Programa de incubação vai apoiar dez empresas da Mata Sul do Estado


 

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A unidade do Sebrae Mata Sul lança o Programa de Incubação de Empresas (I.D.E.I.A.) no Cabo de Santo Agostinho, Região Metropolitana do Recife. 

O objetivo da iniciativa é selecionar dez empresas das áreas de Tecnologia da Informação (TI) e comércio. A coordenadora do I.D.E.I.A., Andréa Viana, explica que serão feitos dois tipos de seleção. “A empresa que ainda não tem um plano de negócios pronto deve se candidatar primeiro para a pré-incubação, ou seja, para a incubação de projetos e ideias. Ela será encaminhada para o projeto PROPRIO do Sebrae, e depois que apresentarem viabilidade serão incubadas”, diz.

As empresas prontas poderão se inscrever diretamente no edital de Incubação de Empresas, preenchendo o formulário que vai estar disponível no site do I.D.E.I.A. “Vamos avaliar o resumo executivo dessas empresas para selecioná-las”, afirma Andréia. Atualmente existem três empresas incubadas, uma de design, logística e uma de softwares e sistemas.

O gerente da unidade Sebrae da Mata Sul, Gustavo Aguiar, explica que o projeto de incubação visa reduzir as estatísticas de abandono dos empreendimentos – segundo ele, atualmente, mais da metade nos novos negócios fecha nos primeiros dois anos.

“A incubação para a empresa é análoga à incubação do ser humano: quando um bebê nasce mais frágil, ele vai para uma incubadora, recebe medicamentos. Na incubadora, a empresa tem todo suporte técnico de consultoria e capacitação, principalmente em gestão empresarial, para que ela torne mais competitiva do mercado”. 

Ainda segundo ele, as empresas escolhidas não terão custo nenhum com o projeto. “Se o empresário tem uma ideia, ele vai colocá-la no papel, em um plano de negócios, e vamos analisar a viabilidade dela – concorrentes, fornecedores, clientes, faturamento mínimo para cobrir custos fixos e variáveis, retorno e como essa empresa vai remunerá-lo”.

A ação acontecerá no Auditório do Sebrae Mata Sul, que fica na Rua Vigário João Batista, 154, centro do Cabo de Santo Agostinho e é gratuita. Mais informações pelo telefone (81) 3521-2270.

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Erros e Acertos dos novos Empreendedores pós crise


Balança

Dos computadores para os grelhados

O economista João Böer, 44 anos, desesperou-se quando soube que perderia seu emprego como diretor de vendas da Oracle, multinacional de tecnologia em que trabalhava havia uma década. “Só conseguia pensar em arranjar um emprego parecido, mas o telefone da minha casa não tocava”, conta. Em meio à crise e sem enxergar uma saída a curto prazo, Böer tomou uma difícil decisão: ele, que jamais havia pensado em ter o próprio negócio, resolveu investir algo como 500 000 reais num restaurante de grelhados em São Paulo. Isso depois de analisar dezenas de possibilidades. “Comida está dando dinheiro”, diz o economista, que já entendia o suficiente de finanças para montar uma empresa – mas nada de comida. “Fiz um curso para aprender, literalmente, o feijão com arroz.”

Onde ele acertou: optou por abrir sua empresa num dos setores que mais crescem no país – o de alimentação.

Onde ele errou: dispensou um processo seletivo mais demorado e já precisou trocar três dos 22 funcionários.

A crise fez surgir no Brasil um novo tipo de empreendedor. É gente que jamais havia pensado em ter o próprio negócio até perder recentemente o emprego e se ver sem perspectiva de arranjar outro. Eles ocupavam bons cargos em grandes corporações e, juntando o fundo de garantia à rescisão de contrato, receberam, ao sair, dinheiro suficiente para começar uma empresa. Um novo estudo da consultoria DBM, uma das maiores em recolocação de executivos do mundo, dimensiona o fenômeno no Brasil – que repete, numa escala menor, o cenário nos Estados Unidos. O levantamento mostra que, desde outubro passado, o momento mais agudo da crise, cresceu em 60% o número de brasileiros que, uma vez demitidos, decidiram partir para um negócio próprio. Até agora, são algo como 100 000 pessoas. Eles não têm perfil aventureiro: 90% procuram alguma espécie de assessoria antes de montar sua empresa. Ainda que suas experiências no antigo emprego possam ser de grande valia, reconhecem que muitas das situações que se apresentam agora são inteiramente novas – não apenas porque se tornaram donos de um negócio pela primeira vez, mas também porque a maioria mudou de área. É o caso do engenheiro Raul Bonan, 38 anos, e de sua mulher, a advogada Christiane Magalhães, 35, hoje à frente de duas lanchonetes especializadas em servir chá-mate no Rio de Janeiro. Diz a ex-executiva de banco: “É um desafio começar uma nova carreira a esta altura da vida”.

O surgimento dessa nova geração de empreendedores ajuda a explicar por que o número de pequenas empresas no país já subiu tanto neste ano – o crescimento foi da ordem de 20%, de acordo com um relatório recém-consolidado pelo Departamento Nacional de Registro do Comércio. Os negócios tocados por esses novatos, no entanto, têm indicadores bastante diferentes daqueles que marcam, tipicamente, o empreendedorismo no Brasil. A começar pelo capital investido de saída, até 500 000 reais, bem mais do que os 20 000 reais com os quais se inicia, em média, um negócio no país. Com diploma de ensino superior e, em muitos casos, até com MBA no currículo, os novatos também contribuem para o aumento na escolaridade dos empresários brasileiros – em geral, muito baixa. Para se ter uma ideia, apenas 17% dos donos de empresa no país pisaram numa universidade. “Esses ex-executivos têm um perfil bem raro entre os empreendedores no Brasil”, diz Ricardo Tortorella, diretor do Sebrae. Eles estão, sem dúvida, em melhores condições para vingar num cenário em que um terço das empresas abertas no país fecha antes de completar um ano. “Com mais dinheiro para investir e preparo para levar um negócio adiante, têm infinitamente mais chances de prosperar”, afirma o economista Maílson da Nóbrega.

Ainda que iniciem o negócio em vantagem, a curta experiência dos novos empreendedores aponta para algumas dificuldades. Não é fácil para eles, antes de tudo, desistir de procurar trabalho em empresas. Até chegar a esse ponto, João Böer, 44 anos, ex-diretor de vendas da Oracle, uma das gigantes da internet, passou três meses esperando o telefone tocar, depois de espalhar currículos no mercado. “Foi complicado aceitar a ideia de que o mais sensato era iniciar um negócio, coisa que jamais havia cogitado”, diz Böer, que, apesar da assumida inaptidão para a cozinha, se tornou dono de um restaurante de grelhados em São Paulo. Justamente a segunda dificuldade para ele e os outros foi escolher em que investir. A lição nesse campo é simples, embora pouco aplicada no país: para a empresa dar certo, ela deve atender a uma demanda real da economia, ainda que seja numa área nova para o dono. Os empreendedores da crise, apesar de algum sofrimento para enfrentar mudança tão radical, demonstram pragmatismo. Estima-se que pelo menos a metade deles foi parar no ramo de alimentação, um setor que cresce. Resta, porém, um obstáculo que pode atrapalhar os novatos. “Como não escolheram esse caminho, talvez lhes falte o espírito de liderança e a obstinação necessária”, pondera Rodrigo Teles, diretor da Endeavor, instituto que incentiva a cultura empreendedora. “Só vão dar certo os que não pensarem apenas na sobrevivência – mas em crescer.”

A essas dificuldades somam-se aquelas que qualquer brasileiro enfrenta ao abrir um negócio. O processo é dolorosamente lento e burocrático. Um ranking de 181 países organizado pelo Banco Mundial traz o Brasil entre aqueles onde é mais penoso montar uma empresa, na 127ª posição. Para abrir um negócio, é preciso esperar, em média, 152 dias e ainda ter paciência para cumprir dezoito procedimentos burocráticos. Para efeito de comparação, nos Estados Unidos a empresa sai do papel em seis dias e a burocracia tem um terço do tamanho. O crédito também é mais caro e escasso no Brasil, o que obriga as pessoas a fazer uso da poupança – ela fornece em torno de 70% do capital inicial investido em uma empresa no país. Por fim, pesa contra os profissionais uma alta carga de impostos, que chega a abocanhar 52% do lucro das empresas. Mais de dois terços dos empreendedores brasileiros são informais – outro ponto em que os novatos decidiram agir de forma diferente. Entre eles, praticamente inexiste a informalidade.

Foi depois de passar por todos esses entraves que o engenheiro químico Marcio Bastos, 60 anos, recém-demitido de uma multinacional petrolífera, tomou a decisão de criar um negócio voltado para prestar assessoria a iniciantes como ele: “É um aprendizado. Vi logo que não dava para replicar os processos de uma multinacional numa empresa pequena”. Um alto grau de empreendedorismo é vantajoso para qualquer país. O economista Joseph Schumpeter (1883-1950) dizia que, sem isso, não haveria inovação tecnológica e os países estariam fadados a uma posição de equilíbrio estático, em que o crescimento da economia seria nulo. O Brasil é o 13º país mais empreendedor do mundo, mas o que se vê ainda é distante daquele cenário pintado por Schumpeter: predominam aqui negócios minúsculos, sem grande inovação, que são varridos do mapa na mesma velocidade com que surgem. “Esses negócios não se traduzem em aumento de vagas no mercado de trabalho, maior oferta de serviços ou preços mais competitivos, como ocorre quando o empreendedorismo é de alto nível”, avalia Valentino Carlotti, presidente no Brasil do banco Goldman Sachs. Daí a relevância do aparecimento desse novo grupo de empreendedores, do qual faz parte a administradora de empresas Clara Barreiros, 54 anos, dona de um MBA e de longa experiência no laboratório francês Sanofi-Aventis. Lá, ela gerenciava toda a logística envolvida na manutenção do prédio da multinacional. A empresa que acaba de abrir é da mesma área. Diz a administradora, que pensa de forma parecida à dos demais novatos: “Sofri muito com a demissão, mas agora já não me vejo em outra vida”. Bom para ela – e para a economia do país.

Aposta na inovação

O engenheiro eletrônico Antonio Gutierrez, 34 anos, anda ansioso. Desde que abriu sua empresa, em março, ainda não viu nenhum dinheiro entrar. Só teve gastos. “O começo é muito difícil, mas estou apostando alto”, diz. Depois de ser demitido de uma empresa especializada em licenciamento de softwares, na qual trabalhou por cinco anos, Gutierrez resolveu aproveitar seu conhecimento para tentar avançar numa área bem específica: a de criação de quiosques eletrônicos de autoatendimento (aqueles utilizados em aeroportos e supermercados). Sabe que há mercado para isso: “Enquanto no Brasil existem quatro fabricantes desse produto, nos Estados Unidos são mais de 100”.

Onde ele acertou: está investindo em inovação. Custa caro, mas as chances de retorno são altas.

Onde ele errou: não procurou um especialista para se informar sobre o processo de abertura de uma empresa – e a sua levou mais de seis meses para sair do papel.

Velhos contatos na vida nova

A administradora de empresas Clara Barreiros, 54 anos, precisou passar por dezenas de processos seletivos até se conformar com a dura realidade: apesar do currículo impecável e de sua longa experiência no laboratório francês Sanofi-Aventis, arranjar emprego em meio à crise parecia improvável. Foi aí que ela teve a ideia de abrir uma empresa na mesma área em que trabalhava. Como gerente de facilities, Clara cuidava dos equipamentos e da infraestrutura da multinacional – das cadeiras dos funcionários à fachada do prédio. Entendia tudo disso, mas nada de negócios. “O jeito foi fazer cursos para aprender o básico”, diz ela, que tem a seu favor uma extensa rede de contatos. “Eu me sinto segura.”

Onde ela acertou: fez cursos específicos sobre empreendedorismo antes de se arriscar na carreira-solo.

Onde ela errou: firmou parcerias para executar serviços aos clientes sem se certificar da idoneidade dos sócios – e precisou voltar atrás.

Encontro discute expansão de incubadoras no Centro-Oeste


erinco

Com a parceria do Sebrae em Goiás, a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e a Fundação de Desenvolvimento da Tecnologia (Funtec) realizam em Goiânia o 6º Encontro Regional de Incubadoras do Centro-Oeste (Erinco), nos dias 4 a 6 de junho.

Segundo a entidade organizadora do evento, o encontro deve promover a integração e a troca de experiências entre incubadoras de empresas do Centro-Oeste brasileiro, seus profissionais e instituições interessadas. Para a presidente da Rede Goiana de Inovação (RGI), Maria Inês Miranda, o Erinco é uma oportunidade para a apresentação de novos mecanismos para o desenvolvimento e a sustentabilidade das incubadoras.

“O evento associa-se à expansão das incubadoras no Centro-Oeste do País e suas estratégias junto aos mercados interno e externo”, explica a presidente, que estima receber aproximadas 150 pessoas, entre representantes de cerca de 40 incubadoras de empresas dos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal, além de estudantes de administração de empresas de universidades e faculdades goianas.

Empreendedorismo

Maria Inês lembra que uma incubadora de empresas estimula o empreendedorismo, ao preparar e fortalecer micro e pequenas empresas (MPE) para sobreviver no mercado. “Uma incubadora pode oferecer apoio estratégico às MPEs durante os primeiros anos de existência, principalmente, tempo crucial para o progresso do empreendimento”, observa.

Segundo a Anprotec, as primeiras incubadoras de empresas no Brasil surgiram na década de 80, somando dez unidades em 1991. Atualmente, o País conta com cerca de 400 incubadoras em todo o território nacional. A associação registra as regiões Sul e Sudeste como líderes no número de incubadoras de empresas, com cerca de 130 unidades cada. Enquanto isso, o Nordeste e o Norte brasileiros apresentam cerca de 70 e 14 incubadoras, respectivamente.

Os dados da Anprotec mostram que 32% das unidades estão em municípios com menos de cem mil habitantes, e somente 25% em cidades com mais de um milhão de habitantes. Para a associação, 70% das empresas incubadas são de base tecnológica. A taxa de mortalidade gira em torno de 20%, ao longo de três anos.

Segundo Maria Inês, o principal objetivo de uma incubadora de empresas é reduzir a taxa de mortalidade das pequenas empresas, observando que, segundo números do Sebrae, mais da metade das MPE e médias empresas (56%) fecha suas portas até o terceiro ano de vida.

Fonte: Sebrae

Liderança e constância de propósitos

Programa de Incubação de Empresas SEBRAE


Programa de Incubação de Empresas SEBRAE

A princípio, serão selecionadas dez empresas das áreas de comércio, indústria e serviços.

Os empresários que possuem um projeto, mas não têm meios para colocá-lo em prática, poderão participar do processo de incubação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) Mata Sul. O edital para inscrição das empresas será divulgado amanhã, durante o lançamento do Programa de Incubação de Empresas.

A princípio, serão selecionadas dez empresas das áreas de comércio, indústria e serviços. “A escolha será por meio de uma banca de avaliação. Um grupo de profissionais avaliará se o plano de ação da empresa corresponde aos pré-requisitos previstos no edital”, afirmou o gerente da unidade de negócios do Sebrae Mata Sul, Gustavo Aguiar.

Com a incubação, o Sebrae oferecerá estrutura e capacitação para que novos empreendedores lancem projetos. Segundo Aguiar, por meio da incubação, as empresas poderão melhor desenvolver os projetos. “Estando incubada, a empresa poderá se desenvolver de maneira mais sustentável, já que terão suporte técnico”, destacou.

De acordo com Aguiar, o primeiro passo para participar do programa é elaborar um plano de negócio. “Uma boa ideia muitas vezes pode não ser viável. O instrumento que reduzirá os riscos de a ideia não funcionar é o plano de negócios”. No lançamento do edital, o coordenador da Rede de Parques e Incubadoras de Empresas de Pernambuco (Incubatec), Maurício Schnecko, realizará a palestra “Empreendedorismo e Incubação de Empresas”.

Experiência de empresário mostra caminhos para a inovação


Incubadora INCUBATIC ICOMUNI RECIFE

Incubadoras, instituições de tecnologia, consultorias tecnológicas e cursos do Sebrae são ferramentas que auxiliam micro e pequenas empresas a entrarem no mundo da inovação

Ter uma idéia e transformá-la em negócio inovador é um desafio grande para empreendedores. Muitos se perguntam: o que fazer para alcançar a tão sonhada inovação? A trajetória do empresário de São Paulo Mervyn Lowe indica o caminho das pedras para alcançar o sucesso.

Ele começou a trabalhar no projeto de um negócio próprio no ano de 2003, após sair de uma grande empresa que havia falido. “Acabei encontrando o meu atual sócio que tinha um projeto de pesquisa fantástico para apoio educacional”, conta. A idéia era desenvolver softwares educativos e interativos de alta resolução gráfica com foco nas disciplinas de Biologia, Geografia e Química.

Em 2004, na primeira reunião com um cliente, eles conseguiram vender o projeto, antes mesmo de formar a empresa. Após a conclusão desse primeiro projeto, a empresa P3D Tecnologia da Imagem, já aberta, foi selecionada pelo Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec) ligado à Universidade de São Paulo (USP).

Após a seleção, eles tiveram o primeiro desafio: precisavam de capital para entrar na incubadora. “Ficamos sabendo que o projeto era interessante, mas precisava de muito dinheiro para colocá-lo em prática. O problema é que, em geral, quando a empresa é muito incipiente, os fundos não costumam apoiar”, explica. A saída foi levantar o capital com conhecidos que acreditaram no projeto, especialmente por conta dele já contar com o aval do Cietec.

Conquistasp3d

A P3D ficou incubada durante três anos e meio, sendo graduada em 2007. “Valeu muito a pena, pois a incubadora dá todo o respaldo para a empresa estruturar o negócio. Geralmente falta ao empresário o conhecimento de administração e de gestão e isso pode ser adquirido em incubadoras”, destaca.

Porém, sair da incubadora é outro desafio para as empresas. Mervyn destaca que um dos pontos a considerar é que naquele ambiente alguns custos estavam incluídos na estrutura da instituição incubadora, como limpeza, segurança e espaço para reuniões. “Foi um choque quando saí e tive que gastar com essas coisas que são importantes para a empresa funcionar, mas não estão no foco de atuação dela. A incubadora prepara o empresário a andar com as próprias pernas, mas é preciso correr atrás para crescer como empresário”, conta.

Atualmente, a P3D emprega 20 pessoas e seus softwares estão presentes em 200 escolas no Brasil. Esse material educacional já tem tradução em oito idiomas atendendo a cerca de 20 países. Mervyn ressalta também que nessa caminhada a empresa contou com o respaldo de organismos de fomento como Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Contou também com o apoio do Sebrae em São Paulo e de consultorias e treinamento de professores da USP e técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

Após tantas conquistas Mervyn dá o recado aos empresários. “Ter o apoio de uma incubadora é um excelente caminho, especialmente porque essas instituições dão respaldo ao projeto, o que facilita a obtenção de financiamento. Também é importante trocar experiências com outros empresários e sempre ver uma oportunidade em tudo o que aparecer”, diz.

Caminhos

Para os empresários que quiserem seguir o exemplo da P3D, é importante saber que existem diversas ferramentas de apoio à inovação. Para isso, o empresário precisa ter foco e buscar informações complementares de mercado e de gestão. Deve verificar se pode realizar o seu projeto sozinho ou se é necessário o apoio de técnicos e instituições parceiras. Precisa medir o risco da inovação e fazer todo o planejamento técnico-financeiro para saber quanto irá investir, quando irá lançar e o tempo de retorno dessa inovação.

O gerente de Inovação do Sebrae, Edson Fermann, destaca também que as micro e pequenas empresas devem optar, primeiramente, por inovações de baixo custo. “As inovações organizacionais e as de marketing, por exemplo, são as primeiras que devem ser buscadas por esse segmento uma vez que o risco e os custos são baixos e o tempo de retorno é quase imediato”, explica. “Dessa maneira, além de se manter competitiva a empresa poderá aumentar os recursos próprios para buscar e bancar uma inovação radical, fazendo algo totalmente novo, principalmente em produto e processo”, completa.

Outra dica para os empresários é buscar interação com fontes de conhecimento, como Sebrae, universidades, instituições de pesquisa, incubadoras e arranjos produtivos locais. Também é importante interagir com instituições de fomento e apoio à inovação como Ministério da Ciência e Tecnologia, Ministério do Desenvolvimento (Mdic), Finep, Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), Movimento Brasil Competitivo e Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (PROTEC).
SEBRAEApoio do Sebrae

Para sensibilizar e mobilizar os empresários para a necessidade de inovar em seus negócios, o Sebrae está realizando em todo o País, nas capitais e nas cidades do interior, 300 workshops. A instituição também distribui cartilhas sobre o assunto para empresários que participam de projetos do Sebrae. Neste mês de maio começou a ser veiculado programa de rádio com a temática da inovação. Com 120 episódios, é divulgado por 850 emissoras. Além disso, 5 mil empresários serão capacitados em cursos de gestão e estratégias de inovação. Em 2010 serão mais 10 mil empresários.

O Sebrae investe ainda no desenvolvimento do projeto Agentes Locais de Inovação. A ideia é levar soluções inovadoras para dentro das empresas por meio de agentes, que são pessoas com até três anos de formadas e capacitadas pelo Sebrae. O projeto está no Distrito Federal e em 17 estados do País (Paraná, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe, Acre, Amazonas, Amapá, Rondônia, Roraima, Tocantins e Pará).

Incubadora do Cone Leste recebe projetos de novas empresas


Incubadora de Negócios do Cecompi

Podem participar também empresas iniciantes e inovadoras que buscam o apoio de uma incubadora para estabelecer-se e crescer

Agência Sebrae

A Incubadora de Negócios do Cecompi (Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista), apoiada pelo Escritório Regional do Sebrae-SP em São José dos Campos, está com 10 vagas abertas para projetos de novos empreendimentos nas áreas de eletrônica embarcada, saúde, tecnologia da informação e comunicação, tecnologias mecânicas e de serviços. Para participar do processo seletivo, é preciso que os empreendedores tenham um projeto inovador nessas áreas e que desejem abrir sua própria empresa. Podem participar também empresas iniciantes e inovadoras que buscam o apoio de uma incubadora para estabelecer-se e crescer.

As ideias, projetos ou empresas que forem aprovadas receberão apoio, como infraestrutura física para se instalar nas dependências da Incubadora, localizada no Parque Tecnológico da cidade, orientação para elaboração de plano de negócios e consultoria nas áreas jurídica, de marketing e de finanças. Os interessados devem buscar o edital disponível no site da incubadora (www.incubadoradenegocios.org.br) e providenciar a documentação solicitada até o dia 30 de maio.

Incubadoras

CecompiA Incubadora de Negócios do Cecompi foi inaugurada em 2005 e tem como parceiros a Prefeitura Municipal e o Sebrae-SP em São José dos Campos. O Sebrae-SP regional também apoia outras quatro incubadoras: Incubaero, Incubadora Univap-Revap, Incubadora da Universidade do Vale do Paraíba (Univap) e Incubadora de Jacareí. Em 2008, as empresas ligadas a estas incubadoras geraram 398 novos postos de trabalho e um faturamento de R$ 13,3 milhões. As incubadoras de empresas oferecem serviços especializados, consultoria e uma série de outros benefícios, como a intermediação com instituições de ensino e pesquisa, órgãos públicos e privados. Elas desempenham importante papel no fortalecimento e na estruturação dos micro e pequenos negócios, contribuindo, assim, para o sucesso do empreendimento.

No Brasil, as primeiras incubadoras começaram a ser estruturadas em 1988. Os dados mais recentes da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), de dezembro de 2007, registram a existência de 393 incubadoras no País.

Incubadora de Guarulhos (SP) dobra sua capacidade


incubadora guarulhos

Novo local tem três vezes o tamanho da sede anterior, com possibilidade de abrigar o dobro de empresas, e será o embrião do futuro Parque Tecnológico de Guarulhos.Guarulhos – Com cerca de dois mil metros quadrados, a nova sede da Incubadora de Empresas de Guarulhos, na Grande São Paulo, passa a ter estrutura para atender 20 novos empresários com todo tipo de apoio em gestão, informações para lançar produtos e serviços, abrir novos mercados e conseguir linhas de crédito e parcerias.

A inauguração do novo espaço, localizado no bairro de Cumbica, foi nesta quarta-feira (20), com participação de autoridades locais e representantes dos parceiros do projeto. A Incubadora é resultado de parceria entre o Sebrae/SP, por meio do Escritório Regional Guarulhos, a Associação dos Empresários de Cumbica (Asec), Agência de Desenvolvimento de Guarulhos (Agende), Ciesp e Associação Comercial-Empresarial de Guarulhos.Na nova sede, os atuais empresários podem ter suas empresas em salas de 15 m² a 45 m². No local, também foi inaugurado o embrião do futuro Parque Tecnológico de Guarulhos. “Para nós de Guarulhos é uma honra muito grande realizar o sonho dessa incubadora e do parque tecnológico”, destacou Sebastião Almeida, prefeito do município.

A Incubadora de Guarulhos é de base tecnológica. No início de abril, foi lançado o edital para abertura de 11 novas vagas para empresas com projetos inovadores e tecnológicos, que já serão abrigadas na nova sede. “O foco é nos negócios de base tecnológica, de modo a agregar valor às indústrias locais e movimentar toda a cadeia empresarial da cidade”, explica Cristiane Rebelato, gerente regional do Sebrae/SP.

Uma dessas novas empresas é a Davos do Brasil, cujo produto, o UV30, permite a limpeza de superfícies sem o uso de água, e sem gerar resíduos para o meio ambiente. “No nosso caso, a única forma de crescer e atingir escala é contando com o apoio da Incubadora”, explicou Luiz Affonso Amado Sette, responsável pela empresa.

Até o final de 2010, o plano é ter 70 empresas incubadas, entre as que têm sede na incubadora e as que recebem apoio remotamente.

Entre os vários presentes à festa de inauguração da nova sede, um dos entusiastas era o ex-presidente da Embraer, Ozires Silva. À frente da Pele Nova, seu novo empreendimento na área de biotecnologia, ele comentou que a Incubadora é o meio do caminho entre a empresa e o sucesso. “A incubadora dá a oportunidade de surgir, em Guarulhos, a empresa que vai gerar os empregos do futuro”, disse.

Micro e pequenas empresas participam mais de subvenção


finep subvençãoSubvenção tem se firmado cada vez mais como ferramenta para pequenas empresas, que não dispõem de boas linhas de crédito como as grandes, afirma diretor de inovação da Fine.

O número de projetos apresentados por micro e pequenas empresas no programa Subvenção Econômica da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) passou de 2.333, em 2008, para 2.280, em 2009. No cômputo geral do programa – que concede recursos não reembolsáveis para desenvolvimento de projetos inovadores -, porém, a participação delas passou de 87%, no ano passado, para 89%, neste ano.

Na avaliação do diretor de inovação da entidade, Eduardo Costa, os índices são positivos. Neste ano, os empresários tiveram de elaborar todo o projeto para a apresentação. No ano passado, tinham apenas de fazer um resumo. Só ao serem aprovados eram convocados a elaborar o conteúdo. Segundo ele, a subvenção tem se firmado cada vez mais como uma ferramenta para micro e pequenas. “As grandes têm outros mecanismos, linhas de crédito muito boas”, afirma. As pequenas, opina Costa, “não têm acesso ao crédito”.
Para o presidente da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), Guilherme Ary Plonski, o não crescimento revela também que demanda reprimida foi suprida pelos três editais anteriores. Desde 2006, quando o programa foi criado, foram contemplados 566 projetos. Costa diz que ainda é cedo para avaliar o impacto da redução do valor mínimo dos projetos de subvenção para micro e pequenas empresas. Até o ano passado, era de R$ 1 milhão; neste ano, foi para R$ 500 mil.
Para alguns, contudo, ela foi essencial para a participação na chamada de 2009. Exemplo disso é o sócio da LM Laboratórios Israel Barreira Motta, 44. “Se o valor mínimo fosse de R$ 1 milhão, inviabilizaria [a inscrição]”, comenta, esclarecendo que a contrapartida necessária teria de ser maior.

Fundos Inovar: propostas devem ser enviadas até junho

subvençãoA Finep divulgou a 10ª Chamada Pública de Fundos Inovar, fixando em 10 de junho, o prazo máximo para que gestores e administradores de fundos de Venture Capital (capital empreendedor) e Private Equity apresentem propostas de capitalização.

De acordo com o edital da chamada, estão aptas a pleitearem investimentos, empresas que exerçam ou pretendam exercer as funções de administrador e/ou gestão do fundo, com autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), para prestar serviços de Administração de Carteira de Valores Mobiliários.

O resultado da pré-qualificação do processo será divulgado a partir do dia 16 de junho. Uma semana depois – entre os dias 22 e 26 de junho – os aprovados na primeira etapa deverão se submeter à avaliação da banca do programa. O parecer final deve sair a partir do dia 13 de julho.

A proposta de capitalização, que deve ser enviada através do e-mail incubadoradefundos@finep.gov.br, deve apresentar o seguinte conteúdo: foco do fundo em relação ao perfil de empresas, investimento máximo e mínimo do fundo por setor e por empresa, prazo de duração do fundo, e número de empresas a serem investidas.

O Inovar, que completou 9 anos neste mês de maio,é uma ação estratégica da Finep com o objetivo de promover o desenvolvimento das pequenas e médias empresas de base tecnológica, através do desenvolvimento de instrumentos para o seu financiamento.

De 2008 até 2010, a agência vai destinar R$ 330 milhões para cerca de 25 fundos de investimento nas três modalidades abarcadas pelo projeto que, além do Venture Capital e Private Equity, também inclui o Capital Semente (seed money), voltado para empreendimentos nascentes.

(Fonte: Convergência Digital – 15/05/2009 e Folha de S. Paulo – 17/05/2009)

Programa de Pré Incubação INCUBATIC


logo incubatcO Programa INCUBATIC tem por objetivo pré-incubar empresas nascentes com projetos inovadores e viabilizá-los no mercado oferecendo suporte para gestão de negócios e administração organizacional.

Os empreendedores submetem um projeto para avaliação, onde são avaliados a viabilidade do projeto, e o perfil empreendedor dos sócios por um especialista.

Nesta avaliação tenta-se perceber o know-how técnico da equipe e o expertise para o segmento que o projeto visa atender.

Após a empresa ser pré-incubada, capacita-se para uma metodologia para gerenciamento de projetos ágeis SCRUM e PMI.

O programa de pré-incubação contempla também: capacitação em gestão e empreendedorismo; capacitação técnica para gerenciamento de projetos. A maior parte dos cursos e palestras são ministrados pelo Sebrae, como Gestão, Empreendedorismo e Liderança. Com relação a gerenciamento de projetos opta-se também pela metodologia SCRUM, muito difundida atualmente para empresas de Tecnologia da Informação.

Esse método visa o gerenciamento de projetos com agilidade e coletividade, onde o colaborador é seu próprio gerente sendo acompanhado pelo SCRUM MASTER (Supervisor).

O programa de Pré Incubação INCUBATIC, é operacionalizado pela ICOMUNI Consultorias e atualmente conta com 2 empresas pré-incubadas, a WEB360Graus e a Lupa Soluções Inovadoras.

Maiores informações pelo telefone: 81 3445-2956