Inovando na captação de recursos


captacao-01-540x278

As empresas brasileiras contam com diversos instrumentos de apoio à inovação, como o apoio governamental por meio de recursos não reembolsáveis ou reembolsáveis, porém muitos empresários ainda desconhecem as oportunidades ou não seguem boas práticas em seu processo de captação de recursos externos.

Estes recursos são importantes fontes para compartilhamento dos riscos inerentes ao desenvolvimento de inovações de alto teor tecnológico. Normalmente, os mecanismos de fomento são disponibilizados às empresas, independente do porte, área de atuação, e inclusive para a contratação de pesquisadores, através de órgãos federais como BNDES, FINEP e Fundações de Amparo a Pesquisa estaduais (ex: FAPESP, FAPERJ, FAPEMIG, etc.).

Com o objetivo de esclarecer algumas das dúvidas mais comuns e divulgar a oportunidade para empresas que investem em inovação, a Inventta+bgi desenvolveu um infográfico explicativo sobre como utilizar e maximizar os processos de captação de recursos.

(Clique na imagem para ampliar. Ou se preferir, clique aqui para baixar o infográfico em alta resolução).

 

info_fomento_tela

 

Fonte: Inventta

Anúncios

Solucionando problemas, capacitando profissionais


recomenda-inova-talentos

 

O mercado tem buscado, cada vez mais, profissionais que demonstrem habilidades e comprovem experiência em projetos de inovação. Mas de que forma graduandos e graduados podem adquirir essa experiência? Por outro lado, onde as empresas irão encontrar candidatos com esse perfil? Para fazer a mediação entre esses atores surgiu o programa Inova Talentos, iniciativa conjunta do CNPq e do Instituto Euvaldo Lodi (IEL).

O Inova Talentos é um programa de formação de recursos humanos em áreas estratégicas que tem por objetivo potencializar o processo de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I) nas empresas. Para isso, a iniciativa investe na qualificação de profissionais, por meio de tutorias, e na criação de oportunidades para que eles possam desenvolver seus potenciais.

Funciona da seguinte forma: as empresas interessadas se cadastram no programa e submetem um projeto de inovação, descrevendo um problema e o perfil do profissional que buscam para solucioná-lo. Os projetos passam, então, pelo crivo de uma comissão julgadora, que determinará quais integrarão o Inova Talentos.

Os projetos escolhidos, então, são disponibilizados em forma de Desafios, para que os profissionais que desejam participar do Programa possam sugerir soluções. As melhores ideias são selecionadas e os candidatos passam por um processo seletivo, que cruza suas habilidades com o perfil desejado pela empresa, definindo quais participarão efetivamente do Inova Talentos.

Os candidatos selecionados atuarão nas empresas na solução do problema de inovação proposto e terão, durante o período de trabalho, tutorias e capacitações para que possam aperfeiçoar seus conhecimentos. O Inova Talentos também concede bolsas que variam de R$1.500,00 a R$3.000,00.

Quem pode participar?

O Inova Talentos é aberto a qualquer empresa e instituto privado de P,D&I que possua projetos de inovação. Já pelo lado dos profissionais, são aceitas inscrições de estudantes a partir do penúltimo ano de graduação ou com até cinco anos de formado ou mestre.

As inscrições para a 3ª Chamada de Projetos estão abertas até o dia 5 de dezembro. Nas primeiras chamadas foram selecionados projetos de empresas como Siemens, Braskem, Natura, 3M, Bosch e Votorantim, dentre várias outras.

Para inscrição e mais informações, acesse o site do programa.

 

Fonte: Inventta

Onde e quando buscar ajuda para sua empresa crescer


ebook-inseed-empreendedorismo

 

Todo empreendedor quer crescer, expandir seu negócio, agregar mais valor ao seu produto. Para tanto, porém, é imprescindível investimentos, e é exatamente aí que muitos encontram problemas. Como e quando buscar uma subvenção econômica, recorrer a fundos de investimentos ou abrir seu capital na Bolsa?

Para ajudar os empreendedores a responder esses questionamentos, a INSEED Investimentos, a gestora de fundos do Grupo Instituto Inovação, elaborou o e-book de orientação passo-a-passo “Que tipo de recurso minha empresa precisa agora?”. A proposta foi apresentar elementos que auxiliem os empreendedores a identificarem em qual fase do negócio se encontram e, a partir daí, elencar as principais fontes de recursos disponíveis em cada uma dessas fases.

“Muitas vezes o empreendedor sabe o estágio exato em que sua empresa está em termos de mercado, mas tem dificuldade de nomear esse momento. E se ele recorre a um tipo de investimento anterior ou posterior à fase em que se encontra, é grande a possibilidade da expectativa ser frustrada pela não aprovação do pedido”, esclarece Alexandre Alves, diretor da INSEED.

Fase x Recursos

O e-book traz detalhadamente o ciclo completo de funding, através de um gráfico que cruza o tempo e o patrimônio do negócio, para que o empreendedor possa compreender a fase de maturidade em que se encontra e quais são os tipos de recursos disponíveis. Essas fases são divididas em criação da tecnologia, validação de mercado, desenvolvimento e maturidade. Em cada uma são apresentados os conceitos que definem a etapa e as fontes de financiamento mais indicadas.

Bastante intuitivo e de fácil leitura e compreensão, o material ainda traz, ao final, um fluxograma com perguntas simples, que guia o empreendedor pelas necessidades de seu negócio e leva-o à indicação de onde buscar apoio financeiro. “Sentíamos falta de um material que reunisse todas essas informações em uma única fonte”, explica Alexandre, ao falar da motivação da INSEED para a produção do e-book. “As informações sobre as fontes de recursos estão disponíveis e dispersas em sites, blogs e na mídia em geral. O que era mais difícil de encontrar – e a INSEED fez – é um único material, organizado de forma a facilitar a compreensão do empreendedor, independentemente da fase em que se encontre seu negócio”, complementa.

Interessados podem baixar o livro grátis no site da INSEED Investimentos. Basta clicar aqui.

 

Fonte: Inventta

Recurso rápido e sem burocracia


embrapii-recurso-rápido-sem-burocracia-540x278

A burocracia no acesso a recursos de fomento à inovação é uma das principais críticas que os empreendedores fazem aos programas e metodologias adotados atualmente no Brasil. Em alguns casos, o período decorrido entre o lançamento do edital e a captação efetiva de recursos pode chegar a oito meses. Foi com a motivação de solucionar esse problema que surgiu a Associação Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial – Embrapii, criada em 2013.

A Embrapii disponibiliza recursos não-reembolsáveis à empresas que desejam implementar produtos ou processos inovadores, por meio de parcerias com instituições de pesquisa. Ao contrário de outros instrumentos, porém, a Embrapii não exige que as empresas participem de uma chamada pública para submissão do projeto de inovação. Basta que a empresa procure uma das instituições de pesquisa credenciadas e apresente seu projeto, para que seja avaliada sua aderência temática às áreas apoiadas pelas instituições e seu potencial de inovação. Sendo aprovado o projeto e negociadas as condições para sua contratação, o dinheiro já é disponibilizado e inicia-se a execução conjunta do projeto.

“A Embrapii veio como uma resposta à burocracia vigente em outros programas de apoio à inovação do governo, buscando atender a demanda das empresas por um processo de P,D&I mais ágil”, afirma a coordenadora da Inventta+bgi Tiara Bicalho. “Por meio desse novo instrumento, basta a empresa procurar a instituição de pesquisa credenciada, agendar uma reunião e discutir um projeto em parceria para elaboração de um Plano de Trabalho”, complementa.

Ampliação

No projeto piloto, três instituições foram credenciadas: IPT, INT e Senai – BA/Cimatec. O sucesso da iniciativa, entretanto, já levou a Embrapii a realizar, em agosto deste ano, uma chamada pública que selecionou outros dez centros de pesquisa tecnológica para sua rede, aumentando as linhas temáticas e o montante de recurso disponibilizado, estimado em R$577 milhões.

Atualmente, a instituição está em fase de recebimento e análise de documentação de sua segunda chamada. Serão selecionadas até cinco Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia que também irão compor o grupo de órgãos credenciados.

“Esse mecanismo já demonstrou ter uma aderência maior à realidade das empresas. Com a ampliação das instituições credenciadas, o número de setores contemplados se expandiu bastante, com destaque para as áreas de automação industrial, TIC e novos materiais”, aponta Tiara.

Pela metodologia do programa, o investimento financeiro da Embrapii não pode ultrapassar o teto de 1/3 do valor do projeto. A empresa, em contrapartida, também deve realizar um aporte correspondente a, no mínimo, 1/3 do total. O valor restante fica a cargo da instituição de pesquisa.

Para Tiara, a divisão é justa, uma vez que em outros instrumentos a contrapartida da empresa pode chegar a quase 2/3 do valor total do projeto. Entretanto, ela ressalta que alguns aperfeiçoamentos devem ser feitos a médio e longo prazo para beneficiar as micro e pequenas empresas.

O que é certo, na visão da coordenadora da Inventta+bgi, é que o programa da Embrapii estimulará a revisão de processos de outros instrumentos de fomento à inovação. “A própria Finep, como instituição referência no estímulo à inovação no país, deverá avaliar a flexibilização de seus processos, sob o risco de ficarem obsoletos frente aos outros instrumentos que estão surgindo. A tendência é termos programas com processos mais ágeis e flexíveis em relação aos itens apoiáveis e condizentes com a realidade das empresas”, conclui.

A Embrapii

Formalmente constituída em maio de 2013, a Embrapi foi qualificada como Organização Social pelo Poder Público Federal em setembro do mesmo ano. A assinatura do Contrato de Gestão com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI ocorreu em 2 de dezembro de 2013, tendo o Ministério da Educação – MEC como instituição interveniente. Os dois órgãos federais repartem igualmente a responsabilidade pelo seu financiamento.

 

Fonte: Inventta

Conheça a Tropos Lab, a empresa que mais acelerou startups no Brasil este ano


tropos-lab-01-540x278

A história do Tropos Lab – Laboratório de Negócios Inovadores está intimamente ligada a outras três histórias. Primeiramente, à trajetória da aceleradora Inventta, de quem é spin-off; depois, ao Instituto Inovação, uma outra aceleradora de negócios que deu origem à Inventta; e em seguida, ao percurso pessoal da psicóloga Renata Horta, 33, que participou ativamente da evolução dessas três empresas e que hoje coordena a Tropos Lab ao lado dos cofundadores Pedro Teixeira e Paulo Renato. Todas essas tramas têm um mesmo fio condutor: o acadêmico, neste caso a Universidade Federal de Minas Gerais.

A Tropos faz programas longos de aceleração, que podem durar até quatro meses, e chegou ao número recorde do país de 72 empresas aceleradas em 11 meses: foram 32 nacionalidades e mais de 200 empreendedores envolvidos.

“Criamos um processo que não se preocupa apenas com o negócio, mas também com o empreendedor. Nossas universidades não formam alunos para criar seus negócios, mas para serem empregados ou funcionários públicos. Vemos empresários cheios de vontade, mas sem saber o que fazer, para onde ir, como começar”

Isso ajuda a explicar a taxa de mortalidade das startups no Brasil, que gira em torno dos 90%: nossos empreendedores são tradicionalmente mal preparados para enfrentar as dificuldades do mercado. A Tropos Lab acredita que é necessário investir na formação deste empresário para que, mesmo se sua primeira empresa não der certo, ele crie ferramentas que o permitam ser capaz de voltar a empreender.

“Nosso processo de aceleração é um grande curso prático, através do seu caso específico, você aprende com a gente sobre fazer negócios”, conta Renata. Ela destaca as principais dificuldade do empreendedor de primeira viagem, atacadas pela Tropos:

Falta de foco

Dificuldade de elaborar e seguir uma estratégia

Dificuldade de comunicar a sua ideia

Lentidão e falta de acompanhamento dos contatos que faz

Problemas de comunicação entre os sócios

Entraves na negociação de parcerias

A receita da Tropos Lab vem dos cursos que eles ministram, com mensalidades fixas, e dos serviços de consultoria para empresas e governo. No momento, Renata busca um espaço físico que comporte todo o idealismo da empresa em uma academia. “Hoje, nosso espaço é a cidade. A depender do curso ou do serviço, nós encontramos uma locação legal que combine com o tema, com a demanda etc. Isso é o real significado de tropos”, diz ela.

 

SABER MUDAR DE DIREÇÃO NA VIDA

Do grego, a palavra tropos significa “mudar de direção a partir de um ponto”, pivotar, e também faz menção ao tropismo das plantas — a habilidade inteligente de buscar o sol com suas folhas, e a nutrição com suas raízes. Essencialmente, o que a Tropos faz, e ajuda o empreendedor a fazer, é buscar caminhos que não estão descritos.

É também algo que Renata, intuitivamente, fez em sua vida. Mais ou menos na metade do curso de Psicologia, ela descobriu sua grande vocação: queria mudar o mundo, e que queria conquistar este objetivo ajudando a cultura brasileira a se desenvolver. Renata é analista do comportamento – uma abordagem da psicologia que trata a mudança de comportamento humano de forma objetiva e pragmática – e viu que a maneira mais certeira de atingir sua meta seria por meio da educação.

Para complementar sua formação, fez um mestrado em cultura organizacional na faculdade de Administração de Empresas. Foi ali que entrou em contato com o mundo das startups e da inovação. Renata se aproximou de Felipe Matos, na época sócio do Instituto Inovação, e começou a trabalhar como consultora independente fazendo diagnósticos de cultura. “Nós procurávamos entender como um determinado grupo de pessoas se comporta enquanto grupo e como esse comportamento, essas práticas sociais, geram consequências tanto positivas quanto negativas para o negócio que estão executando”, conta Renata.

Na pesquisa de mestrado, ela inventaria a sua profissão. Decidiu estudar a inovação tecnológica como ferramenta para a criação de novos comportamentos e a mudança do mundo. Era o gancho perfeito com as motivações que a moviam desde o início da formação profissional. “Me apaixonei pelo tema. Meu trabalho no Instituto Inovação apresentou resultados muito bacanas e fui convidada a fazer parte da empresa. Começamos a criar a área de educação e cultura para inovação, isto é, a mudar a mentalidade de grandes empresas ou universidades para que se tornem mais inovadoras”, diz.

Renata embarcava, em 2010, em um grande desafio profissional e pessoal. A partir do diagnóstico de cultura que realizava, fazia intervenções com grupos de funcionários das empresas – desde o operacional até os seus dirigentes. A Fiat Powertrain Technologies, divisão do Grupo Fiat especializada em montar motores de transmissão para os automóveis, e a Saint-Gobain Abrasivos foram empresas que receberam projetos de sua autoria.

Eles faziam workshops para as pessoas entenderem o que era inovação. Os cursos podiam ser mais técnicos ou mais comportamentais, e as atividades simulam o processo de inovação a pessoa entender que comportamentos deve ter em cada etapa do procedimento. “Certa vez, no final de uma atividade, um advogado falou: gente, mas eu estou fazendo tudo errado desde os 10 anos de idade!”, conta, aos risos.

Os resultados vieram rápido, e as mudanças chegavam a olhos vistos: este advogado, por exemplo, se tornou um grande parceiro de negócios da Fiat Powertrain. “Inovação é um processo que envolve risco e o profissional de Direito sempre visa reduzir o risco. Quando a inovação vem de um fornecedor, a probabilidade de ser barrada na área jurídica da empresa é altíssima. Então, é importante que esses profissionais entendam e tenham um olhar diferente para isso”, diz Renata.

Um outro momento importante da trajetória de Renata antes da Tropos Lab foi trabalhar no Programa Mineiro de Empreendedorismo na Pós-Graduação, uma parceria com o governo estadual. O objetivo era desenvolver a cultura do empreendedorismo em cursos de mestrado e doutorado em química, física e biologia, estimulando pesquisadores a elaborarem planos de inovação. O programa aqueceu o ambiente das incubadoras universitárias e teve etapas regionais em todas as universidades mineiras.

“Trabalhar no ambiente de incubadoras universitárias me ajudou a fazer o que eu queria lá atrás: mudar a realidade em um meio maior, saindo um pouco do ambiente da grande empresa. Isso foi essencial para elaborarmos o que seria a base do Tropos Lab: trabalhar mais diretamente com pessoas físicas”, diz ela.

A área de educação e cultura para a inovação se tornou uma nova unidade de negócios do Instituto Inovação. “Todas essas experiências são um legado do Tropos. Desde novembro de 2013, somos três sócios gerindo uma equipe de dez pessoas, criando cursos para promover aceleração de startups”, diz Renata.

cropped-b54c9-praia2bdo2bcarneiros2b-2btamandarc3a92b-2bpiscinas2bnaturais2b-2bverc3a3o2b-2bsol2be2bmar-2bpernambuco2b-2bcrianc3a7as2b-2bflammarion2bcysneiros2bigrejinha.jpeg

CURSO ATÉ DENTRO DE VAN

Renata e sua equipe já realizaram rodas de inovação em que levavam os participantes para conhecer empresas de base tecnológica e investidores ao redor de Belo Horizonte — este curso acontecia dentro de uma van. Também já fizeram cursos no Centro de Arte Contemporânea Inhotim, aproveitando um dos maiores atrativos turísticos da região. A Tropos também promove as Rotas de Inovação, circuitos de visita ao acervo botânico e artístico do Instituto Inhotim que permitem refletir e inspirar em uma mistura de arte, inovação, beleza e propósito. Renata está contente com os resultados da Tropos Lab, mas reconhece algumas dificuldades que se mostram evidentes ao seu negócio, como a dificuldade em comunicar o valor do que fazem e atrair investimentos.

“Ainda é complicado dimensionar os resultados de mudança comportamental ou cultural dos empreendedores e empresas que atendemos. Tenho dificuldade de encontrar os indicadores certos medir isso. Os resultados do nosso trabalho podem demorar a vir porque é preciso muito tempo para que se transformem em dados mais tangíveis”, conta.

Apesar disso, Renata tem recebido novas demandas a partir da indicação de empreendedores que já foram atendidos pela aceleradora, o que prova que o nível de satisfação com o serviço é alto. Dessa forma, a Tropos Lab está elaborando programas de aceleração em cidades nas regiões norte, sul e sudeste do Brasil, além do interior de Minas Gerais. A própria rede alimenta o negócio, que por enquanto ocupa um escritório no bairro de Lourdes, em Belo Horizonte.

“Além do trabalho em si, temos pesquisado muito sobre o comportamento do empreendedor e gerado muito conhecimento, então em breve queremos compartilhar isso com o mercado. Logo teremos novidades sendo publicadas pela Tropos”, diz a mineira de riso fácil e grandes sonhos, que desde a época da faculdade costumam se tornar realidade.

 

Fonte: Inventta

Empresas brasileiras desconhecem a Lei do Bem


leidobem-banner-01-540x278

 

Às vésperas do aniversário de nove anos da Lei nº 11.196, regulamentada em 21 de novembro de 2005, muitos empresários brasileiros continuam não aderindo à conhecida “Lei do Bem” por falta de informação, mas essa situação vem sendo revertida. Em 2013, de acordo com dados do Ministério de Ciência e Tecnologia – MCTI, 1.153 empresas passaram a usufruir dos benefícios da legislação, que cria incentivos fiscais para pessoas jurídicas que desenvolvem inovações tecnológicas, quer na concepção de produtos, quer no processo de fabricação ou agregação de novas funcionalidades ou características a um determinado produto ou serviço. No primeiro ano de lei, foram apenas 130 adesões.

O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Armando Milioni, do Ministério da Ciência e Tecnologia, explica que o número de adesões à Lei do Bem está variando a cada ano, mas vem crescendo sistematicamente por causa de seus benefícios, como a redução de 50% do Imposto sobre Produtos Industrializados –  IPI na compra de máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos, nacionais ou importados, destinados ao uso exclusivo de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica; adição de até 20% no caso de incremento do número de pesquisadores dedicados exclusivamente a Pesquisa e Desenvolvimento – P&D; e o abatimento de até 60% das despesas operacionais realizadas com P&D do lucro líquido e da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, com a consequente redução do Imposto de Renda a pagar.

O último Relatório Anual da Utilização dos Incentivos Fiscais, publicado em 2012, aponta que as regiões Sudeste e Sul concentraram o maior número de empresas beneficiadas pela Lei do Bem, correspondendo a 484 e 245 empresas, respectivamente, do total de 787 empresas beneficiadas. Ambas as regiões também são responsáveis por 93% do valor apurado de benefício fiscal, correspondendo juntas ao montante de R$ 975 milhões. A Lei do Bem conta com uma adesão multisetorial, mas a maior participação vem das empresas dos setores de Mecânica e Transportes, Química, Tecnologia da Informação e Comunicações – TIC, Alimentos e Metalurgia.

Milioni comenta ainda que, apesar do número de adesões à Lei do Bem estar crescendo, um número expressivo de empresas ainda desconhece a legislação. “Muitas empresas não consideram simples o uso da lei devido à complexidade para a contabilização dos gastos em P&D e para reunir informações sobre os projetos dentro da própria empresa. Percebe-se também que as empresas têm receio do que elas intitulam de “insegurança jurídica”, que nada mais é do que a dificuldade para se adequar à legislação, normas e regulamentações”.

Para a utilização de qualquer benefício da Lei do Bem, as empresas devem comprovar sua regularidade fiscal, seja mediante apresentação de Certidão Negativa de Débitos – CND ou de Certidão Positiva de Débito com Efeitos de Negativa – CPD-EM, válida referente aos dois semestres do ano calendário em que fizer uso dos benefícios.

No parecer da bussiness development manager da Inventta+bgi, do Grupo Instituto Inovação, Maria Carolina Nogueira Rocha, e da consultant sênior Bruna Soly, especialistas em gestão estratégica de recursos na área de inovação, a principal vantagem da Lei do Bem está relacionado às empresas que conseguem perceber os incentivos fiscais como um meio para alavancar o potencial tecnológico da organização, e não como um fim. “Desta forma, as beneficiárias acabam aumentando os investimentos em projetos estratégicos e com isso há um maior comprometimento com a inovação. Ao longo da nossa experiência auxiliando as empresas na utilização dos benefícios, observamos que as organizações com melhor resultado são aquelas com visão de longo prazo, com investimento contínuo em P&D e cultura inovadora”.

Maria Carolina e Bruna acreditam que a Lei do Bem é uma importante iniciativa do governo com o objetivo de promover um ambiente propício a inovação e o desenvolvimento econômico do país. Além de garantir a redução da carga tributária, estimulando o reinvestimento em inovação, a Lei do Bem contribui para um clico virtuoso. “Isso quer dizer que com a utilização dos benefícios desta legislação, as empresas estão executando mais projetos de inovação, contratando novos pesquisadores, intensificando seu relacionamento com universidades e centros de pesquisa, e com isso as empresas estão lançando e aprimorando seus produtos e processos, tornando-os mais inovadores e competitivos no mercado local e global”, avaliam pontuando que, ao investir em inovação tecnológica, as empresas são capazes de gerar vantagens competitivas a médio e longo prazo, e em um cenário tão comoditizado, inovar tornou-se essencial para a sustentabilidade das empresas e dos países: “Por meio da inovação tecnológica, no desenvolvimento de novos produtos, processos, assim como a melhoria substancial dos mesmos, as empresas se preparam para acessar novos mercados, agregar valor ao negócio, aumentar suas receitas, realizar parcerias, adquirir novos conhecimentos e, consequentemente, resolver problemas e demandas da sociedade, permitindo a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida”.

Já o secretário do MCTI comenta que, ao investir em inovação tecnológica, as empresas podem aumentar a sua capacidade produtiva e competitividade em seus produtos, processos e serviços; estreitar laços de cooperação entre universidades, Institutos de Ciência e Tecnologia – ICTs e empresas, gerar sinergia com a pesquisa acadêmica; aumentar as exportações; ampliar a participação no mercado e abrir novos mercados; e obter novas técnicas de gestão para melhorar rotinas e práticas de trabalho.

A F.Iniciativas Brasil também garante que, pra usufruir da Lei do Bem, os requisitos básicos que as empresas devem se atentar são: estar no regime de Lucro Real e naturalmente, gerar lucro fiscal no exercício. “Paralelamente, elas têm que comprovar a sua regularidade fiscal e naturalmente, dedicar parte do seu orçamento a atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica”.

Já as especialistas da Inventta+bgi do Grupo Instituto Inovação, Maria Carolina e Bruna, enaltecem ainda que é importante que as beneficiárias da Lei do Bem controlem suas atividades, horas e dispêndios dos projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação – P,D&I, de forma a possibilitar a rastreabilidade dos gastos e benefícios tomados, conforme determina a Instrução Normativa nº 1.187.

 

Fonte: Inventta

Finep anuncia novos prazos para contratação de projetos


imagem_imagem_boneco

 

A partir de janeiro de 2015, as empresas que receberem confirmação por e-mail da aprovação de projetos pelo Sistema Finep 30 dias terão prazo de até 30 dias corridos, a contar da data da notificação, para encaminharem toda a documentação necessária ao início do processo de contratação.

Apenas as empresas que apresentarem garantias reais, como bens móveis e imóveis, cumuladas ou não com garantias pessoais, terão este prazo estendido para 45 dias. O não cumprimento do prazo resultará no cancelamento da operação.

Para mais informações, entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente: sac@finep.gov.br  e 21 2555-0555, ou consulte o seu gerente de Relacionamento.

 

Fonte: Inventta