Google lança ferramenta gratuita para pequenas empresas


google

São Paulo – O Google anunciou o lançamento do Google Meu Negócio, uma plataforma gratuita voltada para donos de pequenas e médias empresas. “É possível cadastrar sua empresa no mundo online em cinco minutos”, afirma Alessandro Andrade, diretor de PMEs do Google.

A plataforma utiliza o Google Maps e o Google+ para gerar uma interface com os dados da pequena empresa. Com a ferramenta, o empreendedor também poderá monitorar quantas pessoas clicaram na sua página e aumentar o nível de engajamento com os consumidores.

O objetivo da solução é democratizar a presença online dos pequenos negócios de uma forma simples e barata. Empreendedores podem acessar a ferramenta por meio do computador ou do smartphone.

Nome da empresa, endereço, CEP, telefone e horário de funcionamento são as informações necessárias para se cadastrar.

De acordo com Andrade, um dos diferenciais do Google Meu Negócio é que o pequeno empresário poderá contar com uma equipe de consultores para tirar suas dúvidas por meio do telefone, e-mail, chat ou vídeoconferência. “Temos uma equipe de 60 pessoas que atua como consultores de marketing para ajudar os empreendedores”, conta.

Em um ano, a expectativa é de que a solução possa ajudar os 6 milhões de pequenos negócios brasileiros.

 

*Fonte: Exame-PME

Interessado?

Serviço: http:www.cysneiros.com.br (formulário de contato)

Fone: (81) 3445-2956
claudia@icomuni.com.br

Os primeiros passos para criar uma startup


startup   Os primeiros passos para criar uma startup

Antes de decidir empreender, a primeira coisa que você deve pensar é se você está realmente pronto para começar. Isso está relacionado tanto ao seu momento de vida, uma vez que sua família será totalmente envolvida, quanto ao seu estado financeiro.

1. A fase inicial é basicamente sustentada via bootstrap, e muito provavelmente você passará de 12 a 18 meses sem ganhar dinheiro, o que transcende a questão da empresa e cruza a linha entre sua vida profissional e pessoal.

2. Comece seu processo de aprendizado. Existe um conjunto de livros, blogs e treinamentos pessoais e à distância que pode te ajudar. Mas principalmente faça uma reflexão sobre quais são as suas lacunas e o que você realmente precisa aprender. E isso você não vai descobrir sozinho, é preciso buscar mentoria.

3. Olhe a sua rede de contatos e busque pessoas que estejam ligadas direta ou indiretamente a empresas de tecnologia. Marque quantos cafés e almoços forem possíveis e entenda a trajetória de cada uma delas. Se possível, consiga com que um ou mais deles se torne seu mentor formal.

4. Encontre sócios. É quase impossível empreender sozinho e muito difícil quando se tem os sócios errados (provavelmente seus amigos). Normalmente, a cabeça de sua empresa deve ser formada por um tripé com o hacker, o vendedor e o designer de produto. Entenda qual desses papéis você assumirá e busque outros dois para assumir as responsabilidades restantes, pois equipes sem equilíbrio não saem do lugar.

5. Só agora é o momento de decidir em qual segmento você vai trabalhar. São duas as principais abordagens: a primeira é a chamada arbitragem de ideias, na qual você pega um segmento que já teve crescimento disruptivo fora do Brasil e tenta implementar a ideia por aqui. É o que faz a Rocket Internet, por exemplo. A segunda opção é olhar a sua vida profissional e perceber o que é que você realmente entende. E aqui vale lembrar que não é o que você gosta, mas do que você entende. Se você gosta de moda, mas entende de logística, abra uma empresa relacionada à logística. Faça então uma validação de oportunidade e se pergunte se o mercado é grande o suficiente para que a pequena parte dele que você terá acesso justifique sua startup.

6. Aprenda a fazer descoberta de produto e cliente (customer e product discovery). Você deve encontrar um problema muito sério, que alguém pague para resolvê-lo. Busque fazer antibióticos e não vitaminas. A partir destes testes e respostas, desenvolva protótipos de cada vez mais alta fidelidade até que você chegue ao seu produto mínimo viável. Vá iterando até conseguir tração e lembre-se que não há erro pior do que construir muito bem alguma coisa que ninguém quer usar.

7. Forme sua caixa de ferramentas do empreendedor Lean (enxuto), procurando usar nuvem, software opensource, SaaS (software as a service) e controle de caixa e competência baseado em planilha. Entenda também quais são as variáveis financeiras do seu negócio. Se for varejo, por exemplo, essa variável é a relação entre sua margem líquida e o custo de aquisição. Se for um SaaS, é a relação entre o custo de aquisição e o valor gerado pelo cliente no ciclo de vida dele, considerando a taxa de churn (perda de clientes).

8. Controle seu burn rate, ou seja, a quantidade de dinheiro que você “queima” mensalmente. Faça uma conta simples: divida o tanto que você tem no banco mais o que você potencialmente gerará por mês por este número para saber quantos meses de vida você tem. O processo de busca de uma rodada de financiamento não dura menos que seis meses, e se o dinheiro for acabar você tem que fazer caber um plano de fechamento. E lembre-se de que a trajetória é sempre de aprendizado. Empreender é uma corrida de resistência, e não de velocidade. Pode ser que você quebre, e se isso acontecer, tenha a garantia de que você conseguirá juntar os pedaços e tentar de novo, pois sua chance de sucesso aumenta consideravelmente a cada erro e principalmente depois da primeira viagem.

Font Fonte: Exame .PME 

Interessado?

Serviço: http://www.incubatic.com.br 

Fone: (81) 3224-1259 / (81) 3083-5587
incubatic@incubatic.com.br

A Copa do Mundo em 2014 e os bons negócios


O maior evento do futebol vai movimentar vários setores da economia e gerar oportunidades para pequenas empresas. Os preparativos para o evento devem movimentar cerca de 30 bilhões de reais e gerar quatro milhões de empregos, segundo o SEBRAE.

O programa prevê a construção de estádios, hotéis, restaurantes e apoio logístico para receber milhares de turistas que torcem e vibram com o futebol. Um estudo encomendado pelo SEBRAE mostra os benefícios que o evento traz para a economia brasileira. Quase oito mil micros e pequenas empresas devem fechar algum negócio gerado pela Copa do Mundo. As possibilidades são mais fortes em nove setores: construção civil, tecnologia da informação, turismo, produção, agronegócio, madeira e móveis, têxtil-confecção, comércio varejista e serviços.

Segundo o estudo, as pequenas empresas deverão ficar com 15% do dinheiro investido na Copa. E, segundo informações do novo presidente do SEBRAE, Luiz Barretto,  estão sendo mapeadas as possibilidades de cada setor. Além disso, o SEBRAE vai promover seminários empresariais em cada uma das 12 cidades-sede da Copa: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife e Salvador. O objetivo é melhorar o nível de gestão das pequenas empresas.

Para isso o SEBRAE vai investir 48 milhões de reais. De acordo com Luiz Barretto, presidente do SEBRAE, o importante é inserir as pequenas empresas nesse contexto, com qualidade e competitividade. Só no ano da Copa, o país espera receber oito milhões de visitantes, sendo 600 mil apenas no mês do mundial. O número de brasileiros que deve viajar pelo país durante o evento esportivo deve chegar a três milhões.

Só o setor hoteleiro pretende investir dois bilhões e meio de reais na construção de noventa e dois estabelecimentos. Um programa vai qualificar mil e trezentos hotéis e pousadas para 2014. É neste ramo que o empresário Francisco Castro Júnior deseja entrar. Ele é dono de uma pequena construtora em Brasília. A empresa dele tem 18 anos de mercado e no momento constrói casas populares. O empresário deve aumentar em 50% o faturamento da empresa com a Copa do Mundo. E para resolver o problema das construtoras com a falta de mão-de-obra qualificada, o SEBRAE, o SENAI e as empresas do setor fizeram uma parceria para capacitar e reciclar os funcionários.

O SEBRAE também vai desenvolver ações para que os estrangeiros visitem várias cidades com atrações turísticas, durante a Copa de 2014.

CONTATOS:

SEBRAE

Central de Relacionamento: 0800-570-0800

www.sebrae.com.br

Consultorias:

ICOMUNI CONSULTORIA.

Tel.: (81) 3445.2956

Rua Helena de Lemos, 330, Sala 103, Empresarial Ilha do Retiro

CEP: 50750-630 – Recife – PE

icomuni@icomuni.com.br

====

CYSNEIROS E CONSULTORES ASSOCIADOS LTDA.

Tel.: (81) 3051-1775/ Cel.: (81) 9916-9550

Rua Mauro Borrione, 55, 03

CEP: 50750-000 – Recife – PE

flammarion@cysneiros.com.br

======= Contact  Center =======

PLATAFORM TELECOM CONTACT CENTER

Tel.: (81) 3051-1775

Porto Digital – Recife – PE

comercial@plataform.com.br

======= Incubadora de Empresas =======

INCUBATIC – Incubadora de Base Tecnológica de Inovação e Conhecimento

Tel.: (81) 3051-1775

Porto Digital – Recife – PE

incubatic@icomuni.com.br

======

DRAKAR ENGENHARIA LTDA

Empresário: Francisco Castro Jr.

Tel.: (61) 3361.8099/ Cel.: (61) 9982.1346

SIA Sul Quadra 5 C , número 135 – sala 206

CEP: 71200-055 – Brasília – DF

drakarjr@ig.com.br

Reportagem:

Pequenas Empresas Grandes Negócios

  • Programa 966
  • TV Globo
  • No ar – Inédito – Domingo – Dia 06/03/2011 – 07h30

Reapresentações

Globo News

  • Domingo – 06/03/2011 – 09h05

Canal Futura

  • Segunda-feira – Dia 07/03/2011 – 07h30
  • Terça-feira – Dia 08/03/2011- 04h00

Programa do Sebrae ajuda empresas a adotarem modelos avançados de gestão


Sua empresa está consolidada no mercado e você pensa em evoluir seus negócios? Conheça o programa que apoia o processo de crescimento de pequenas empresas. O Programa Sebrae para Empresas Avançadas, Sebrae Mais, apresenta diversas soluções que ajudam empresas a adotarem modelos avançados de gestão empresarial, a ampliarem rede de contatos e a implantarem estratégias para estimular a inovação.

O Sebrae Mais foi criado para empresários, que têm mais de dois anos no mercado, mais de dez funcionários e que já conseguiram resolver problemas básicos de gestão e agora querem crescer, evoluir. Esse universo é composto por trezentas mil empresas, que precisam reinventar a fórmula do sucesso, inovando nos modelos de gestão, quebrando paradigmas e mudando o patamar de desenvolvimento. O crescimento é sempre uma meta a ser atingida e o Sebrae está à disposição para auxiliar nesse processo

O programa é divido em seis módulos: Estratégias Empresariais; Gestão da Inovação – Inovar para Competir; Planejando para Internacionalizar; Gestão Financeira – do Controle à Decisão; Encontros Empresariais; e Empretec.

No módulo de Estratégias Empresariais são abordados temas sobre como tornar as decisões estratégicas mais eficientes, a partir da avaliação dos ambientes interno e externo dos empreendimentos. Em Gestão da Inovação, os participantes recebem informações sobre tipos e estratégias de inovação, o que é fundamental para a competitividade.

“Depois que participei do Estratégias Empresariais, aprendi a avaliar melhor o meu empreendimento e a utilizar ferramentas como planilhas eletrônicas para o cálculo de honorários de profissionais e do custo do atendimento. Outro ganho foi que, com as mudanças organizacionais e comportamentais, passei a visualizar melhor as oportunidades de negócios”, afirma Aderson Luz, da Hidrofisio.

Ainda segundo o empresário os conhecimentos adquiridos e as técnicas implantadas na empresa permitiram um crescimento no faturamento. “Nosso faturamento aumentou em 30% em apenas quatro meses, com o mesmo número de profissionais e de equipamentos e os mesmos serviços. O que fizemos foi otimizar a produtividade”, acrescenta Luz.

A elaboração de um plano de internacionalização acontece durante o módulo Planejando para Internacionalizar, num passo-a-passo de como tornar uma empresa global e deixá-la preparada para o mercado internacional. O módulo de Gestão Financeira apresenta técnicas para controlar, analisar, planejar e simular informações financeiras dos negócios, para a eficiente tomada de decisões.

Para a empresária Juliana Davis, da Radical Tênis, participar do curso de Gestão Financeira permitiu a ela conhecer ferramentas para mensurar melhor os resultados e ver as coisas com mais objetividade. “Tudo isso teve reflexo direto no meu faturamento. As mudanças já são visíveis. Quebrei paradigmas e coloquei em prática dicas repassadas no curso”, destaca.

Juliana ressalta ainda que, durante o treinamento, enxergou a necessidade de mudar a política de crédito de sua empresa. “Vi que o percentual do cartão de crédito era muito alto e que não se adequava à realidade da minha empresa. Hoje só trabalho com cartões de débito, e isso já tem reflexo direto nos resultados”, completa a empresária.

Nos Encontros Empresariais, as pessoas responsáveis pelas decisões nas empresas reúnem-se e trocam experiências acerca de temas de interesse comum, fortalecendo uma rede de relacionamento e compartilhando erros e acertos.

 

O EMPRETEC

Outro módulo do programa é o Empretec, uma metodologia da Organização das Nações Unidas, ONU, aplicada há quase vinte anos no Brasil pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Sebrae. O Empretec se propõe a promover mudanças no comportamento dos empreendedores, para que desenvolvam habilidades de negociação e gestão, e tenham maior segurança na tomada de decisão, aumentando as chances de sucesso da empresa.

Segundo levantamento encomendado pelo Sebrae ao Instituto Ver, o Empretec ajuda a aumentar a renda pessoal e impulsiona a carreira profissional dos participantes, já que 79% dos entrevistados afirmaram isso. A pesquisa, realizada de julho a agosto de 2010, nas cinco regiões brasileiras, revela ainda que no Nordeste, 67% dos empreendedores que participaram do seminário, ganham mais desde então. Foram entrevistadas 1.347 pessoas em todo o país.

Ainda de acordo com a pesquisa, o rendimento médio das empresas aumentou de R$ 54 mil para mais de R$ 74,5 mil após a participação dos gestores no treinamento e o número de funcionários de nove para onze. Os entrevistados dizem que esse crescimento veio porque, após o treinamento, eles aprenderam a preparar melhor metas, planos e projetos; se reeducaram para se relacionar com os clientes, passaram a ter uma melhor visão do mercado e maior facilidade para identificar oportunidades, investiram na melhoria da qualidade de produtos e serviços, além de exercerem uma melhor gestão sobre resultados e recursos humanos.

Outro índice que mostra a eficácia desse treinamento é que a mortalidade das empresas brasileiras em que os gestores participaram do Empretec é bem menor. Na China, que juntamente com o Brasil faz parte do grupo de trinta e dois países onde a metodologia é aplicada, 80% das empresas que tiveram acesso ao seminário se tornaram exportadoras. Das 180 mil pessoas capacitadas no mundo através dessa metodologia, 154 mil são brasileiras.

Maiores informações sobre o Sebrae Mais, visite a página do Programa no Portal do Sebrae.

Da crise à oportunidade


Sérgio Lobo: transição do ramo automotivo para a promoção de evento

A história do Maranello é bem interessante”. A frase do empresário Sérgio Lobo cria expectativa no leitor e comprova a tese, segundo a qual todo empreendedor é especialista em transformar crise em oportunidade. Empresário do ramo automotivo há 20 anos, Sérgio teve que se virar nos 30 para não perder o negócio.
Em 2003, abriu o Maranello Auto Spar, empresa que ocupava boa posição no mercado. Dois anos depois, o gerente, o agente de publicidade e um cliente do Maranello se juntaram e abriram uma empresa no mesmo ramo. Pior que isso: abriram uma empresa maior, mais equipada e levaram boa parte dos funcionários. Para não ficar para trás, Sérgio buscou um diferencial.

“Disse: ‘vou montar uma sala de estar para os clientes'”. Esquematizou a ideia, chamou uma arquiteta amiga e juntos elaboraram o projeto. Começou a executar a obra e os amigos começaram a dar pitaco. “Rapaz, vai botar uma cerveijinha aqui, um refrigerante, não é?”. Sérgio pensou na proposta e procurousua amiga arquiteta. “Disse para ela: ‘eu preciso botar uma cerveja, um refrigerante’. Ela disse: ‘não boto não. Vou estragar meu projeto bacana. Vou botar frezzer aqui dentro? Boto não. E outra, quem vai servir essa cerveja? Vai ter um garçom, não vai?'”. Resumo da história, Sérgio convenceu a arquiteta, transferiu o setor administrativo para outra sala e os dois construiram um barzinho com direito a frezzer, a garçom e cerveja para receber os clientes. Problema resolvido. Pelo menos, era o que o empresário pensava.

“Quando montei o bar, os amigos começaram a dar pitaco novamente. ‘Mas você vai colocar um petisco, não é?’. Petisco não, para não sujar o bar. Mas uma castanha, um amendoin, quem sabe”. Para construir a cozinha, Sérgio transferiu o almoxarifado para outra sala. Toda vez que propunha uma intervenção no espaço, a arquiteta brigava. “Mas fazer o quê? A gente vai deixar de executar uma ideia, porque não a teve antes? Não”. Sérgio construiu a cozinha. Depois, vieram os amigos e deram mais um monte depitaco. “Porque você não coloca um almoço aqui? Veja bem, a gente almoça, deixa o carro aqui e você até pode abrir outro negócio”, disseram alguns colegas.

Sérgio nunca deixou de ouvir a clientela, mas não tinha espaço para as mesas. “Disse: só tem mais uma sala que é a minha”. E lá se foi a sala de Sérgio. “Incorporei a minha sala e abrimos um restaurante para 40 pessoas”, afirma. Sugeriram que procurasse o chef Artur Coelho, carioca que fez escola de gastronomia na Alemanha e pós-graduação na França, e estava em Natal há algum tempo. Artur conheceu o bistrô e elaborou um cardápio específico para o Maranello.

Transição

“As pessoas gostaram do bistrô e começaram a pedir para realizar aniversário, casamento aqui. Foi aí que entramos no ramo de eventos”, explica. Para realizar as festas, Sérgio movia portas e paredes de vidro. “Era um trabalho imenso”, relembra. Com o passar dos anos, a demanda aumentou ainda mais. “Aí eu disse: ‘não dá para continuar assim'”. E não deu. O Bistrô mudou de endereço em 2007. Hoje, ocupa um prédio a pouco mais de 100 metros do antigo.

Logo após a mudança, um cliente sugeriu entrar em sociedade. Sérgio cuidaria do bistrô e o colega, do auto spar. A sociedade durou pouco tempo e Sérgio acabou deixando o ramo automotivo. Mas não se arrepende. “Vi que era um ramo que tinha mais possibilidade de crescimento”. Para o empresário, a narrativa cronológica mostra que o sucesso do Maranello Bistrô foi casual. “As coisas foram acontecendo. Eu não disse ‘vou parar de fazer isso para fazer aquilo'”.

Atualmente, ele aluga o espaço para eventos fechados – desde churrasco a casamentos – e também realiza festas abertas ao público com apoio de Múcio Neto, sócio desde 2008. As festas voltadas para o público começaram em junho de 2008. “Na época, quase fico louco. Não tínhamos estrutura. Mas o negócio deu certo”. O projeto deu tão certo que a parceria permanece até hoje e as festas também. No final de 2008, a dupla começou a realizar festas fora do bistrô com capacidade para até 2,5 mil pessoas. “Acabouque deu muito certo e conseguimos fixar uma marca”.

Além do espaço, o Maranello, casa especializada em house (ritmo eletrônico) também organiza festas, disponibilizando som, iluminação, bufê, segurança, serviço de manobrista. “A gente pode cuidar de tudo, se o cliente quiser, tanto dentro daqui como fora”. Os preços dependem dos serviços requisitados e do número de convidados. Quem paga pelo bufê, por exemplo, não paga aluguel do espaço. O Maranello realiza de cinco a oito festas por mês – de 60 a 100 por ano. Um bom número para o que já foi uma sala de estar.

Fonte: Diário de Natal

Setor de petróleo, gás e energia é opção para desenvolvimento de micro e pequenas empresas


Até 2014, a indústria de petróleo no País prevê investimentos superiores a US$ 260 bilhões; palestra promovida pelo Sebrae/PR e ONIP orienta empresários de Curitiba e Região

Da Redação

Jeronimo Azevedo, gerente de cadastro da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), esteve em Curitiba, a convite do Sebrae/PR, na última terça-feira, dia 25, para tirar dúvidas de empresários interessados em se tornar fornecedores da cadeia produtiva de petróleo, gás e energia. Durante palestra, o gerente da ONIP falou para aproximadamente 70 empresários sobre a estrutura da entidade, serviços oferecidos e o funcionamento dos cadastros ONIP de Bens e Serviços, CadFor e Navipeças.

Dentre as vantagens da obtenção do atestado de fornecedor do setor, estão o acesso às grandes operadoras, ampliação de mercado, processo único de cadastramento para várias operadoras e a possibilidade de fornecimento em projetos no exterior.

Nesta quarta e quinta-feiras, dias 26 e 27, Azevedo faz plantão no escritório do Sebrae/PR em Curitiba para atender individualmente empresários que agendaram horários ao fim da exposição. Na avaliação do especialista, as micro e pequenas empresas aproveitam pouco as oportunidades que o setor oferece. Para o gerente da ONIP, o setor pode gerar muitas vantagens para o Brasil, como geração renda, empregos e redução de parte problemas sociais.

“O alto valor dos contratos fechados pelas operadoras pode assustar as pequenas empresas. Tratando-se do setor de petróleo, gás e energia, tudo é grande: os riscos, possibilidades de prejuízos e os ganhos. Então, é preciso entender o processo para tirar proveito”, analisa Jeronimo Azevedo.

A previsão de investimentos, até 2014, para o setor de petróleo, óleo e gás é de US$ 262,7 bilhões no Brasil. Somente a Petrobras deverá injetar US$ 212,3 bilhões. O campo de exploração de petróleo Tupi deverá gerar entre 5 e 8 bilhões de barris. O início da produção está previsto para 2015. O campo está localizado a 7 mil metros abaixo do nível do mar. “As empresas podem mudar suas linhas para atender o setor e aproveitar as oportunidades”, observa Azevedo.

Incentivo

A vinda do representante da ONIP ao Paraná é uma das ações do Projeto Cadeia Produtiva do Petróleo e Gás, iniciativa do Sebrae/PR e parceiros, que objetiva a inserção competitiva e sustentável das micro e pequenas empresas na cadeia produtiva de petróleo e gás do Estado.

O consultor do Sebrae/PR, Pedro Cesar Rychuv Santos, esclarece que a proposta da entidade é incentivar a inserção de micro e pequenas empresas no segmento, suprir dificuldades de qualificação, além promover a aproximação e a melhoria do relacionamento entre fornecedores e grandes corporações.

Segundo ele, para 2011 estão programadas várias atividades para alcançar esses objetivos. “Em fevereiro, o Sebrae/PR irá promover uma palestra para orientar futuros fornecedores da Petrobras. Também está agendado um café da manhã com uma instituição bancária que irá abordar questões de financiamento e um encontro de negócios que visa identificar as demandas da Copel (companhia de energia do Paraná)”, frisa o consultor.

Cadastros

O processo de cadastro de empresas na ONIP não tem custo algum. A solicitação é feita pelo preenchimento do Formulário de Solicitação do Cadastramento, disponível na internet: http://www.onip.org.br/main.php?idmain=cadastros. Logo após o pedido, a empresa encaminha à ONIP os documentos comprobatórios, juntamente com a Carta de Solicitação do Cadastramento. Então é feita uma avaliação técnica para verificar as informações fornecidas.

O laudo da avaliação e toda documentação envolvida são encaminhados à Comissão de Avaliação de Empresa (CAE-ONIP), que aprova ou reprova o pedido. A empresa aprovada passa a compor o Cadastro e tem suas informações acessadas pelos grandes compradores da indústria de petróleo e gás. Até janeiro de 2011, o cadastro ONIP registra mais 2,2 mil fornecedores.

Cadastro ONIP de Bens e Serviços – Esse cadastro é aberto e mantém informações sobre as empresas instaladas no Brasil, qualificadas para o fornecimento de bens e serviços ao setor de petróleo e gás. As empresas interessadas nas informações do cadastro são empresas de petróleo e operadoras atuantes no Brasil, fornecedores estrangeiros em busca de parceiros e grandes fornecedores nacionais em busca de novos subfornecedores.

Cadfor – O CadFor é um sistema de cadastro administrado pela ONIP e patrocinado pelas operadoras internacionais Anadarko, BG Brasil, Chevron, Devon, El Paso, Shell, Maersk, Repsol e Statoil. Para participar do CadFor, o fornecedor tem que estar habilitado a fornecer para a indústria do petróleo e gás. O cadastro de fornecedores no CadFor dá-se, exclusivamente, por meio de um Convite de Participação obedecendo as prioridades de bens e serviços estabelecidas pelas empresas patrocinadoras.  O CadFor utiliza procedimentos claros e objetivos de avaliação de fornecedores baseados em cinco critérios: legal, financeiro, técnico, SMS (saúde, meio-ambiente e segurança) e gerencial/responsabilidade social. O convite de participação pode ser solicitado pela empresa interessada por meio do portal da ONIP na internet.

Cadastro NaviPeças – O Catálogo Navipeças agrupa fornecedores nacionais de bens e serviços qualificados para atender à demanda da indústria de construção e reparação naval.

ONIP

A ONIP é uma instituição de âmbito nacional e atua como fórum de articulação e cooperação entre as companhias de exploração, produção, refino, processamento, transporte e distribuição de petróleo e derivados, empresas fornecedoras de bens e serviços do setor petrolífero, organismos governamentais e agências de fomento, de forma a contribuir para o aumento da competitividade global do setor. A meta da ONIP é aumentar a participação nacional no fornecimento de bens e serviços para o setor de óleo e gás, de forma a maximizar os benefícios para a indústria petrolífera do País.

Sobre o Sebrae/PR

O Sebrae/PR – Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Paraná é uma instituição sem fins lucrativos que foi criada para dar apoio aos empresários de pequenos negócios e aos empreendedores interessados em abrir micro e pequenas empresas. No Brasil, são 27 unidades e 750 postos de atendimentos espalhados de norte a sul. No Paraná, cinco regionais e 11 escritórios. A entidade chega aos 399 municípios do Estado por meio do atendimento itinerante, pontos de atendimento e de parceiros como associações, sindicatos, cooperativas, órgãos públicos e privados. O Sebrae/PR oferece palestras, capacitações empresariais, treinamentos, projetos, programas e soluções empresariais, com foco noempreendedorismo, setores estratégicos, políticas públicas, tecnologia e inovação, orientação ao crédito, acesso ao mercado, internacionalização, redes de cooperação e programas de lideranças.

Informações para a imprensa:
Savannah Comunicação Integrada – empresa licitada do Sebrae/PR
Jaqueline Gluck (41) 3035-5669 ou (41) 9602-7541
Assessoria de Imprensa Sebrae/PR – Regional Centro-Sul: Cleide de Paula
(41) 8814-1046 / 3035-5669  jornalismocuritiba@savannah.com.br
Leandro Donatti –  Jornalista do Sebrae/PR –  (41) 3330-5895 ou (41) 9962-1754

 

Fonte: Agência Sebrae de Notícias – PR

 

As vagas estão nas pequenas empresas


Mercado aquecido e economia em novo ciclo de expansão. É diante desse cenário que as pequenas empresas vêm ganhando um enorme espaço.

Hoje, elas lideram a geração de empregos com carteira assinada no país. Só nos últimos oito meses criaram 1,3 milhão de vagas, o dobro das médias e grandes. E a previsão do Sebrae é que até o final do ano esse número chegue a 2 milhões.

“As pequenas — e até as médias — crescem a todo vapor e vivem uma dinâmica bem diferente do que víamos há 20 anos”, diz Roberto Amatuzzi, sócio da Excelia, consultoria de negócios voltada à profissionalização de companhias médias.

Na briga pelos novos investimentos que invadem o Brasil e para se tornar mais competitivas, as pequenas e médias empresas (PMEs) correm em busca de gestão profissional.

O resultado é que passaram a atrair cada vez mais mulheres, jovens em início de carreira e profissionais experientes que já não têm espaço nas grandes organizações. Dados do último anuário realizado pelo Sebrae em conjunto com o Dieese mostram que de 2000 a 2008 houve aumento de postos de trabalho para jovens na faixa dos 25 aos 29 anos, passando de 19,7% para 20, 3%, o equivalente a 553 132 novos empregos para essa faixa etária.

A oferta para os mais velhos também melhorou. “Há lugar para quem passou dos 50 anos em setores que sofrem com a falta de mão de obra especializada, como a construção civil”, diz Leonardo Mattar Altoé, analista do Sebrae. “Muitas companhias até trazem de volta aposentados por não ter gente suficiente.”

Tendência que deve se manter nos próximos dez anos, diante da expectativa de crescimento da economia. Estimativas da LCA Consultores mostram que, em 2020, o PIB per capita deve dobrar, atingindo 22 700 dólares.

Valorização dos quarentões Esse crescimento também está beneficiando profissionais acima dos 40 anos.

“A crise americana foi um divisor de águas para os mais seniores”, diz Rodrigo Vianna, gerente da Hays, empresa de recrutamento, com escritório em São Paulo.

De acordo com o consultor, as multinacionais foram bastante afetadas pelas turbulências, o que refletiu em demissões, sobretudo de executivos com maior bagagem.

“Por ter sido pouco impactadas pela crise, as companhias de menor porte acabaram se recuperando mais rápido e abrindo oportunidades”, diz Rodrigo. O momento, aliás, foi bastante propício para as PMEs que passaram a contratar profissionais experientes, que dificilmente os teriam em seus quadros — afinal, eles estavam desempregados e as grandes já não os queriam mais.

Muitos executivos acordaram para a realidade de que nas grandes eles têm prazo de validade e nas pequenas são mais valorizados ao levarem o conhecimento adquirido durante a carreira. Segundo o consultor, as pequenas se transformaram numa alternativa interessante para executivos de 35 a 42 anos. Ainda assim, as melhores oportunidades são para os jovens. “Não há como negar, o maior volume de contratações está na base da pirâmide e as companhias ambicionam o jovem”, diz Vicente Picarelli, sócio da área de capital humano da Deloitte.

“Quem inicia a carreira hoje está mais aberto do que as pessoas cinco anos atrás, quando o maior sonho era trabalhar em grandes multinacionais”, diz Danilca Galdini, sócia-diretora da Nextview, parceira do grupo DMRH, que auxilia grandes corporações a realizar os programas de trainee. Na pesquisa Empresa dos Sonhos dos Jovens 2010 foi feita uma pergunta sobre o que os levaria a mudar de emprego e a questão tamanho ou fama da empresa ficou em último lugar, com 2% das respostas.

Apesar de as PMEs, em alguns casos, pagarem mais na disputa por talentos, em geral a remuneração é menor em comparação com as grandes empresas. “O diferencial das grandes está nos benefícios”, diz Christian Mattos, consultor sênior da área de talento e recompensas da consultoria Towers Watson.

Embora ele afirme que, no caso de presidentes de companhias com faturamento acima de 1 bilhão de reais, a remuneração chega a ser 40% maior do que a do principal executivo de uma pequena empresa, Christian atenta que a diferença vai diminuindo no nível de média gerência e praticamente inexiste no cargo de coordenação.

Rápida ascensão

Há cinco meses, a administradora de empresas Alinie Mendes, de 25 anos, resolveu buscar uma nova oportunidade. Após três anos na Honda como analista de projeto, queria ampliar seu escopo de atuação. Participou de alguns processos seletivos até ser chamada pela Friboi. Um mês depois, recebeu a ligação da Solvo, empresa de tecnologia da informação, que tem 95 funcionários.

Alinie decidiu largar tudo para ganhar a mesma coisa na Solvo, atrás do seu sonho: trabalhar em uma companhia de pequeno porte. “Vi a oportunidade de colocar em prática minhas ideias”, diz. Feliz com a escolha, já conseguiu implantar alguns projetos próprios na operação e hoje mantém contato direto com os diretores. Ela acredita que está se desenvolvendo na carreira mais rapidamente, já que faz parte do crescimento da companhia. “Participo de perto da estruturação da empresa”, diz Alinie.

Subindo degraus

Quando recebeu proposta para dirigir a área de marketing da RSA Seguros, em 2005, o administrador de empresas Marcelo Biasoli, de 33 anos, não pensou duas vezes.

Vislumbrou a chance de mudar de nível. Na época era gerente de marketing de relacionamento do Unibanco AIG. “Cuidava apenas de uma parte do marketing e na RSA assumiria todo o setor.”

Além de ganhar bem mais, hoje participa dos processos de decisão, tem acesso ao alto escalão e mantém contato direto com o conselho de administração.

De volta para a multi

Enio Petcov, coordenador de crédito e cobrança da Akzo Nobel, de 32 anos, foi e voltou. Em 2007, deixou a multinacional mexicana Femsa Cerveja para dar um salto em uma startup espanhola de cosméticos.

Com salário 30% maior, foi cuidar da área financeira, que tinha 14 funcionários, ajudando a estruturar a nova operação. “Ampliei minha visão de negócios e assumi novas funções.” Depois de algumas promoções, chegou ao limite.

Acima, só o diretor financeiro e o presidente. Não tinha mais como subir. Almejava crescer como gestor. Até que no início de 2010 aceitou convite da Akzo Nobel. Agora comanda uma equipe de nove pessoas.

Fonte: Você S/A