Práticas de governança da CPFL Energia é tema do webcast desta quinta-feira


FNQ

A FNQ realiza no dia 18 de junho, das 9h às 11h, o webcast com a participação especial de Wilson Ferreira Jr, presidente da holding CPFL Energia, uma das vencedoras do Prêmio Nacional da Qualidade® (PNQ) 2008. Ele abordará práticas de boa governança corporativa, baseadas nos princípios de transparência, eqüidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa, alinhadas com as melhores práticas existentes no Brasil e no exterior.
(evento gratuito e com vagas limitadas)

Faça a sua inscrição para assistir presencialmente
Atenção: Para assistir pela internet, basta clicar no banner do evento, no portal FNQ, no dia e hora divulgados.
Portal FNQ: http://www.fnq.org.br/

Próximos eventos FNQ:

Opinião da Cysneiros Consultores:

Flammarion Cysneiros - CEO - ICOMUNI ConsultoriaPara Flammarion Cysneiros, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento de Projetos da ICOMUNI Consultoria, os eventos promovidos pela FNQ contribuem para o aumento da excelência das empresas, e impulsionam a economia do País.

As vagas são limitadas, inscreva-se!

 

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Senac Pernambuco realiza palestra sobre competitividade empresarial


Competitividade Empresarial SENAC

Palestra acontece no auditório do Senac, na Avenida Visconde de Suassuna, 500, Boa Vista, das 19h às 21h.

O Centro de Tecnologia do Varejo (CTV) do Senac Pernambuco promove palestra sobre Conhecimento e Inovação como Ferramenta para Competitividade Empresarial, nesta quarta-feira (17). Para falar sobre a temática foi convidado o diretor-presidente do núcleo de gestão do Porto Digital e consultor de empresas nas áreas de planejamento e gerenciamento, Francisco Saboya.

A palestra acontece no auditório do Senac, na Avenida Visconde de Suassuna, 500, Boa Vista, das 19h às 21h. Os interessados podem fazer a inscrição na Central de Atendimento do Senac, das 8h às 20h. As inscrições custam R$ 22. Mais informações pelo telefone 0800 0811 688.
Serviço:

Local: auditório do Senac (Avenida Visconde de Suassuna, 500, Boa Vista)
Data: 17/06
Horário: 19h
Inscrições: Central de Atendimento do Senac, das 8h às 20h, e custam R$ 22 (público geral), R$ 11 (estudantes)
Telefone: 0800 0811 688.

 

Opinião da Cysneiros Consultores:

Flammarion Cysneiros - CEO - ICOMUNI ConsultoriaPara Flammarion Cysneiros, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento de Projetos da ICOMUNI Consultoria, esta iniciativa do Centro de Tecnologia do Varejo (CTV) e do Senac Pernambuco vem a calhar no exato momento em que o empresariado pernambucano passa. Pernambuco cresce À frente dos demais estados da Região Nordeste e da média nacional. Vale a pena conferir!

 

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Governo autoriza Fundo Garantidor para micro e pequenas empresas


Fundo Garantidor Micro Empresas

Regulamentação é mais abrangente do que vinha sendo anunciada; fundo cobrirá risco em operações de crédito com microempresas e até com Empreendedor Individual.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou Medida Provisória nº 464, de 9 de junho de 2009, que cria Fundo Garantidor de R$ 4 bilhões para viabilizar e ampliar a concessão de crédito para micro e pequena Empresa. O texto da MP foi divulgado na quarta-feira (10) no Diário Oficial. A MP libera também R$ 1,95 bilhão para estados e municípios como compensação pela isenção de ICMS das exportações, prevista na Lei Kandir.

A criação do fundo faz parte do rol de medidas que vem sendo tomadas pelo governo para sustentar a atividade econômica, minimizando assim os impactos da crise financeira internacional sobre os níveis de emprego e renda. A medida reforça a agenda de desenvolvimento nacional com foco no segmento. A avaliação é do diretor de Administração e Finanças do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos.

“Certamente esse novo fundo vai aumentar os resultados, no que se refere ao acesso ao crédito, já demonstrados pelo Funproger, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador, o FAT, e do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas, este viabilizado com recursos orçamentários do Sebrae”, explicou. O Funproger é o Fundo de Aval para a Geração de Emprego e Renda.

Para o diretor, o problema de acesso ao crédito relacionado à falta de garantias, é um fato. E são sempre bem-vindas alternativas que permitam o crédito em prol da competitividade das pequenas empresas fluir sem tantos gargalos. “Nós, do Sebrae, temos destacado sempre que com ou sem crise, o problema é de acesso e não de falta de linhas de financiamento. Os recursos estão disponíveis para empréstimos nos bancos públicos e privados.”

Com a medida, a União fica autorizada a participar até o limite de R$ 4 bilhões em fundos que garantam diretamente o risco em operações de crédito aos Empreendedores Individuais, às microempresas e empresas de pequeno e médio porte (nos limites definidos no estatuto dos fundos). Também entram na medida os autônomos, na aquisição de bens de capital, estipulados pelo fundo. O Empreendedor Individual é a figura jurídica criada pela Lei Complementar 128/08.

Saiba mais

A garantia indireta do risco de crédito será coberta por fundos ou sociedades de garantia de crédito e pela aquisição de cotas de outros fundos garantidores ou de fundos de investimentos em direitos creditórios.

A integralização de cotas pela União será autorizada por decretos e poderão ser realizadas, a critério do Ministro da Fazenda, de quatro formas: em dinheiro, em títulos públicos, por meio de ações de sociedades que tenham participação minoritária ou por meio de ações de sociedades de economia mistas federais excedentes ao necessário para a manutenção do seu controle acionário.

O fundo será administrado por instituição financeira controlada, direta ou indiretamente pela União. Esses fundos serão privados e terão um patrimônio próprio separado da instituição administradora e, por isso, estarão sujeitos a regras próprias.

Dessa forma, o fundo será formado a partir de integralização de cotas, por comissões, pelo resultado das aplicações financeiras dos seus recursos, pela recuperação de crédito de operações honradas com recursos por ele providos e por outras fontes definidas em estatuto.

Além disso, os fundos deverão receber comissão pecuniária, com a finalidade de remunerar o risco assumido do agente financeiro concedente do crédito, que poderá exigi-la do tomador, a cada operação garantida diretamente, e do fundo ou sociedade de garantia de crédito.

Os limites máximos de garantia prestada pelo fundo não poderão exceder a 80% do valor de cada operação garantida e os limites máximos de cobertura de inadimplência, por agente financeiro, que poderão ser diferenciados por conjuntos de operações de diferentes modalidades de aplicação, portes de empresa e períodos.

Opinião da Cysneiros Consultores:

Flammarion Cysneiros - CEO - ICOMUNI ConsultoriaPara Flammarion Cysneiros, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento de Projetos da ICOMUNI Consultoria, esses novos modelos de garantia e concessão de crédito para pesso jurídica, assim como os  sustentados no pilar da economia solidária, têm dado resultados e no Brasil tem diversos cases de sucesso, tais como o Banco Palmas.  Esses modelso favorecem o desenvolvimento local e territorial e oferece menos riscos para os fornecedores e diminuem os juros dos concessores.

 

  
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Empreendedor individual tem chance de se regularizar junto ao INSS


Empreendedor Individual EI MICRO

A partir de 1º de julho, os microempresários terão um incentivo a mais para sair da informalidade. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PA) vai lançar o programa ‘Empreendedor individual’, que oferecerá a regularização e todos os benefícios previdenciários. Sapateiros, borracheiros, diaristas, chaveiros e pequenos comerciantes de todo gênero, ao se formalizarem, terão direito à aposentadoria, auxílio-doença e pensão pós-morte para dependentes, entre outras vantagens do sistema previdenciário. No Pará, a meta é atingir 35 mil informais até 31 de dezembro de 2010.

O analista da unidade de atendimento individual do Sebrae, José Carlos Moura Garcia, diz que o programa deve beneficiar mais de um milhão de pessoas em todo o Brasil. Está voltado ao que o antigo Código Civil classificava como ‘Firmas individuais’ e hoje é chamado simplesmente de ‘Empresário individual’.

Podem se cadastrar no programa os microempreendedores da indústria, comércio e serviços que ganham, no máximo, R$ 36 mil por ano, uma média de R$ 3 mil por mês; possuem apenas um único funcionário e não têm participação societária em outra empresa. Outra condição é não ser prestadores de ‘serviços não intelectuais’, o que exclui os profissionais liberais, regulamentados por lei, como médicos, jornalistas, advogados, arquitetos, engenheiros e outros, com exceção dos contabilistas, que podem obter os benefícios oferecidos com a nova medida.

Para ter acesso os benefícios da formalização, principalmente com relação ao direitos à Previdência Social, os trabalhadores informais devem pagar 11% sobre o salário mínimo de contribuição mais o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, em caso de atividades da indústria e do comércio, um percentual para prestadores de serviço. A taxa será de R$ 52,15 e R$ 56,15, respectivamente.

Quem aderir ao programa ficará isento de uma série de impostos, como o PIS/Confins, Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, Contribuição Social sobre Lucro Líquido, salário-educação, contribuição sindical e do Sistema ‘S’. Outra vantagem para os que tiverem um único empregado é o percentual de apenas 3% sobre a taxa previdenciária patronal – o que para os outros empreendedores excluídos do ‘Empreendedor individual’ é de 20%.

‘Contando com o salário, o Fundo de Garatia por Tempo de Serviço (FGTS) e a Previdência, o empreendedor terá um custo de somente R$ 516, 15 pelo empregado’, argumenta o analista, acrescentando que as férias e o 13º salário permanecem como obrigações do patrão, pois são direitos assegurados na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

GRÁTIS

A taxa de abertura do cadastro é zero e as inscrições e mais informações estão disponíveis na sede do Sebrae, no Portal do Empreendedor (www.portaldoempreendedor.gov.br); no INSS, na Junta Comercial do Estado do Pará, na Federação Nacional dos Contabilistas (Fenacon), no Conselho Regional de Contabilidade (CRC) e ainda pelo telefone 135 da Previdência Social.

Garcia ressalta que o cadastramento só começa no próximo dia 1º e outros pólos de inscrição devem ser disponibilizados. Para a inscrição é preciso apresentar carteira de identidade, Cadastro de Pessoa Física (CPF) e comprovante de residência. Para validar o cadastro é necessário ainda apresentar uma autorização da prefeitura atestando a permissão da atividade comercial no local em que o negócio será montado.

Chaveiro

O chaveiro Olivar Andrade, 53 anos, animou-se com a possibilidade de se legalizar. Já prevendo a possibilidade de benefícios previdenciários, ele o filho, Alfredo Brito, 22 anos, e também microempresário, gostaram da idéia. Porém, a carga de tributos, ainda que pequena, não é muito atrativa para eles. ‘A gente não tem renda fixa. Tem dias que dá muito, mas tem dias que não dá nada. Fica complicado para pagar’, diz o mais jovem, dono de uma pequena loja de assistência técnica para celulares.

Olivar diz que está interessado em uma aposentadoria, porque, embora trabalhando há 27 anos como autônomo, nunca se preocupou em pagar o INSS. ‘Mesmo que eu, mais velho, continue trabalhando, a aposentadoria é uma renda a mais’, destaca. O chaveiro diz que a formalização pode trazer outros benefícios, como a possibilidade de acesso a crédito para melhorar seu negócio. Ele sonha com uma máquina de fabricar chaves codificadas, um ramo lucrativo, segundo o microempresário.

Trabalhando no bairro do Marco, ao lado do estabelecimento do pai, Alfredo também acredita que o programa pode ser positivo, mas ainda assim tem restrições quanto à taxa. O jovem empresário comenta que esta é pesada para quem ainda está se estabilizando, como ele. Mas também pensa em aderir ao programa visando às vantagens previdenciárias. ‘Vou procurar me informar melhor’, ressalta.

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Empreendedorismo e Inovação

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Britcham sedia evento sobre inovação em saúde


Inovaçao Saúde

Presidente do INPI ministra palestra sobre propriedade intelectual no setor de saúde brasileiro. Objetivo é discutir os desafios e oportunidades para o desenvolvimento da inovação no setor.

O presidente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), Jorge Ávila, participará na próxima quarta-feira (17/06) do VIII Seminário organizado pelo Comitê de Saúde da Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil (Britcham) que acontecerá em São Paulo. No encontro, analisará o binômio propriedade intelectual e inovação.
 
O tema do evento será “Ambiente de Inovação em Saúde do Brasil” e é patrocinado pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfama) e pela Roche. A palestra será apresentada a partir das 15h30. Além do presidente do INPI, participarão também dirigentes e profissionais ligados à pesquisa de empresas, universidades, como USP e Unicamp, do Ministério da Ciência e Tecnologia e de associações de propriedade intelectual.

 

O objetivo é debater os desafios e oportunidades para o desenvolvimento da inovação no Brasil focando no setor da saúde. Serão também traçados paralelos com outros setores e países. As palestras farão uma análise sistêmica pontuando a conjuntura atual comparada com a evolução dos esforços nacionais e de outros países com diferentes graus de desenvolvimento.

Serviço:

VIII Seminário do Setor de Saúde da Britcham – Ambiente de Inovação em Saúde no Brasil

Local: Auditório do Centro Brasileiro Britânico
Rua Ferreira de Araujo, 741, Pinheiros, São Paulo, SP.

Horário: Das 8h30 às 17h30

Outras informações: Andrea, Simoni ou Tatiane (11) 3819-0265

Fonte: INPI

Case de Inovação na SAÚDE

logomarca Web360GrausA empresa pernambucana WEB360Graus é case de inovação para o setor da saúde, no desenvolvimento de sistema de business inteligence que permite a redução de custos de internação home care, focados em auditoria médica.

 
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Propriedade industrial: Universidade inova mais


Universidades INPI

Registro de patentes da academia no INPI quadruplicou entre 2001 e 2008. Aumento do volume de recursos destinados às universidades pode explicar a guinada das instituições.

As grandes universidades ultrapassaram uma dezena de tradicionais empresas inovadoras e hoje são responsáveis pela maioria dos pedidos de patentes para novos produtos no Brasil. Entre 2001 e 2008, as maiores universidades protocolaram 1.359 solicitações junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), superando os 933 pedidos das dez empresas que mais inovam.

Na década de 90, as empresas superavam as universidades por larga vantagem quando o assunto era inovação. Entre 1992 e 2000, as empresas brasileiras depositaram 1.029 patentes, contra 353 das universidades. Os dados fazem parte de um estudo da Prospectiva Consultoria, que catalogou os pedidos de um grupo de dez empresas e dez universidades que mais inovam. O levantamento incluiu apenas as empresas de capital nacional.

Segundo Ricardo Sennes, diretor-executivo da Prospectiva, alguns fatores explicam a guinada das universidades em relação às empresas na inovação: o governo aumentou o volume de recursos destinado às universidades; um novo arcabouço jurídico permitiu que o pesquisador recebesse parte dos royalties pelo invento; e as universidades estão mais conscientes da importância das patentes e criaram núcleos especializados em auxiliar os pesquisadores no processo de solicitação.

“O conhecimento que se cria na academia não é facilmente transferido para a sociedade. Estamos tentando promover uma mudança cultural na universidade”, disse José Aranha Varela, diretor da agência de inovação tecnológica da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que foi criada em março de 2009, substituindo um núcleo da universidade sobre o assunto, fundado em 2007.

Varela contou que a Unesp possui hoje 88 pedidos em análise no INPI – o que significa um aumento de um terço em relação aos 50 pedidos que existiam em 2007, quando o núcleo começou suas atividades. Ele disse que a universidade incrementou o trabalho nessa área incentivada pela lei de inovação e passou a oferecer aos pesquisadores 30% do que é arrecadado com as patentes.

Nas universidades, a maioria das patentes está na área de saúde: medicina, química, bioquímica, farmácia, ciências agrárias e outras áreas correlatas. E também há uma forte concentração no eixo Rio-São Paulo. “A área que mais cresce é farmácia, porque essas empresas realmente precisam das patentes para fazer valer seus investimentos. Também por isso procuram mais as universidades e querem os pesquisadores como parceiros”, disse Maria Aparecida de Souza, diretora técnica de propriedade intelectual do Inovação da Universidade de São Paulo (USP).

Na USP, existe um grupo para cuidar do requerimento de patentes desde 1986, mas que só ganhou o status de agência em 2005, o que trouxe mais verba e estrutura. Para incentivar os pesquisadores, a maior universidade do Brasil oferece 50% de participação nos royalties. Os pedidos de patentes deram um salto na USP: 34 em 2006, 82 em 2007 e 76 no ano passado. De janeiro a maio de 2009, já foram registrados mais 15 pedidos.

Para Maria Aparecida, um importante fator de estímulo para o professor patentear sua pesquisa ocorreu quando as agências de fomento, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), passaram a considerar o número de patentes na hora de aprovar financiamentos. Antes, valiam pontos apenas a publicação de textos acadêmicos em revistas especializadas.

Os especialistas elogiam o atual arcabouço de leis no país para estimular a inovação, mas dizem que ainda há bastante a ser feito, principalmente para aproximar empresas e pesquisadores. Varela, da Unesp, critica o fato de as universidades públicas serem obrigadas a promover licitações para fechar contrato com uma empresa depois de patenteado o produto, mesmo que uma empresa específica esteja financiando a pesquisa desde o início. “No Brasil, os doutores estão dentro das universidades e não nas empresas”, disse Maria Aparecida, da USP.

Os dados da Prospectiva apontam ainda que os pedidos de patentes das empresas são mais sensíveis às variações econômicas do que nas universidades, que se financiam com recursos públicos. Em média, as solicitações de patentes pelas empresas se mantêm estáveis ao longo tempo, mas há um pico em 1996 e em 2006, com quedas significativas entre 1998 e 2002, período que coincide com um fraco desempenho da economia brasileira, que desmotivou as empresas a investir em pesquisa.

No balanço geral de 1992 a 2008, as empresas ainda superam as universidades com 1.962 patentes depositadas no INPI, contra 1.712. Na avaliação dos especialistas, o problema é que as empresas não deslancharam suas pesquisas, apesar dos benefícios tributários previstos na Lei de Inovação e na Lei do Bem. O desencanto com o processo de concessão de patentes pode ser um fator de desestímulo para as empresas. A pesquisa da Prospectiva apontou que o tempo médio de concessão de patentes é de 5,8 anos. Alguns pedidos chegaram a demorar 11 anos.

De acordo com Sennes, dois pontos chamam a atenção no ranking das empresas mais inovadoras: a amplitude de setores e a presença de multinacionais brasileiras. “Isso demonstra que presença global e investimento em pesquisa e tecnologia caminham juntos”, disse. Entre as companhias, a principal área de inovação é a manufatura, com destaque para petróleo, metalurgia, máquinas e equipamentos.

A Petrobras aparece muito à frente como a empresa mais inovadora do País, com 1.113 pedidos de patentes no INPI ao longo do tempo. A estatal também possui 194 patentes concedidas e 83 em análise nos Estados Unidos. Fazem parte do ranking de patentes empresas ligadas à venda de commodities, como Vale, Usiminas e CSN, mas também estão presentes a Grendene (calçados) e a Natura (cosméticos). Nos últimos dois casos, o medo da pirataria, principalmente procedente da Ásia, pode ser um fator decisivo para investir em patentes.

O estudo da Prospectiva aponta uma queda abrupta do registro de patentes do país em 2007 e 2008, mas os autores ressaltam que esses dados ainda são preliminares para serem considerados uma tendência, porque, segundo eles, as estatísticas do INPI são divulgadas com atraso.

Fonte: Valor Econômico

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Mais de 490 empresas gaúchas inscrevem-se no Inova RS


Inova RS

Total de solicitações superou dez vezes os recursos financeiros disponíveis para aplicação no programa. Edital, voltado para MPEs, irá destinar entre R$ 100 mil e R$ 500 mil por projeto.

Mais de 490 empresas do Rio Grande do Sul, de 21 setores, se inscreveram para o processo de seleção da Chamada Pública Inova Pequena Empresa prevista no edital Finep/Pappe 01/2009.

O total superou em dez vezes os recursos financeiros disponíveis, não-reembolsáveis, na ordem de R$ 13,3 milhões para os projetos de inovação tecnológica a serem implantados nos empreendimentos. A próxima etapa será a avaliação e seleção das propostas.

O Inova Pequena Empresa RS é uma ação conjunta da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Sul (Sebrae/RS) e da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs/IEL). No ranking de inscrições, as micro e pequenas empresas que apresentaram maior número de propostas atuam nos setores de Comércio/Serviços (80), Meio Ambiente (48) e TI (48).

O período para participar do processo de subvenção econômica terminou no dia 2 de junho. “A inovação significa vitalidade para as micro e pequenas empresas e é essencial para a escalada da competitividade”, destaca o superintendente do Sebrae/RS, Marcelo Lopes. De acordo com ele, foram recebidas propostas de 86 municípios gaúchos.

A avaliação dos projetos será realizada em três etapas: pré-qualificação, avaliação de mérito e análise operacional. Poderá, ainda, ser requisitada uma apresentação presencial da proposta pelo proponente, a critério do Comitê de Avaliação, para obtenção de eventuais esclarecimentos que se fizerem necessários.

O valor do apoio é de no mínimo R$ 100 mil e de no máximo de R$ 500 mil, por projeto. Puderam apresentar proposta para a seleção na primeira Chamada, micro e pequenas empresas nacionais, estabelecidas no Rio Grande do Sul, registradas na Junta Comercial, e que apresentaram faturamento bruto anual de, no máximo, R$ 10,5 milhões no último exercício.

A divulgação dos resultados será feita a partir do dia 6 de julho, conforme previsto no cronograma da Chamada Pública. Para ficar a par dos resultados, os empreendedores podem acessar os seguintes sites: www.inovapers.com.br, www.sebrae-rs.com.br, www.fiergs.org.br ou www.ielrs.org.br.

Fonte: ASN

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Laboratório de nanotecnologia pesquisa plásticos biodegradáveis


nanotecnologia

Embrapa aplicou R$ 4 milhões do MCT para compra de equipamentos. Entre as linhas de pesquisa, está o incremento de filmes comestíveis, feitos de polímeros para recobrir alimentos.

O Laboratório Nacional de Nanotecnologia para o Agronegócio (LNNA), da unidade Instrumentação Agrícola da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em São Carlos (SP), inaugurado no final de maio último, no qual o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) aplicou R$ 4 milhões na compra dos equipamentos, via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), já pesquisa polímeros ou plásticos biodegradáveis, área de grande potencial para produção dos chamados filmes comestíveis, usados em recobrimento de alimentos, entre outras aplicações.

“O laboratório vai explorar um campo bastante amplo para a Embrapa e para a agricultura tropical”, destaca Tatiane Deane de Abreu Sá, que ocupa a presidência da Embrapa de forma interina. Segundo ela, o LNNA será um “foco de convergência” das diversas iniciativas dentro e fora da Embrapa de aplicação da nanotecnologia ao agronegócio, como a pesquisa na área de fibras – em que a nanotecnologia poderá ser usada para produção de fibras mais resistentes; ou o uso de plásticos biodegradáveis muito finos, com propriedades como o aumento da durabilidade dos produtos quando aplicados em embalagens. A nanotecnologia trabalha na escala nanométrica: um fio de cabelo, por exemplo, tem 30 mil nanômetros de diâmetro; um átomo, em média, 0,2 nanômetro.

Entre as linhas de pesquisa a serem desenvolvidas no LNNA, o incremento dos chamados filmes comestíveis, feitos de plástico biodegradável, é uma das que estão mais avançadas. Os pesquisadores já fazem testes de resistência mecânica com amostras de plásticos biodegradáveis contendo nanoestruturas de origem natural em sua formulação. A pesquisa pode resultar em embalagens para produtos como margarina ou refrigerante.

Segundo a Embrapa, o consumo per capita de plásticos nos países desenvolvidos é da ordem de 60 quilos por ano. Nos Estados Unidos, o plástico corresponde a 30% do volume total de lixo produzido diariamente. Na cidade de São Paulo, das 12 mil toneladas de lixo produzidas por dia, 10% são materiais plásticos.

Outras áreas de pesquisa que poderão se beneficiar da infraestrutura do LNNA são a aplicação de novas ferramentas para biotecnologia e nanomanipulação de genes e materiais biológicos; o desenvolvimento de catalisadores mais eficientes para produção de biodiesel; a utilização de óleos vegetais e outras matérias-primas de origem agrícola para produção de plásticos, tintas e novos produtos; produção de nanopartículas para liberação controlada de nutrientes, pesticidas e drogas; e nanopartículas e nanodeposição de filmes bioativos para biofiltros, membranas e embalagens biodegradáveis e/ou comestíveis para alimentos.

O LNNA trabalhará com prestação de serviços, em um modelo que a Embrapa ainda está definindo. Um dos modelos considerados pela Embrapa na operação do LNNA é o usado pela Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron (ABTLus), que administra o complexo do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS/MCT), em Campinas (SP). A instituição seleciona propostas apresentadas por pesquisadores.

Fonte: Agência CT

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Empresários do PR descobrem a importância da inovação


Projeto Agentes Locais de Inovação

Mais de 2,5 mil empreendedores já foram sensibilizados sobre como a inovação afeta a competitividade. Agentes Locais de Inovação levam a prática ao cotidiano das empresas.

Cerca de 2,5 mil empresários paranaenses já foram sensibilizados sobre como a inovação pode ser um ponto-chave no aumento de competitividade de uma micro ou pequena empresa. Cerca de 35% dessas empresas concordaram em participar do Projeto Agentes Locais de Inovação, que tem por objetivo inserir a prática da inovação no cotidiano das empresas. Esse é um dos resultados da atuação de jovens recém-formados capacitados para atuarem no Projeto, uma iniciativa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Nacional), do Sebrae/PR e da Fundação Araucária, com o apoio da Secretaria de Ciência,  Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná.
Em um ano, 30 agentes locais de inovação percorreram empresas nas regiões centro-sul, noroeste, norte, oeste e sudoeste levando a cultura da inovação às micro e pequenas empresas paranaenses. Segundo conceitos atualmente aceitos, a inovação pode se dar no desenvolvimento de produtos, desenvolvimento de processos, ações de marketing e ações no desenvolvimento organizacional das empresas. Aliada à gestão da qualidade, a inovação pode ser uma solução que contribuirá decisivamente para o aumento da competitividade de uma micro e pequena empresa e que, muitas vezes, não requer um alto investimento.
“O balanço que fazemos desse um ano de projeto é positivo. Estamos formando 30 profissionais em um campo visivelmente carente na gestão empresarial, que é a gestão da inovação. Eles serão profissionais com incomum preparação para atuar em inovação, na medida em que receberam capacitação de alto nível nesse campo”, avalia o consultor do Sebrae/PR e coordenador estadual do projeto, Olavio Schoenau.
Na primeira semana de junho, os agentes locais de inovação participaram de um workshop na sede do Sebrae/PR em Curitiba. O encontro foi realizado para fazer um balanço dos resultados alcançados pelos agentes locais durante a execução do projeto, que completa um ano neste mês de junho e é piloto no Brasil.

 

Os profissionais também receberam orientações sobre alterações no Sistema de Monitoramento e Gestão, principal ferramenta de acompanhamento da evolução do projeto. Na oportunidade, foram repassados os primeiros resultados alcançados mediante a aplicação do diagnóstico gerencial e da mensuração do grau de inovação das empresas. 

Os agentes locais também acompanharam uma apresentação de técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), que prestam suporte técnico aos agentes locais. Entre os temas abordados foram destaque a ampliação regional do atendimento – aproveitando a capilaridade dessas instituições – e orientações sobre o registro de marcas e patentes. Também foi discutida a disponibilização de linhas de crédito para atender as demandas das empresas, quer sejam para seus ajustes internos, quer sejam para ampliações na infraestrutura de produção. A Agência de Fomento do Estado do Paraná participou desses debates.
De acordo com o coordenador estadual do projeto, a realização do workshop foi uma forma de atualizar informações e trocar experiências. “Simultaneamente à realização do projeto, surgiram novas ferramentas e era preciso fazer esse repasse aos agentes locais. Um projeto-piloto sempre cabe aperfeiçoamento”, explica Schoenau. 

 

Thatyana Kishida, 28 anos, é formada em Desenho Industrial – Projeto de Produto e atuou até o momento em empresas do setor do vestuário, na Grande Curitiba. “Ser uma agente local é importante, pois nós estamos tendo a oportunidade de auxiliar, na prática, os empresários sobre como a inovação pode ajudar a empresa crescer”, diz. Thatyana observa que a crise financeira mundial, que começou nos estados, ano passado, teve reflexos nos empresários das micro e pequenas empresas.

“Eles buscaram informações para enfrentar um momento de queda. Os empresários estavam conscientes que era preciso buscar soluções para enfrentar a crise, muitas vezes aprimorando um produto ou processo”, diz a agente local. 

Modelo

O projeto-piloto Agentes Locais de Inovação começou em 2008 com a preparação dos profissionais, que passaram por uma seleção de 1.595 candidatos, para levarem a cultura da inovação à realidade dos empresários.

Os selecionados para atuarem no projeto receberam informações sobre inovação e gestão da inovação; micro e pequenas empresas no Paraná e no Brasil; orientações na área comportamental; aplicação de diagnóstico empresarial; mensuração do grau de inovação, ferramentas de acesso a instituições financeiras; Sistema Sebrae e Sebrae/PR, entre outros temas. Com o conhecimento necessário, os agentes locais levaram orientações sobre a inovação a empresários dos setores da construção civil, vestuário e agronegócio.

Além do Paraná, o projeto-piloto está sendo realizado também no Distrito Federal. Com os bons resultados alcançados pelos agentes locais, o Sebrae Nacional decidiu recentemente levar essa experiência para a Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. “Serão 204 agentes locais levando a cultura da inovação para as micro e pequenas empresas nesses estados”, diz a consultora do Sebrae Nacional, Jô Palhano. “Muitos empresários acham que inovação não é pra eles. O agente local consegue fazer essa ponte e mostrar que é possível mudar um produto ou um processo e com isso inovar, melhorando a competitividade da empresa”, avalia a consultora.

Todo o trabalho dos agentes locais no Paraná foi monitorado por técnicos do Sebrae e começou com a elaboração de um diagnóstico para avaliar o estágio organizacional das empresas e, outro, para mensurar o grau de inovação em que a empresa se encontra. Depois desse processo, o agente local desenvolve, em parceria com o empresário, um plano de ação para inserir soluções inovadoras no ambiente da empresa, ligadas à gestão, atitude, desenvolvimento de produtos, processos e serviço. O agente local também pode auxiliar a aproximação dos empresários com entidades que desenvolvam ações na área de tecnologia. 

“Assinamos com a Fundação Araucária um aditivo para que o projeto prossiga por mais um ano, até junho de 2010. E todos os agentes locais, capacitados pelo projeto, continuarão levando a cultura da inovação para as micro e pequenas empresas paranaenses”, explica o consultor do Sebrae/PR e coordenador estadual do projeto, Olavio Schoenau.

Fonte: ASN

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Tecpar investe R$ 14 milhões em reestruturação tecnológica


Tecpar_logo

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) vai investir, até o final deste ano, R$ 14 milhões em reestruturação tecnológica, para diversificar e aprimorar a produção de vacinas e de antígenos. Além disso, vai ampliar os seus serviços na área industrial, informou o presidente da instituição, Aldair Rizzi.

A principal mudança é na área de produção da vacina antirrábica canina. Com esses investimentos, segundo Rizzi, a instituição passará a produzir a vacina com a tecnologia do cultivo celular, por meio das células de hamsters (BHK). Atualmente, o Tecpar, que é o maior fabricante brasileiro desse tipo de vacina, com 30,5 milhões de doses/ano, produz a antirrábica canina por intermédio da tecnologia tradicional: a injeção de vírus em cérebros de camundongos.

Há três décadas, o Tecpar produz e fornece a vacina antirrábica utilizada pelo Ministério da Saúde no Programa Nacional de Imunização. De acordo com Rizzi, o resultado eficaz desse imunobiológico pode ser observado nas estatísticas do Ministério, que demonstram a diminuição substancial do número de casos e o controle eficiente da raiva no país. Agora, no entanto, é preciso avançar tecnologicamente, disse ele.

Pioneiro

 

O Tecpar é o primeiro laboratório da rede pública nacional a desenvolver a tecnologia de cultivo celular em escala laboratorial, com recursos financeiros e humanos próprios. “Essa mudança tecnológica é fundamental para que o Instituto continue competitivo na atividade em que é o melhor do Brasil”, disse o presidente. “A aplicação desses recursos nesse campo faz parte de uma visão global de planejamento, na área de ciência e tecnologia, articulada com as demais políticas públicas desenvolvidas pelo governo estadual desde 2003”, explicou Rizzi.

O primeiro lote de vacinas produzidas com essa nova tecnologia será entregue ao Ministério da Saúde a partir de 2010. O Tecpar continuará produzindo a antirrábica canina pelo método tradicional até que a transição de tecnologia seja completa. Quatro biorreatores importados da Suíça, em parceria com o Ministério da Saúde, e estimados em R$ 7,3 milhões, darão suporte a estas mudanças tecnológicas.

Reciclagem dos biotérios

 

Os biotérios do Instituto responsáveis pela criação de camundongos, em Araucária (Região Metropolitana de Curitiba) e Jacarezinho (Norte velho), serão repensados. Em Araucária, o Tecpar está negociando a instalação de um laboratório de tecnologia avançada, o Laboratório Nacional de Antígenos, ligado ao Ministério da Agricultura, que faz o controle de qualidade de vacinas. De qualquer forma, manterá uma pequena criação de camundongos e outros animais para pesquisa.

Em Jacarezinho, vai criar um programa de controle biológico de pragas da cana-de-açúcar, em parceira com a Universidade Estadual Norte do Paraná, campus de Bandeirantes. “Os funcionários que trabalham nessas unidades serão reciclados e re-enquadrados em seus cargos de acordo com a formação profissional, e alguns encaminhados para outros departamentos do Instituto”, adiantou Rizzi. “Além do avanço tecnológico que esta mudança proporciona, vamos ganhar economia de escala e reduzir nossos custos”, acrescentou.

Nova visão

 

A reestruturação tecnológica faz parte de uma ampla reformulação administrativa e de produção do Tecpar, informou Rizzi. “O Instituto está sendo repensado, do ponto de vista do planejamento estratégico, para enfrentar os desafios do futuro. Estamos reduzindo custos, ampliando os serviços dos nossos laboratórios e desenvolvendo novas tecnologias para ingressar em novas áreas de produção”, disse o presidente.

Rizzi afirmou que a diversificação é fundamental para o futuro do Tecpar, que em 2010 vai completar 70 anos. Nesse sentido, a instituição está ampliando a sua atuação em duas novas áreas: na formação de um consórcio que envolve o Instituto de Biologia Molecular do Paraná, para o desenvolvimento de tecnologias da biologia molecular, e com o Instituto Carlos Chagas, para a pesquisa e desenvolvimento de novos imunobiológicos. Neste caso, os dois institutos estão iniciando a produção de kits para a Bio-Manguinhos (Fiocruz), destinados ao diagnóstico de HIV e Hepatite C.

O Instituto produz, também, a proteína monomérica tetânica para a Bio-Manguinhos. Este é um componente que, conjugado com o polissacarídeo encontrado na cápsula extracelular do Hemofilus influenzae, tipo B, a chamada vacina Hib (contra um tipo de meningite bacteriana), e com a vacina tríplice (contra tétano, difteria e coqueluche), resulta numa vacina tetravalente. Possibilita que, com apenas uma dose, as crianças estejam protegidas contra várias doenças.

 

Nesta mesma linha, o Tecpar está ampliando a produção de antígenos para o diagnóstico de brucelose, tuberculose e leucose em animais. Atualmente o Tecpar produz 800 mil doses/ano, e o laboratório distribui hoje, para o Ministério da Agricultura, em torno de 13 milhões de kits para diagnóstico dessas enfermidades. Segundo Rizzi, a intenção é triplicar a produção para abastecer o mercado brasileiro. Além disso, desenvolve kits para diagnóstico de Brucella ovis, artrite encefalite caprina, rinotraqueíte bovina e monoclonais antiespécie.

Com toda essa tradição e experiência, o Tecpar ganhou credibilidade para se candidatar à produção, em futuro breve, de medicamentos especiais e sofisticados para o Ministério da Saúde. Como a ribavirina, para o tratamento de AIDS, a somatotrofina, hormônio de crescimento, e a insulina humana, que são de alto interesse do ministério, destacou o presidente do Instituto.

“A atuação do Tecpar nesses novos campos é fundamental para independência tecnológica do país. Este é um mercado extremamente competitivo e dominado por grandes oligopólios internacionais privados. Atuando dessa forma, o Instituto está contribuindo de maneira decisiva para a afirmação do país como um grande produtor de vacinas e de medicamentos”, concluiu Rizzi.

Fonte: Agência Estadual de Notícias/PR

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