Consultoria gratuita e com hora marcada

consultoria_1Levando informações sobre inovação para as pequenas companhias

Em Ceilândia (DF), Elenilda Fialho, pequena empresária do ramo de confecções, recebe a visita de uma consultora de negócios – com hora marcada e sem pagar nada por isso.

A consultora faz parte do Agentes Locais de Inovação (ALI), programa gratuito do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em ação desde o ano passado, com programas-piloto, no Distrito Federal e no Paraná. O objetivo é levar informações sobre inovação para as pequenas companhias.

A partir de agosto, a iniciativa inspirada em projetos similares na Índia chega aos Estados de Goiás e Rio Grande do Norte. No primeiro, o plano é atender mil empresas com 20 agentes. Já no Rio Grande do Norte, 1,5 mil companhias serão visitadas por 30 especialistas. “Em quatro meses, com a ajuda da consultoria, consegui um aumento de 10% no faturamento e melhorei a área administrativa da empresa”, diz Elenilda.

Até o final de 2010, a ação do Sebrae deve chegar à Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco e Sergipe. A meta é visitar 7,7 mil empresas com 154 agentes. Segundo a instituição, cada técnico deve acompanhar até 50 companhias durante dois anos.

O método é simples e feito de porta em porta. Os agentes visitam a empresa e elaboram um diagnóstico corporativo. No documento, são listadas as principais dificuldades do dia a dia do negócio e o que pode ser melhorado. A partir dessa análise, é traçado um plano de ação com sugestões para incrementar resultados, práticas de gestão e produção. Ao mesmo tempo, os especialistas acompanham a implantação das mudanças e a evolução dos números do empreendimento.

No Distrito Federal, as organizações beneficiadas pertencem a setores como construção civil, confecção e varejo.

Segundo o diretor técnico do Sebrae Nacional, Luiz Carlos Barboza, investir em inovação ainda é uma realidade distante para as pequenas empresas do Brasil. “Muitos deixam de investir na área porque acreditam que seja caro ou que demanda mais esforços do que realmente é necessário”, afirma.

Barboza conheceu a iniciativa dos agentes que visitavam empresas de porta em porta durante uma viagem à Índia, em 2007. Em agosto do mesmo ano, propôs que o Sebrae usasse técnicos para visitar as companhias.

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