Artista plástica adotou e-commerce para divulgar arte amazônica


O que uma empresa pode esperar do futuro de suas vendas? Certamente essa questão é feita por grande parte dos empresários que querem aprimorar e expandir seu negócio nos próximos anos. Porém, prever os rumos de suas vendas não é algo tão difícil assim, basta casar as tendências do mercado e os passos de seus concorrentes com bom senso e know-how de seus produtos.

Que as redes sociais caíram nas graças dos consumidores já não é nenhuma novidade. Elas são utilizadas constantemente para consultar preços, procurar melhores e diferentes produtos, boas oportunidades e trocar experiência com outros consumidores. Dessa forma não é difícil entender que a empresa precisa estar com seu produto na Internet e isso é feito através do e-commerce. Institutos de pesquisa revelam que 2011 será o ano do mercado virtual em âmbito nacional e internacional e o empreendedor que não tem um site de vendas vai ser passado para trás.

Um negócio chamado arte

Os grandes sites vendem de chocolate à geladeira, tudo sem ver a cara do consumidor e na maioria das vezes sem problemas no processo de venda / compra / entrega. Mas imagine vender obras de arte e souvenires direto do Mato Grosso para o Brasil e para o mundo? Recentemente a artista plástica Mari Bueno adotou o e-commerce como ferramenta para divulgar seu trabalho e vender suas obras, todas feitas com cunho ambiental e social. A profissional, formada em letras e pós-graduada em Arte na Educação e Arte Sacra e Espaço Litúrgico Celebrativo mudou-se para o Mato Grosso há 30 anos, exatamente na época da divisão entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

 

“Há 15 anos as pessoas não estavam tão integradas ao meio ambiente como estão hoje. Dá para sentir isso no mercado a nível nacional e local. A valorização da Amazônia que temos hoje ajuda não só a preservação, mas também à divulgação do meu trabalho”, conta Mari Bueno. O processo criativo de suas telas é baseado na fauna e flora amazônica e no dia-a-dia da região.

O envolvimento com a arte fez com Mari fosse convidada para pintar a Catedral do Sagrado Coração de Jesus de Sinop, cidade onde mora. “Faço uma coisa chamada enculturação, ou seja, mesclo elementos da arte sacra com elementos regionais. Tudo que pinto tem um pouco da minha infância e principalmente a vida nessa região”, afirma a artista plástica.

Amazônia e e-commerce

Há 10 anos Mari Bueno abriu sua galeria onde expõe e vende seus trabalhos. Porém ela percebeu que muitos turistas queriam levar suas obras para casa e pelo tamanho da tela não conseguiam. A partir de uma dificuldade ela encontrou um diferencial: vender suas obras pela internet. O site que já existia e funcionava como mostruário foi totalmente reformulado e passou a abrigar parte de suas obras para venda, contendo descrição, preço, tamanho, peso e todas as informações necessárias para que o usuário estivesse seguro de sua compra. “Quanto mais detalhes do produto colocamos mais temos compras fechadas. O internauta precisa se sentir seguro de que está comprando exatamente o que precisa. Para que chegássemos ao site atual passamos fizemos pesquisas de mercado eletrônico e regional, planejamento, escolha de design, logística, etc”, conta.

Além de suas telas, a empresária vende também souvenirs como canecas, roupas e artigos domésticos. Esses produtos são estampados com imagens das obras da artista plástica e tem dois tipos de acabamento: laca e rústico. “Os souvenirs são uma forma de trazer mais do meu trabalho para perto das pessoas. Algumas vezes o cliente gosta do quadro, mas não pode pagar. Transportando a imagem para uma almofada, por exemplo, ele consome da mesma forma a cultura e é isso que importa”, complementa Mari.

 


Para abrir o e-commerce a artista plástica contou com a ajuda de uma equipe de profissionais indicada pela Karen, da Papinha da Vovó, que já esteve aqui na Voz do Empreendedor do Pensando Grande. Depois de pronto, o mercado é monitorado por uma única pessoa, a mesma que cuida da galeria física. “É tudo muito fácil. O cliente seleciona o produto, escolhe a forma de pagamento e insere o CEP para que o frete seja calculado. Recebemos todos esses dados automaticamente, separamos o produto e o enviamos pelos Correios. Esta é a forma mais rápida, segura e barata de se enviar, seja por Sedex ou PAC”, finaliza Mari Bueno que voltou há pouco tempo do Museu do Louvre, em Paris, onde expôs três de suas obras em uma exposição coletiva brasileira.

Dicas e motivação

“Sempre há muito o que explorar. Tenho sorte de estar numa área que estimula sempre a gente. A arte motiva nossa cabeça e faz com que tenhamos várias ideias novas que funcionam como uma turbina de otimismo. Respiro arte e tenho um papel artístico e social grande para desempenhar. O site está me ajudando a ter mais negócios e oportunidades e o que falta é elaborar um plano de marketing mais avançado”, conta a profissional que assim como todos os empresários já pensou em desistir.

 

Fonte: Pensando Grande

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Setor de petróleo, gás e energia é opção para desenvolvimento de micro e pequenas empresas


Até 2014, a indústria de petróleo no País prevê investimentos superiores a US$ 260 bilhões; palestra promovida pelo Sebrae/PR e ONIP orienta empresários de Curitiba e Região

Da Redação

Jeronimo Azevedo, gerente de cadastro da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), esteve em Curitiba, a convite do Sebrae/PR, na última terça-feira, dia 25, para tirar dúvidas de empresários interessados em se tornar fornecedores da cadeia produtiva de petróleo, gás e energia. Durante palestra, o gerente da ONIP falou para aproximadamente 70 empresários sobre a estrutura da entidade, serviços oferecidos e o funcionamento dos cadastros ONIP de Bens e Serviços, CadFor e Navipeças.

Dentre as vantagens da obtenção do atestado de fornecedor do setor, estão o acesso às grandes operadoras, ampliação de mercado, processo único de cadastramento para várias operadoras e a possibilidade de fornecimento em projetos no exterior.

Nesta quarta e quinta-feiras, dias 26 e 27, Azevedo faz plantão no escritório do Sebrae/PR em Curitiba para atender individualmente empresários que agendaram horários ao fim da exposição. Na avaliação do especialista, as micro e pequenas empresas aproveitam pouco as oportunidades que o setor oferece. Para o gerente da ONIP, o setor pode gerar muitas vantagens para o Brasil, como geração renda, empregos e redução de parte problemas sociais.

“O alto valor dos contratos fechados pelas operadoras pode assustar as pequenas empresas. Tratando-se do setor de petróleo, gás e energia, tudo é grande: os riscos, possibilidades de prejuízos e os ganhos. Então, é preciso entender o processo para tirar proveito”, analisa Jeronimo Azevedo.

A previsão de investimentos, até 2014, para o setor de petróleo, óleo e gás é de US$ 262,7 bilhões no Brasil. Somente a Petrobras deverá injetar US$ 212,3 bilhões. O campo de exploração de petróleo Tupi deverá gerar entre 5 e 8 bilhões de barris. O início da produção está previsto para 2015. O campo está localizado a 7 mil metros abaixo do nível do mar. “As empresas podem mudar suas linhas para atender o setor e aproveitar as oportunidades”, observa Azevedo.

Incentivo

A vinda do representante da ONIP ao Paraná é uma das ações do Projeto Cadeia Produtiva do Petróleo e Gás, iniciativa do Sebrae/PR e parceiros, que objetiva a inserção competitiva e sustentável das micro e pequenas empresas na cadeia produtiva de petróleo e gás do Estado.

O consultor do Sebrae/PR, Pedro Cesar Rychuv Santos, esclarece que a proposta da entidade é incentivar a inserção de micro e pequenas empresas no segmento, suprir dificuldades de qualificação, além promover a aproximação e a melhoria do relacionamento entre fornecedores e grandes corporações.

Segundo ele, para 2011 estão programadas várias atividades para alcançar esses objetivos. “Em fevereiro, o Sebrae/PR irá promover uma palestra para orientar futuros fornecedores da Petrobras. Também está agendado um café da manhã com uma instituição bancária que irá abordar questões de financiamento e um encontro de negócios que visa identificar as demandas da Copel (companhia de energia do Paraná)”, frisa o consultor.

Cadastros

O processo de cadastro de empresas na ONIP não tem custo algum. A solicitação é feita pelo preenchimento do Formulário de Solicitação do Cadastramento, disponível na internet: http://www.onip.org.br/main.php?idmain=cadastros. Logo após o pedido, a empresa encaminha à ONIP os documentos comprobatórios, juntamente com a Carta de Solicitação do Cadastramento. Então é feita uma avaliação técnica para verificar as informações fornecidas.

O laudo da avaliação e toda documentação envolvida são encaminhados à Comissão de Avaliação de Empresa (CAE-ONIP), que aprova ou reprova o pedido. A empresa aprovada passa a compor o Cadastro e tem suas informações acessadas pelos grandes compradores da indústria de petróleo e gás. Até janeiro de 2011, o cadastro ONIP registra mais 2,2 mil fornecedores.

Cadastro ONIP de Bens e Serviços – Esse cadastro é aberto e mantém informações sobre as empresas instaladas no Brasil, qualificadas para o fornecimento de bens e serviços ao setor de petróleo e gás. As empresas interessadas nas informações do cadastro são empresas de petróleo e operadoras atuantes no Brasil, fornecedores estrangeiros em busca de parceiros e grandes fornecedores nacionais em busca de novos subfornecedores.

Cadfor – O CadFor é um sistema de cadastro administrado pela ONIP e patrocinado pelas operadoras internacionais Anadarko, BG Brasil, Chevron, Devon, El Paso, Shell, Maersk, Repsol e Statoil. Para participar do CadFor, o fornecedor tem que estar habilitado a fornecer para a indústria do petróleo e gás. O cadastro de fornecedores no CadFor dá-se, exclusivamente, por meio de um Convite de Participação obedecendo as prioridades de bens e serviços estabelecidas pelas empresas patrocinadoras.  O CadFor utiliza procedimentos claros e objetivos de avaliação de fornecedores baseados em cinco critérios: legal, financeiro, técnico, SMS (saúde, meio-ambiente e segurança) e gerencial/responsabilidade social. O convite de participação pode ser solicitado pela empresa interessada por meio do portal da ONIP na internet.

Cadastro NaviPeças – O Catálogo Navipeças agrupa fornecedores nacionais de bens e serviços qualificados para atender à demanda da indústria de construção e reparação naval.

ONIP

A ONIP é uma instituição de âmbito nacional e atua como fórum de articulação e cooperação entre as companhias de exploração, produção, refino, processamento, transporte e distribuição de petróleo e derivados, empresas fornecedoras de bens e serviços do setor petrolífero, organismos governamentais e agências de fomento, de forma a contribuir para o aumento da competitividade global do setor. A meta da ONIP é aumentar a participação nacional no fornecimento de bens e serviços para o setor de óleo e gás, de forma a maximizar os benefícios para a indústria petrolífera do País.

Sobre o Sebrae/PR

O Sebrae/PR – Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Paraná é uma instituição sem fins lucrativos que foi criada para dar apoio aos empresários de pequenos negócios e aos empreendedores interessados em abrir micro e pequenas empresas. No Brasil, são 27 unidades e 750 postos de atendimentos espalhados de norte a sul. No Paraná, cinco regionais e 11 escritórios. A entidade chega aos 399 municípios do Estado por meio do atendimento itinerante, pontos de atendimento e de parceiros como associações, sindicatos, cooperativas, órgãos públicos e privados. O Sebrae/PR oferece palestras, capacitações empresariais, treinamentos, projetos, programas e soluções empresariais, com foco noempreendedorismo, setores estratégicos, políticas públicas, tecnologia e inovação, orientação ao crédito, acesso ao mercado, internacionalização, redes de cooperação e programas de lideranças.

Informações para a imprensa:
Savannah Comunicação Integrada – empresa licitada do Sebrae/PR
Jaqueline Gluck (41) 3035-5669 ou (41) 9602-7541
Assessoria de Imprensa Sebrae/PR – Regional Centro-Sul: Cleide de Paula
(41) 8814-1046 / 3035-5669  jornalismocuritiba@savannah.com.br
Leandro Donatti –  Jornalista do Sebrae/PR –  (41) 3330-5895 ou (41) 9962-1754

 

Fonte: Agência Sebrae de Notícias – PR

 

Abertas as inscrições para o Selo de Qualidade em Serviços em Sergipe


Selo de Qualidade entra na 11ª edição sempre estimulando a qualidade dos serviços e produtos do setor turístico.

Betania Teixeira

Aracaju – Os empresários sergipanos já podem se inscrever no concurso “Selo de Qualidade em Serviços para Hotéis, Pousadas, Bares e Restaurantes de Sergipe”. O empreendedor que quiser participar deve comparecer ao Seminário de Adesão, que será realizado no dia 1º de fevereiro, às 15h, na sede do Sebrae em Sergipe. A entrada é gratuita.

A proposta do Selo é de buscar o reconhecimento e a valorização pública das empresas que investem em qualidade e no bom atendimento, explica Julia Vasconcelos, gerente da Unidade de Atendimento Coletivo-Comércio e Serviços do Sebrae/SE. “Os estabelecimentos recebem consultoria e orientações para fazer ajustes de modo a atender sempre melhor as expectativas de seus clientes. O projeto é aberto a todos os estabelecimentos desses segmentos localizados no Estado”, informa ela.

As empresas que participam do processo têm à sua disposição um modelo de auto-avaliação de gestão que possibilita a reavaliação constante de suas práticas. E um dos detalhes mais importantes é a continuidade do processo. “O Selo tem validade de um ano, e depois desse período uma nova avaliação é realizada. A proposta é fazer com que as empresas permaneçam atentas às melhorias da gestão organizacional e dos processos e invistam permanentemente na qualificação de seus profissionais”, diz Júlia Vasconcelos.

Outro detalhe é que o custo para as empresas é mínimo – mas as vagas são limitadas. O Selo de Qualidade é uma ação do Sebrae/SE em parceria com as instituições ligadas ao trade turístico de Sergipe, como Abav, Abeoc, Abih, Abrajet, Abrasel, Funcaju, Senac, Senar, Singtur e Secretaria de Estado do Turismo. Mais informações podem ser obtidas na Unidade de Atendimento Coletivo do Sebrae/SE – (79) 2106-7762, 2106-7711 e 2106-7720. O Sebrae em Sergipe está localizado em Aracaju, na Avenida Tancredo Neves, 5.500, Bairro América.

Como funciona

A metodologia do Selo é simples. Primeiro o empresário participa de Seminário de Adesão, onde são apresentados todos os passos do processo de avaliação e análise para a obtenção do Selo, com as regras de participação. Em seguida são realizados seminários de sensibilização para funcionários e colaboradores. O terceiro passo consiste na visita ao estabelecimento – feita por um analista técnico credenciado pelo Sebrae/SE – para aplicação de check-list com itens relacionados à qualidade no atendimento, produtos e serviços. Esse diagnóstico revela itens não atendidos e propõe melhorias.

A empresa recebe um prazo de 30 dias para executar as melhorias, com as adequações sendo checadas posteriormente pelos analistas técnicos. Depois são emitidos os relatórios finais que são encaminhados ao Comitê Gestor, formado por representantes das instituições parceiras ligadas ao trade turístico. É o Comitê Gestor que analisa e avalia o empreendimento e decide pela outorga ou não, do Selo de Qualidade. Os empreendimentos que conquistarem o direito de utilizar o Selo durante um ano recebem troféus e placa indicativa da conquista durante evento solene que acontece no mês de julho.

 

Sebrae já iniciou o mapeamento dos nove setores beneficiados com a competição


Fonte: Portal2014

Construção: um dos setores que podem ser beneficiados com a Copa (crédito: Arquivo)

O Sebrae divulgou hoje (26) os resultados de um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) que prevê a geração de oportunidades de negócios para 7,7 mil micro e pequenas empresas (MPE) com as obras e serviços vinculados à Copa de 2014.

Segundo a FGV, nove setores da economia serão beneficiados com a realização do campeonato de futebol. Construção civil, tecnologia da informação, turismo, produção associada já tiveram, inclusive, um mapeamento de oportunidades finalizado pelo Sebrae.

O mesmo processo será iniciado até abril nos setores de agronegócio, madeira e móveis, têxtil e confecção, comércio varejista e serviços. A expectativa do Sebrae é investir R$ 48 milhões em projetos de consultoria, inovação e acesso a mercados até 2012.

“O crescimento da demanda virá acompanhado de um aumento do nível de exigência e as micro e pequenas empresas terão que melhorar o processo de gestão. Trata-se de um grande desafio, as empresas ficarão mais fortes, gerarão mais empregos e aumentarão seu faturamento”, disse Carlos Alberto dos Santos, diretor técnico do Sebrae.

De acordo com o coordenador do comitê técnico do Programa Nacional para Atuação do Sistema Sebrae na Copa de 2014, Dival Schmidt, o número de micro e pequenas empresas beneficiadas pelo evento pode ser multiplicado. “Temos um conjunto de metodologias usadas para capacitar pequenos negócios e vamos utilizá-las nesse processo”.

Um exemplo do benefício indireto da realização do Mundial no Brasil é a contratação de pequenos negócios para trabalhar na remoção de entulhos durante as obras nos estádios da competição. “Usaremos esse grande evento para mudar e preparar os pequenos negócios para aumentar sua competitividade”, disse Schmidt.

As vagas estão nas pequenas empresas


Mercado aquecido e economia em novo ciclo de expansão. É diante desse cenário que as pequenas empresas vêm ganhando um enorme espaço.

Hoje, elas lideram a geração de empregos com carteira assinada no país. Só nos últimos oito meses criaram 1,3 milhão de vagas, o dobro das médias e grandes. E a previsão do Sebrae é que até o final do ano esse número chegue a 2 milhões.

“As pequenas — e até as médias — crescem a todo vapor e vivem uma dinâmica bem diferente do que víamos há 20 anos”, diz Roberto Amatuzzi, sócio da Excelia, consultoria de negócios voltada à profissionalização de companhias médias.

Na briga pelos novos investimentos que invadem o Brasil e para se tornar mais competitivas, as pequenas e médias empresas (PMEs) correm em busca de gestão profissional.

O resultado é que passaram a atrair cada vez mais mulheres, jovens em início de carreira e profissionais experientes que já não têm espaço nas grandes organizações. Dados do último anuário realizado pelo Sebrae em conjunto com o Dieese mostram que de 2000 a 2008 houve aumento de postos de trabalho para jovens na faixa dos 25 aos 29 anos, passando de 19,7% para 20, 3%, o equivalente a 553 132 novos empregos para essa faixa etária.

A oferta para os mais velhos também melhorou. “Há lugar para quem passou dos 50 anos em setores que sofrem com a falta de mão de obra especializada, como a construção civil”, diz Leonardo Mattar Altoé, analista do Sebrae. “Muitas companhias até trazem de volta aposentados por não ter gente suficiente.”

Tendência que deve se manter nos próximos dez anos, diante da expectativa de crescimento da economia. Estimativas da LCA Consultores mostram que, em 2020, o PIB per capita deve dobrar, atingindo 22 700 dólares.

Valorização dos quarentões Esse crescimento também está beneficiando profissionais acima dos 40 anos.

“A crise americana foi um divisor de águas para os mais seniores”, diz Rodrigo Vianna, gerente da Hays, empresa de recrutamento, com escritório em São Paulo.

De acordo com o consultor, as multinacionais foram bastante afetadas pelas turbulências, o que refletiu em demissões, sobretudo de executivos com maior bagagem.

“Por ter sido pouco impactadas pela crise, as companhias de menor porte acabaram se recuperando mais rápido e abrindo oportunidades”, diz Rodrigo. O momento, aliás, foi bastante propício para as PMEs que passaram a contratar profissionais experientes, que dificilmente os teriam em seus quadros — afinal, eles estavam desempregados e as grandes já não os queriam mais.

Muitos executivos acordaram para a realidade de que nas grandes eles têm prazo de validade e nas pequenas são mais valorizados ao levarem o conhecimento adquirido durante a carreira. Segundo o consultor, as pequenas se transformaram numa alternativa interessante para executivos de 35 a 42 anos. Ainda assim, as melhores oportunidades são para os jovens. “Não há como negar, o maior volume de contratações está na base da pirâmide e as companhias ambicionam o jovem”, diz Vicente Picarelli, sócio da área de capital humano da Deloitte.

“Quem inicia a carreira hoje está mais aberto do que as pessoas cinco anos atrás, quando o maior sonho era trabalhar em grandes multinacionais”, diz Danilca Galdini, sócia-diretora da Nextview, parceira do grupo DMRH, que auxilia grandes corporações a realizar os programas de trainee. Na pesquisa Empresa dos Sonhos dos Jovens 2010 foi feita uma pergunta sobre o que os levaria a mudar de emprego e a questão tamanho ou fama da empresa ficou em último lugar, com 2% das respostas.

Apesar de as PMEs, em alguns casos, pagarem mais na disputa por talentos, em geral a remuneração é menor em comparação com as grandes empresas. “O diferencial das grandes está nos benefícios”, diz Christian Mattos, consultor sênior da área de talento e recompensas da consultoria Towers Watson.

Embora ele afirme que, no caso de presidentes de companhias com faturamento acima de 1 bilhão de reais, a remuneração chega a ser 40% maior do que a do principal executivo de uma pequena empresa, Christian atenta que a diferença vai diminuindo no nível de média gerência e praticamente inexiste no cargo de coordenação.

Rápida ascensão

Há cinco meses, a administradora de empresas Alinie Mendes, de 25 anos, resolveu buscar uma nova oportunidade. Após três anos na Honda como analista de projeto, queria ampliar seu escopo de atuação. Participou de alguns processos seletivos até ser chamada pela Friboi. Um mês depois, recebeu a ligação da Solvo, empresa de tecnologia da informação, que tem 95 funcionários.

Alinie decidiu largar tudo para ganhar a mesma coisa na Solvo, atrás do seu sonho: trabalhar em uma companhia de pequeno porte. “Vi a oportunidade de colocar em prática minhas ideias”, diz. Feliz com a escolha, já conseguiu implantar alguns projetos próprios na operação e hoje mantém contato direto com os diretores. Ela acredita que está se desenvolvendo na carreira mais rapidamente, já que faz parte do crescimento da companhia. “Participo de perto da estruturação da empresa”, diz Alinie.

Subindo degraus

Quando recebeu proposta para dirigir a área de marketing da RSA Seguros, em 2005, o administrador de empresas Marcelo Biasoli, de 33 anos, não pensou duas vezes.

Vislumbrou a chance de mudar de nível. Na época era gerente de marketing de relacionamento do Unibanco AIG. “Cuidava apenas de uma parte do marketing e na RSA assumiria todo o setor.”

Além de ganhar bem mais, hoje participa dos processos de decisão, tem acesso ao alto escalão e mantém contato direto com o conselho de administração.

De volta para a multi

Enio Petcov, coordenador de crédito e cobrança da Akzo Nobel, de 32 anos, foi e voltou. Em 2007, deixou a multinacional mexicana Femsa Cerveja para dar um salto em uma startup espanhola de cosméticos.

Com salário 30% maior, foi cuidar da área financeira, que tinha 14 funcionários, ajudando a estruturar a nova operação. “Ampliei minha visão de negócios e assumi novas funções.” Depois de algumas promoções, chegou ao limite.

Acima, só o diretor financeiro e o presidente. Não tinha mais como subir. Almejava crescer como gestor. Até que no início de 2010 aceitou convite da Akzo Nobel. Agora comanda uma equipe de nove pessoas.

Fonte: Você S/A

XI Conferência Anpei


Já estão abertas as inscrições para o envio de casos concretos e experiências reais de inovação (cases) para serem apresentados na XI Conferência Anpei, que será realizada de 20 a 22 de junho de 2011, em Fortaleza. Os interessados em submeter casos devem enviar um resumo estendido deles, até a data limite de 7 de março de 2011, para os e-mails anpei@anpei.org.br e cintia@anpei.org.br, com identificação da empresa e dados de contato do responsável pela proposta (nome, e-mail e telefones).

O texto do resumo deve ser escrito em no máximo duas páginas A4, em fonte Arial, tamanho 10 pt., espaço simples. O conteúdo deverá ser sucinto e direto, destacando claramente aspectos relevantes do caso, incluindo objetivos, vantagens, métodos utilizados, resultados financeiros e de mercado das inovações, ganhos ao longo da cadeia produtiva decorrentes delas e principais contribuições e conclusões do trabalho.

Devido à demanda crescente nos últimos anos, todas as propostas de casos serão avaliadas pela Equipe Técnica da Conferência para seleção. Eles serão analisados de acordo com os critérios de elegibilidade e atratividade. No primeiro caso, serão verificados a aderência ao tema da Conferência; os resultados (comerciais, econômicos e técnicos) da inovação e a clareza do texto. No segundo, a originalidade da solução; a possibilidade de replicação na prática empresarial; o ineditismo do caso e a sua abrangência local/regional.

XI Conferência Anpei

O tema da XI Conferência é “Redes de Inovação e Cadeias Produtivas”. Assume-se como definição de cadeia produtiva o encadeamento de modificações da matéria-prima, com finalidade econômica, que inclui desde a exploração dessa matéria-prima, em seu meio ambiente natural, até seu retorno à natureza, passando pelos circuitos produtivos de consumo, recuperação, tratamento e eliminação de efluentes e resíduos sólidos.

Alguns temas de inovação se destacam e inspiram-nos neste cenário, tal como a interação entre as redes de pesquisa em escala local e global, consórcios de pesquisa e desenvolvimento pré-competitivos, novos modelos de gestão em rede, redes setoriais de inovação, inovação dirigida pelo consumidor, o papel das redes sociais, desafios da propriedade intelectual nas interações em redes e ações que alavancam a competitividade das redes produtivas.

Saiba mais
http://www.anpei.org.br/xiconferencia/callforcases.pdf

A nova e difícil fronteira das empresas de TI


A consolidação do mercado de tecnologia da informação no País, que resultou na criação de várias gigantes locais com faturamento acima de R$ 1 bilhão, permitiu que empresas nacionais dessem nos últimos anos os primeiros passos rumo ao mercado internacional. Nesse cenário, as companhias especializadas em prestação de serviços concorrem com um sem-número de empresas indianas, enquanto as desenvolvedoras de soluções de hardware e software disputam com grupos internacionais como Microsoft e Oracle.

Em dezembro, a prestadora de serviços Stefanini adquiriu a americana TechTeam por US$ 94 milhões e tomou a dianteira da expansão internacional entre as companhias de TI brasileiras. Segundo o sócio-fundador da empresa, Marco Antonio Stefanini, o negócio ampliou a atuação da companhia de 17 para 27 países. O empresário espera que 40% do faturamento de R$ 1 bilhão previsto para este ano venha do exterior. Das receitas externas, a metade vem nos Estados Unidos.

Com 12 mil funcionários, um terço deles fora do País, a Stefanini ainda luta contra a falta de tradição no exterior – algo que os prestadores de serviço em TI indianos têm de sobra.

Para convencer grandes clientes a trocar a Índia pelo Brasil, o empresário investe na contratação de profissionais com perfil mais sênior e na oferta de serviços customizados às empresas. Outra estratégia é apostar nos mercados onde as indianas não têm a vantagem do idioma. “Eles são muito fortes nos países de língua inglesa”, explica.

Com a compra da TechTeam, a Stefanini também reforçou seu portfólio de clientes globais, uma poderosa carta de apresentação na hora de disputar novos negócios. “Temos hoje 30 clientes mundiais. Um dos mais recentes é a Johnson & Johnson, fechado há três meses”, conta o empresário. De acordo com Stefanini, o fato de o mercado internacional crescer abaixo da média brasileira também pode ser um celeiro de oportunidades: “A Stefanini ainda pode fazer aquisições no exterior, além de enxergar um crescimento orgânico significativo.”

Mercado interno. Enquanto a Stefanini navega o mercado externo a todo o vapor, outras companhias do setor testam a temperatura das águas internacionais, preocupadas em não negligenciar o Brasil em um momento de rápido crescimento interno. O diretor de fusões, aquisições e planejamento estratégico da Tivit, André Frederico, diz que a situação das prestadoras de serviço brasileiras é diferente da realidade indiana: “Aqui, o mercado interno é bastante atraente, enquanto lá o foco está muito mais no exterior.”

Por isso, a estratégia internacional da empresa ainda está restrita a duas filiais, nos Estados Unidos e na França. Essas duas operações atendem clientes de 16 países, mas a participação internacional na receita é pequena, de 10% do faturamento anual de R$ 1 bilhão. Apesar de estar atenta a negócios no exterior, a companhia diz que a prioridade ainda é aproveitar as oportunidades de aquisições no Brasil. “Existem diversas oportunidades para a Tivit adquirir uma tecnologia específica ou entrar em um segmento em que não atua. O mercado (brasileiro) ainda continua bastante pulverizado”, diz Frederico.

Serviços integrados. Conhecida principalmente pelas soluções e pela produção de equipamentos bancários e PCs, a Itautec também tem uma forte área de serviços, que movimenta mais de R$ 400 milhões por ano, ou cerca de 30% do faturamento total. De acordo com Silvio Passos, vice-presidente da área de serviços, embora a empresa tenda a vender um pacote de soluções – equipamentos, mais manutenção e consultoria -, as chances de expansão no exterior são maiores para a oferta isolada de serviços.

Segundo ele, ao contrário do hardware e do software, que podem ser fabricados em qualquer lugar e distribuídos para todo o mundo, o serviço exige maior conformidade com as especificidades locais. E é nesse aspecto que aumentam as chances das companhias brasileiras de concorrer com os rivais indianos. “A Índia avançou mais em serviços remotos, como call centers, e tem mão de obra qualificada e relativamente barata, além da vantagem em mercados de língua inglesa. Mas eles têm dificuldades em outros locais, o que pode ser uma oportunidade para o Brasil.”

Conhecida pelo desenvolvimento de soluções, a Totvs se prepara para dar passos mais firmes em direção ao mercado externo. Ao contrário das empresas de serviços, a companhia – um símbolo da consolidação do mercado de TI no País, tendo participado de 40 processos de fusões e aquisições nos últimos oito anos – tem o desafio de enfrentar a concorrência de pesos pesados como Microsoft e Oracle.

Segundo José Rogério Luiz, vice-presidente da Totvs, a empresa é a sétima maior produtora de software do mundo e tem faturamento superior a R$ 1 bilhão. A companhia tem subsidiárias na Argentina, México e em Portugal, que respondem por 5% de seu faturamento. Sem revelar detalhes, Luiz diz que a empresa pretende “botar uma energia mais forte” em sua atuação externa nos próximos dois anos. Ele adianta, porém, que a base da expansão será inicialmente o mercado latino-americano.