Profissionais do ensino técnico ganham mais em indústrias inovadoras

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Profissionais de formação técnica que atuam em setores inovadores da indústria brasileira ganham melhores salários, conforme levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Entre esses trabalhadores estão técnicos de planejamento, técnicos de controle de produção e desenhistas projetistas da eletrônica. O estudo mostra ainda que cerca de 30% desses profissionais já concluíram ou estão cursando ensino superior. Para a CNI, isso é o retorno do investimento feito pelo profissional em qualificação e reflete os bons resultados do desempenho desses trabalhadores na indústria.

Segundo a Pesquisa de Inovação (PINTEC/2011), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os setores mais inovadores da indústria são de automotivos; químicos; farmoquímicos e farmacêuticos; equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos; eletrodomésticos; máquinas e equipamentos agropecuários; e máquinas para extração e construção. Com base no índice de inovação desses setores e o perfil dos trabalhadores, foram identificadas ocupações que mais atuam nessas atividades, entre elas as de nível técnico que têm maior diferencial de salário: desenhistas projetistas da eletrônica, técnicos de planejamento e controle de produção e técnicos de controle de produção.

Quando analisado o diferencial de remuneração desses trabalhadores que atuam em setores inovadores em comparação à média do mercado de trabalho, técnicos de planejamento e controle de produção ganham 47% a mais. A remuneração de desenhistas projetistas da eletrônica é 33% maior e os salários de técnicos de controle de produção, 22% mais altos.

O estudo da CNI também destaca como essa diferença aparece no contracheque do trabalhador de nível técnico. Enquanto um desenhista projetista da eletrônica recebe R$ 4,6 mil no setor inovador, na indústria extrativa o salário é de R$ 3,4 mil em média. Já em outros segmentos, vai a R$ 2,8 mil. “Esse levantamento nos revela que o profissional com esse tipo de competência é mais valorizado nos setores inovadores. É um diferencial que pode representar também reconhecimento por ganhos de produtividade trazidos por esses profissionais”, avalia Márcio Guerra, gerente de Estudos e Prospectiva da CNI.

Outro dado que chama atenção é a relação entre escolaridade e ocupação em setores inovadores. No caso dos desenhistas projetistas, por exemplo, 23,9% têm curso superior completo e 19,5% têm superior incompleto – ou que podem estar cursando. “Ao levarmos em conta as características de formação e habilidades, esses trabalhadores têm um potencial maior de participar de processos e da criação de produtos inovadores”, conclui Guerra.

(CNI)

 

Fonte: ANPEI

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