Casos de sucesso sustentáveis


IX Conferência Anpei

Empresas como Fiat, Pirelli, DuPont e Petrobras apresentaram, em evento, produtos e processos inovadores que preservam meio ambiente e permitem uso racional de matérias-prima.

A IX Conferência Anpei de Inovação Tecnológica terminou, na última quarta-feira (10/06), com a palestra do presidente do Intelligent Manufacturing Systems (IMS), Claudio Boer. Durante a apresentação, Boer defendeu que a cadeia de inovação deve ser apoiada em estratégias de longo prazo para ter resultados consistentes. “O sucesso está ligado a todos os níveis da empresa e, portanto, todos têm de estar envolvidos no processo de inovação”, acrescentou.

Boer afirmou que a inovação nasce em mentes inovadoras. “O pensamento criativo leva a ideias inovadoras”, observou. Segundo ele, a produção está em uma nova fase. Depois de evoluir da forma artesanal para a fabricação em massa, chegou a vez da produção customizada. “A customização em escala industrial é um novo paradigma”, afirmou o presidente da IMS, uma organização global com foco em inovação na fabricação e que tem uma rede de mais de mil pesquisadores.

Inovação contra a escassez de recursos

Os participantes do evento concluíram que há uma considerável e nunca vista consciência social no mundo, que tende a valorizar a vida, a produção, o valor agregado pelo trabalho, a eficiência e a inovação, ao invés de uma visão expansionista e consumista. Busca-se a sustentabilidade através do consumo necessário diante de recursos escassos e finitos.

No encerramento da Conferência, a Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei) elogiou a iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) de criar a Secretaria de Inovação Tecnológica, que substitui e amplia a abrangência da Secretaria de Tecnologia Industrial, e comemorou a criação do Cartão BNDES para financiar a contratação de serviços relativos à inovação.

Casos de sucesso

Os gestores de projetos de inovação demonstraram, pelos casos apresentados durante a Conferência, que já existe um elevado grau de consciência sobre os danos causados pela falta de atenção aos efeitos da cadeia produtiva no meio ambiente. Na apresentação dos casos de sucesso dos setores de energia, químico, petroquímico, metalmecânico, eletroeletrônico e automotivo, ficou clara a opção pela inovação sustentável.

Energia

A Tecnopuc-RS relatou os passos dados para implantação da planta-piloto para fabricação de células solares e módulos fotovoltaicos com tecnologia nacional, abrangendo infraestrutura montada, processos de fabricação e resultados alcançados. Para viabilizar o projeto, a Rede Brasil de Tecnologia (Ministério de Ciência e Tecnologia – MCT) fez, em 2004, uma parceria com a Financiadora de Estudos e Projeto (Finpe), a Petrobras, a CEEE e a Eletrosul, com o objetivo de transferir a tecnologia de fabricação de células solares desenvolvida pela PUC/RS para uma linha pré-industrial, a fim de verificar sua viabilidade técnica e econômica para produção em larga escala.

Outro case da área de energia foi o da VSE, controlada por Vale, BNDESPAR e Sygma-Tec. A nova empresa está focada em aumentar a oferta energética com equipamentos e processos que permitam amenizar ou anular o dano ambiental. Neste painel também foram apresentados os cases “Células e combustível – energia limpa, sustentável e eficiente”, da Electrocell; “Descentralização Internacional de P&D – energia eólica na 3M do Brasil”, da 3M; “Uso de Lodo e estação de tratamento de efluente industrial como biomassa”, da 3M; e “Inovação para sustentabilidade de geração de valor – o caso do P&D Light”, da Light.

Celulose

A VCP elaborou seu inventário de emissões, cobrindo suas operações florestais, industriais e logísticas da unidade de Jacareí. A companhia apresentou o levantamento de todas as emissões de carbono da cadeia de produção de celulose e os resultados serviram para orientar o plano de redução de emissões da empresa, direcionando estratégias de sustentabilidade.

A Votorantim apresentou o caso “Uso de seleção assistida por marcadores na estratégia de melhoramento genético do eucalipto”, e a Aracruz mostrou seu case sobre inovação tecnológica sustentável, que aumentou em 85% a produtividade de celulose por hectare, produzindo mais com menor dispêndio de área e energia, contribuindo para a preservação de recursos naturais.

Energia e Eletrodomésticos

Projetos inovadores em cocção, refrigeração e lavanderia foram desenvolvidos pelos três centros de tecnologia da Whirlpool Latin America, que é representada, no Brasil, pelas marcas Brastemp, Consul e KitchenAid. Segundo levantamento da empresa, a Whirlpool registrou 721 pedidos de patentes no Brasil e no exterior até fevereiro de 2008. Suas ações de responsabilidade social e ambiental resultaram em programas como o Projeto Ozônio, que promove o recolhimento de gases refrigerantes usados em freezers, refrigeradores e condicionadores de ar.

A empresa, uma das maiores detentoras de Selos Procel de Eficiência Energética, adotou um programa de logística reversa para reciclagem de eletrodomésticos.

O laboratório LABELO, da PUC/RS, apresentou um case sobre o apoio da universidade na redução do desperdício de energia dos produtos elétricos fabricados no Brasil.

Automotivo

O centro da Pirelli em Santo André, no ABC paulista, desenvolve os pneus para as montadoras atendidas pela empresa no continente americano, incluindo os Estados Unidos. “Testamos mais de 30 mil pneus por ano”, diz Roberto Falkenstein, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da companhia. “O mercado nunca esteve tão atento à sustentabilidade. Isso mudou totalmente o trabalho de P&D.”

Segundo o executivo, o pneu é responsável por 20% do gasto de combustível do veículo. “Desenvolvemos um pneu verde, com menor resistência à rolagem, que permite a economia de 5% de combustível na estrada, quando o carro está a 100, 110 quilômetros por hora, sem afetar a segurança e sem dispersar na natureza elementos contaminantes”, informou.

O diretor da Pirelli apontou que, atualmente, os veículos geram em média 160 gramas de dióxido de carbono por quilômetro rodado. A União Europeia tem como meta chegar a 120 gramas até 2015.

A Pirelli tem cinco fábricas no País. Em seu Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, em Sumaré (SP), atuam 180 pessoas. Anualmente são testados mais de 30 mil pneus, o que corresponde a mais de 10 mil quilômetros rodados. Em 2008, a empresa obteve 63 novas homologações e neste ano, já há mais de 60 novos projetos em desenvolvimento.

Preocupada com a geração de CO² na produção, a Pirelli busca fontes alternativas de energia, como a sílica, e pesquisa o uso de matérias-primas renováveis como extração de borracha de algas e obtenção de sílica de casca de arroz. A Pirelli também promove estudos para redução do peso do pneu, que tem impacto em toda a cadeia produtiva.

A empresa se preocupa também com o pós-consumo, para que o pneu, ao invés de se tornar um lixo inconveniente, possa ainda trazer benefícios no momento de seu descarte.

Outro case de sucesso foi o projeto Flex Star, da Bosch, que é um sistema de gerenciamento de partida acionado eletronicamente, levando em conta as condições de operação do motor e a temperatura ambiental. O reservatório de gasolina dos veículos a álcool foi eliminado, o que levou à redução de 40% na emissão de poluentes.

Químico

A Rhodia apresentou três casos de sucesso no setor químico, com destaque para o desenvolvimento de sistemas com polímeros especiais que, aplicados a superfícies rígidas, impedem a deposição de sujeira, facilitando a limpeza no local e diminuindo o consumo de água. O produto é atualmente utilizado pela Rhodia Internacional em países europeus e norte-americanos.

Outro projeto apresentado pela Rhodia foi o fio Emana, uma inovação de caráter inédito no mundo. Trata-se de um fio produzido com base em poliamida 66 (PA66), um tecido com propriedades que proporcionam o bem-estar, por meio da estimulação do metabolismo da pele e regiões adjacentes. O mecanismo de ação do produto envolve a absorção/emissão de ondas na região do infravermelho longo, ativadas pela transmissão de temperatura ao contato com o corpo humano. A absorção/emissão de infravermelho promovida pelo tecido em contato com a pele promove uma interação benéfica com o organismo, promovendo uma melhoria da circulação periférica no local em que o tecido é utilizado por um período prolongado.

A Fosfértil mostrou, em seu case, a importância dos catalisadores secundários para a redução de 80% da emissão gasosa de óxido nitroso (N²O) nas duas plantas de ácido nítrico da empresa, enquanto a Oxiteno apresentou seus estudos em campos inovadores como, por exemplo, a aplicação de tensoativos em nanotecnologia de dispersões e compostos de materiais poliméricos. A Corn Products Brasil desenvolveu, em parceria com a BASF S.A, a resina EcobrasTM, totalmente biodegradável e compostável, que possibilita também a economia de energia.

Petroquímico

A Braskem apresentou o Projeto Ecobraskem, cujo objetivo é racionalizar o consumo de água e energia na Unidade de Insumos Básicos da empresa (UNIB-BA) e, ao mesmo tempo, gerar efluentes. A UNIB-BA utilizava o equivalente a 1% do consumo energético nacional. Desenvolvido juntamente com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), o projeto levará a unidade industrial a outro patamar de ecoficiência, com redução de consumo de água e energia.

A Altus apresentou um case sobre a implantação, na Floresta Amazônica, do gasoduto de 662 km da Petrobras, o Urucu-Manaus, que envolveu as áreas de automação, instrumentação, logística, telecomunicações e energia elétrica. A Innova-CENPES (Centro de Pesquisa da Petrobrás) mostrou o desenvolvimento da HIPS, um novo tipo de resina termoplástica de poliestireno de alto impacto, que pode ser utilizada nos segmentos de embalagem, refrigeração e eletroeletrônicos.

Metalmecânico

A WEG mostrou seu projeto de substituição gradativa do ferro gusa por sucata de aço na produção de ferro fundido cinzento, que é utilizado na fabricação de carcaças e tampas para seus motores. O objetivo é contribuir para o desenvolvimento sustentável com o aumento do uso do resíduo e a diminuição dos impactos ambientais. Atualmente, a empresa processa, a cada mês, uma média de 8,1 mil toneladas de ferro fundido, que produzem, em média, 5,6 mil toneladas de sucata de aço.

A Ciser apresentou seu projeto de soluções em componentes de fixação. Um dos produtos resultantes desse trabalho foi o Tenex, um fixador inteligente de tensão que pode ser aplicado ao setor de construções metálicas. Outras iniciativas da empresa são o Centro Tecnológico, que é referência no estudo de juntas, o Projeto de Preservação de Nascentes do Rio Quiriri e o Projeto Elos da Aliança.

Sustentabilidade

A Embraco apresentou duas tecnologias de produtos e processos de fabricação de compressores, a Embraco VVC e Embraco CO2. A primeira possibilita a redução em até 40% o consumo de energia de refrigeradores e freezers e a segunda, para operações em altas pressões. A empresa mostrou também seu Programa de Valorização da Diversidade.

A DuPont Guarulhos apresentou o Green Thinking, criado para contribuir com a preservação ambiental e tornar-se referência no segmento para clientes e fornecedores. Já a Nokia apresentou o NDG (Nokia Data Gathering), solução tecnológica para coleta de dados, em tempo real, que colabora para diminuição do uso de papel e gastos com transporte, permitindo respostas rápidas à crises e ações de prevenção de epidemias.

A BWE falou sobre o lançamento do W-33, o primeiro produto biodegradável, renovável, sustentável e de origem vegetal no mundo para o tratamento de águas de refrigeração, e a Perenne apresentou um case sobre técnica de reuso da água, que inclui processos de separação por membranas, cada vez mais utilizados em estações de tratamento de águas industriais. A a Petrobras/CENPES mostrou os projetos de responsabilidade ambiental nas Unidades de Coqueamento Retardado da empresa.

Ao fazer o próprio inventário de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), a Celulose Irani conseguiu neutralizar o processo, o que a transformou de devedora a credora de créditos de carbono emitidos pelo Protocolo de Kyoto. A empresa, que já tem a certificação Carbono Neutro graças ao plantio e ao manejo florestal realizados com responsabilidade ambiental e graças à execução de projetos segundo o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) da Organização das Nações Unidas (ONU), também é pioneira com o projeto Irani Wastewater Methane Avoidance Project , primeiro no mundo em tratamento totalmente aeróbico de efluentes, aprovado pela ONU.

A Dedini, que é líder mundial no fornecimento de tecnologias e soluções para o setor sucroalcooleiro, já conta com projetos de ponta visando à sustentabilidade. A empresa propõe um novo conceito de usinas de açúcar e etanol, que gere receita com menos insumos e, conseqüentemente, com menor emissão de gases de efeito estufa e de efluentes, além de preservar a integridade física das pessoas envolvidas a partir de equipamentos mais seguros.

Na área automotiva, a Fiat mostrou o Fiat Concept Car II (FCC II) totalmente desenvolvido no Pólo de Desenvolvimento Giovanni Agnelli, em Betim (MG), símbolo das novas soluções de mobilidade com materiais alternativos, reutilizáveis e não poluentes. O motor elétrico é alimentado por 93 baterias de íon lítio, que podem ser recarregadas em qualquer tomada 220V. Com autonomia de até 100 km, desenvolve 59 kW (80,2cv) e torque máximo de 220 Nm (22,9kgfm). O carro utiliza transmissão Dualogic e o sistema de bloqueio de diferencial Locker. A carroceria é de fibras naturais de fontes renováveis para ter menor impacto ao meio ambiente e da nanotecnologia para fazer peças mais leves e resistentes. Os painéis de carroceria, como o capô, por exemplo, foram injetados em composto com nanoargila, e a chave de fenda que acompanha o kit de ferramentas foi injetada em plástico reciclado com fibras de curauá e sisal. Peças como reparos, discos de freio, molas e montantes de suspensão receberam revestimentos organometálicos isentos de metais pesados. A espuma que reveste os bancos foi feita com 30% de poliol de óleo de soja reciclado.

Além das companhias, as associações e entidades também fizeram sua contribuição no painel. A Serasa apresentou o Relatório de Responsabilidade Ambiental, que tem como objetivo mensurar o comprometimento das empresas brasileiras com as questões relacionadas ao meio-ambiente, e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) do Acre destacou o investimento das indústrias madereira e moveleira na preservação florestal, garantindo matéria-prima abundante e de qualidade e o aproveitamento total da madeira, sem deixar resíduos. A Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (FUCAPI), do Amazonas, apresentou o equipamento modular para tratamento de esgotos e o programa Design Tropical da Amazônia.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) falou sobre seu Programa de Inovação Tecnológica, que culminou no desenvolvimento, entre 2005 e 2007, de 527 produtos e processos, com 192 projetos em andamento. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) do Distrito Federal mostrou a metodologia de redução de custos e de impactos ambientais negativos e de aumento de produtividade. Já o Sebrae-SP apresentou a experiência de implantação do Sistema de Gestão Ambiental (SGA) para tornar micro e pequenas empresas mais eficientes e competitivas.

Por fim, a Inova Unicamp e a Contech apresentaram um case sobre busca por tecnologias limpas que beneficiem o meio ambiente, resultando na formulação de novas soluções para a redução do impacto de efluentes industriais nocivos ao ecossistema.

Fonte: Anpei

Opinião da Cysneiros Consultores:

Flammarion Cysneiros - CEO - ICOMUNI ConsultoriaPara Flammarion Cysneiros, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento de Projetos da ICOMUNI Consultoria, os congressos promovidos pela Anpei contribuem para o aumento da inovação das empresas, e impulsionam a economia do País.

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Inovação: Exemplos de sucesso de Vídeo/Web Conference


videoconferências

Na educação, saúde e justiça há iniciativas que comprovam o quanto vale a pena apostar nas videoconferências.

Além de facilitar a comunicação entre profissionais e empresas, a videoconferência pode ser utilizada por órgãos do governo para planejar ações simultâneas em diversas cidades, pelo poder judiciário para evitar deslocamento de presos e de juízes e por hospitais para salvar vidas.

Nos três casos, Pernambuco é considerado estado referência no Brasil. O exemplo mais concreto está no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), que desde 1998 utiliza a tecnologia para realizar procedimentos médicos, sendo o primeiro hospital a adotar a novidade no país.

“Estamos conectados com diversos centros médicos no mundo, como o Hospital Saint Jude, que nos ajudou a inverter o quadro de mortalidade de crianças com câncer. Saímos de 70% de casos com morte para 80% de recuperação, com médicos dos dois países interagindo constantemente. Além disso, promovemos treinamentos em conjunto com o Hospital Sírio-Libanês (SP) e fazemos interconsultas com o Hospital Domalan, em Petrolina, onde se pode utilizar câmeras para ver detalhes, como a pele e os exames dos pacientes”, conta o diretor de TI do Imip, Márcio Moraes.

Desde 2008, a rede PE-Multidigital, que conecta praticamente todos os municípios de Pernambuco, disponibiliza para as secretarias e órgãos do governo salas de videoconferência para reuniões e treinamentos. Já são 12 unidades distribuídas por Araripina, Arcoverde, Belo Jardim, Salgueiro, Petrolina, Caruaru, Palmares, Garanhuns, Nazaré da Mata e Recife. “Estamos utilizando o sistema como instrumento de gestão. O nosso maior usuário, por exemplo, é a Polícia Militar, que semanalmente solicita os equipamentos para montar estratégicas com os batalhões da capital ao sertão. Antes, alguns policiais chegavam a perder dias para vir ao Recife participar da reunião, agora eles não precisam se deslocar mais do que 200 quilômetros”, afirma Romero Guimarães, diretor de TI da Agência de Tecnologia da Informação, órgão responsável pela rede.

Outro exemplo é o Fórum Rodolfo Aureliano, em Joana Bezerra, e as penitenciárias Barreto Campelo e Aníbal Bruno, que realizam teleaudiências para acelerar o julgamento de presos desde 2001. Os equipamentos também foram os primeiros a serem instalados com esta finalidade no país e já serviram como exemplo para outros estados. A conversa funciona de maneira simples, através de dois televisores e um aparelho que permitem o controle do áudio e do vídeo. Em uma TV, o juiz pode ver a imagem da sua própria sala, que também é enviada para os presídios. Na outra, ele recebe a transmissão da cadeia, podendo ver e falar com o detento e a advogada de defesa.

Gratuito

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) dispõe de uma estrutura pública de videoconferência para educação a distância. O espaço é aberto a estudantes, professores e diversos departamentos da instituição, mas também pode ser solicitado, em caráter especial, por outras entidades locais. A sala é composta por cerca de 30 computadores, projetor e equipamento de transmissão e funciona integrada com o sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), que possui polos em Ipojuca, Limoeiro, Olinda, Pesqueira, Tabira e Trindade, além de outros em formação. Para saber mais, acesse www.uab.capes.gov.br ou ligue para o número (81) 2126-8593.

Fonte: DP

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Disseminação das estratégias


 webcast
Aprendizado organizacional

Assista o webcast sobre Disseminação das estratégias apresentado por Ricardo Vacaro, diretor-geral da RL Sistemas de Higiene.

Vacaro apresentará as práticas relacionadas à disseminação das estratégias que contam com o envolvimento de todos os colaboradores e cujos resultados proporcionaram uma visão menos departamentalizada e melhor entendimento das estratégias.

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Case NASA: Mídias sociais como ferramenta para a gestão do conhecimento


Nasa Knowledge Management

Mensagens em tempo real no Twitter sobre a sonda espacial Phoenix em Marte ou sobre as missões da Nasa são os grandes exemplos da rapidez e transparência das mídias sociais como ferramenta para a gestão do conhecimento. Para contar como incluiu definitivamente a Nasa nas redes sociais, Jeanne Holm, Arquiteta da Informação da agência, apresentou palestra em São Paulo, no dia 26 de maio, durante o Global Make Conference (GMC), evento de gestão do conhecimento.

Até pouco tempo atrás, muitos americanos achavam que o trabalho realizado pela Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, se limitava às missões espaciais para outros planetas e o envio de satélites para fotografar Marte. Mudar esta percepção foi um dos principais desafios encontrados por Jeanne Holm. “Além de notícias de missões espaciais, precisávamos divulgar aos cidadãos os projetos voltados para a própria Terra, entre eles as pesquisas sobre o meio ambiente e desenvolvimento de tecnologias que em breve serão utilizadas no dia-a-dia das pessoas”, afirmou a profissional.

redes_sociaisPara isso, há cerca de quatro anos, Jeanne Holm começou a utilizar as mídias sociais para compartilhar, arquivar e trocar informações com os americanos, além de desenvolver conteúdo que seja realmente relevante à população. Atualmente, a agência conta com mais de 32 perfis oficiais no Twitter, 23 comunidades no FaceBook, cinco perfis no MySpace, 12 canais no YouTube e quatro ilhas no mundo virtual Second Life. Para isso, a Nasa conta com um time de profissionais que trabalham na agência. Pelas contas de Jeanne, o acesso ao site da agência pode chegar a 350 milhões de pessoas por ano.

Participação

Para incentivar a participação dos usuários, além dos fóruns, a agência criou perfil de seus astronautas e das missões em andamento, permitindo maior interação com o público a partir da facilidade de uso das redes sociais. “Por exemplo, no FaceBook temos o perfil de nossos principais astronautas em missão e que, além de tirar dúvidas, contam um pouco do que está acontecendo no espaço e se tornam amigos dos usuários. Já no Second Life organizamos eventos com astronautas em que as pessoas podem participar e conversar com os profissionais”, disse Jeanne.

De acordo com ela, a seleção das redes sociais em que a Nasa participa hoje é bastante criteriosa e leva em conta não só o número de participantes, mas também a busca por conhecimento e aprendizado, despertada em cada uma delas.

“Estamos presentes em redes sociais onde a população americana está e, principalmente, que tenha o propósito de aprendizado e troca de informações. Algumas redes sociais são muito “sociais” e a maioria dos participantes não está muito interessada em aprender. Tais comunidades não se encaixam no perfil das que a Nasa procura”, explicou.

Casos de Sucesso: Empresário mineiro inova e cria conversor de combustível


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Empresa Exsto, de S. Rita do Sapucaí, inova ao construir equipamento que propicia mais economia e menos emissão de gases. Projeto foi apoiado por Fapemig, CNPq e Sebrae

Permitir a opção de usar mais de um tipo de combustível, possibilitar a economia e ajudar na preservação do meio ambiente. Esses são conceitos relacionados ao desenvolvimento do Ecoflex Auto, dispositivo que adapta um veículo para o uso de dois a três tipos de combustíveis. O produto é desenvolvido pela empresa Exsto, localizada no polo tecnológico de Santa Rita do Sapucaí, município conhecido como Vale da Eletrônica.

César Alckmin, engenheiro e diretor administrativo da Exsto, conta um pouco do seu trabalho na série de programas de rádio “Faça Diferente”, produzida pelo Sebrae, em parceria com a Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), e transmitida para todo o Brasil. O programa vai ao ar na quarta-feira (20/05).

A Exsto começou suas atividades em 2001, dentro da Incubadora de Empresas Municipal, mantida pela prefeitura. A empresa produz bancadas didáticas para laboratórios e conversores de combustível.

Alckmin lembra que, após deixarem a incubadora, ele e seu sócio, José Domingos Adriano, foram procurados por uma empresa de Ribeirão Preto (SP) interessada na fabricação dos conversores. “Ficava caro pôr a idéia em prática. Tivemos de buscar recursos”, conta o empresário.

O projeto foi viabilizado com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), do CNPq e do Sebrae em Minas Gerais. O CNPq cedeu bolsistas para ajudar no trabalho, a Fapemig financiou o projeto e o Sebrae/MG ofereceu recursos para a contrapartida da empresa, por meio do Sebrae Tec (mecanismo que tem como finalidade promover a melhoria e a inovação de processos e produtos de micro e pequenas empresas), e para consultorias tecnológicas.

ecoflex_1O Ecoflex Auto existe em dois formatos: o conversor bicombustível e o tricombustível. O primeiro possibilita que um automóvel a gasolina também possa circular com álcool. Já o tricombustível permite que um veículo a gasolina funcione com álcool e ainda com o Gás Natural Veicular (GNV). O conversor bicombustível foi lançado em julho de 2008 e o tricombustível deve chegar ao mercado ainda este ano.

Menos emissão de gases

Para que o carro possa ter o Ecoflex Auto instalado, é necessário que possua direção hidráulica. “Parte significativa de nossa frota poderia utilizar conversores”, afirma César. Segundo ele, ao usar outros combustíveis que não sejam a gasolina, como o álcool e o GNV, além de economizar, o condutor diminui o nível de poluição na atmosfera. “O álcool reduz em até 30% a emissão de gases tóxicos. Com o GNV a diminuição pode ser de até 70%”, calcula Alckmin.

O conversor bicombustível custa R$ 250. Segundo César, quem adquirir o produto cobre os gastos em apenas três meses, por conta da economia de combustível.

Na opinião do diretor-administrativo da Exsto, que participa do programa de rádio “Faça Diferente”, promover a inovação significa buscar soluções para problemas da sociedade. “A inovação precisa entrar no mundo real, ser aplicada na prática e causar impacto na vida das pessoas”, opina.

O empresário mineiro se diz otimista pela perspectiva de que a inovação se dissemine por micro e pequenas empresas e pelo país, por conta dos recursos reservados a este fim nos últimos anos pelos órgãos de fomento federais, estaduais, como as fundações de apoio à pesquisa, e o Sebrae.