A Metodologia CERNE


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O Conceito

O Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos (Cerne) é uma plataforma que visa promover a melhoria expressiva nos resultados das incubadoras de diferentes setores de atuação. Para isso, determina boas práticas a serem adotadas em diversos processos-chave, que estão associados a níveis de maturidade (Cerne 1, Cerne 2, Cerne 3 e Cerne 4). Cada nível de maturidade representa um passo da incubadora em direção à melhoria contínua.

O objetivo do Cerne é oferecer uma plataforma de soluções, de forma a ampliar a capacidade da incubadora em gerar, sistematicamente, empreendimentos inovadores bem sucedidos. Dessa forma, cria-se uma base de referência para que as incubadoras de diferentes áreas e portes possam reduzir o nível de variabilidade na obtenção de sucesso das empresas apoiadas.

O MODELO CERNE

Princípios

A definição e o detalhamento dos sistemas relativos aos processos-chave a serem implantados são muito importantes para que as incubadoras obtenham melhorias significativas na geração de empreendimentos inovadores e de sucesso. Antes disso, entretanto, é importante compreender o conjunto de princípios sobre os quais os processos e práticas estão estruturados.

Foco nos empreendimentos:  a ação da incubadora deve ser focada na agregação de valor para os empreendimentos apoiados. Assim, toda a atenção da equipe de gestão da incubadora deve ser no sentido de identificar dificuldades e oportunidades, de forma a acelerar e ampliar o sucesso dos empreendimentos.

Foco nos processos:  os processos utilizados pela incubadora influenciam os resultados obtidos. Dessa forma, para melhorar os resultados finais (número de empresas graduadas, taxa de sucesso, entre outros) a incubadora deve focar nos processos que definem esses resultados.

Ética: as ações da incubadora e das empresas incubadas devem estar em sintonia com os valores da sociedade.

Sustentabilidade:  a incubadora deve ser economicamente viável, socialmente justa e ambientalmente correta.

Responsabilidade:  a incubadora deve responder por suas ações e omissões, agindo de maneira ativa para melhorar a sociedade da qual faz parte.

Melhoria contínua: este princípio implica que a incubadora deve aprimorar, continuamente, seus processos e resultados.

Desenvolvimento humano:  a incubadora deve dar prioridade à evolução pessoal e profissional dos membros da equipe de gestão, enfatizando a autogestão e o autocontrole.

Gestão transparente e participativa:  as ações da incubadora devem ser realizadas de forma colaborativa. Adicionalmente, todos os processos e resultados devem ser informados de forma transparente aos diferentes atores do processo de inovação.

A estrutura

O modelo Cerne está estruturado em três níveis de abrangência:

1. Empreendimento:  inclui os sistemas relacionados diretamente com a operacionalização do empreendimento, tendo como foco os sistemas que possibilitam às empresas apoiadas desenvolverem seus produtos e serviços, acessarem capital e mercado, realizarem a gestão do negócio e promoverem o desenvolvimento pessoal dos empreendedores.

2. Processo: tem como foco os sistemas de prospecção, geração, desenvolvimento e graduação de empreendimentos inovadores, ou seja, sistemas que viabilizam a transformação de ideias em negócios.

3. Incubadora: a gestão da incubadora como um empreendimento é o principal foco desse nível, com destaque para sistemas referentes a finanças, pessoas e ao relacionamento da incubadora com o entorno.

Níveis

Em função da complexidade e do número de processos-chave a serem implantados, o Cerne foi estruturado como um Modelo de Maturidade da Capacidade da incubadora em gerar, sistematicamente, empreendimentos de sucesso. Para isso, foram criados quatro níveis crescentes de maturidade.

A lógica escolhida para estruturar os níveis de maturidade foi organizá-los a partir de “Eixos Norteadores”: empreendimento, incubadora, rede de parceiros e melhoria contínua (inovação).

Cerne 1: neste primeiro nível, todos os sistemas implantados pelos processos-chave estão diretamente relacionados ao desenvolvimento dos empreendimentos. Nesse sentido, além de sistemas como qualificação, assessoria e seleção, foram incluídos aspectos relacionados à gestão da incubadora, os quais, por sua vez, mantêm uma relação muito estreita com o desenvolvimento dos empreendimentos, a exemplo da gestão financeira e a gestão da infraestrutura física e tecnológica. Ao atingir esse nível, a incubadora demonstra que tem capacidade para prospectar e selecionar boas ideais e transformá-las em negócios inovadores bem sucedidos, sistemática e repetidamente.

Cerne 2: o foco deste nível é garantir uma gestão efetiva da incubadora como uma organização. Assim, além de garantir a geração sistemática de empreendimentos inovadores (foco do Cerne 1), a incubadora utiliza todos os sistemas (implantados pelos processos-chave) para uma gestão focada em resultados.

Cerne 3: o objetivo deste nível é consolidar uma rede de parceiros, com vistas a ampliar a probabilidade de sucesso dos empreendimentos apoiados. Assim, nesse nível, a incubadora reforça sua atuação como um dos “elos” da rede de atores envolvidos no processo de inovação.

Cerne 4: neste nível, a partir da estrutura implantada nos níveis anteriores, a incubadora possui maturidade suficiente para consolidar seu sistema de gestão da inovação. Com isso, além de gerar empreendimentos inovadores, gerir de forma efetiva a incubadora como organização e participar ativamente da rede de atores envolvidos no processo de inovação, a incubadora passa a gerar, sistematicamente, inovações em seus próprios processos.

Cada nível de maturidade (Cerne 1, Cerne 2, Cerne 3 e Cerne 4) representa um passo da incubadora em direção à melhoria contínua, ampliando sua capacidade em gerar empreendimentos de sucesso.

Cada nível de maturidade contém um conjunto de processos-chave que procuram garantir que a incubadora esteja utilizando todas as boas práticas relacionadas àquele nível de maturidade.

cerne 1, 2, 3 E 4 JPG

Workshop de Nivelamento

Ementa: revisão de conteúdo do termo de referência para fixação de conceitos e abordagem sucinta sobre a metodologia de implantação dos níveis de maturidade Cerne, bem como dos requisitos para obtenção e manutenção do credenciamento.

Conteúdo: vocabulário Cerne, princípios e estrutura do modelo, lógica de organização, processos-chave referentes a cada nível de maturidade, práticas-chave relativas a cada sistema; ciclo PDCA; etapas do processo de credenciamento; Autoavaliação e ferramentas disponíveis.

Fonte: Anprotec/Cerne

Mais informações:

Consultoria de Apoio à Implantação
Cysneiros e Consultores Asssociados
www.cysneiros.com.br
E
-mail: contato@cysneiros.com.br
Fone: (81) 3445-2956

 

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Como selecionar o grau de impacto de uma inovação utilizando o Método de Mudge


Método de Mudge – conceito

Uma determinada empresa tem uma carteira de possíveis projetos a serem executados. Evidentemente, como os recursos são finitos, deverá ser feita uma escolha dentre os diversos projetos, de acordo com critérios de importância.

A empresa tem uma relação de critérios para a seleção, tais como:

A – Contribuição para a marca

B – Retorno financeiro

C – Menor CAPEX (investimento de capital requerido)

D – Integração com unidades existentes

E – Menor OPEX (despesas operacionais)

F – Menor efetivo (pessoal) requerido para operar a nova planta

Cada um dos projetos será avaliado com relação a todos estes requisitos. No entanto, fica a dúvida: como compará-los? Dentre estes atributos, quais os de maior relevância?

Método de Mudge – aplicação

O método de Mudge consiste em construir uma matriz triangular, como abaixo, e comparar cada elemento da diagonal com o elemento de cada coluna. A letra correspondente ao elemento de maior importância será reproduzida na célula de interseção, acompanhada de um número, que representa:

1 – moderadamente mais importante

3 – medianamente mais importante

5 – muito mais importante

Desta forma, a Matriz abaixo indica que o atributo C é medianamente mais importante que o atributo A, o atributo B é muito mais importante que o atributo E, e o atributo D é um pouco mais importante do que o atributo F.

 

Método de Mudge - critério de preenchimento

Completando toda a Matriz, poderíamos ter algo como segue:

Método de Mudge - matriz preenchida

Agora, iremos fazer a totalização de pontos, somando os valores associados a cada letra da diagonal. Por exemplo, a pontuação do atributo C será correspondente à soma de todos os números associados à letra C da diagonal, na linha e coluna correspondentes, como ilustra a figura:

Método de Mudge - cálculo da pontuação do atributo

Completando toda a Matriz, e fazendo a ponderação de cada total em relação ao total geral, teremos:

Método de Mudge - atributos priorizados

Isto significa que o atributo mais importante para avaliar o projeto é o B, Retorno Financeiro, seguido bem de perto do E, OPEX – Despesas Operacionais, e depois do C, CAPEX, Investimento requerido.

Por Stoner
Fone: Blogtek