Ação do Sebrae quer mobilizar gestores


negociosDentro dos próximos meses o Sebrae irá firmar um termo de adesão com os municípios da Região Metropolitana para identificar as deficiências administrativas de cada cidade para então incentivar o desenvolvimento de micro e pequenas empresas. Ontem, foi lançado o Programa Cidade Futuro, como é chamada a iniciativa. O objetivo é mobilizar os gestores a adotarem uma maneira mais moderna de trabalho, articulando projetos que são realizados pelo Sebrae.

“Os prefeitos vão designar duas pessoas para formarmos uma rede de interlocutores com agentes locais. Iremos fazer dez cursos com eles, para capacitá-los e depois solicitarmos a assinatura do termo de adesão ao programa”, explicou a gerente da unidade de Projetos Especiais do Sebrae, Tereza Alves. No próximo dia 12, o Cidade do Futuro será lançado durante um evento da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe).

Ainda ontem, foi criado o prêmio Governador Barbosa Lima Sobrinho, para o prefeito considerado com o maior ímpeto empreendedor em iniciativas trabalhistas. Os agentes capacitados serão os responsáveis por elaborar os projetos que participarão da premiação. O projeto está disponível no site www.pe.sebrae.com.br.

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Coppe/UFRJ abre cinco novas vagas na Incubadora de Empresas


incubacao-de-empresasPessoas físicas ou jurídicas, individualmente ou em grupo, de qualquer estado do País, interessadas em desenvolver produtos ou serviços inovadores de base tecnológica podem concorrer às cinco novas vagas que estão sendo oferecidas pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ). O edital prevê o desenvolvimento de projetos tanto por empresa já existente com por ainda a ser constituída.

Entre os critérios de avaliação estão a viabilidade econômica do empreendimento, grau de inovação dos produtos ou serviços, potencial de interação do empreendimento com as atividades de pesquisas desenvolvidas pela UFRJ e com outras empresas residentes. As propostas serão analisadas pelo Conselho Diretor da Incubadora.

O processo seletivo é composto das seguintes etapas: entrega de propostas, pré-seleção, curso de iniciação empresarial, entrevista com os sócios das empresas, entrega do plano de negócios, apresentação do plano ao Conselho Diretor, seleção e resultado final do processo. Os resultados de cada fase serão divulgados na própria incubadora ou por correspondência dirigida ao candidato.

As propostas poderão ser entregues diretamente na Incubadora da Coppe ou enviadas pelo correio até o dia 23 de setembro, em duas vias impressas e uma digital. A inscrição no processo de seleção é gratuita e os candidatos deverão agendar uma entrevista pelo telefone (21) 2590-3428 para retirar o roteiro para elaboração da pré-proposta. O resultado final está previsto para o dia 30 de novembro.

Os candidatos selecionados poderão utilizar as instalações da Incubadora por até três anos. Para o desenvolvimento dos projetos, eles contam com diversos serviços, como assessoria e treinamento em marketing, finanças, jurídico, contabilidade, comunicação e assessoria de imprensa. Também poderão usufruir de toda a infraestrutura de equipamentos e serviços como copiadora, fax, rede de computadores, acesso à internet, salas de reunião, auditório, serviços de limpeza e segurança.

Empresas de tecnologias inovadoras do RJ ganham centro de desenvolvimento


desenvolvimentoO Rio de Janeiro vai ganhar um Centro de Desenvolvimento de Empresas de Tecnologias Inovadoras (CDETI). Elaborado há dois anos pela Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação – seção Rio de Janeiro (Assespro/RJ), o projeto será instalado na zona portuária da capital fluminense.

O presidente da Assespro/RJ, Ilan Goldman, disse hoje (7) à Agência Brasil que uma das ideias em estudo prevê  a implantação da incubadora de empresas de tecnologia da informação (TI) junto com incubadoras ligadas à área cultural, como de audiovisual, por exemplo, dentro do conceito de convergência digital.

Ontem (6), um grupo integrado por representantes da prefeitura do Rio, da  Assespro/RJ, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ), da Secretaria de Cultura, do Instituto Pereira Passos  e da Riofilme visitou a área do porto. O objetivo foi identificar espaços propícios para a instalação da incubadora do CDETI.

Uma segunda reunião está programada para a semana que vem. Goldman  informou que o próximo passo será  a elaboração de um estudo para viabilização do projeto. “É uma mistura de incubadora de empresas com áreas compartilhadas para serem  usadas por empresas não incubadas.”

O objetivo é ter um centro  que permita a interação  de empresas emergentes com empresas não incubadas. “Nós estamos criando um ambiente de capacitação, de treinamento propício para que isso possa ocorrer”, disse Goldman.

O presidente da Assespro/RJ destacou a  importância de ter um centro desses no Rio de Janeiro, porque o estado “historicamente, sempre  representou o maior contingente de empresas de TI do país”. O Rio apresenta ainda, segundo Goldman, toda a conjuntura de ambiente de criatividade para o desenvolvimento da inovação.  Apesar dos tributos elevados e mesmo enfrentando uma forte migração para outros estados, destacou ele, o Rio de Janeiro ainda é o local com mais empresas de informática.

O CDETI vai preencher uma lacuna entre as empresas que nasceram em universidades e, depois de cumprido esse primeiro estágio, não têm para onde ir. A Assespro/RJ buscará investidores para aplicar recursos nas empresas incubadas que apresentam potencial de desenvolvimento no mercado. Projeto semelhante está sendo desenvolvido no momento pela prefeitura de Barcelona, na Espanha, revelou Goldman.

A questão de financiamento para instalação do CDETI ainda não está definida. Caberá à Assespro/RJ gerir o novo espaço. “Manter de pé e fazer funcionar”, explicou Goldman.

Jaboatão cria fórum para micro e pequena empresa


proprio+negocioObjetivo é desenvolver e acompanhar políticas voltadas à implementação da Lei Geral

Jaboatão é a primeira cidade do estado de Pernambuco a criar um Fórum Permanente da Micro e Pequena Empresa. Este fórum também é o primeiro, em todo o Brasil, a ser institucionalizado legalmente, através de um decreto (nº 56/2009).

O objetivo do grupo é desenvolver e acompanhar políticas públicas direcionadas à implementação da Lei Geral de Micro e Pequena Empresa em Jaboatão.

A cerimônia de instalação do fórum foi realizada ontem, com a participação de entidades do setor e autoridades dos governos estadual e municipal.

Embora a Lei Geral esteja em vigor desde dezembro de 2006, muitos dispositivos não foram postos em práticas por falta de vontade política dos estados e dos municípios.

Isso porque alguns direitos assegurados pela lei dependem da implementação estadual e municipal, como é o caso do alvará provisório, uma das medidas para reduzir o tempo de abertura das empresas. Um fórum estadual para acompanhar o assunto em Pernambuco foi criado em novembro do ano passado.

Segundo o presidente da Confederação Nacional das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Comicro), José Tarcísio da Silva, o fórum de Jaboatão é uma das primeiras iniciativas municipais nesse sentido.

“Não existe nenhum fórum do tipo em outros municípios do estado. Em outras cidades do país, o fórum foi criado de maneira muito informal. O decreto torna o fórum, de fato, permanente”, defende.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, parabenizou o prefeito Elias Gomes pela iniciativa.

“É uma postura que mostra que a gente não pode ficar na estação esperando o trem passar”, diz.

“O fórum terá um papel estratégico para ajudar no desenvolvimento desse setor tão importante, que representa 70% da economia do município”, afirma Jackson Rocha, secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo e coordenador do fórum. Outras oito secretarias da prefeitura estarão integradas na discussão.

Além de órgãos municipais, entidades que representam o segmento de micro e pequena empresa participarão do fórum, como Federação das Associações de Microempresa e Empresas de Pequeno Porte (Femicro-PE), Associação das Micro e Pequenas Empresas de Jaboatão dos Guararapes (Amicro), Associação das Empresas de Pernambuco (Assimpra), Conselho Regional de Contabilidade (CRC), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio), Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Pernambuco (Sebrae) e Câmara Americana de Comércio (AMCHAM).

Redes sociais se agigantam, mas enfrentam problemas com a publicidade


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Duas notícias nesta semana reforçam a condição do Brasil como um dos protagonistas mundiais das redes sociais e esquentam o debate sobre o uso desses canais como instrumento para ações de marketing. Uma delas diz respeito ao presidente e criador do Facebook, Mark Zuckerberg, que, em visita a São Paulo na terça-feira (4/8), disse que a empresa cogita abrir escritório no País. A idéia é motivada pela rápida expansão da audiência do site no mercado brasileiro – o número de visitantes únicos está em 1, 576 milhão, crescimento de 66% entre janeiro e junho deste ano.

A outra acaba de sair do forno: o cofundador do YouTube, Chad Hurley, confirmou presença, no dia 26 de agosto, no Digital Age 2.0, evento de marketing e negócios online promovido pela NowDigital Business. Será a primeira visita de Hurley ao Brasil. “YouTube, MyTube, WeTube – a revolução da televisão que é de todo mundo” é o tema do bate-papo entre Hurley, Silvia Bassi, presidente da Now!Digital Business, e o público.  Marcado para os dias 26 e 27 de agosto no Sheraton WTC Hotel, em São Paulo.

Trata-se de dois pesos pesados das mídias sociais. Vendido para o Google por 1,65 bilhão de dólares em outubro de 2006, o YouTube apresentou recentemente nos EUA um acordo para venda de propaganda com a FreeWheel, companhia americana especializada nesse tipo de atividade. Pelo serviço que será prestado ao mercado, os anunciantes poderão veicular suas mensagens publicitárias diretamente pelo seu conteúdo no YouTube.  Por enquanto, cerca de 50 companhias já podem fazer sua própria publicidade no site, segundo o blog YouTube Biz. Até a aliança com a FreeWheel isso era proibido no YouTube. A intenção é em breve ampliar o programa.

Audiência em expansão

Com 250 milhões de usuários no mundo – responsáveis pela atualização de mais de 1 bilhão de fotos e 10 milhões de vídeos por mês -, o Facebook já comercializa alguns espaços publicitários, ainda que de forma bem tímida. Além disso, mantém  acordos para troca de conteúdo com organizações de internet no Brasil.

Na tentativa de mordiscar nacos mais saborosos da verba de comunicação, o site do Google também preparou um menu recheado para os anunciantes. O Orkut reuniu as principais agências de publicidade do País no final de junho em São Paulo para apresentar novas pesquisas sobre os usuários do site no País, incluindo informações sobre a reação dos consumidores a mensagens publicitárias.

Feito pela empresa Netpop Research com mil pessoas com mais de 15 anos de idade que participam de redes sociais no Brasil, o estudo mostra que 75% dos internautas brasileiros acessam o site mensalmente. Peças de publicidade sobre descontos ou cupons para lojas online são os que mais interessam aos usuários (71%), enquanto 81%se cadastrariam em comunidades patrocinadas por empresas. A verba gerada via publicidade pelo Orkut não é revelada.

E o dinheiro no caixa?

Ainda que a pesquisa tenha constatado a predisposição dos usuários para o recebimento de mensagens publicitárias, está claro que a propaganda ainda é incipiente no Orkut, assim como nas outras redes. Assim, a questão que tira o sono dos sites de mídia social é como transformar o elevado capital social que possuem – a audiência – em dinheiro no caixa no final do mês.  Segundo dados do Ibop Nielsen Online, 21,4 milhões de pessoas – ou 83,6% dos internautas residenciais ativos – usaram algum tipo de rede social no Brasil. Se levarmos em conta domicílio e o local de trabalho juntos, a categoria Comunidades alcançou 28,5 milhões de visitantes em junho de 2009.

“As redes precisam dos publicitários para geração eficiente de receitas a partir de suas audiências. Os publicitários precisam das redes, pois precisam chegar aonde os consumidores gastam sua maior parte do tempo”, analisa o instituto Nielsen Online em relatório sobre seu estudo Global Faces and Network Places, concluído em março nos EUA, sobre as redes sociais digitais.

Ambos os lados serão recompensados, continua o relatório, se descobrirem a receita mágica de como fazer propaganda bem-sucedida nas redes de relacionamento. “Ainda não existe uma resposta sobre como solucionar essa questão”, afirma Alexandre Crivellaro, diretor da área de inovação do Ibope Media, braço do Ibope responsável por mídias digitais para a América Latina. O Ibope é parceiro da Nielsen Online no Brasil.

“Uma possível explicação para a publicidade ainda não ter decolado, embora a audiência nesses sites seja crescente, é que as redes sociais já começaram sem publicidade. O usuário agora tende a rejeitá-la”, afirma. “O que vejo proporcionar resultados mais efetivos nas redes sociais são ações que dão  algum serviço para o internauta. É o caso de aplicativos, patrocinados por empresas, que oferecem diversão ou recompensas”, afirm

Fecomércio e Sebrae levam projeto Forme ao Sertão


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Sertão Empreendedor

Recife – Para capacitar jovens para o mercado de trabalho, dando-lhes conhecimentos acerca de empreendedorismo, a Fecomércio e o Sebrae em Pernambuco levam, a partir deste mês de agosto, ao sertão do Estado o Forme – Programa de Formação Empreendedora. As cidades que, dessa vez, recebem a iniciativa são Araripina, São José do Egito, Salgueiro e Petrolina.

A metodologia, no caso do interior do Estado, começa com a escolha dos educadores, pertencentes à rede de ensino do município. Selecionam-se de 8 a 10, que farão o trabalho junto aos jovens da cidade. Em Araripina, a fase com os educadores já está concluída, e as atividades com os futuros empreendedores foram iniciadas no dia 03 deste mês. Também no mês de agosto, iniciam-se as primeiras ações nos demais municípios. A empreitada no interior visa, até dezembro, capacitar 300 jovens e outros 90 educadores, tendo por base a cultura empreendedora.

O Forme consiste em um curso de 210 horas/aula, constituído de quatro módulos, realizados em um tempo de três meses. O primeiro é “Comportamento Empreendedor”, seguido por “Oportunidade de negócios”. Esta é uma fase importante dentro do processo, pois é quando há uma análise da conjuntura de mercado local. É, também nesse período, que se traça o plano de ação e se desenvolve o seminário a ser apresentado com base em uma empresa fictícia, a “cria”, organizada pelos participantes.

As próximas etapas são “Prática de Gestão” e “Elaborando Plano de Negócios”. Tudo isso culmina com a exposição dos trabalhos (segundo características da localidade) e do seminário a uma banca formada por instituições financeiras, que escolhem alguns dos projetos para financiar.

A abordagem engloba temas relacionados à ética, desenvolvimento de competências aplicadas no fazer acontecer com criatividade, inovação, senso crítico e responsabilidade, visão estratégica e entendimento do ambiente e contexto onde jovem está inserido, participação coletiva, cooperação e capacidade de identificar oportunidades e exercer gestão empreendedora.

A primeira edição do Programa aconteceu no Recife, nas comunidades Brasília Teimosa, Entra a Pulso e na cidade de Bonito. A iniciativa treinou 150 alunos e alguns receberam o financiamento dos Bancos. “Em Bonito, por exemplo, um projeto de frigorífico e uma granja receberam o incentivo”, diz o responsável pelo programa no Sebrae em Pernambuco, Oswaldo Ramos. Porém, segundo ele, o principal objetivo não é apenas adquirir o financiamento, e sim, formar profissionais para o mercado de trabalho em várias frentes. “Houve projeto que prosseguiu mesmo sem o incentivo dos bancos e é esse espírito empreendedor que queremos formar nos participantes”, completa ele.

Consultoria gratuita e com hora marcada


consultoria_1Levando informações sobre inovação para as pequenas companhias

Em Ceilândia (DF), Elenilda Fialho, pequena empresária do ramo de confecções, recebe a visita de uma consultora de negócios – com hora marcada e sem pagar nada por isso.

A consultora faz parte do Agentes Locais de Inovação (ALI), programa gratuito do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em ação desde o ano passado, com programas-piloto, no Distrito Federal e no Paraná. O objetivo é levar informações sobre inovação para as pequenas companhias.

A partir de agosto, a iniciativa inspirada em projetos similares na Índia chega aos Estados de Goiás e Rio Grande do Norte. No primeiro, o plano é atender mil empresas com 20 agentes. Já no Rio Grande do Norte, 1,5 mil companhias serão visitadas por 30 especialistas. “Em quatro meses, com a ajuda da consultoria, consegui um aumento de 10% no faturamento e melhorei a área administrativa da empresa”, diz Elenilda.

Até o final de 2010, a ação do Sebrae deve chegar à Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco e Sergipe. A meta é visitar 7,7 mil empresas com 154 agentes. Segundo a instituição, cada técnico deve acompanhar até 50 companhias durante dois anos.

O método é simples e feito de porta em porta. Os agentes visitam a empresa e elaboram um diagnóstico corporativo. No documento, são listadas as principais dificuldades do dia a dia do negócio e o que pode ser melhorado. A partir dessa análise, é traçado um plano de ação com sugestões para incrementar resultados, práticas de gestão e produção. Ao mesmo tempo, os especialistas acompanham a implantação das mudanças e a evolução dos números do empreendimento.

No Distrito Federal, as organizações beneficiadas pertencem a setores como construção civil, confecção e varejo.

Segundo o diretor técnico do Sebrae Nacional, Luiz Carlos Barboza, investir em inovação ainda é uma realidade distante para as pequenas empresas do Brasil. “Muitos deixam de investir na área porque acreditam que seja caro ou que demanda mais esforços do que realmente é necessário”, afirma.

Barboza conheceu a iniciativa dos agentes que visitavam empresas de porta em porta durante uma viagem à Índia, em 2007. Em agosto do mesmo ano, propôs que o Sebrae usasse técnicos para visitar as companhias.