 17º Seminário Internacional e Busca da Excelência, promovido pela FNQ nos dias 20 e 21 de maio, foi aberto pelo presidente do Conselho Curador da FNQ, Luiz Ernesto Gemiganani. Ele afirmou que, no começo de 2008, ao definir o Pensamento Sistêmico como assunto do ano, a FNQ já discutia um tema que estaria subjacente, que eclodiria nos meses seguintes: a crise econômica mundial. “A crise revelou a incapacidade dos sistemas atuais de planejar jornadas com um grau de interdependência social, econômica, política e ecológica. É necessário ter uma visão sistêmica”, afirmou Gemignani.

De acordo com o presidente, as organizações, pessoas, entidades e governos ainda estão despreparados para lidar com os riscos e enfrentar os desafios e oportunidades que existem diante de uma crise. “Ações isoladas não são suficientes, é preciso pensar e agir de maneira integrada, levando em consideração a realidade e necessidade de todos”. Para Gemignani, a interdependência deve ser ampla, geral e irrestrita.

“É relevante a percepção nítida e urgente dos riscos emergentes, além da consciência de nossa responsabilidade como pessoa e do importante papel que nossas organizações podem desempenhar nesse cenário”, disse o presidente. Segundo ele, todos esses elementos levaram a FNQ a definir o tema do 17º Seminário Internacional em Busca da Excelência. “Isso revela que o posicionamento estratégico da FNQ, de reconhecer as organizações como sistemas vivos, integrantes de ecossistemas complexos com os quais interage, de quais depende e pelos quais é responsável, vai de encontro com a atualidade, com a essência do momento”, finalizou Gemignani.

Pensamento Sistêmico pauta negócios da Natura


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Roberto Zardo, ex-diretor de Serviços ao Cliente da Natura, foi o primeiro palestrante da Clínica de Gestão do 17º Seminário Internacional em Busca da Excelência, promovido pela FNQ, no dia 20 de maio. Com a apresentação intitulada de ‘Natura.net – tudo é interdependente”, ele mostrou como a empresa, de forma sistêmica, trabalha em rede. “A Natura está alinhada aos princípios de responsabilidade social corporativa e busca contribuir para o desenvolvimento do País e para a promoção do desenvolvimento sustentável”.

Um dos 11 Fundamentos da Excelência disseminados pela FNQ, o pensamento sistêmico, permeia todos os processos da Natura. “Está no DNA das pessoas da empresa. Nada no universo existe por si só. Tudo é interdependente”, afirmou Zardo.  “Acreditamos que resultados sustentáveis são aqueles alcançados por meio de relações de qualidade e, por isso, buscamos manter canais de diálogo abertos com todos os públicos com quem temos contato, em um exercício contínuo de transparência”, completou ele.

O comportamento empresarial da Natura, que é movida por duas paixões – a cosmética e as relações humanas – é focado em três tipos de comunidades, que estão intrinsecamente interconectadas: de consultoras, de fornecedores e sociais. “Buscamos criar valor para a sociedade como um todo, gerando resultados integrados nas dimensões econômica, social e ambiental”, afirmou Zardo.

Essência

O ex-diretor afirmou que os produtos são a maior expressão da essência da Natura. Para desenvolvê-los, ele explicou que são mobilizadas redes sociais capazes de integrar conhecimento científico e sabedoria das comunidades tradicionais. “Isso promove o uso sustentável da rica biodiversidade botânica brasileira”.

De acordo com Zardo, no panorama do triple bottom line, as organizações são os principais núcleos de poder econômico-financeiro. “Elas são reconhecidas como co-autoras e responsáveis por apresentarem mudanças e soluções”. Para ele, o maior desafio da atualidade é como conseguir, ao mesmo tempo, maximizar lucro, recompor os recursos naturais finitos e distribuir riqueza onde ela não chega. 

O modelo de negócios da Natura é baseado na promoção do crescimento econômico compatível com o desenvolvimento social e o uso responsável dos recursos ambientais. “Os resultados econômicos, ambientais e sociais são apresentados, de forma integrada, de acordo com as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI)”, explicou o diretor.

Zardo ressaltou que a Natura estimula o desenvolvimento pessoal, material e profissional de suas 850mil consultoras. “A empresa as encoraja a se tornarem agentes de transformação, contribuindo para a disseminação do conceito do bem estar bem e para a construção de uma sociedade mais próspera, mais justa e mais solidária”.

Sustentabilidade é vetor de inovação para o Santander


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Promover a Sustentabilidade por meio de produtos e serviços  e mobilizar colaboradores, clientes, fornecedores e a sociedade foram os desafios encarados por Maria Luiza Pinto, diretora-executiva de desenvolvimento sustentável do Grupo Santander.

Como uma das palestrantes da Clínica de Gestão, do 17º Seminário Internacional em Busca da Excelência, promovido pela FNQ, no dia 20 de maio, Maria Luiza contou as experiências de sucesso na implementação de práticas de sustentabilidade, caminhos e desafios da organização.

Em 2001,  responsável pela Área de RH para a Unidade de Varejo Mundial do Banco Real, na Holanda, Maria Luiza foi convidada pelo presidente Fabio Barbosa para transformar a organização,  no Brasil, em um Banco de Valor e integrar as dimensões sociais, ambientais e econômicas em todas as decisões da instituição.

“Quando começamos a falar de sustentabilidade esse tema ainda era novidade, por isso era preciso conquistar os colaboradores com oportunidades novas que agregassem valor aos seus negócios de atuação com foco sustentável”, afirma Maria Luiza.

Para cumprir o desafio foi necessário revisitar o core business da organização e buscar respostas para a pergunta: qual é a nossa causa como banco?  “A liderança trouxe o questionamento e não tínhamos a resposta porque ainda não existiam modelos e referências para nos auxiliar, disse a diretora.

O primeiro passo foi fazer um diagnóstico dos indicadores estratégicos para definir as frentes de atuação.  Feito isso, o resultado mostrou que era necessário melhorar os processos relacionados, principalmente, ao meio ambiente e aos fornecedores.

Mas para Maria Luiza não bastava melhorar apenas esses dois aspectos. “Para ter uma atuação sustentável e cumprir nosso papel na sociedade, enquanto instituição financeira, era preciso atuar com os stakeholders em quatro diretrizes: negócios, processos, pessoas e relacionamentos.

Para fazer acontecer era necessário engajar os colabores e fazê-los entender que a sustentabilidade deve ser inerente ao indivíduo e não se restringir as atividades exercidas no horário de trabalho. Para mudar a percepção, a área de Treinamento e Desenvolvimento, de responsabilidade do RH, passou para a Diretoria de desenvolvimento sustentável e lá permaneceu por três anos. “Educar é fundamental para disseminar a sustentabilidade e ampliar a consciência para a formação do pensamento sistêmico”, explica a diretora.

De acordo com ela muitos aderiram por convicção e alguns por conveniência, “de qualquer forma estamos irradiando práticas sustentáveis e esse modelo brasileiro é replicado em outras instituições financeiras no mundo todo e, o mais importante é que hoje a construção é coletiva”, explica.

Com a efetivação do controle do Grupo Santander em 2008 as ações de sustentabilidade ganharam força com a formação dos conselhos de práticas, de sustentabilidade e do comitê de Ação Social. Maria Luiza salienta que a sustentabilidade trouxe credibilidade e é o vetor da inovação.

Inovação e práticas sustentáveis

Oferecer crédito para as comunidades de baixa renda a fim de promover o empreendedorismo,  auxiliar os fornecedores na adoção de critérios de sustentabilidade,  reduzir o impacto das operações no meio ambiente e promover investimento social privado são algumas práticas consistentes que colocam o Grupo Santander como agente de transformação e abrem oportunidades para a melhoria da qualidade de vida da sociedade do presente e do futuro.

“Inovação e sustentabilidade andam juntas e a inovação que entendemos não é apenas anteceder o futuro é compartilhar aquilo que dá certo com a sociedade, gerar novas oportunidades e encurtar o caminho na direção de um mundo mais sustentável”, finaliza Maria Luiza.