Edital MCT/SETEC/CNPq Nº 75/2010 – RHAE Pesquisador na Empresa


I – EDITAL

O Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq tornam público o presente Edital e convidam os interessados a apresentarem propostas nos termos aqui estabelecidos, e em conformidade com o anexo REGULAMENTO, parte integrante deste Edital.

I.1 – OBJETIVO

O presente Edital tem por objetivo selecionar propostas para apoio financeiro a projetos que visem contribuir significativamente para o desenvolvimento científico e tecnológico e inovação do País. As propostas devem observar as condições específicas estabelecidas na parte II – REGULAMENTO, anexo a este Edital, que determina os requisitos relativos ao proponente, cronograma, recursos financeiros a serem aplicados nas propostas aprovadas, origem dos recursos, itens financiáveis, prazo de execução dos projetos, critérios de elegibilidade, critérios e parâmetros objetivos de julgamento e demais informações necessárias.

I.2 – APRESENTAÇÃO E ENVIO DAS PROPOSTAS

I.2.1 – As propostas devem ser acompanhadas de arquivo contendo o projeto e devem ser encaminhadas ao CNPq exclusivamente via Internet, por intermédio do Formulário de Propostas Online, disponível na Plataforma Carlos Chagas, a partir da data indicada no subitem II.1.2- CRONOGRAMA do REGULAMENTO.

I.2.2 – As propostas devem ser transmitidas ao CNPq, até às 18 (dezoito) horas, horário de Brasília, da data limite de submissão das propostas, descrita no subitem II.1.2 – CRONOGRAMA do REGULAMENTO. No entanto, o sistema eletrônico (servidor de rede) receberá propostas com tolerância de mais 24 (vinte e quatro horas), encerrando-se, impreterivelmente, às 18h (dezoito horas) do dia posterior à data limite de submissão das propostas, horário de Brasília. O proponente receberá, após o envio, um recibo eletrônico de protocolo da sua proposta, o qual servirá como comprovante da transmissão.

I.2.3 – As propostas devem ser apresentadas em conformidade com o descrito no subitem II.2CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE – do REGULAMENTO, contendo rigorosamente todos os itens previstos neste Edital. O arquivo contendo o projeto de pesquisa deve ser gerado fora do Formulário de Propostas On line e anexado a este, nos formatos “doc”, “pdf” “rtf” ou “post script”, limitando-se a 1Mb (um megabyte). Caso seja necessário utilizar figuras, gráficos, etc, para esclarecer a argumentação da proposta, estes não devem comprometer a capacidade do arquivo, pois as propostas que excederem o limite de 1Mb não serão recebidas pelo guichê eletrônico do CNPq.

I.2.4 – Não serão aceitas propostas submetidas por qualquer outro meio, tampouco após o prazo final de recebimento estabelecido no subitem I.2.2 acima. Assim, recomenda-se o envio das propostas com antecedência, uma vez que o CNPq não se responsabilizará por propostas não recebidas em decorrência de eventuais problemas técnicos e congestionamentos.

I.2.5. – Caso a proposta seja remetida fora do prazo de submissão, ela não será aceita pelo sistema eletrônico. Por este motivo e, no cumprimento do disposto no caput do art. 41, da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, não haverá possibilidade da proposta ser acolhida, examinada e julgada.

I.2.6 – Será aceita uma única proposta por proponente. Na hipótese de envio de uma segunda proposta pelo mesmo proponente, respeitando-se o prazo limite estipulado para submissão das propostas, esta será considerada substituta da anterior, sendo levada em conta para análise apenas a última proposta recebida.

I.2.7. – Em se constatando propostas idênticas, todas serão desclassificadas.

I.3 – ADMISSÃO, ANÁLISE  E JULGAMENTO

A seleção das propostas submetidas ao CNPq, em atendimento a este Edital, será realizada por intermédio de análises e avaliações comparativas. Para tanto, são estabelecidas as seguintes etapas:

I.3.1. – Etapa I – Análise pela Área Técnica do CNPq

1.3.1.1. Esta etapa, a ser realizada pela área técnica do CNPq, consiste na análise das propostas apresentadas quanto ao atendimento às disposições estabelecidas nos itens do REGULAMENTO, relativos ao subitem II.1.4 – ITENS FINANCIÁVEIS, subitens II.2.1-QUANTO AO PROPONENTE E EQUIPE DE APOIO, subitem II.2.2.1 a) do subitem II.2.2.- QUANTO À PROPOSTA e II.2.3- QUANTO À INSTITUIÇÃO DE EXECUÇÃO, dos CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE.

I.3.2 – Etapa II – Análise, julgamento e Classificação pelo Comitê Julgador

I.3.2.1. As propostas serão avaliadas e classificadas nesta etapa considerando a análise da etapa anterior e os CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE, indicados no subitem II.2.2.- QUANTO À PROPOSTA, e de JULGAMENTO, indicados no subitem II.3., do REGULAMENTO, que serão pontuados pelo Comitê Julgador.

I.3.2.2. A pontuação final de cada projeto será aferida conforme estabelecido no item II.3 – CRITÉRIOS PARA JULGAMENTO do REGULAMENTO.

I.3.2.3 – Após a análise de mérito e relevância de cada proposta e da adequação de seu orçamento, os Comitês, dentro dos limites orçamentários estipulados pela Diretoria Executiva do CNPq, poderão recomendar:

a) aprovação, com ou sem cortes orçamentários; ou

b) não aprovação.

I.3.2.4 – O parecer do Comitê sobre as propostas, dentro dos critérios estabelecidos, será registrado em Planilha Eletrônica, contendo a relação das propostas julgadas, recomendadas e não recomendadas, com as respectivas pontuações finais, em ordem decrescente, assim como outras informações e recomendações julgadas pertinentes.  Para propostas recomendadas, será definido o valor a ser financiado pelo CNPq. Para propostas não recomendadas, será emitido parecer consubstanciado contendo as justificativas para a não recomendação. A Planilha Eletrônica será assinada pelos membros do Comitê.

I.3.2.5.– Não é permitido integrar o Comitê Julgador o pesquisador que tenha apresentado propostas a este Edital, ou que participe da equipe do projeto.

I.3.2.6 – É vedado a qualquer membro do Comitê julgar propostas de projetos em que:

a) esteja participando da equipe do projeto seu cônjuge, companheiro ou parente, consangüíneo ou afim,  em linha reta ou na colateral, até o terceiro grau; ou

b) esteja litigando judicial ou administrativamente com qualquer membro da equipe do projeto ou seus respectivos cônjuges ou companheiros.

I.3.3 – Etapa III – Análise pela Diretoria Executiva (DEX) do CNPq

Todas as propostas analisadas pelos Comitês serão submetidas à apreciação da Diretoria Executiva do CNPq, que emitirá a decisão final sobre sua aprovação, observados os limites orçamentários deste Edital.

I.4 – RESULTADO DO JULGAMENTO

I.4.1. A relação das propostas aprovadas com recursos financeiros do presente Edital, será divulgada na página eletrônica do CNPq, disponível na Internet no endereço www.cnpq.br e publicada no Diário Oficial da União.

I.4.2. Todos os proponentes do presente Edital terão acesso ao parecer sobre sua proposta, preservada a identificação dos pareceristas.

I.5 – RECURSOS ADMINISTRATIVOS

I.5.1. Caso o proponente tenha justificativa para contestar o resultado do julgamento das propostas, poderá apresentar recurso em formulário eletrônico específico, disponível na Plataforma Carlos Chagas (http://carloschagas.cnpq.br), no prazo de 10 (dez) dias corridos, a contar da data da publicação do resultado no Diário Oficial da União e na página do CNPq, desde que esteja disponibilizada ao proponente o parecer do Comitê Julgador na Plataforma Carlos Chagas.

1.5.2. O recurso deverá ser dirigido à Comissão Permanente de Análise de Recursos – COPAR que, após exame, encaminhará o resultado para deliberação final da Diretoria Executiva do CNPq.

I.5.3. Na contagem do prazo excluir-se-á o dia do início e incluir-se-á o do vencimento, e considerar-se-ão os dias consecutivos. O prazo só se inicia e vence em dias de expediente no CNPq.

I.5.4. A norma específica, Resolução Normativa nº 006/2009 , que estabelece os procedimentos necessários para interposição de recursos está disponível na página do CNPq, no endereço eletrônico http://www.cnpq.br/normas/rn_09_006.htm.

I.6 – CONTRATAÇÃO DAS PROPOSTAS APROVADAS

I.6.1. As propostas aprovadas serão contratadas na modalidade de Auxílio Individual, em nome do Coordenador/Proponente, mediante assinatura de Termo de Concessão e Aceitação de Apoio Financeiro a Projeto de Pesquisa Científica e/ou Tecnológica.

I.6.2. A firmatura do Termo de Concessão ficará subordinada à existência prévia de Protocolo de Cooperação Técnica, celebrado entre a instituição de execução do projeto e o CNPq, conforme previsão contida na alínea “a” do item 5 do Anexo I da Resolução Normativa nº 024/2006 (http://www.cnpq.br/normas/rn_06_024.htm), e que, nos termos da Cláusula Segunda, item 3 –  Das Competências da Instituição, do referido Protocolo, não haja veto da instituição.

I.6.3. A existência de alguma inadimplência do proponente com a Administração Pública Federal direta ou indireta constituirá fator impeditivo para a contratação do projeto.

I.7 – CANCELAMENTO DA CONCESSÃO

I.7.1. A concessão do apoio financeiro poderá ser cancelada pela Diretoria Executiva do CNPq, por ocorrência, durante sua implementação, de fato cuja gravidade justifique o cancelamento, sem prejuízo de outras providências cabíveis em decisão dvidamente fundamentada.

I.8 – PUBLICAÇÕES

I.8.1. As publicações científicas e qualquer outro meio de divulgação de trabalho de pesquisa, apoiados pelo presente Edital, deverão citar, obrigatoriamente, o apoio das entidades/órgãos financiadores.

I.8.2. As ações publicitárias atinentes a projetos e obras financiadas com recursos da União, deverão observar rigorosamente as disposições contidas no § 1º do art. 37 da Constituição Federal, bem assim aquelas consignadas na Instrução da Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica da Presidência da República – atualmente a IN/SECOM-PR nº 02, de 16 de dezembro de 2009.

I.9 – IMPUGNAÇÃO DO EDITAL

I.9.1. Decairá do direito de impugnar os termos deste Edital o proponente que não o fizer até o segundo dia útil anterior ao prazo final estabelecido para recebimento das propostas. Ademais, não terá efeito de recurso a impugnação feita por aquele que, em o tendo aceitado sem objeção, venha apontar, posteriormente ao julgamento, eventuais falhas ou imperfeições.

I.9.2. A impugnação deverá ser dirigida à Diretoria Executiva do CNPq, por correspondência eletrônica, para o endereço: presidencia@cnpq.br .

I.10 – REVOGAÇÃO OU ANULAÇÃO DO EDITAL

I.10.1. A qualquer tempo, o presente Edital poderá ser revogado ou anulado, no todo ou em parte, seja por decisão unilateral da Diretoria Executiva do CNPq, seja por motivo de interesse público ou  exigência legal, em decisão fundamentada, sem que isso implique direito a indenização ou reclamação de qualquer natureza.

I.11 – PERMISSÕES E AUTORIZAÇÕES ESPECIAIS

I.11.1. É de exclusiva responsabilidade de cada proponente adotar todas as providências que envolvam permissões e autorizações especiais de caráter ético ou legal, necessárias para a execução do projeto.

I.11.2. Coordenadores brasileiros de projetos de pesquisa, relacionados à biodiversidade, devem observar a legislação em vigor (MP nº  2.186-16/2001, Decreto nº 3.945/01, alterado pelo Decreto nº 4.946/2003, Decreto nº 98.830/90, Portaria MCT nº 55/90) para autorizações de acesso, coleta e remessa de amostras e concessão de vistos de entrada no País aos estrangeiros participantes do projeto.

I.12 – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

I.12.1. Durante a fase de execução do projeto, toda e qualquer comunicação com o CNPq deverá ser feita por meio de correspondência eletrônica à Coordenação responsável pelo Comitê Julgador do Edital (coctc@cnpq.br).

I.12.2. Qualquer alteração relativa à execução do projeto deverá ser solicitada ao CNPq por seu coordenador, acompanhada da devida justificativa, devendo a mesma ser autorizada antes de sua efetivação.

I.12.3. Ao final da vigência, o proponente deverá apresentar a prestação de contas financeira e os relatórios técnicos, em conformidade com o que estiver estabelecido no Termo de Concessão e demais normas do CNPq.

I.12.4. Durante a execução, o projeto será acompanhado e avaliado, em todas as suas fases, de acordo com o estabelecido no Termo de Concessão.

I.12.5. O CNPq reserva-se o direito de, durante a execução do projeto, promover visitas técnicas ou solicitar informações adicionais visando aperfeiçoar o sistema de Avaliação e Acompanhamento.

I.12.6. As informações geradas com a implementação das propostas selecionadas e disponibilizadas na base de dados do CNPq serão de domínio público.

I.12.7. Caso os resultados do projeto ou o relatório em si venham a  ter valor comercial ou possam levar ao desenvolvimento de um produto ou método envolvendo o estabelecimento de uma patente, a troca de informações e a reserva dos direitos, em cada caso, dar-se-ão de acordo com o estabelecido na Lei de Inovação, nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004, regulamentada pelo Decreto nº 5.563, de 11 de outubro de 2005 e pela RN-013/2008 (http://www.cnpq.br/normas/rn_08_013.htm).

I.12.8. O presente Edital regula-se pelos preceitos de direito público e, em especial, pelas disposições da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, e, no que couber, pelas normas internas do CNPq.

I.13 – DOS ESCLARECIMENTOS E DAS INFORMAÇÕES ADICIONAIS ACERCA DO CONTEÚDO DO EDITAL E PREENCHIMENTO DO FORMULÁRIO DE PROPOSTA ONLINE

Os esclarecimentos e informações adicionais acerca do conteúdo deste Edital e sobre o preenchimento do Formulário de Proposta On line poderão ser obtidos por intermédio do endereço eletrônico e telefones indicados em item específico do REGULAMENTO.

I.14- CLÁUSULA DE RESERVA

A Diretoria Executiva do CNPq reserva-se o direito de resolver os casos omissos e as situações não previstas no presente Edital.

Brasília, 13 de dezembro de 2010

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Edital MCT/CNPq Nº 75/2010 – RHAE Pesquisador na Empresa

II – REGULAMENTO

O presente REGULAMENTO tem por finalidade definir as atividades a serem apoiadas financeiramente, e as condições para implementação do apoio, mediante a seleção, por edital, de propostas para execução de projetos.

II.1. DAS DISPOSIÇÕES ESPECÍFICAS

II.1.1.DO OBJETO

Apoiar as atividades de pesquisa tecnológica e de inovação, por meio da inserção de mestres ou doutores, em empresas de micro, pequeno e médio porte, atendendo aos objetivos do Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional (Plano CTI 2007-2010 – http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/66226.html) e as prioridades da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP – http://www.mdic.gov.br/pdp/index.php/sitio/inicial).

Seguindo o que é definido na PDP como Programas Estruturantes para Sistemas Produtivos, e as áreas de interesse dos Fundos Setoriais financiadores deste Edital, as propostas de projetos devem abordar os setores industriais, dentro dos seguintes temas:

Programas Mobilizadores em Áreas Estratégicas (Tecnologias de Informação e Comunicação, Nanotecnologia, Biotecnologia, Complexo Industrial da Defesa, Complexo Industrial da Energia Nuclear e Complexo Industrial da Saúde), bem como a indústria aeroespacial.

Programas Para Fortalecer Competitividade (Complexo Automotivo, Indústria de Bens de Capital, Indústria Naval e de Cabotagem, Indústria Têxtil e de Confecções, complexo de Couro, Calçados e Artefatos, setor de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, setor de Madeira e Móveis, Indústria de Transformados Plásticos, Complexo Produtivo do Biodiesel, a Agroindústria, Construção Civil e Complexo de Serviços).

Programas para Consolidar e Expandir Liderança (Complexo produtivo do Bioetanol, Complexo industrial do Petróleo, Gás e Petroquímica, Complexo Aeronáutico e Complexos produtivos de Mineração, Siderurgia, Celulose e Carnes)

Serão aceitas propostas de projetos de desenvolvimento tecnológico de produtos ou processos que visem ao aumento da competitividade das empresas por meio de: inovação; adensamento tecnológico e dinamização das cadeias produtivas; incremento, compatível com o setor de atuação, dos gastos empresariais com atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico; atendimento à relevância regional; e cooperação com instituições científicas e tecnológicas.

II.1.2. CRONOGRAMA

Atividades Data
Lançamento do Edital no Diário Oficial da União e na página do CNPq na Internet 15 de dezembro de 2010
Disponibilização do Formulário de Propostas On line 27 de dezembro de 2010
1ª Rodada
Data limite para submissão das propostas 18 de fevereiro de 2011
Divulgação dos resultados no Diário Oficial da União e na página do CNPq na internet A partir de abril de 2011
Início da contratação das propostas aprovadas A partir de abril de 2011
2ª Rodada
Data limite para submissão das propostas 3 de junho de 2011
Divulgação dos resultados no Diário Oficial da União e na página do CNPq na internet A partir de agosto de 2011
Início da contratação das propostas aprovadas A partir de agosto de 2011
3ª Rodada
Data limite para submissão das propostas 2 de setembro de 2011
Divulgação dos resultados no Diário Oficial da União e na página do CNPq na internet A partir novembro de 2011
Início da contratação das propostas aprovadas A partir de novembro de 2011

II.1.3. RECURSOS FINANCEIROS

II.1.3.1 – As propostas aprovadas neste Edital serão financiadas com recursos no valor global estimado de R$ 40.000.000,00 (quarenta milhões de reais), a serem liberados, de acordo com a disponibilidade orçamentária e financeira do CNPq

II.1.3.1.1 – Parcela mínima de 30% dos recursos será, necessariamente, destinada a projetos coordenados por pesquisadores vinculados a instituições sediadas nas regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste, incluindo as respectivas áreas de abrangência das Agências de Desenvolvimento Regional (Lei nº 11.540/2007).

II.1.3.2 – Os recursos destinados a este edital são provenientes do FNDCT/Fundos Setoriais. As informações sobre os fundos setoriais (documentos básicos, diretrizes estratégicas, legislação básica etc.) estão disponíveis no sítio do MCT, em http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/725.html.

II.1.3.3 – Por projeto, o valor máximo a ser solicitado ao CNPq é de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais), somente em bolsas, nas modalidades descritas neste Edital e com vigências limitadas a 24 (vinte e quatro) meses.

II.1.3.4 – PARCERIAS

A parceria esperada para a proposta, com vistas à agregação de recursos financeiros e/ou não financeiros para execução do projeto, abrange os setores públicos, privados e não-governamentais. A parceria não é obrigatória, entretanto, se existente, será item avaliado no julgamento da proposta, conforme item II.3.1.D. deste Regulamento.

II.1.3.5 – CONTRAPARTIDA

As instituições proponentes ou executoras deverão aportar ao projeto a contrapartida mínima de 20% do valor do projeto, em recursos financeiros ou não financeiros, efetivamente necessários para a execução da proposta e que possam ser economicamente mensuráveis e demonstráveis. Como aportes, serão aceitos recursos do tipo:

– Custeio: salários, passagens e diárias, auxílio-moradia e seguro-saúde de pessoal ligado diretamente ao projeto; material de consumo, serviços de reprografia;

– Custeio das despesas relativas à participação na Reunião de Avaliação e Acompanhamento definido no subitem II.4.2.2 b do anexo REGULAMENTO, no valor de até R$ 4.000,00 (quatro mil reais);

– Capital: equipamentos, material permanente e material bibliográfico.

II.1.4. ITENS FINANCIÁVEIS

II.1.4.1. Serão financiadas somente bolsas, que devem estar diretamente relacionadas ao objeto e às atividades do projeto, compreendendo as modalidades:

a) SET (Fixação e Capacitação de Recursos Humanos – Fundos Setoriais), níveis:

A, B e C (para doutores)

D, E e F (para mestres)

I (para alunos de graduação)

b) DTI (Desenvolvimento Tecnológico Industrial), todos os níveis;

c)  EV (Especialista Visitante), todos os níveis;

d)  ATP (Apoio Técnico em Extensão no País), todos os níveis.

II.1.4.2. É obrigatório que a proposta solicite, no mínimo, uma bolsa SET para mestre ou doutor, ou seja, nos níveis A, B, C, D, E ou F, no decorrer do projeto.

II.1.4.3. Ressalte-se que os recursos referentes às bolsas deverão ser incluídos no formulário eletrônico de submissão, no orçamento do projeto.

II.1.4.4. Para informações mais detalhadas sobre as modalidades, critérios, níveis e valores das bolsas, consultar as normas específicas das bolsas de Fomento Tecnológico em http://www.cnpq.br/normas/rn_10_015.htm, respeitando as modalidades citadas  nas letras a), b), c), d) e e) do subitem II.1.4.1. deste regulamento.

II.1.4.5. A duração das bolsas, limitadas a 24 (vinte e quatro) meses, não poderá ultrapassar o prazo de execução do projeto. As bolsas não poderão ser utilizadas para pagamento de prestação de serviços, uma vez que tal utilização estaria em desacordo com a finalidade das bolsas do CNPq.

II.1.4.6. Caberá ao coordenador fazer as indicações dos bolsistas tão logo seja assinado o Termo de Concessão e Aceitação de Apoio Financeiro a Projeto de Pesquisa Científica e/ou Tecnológica.

II.1.4.7. A empresa executora, a título de contrapartida, poderá conceder, conforme seus critérios, auxílios complementares aos bolsistas, tais como, auxílio transporte, auxílio moradia, auxílio instalação, seguro-saúde e qualquer outra forma que não caracterize vínculo empregatício.

II.1.5. PRAZO DE EXECUÇÃO DOS PROJETOS

As propostas a serem apoiadas pelo presente Edital deverão ter seu prazo máximo de execução estabelecido em 30 (trinta) meses. Este prazo, superior à vigência máxima das bolsas, vislumbra o período necessário para a seleção de candidatos às bolsas do projeto contemplado. Excepcionalmente, mediante apresentação de justificativa, o prazo de execução dos projetos poderá ser prorrogado.

II.2. CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE

Os critérios de elegibilidade indicados abaixo são obrigatórios. O atendimento aos mesmos é considerado imprescindível para o exame da proposta, seu enquadramento, análise e julgamento. A ausência ou insuficiência de informações sobre quaisquer deles poderá resultar na desclassificação da proposta.

II.2.1. QUANTO AO PROPONENTE E EQUIPE DE APOIO

II.2.1.1. O coordenador do projeto, que é necessariamente o proponente, será responsável, junto ao CNPq, pela gestão do projeto. A figura do coordenador técnico, quando presente, será responsável pelos aspectos técnicos e pela execução do projeto. Caso o coordenador técnico não seja citado no projeto, assume-se que as funções de coordenador e coordenador técnico serão desempenhadas pela mesma pessoa, o proponente.

II.2.1.2. O proponente (coordenador do projeto), responsável pela apresentação da proposta, deve atender obrigatoriamente aos itens abaixo:

a) ter seu currículo cadastrado e atualizado na Plataforma Lattes (http://lattes.cnpq.br/) do CNPq até a data limite para apresentação das propostas;

b) ter vínculo formal com a instituição de execução do projeto na qualidade de sócio, dono ou funcionário. Esta informação deve estar explicitamente declarada em seu CV Lattes, no campo “Atuação profissional”.

II.2.1.3. O coordenador técnico deve atender aos itens abaixo relacionados:

a) ter seu currículo cadastrado e atualizado na Plataforma Lattes (http://lattes.cnpq.br/) do CNPq até a data limite para apresentação das propostas;

b) ter vínculo formal com a instituição de execução do projeto na qualidade de sócio, dono ou funcionário. Esta informação deve estar explicitamente declarada em seu CV Lattes, no campo “Atuação profissional”.

II.2.1.4. Não é permitido, nem ao coordenador e nem ao coordenador técnico, atuarem como bolsistas no projeto.

II.2.1.5 – A equipe técnica (não bolsistas) poderá ser constituída por pesquisadores, alunos e técnicos. Outros profissionais poderão integrar a equipe na qualidade de colaboradores.

II.2.1.6. Somente deverão ser incluídos na equipe técnica do projeto aqueles que tenham prestado anuência formal escrita, a qual deve ser mantida sob a guarda do Coordenador do projeto.

II.2.1.7. O mesmo proponente não pode coordenar mais de uma proposta para este Edital.

II.2.1.8. Ao apresentar a proposta o proponente assume o compromisso de manter, durante a execução do projeto, todas as condições de qualificação, habilitação e idoneidade necessárias ao perfeito cumprimento do seu objeto, preservando atualizados os seus dados cadastrais juntos aos registros competentes.

II.2.2.  QUANTO À PROPOSTA

II.2.2.1. A proposta deve atender aos seguintes requisitos e condições, de forma a permitir sua adequada análise:

a) o projeto, documento anexado ao formulário de propostas On Line, deverá adotar obrigatoriamente o modelo descrito no Anexo “Roteiro Detalhado do Projeto” deste Edital. Discrepâncias entre os dados fornecidos no Formulário de Proposta On Line e os constantes do arquivo do projeto de pesquisa podem provocar o desenquadramento da proposta;

b) apresentar projeto de desenvolvimento tecnológico e de inovação, em consonância com o objetivo deste Edital;

c) especificar as atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica a serem desenvolvidos na empresa, descrevendo a participação dos bolsistas. Não é necessário citar os nomes dos bolsistas no projeto.

d) mostrar a existência de condições materiais para a sua execução, seja com recursos próprios de contrapartida ou com recursos captados de outras fontes de financiamento;

e) relacionar as atribuições específicas de cada instituição (executora do projeto e parceiras), descrevendo a forma de articulação entre elas, tendo em vista o objetivo comum do projeto;

f) mostrar a alocação, pelos parceiros, de recursos suficientes para o desenvolvimento do projeto;

g) descrever a forma de acompanhamento e a avaliação do desenvolvimento do projeto;

II.2.2.2. A proposta não deve incluir solicitação de apoio para:

a) atividades de rotina ou administrativas;

b) formação de recursos humanos em cursos de pós-graduação;

II.2.2.3. Quanto ao orçamento, a proposta deve conter:

a) Recursos em bolsas, conforme as modalidades solicitadas.

b) Contrapartida mínima de 20% do valor da proposta.

II.2.3. QUANTO À INSTITUIÇÃO DE EXECUÇÃO (EMPRESAS ELEGÍVEIS)

II.2.3.1. A instituição de execução do projeto será aquela onde será desenvolvido o projeto de pesquisa e com o qual o proponente deve apresentar vínculo e será doravante denominada “Instituição de Execução do Projeto”, podendo ser microempresa, empresa de pequeno porte e média empresa, privada, conforme definição a seguir:

Porte Definição
Microempresa Pessoa jurídica ou o empresário, assim definido na Lei Federal º. 10.406, de 10 de janeiro de 2002, cuja receita bruta anual seja igual ou inferior ao limite de R$ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais), estabelecido no inciso I do art. 3º. da Lei Complementar Federal nº 123, de 14 de dezembro de 2006.
Empresa de pequeno porte Pessoa jurídica ou o empresário, assim definido na Lei Federal nº. 10.406, de 2002, cuja receita bruta anual seja superior a R$240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais) e igual ou inferior a R$2.400.000,00 (dois milhões e quatrocentos mil reais), conforme limites estabelecidos no inciso II do art. 3º. da Lei Complementar Federal nº. 123, de 2006;
Média empresa Pessoa jurídica ou o empresário, assim definido na Lei Federal nº. 10.406, de 2002, cuja receita bruta anual seja superior ao limite máximo de R$ 2.400.000,00 (dois milhões e quatrocentos mil reais), e igual ou inferior a R$90.000.000,00 (noventa milhões de reais).

II.2.3.2. A instituição de execução do projeto deverá ser constituída sob as leis brasileiras e ter sua sede e administração no País.

II.2.3.3. A instituição de execução do projeto deverá estar devidamente cadastrada no Cadastro de Informações Institucionais (CADI) (http://di.cnpq.br/di/cadi/consultaInst.do) até a data limite para apresentação das propostas, segundo o cronograma.

II.3 – CRITÉRIOS PARA JULGAMENTO

II.3.1 – São os seguintes os critérios para classificação das propostas quanto ao mérito técnico-científico e sua adequação orçamentária:

Critérios de análise e julgamento Peso Nota
A Clareza, objetividade da proposta e sua relevância para as áreas definidas no edital. 3 0 a 10
B Grau de inovação e impacto tecnológico 3 0 a 10
C Perfil da equipe e das bolsas solicitadas. 2 0 a 10
D Adequação dos arranjos cooperativos ao desenvolvimento da proposta (parcerias com outras instituições). 1 0 a 10
E Viabilidade técnica, mercadológica e econômica. 1 0 a 10

II.3.2. Para estipulação das notas poderão ser utilizadas até duas casas decimais.

II.3.3. A pontuação final de cada projeto será aferida pela média ponderada das notas atribuídas para cada item.

II.3.4. Em caso de igualdade na pontuação final, será utilizado como critério de desempate a pontuação obtida pela soma dos critérios de análise e julgamento “A” e “B” do subitem II.3.1.

II.4 – AVALIAÇÃO FINAL/PRESTAÇÃO DE CONTAS

II.4.1. O Coordenador do projeto deverá encaminhar em Formulário on line específico, no prazo de até 60 (sessenta) dias após o término da vigência do projeto, em conformidade com o Termo de Concessão e demais normas do CNPq:

a) relatório final do projeto;

b) avaliação das atividades dos bolsistas.

II.4.2. O acompanhamento e a avaliação da execução dos projetos contemplados poderão ser realizados em duas modalidades:

II.4.2.1. À distância:

aplicação de formulários de acompanhamento/avaliação do projeto. Esta etapa constitui-se no preenchimento de formulários de avaliação do projeto pelos seus coordenadores.

II.4.2.2. Presencial:

a) visitas técnicas in loco

Esta etapa prevê a realização de visita técnica ao projeto, quando necessária, por técnicos do CNPq responsáveis pelo processo de acompanhamento e avaliação, que poderão ser assessorados por consultores escolhidos pelo CNPq.

b) Reunião de Acompanhamento e Avaliação

Esta etapa prevê Reuniões de Avaliação e Acompanhamento, onde os coordenadores dos projetos e membros de equipe poderão ser convidados a apresentar ao MCT e ao CNPq os resultados das atividades desenvolvidas durante o projeto.

II.4.3. O CNPq reserva-se o direito de, durante a execução do projeto, solicitar informações adicionais visando aperfeiçoar o sistema de Avaliação e Acompanhamento.

II.5 – ESCLARECIMENTOS E INFORMAÇÕES ADICIONAIS ACERCA DO CONTEÚDO DO EDITAL E PREENCHIMENTO DO FORMULÁRIO DE PROPOSTA ONLINE

II.5.1 -Esclarecimentos e informações adicionais acerca do conteúdo deste Edital podem ser obtidos encaminhando mensagem para o endereço: rhae@cnpq.br

II.5.2 -O atendimento a proponentes com dificuldades no preenchimento do Formulário de Propostas Online será feito pelo endereço atendimento@cnpq.br ou pelos telefones (61) 2108-9004 ou 2108-9354, de segunda a sexta-feira, no horário de 8h30 às 18h30.

ANEXO I – Roteiro Detalhado de Projeto

INCUBADORA

A INCUBATIC – Incubadora de Base Tecnológica de Inovação e Conhecimento, estimula empreendedores a participarem dos Editais de Inovação que abrirão em 2011, entre eles o RHAE Cnpq e o PRIME  e PAPPE da Finep.

A INCUBATIC está selecionando projetos para 2011, as solicitações de inscrições podem ser enviadas para o e-mail: incubatic@icomuni.com.br

Serão 05 (cinco) vagas para empresas inovadoras, com 03 (três) baias cada. A infraestrutura conta ainda com internet banda larga de 15MB, recepção, telefone / Fax, sala de reunião para 10 lugares, e copa/lanche. Além de um propício ambiente de inovação favorável as Startups.

Serviço:

INCUBATIC – Porto Digital

Incubadora de Base Tecnológica de Inovação e Conhecimento

Fone: (81) 3052-1775

O Programa INCUBATIC tem por objetivo pré-incubar empresas nascentes com projetos inovadores e viabilizá-los no mercado oferecendo suporte para gestão de negócios e administração organizacional.

Os empreendedores submetem um projeto para avaliação, onde são avaliados a viabilidade do projeto, e o perfil empreendedor dos sócios por um especialista.

Nesta avaliação tenta-se perceber o know-how técnico da equipe e o expertise para o segmento que o projeto visa atender.

Após a empresa ser pré-incubada, capacita-se para uma metodologia para gerenciamento de projetos ágeis SCRUM e PMI.

O programa de pré-incubação contempla também: capacitação em gestão e empreendedorismo; capacitação técnica para gerenciamento de projetos. A maior parte dos cursos e palestras são ministrados pelo Sebrae, como Gestão, Empreendedorismo e Liderança. Com relação a gerenciamento de projetos opta-se também pela metodologia SCRUM, muito difundida atualmente para empresas de Tecnologia da Informação.

Esse método visa o gerenciamento de projetos com agilidade e coletividade, onde o colaborador é seu próprio gerente sendo acompanhado pelo SCRUM MASTER (Supervisor).

O programa de Pré Incubação INCUBATIC, é operacionalizado pela ICOMUNI Consultorias e atualmente conta com 2 empresas pré-incubadas, a WEB360Graus e a Lupa Soluções Inovadoras.

Maiores informações pelo telefone: 81 3445-2956

Arrecadação com empresas supera R$ 35 bi


 

O total arrecadado com as empresas inscritas no Simples Federal e no Simples Nacional, em 2010, foi de R$ 35,560 bilhões, segundo a análise mensal de arrecadação da Receita Federal. Somente em dezembro, o valor arrecado foi de R$ 3,596 bilhões.

Em 2010, apenas com ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) e ISS (Imposto sobre Serviços), no ano passado, foram arrecadados R$ 8,858 bilhões com as empresas inscritas no regime tributário simplificado. Quanto aos tributos federais, o montante chegou a R$ 26,702 bilhões.

Total de MPEs no regime
A análise ainda revela que, até 30 de junho de 2010, no total, havia 3.926.928 micro e pequenas empresas no regime instituído pela Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, o Simples Nacional.

Além disso, somente em junho foram contabilizadas 398.092 adesões ao programa do Microempreendedor Individual.

Arrecadação Paes e Paex
O balanço da RFB considera ainda a receita proveniente do Paes (parcelamento especial) e Paex (parcelamento excepcional), que somaram R$ 16,946 bilhões no período.

Na comparação com 2009, houve alta real (descontando o IPCA) de 26,36%, já que no ano anterior o montante arrecadado chegou a R$ 12,770 bilhões.

Outros regimes
Com relação ao IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica), o montante arrecadado no regime de tributação Lucro Real, em 2010, foi de R$ 57,576 bilhões, o que corresponde a 64,62% do total (R$ 89,101 bilhões). A arrecadação do Lucro Presumido, por sua vez, somou R$ 18,300 bilhões, o que equivale a 14,84% do total arrecadado de IRPJ.

DASN SIMEI – Declaração Anual do Simples Nacional


DASN - SIMEI - Simples Nacional - Receita Federal - Micro Empreendedor Individual

DASN - SIMEI - Simples Nacional - Receita Federal - Micro Empreendedor Individual

 

Prazo para entrega de declaração agora é 28 de fevereiro

Mudam também os prazos de pagamento de tributos do Simples Nacional em municípios do Rio de Janeiro atingidos por enchentes

Dilma Tavares

Brasília – Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSIM) ampliou de 31 de janeiro para o último dia de fevereiro de cada ano o prazo para o Empreendedor Individual entregar a Declaração anual do Simples Nacional. O Comitê também prorrogou alguns prazos de pagamento de tributos do Simples Nacionalpara empreendedores dos municípios do Rio de Janeiro recentemente atingidos por enchentes e deslizamentos de terras.

As duas decisões foram aprovadas nesta semana e divulgadas nesta terça-feira (18). A ampliação do prazo para entrega da declaração anual de receita do Empreendedor Individual está na Resolução n° 81/10. Conforme o secretário executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional, Silas Santiago, a decisão beneficia os empreendedores seguindo a tendência verificada na Receita de entrega de declarações num prazo médio de dois meses.

Até agora, segundo o secretário, de mais de 809 mil empreendedores individuais, apenas 60 mil entregaram a declaração. E lembra que a apresentação dessa declaração é indispensável para a emissão do carnê de pagamento da taxa fixa mensal do empreendedor individual. “A não apresentação sujeita o contribuinte a multa cujo valor mínimo é de R$ 50,00”, alerta.

Ajuste

A Resolução número 81 também atualizou, a partir do novo salário mínimo de R$540,00, os valores fixos mensais pagos pelos empreendedores individuais que ficam assim: R$ 59,40 para a Previdência Social, R$ 1 de ICMS ( para indústria e comércio) e R$ 5,00 de ISS, para o setor de serviços.

Simples Nacional

A prorrogação de prazos para pagamento de tributos do Simples Nacional relativos a municípios do Rio de Janeiro está na Resolução nº 82/10. A medida abrange os seguintes municípios de Areal, Bom Jardim, Nova Friburgo, Petrópolis, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro e Teresópolis.

Nesses municípios o pagamento dos tributos do Simples Nacional ficam assim: Pagamento referente a dezembro de 2010 com vencimento em 20 de janeiro de 2011, o prazo fica para o dia 29 de julho de 2011. Pagamento referente a janeiro de 2011, com vencimento em 20 de fevereiro de 2011, o prazo fica para o dia 31 de agosto também de 2011. Pagamento referente a fevereiro de 2011, com vencimento em 20 de março de 2011, o prazo foi ampliado para o dia 30 de setembro de 2011.

A orientação do CGSIM é que os contribuintes desses municípios gerem o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) referente a dezembro de 2010 só depois da atualização do aplicativo PGDAS que já trará as novas datas de vencimento. A previsão é que esse aplicativo esteja pronto “nos próximos dias”.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias – (61) 3243-7851, 3243-7852, 8118-9821 e 9977-9529
www.agenciasebrae.com.br
Central de Relacionamento Sebrae – 0800 570 0800

ANEXOS:

Manual da   Declaração Anual do Simples Nacional   DASN 2010

Link para DASN SIMEI – Declaração Anual do Simples Nacional – Microempreendedor Individual

Empresa lança desafio de R$ 1 milhão para ideias inovadoras


Fonte: Terra

 

Na última terça-feira, a empresa Buscapé anunciou na Campus Party que vai lançar um concurso de ideias inovadoras de startups dentro de duas semanas. Ao todo, o vencedor ganhará o equivalente a R$ 1 milhão: terá 30% da sua empresa comprada por R$ 300 mil e receberá R$ 700 mil para investir em parceria com o Buscapé.

De acordo com a organização, a ideia é reposicionar a empresa no mercado online e modernizar o contato com os usuários. “O Brasil tem muitos empreendedores bons, mas faltam oportunidades e, principalmente, capital para investimento”, afirmou o representante da empresa no evento, Guilherme Stocco.

Para Stocco, o Brasil não possui a cultura do empreendedorismo e a empresa espera ajudar a despertar esta vontade. Os projetos selecionados deverão fazer parte das áreas de mobile, e-commerce e social commerce.

Campus Party Brasil 2011
Nascida na Europa, em 1997, a Campus Party é um dos maiores eventos de tecnologia, entretenimento e cultura digital do mundo que, em 2011, chega a sua quarta edição brasileira. Além do Brasil, são tradicionais os encontros realizados na Espanha, na Colômbia e no México. A Campus Party Brasil acontece de 17 a 23 de janeiro, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo (SP).

Para este ano, são esperados mais de 6,8 mil participantes – ou campuseiros – sendo que dentre esses, mais de 4,5 mil ficam acampados no local. Além de atividades como oficinas e exposições, a Campus Party Brasil 2011 terá inúmeras palestras. Entre os confirmados, estão o ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, Tim Berners-Lee, pai da “WWW”, e Jon Maddog Hall, presidente da Linux International, e muitos outros.

Sebraetec lança edital para empresas de consultoria


 

Com o intuito de facilitar o acesso das pequenas empresas aos serviços tecnológicos, visando a melhoria de sua capacidade competitiva, o Sebrae criou em 1982 o Programa Sebraetec (Serviços em Inovação e Tecnologia). No próximo dia 20 de janeiro, será lançado um edital, no site do Sebrae Alagoas, para selecionar empresas prestadoras de serviços de consultoria tecnológica, que possam atender às demandas existentes. O objetivo é que estas empresas, em 2011, atendam 1300 MPE do estado de Alagoas.

O edital é válido para empresas de consultoria de Alagoas, Paraíba, Sergipe, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Bahia. Para participar é necessário ter CNPJ, Certidão Negativa, Contrato Social, Atestado de Capacidade Técnica, entre outros quesitos divulgados no edital.

O Sebraetec serve de elo entre as empresas de consultorias e os empresários, disponibilizando de 50% a 80% dos custos que o empresário teria com as empresas consultoras. “Como o serviço de consultoria tem um custo elevado, o Sebraetec aparece para ajudar à micro e pequena empresa, que precisa desses serviços, mas não tem como custear. Entre 50% a 80% dos recursos são disponibilizados pelo Sebraetec e o restante fica para os empresários”, disse a analista da Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia, Silvia Chamusca.

A Rede Metrológica de Alagoas (Rmal) já faz parte do Sebraetec há 2 anos, prestando consultoria para as empresas. A rede atende cerca de 90 empresas por ano. Segundo a secretária executiva da Rmal, Norma Acioli, o Sebraetec contribui para que a rede cumpra sua missão. “Nós já somos um parceiro do Sebrae e através do Sebraetec nós difundimos todas as ferramentas do TIB – Tecnologia Industrial Básica para as empresas, o que contribui para o cumprimento de nossa missão”, disse ela.

Já o empresário Afrânio Lages, da Aeroturismo, buscou o programa para melhorar o atendimento interno da sua empresa. Segundo ele, com as consultorias, os resultados melhoraram rapidamente. “Já notamos uma grande melhoria na nossa empresa, mudando a forma de atendimento, nós mudamos outras estruturas internas o que agregou valor à nossa gestão”, disse ele.

Ainda segundo Afrânio, o Sebraetec oferece boas oportunidades para o empresário das MPE. “É muito importante esse incentivo que o programa dá ao diminuir o custo que teríamos com uma empresa de consultoria. Nós melhoramos nossa estrutura, melhoramos o nosso atendimento e assim acabamos melhorando nossos serviços e aumentando nossos lucros”, completou.

Entre as áreas de conhecimento selecionadas no edital são Planejamento Empresarial, Gestão de Produção, Gestão de Qualidade – Adequação dos critérios de excelência da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), Propriedade Intelectual, Gestão Ambiental, Adequação à Legislação Ambiental, Eficiência Energética, Segurança Alimentar, Produção Integrada, TIB – Tecnologia Industrial Básica, Design e Prospecção Tecnológica.

Sebraetec

O Sebraetec atende às micro e pequenas empresas dos setores do comércio, serviços, agronegócios e indústria com faturamento anual inferior a R$2,4 milhões. O projeto será ampliado em 2011 e pretende atender, em todo Brasil, 48 mil empreendimentos. Para isso, só neste ano, serão investidos cerca de R$ 85 milhões em projetos que busquem ampliar estes pequenos negócios, promovendo mais competitividade e sustentabilidade.

Ao todo, o projeto que vai de 2011 a 2013, tem um orçamento de R$ 787 milhões. Mais informações pelo 82 4009-1751 ou no site http://www.al.sebrae.com.br.

Fonte: Sebrae/AL

Wikipedia quer chegar a 1 bilhão de usuários em 2015


Fonte: EXAME.com

O novo objetivo do Wikipedia é chegar a 1 bilhão de usuários até o ano de 2015, disponibilizando o acesso em outros idiomas e países, como Índia e Brasil, revelou o co-fundador da enciclopédia virtual, Jimmy Wales.

“Uma enciclopédia gratuita para cada cidadão do planeta em seu próprio idioma sempre foi nossa missão desde o primeiro dia. E é um objetivo que perseguimos de modo obsessivo”, sustentou Wales, em declarações ao jornal “Financial Times” por causa do 10º aniversário de criação do Wikipedia.

Com visitas de mais de 400 milhões de usuários ao mês, o Wikipedia, que é uma organização sem fins lucrativos, presume já ser o quinto site mais popular do mundo, e projeta abrir um escritório na Índia este ano e em breve outro no Brasil.

Quase a metade dos US$ 16 milhões que a enciclopédia virtual arrecadou no mês passado será como destino investimentos em tecnologias como a criação de um segundo banco de dados para facilitar o acesso fora dos Estados Unidos e na Europa.

Wales é otimista sobre o potencial dos computadores com telas táteis, que possibilitarão maiores contribuições de países em desenvolvimento, onde os telefones celulares, às vezes a única forma de acesso à internet, são pequenos e frágeis.

Nos Estados Unidos, alguns colaboradores veteranos do Wikipedia expressam seus desejos para atrair jovens: um deles disse ao “Financial Times” que suas ferramentas de edição, que eram revolucionárias em 2001, “atualmente já são arcaicas”.

Wales reconhece a necessidade de melhorias, mas não se diz preocupado pelo débil crescimento do número de contribuintes: “acho que vamos bem. Temos uma comunidade bastante robusta”.

Mas sua prioridade neste momento, acrescenta, é aumentar a diversidade de seus contribuintes.

Wikipedia está desenvolvendo agora uma interface chamada WYSIWYG, que é o acrônimo da expressão em inglês “What you see is what you get”, cuja tradução remete a algo como “O que você vê é o que você obtem”.

Um problema persistente, diz a publicação, é o fato de decidir quem pode redigir as páginas mais polêmicas como os perfis de políticos importantes, sobre os quais divergem opiniões.

Wales, ex-operador de mercados de futuros e de opções, de 44 anos, não se diz preocupado pelo futuro do Wikipedia: “Não está em minha natureza pensar nos concorrentes. Não me importa o que fazem outros”.

Sebrae disponibilizará quase R$ 800 milhões para as empresas inovarem


Com o objetivo de incentivar a inovação por parte das MPEs (Micro e Pequenas Empresas), o Sebrae disponibilizará R$ 787,5 milhões para os empresários a partir de janeiro. Este valor está previsto até 2013.

Segundo a Agência Sebrae, o programa, denominado de Sebraetec, visa ainda que as empresas reduzam os desperdícios, aumentem a produtividade e a segurança dos empregados e adequem seus produtos para competir no mercado interno e externo.

Importância da inovação

O diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, afirma que a medida também quer desmitificar a ideia de que toda a inovação exige uma tecnologia complexa e cara. “Inovação é agregar valor para o consumidor. Inovar é fazer diferente para fazer melhor. Não necessariamente a um custo elevado”, explica.

Já o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, acrescenta que a inovação nas MPEs é necessária para o Brasil crescer. “O crescimento econômico depende de empresas competitivas, que façam frente à concorrência internacional”, declara.

Sobre o programa
O Sebraetec terá cinco frentes de atuação. Elas serão voltadas à área de tecnologia, tanto básica como avançada, para o ramo de inovação (incremental e de ruptura) e de Indicação Geográfica de produtos. A área de tecnologia receberá projetos entre R$ 10 mil e R$ 30 mil, com 50% de subsídio do Sebrae.

Os Serviços Tecnológicos Básicos são os de baixa complexidade, como de trabalhos na área de redução de desperdício, eficiência energética, elaboração de pedido de registro de patentes e softwares, ensaios e medições metrológicas, entre outros.

Já na tecnologia avançada podem entrar as pequenas empresas que pleiteiam estudos de viabilidade técnica e econômica sobre seus negócios e apoio à certificação de produtos e processos nos órgãos de normatização oficiais. Também podem se candidatar as empresas que buscam melhoria, atualização e modernização tecnológica de máquinas e equipamentos.

Como participar
O gerente de Inovação e Tecnologia do Sebrae, Edson Fermann, explica que as empresas participarão do programa por meio de editais nos estados e também em grupos, como os Arranjos Produtivos Locais e os projetos de Indicação Geográfica. “Deveremos ter 824 projetos nos três anos”, finaliza.