Mundo atual permite difundir inovação por meio de redes sociais

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A utilização e disseminação de ferramentas colaborativas, como a Web 2.0, é uma tendência nas organizações. As redes sociais influenciam tanto a difusão de inovações quanto a propagação da informação e do conhecimento. De acordo com Cláudio Terra, CEO da Terraforum, a mudança de paradigma das empresas para a denominada Inovação Aberta traz benefícios significativos para empresas que a utilizam de forma estruturada. Terra foi o palestrante do encontro quinzenal realizado pela FNQ, no dia 25 de junho, transmitido via webcast.

O conceito de Inovação Aberta foi criado por Henry Chesbrough, professor da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos. O acadêmico propõe uma nova abordagem para a organização da pesquisa, desenvolvimento e inovação nas empresas, que não deve se limitar a usar apenas recursos internos como fontes de inovação, mas também aproveitar redes de cooperação entre parceiros para partilhar recursos e conhecimento.

De acordo com Terra, este conceito entende o processo de inovação como uma atividade difusa, que pode envolver e integrar, por meio de redes sociais, uma ou mais empresas, universidades e institutos de pesquisa. “A Web 2.0 vem desempenhando um papel significativo neste novo contexto. No Brasil, a Inovação Aberta ainda começa a se tornar um conceito aceito. Ela, potencializada pela Web 2.0, demonstra uma grande capacidade para aumentar o entendimento das oportunidades, diminuir os custos de desenvolvimento e aumentar a probabilidade de sucesso e aceitação pelos usuários finais”, disse Terra.

Gestão

De acordo com o executivo, a inovação não é necessariamente o produto, ela extrapola a tecnologia e está associada ao resultado. “É muito importante a empresa estar aberta a processos alternativos de produção e ideias inovadoras, independentemente da posição hierárquica do funcionário. As ideias podem vir de qualquer lugar”, afirmou. “É necessário tornar a inovação uma missão permanente e alavancar todos os tipos de conhecimentos disponíveis, sejam eles tácitos ou explícitos, internos ou externos, tangíveis ou intangíveis”, completou.

Informação, conhecimento e processos são, segundo Terra, essenciais para a inovação. “Inovar é fundamental para a sustentabilidade do negócio. É preciso suportar os passos que levam à inovação contínua. É preciso gestão”. Para ele, há muitos desafios, mas somente uma visão sistêmica gera o resultado esperado. “É preciso um processo de gestão eficaz que gere, capture, organize, avalie, desenvolva, implemente, comercialize, reconheça e mensure a inovação”.

O executivo salientou que se não houver processos estruturados e transparentes não existe inovação. “As ideias não caminham sem processos. Eles estimulam, facilitam e apoiam a inovação”, declarou. Terra ressaltou que os processos não são burocracia e podem estimular a criatividade e inovação, especialmente quando facilitam o alinhamento organizacional; trazem disciplina e métricas associadas; ajudam a criar um ambiente mais seguro para o novo; alavancam o conhecimento organizacional e institucionalizam valores.  “A intenção é inovar de maneira recorrente e, por isso, os processos não aliados da inovação, não inimigos. Gestão da inovação é o futuro das empresas”, concluiu.

Clique aqui para acessar a apresentação completa feita por Cláudio Terra.

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