O recurso mais valioso do mundo já não é petróleo, mas a informação


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Uma nova commodity engendra uma indústria lucrativa e de rápido crescimento, levando os reguladores antitruste a intervir para restringir aqueles que controlam seu fluxo. Um século atrás, o recurso em questão era o petróleo.

Agora, preocupações semelhantes estão sendo levantadas pelos gigantes que lidam com os dados, o óleo da era digital. Estes titans-Alphabet (empresa-mãe do Google), Amazon, Apple, Facebook e Microsoft parecem imparáveis.

Eles são as cinco empresas mais valiosas listadas no mundo. Seus lucros estão crescendo: eles coletivamente arrecadaram mais de US $ 25 bilhões no lucro líquido no primeiro trimestre de 2017. A Amazon captura metade de todos os dólares gastos online na América. Google e Facebook representaram quase todo o crescimento da receita em publicidade digital na América no ano passado.

Fonte: The Economist em https://www.economist.com/news/leaders/21721656-data-economy-demands-new-approach-antitrust-rules-worlds-most-valuable-resource

Gráfico: as maiores empresas por valor de mercado há mais de 15 anos

Os barris de petróleo foram substituídos pelo BigData do Vale do Silício

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Fonte: VisuaCapitalist http://www.visualcapitalist.com/chart-largest-companies-market-cap-15-years/

Finep lança edital voltado a startups e novo programa no setor de telecom


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A Financiadora de Estudos e Projetos apresentou na última semana, no Rio de Janeiro (RJ), durante as comemorações dos seus 50 anos, duas novidades. A primeira foi o edital Finep Startup, e a segunda foi um novo programa no setor de telecom. Juntas, as iniciativas totalizam aproximadamente R$ 700 milhões. A entidade também anunciou que agora passa a aceitar seguro garantia financeira em operações de crédito.

“Temos feitos grandes esforços que buscam reduzir o custo para grandes e pequenas empresas. Em tempos de contenção fiscal, iniciativas como essas são importantes para superar de forma criativa e propositiva as dificuldades econômicas pelas quais o Brasil vem passando”

Marcos Cintra, presidente da Finep.

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Finep Startup tem como objetivo alavancar empresas que estejam em fase final de desenvolvimento do produto, para colocar no mercado, ou que precisam ganhar escala de produção. A ação pretende aportar conhecimento e recursos financeiros via participação no capital de empresas em estágio inicial com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões. O edital auxiliará 50 empresas por ano (25 por rodada de investimento). As selecionadas poderão receber um novo aporte de até R$ 1 milhão, conforme a avaliação do plano de investimentos.

O investimento será por meio de contrato de opção de compra de ações. Isso transforma a Finep em uma potencial acionista da empresa. A opção dela se tornar ou não sócia da startup terá prazo total de vencimento de até três anos, podendo ser prorrogado por mais dois. Se a empresa for bem sucedida, a Finep pode exercer essa opção. Se a empresa não for bem-sucedida, a Finep não exerce sua opção, minimizando potenciais passivos por um lado, e compartilhando o risco inerente ao processo de inovação por outro.

Telecom

Já na área de telecom, a nova linha de financiamento da Finep é exclusiva para empresas brasileiras adquirirem equipamentos de telecomunicação 100% nacionais. O objetivo com o programa é auxiliar a retomada do crescimento do setor no país. Os recursos, da ordem de R$ 630 milhões, são reembolsáveis e serão disponibilizados via Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel).

“Os recursos que deveriam ser investidos em pesquisa e desenvolvimento pelas empresas estão sendo destinados para capital de giro. Com o programa, a Finep quer contribuir para que o Brasil enfrente crise sem perder capacidade de inovar. A nova linha para o setor representará desenvolvimento de novos produtos”

ressaltou Márcio Girão, diretor de Inovação da Finep.

As empresas brasileiras interessadas (entre operadoras, provedores de internet e empresas de energia) poderão adquirir equipamentos certificados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), conforme exposto na Portaria MCT Nº 950 de 12/12/2006. O valor mínimo para aquisição dos equipamentos é R$ 500 mil. Com o programa, a Finep pretende gerar demanda para as empresas brasileiras inovadoras que desenvolvem equipamentos de telecomunicações totalmente nacionais.

Seguro garantia

As empresas interessadas em obter financiamentos da Finep vão ganhar uma facilidade: a agência passa a aceitar o seguro garantia financeira nas operações de crédito a partir deste mês. Em comparação à fiança bancária, o seguro tende a ser uma alternativa de menor custo e que não exige reciprocidade bancária. Historicamente, um dos maiores problemas das empresas para conseguir financiamento está nas garantias.

“Dos R$ 14 bilhões que atualmente temos emprestados, 87% são assegurados por fiança bancária, já que grande parte dos nossos clientes são pequenas e médias empresas. Com o seguro garantia, esperamos que haja, para as empresas, redução de 60% da obrigação de pagamento em comparação à fiança bancária”

enfatizou Ronaldo Camargo, diretor Financeiro e Controladoria da Finep.

As empresas interessadas devem propor a contratação com seguro garantia financeira e indicar a seguradora, que será analisada pela Finep antes da emissão da apólice. A financiadora já possui um modelo padrão de apólice aprovado.

Da Redação com informações da Agência ABIPTI.

As empresas mais inovadoras de 2017


Este ano marca a 10ª edição do ranking Fast Company World’s Most Innovative Companies. Nossa equipe de relatórios supera milhares de empresas a cada ano, buscando aqueles que utilizam as cordas do coração e as cordas de bolsa e usam o mecanismo do comércio para fazer a diferença no mundo. O impacto é um dos nossos principais critérios.

 

most innovative 2017

WINNERS BY RANK

01

Amazon

For offering even more, even faster and smarter

02

Google

For developing a photographic memory

03

Uber

For accelerating autonomous driving

04

Apple

For baking in its advantages

05

Snap

For bringing crackle and pop to a new way of seeing the world

06

Facebook

For launching the right ads at the right moment

07

Netflix

For making surfing fun again

08

Twilio

For giving apps a voice

09

Chobani

For stirring it up in the grocery store

10

Spotify

For enticing artists with data

VIEW WINNERS BY SECTOR

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Read about the businesses that matter the most

View the companies in the most vibrant sectors
11

Alibaba

For creating new hubs for commerce

12

Tencent

For reinventing messaging, again

13

Xiaomi

For elevating hardware design

14

BBK Electronics

For igniting new smartphone markets

15

Huawei

For iterating fast

16

Dalian Wanda

For staging its own dream factory

17

Airbnb

For putting a world of experiences at our fingertips

18

BuzzFeed

For feeding a viral fever

19

Open Whisper Systems

For bringing secure communication to the masses

20

Illumination Entertainment

For creating a monster out of a Minion

21

IBM

For embedding Watson where it’s needed most

22

Vivint Smart Home

For opening the door to the connected home of the future

23

Slack

For fighting drudge work with bots

24

Glossier

For collaborating with customers to create cult cosmetics

25

Kenzo

For ripping up the seams of fashion marketing

26

Clique Media Group

For parlaying fashion advice into retail gold

27

Hypebeast

For uniting sneakerheads into a lucrative demographic

28

RewardStyle

For giving influencers a must-have accessory

29

GoFundMe

For finding the value in good deeds

30

TaskRabbit

For making work

31

Microsoft

For building new worlds in the classroom

32

Orbital Insight

For seeing the big picture in satellite imagery

33

One Medical

For changing the face of primary care

34

Farmers Business Network

For cultivating a new hybrid of data and agriculture

35

Adobe

For pushing creativity to the cloud

36

Casper

For making money in our sleep

37

Thinx

For turning periods into exclamation points

38

Resy

For feeding our desire to be VIP diners

39

Marriott

For prioritizing loyalty

40

Medtronic

For streamlining diabetes care

41

Nvidia

For powering the future

42

Pledge 1%

For seeding early-stage philanthropy

43

The Home Depot

For growing without building

44

Headspace

For giving us all a much-needed moment of Zen

45

Related Companies

For creating a thrilling new West Side story

46

Celmatix

For forecasting fertility

47

MailChimp

For giving little guys the marketing savvy of an 800-pound gorilla

48

Beyond Meat

For exceeding beefy expectations

49

Simplify Networks

For sharing wireless by the byte

50

Drone Racing League

For speeding into the mainstream

VIEW WINNERS BY SECTOR

As empresas de biotecnologia mais inovadoras de 2017


A INOVAÇÃO É A CHAVE PARA O SUCESSO DA INDÚSTRIA BIOTECH. ASSIM, A ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO DE UMA EMPRESA DE BIOTECNOLOGIA DEVE EVOLUIR CONSTANTEMENTE SE QUISER CONTINUAR A SER COMPETITIVA NO MERCADO LOCAL E INTERNACIONAL. A NECESSIDADE É A MÃE DA INOVAÇÃO, E AS EMPRESAS DE BIOTECNOLOGIA BEM-SUCEDIDAS ESTÃO SEMPRE FOCADAS EM SUAS INICIATIVAS DE INOVAÇÃO, A FIM DE TRAZER NOVOS PRODUTOS NO MERCADO EM BENEFÍCIO DAS PESSOAS. POR ESTA RAZÃO, OS CIENTISTAS E EMPRESÁRIOS QUE TRABALHAM NESTE SETOR SÃO IMAGINATIVOS, REVOLUCIONÁRIOS, INVENTIVOS E ENGENHOSOS, BEM COMO INDUSTRIOSOS.

Aqui está a lista das 10 principais empresas de biotecnologia mais inovadoras classificadas pela Fast Company :

As empresas de biotecnologia mais inovadoras de 2017

  1. Medtronic

A Medtonic é uma empresa de dispositivos médicos com sede em Dublin, na Irlanda. A empresa obteve a aprovação da FDA em setembro de 2016 pelo seu novo sistema de gerenciamento de diabetes chamado MiniMed 670G. Consiste em um monitor de bomba e glicose conectado sem fio para tratar pacientes com diabetes tipo 1. A empresa também lançou um aplicativo em 2016 para ajudar os usuários a entender a maneira como eles precisam reagir a certos alimentos com base em seus níveis de açúcar.

  1. Celmatix  

Esta empresa de biotecnologia com sede em Nova York desenvolveu recentemente um software de previsão de fertilidade para ajudar as 7 milhões de mulheres na América a se esforçar para conceber. A empresa usa genômica e grande análise de dados para melhorar os tratamentos de fertilidade.

  1. Johnson & Johnson

A empresa estabeleceu uma incubadora / aceleradora em seis locais em dois países em 2016. Atualmente, esta possui 130 startups médicas com o espaço disponível de 180 mil pés quadrados. Essas empresas são dedicadas a inovações farmacêuticas e biotecnológicas.

  1. 23andMe

Esta empresa de biotecnologia e genômica está sediada em Mountain View, Califórnia. Em 2016, a empresa ajudou 120 mil pessoas a procurar sua história pessoal em seu DNA. A empresa está trabalhando de perto com a US FDA para compartilhar relatórios de saúde ancestral e genético com os consumidores diretamente.

  1. Abbott

A empresa estabeleceu novas instalações de pesquisa e desenvolvimento na China e no Brasil em 2016, somando aos nossos mais de 40 sites existentes em 20 países. A empresa introduziu um dispositivo de monitoramento de glicose que elimina a necessidade de varas de rotina; Um stent cardíaco que se dissolve depois de ter feito seu trabalho de limpar uma artéria bloqueada; E uma fórmula infantil que está mais próxima do leite materno do que nunca.

  1. Cor

A Color Genomics, uma startup de saúde com sede na Califórnia, possibilitou a obtenção de um teste genético de forma fácil e econômica. A empresa adicionou testes para oito diferentes tipos de câncer em 2016 e também está analisando 30 genes.

  1. PacientesLikeMe

Esta é a maior rede de saúde personalizada do mundo, com mais de 500.000 membros. Em 2016, fez parceria com a clínica de esclerose lateral amiotrófica de Duke (LEA) para avaliar a possibilidade de usar o péptido de soja Lunasin para reverter os sintomas em pacientes com ALS. A empresa também colaborou com o gigante da farmácia Walgreens para incluir revisões de pacientes em seu site para milhares de medicamentos, assim os pacientes podem aprender uns com os outros.

  1. Parker Institute for Cancer Immunotherapy

Esta empresa com sede em São Francisco, Califórnia, foi criada em abril de 2016. Dentro de um curto período de tempo, a empresa reavivou com sucesso a forma como a pesquisa contra o câncer é conduzida e financiada por meio de seu novo modelo inovador. Os principais centros de câncer da nação, como Stanford Medicine, a Universidade da Califórnia, Memorial Sloan Kettering Cancer Center, etc. formaram o núcleo deste instituto.

  1. Braeburn Pharmaceuticals

Esta empresa farmacêutica está sediada em Nova York, EUA. A Probuphine® de Braeburn recebeu a aprovação da FDA em maio de 2016 e tornou-se o primeiro implante de buprenorfina para o tratamento de manutenção a longo prazo do vício de opióides.

  1. Illumina

Os produtos iniciais desta empresa baseada em San Diego permitiram aos pesquisadores explorar DNA em uma escala totalmente nova. Isso pode ajudá-los a criar o primeiro mapa de variações genéticas associadas à doença, saúde e resposta à droga. As inovadoras tecnologias de sequenciação e matriz da empresa estão alimentando avanços revolucionários em diagnósticos moleculares, pesquisa em ciências da vida e genômica do consumidor.

 

Referências

  • As empresas mais inovadoras de 2017 por setor – Fast Company

Saiba quem são os adolescentes que criaram startups


José Esteves e Guillermo de Haro


Esta é uma história conhecida: mais um empreendedor de São Francisco acaba de criar uma startupunicórnio antes dos 35. O que não é tão conhecido é que o maior desafio desse empreendedor foi não ter permissão para contratar pessoal, nem para pedir empréstimo. Por quê? Porque ele era adolescente.

Quando estava com 16 anos, Javier Agüera (atualmente com 24) coinventou o Geeksphone, alegadamente o primeiro celular de plataforma Android que permite ao usuário alterar os componentes desse sistema operacional sem ter antes de habilitar o dispositivo. Aos 19 anos ele já tinha criado três startups e foi considerado pela MIT Technology Review um dos “inovadores com menos de 35 da Espanha”. No entanto, por causa de sua pouca idade, ele enfrentou desafios que empreendedores maduros nem imaginavam. Se é difícil para um adulto criar uma empresa de sucesso, imagine tentar isso aos 16.

Mas isso é rotina para um número cada vez maior de jovens empreendedores como Javier Agüera.

De acordo com o influente Global Entrepreneurship Monitor, considerado o maior estudo em andamento sobre o empreendedorismo no mundo, embora a faixa média de idade dos empreendedores seja dos 25 aos 45 anos, as pessoas estão começando a abrir negócios cada vez mais cedo. Por que os jovens estão decidindo entrar no mundo dos negócios antes de adquirir experiência profissional e, em alguns casos, antes de cursar a universidade? Quais são os desafios que eles enfrentam, e que habilidades precisam ter para criar uma startup de sucesso? São os mesmos desafios já enfrentados pelos mais velhos? A idade é importante? E se for, o que nós, educadores da administração, podemos fazer para ajudar a próxima geração de empreendedores?

Para entender melhor esse fenômeno crescente, desenvolvemos uma pesquisa qualitativa para identificar e analisar o conjunto de competências desses jovens. Entrevistamos jovens empreendedores e usamos dados secundários de várias mídias como palestras TED, entrevistas em meios de comunicação, artigos de jornais, canais do Youtube e canais de mídias sociais, (principalmente LinkedIn, Twitter e Facebook). Entrevistamos pais, sócios e colegas de trabalho de jovens empreendedores. Como resultado, desenvolvemos uma base de dados contínua com 84 empreendedores. O mais jovem tinha 8 anos – estritamente falando ele era um empreendedor pré-adolescente –, e o mais velho 19.

Inicialmente, identificamos várias barreiras importantes que os jovens empreendedores enfrentam em sua jornada de empreendedorismo. A primeira é o financiamento: na maioria dos países estudados os jovens empreendedores não podem contrair empréstimos em dinheiro legalmente, nem registrar empresas. Ou, como explicou Erik Finman, fundador do projeto de educação online Botangle, à CBS News: “Jovens de 15 anos não podem contratar funcionários”. Nem pedir empréstimos ou assinar contratos comerciais. Além disso, jovens com menos de 18 anos são cerceados pelos sistemas educacionais que os desencorajam a se tornar empreendedores: na maioria dos países, a educação é obrigatória até 16 anos, o que limita o tempo que eles podem dedicar aos seus projetos… e aos seus clientes, sócios, investidores ou stakeholders.

Apesar das dificuldades que enfrentam, o que nos surpreendeu sobre esses jovens empreendedores é que eles são inteligentes, têm senso de humor, têm apetite pelo risco, e o mais importante, desenvolveram capacidades para enfrentar os desafios que mencionamos. Eles mostram forte autodeterminação, independência e disposição para assumir a responsabilidade por seu próprio aprendizado. Quando Javier Agüera tinha 14 anos, por exemplo, ele descobriu um website em inglês onde podia comprar acessórios para smartphones. Ele se ofereceu para traduzi-lo para o espanhol e assim ampliar o mercado do site – ao mesmo tempo ele aprendia sozinho programação da web e logística de dispositivos móveis.

Descobrimos também algumas coisas que diferenciavam esses jovens empreendedores.

A maioria daqueles com os quais conversamos se encontra em empresas que competem na área de tecnologia e têm como base a inovação; nelas o conhecimento mais importante pode ser aprendido num curto período. Algumas dessas empresas surgiram somente há poucos anos (criptomoedas, por exemplo). Isso sugere que, embora um ano de experiência num setor não pareça muito, em termos relativos pode ser considerável, principalmente quando ela se combina com a abordagem proativa característica dos jovens empreendedores em relação ao aprendizado. É preciso lembrar que estamos falando de uma geração com fácil acesso à tecnologia da internet desde os primeiros anos de vida. Experientes com smartphones, mídias sociais e no próprio uso de computador, para eles usar a tecnologia faz parte do dia a dia.

Da mesma forma que os empreendedores mais maduros, eles também reconhecem a importâncias das redes – mas as redes dos jovens empreendedores são um pouco diferentes. Como lhes falta acesso ao mundo adulto dos empreendedores, os jovens empresários criam suas próprias redes: o israelense Nir Kouris criou a eCamp para promover redes sociais e trocar ideias e conhecimento entre jovens em seu próprio país e no exterior enquanto fundava a “Inovation Israel”. A Pangea, na Espanha é um projeto liderado por Pablo González, jovem empreendedor focado em criar uma rede para jovens empresários que se ajudam mutuamente e procuram conselhos e referências externas. Javier Agüera participa do grupo Global Shapers, do Fórum Econômico Mundial, onde encontrou outros jovens como ele. Esse tipo de iniciativa fornece o apoio necessário para os jovens empreendedores, o que diminui a ansiedade dos pais, em especial os mais descrentes, sobre a perspectiva empreendedora dos filhos.

Como resultado, os jovens empreendedores são extremamente conectados e se ajudam mutuamente, mais que seus homólogos mais velhos. Nossa experiência é que é mais fácil trabalhar com um jovem empreendedor que com um empreendedor mais maduro: eles têm muita vontade de aprender com pessoas mais experientes no setor, enquanto os empreendedores tradicionais geralmente relutam em permitir que pessoas experientes analisem ou se interessem por seus projetos.

Os jovens empresários têm tendência natural de assumir riscos, e essa característica muitas vezes frustra e confunde os pais. Nossa pesquisa mostrou que os jovens não temem o risco, mas são menos resolutos quando os critérios e metas não estão claramente definidos.

Comparados com outros adolescentes, os jovens empreendedores são dotados de grande capacidade crítica, são mais focados e mais capazes de administrar riscos e tomar decisões. Segundo vários estudos, os gestores e empreendedores mostram padrões muitos diferentes em relação ao risco – os empreendedores geralmente mostram maior tendência para assumir riscos.

Um motivo por que os jovens empreendedores são em geral mais ousados diante dos riscos é ainda viverem com os pais, o que basicamente fornece uma estrutura importante de segurança. Liderar um projeto que exige tempo para crescer obviamente não é o mesmo que focar em gerar receita para manter uma família. Talvez por isso os jovens empreendedores vejam oportunidades em tudo, o que explica em grande parte por que a maioria das empresas com as quais competem é de tecnologia e extremamente inovadoras: enquanto uma pessoa mais madura vê numa empresa ou numa tecnologia imatura um risco impossível de ser administrado, as pessoas mais jovens veem um campo fértil para cultivar um novo projeto.

Os jovens empreendedores que estudamos estão mais conectados globalmente que os mais velhos. Por terem crescido num mundo conectado pela internet, eles não veem fronteiras geográficas. Bastian Manintveld, CEO e fundador do 2btube – rede multicanal que administra centenas de usuários do Youtube, muitos deles também jovens empreendedores –, nos revelou: “Para a geração do YouTube não há fronteiras nem países: se eles gostam de um conteúdo (ou parte dele) eles o consomem, não importa de onde vem”. Muitos dos jovens empreendedores que entrevistamos falam um segundo idioma e viveram longos períodos em países estrangeiros, onde se integraram a uma nova rotina de vida. Eles tinham de trabalhar com gente que mal conheciam, viver novas experiências e resolver problemas com pessoas que pensam diferente, falam outra língua, cresceram em outra cultura e têm mentalidade completamente diferente, que se reflete em suas decisões. Isso ajuda os jovens empreendedores a entender a dinâmica dos relacionamentos, o que os torna mais flexíveis, respeitosos, confiantes e capazes de trabalhar com a ambiguidade e ao mesmo tempo perseguir objetivos claros. Nossos jovens empreendedores mostraram complexidade cognitiva e cosmopolitismo.

Não se formam jovens empreendedores, e eles não nascem assim. Eles são uma combinação das duas coisas. Como nos revelou Javier Agüera quando explicou o segredo de seu sucesso: “É um pouco de sorte e muito trabalho duro”, uma ideia com a qual qualquer empreendedor de qualquer idade deverá concordar.
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José Esteves é professor associado do IS/IT da IE Business School, Espanha. Guillermo de Haroé professor associado de economia aplicada da Universidade Rey Juan Carlos, em Madri.

Plano Nacional de IoT deverá ter segunda consulta pública em agosto


June 30, 2017, 1:15 am

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) deverá lançar uma nova consulta pública para o Plano Nacional de Internet das Coisas (IoT) em agosto. Segundo a chefe do Departamento de Tecnologia e Comunicação do BNDES, Irecê Kauss, essa nova etapa será realizada por meio da plataforma colaborativa participa. br e segue o cronograma após a conclusão da segunda etapa, quando o governo levantou as principais áreas/verticais de priorização.

A consulta irá compor o estudo que está sendo feito em parceria do MCTIC com o BNDES pelo CPqD, pela consultoria McKinsey e pelo Escritório Pereira Neto, Macedo Advogados e que servirá de apoio para para o Plano Nacional de IoT. “A boa notícia é que não estamos atrasados (comparado ao restante do mundo), o timing do Plano está muito bom”, disse ela durante painel no IoT Business Forum, nesta quinta-feira, 29.

No estágio atual, o processo conduzirá três grandes etapas que levarão à matriz da priorização, que servirá como critério para “cuspir para gente quem são as verticais e ambientes”, de acordo com Kauss. Entre os critérios estão a demanda, o impacto, as ofertas e a capacidade de desenvolvimento da área. E ela assegura que a priorização não significa descaso com os demais setores. “A gente vai tratar também as horizontais, aspectos de regulação e financiamento não valerão apenas para as verticais priorizadas”, afirma.

Byte

Além dessa consulta, haverá um novo “Byte” (o nome que o MCTIC deu para espécies de miniconsultas) que deverá ser iniciado em meados de julho, desta vez sobre a questão regulatória, mas com foco nas verticais selecionadas na pesquisa. O sócio e fundador do Escritório Pereira Neto, Macedo Advogados, Caio Mario da Silva Pereira Neto, diz que a pesquisa deverá ser finalizada e divulgada entre setembro e outubro.”Está mantido o cronograma comprometido com o governo, já estamos planejando a terceira fase, (o estágio atual está) na janela de fechamento da segunda e início da terceira”.

Pereira Neto diz que o segundo Byte recebeu mais de 400 manifestações, e que o grupo agora está compilando e tratando os dados. Dessas, 80% eram de players nacionais, e não apenas empresas estrangeiras atuando no País. “A partir de agora, vamos dar foco em algumas áreas com maior impacto em IoT no Brasil, e o conceito que usaremos cada vez mais são de HUBs de inovação, fazendo matching entre demandante e ofertante”, declara ao falar da terceira fase.

Na visão do advogado, a construção do Plano Nacional de IoT tem engajado diversos atores do governo em torno de um projeto e ambição comum. “Mas cada coisa vai ter um tempo diferente, a agência regulatória tá tocando e vai tocar rápido porque é prioridade para ela, mas vai depender do timing, mas temos visto engajamento muito grande do governo nesse comitê executivo”, diz.

Entre os pontos que ainda estão sendo levantados pelo estudo está a regulação, como a questão da conectividade embarcada em automóveis como serviço apenas de rastreamento, e não de telecomunicações; uma possível adaptação do processo de certificação e homologação de equipamentos; o conceito de intervenção humana na comunicação M2M; e aspectos mais complexos como o roaming permanente e a possibilidade de uso do eSIM. Pereira Neto afirma ainda que a privacidade é “uma enorme questão para IoT”, mas que ainda faltam muitas definições enquanto nenhum dos projetos de lei sobre o tema é concretizado. “É uma agenda intensa, tem que ter muita atenção para isso, vai ter impacto muito horizontal: bancos, indústria, bureaus de crédito estão preocupados com isso”, explica. Além disso, há ainda o PL 7.656/17, que sugere a desoneração total do Fistel para M2M e que já conta com recomendação favorável da Anatel.

Fonte: TI Inside

Como é na realidade um ecossistema de empreendedorismo


Daniel Isenberg


O fomento do empreendedorismo tornou-se um componente essencial do desenvolvimento econômico em cidades e países ao redor do mundo. A metáfora predominante para promover o empreendedorismo como estratégia de desenvolvimento econômico é o “ecossistema de empreendedorismo”. Não surpreendente, porém, que junto com ideias inovadoras, espalhem-se também equívocos e lendas. O que segue é um rápido teste de realidade com perguntas de verdadeiro ou falso sobre ecossistemas de empreendedorismos e sobre a conexão entre empreendedorismo e desenvolvimento em geral.

Você sabe que há um forte ecossistema de empreendedorismo quando há um número crescente de startups.
Falso. Não há evidências de que apenas aumentar o número de startups ou formar novos negócios estimule o desenvolvimento econômico. Há alguma evidência do contrário, ou seja, o crescimento econômico estimula a criação de novos negócios e startups. Há também alguns motivos para acreditar que o número de pequenas empresas está relacionado negativamente com a saúde econômica nacional. A Fundação Kauffman informou recentemente que, à medida que a economia dos EUA melhora e o emprego de qualidade aumenta, o número de startups diminui. Na verdade, incentivar startups pode ser uma má política.

Ao oferecer incentivos financeiros (por exemplo, créditos fiscais para investimentos de anjos) na fase inicial, o investimento de risco em empreendedores oferece um claro estímulo ao ecossistema de empreendedorismo.
Falso. Na verdade, há poucas — ou nenhuma — boas avaliações do impacto de crédito de imposto de anjos abundante. Um estudo com um dos planos mais antigos desse tipo, o Plano de Investimento Empresarial, iniciado na Inglaterra em 1994, sugere que ele estimulou um aumento significativo de pequenos investimentos (abaixo de US$ 10 mil) por investidores inexperientes que avaliaram ter recebido retornos piores do que as alternativas. De fato, a maioria dos investimentos em capital de risco está na Califórnia, Nova York, Massachusetts e Israel, sem incentivos financeiros diretos além dos lucros totalmente tributáveis.

A criação de emprego não é o principal objetivo de promover um ecossistema de empreendedorismo.
Verdadeiro. Como ninguém possui ou representa um ecossistema de empreendedorismo, não pode haver um objetivo comum que motive todos os atores. A motivação para promover o empreendedorismo depende inteiramente de quem é o ator ou o a parte interessada. Para os dirigentes públicos, a criação de emprego e as receitas fiscais (saúde fiscal) podem ser os principais objetivos. Para os bancos, uma carteira de crédito maior e mais rentável pode ser o benefício. Muitas partes interessadas devem se beneficiar para que um ecossistema de empreendedorismo seja autossustentável.

Para fortalecer seu ecossistema de empreendedorismo regional, é necessário estabelecer espaços compartilhados de trabalho, incubadoras e similares.
Falso. Não há evidência consistente de que espaços de trabalho compartilhado contribuam significativamente para o aumento do empreendedorismo. Existem, sim, muitas anedotas de empreendimentos de alto crescimento em todos os segmentos que começaram em incubadoras, mas também há muitos outros exemplos, menos visíveis, talvez, de empreendimentos muito bem sucedidos que não usaram espaços compartilhados de trabalho.

Se queremos ecossistemas de empreendedorismo fortes, precisamos de uma forte educação para o empreendedorismo.
Falso. Surpreendentemente, não há motivo para acreditar que a educação formal em empreendedorismo aumente o empreendedorismo ou o seu sucesso – há, no entanto, alguma evidência de que ela é irrelevante. Hotspots empresariais bem conhecidos, como Israel, Route 128, Silicon Valley, Austin, Islândia, entre outros, apresentavam alto empreendedorismo muito antes de terem cursos. Eles surgiram organicamente, acima de tudo devido ao acesso a clientes e talentos empregáveis, bem como pelo acesso ao capital.

Empreendedores impulsionam o ecossistema de empreendedorismo.
Falso. Ouve-se com frequência esta declaração, mas há uma diferença fundamental entre ser um elemento essencial entre muitos – algo que empresários claramente são – e ser o condutor. Não há um condutor de um ecossistema de empreendedorismo porque, por definição, um ecossistema é uma rede dinâmica e auto-reguladora de diversos tipos de atores. Em todos os hotspots do empreendedorismo há importantes conectores e influenciadores que podem não ser os próprios empresários.

Segundo empresários, os três principais desafios em todos os lugares são o acesso a talentos, a burocracia excessiva e o capital escasso na fase inicial.
Verdadeiro. Mas isso não significa que eles estão certos. Como argumentei, este é um fenômeno tão onipresente que provavelmente reflete algo fundamental sobre o processo do empreendedorismo em geral, em vez de uma deficiência do ecossistema. O processo de empreendedorismo gera, intrinsecamente, a sensação de que é difícil aumentar o capital de risco e que ele é escasso.

Empresas familiares esmagam a iniciativa empresarial para proteger sua “franquia”.
Falso. Pelo que ouvi dizer de conhecidos promotores do empreendedorismo, as empresas familiares aumentam a escala ou maximizam sua contribuição para mercados abertos mantendo-se como empresa familiar, porque, geralmente, conseguem crescer por meio de conexões e proteções especiais.

No entanto, a experiência até mesmo nas economias mais avançadas (por exemplo, a Dinamarca) sugere que empresas com estruturas de propriedade familiar, de capital aberto ou de cooperativa são essenciais e altamente facilitadoras para o ecossistema de empreendedorismo.

Como foi sua pontuação? Se você acertou mais de 50%, então está em companhia exclusiva. O teste de realidade acima é apenas um ponto de partida. O empreendedorismo cria, de fato, muitos efeitos econômicos e sociais positivos. Mas formuladores de políticas públicas, a sociedade civil, os líderes empresariais e os próprios empreendedores só podem realmente definir o contexto para o desenvolvimento econômico bem sucedido separando o mito da realidade e livrando-se dos muitos equívocos existentes.
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Daniel Isenberg é professor de práticas de empreendedorismo na Babson Executive Education e diretor executivo fundador do Babson Entrepreneurship Ecosystem Project. É também autor do livro Worthless, Impossible, and Stupid: How Contrarian Entrepreneurs Create and Capture Extraordinary Value (Imprestáveis, Impossíveis e Estúpidos: como empresários rebeldes criam e capturam valores extraordinários, julho de 2013).

Fonte: Havard Business Review
Acesso: http://hbrbr.uol.com.br/como-e-na-realidade-um-ecossistema-de-empreendedorismo/