Inovação: Exemplos de sucesso de Vídeo/Web Conference


videoconferências

Na educação, saúde e justiça há iniciativas que comprovam o quanto vale a pena apostar nas videoconferências.

Além de facilitar a comunicação entre profissionais e empresas, a videoconferência pode ser utilizada por órgãos do governo para planejar ações simultâneas em diversas cidades, pelo poder judiciário para evitar deslocamento de presos e de juízes e por hospitais para salvar vidas.

Nos três casos, Pernambuco é considerado estado referência no Brasil. O exemplo mais concreto está no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), que desde 1998 utiliza a tecnologia para realizar procedimentos médicos, sendo o primeiro hospital a adotar a novidade no país.

“Estamos conectados com diversos centros médicos no mundo, como o Hospital Saint Jude, que nos ajudou a inverter o quadro de mortalidade de crianças com câncer. Saímos de 70% de casos com morte para 80% de recuperação, com médicos dos dois países interagindo constantemente. Além disso, promovemos treinamentos em conjunto com o Hospital Sírio-Libanês (SP) e fazemos interconsultas com o Hospital Domalan, em Petrolina, onde se pode utilizar câmeras para ver detalhes, como a pele e os exames dos pacientes”, conta o diretor de TI do Imip, Márcio Moraes.

Desde 2008, a rede PE-Multidigital, que conecta praticamente todos os municípios de Pernambuco, disponibiliza para as secretarias e órgãos do governo salas de videoconferência para reuniões e treinamentos. Já são 12 unidades distribuídas por Araripina, Arcoverde, Belo Jardim, Salgueiro, Petrolina, Caruaru, Palmares, Garanhuns, Nazaré da Mata e Recife. “Estamos utilizando o sistema como instrumento de gestão. O nosso maior usuário, por exemplo, é a Polícia Militar, que semanalmente solicita os equipamentos para montar estratégicas com os batalhões da capital ao sertão. Antes, alguns policiais chegavam a perder dias para vir ao Recife participar da reunião, agora eles não precisam se deslocar mais do que 200 quilômetros”, afirma Romero Guimarães, diretor de TI da Agência de Tecnologia da Informação, órgão responsável pela rede.

Outro exemplo é o Fórum Rodolfo Aureliano, em Joana Bezerra, e as penitenciárias Barreto Campelo e Aníbal Bruno, que realizam teleaudiências para acelerar o julgamento de presos desde 2001. Os equipamentos também foram os primeiros a serem instalados com esta finalidade no país e já serviram como exemplo para outros estados. A conversa funciona de maneira simples, através de dois televisores e um aparelho que permitem o controle do áudio e do vídeo. Em uma TV, o juiz pode ver a imagem da sua própria sala, que também é enviada para os presídios. Na outra, ele recebe a transmissão da cadeia, podendo ver e falar com o detento e a advogada de defesa.

Gratuito

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) dispõe de uma estrutura pública de videoconferência para educação a distância. O espaço é aberto a estudantes, professores e diversos departamentos da instituição, mas também pode ser solicitado, em caráter especial, por outras entidades locais. A sala é composta por cerca de 30 computadores, projetor e equipamento de transmissão e funciona integrada com o sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), que possui polos em Ipojuca, Limoeiro, Olinda, Pesqueira, Tabira e Trindade, além de outros em formação. Para saber mais, acesse www.uab.capes.gov.br ou ligue para o número (81) 2126-8593.

Fonte: DP

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Britcham sedia evento sobre inovação em saúde


Inovaçao Saúde

Presidente do INPI ministra palestra sobre propriedade intelectual no setor de saúde brasileiro. Objetivo é discutir os desafios e oportunidades para o desenvolvimento da inovação no setor.

O presidente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), Jorge Ávila, participará na próxima quarta-feira (17/06) do VIII Seminário organizado pelo Comitê de Saúde da Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil (Britcham) que acontecerá em São Paulo. No encontro, analisará o binômio propriedade intelectual e inovação.
 
O tema do evento será “Ambiente de Inovação em Saúde do Brasil” e é patrocinado pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfama) e pela Roche. A palestra será apresentada a partir das 15h30. Além do presidente do INPI, participarão também dirigentes e profissionais ligados à pesquisa de empresas, universidades, como USP e Unicamp, do Ministério da Ciência e Tecnologia e de associações de propriedade intelectual.

 

O objetivo é debater os desafios e oportunidades para o desenvolvimento da inovação no Brasil focando no setor da saúde. Serão também traçados paralelos com outros setores e países. As palestras farão uma análise sistêmica pontuando a conjuntura atual comparada com a evolução dos esforços nacionais e de outros países com diferentes graus de desenvolvimento.

Serviço:

VIII Seminário do Setor de Saúde da Britcham – Ambiente de Inovação em Saúde no Brasil

Local: Auditório do Centro Brasileiro Britânico
Rua Ferreira de Araujo, 741, Pinheiros, São Paulo, SP.

Horário: Das 8h30 às 17h30

Outras informações: Andrea, Simoni ou Tatiane (11) 3819-0265

Fonte: INPI

Case de Inovação na SAÚDE

logomarca Web360GrausA empresa pernambucana WEB360Graus é case de inovação para o setor da saúde, no desenvolvimento de sistema de business inteligence que permite a redução de custos de internação home care, focados em auditoria médica.

 
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Alunos do Projeto Cria Web têm aula inaugural no centro de convenções


Cria Web
A primeira aula presencial do curso de capacitação em web design, dentro do Projeto Cria Web, reuniu nesta segunda-feira (15) cerca de 400 alunos da capital e do interior, no Teatro Gustavo Leite. Além da aula proferida pelo professor Adriano Giannini, o encontro contou com palestras, apresentação da performance teatral “Ensino à Distância” e uma exposição do artista gráfico Pedro Lucena. Os presentes foram saudados pelo secretário de Estado do Planejamento e do Orçamento, Sérgio Moreira, e pelo diretor presidente Companhia de Empreendimentos, Intermediação e Parcerias do Estado de Alagoas (Cepal), Marcos Kümmer.

O projeto é uma iniciativa do Programa Cepal Social, ação promovida por diretores e funcionários da entidade que tem como objetivo compartilhar conhecimento técnico com a sociedade. “Sentimos necessidade desse intercâmbio de informações com a população. Não adianta represar a experiência de nossos profissionais, temos que colaborar com a capacitação profissional dos alagoanos e elevar o grau de especialização das pessoas, fazendo com que elas desenvolvam seus próprios projetos”, afirma Marcos Kümmer. A Cepal conta com o apoio do governo de Alagoas, através das secretarias do Planejamento e Orçamento e da Gestão Pública, além do Itec.

Cerca de 1.900 pessoas se inscreveram no curso e já estão fazendo os dois primeiros módulos, de um total de 13. “A última etapa será a apresentação de um trabalho prático, resultante do conhecimento adquirido”, lembra o diretor. Apesar dos encontros presenciais periódicos, o Cria Web utiliza ferramentas do ensino à distância, possibilitando a inclusão de alunos em todos os municípios de Alagoas e até de outros estados.

“O importante é que cursos dessa natureza estimulam o empreendedorismo e a possibilidade de emprego à distância. Ou seja, ou o futuro web designer cria seu próprio negócio, com o incentivo de bancos públicos e do próprio governo, ou busca oportunidades de trabalho on line. Com essa capacitação e algum conhecimento em idioma, esse aluno pode trabalhar para empresas localizadas em outros estados e até no exterior”, diz o secretário Sérgio Moreira, entusiasta dos programas de inclusão produtiva.

O primeiro curso de web design tem um total de 272 horas/aula. Os 13 módulos são disponibilizados por download, mediante a digitação de uma senha pessoal que cada aluno recebeu no ato da inscrição. Inicialmente o curso seria destinado apenas a jovens de 13 a 21 anos, mas o interesse de uma faixa etária maior fez com que o escopo se ampliasse. “Muitos pais fizeram a inscrição junto com os filhos, demonstrando que todos querem ter acesso às novas tecnologias”, afirma Marcos Kümmer.

Para o estudante de Administração Marcos Eduardo Vasconcelos, de 18 anos, morador do bairro da Pajuçara, o curso surgiu como oportunidade de aprofundar conhecimentos básicos já adquiridos na área. “Eu sempre quis trabalhar com informática e o Cria Web me dá a possibilidade de continuar minha faculdade e estudar web design nas horas vagas”, diz.

Para Valmênia Santos, estudante de curso pré-universitário, as aulas modulares à distância são um incentivo a mais para entrar em contato com as novas tecnologias. “Foi uma professora da minha irmã que falou sobre o curso em sala de aula. Acabei fazendo, além da minha, mais quatro inscrições de pessoas da família”, conta.

Para Fernando Pacheco, de 40 anos, o curso vai auxiliar no seu trabalho como gerente de Polícia Comunitária da Secretária de Estado de Defesa Social. “A informática sempre esteve nos meus planos, mas a falta de tempo me afastava de um curso convencional. O Cria Web é uma ótima oportunidade de unir o útil ao agradável, já que meu objetivo é criar um site sobre o nosso trabalho, ampliando a interação da polícia com a comunidade”, explica.

A data da próxima aula presencial do projeto será anunciada oportunamente, no site www.cepalsocial.com.br, onde também os alunos fazem o download dos módulos e contam com um blog criado especialmente para um maior contato com os instrutores da Cepal. “Nossa página está no ar para tirar qualquer dúvida dos inscritos e também para promover um maior intercâmbio entre eles”, afirma o professor Adriano Giannini, idealizador do Cria Web.

webBannerA Empresa Pernambucana WEB360Graus sinalizou o interesse em absorver os alunos para projetos de desenvolvimento web na região. Para tanto os interessados e coordenadores do projeto devem entrar em contato através do e-mail: inovacao@web360graus.com.br
 
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Dell afirma ter faturado US$ 3 milhões com conta no Twitter


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Os fundadores do Twitter podem não estar com pressa para apresentar um plano de negócios para o site que mistura microblog com rede social. Mas a Dell já descobriu como ganhar dinheiro com o serviço: segundo a companhia, graças ao Twitter @DellOutlet a empresa faturou cerca de 3 milhões de dólares com vendas de computadores.

A empresa explicou em seu blog que as vendas diretas a partir das mensagens postadas “já ultrapassaram os 2 milhões de dólares e as mensagens enviadas pela rede social também estão despertando interesse em outros produtos da empresa”. No total, a conta da empresa no Twitter pode ter ajudado a gerar vendas de 3 milhões de dólares.

A conta @DellOutlet é a versão no microblog da loja Dell Outlet, que vende computadores recondicionados por preços mais baixos. Um dos problemas é que o estoque dessa loja é variável – portanto o Twitter cai com uma luva para avisar sobre novidades, promoções e até para dar cupons de desconto virtuais para os seguidores.

Claro, 3 milhões de dólares é apenas uma gota no oceano no faturamento da Dell, que é de bilhões de dólares ao ano. Ainda assim, o Twitter se mostrou eficiente e, por ser uma ferramenta nova, outras oportunidades podem surgir a partir do microblog/rede social.

Resultado da Primeira fase do PRIME Pernambuco seleciona 79 empresas


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Foram divulgados, na última sexta-feira, os pré-selecionados em Pernambuco para o programa Primeira Empresa Inovadora (PRIME), iniciativa da FINEP que oferece subvenção não-reembolsável de R$ 120 mil para empresas nascentes inovadoras. Dos 135 inscritos, 79 foram selecionados – um a menos do que o programa permitia. “O pré-requisito era que o projeto obtivesse nota superior a seis, o que apenas esses conseguiram”, explica o coodenador do programa, Eiran Simis.

Segundo ele, a falta de leitura atenta do edital elimina muitos candidatos que deixam de cumprir pontos importantes. Apesar da seleção focar no Estado, operada localmente pelo Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR), apenas 50% dos pré-selecionados são de Pernambuco. Entre eles, estão a empresa de design e tecnologia Quarta Dimensão e a empresa de reuso de software do CESAR, Rise.

Também se destacaram com as melhores notas três empresas da Incubadora Temática de Base Tecnológica de Empresas em Agronegócios da UFRPE (Incubatec Rural). De acordo com Simis, a próxima fase é uma capacitação com um representante de cada empresa e a terceira é a submissão de um plano de negócios mais detalhado para a seleção final.

logomarca Web360GrausA WEB360Graus é case de inovação para o setor da saúde, no desenvolvimento de sistema de business inteligence que permite a redução de custos de internação home care, focados em auditoria médica.

Confira os pré-selecionados em: www.primepe.com.br

Como a CPFL e Suzano enfrentam os riscos sistêmicos


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As vencedoras do Prêmio Nacional da Qualidade® (PNQ) 2008, CPFL Paulista e Suzano Papel e Celulose, foram as participantes do primeiro painel do 17º Seminário Internacional em Busca da Excelência, promovido pela FNQ no dia 21 de maio. Os respectivos presidentes das premiadas, Wilson Ferreira Júnior e Antonio Maciel Neto, participaram do painel sobre  liderança e estratégia em um ambiente de incertezas, mediado pelo jornalista Carlos Mello.

Ferreira e Maciel vêem no Modelo de Excelência da Gestão® (MEG) uma importante ferramenta para que as empresas passem pela crise econômica mundial e superem suas possíveis consequências. Para eles, organizações que focam na excelência da gestão atravessam momentos turbulentos de uma maneira menos impactante negativamente. “Essas empresas estão mais bem preparadas para enfrentar a crise. Acredito que as organizações que adotam o MEG sairão em melhores condições desta crise, perante aquelas que não o utilizam”, afirmou Maciel.

Para Ferreira, a crise é gigantesca e com um poder de contaminação global. “O sistema de gestão disseminado pela FNQ prepara melhor as organizações para encarar esta realidade. Elas se fundamentam muito mais em fatos e dados e aprendem a ver, na crise, oportunidades importantes”, disse o executivo da CPFL. De acordo com ele, vivemos num mundo em transformação, no qual a busca por resultados não pode acontecer a qualquer preço.

“Nos últimos anos, por não considerarem o equilíbrio dos interesses de todos os stakeholders e os impactos de suas atividades, muitas empresas sucumbiram às transformações na sociedade e no planeta”, afirmou Ferreira, citando como exemplos de busca desenfreada por resultados os escândalos financeiros, casos de corrupção, danos ambientais e trabalho infantil, entre outros.  “Algumas empresas simplesmente desapareceram. Outras, tiveram seus negócios seriamente afetados”.

O MEG

Maciel salientou que os fundamentos de excelência, bem como os critérios da FNQ, compõem um conglomerado de estratégias consistentes e capazes de fazer as organizações ultrapassarem situações como a atual. “O modelo da FNQ, com sua excelência operacional, nos proporciona focar nos fundamentos para enfrentar cenários de incerteza”.

O executivo da Suzano disse que sua empresa e a CPFL são exemplos importantes de que o trabalho da FNQ é fundamental para o sucesso das organizações. “Somos empresas robustas, do ponto de vista financeiro, e ganhadoras do PNQ. Se o MEG não fosse eficaz, não estaríamos aqui para contar nossas experiências”, disse Maciel. 

“O MEG é o nosso principal direcionador estratégico. Somos bons de gestão e disseminamos isso para todos os nossos stakeholders”, afirmou Ferreira. “A crise tem seus aspectos negativos, mas também tem seu lado positivo, pois coloca todo mundo pensando na sociedade, de maneira sustentável e igual”, completou ele.

Futuro

Questionados sobre qual o olhar que têm para o futuro, Wilson Ferreira e Antonio Maciel disseram que os próximos anos evidenciarão grandes desafios, alguns riscos e oportunidades imensas. “Retomar o crescimento econômico; ampliar a eficiência de consumo; reduzir desigualdades sociais; gerar energia inteligente, a partir de fontes limpas e renováveis; mitigar os impactos do aquecimento global; e adaptar-se a um mundo mais regulado e com maior controle são alguns desses desafios que nos esperam pela frente”, afirmou o presidente da CPFL. 

Ferreira afirmou que estamos assistindo a revolta do meio ambiente, em decorrência do que fizemos no passado. “Um desafio é descobrirmos como reverter isso. É preciso fazermos uma gestão ambiental adequada, termos um consumo consciente”.  O executivo ressaltou que a desigualdade social é outro aspecto que o preocupa, em relação ao futuro. “O Brasil melhorou muito, mas há muito o que evoluir, ainda existe muita injustiça social, que também gera instrumentos de revolta. Precisamos trabalhar para que possamos resguardar e incorporar mais justiça social”.

Para o executivo da Suzano, um fator de extrema relevância para encarar positivamente o futuro é trabalhar preventivamente, com visão a longo prazo.  “O Brasil tem jeito. Temos muitos exemplos do que é a capacidade brasileira de realização. O que precisamos é adaptar e evoluir na agenda”, afirmou Maciel.

Para ele, além das questões citadas por Ferreira, outros dois aspectos são fundamentais para o futuro das organizações e do País. “É preciso replicar e aperfeiçoar modelos de gestão de sucesso. A FNQ faz isso de maneira espetacular, mas há a necessidade de outras instituições fazerem o mesmo”.  Além disso, a educação também é de extrema relevância. “A educação é a base de tudo. Por meio dela podemos mitigar os riscos de desenvolvimento social, ambiental e econômico”, finalizou.

Pensamento Sistêmico pauta negócios da Natura


natura

Roberto Zardo, ex-diretor de Serviços ao Cliente da Natura, foi o primeiro palestrante da Clínica de Gestão do 17º Seminário Internacional em Busca da Excelência, promovido pela FNQ, no dia 20 de maio. Com a apresentação intitulada de ‘Natura.net – tudo é interdependente”, ele mostrou como a empresa, de forma sistêmica, trabalha em rede. “A Natura está alinhada aos princípios de responsabilidade social corporativa e busca contribuir para o desenvolvimento do País e para a promoção do desenvolvimento sustentável”.

Um dos 11 Fundamentos da Excelência disseminados pela FNQ, o pensamento sistêmico, permeia todos os processos da Natura. “Está no DNA das pessoas da empresa. Nada no universo existe por si só. Tudo é interdependente”, afirmou Zardo.  “Acreditamos que resultados sustentáveis são aqueles alcançados por meio de relações de qualidade e, por isso, buscamos manter canais de diálogo abertos com todos os públicos com quem temos contato, em um exercício contínuo de transparência”, completou ele.

O comportamento empresarial da Natura, que é movida por duas paixões – a cosmética e as relações humanas – é focado em três tipos de comunidades, que estão intrinsecamente interconectadas: de consultoras, de fornecedores e sociais. “Buscamos criar valor para a sociedade como um todo, gerando resultados integrados nas dimensões econômica, social e ambiental”, afirmou Zardo.

Essência

O ex-diretor afirmou que os produtos são a maior expressão da essência da Natura. Para desenvolvê-los, ele explicou que são mobilizadas redes sociais capazes de integrar conhecimento científico e sabedoria das comunidades tradicionais. “Isso promove o uso sustentável da rica biodiversidade botânica brasileira”.

De acordo com Zardo, no panorama do triple bottom line, as organizações são os principais núcleos de poder econômico-financeiro. “Elas são reconhecidas como co-autoras e responsáveis por apresentarem mudanças e soluções”. Para ele, o maior desafio da atualidade é como conseguir, ao mesmo tempo, maximizar lucro, recompor os recursos naturais finitos e distribuir riqueza onde ela não chega. 

O modelo de negócios da Natura é baseado na promoção do crescimento econômico compatível com o desenvolvimento social e o uso responsável dos recursos ambientais. “Os resultados econômicos, ambientais e sociais são apresentados, de forma integrada, de acordo com as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI)”, explicou o diretor.

Zardo ressaltou que a Natura estimula o desenvolvimento pessoal, material e profissional de suas 850mil consultoras. “A empresa as encoraja a se tornarem agentes de transformação, contribuindo para a disseminação do conceito do bem estar bem e para a construção de uma sociedade mais próspera, mais justa e mais solidária”.

Sustentabilidade é vetor de inovação para o Santander


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Promover a Sustentabilidade por meio de produtos e serviços  e mobilizar colaboradores, clientes, fornecedores e a sociedade foram os desafios encarados por Maria Luiza Pinto, diretora-executiva de desenvolvimento sustentável do Grupo Santander.

Como uma das palestrantes da Clínica de Gestão, do 17º Seminário Internacional em Busca da Excelência, promovido pela FNQ, no dia 20 de maio, Maria Luiza contou as experiências de sucesso na implementação de práticas de sustentabilidade, caminhos e desafios da organização.

Em 2001,  responsável pela Área de RH para a Unidade de Varejo Mundial do Banco Real, na Holanda, Maria Luiza foi convidada pelo presidente Fabio Barbosa para transformar a organização,  no Brasil, em um Banco de Valor e integrar as dimensões sociais, ambientais e econômicas em todas as decisões da instituição.

“Quando começamos a falar de sustentabilidade esse tema ainda era novidade, por isso era preciso conquistar os colaboradores com oportunidades novas que agregassem valor aos seus negócios de atuação com foco sustentável”, afirma Maria Luiza.

Para cumprir o desafio foi necessário revisitar o core business da organização e buscar respostas para a pergunta: qual é a nossa causa como banco?  “A liderança trouxe o questionamento e não tínhamos a resposta porque ainda não existiam modelos e referências para nos auxiliar, disse a diretora.

O primeiro passo foi fazer um diagnóstico dos indicadores estratégicos para definir as frentes de atuação.  Feito isso, o resultado mostrou que era necessário melhorar os processos relacionados, principalmente, ao meio ambiente e aos fornecedores.

Mas para Maria Luiza não bastava melhorar apenas esses dois aspectos. “Para ter uma atuação sustentável e cumprir nosso papel na sociedade, enquanto instituição financeira, era preciso atuar com os stakeholders em quatro diretrizes: negócios, processos, pessoas e relacionamentos.

Para fazer acontecer era necessário engajar os colabores e fazê-los entender que a sustentabilidade deve ser inerente ao indivíduo e não se restringir as atividades exercidas no horário de trabalho. Para mudar a percepção, a área de Treinamento e Desenvolvimento, de responsabilidade do RH, passou para a Diretoria de desenvolvimento sustentável e lá permaneceu por três anos. “Educar é fundamental para disseminar a sustentabilidade e ampliar a consciência para a formação do pensamento sistêmico”, explica a diretora.

De acordo com ela muitos aderiram por convicção e alguns por conveniência, “de qualquer forma estamos irradiando práticas sustentáveis e esse modelo brasileiro é replicado em outras instituições financeiras no mundo todo e, o mais importante é que hoje a construção é coletiva”, explica.

Com a efetivação do controle do Grupo Santander em 2008 as ações de sustentabilidade ganharam força com a formação dos conselhos de práticas, de sustentabilidade e do comitê de Ação Social. Maria Luiza salienta que a sustentabilidade trouxe credibilidade e é o vetor da inovação.

Inovação e práticas sustentáveis

Oferecer crédito para as comunidades de baixa renda a fim de promover o empreendedorismo,  auxiliar os fornecedores na adoção de critérios de sustentabilidade,  reduzir o impacto das operações no meio ambiente e promover investimento social privado são algumas práticas consistentes que colocam o Grupo Santander como agente de transformação e abrem oportunidades para a melhoria da qualidade de vida da sociedade do presente e do futuro.

“Inovação e sustentabilidade andam juntas e a inovação que entendemos não é apenas anteceder o futuro é compartilhar aquilo que dá certo com a sociedade, gerar novas oportunidades e encurtar o caminho na direção de um mundo mais sustentável”, finaliza Maria Luiza.

AES dissemina boas práticas de gestão


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A AES Eletropaulo, finalista do Prêmio Nacional da Qualidade® (PNQ) 2008, foca seu trabalho de qualidade da gestão na busca pela excelência, de acordo com Fátima Molina, que integra a gerência de planejamento estratégico da empresa.  Ela apresentou o caso durante o 17º Seminário Internacional em Busca da Excelência, no dia 20 de maio, promovido pela FNQ.

Para incentivas as boas práticas de gestão, a AES Eletropaulo dissemina sua estratégia para 100% dos colaboradores. “Se eles não souberem qual é a estratégia, não poderão trabalhar alinhados a ela. Por isso é preciso disseminar o mapa estratégico de forma lúdica”, contou Fátima. “É importante que os colaboradores percebam onde estão inseridos dentro da empresa, para que contribuem e onde seus trabalhos agregam valor”. 

Ela explicou que são identificados os gaps e as práticas de gestão aderentes aos fundamentos de excelência. “Ser membro da FNQ evidencia nossos padrões rígidos que pautam nossos trabalhos. Para disseminar e incentivar as experiências, a AES adaptou o Modelo de Excelência em Gestão® (MEG) da FNQ para a linguagem dos seus colaboradores. “Fizemos isso para criar um modelo com a nossa identidade, que possa ser compreendido pelo operacional”, afirmou a executiva.

Metodologias

A dinâmica de trabalho que envolve boas experiências na AES Eletropaulo é composta por reuniões de trabalho, seleção de práticas indicadas como pontos fortes, realização de oficinas de boas práticas, redação dos formulários de boas práticas da FNQ e submissão das mesmas para avaliação e aprovação da instituição. “A partir do diagnóstico da gestão fazemos as melhorias, refinamentos e inovações necessárias”, disse Fátima.

Ela explicou que a disseminação e o reconhecimento dos resultados é de extrema relevância para a continuidade e aperfeiçoamento dos processos. “É preciso que todos saibam quais os pontos fortes da empresa e quais as oportunidades de melhoria. Bons trabalhos são reconhecidos por meio da intranet, boletim, mural, revista mensal, encontros e seminários”.

Na AES, existem boas práticas em todas as frentes de trabalho e para todos os Critérios de Excelência. “Se trabalharmos focados, de forma integrada, o reconhecimento acontece naturalmente”, disse ela, referindo-se ao PNQ. “A constância de propósitos e o patrocínio da alta direção são fatores primordiais para o sucesso de uma organização. São as pessoas que colocam os processos em prática, por isso elas precisam ser envolvidas, valorizadas e reconhecidas”, finalizou Fátima.

Volvo estrutura seus processos com base no MEG


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A Volvo é um grupo sueco que atua no mercado brasileiro desde 1934. A empresa, destaque no critério processos no Prêmio Nacional da Qualidade® (PNQ) 2008, é a segunda do mundo em fornecimento de soluções de transportes comerciais, de acordo com Regimar Michelin, responsável pela engenharia de manufatura da Volvo do Brasil. Ele proferiu uma palestra no 17º Seminário Internacional em Busca da Excelência, promovido pela FNQ, no dia 20 de maio. “A empresa utiliza conhecimentos para criar soluções aos clientes, sob os valores corporativos: qualidade, segurança e respeito ao meio ambiente”, afirmou.

A Volvo, que atua sob uma gestão matricial, tem na energia, paixão e respeito os pilares que norteiam o relacionamento com seus funcionários. “A organização realiza grandes investimentos para capacitar, valorizar e motivar seus colaboradores”, disse Michelin. Em 2003 a diretoria brasileira da Volvo decidiu utilizar o Modelo de Excelência de Gestão® (MEG), da FNQ, em sua unidade de caminhões, que representa 70% do volume de negócios. “A empresa mergulhou sua equipe de executivos em auditorias internas para montar os critérios. Estabeleceu um sistema de conselhos, processos e subconselhos”.

A partir daí, a equipe implantou o relatório da gestão, com foco no processo. “Introduzimos metodologias para classificar, analisar e tratar os riscos empresariais, visando a continuidade dos negócios. A crise financeira mundial que vivenciamos hoje foi identificada em 2004/2005 pelo nosso grupo”, contou  Michelin. “Os requisitos que gerenciam os processos nos permitem analisar melhorias para seus principais negócios. No caso da unidade de caminhões, produção e distribuição trabalham juntas e visam a melhoria da ecoeficiência dos produtos”, finalizou.