União Europeia investe em PMEs da América Latina

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Presidente da Apex lança desafio ao AL-Invest: além de fortalecer parceria econômica entre empresas latinas e UE, programa deve estimular cooperação em inovação e tecnologia

Sete mil e 500 pequenas e médias empresas do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Venezuela participarão, no período 2009/2012, do Programa AL-Invest, iniciativa de cooperação econômica da União Europeia (UE) para a inserção internacional dessas empresas.

A quarta etapa do Programa foi lançada nesta quarta-feira (17/06), em São Paulo, pela Comissão Europeia, órgão executivo da UE. Em 15 anos de existência do AL-Invest, a União Europeia investiu 145 milhões de euros.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lidera um dos três consórcios regionais – conceito criado nessa nova fase – que coordenarão a execução do Programa na América Latina. O consórcio Internacionalização e Competitividade das PMEs do Mercosul, do Chile e da Venezuela, receberá subvenção de 15 milhões de euros da UE – com uma contrapartida de 3,7 milhões de euros – para executar projetos de participação em eventos internacionais, encontros de negócios, troca de experiências com instituições europeias em processos de internacionalização e capacitação gerencial e empresarial.

“A escolha da CNI representa o reconhecimento, de um lado, das instituições congêneres de Chile, Venezuela e demais países que integram o Mercosul em relação ao papel de liderança que a indústria brasileira exerce na região, e, de outro, da própria UE, que aprovou a iniciativa”, afirmou o diretor-executivo da Confederação, José Agusto Fernandes.

Fernandes destacou que o AL-Invest “certamente é um ativo importante para que pequenas e médias empresas enfrentem a crise e mantenham sua exposição no comércio internacional”. Segundo ele, o Programa “não é algo teórico, mas prático, que aproxima partes interessadas e incentiva a realização de negócios”.

Fernandes citou dois exemplos de projetos AL-Invest executados neste mês, que foram muito bem-sucedidos: na área de alimentos, o Encontro Setorial AL-Invest Fispal Food Service, em São Paulo, e, no setor de moda, o Projeto Comprador Fashion Business, no Rio de Janeiro. “Trouxemos compradores europeus para ambos e vários negócios foram fechados ou encaminhados”, afirmou o diretor-executivo da CNI, acrescentando que está sendo contabilizado o volume de recursos financeiros envolvido.

APEX anuncia adesão ao programa AL-Invest

O Governo brasileiro está fortemente empenhado em apoiar os negócios das empresas brasileiras no mercado europeu, não só em relação à venda de produtos, mas principalmente na procura por parceiros estratégicos, afirmou Alessandro Teixeira, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), ao anunciar a adesão do órgão ao Programa AL-Invest.

Teixeira informou que das cerca de 350 feiras que a Apex promove ao redor do mundo, ao menos 200 são realizadas em países que integram a UE. “Uma das preocupações do Governo é evitar que as ações internacionais se restrinjam a uma mera venda de mercadoria, que é apenas a primeira etapa de um longo processo”, declarou Teixeira.

Ele lembrou também que as pequenas e médias empresas são responsáveis por apenas 3% das exportações na América Latina. É um índice muito baixo, que contrasta com outros números da economia regional: as PMEs equivalem a 98% dos estabelecimentos produtivos; empregam mais de 75% da população latino-americana; respondem por um faturamento acima de 35% de todas as empresas e representam 40% do PIB da região.

Esse quadro, na opinião do presidente da Apex, impõe desafios à parceria de europeus e latino-americanos. “É preciso enfatizar a integração bilateral, não só em termos de comércio, como na qualificação do perfil dos investimentos. Isso significa que, mais do que fortalecer a parceria econômica, é fundamental a cooperação nas áreas de inovação e de tecnologia.O AL-Invest é um poderoso aliado das empresas nessa estratégia”.

AL-Invest

O programa AL-Invest começou com uma fase-piloto em 1994 e financiava basicamente rodadas de negócios. Nas fases seguintes, as áreas de atividades se estenderam a ações de apoio institucional aos operadores da rede até a formação e serviços de assistência técnica às pequenas e médias empresas. Desde o seu início, mais de 87 mil empresas de cerca de 25 setores comerciais participaram das atividades de AL-Invest. A União Européia injetou 144 milhões de euros em projetos, o que se traduziu em mais de 500 milhões de euros em negócios e investimentos intrarregionais.

Fonte: Agência CNI

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