Sociedades de medicina investem em sites oficiais

Sociedades de medicina

Objetivo é oferecer informação de qualidade para o público leigo e esclarecer sobre armadilhas na internet.

Desde 2000, o uso da internet no mundo cresceu 225%. São, pelo menos, 1,2 bilhão de internautas.

E saúde é um dos temas de maior interesse: dos 278 milhões de acessos diários a sites de busca no mundo, 12,5 milhões são sobre o tema. Mas dá para confiar no que aparece? Somente o tema hipertensão, por exemplo, tem quase um milhão de páginas. Se para os médicos é difícil saber o que é confiável na rede, imagina para o paciente.

Preocupadas com isso, sociedades médicas brasileiras têm investido em links para leigos.

A ideia é evitar que leigos entrem em sites sem credibilidade.

Os médicos deveriam orientar os pacientes, indicando endereços de referência, diz Rubens de Fraga Jr, presidente do departamento de informática da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

Um bom exemplo de especialidade que se preocupa em oferecer informações corretas na web é a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Nessa área há grande chance de o indivíduo ser ludibriado. Na rede há dezenas de sites com propagandas de alongamento peniano e promessas milagrosas para tratar disfunção erétil.

Pacientes não devem deixar de procurar um médico

O portal da SBU tem página dedicada ao público, com a seção “Urologia de A a Z”, que traz definições de doenças; a Rádio SBU e a TV SBU, que entrevista especialistas sobre temas como, por exemplo, disfunção erétil e câncer de pênis.

O número de acessos diários é de 920 e a média mensal chega a 27 mil.

— Comunicação em saúde é fraca no Brasil. Na TV aberta não há bons programas nessa área. Nas rádios são poucos — diz o urologista José Carlos de Almeida, presidente da SBU.

— No link para o leigo, o site da SBU é estritamente educativo, não vendemos tratamentos e medicamentos.

Mas o crescimento do número de sites de saúde também é motivo de preocupação. Ainda em 2001 o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) emitiu resolução tratando do assunto. O perigo é a pessoa se contentar com a informação do portal e não procurar o médico. Ou cair em arapucas, especialmente quando se fala de sexualidade e emagrecimento.

Aliás, perda peso é um dos campeões de audiência. Há sites que vendem tratamentos milagrosos, que até emagrecem, mas também matam. Para se informar com segurança, uma opção é visitar o site da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). No endereço, há dicas de como cuidar da saúde (incluindo dietas, guia de alimentação para crianças e cálculo de índice de massa corpórea) e busca de médicos. São, em média, de 5 mil a 6 mil page views por dia.

— É uma forma de passar informação atualizada e de fontes seguras — diz Ruy Lyra, presidente da comissão de comunicação social da SBEM.

Também a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) fez grande investimento financeiro no site (a visitação média é de 100 mil por mês) para melhorar seu conteúdo e manter as informações atualizadas.

— Nosso site é bom para os leigos e os médicos. Oferecemos treinamentos e atualizações online — diz Omar Lupi, presidente da SBD.

Ele afirma que o médico precisa estar atento na hora de explicar algo ao seu paciente.

Isso porque existem doenças com nomes parecidos ou iguais, com diferentes sintomas.

Às vezes o paciente vai ao “Dr. Google” e acha que tem um problema muito maior do que ele tem realmente: — Os médicos têm que orientar como fazer buscas online. Há sites onde a intenção é boa, mas as informações são equivocadas ou os profissionais estão desatualizados.

O cardiologista João Manoel Rossi, diretor de tecnologia da informação da Sociedade Brasileira de Cardiologia, diz que o site da especialidade segue as normas do Conselho Federal de Medicina.

— Das ferramentas, as mais procuradas são a “Coração Online”, onde os leitores enviam perguntas, as receitas saudáveis e o “Selo de Aprovação”, seção que indicamos os produtos industrializados que não fazem mal ao coração. O usuário não é medicado nem recebe diagnóstico online. Isto é contra a lei. Não se pode receitar ou diagnosticar sem examinar um paciente.

O maior problema, diz Rossi, é a qualidade da informação, nem sempre confiável e, muitas vezes, mercadológica: — Meu conselho é procurar sites de entidades conhecidas e que passem credibilidade, como o acesso a portais idôneos.

Só para ter uma ideia, temos dez profissionais trabalhando para o nosso portal.

Urologia: www.sbu.org.br.

  • Link para TV e Rádio SBU.


Endocrinologia
: www.endocrino.org.br.

  • Obesidade, osteoporose, tireoide e tudo sobre diabetes.

Dermatologia: www.sbd.org.br.

  • Dicas para cuidar da pele, vídeos e seção para crianças.

Cardiologia: www.cardiol.br.

  • Selo de aprovação e tudo para ter um coração saudável.

Cirurgia plástica: www.cirurgiaplastica.org.br.

  • Traz uma cartilha virtual com os tratamentos.

Opinião da Cysneiros Consultores:

Flammarion Cysneiros - CEO - ICOMUNI ConsultoriaPara Flammarion Cysneiros, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento de Projetos da ICOMUNI Consultoria, as Redes Sociais tais como twitter, youtube, orkut, facebook, etc, já são realidade e têm despertado cada vez mais a atenção do mundo corporativo. A microsoft deu uma cartada estratégica ao indexar em realtime o twitter algo que o google não faz.

“A ICOMUNI Consultoria empresa há mais de 5 anos no mercado, presta consultoria em marketing social 2.0, tem observado um crescente aumento da demanda do mundo corporativo interessado nessas novas estratégias de MKT 2.0”

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