Ministro destaca papel dos estados na construção da política de CT&I


 

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O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina, destacou que os secretários estaduais de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) terão papel fundamental na construção de um plano ousado para a ciência brasileira. A afirmação foi feita durante a abertura do Fórum Nacional dos Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti), no dia 20 de março, em Cuiabá.

De acordo com o economista, os titulares das secretarias devem ampliar as ações para intensificar o trabalho das fundações de amparo à pesquisa (FAPs), instituições que têm entre os objetivos estimular e financiar projetos locais de pesquisa e desenvolvimento (P&D). “Os secretários terão o papel de elaborar os parâmetros para a política que iremos construir”, disse.

Os programas de CT&I dos estados também foram citados pelo ministro. Na opinião de Campolina, para que a “política nacional de ciência e tecnologia seja integradora e se efetive é necessário construir e fortalecer os planos regionais que vão contemplar estratégias e demandas locais.”

Presente na mesa de abertura, o presidente do Consecti, Jadir Péla, lembrou que os secretários estaduais participam do processo de construção de políticas públicas, como o Projeto de Lei 2.177/11, que prevê aperfeiçoamento nas legislações reguladoras das atividades de P&D. “A entidade está aberta ao diálogo e este é um importante momento para alinhar as metas e promover a integração das ações”, finalizou.

FONTE: (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras)

MCTI e Fortec lançam desafio para núcleos de inovação


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A Associação do Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) acabam de lançar o Desafio Fortec de Inovação – Transformando PI em Negócios.

A competição visa promover uma nova oportunidade para que potenciais negócios sejam criados a partir do conhecimento gerado no ambiente das instituições e para que as inovações geradas possam contribuir para o desenvolvimento socioeconômico sustentável do país. É o que explica o vice-presidente do Fortec, Oswaldo Massambani. Ele lembra que, a partir da Lei de Inovação (10.973), em 2004, houve avanços importantes em relação a políticas de inovação e de proteção do conhecimento, com a geração de extensos portfólios de patentes.

A estratégia com o Desafio Fortec é estimular os NITs a avaliarem as tecnologias potencialmente negociáveis para que elas possam ser descritas e apresentadas à sociedade, ou seja, “participar do exercício de explicitação do potencial de transformação da propriedade intelectual em negócio, emprego e renda”, explica Massambani.

O objetivo central da competição é convocar esses núcleos, de todas as regiões brasileiras, a criarem equipes em suas ICTs com a possível participação de pesquisadores, alunos de graduação e pós-graduação e potenciais parceiros externos à comunidade, para modelarem suas lean startups – organizações temporárias estruturadas para desenvolver um modelo de negócio que possa ser reproduzido e ampliado.

“Quando nós transformamos o conteúdo imaterial numa descrição de negócio oferecemos algo para uma aceleradora ou empresa. Com as patentes escritas, estamos criando uma vitrine de modelos de negócios para o mercado”, diz o dirigente. “Cada região submeterá o seu projeto e uma equipe de especialistas analisará as melhores opções”, acrescenta.

A premiação inclui medalhas, certificado de participação, prêmios num total de R$ 150 mil (variável de R$ 15 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil entre os primeiros colocados de cada região do país) e a possibilidade de acesso a incubadoras de empresas e a aceleradoras de startups. A expectativa é de que essas organizações venham a ser incubadas ou aceleradas de modo que novos produtos, processos ou serviços alcancem o mercado na forma de aquisições pelo setor empresarial ou por sua direta execução no mercado.

Todos os modelos de negócios gerados por meio da competição integrarão uma vitrine de lean startups que estará disponível online para parcerias com aceleradoras, incubadoras e parques tecnológicos, de forma a contribuir para o desenvolvimento dos sistemas locais, regionais e nacional de inovação.

O evento somente aceitará a inscrição de propostas oriundas de NITs, com base em novos produtos, processos ou serviços considerados relevantes para o desenvolvimento de novos negócios. A inscrição dos projetos e de suas equipes deve ser feita, até 29 de abril, por meio do preenchimento do formulário online, disponibilizado no site da iniciativa – http://www.desafiofortecinovacao.com.br/.

A ordem de classificação e a premiação dos 15 finalistas serão anunciadas durante o 8º Fortec, que acontece de 18 a 21 de maio em São Paulo.

FONTE: ANPEI (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras)

BNDES aprova R$ 250 milhões para produção de biofármacos


 

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A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 250,8 milhões para a Libbs Farmacêutica. Os recursos destinam-se à construção de uma unidade de biofármacos, voltada para a produção de medicamentos biotecnológicos para tratamento de câncer e doenças autoimunes. Trata-se do segmento mais dinâmico da indústria farmacêutica.

O apoio, por meio do Programa BNDES de Apoio ao Desenvolvimento do Complexo Industrial da Saúde (BNDES Profarma), subprograma Profarma Biotecnologia, contribuirá para a independência do Brasil no setor farmacêutico, a partir dos investimentos realizados na produção de biofármacos, que são, atualmente, importados.

A nova fábrica, localizada no complexo industrial da Libbs em Embu das Artes (SP), terá capacidade de processar até 24 mil litros de células animais destinadas à produção de anticorpos monoclonais (proteínas específicas utilizadas como princípio ativo de medicamentos) e contará com tecnologia inovadora, a de sistema de produção com biorreatores com bolsa descartável. A principal vantagem dessa tecnologia é sua flexibilidade e a redução do tempo gasto com descontaminação e limpeza. A conclusão da primeira fase das obras está prevista para 2016.

Para dar início a este projeto de biotecnologia, a Libbs firmou parceria com a Mabxcience (empresa pertencente à farmacêutica Chemo, ambas do grupo Insud), que prevê a transferência de tecnologia da produção de seis anticorpos monoclonais biossimilares (“cópias” de medicamentos biológicos). Desse modo, passará a deter os bancos de células e a tecnologia empregada no cultivo das células em todas as operações para controle de processos e de qualidade. Espera-se que, ao final da transferência de tecnologia, todo o processo de produção desses medicamentos biológicos seja realizado no país.

A compra dos medicamentos será centralizada pelo Ministério da Saúde, em função de sua importância para a saúde pública e da política do governo federal de reduzir os preços dos produtos. O desenvolvimento e a produção dos produtos no País foi objeto de uma política de fomento denominada Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP), modelo que envolve empresa privada e laboratório público. A PDP também prevê um período de compras garantidas dos medicamentos, até que a tecnologia de produção esteja integralmente transferida para o laboratório público.

A Libbs Farmacêutica é uma empresa de capital 100% nacional que atua na produção e comercialização de especialidades farmacêuticas e princípios ativos para tratamento nas áreas cardiovascular, ginecológica, respiratória, oncológica e do sistema nervoso central, entre outras.

FONTE: ANPEI (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras)

Inpe cria Vitrine Tecnológica para atrair empresas


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Para apresentar a empresas as tecnologias que podem ser transferidas ou licenciadas, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCI) criou no site uma área denominada como Vitrine Tecnológica. A ideia é ajudar a levar tecnologias, produtos e serviços desenvolvidos no instituto para o setor privado, permitindo sua comercialização e absorção pelo mercado consumidor.

Célula a combustível de alta potência específica, deposição de filmes de diamante (CVD), programa de visualização de imagens, simulador solar contínuo e interruptor de calor multifase são algumas das tecnologias já relacionadas na vitrine.

A iniciativa é do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do Inpe, criado em 2007 para gerir a política institucional de inovação do instituto, estimular a capacitação em gestão da inovação tecnológica, propriedade intelectual e transferência de tecnologia.

A Vitrine Tecnológica pode ser acessada no endereço http://www.inpe.br/tec/nit/vitrine_tecnologica/.

FONTE: ANPEI (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras)