Indústria dos Games

A expansão do mercado de games em Pernambuco abre uma gama de oportunidades profissionais muito além da Tecnologia da Informação (TI). Um simples jogo infantil, por exemplo, utiliza uma quantidade considerável de recursos, uma criação que mobiliza, mais
do que programadores, designers, ilustradores, roteiristas de cinema e músicos responsáveis pelas trilhas sonoras. Sem contar a necessidade de profissionais das áreas de marketing, publicidade, mídias sociais, gerentes de projeto e de pesquisa. É um mercado bilionário que deve aumentar em cinco vezes sua receita até 2015, segundo projeções da consultoria Parks Associates.

“A lista de profissionais nesse segmento é grande. Já contamos com jornalistas, diretores de cinema, professores, entre outros”, avisa o CEO da Kokku Games, Thiago di Freitas, empresa desenvolvedora de jogos. Para ele, o mercado está crescendo no País e há sempre vagas abertas para novos talentos.
“O Brasil é o quarto maior mercado consumidor de games do mundo. O segmento infantil tende a impulsionar ainda mais o setor, porque hoje os pais são consumidores também, passando horas com seus filhos em meio a jogos eletrônicos. Os games ainda trazem benefícios para a educação da criança, como agilidade no raciocínio e nos reflexos”, ressalta Freitas. Foi de olho no segmento infantil e educacional dos jogos eletrônicos (e nas oportunidades profissionais que estão surgindo), que nasceu a Engenhoca Softwares Educativos. Para desenvolver seu primeiro game, o Jogo da Memória Família Ovo, o sócio Daniel Edmundson diz que foram mobilizadas duas outras empresas: a Estúdio Zero e a Fábrica Estúdios. “Nesse projeto se envolveram designers, programadores, músicos e ilustradores. Na trilha sonora, por exemplo, não foi usado nenhum instrumento musical. Os sons foram todos feitos com a boca, boa parte da diversão do aplicativo”, conta.
Daniel acredita que a mão de obra utilizada para a produção de games infantis agrega muito valor aos jogos. O outro sócio da Engenhoca, Henrique Cabral, afirma que há muita oportunidade na verticalização de alguns negócios.

“Pernambuco tem muitos talentos em design e ilustração e vários músicos e outros artistas dispostos a trabalhar com conteúdo digital móvel. Acho que muitos conteúdos educacionais podem ser trabalhados com maior interatividade. Por exemplo, imagina os
problemas que resolveríamos na escola se física, química e português fossem ensinadas com recursos como animação, replay e gráficos?”, questiona Henrique.

Felipe Almeida, da Mr. Plot (de games infantis), diz que sua empresa tem aumentado a equipe, hoje formada de seis profissionais, e contratado muitos profissionais terceirizados.
“O conteúdo digital está se aproximando cada vez mais do mercado.
Para desenvolver jogos e clipes musicados e animados, precisamos também de consultores para pensar no roteiro do game, que tem se mostrado um grande filão”, detalha Felipe.
Para ele, as oportunidades surgem além da área de tecnologia. “Precisamos sempre de profissionais da área digital como um todo para gerar conteúdo”, afirma o sócio da Mr. Plot.

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