Hernan Chaimovich é indicado presidente do CNPq


O bioquímico Hernan Chaimovich aceitou o convite do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, para ocupar o cargo de presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Chaimovich é coordenador do programa Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

“Trata-se de uma nova responsabilidade e espero que a minha longa experiência em Ciência e Política Científica nacional e internacional possa ser útil para o desenvolvimento harmônico da Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil”, disse Chaimovich.

Chaimovich graduou-se na Faculdade de Ciências Farmacêuticas e Químicas da Universidade do Chile, em 1962. Veio para o Brasil com bolsa da Fapesp, fez doutorado na Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorado nas universidades da Califórnia, em Santa Bárbara, e Harvard, nos Estados Unidos. Foi professor nas universidades do Chile e livre docente, professor adjunto e professor titular de Bioquímica do Instituto de Química da USP.

Paralelamente à atividade científica, à formação pessoal e à docência, ocupou posições de chefe de Departamento de Bioquímica da USP em duas gestões, implantou e coordenou o curso de Ciências Moleculares da USP, dirigiu o Instituto de Química, integrou o Conselho Universitário por quase 20 anos, ocupou o cargo de pró-reitor de Pesquisa da USP entre 1997 e 2001 e de vice-diretor do Instituto de Estudos Avançados da USP.

Chaimovich foi presidente da Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular e é membro da Academia Brasileira de Ciência (ABC), atualmente ocupando a posição de vice-presidente.

Também no exterior tem participação ativa em política científica. Foi diretor do International Council for Science (ICSU) e seu vice-presidente, fundou a Rede Interamericana de Academias de Ciências (IANAS), da qual foi copresidente por seis anos, e tem participado de estudos internacionais sobre biossegurança, biosseguridade e sobre tratados de armas químicas e biológicas.

Em novembro de 2014, a convite da Academia de Ciências da Nicarágua, organizou e copresidiu um workshop com especialistas internacionais para analisar e levantar questões sobre o impacto ecológico, econômico e social de um canal interoceânico que está sendo construído pelo governo da Nicarágua em parceria com um investidor chinês.

Ao longo de sua carreira de pesquisador, publicou centenas de artigos científicos em revistas científicas. Um dos primeiros artigos de sua carreira científica, “Kinetic studies and properties of potato apyrase”, publicado no Archive of Biochemistry and Biophysics, em 1965, junto com Aída Traverso e Osvaldo Cori, é citado até hoje.

Dentre as contribuições se destacam “Conceptual Framework for Ion-Exchange in Micellar solutions”, publicado no Journal of Physical Chemistry em 1979, no qual, junto com Frank H. Quina, descreve a metodologia de análise da velocidade de reações em sistemas complexos, e o artigo “Pumping Plants”, publicado na Nature em 1995, junto com Anibal Vercesi, Iolanda M. Cuccovia e colaboradores, que abriu uma nova forma de ver a função de um grupo de proteínas na função mitocondrial.

 

Fonte: ANPEI

Aldo Rebelo recebe antecessores no MCTI


O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, recebeu em seu gabinete, nesta semana, a visita de três ex-titulares da pasta: Marco Antonio Raupp, Roberto Amaral e Sergio Rezende. Nos encontros, os antecessores falaram de suas experiências à frente do ministério e trataram sobre questões diversas relacionadas à área.

Raupp, que comandou o MCTI no período de janeiro de 2012 a março de 2013, esteve com Aldo no dia 19 de janeiro. Nortearam a conversa assuntos como o desenvolvimento tecnológico no País. Entre os pontos, iniciativas em andamento no Parque Tecnológico de São José dos Campos (PqTec-SJC), no estado de São Paulo, do qual Raupp é diretor-geral. “Uma reunião muito positiva”, definiu.

Também o ex-ministro Roberto Amaral, que se reuniu com Aldo Rebelo no dia 21 de janeiro, aproveitou o encontro para relatar um pouco sobre a sua experiência quando esteve no comando da pasta, de janeiro de 2003 a janeiro de 2004. Entre os temas pelos quais eles passaram está o Programa Espacial Brasileiro.

A conversa com Sergio Rezende girou em torno do sistema de ciência e tecnologia, que, na sua visão, deve ser visto de forma ampla, sem deixar de considerar programas estratégicos para o Brasil, como os das áreas nuclear, espacial e de luz síncrotron. “Temos muitas opiniões convergentes e ele [Aldo Rebelo] tem uma visão bastante ampla e aberta do sistema”, comentou o ex-ministro, que conduziu a pasta entre julho de 2005 e dezembro de 2010.

 

Fonte: ANPEI

Recursos para ciência e tecnologia somaram R$ 2 bi em 2008


Recursos para ciência e tecnologia

Recursos para pesquisa

“Eles têm aumentado consideravelmente. O principal fundo de apoio à pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia, fora das universidades, é o Fundo Nacional de Desenvolvimento Cientifico Tecnológico (FNDCT). O fundo teve em 2002 R$ 350 milhões executados. Em 2008 esse número já alcançou R$ 2 bilhões. Os recursos estão aumentando. Tivemos esse ano, uma crise econômica mundial. Apesar da crise econômica mundial, os recursos para ciência e tecnologia não estão diminuindo esse ano em relação a 2008.”

Fomento para novas empresas

“Temos avançado muito nesse setor. Empresas tradicionais não têm a cultura de fazer inovação, de investir num processo de investigação, porque isso demora tempo, mas estamos de qualquer maneira ampliando as ações para empresas tradicionais. O grande campo no Brasil é exatamente estimular novas empresas de tecnologia, aquelas que são criadas por pesquisadores das universidades, por técnicos e estudantes.”

Primeira Empresa Inovadora

“O programa Primeira Empresa Inovadora (Prime) oferece recursos para empresas criadas até dois anos. São recursos não-reembolsáveis. Para recebê-los, as empresas entram numa competição muito grande. Para fazer essa competição em todo o País, a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) credenciou 17 incubadoras de empresa. Existem mais de três mil empresas inscritas no Programa. As empresas novas estão recebendo apoio para o financiamento.”

Monitoramento da Amazônia

“O controle do Brasil sobre a Floresta Amazônica melhorou muito nos últimos dez anos em grande parte porque hoje temos um sistema de satélite, desenvolvido junto com a China, que é o CBERS. Ele passa a cada 1h40 pela mesma latitude em torno da Terra, dando 13 voltas por dia, fotografando, mandando eletronicamente as imagens para uma estação que tem em Cuiabá. Não é um monitoramento diário porque a cada hora o satélite passa por um local diferente. A cada 15 dias temos o retrato da Amazônia. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) fornece aos órgãos de fiscalização a imagem do que está ocorrendo. Pelo controle do Inpe houve um aumento do desmatamento há um ano e meio. Há dois anos, o governo tomou medidas não só de fiscalização, mas de restrição. Por exemplo: atualmente os bancos oficiais estão exigindo certificação da origem do gado para que os frigoríficos tenham financiamento.”

Base de Alcântara

“O programa brasileiro tem dois principais componentes: um é o de fabricar satélites, e no momento o Inpe já tem a competência para fabricar satélites de observação da Terra, e está fazendo isso. A outra linha é a de colocar um satélite em órbita. A base de Alcântara tem essa finalidade: soltar foguetes que coloquem o satélite em órbita. Ocorre que para lançá-lo precisa ter o domínio do combustível e o Brasil ainda não domina completamente essa tecnologia. A torre que havia em Alcântara era usada experimentalmente para lançar foguetes, que não conseguia colocar o objeto em órbita. Eram foguetes experimentais, que subiam um certo número de quilômetros e caíam no mar e eram estudados. Houve aquele acidente sério e tivemos muitas dificuldades desde 2004 porque foi realizada uma licitação para uma empresa reconstruir a torre. A empresa que perdeu entrou na justiça. Só agora a torre de Alcântara está sendo reconstruída e estará pronta antes do final do ano. Isso atrasou os testes. Fizemos um acordo com a Ucrânia e criamos uma empresa binacional que chama Alcântara Cyclone Space. Ano que vem, receberemos um foguete feito na Ucrânia, grande fornecedora do programa espacial da União Soviética. O primeiro foguete será inteiramente ucraniano, mas o segundo já terá componentes nacionais. ”

Formação de Mestres e doutores

“O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) foi criado em 1951. Nas décadas de 50 e 60 e um pouquinho em 70 a maior parte dos bolsistas iam para o exterior. Atualmente, o CNPQ tem cerca de 70 mil bolsas de pós-graduação e, dessas, apenas duas mil para outros países. Passamos a ter no Brasil programas de mestrado e doutorado de qualidade internacional. Muitos bolsistas nem querem ir para o exterior. E, aqueles que querem, entram numa competição muito grande, porque o número de bolsas é pequeno. Há uma expansão do Sistema Universitário. Empresas estão contratando, principalmente mestres, mas também doutores e em muitas áreas faltam pessoas. Em 1987, o Brasil formou aproximadamente mil doutores e quatro mil mestres. No ano passado, formamos cerca de 40 mil mestres e doutores. Em 21 anos, aumentamos o número de mestres e doutores por um fator dez.”

Ciência nas escolas

“O Ministério da Educação tem um programa de colocar laboratórios de informática em todas as escolas públicas de todos os níveis. São poucas federais, mas são muitas estaduais e municipais. Já há laboratório de informática em cerca de 70 mil escolas de ensino médio em operação. Elas estão sendo gradualmente interligadas à internet por um programa que o governo federal lançou no ano passado. Teremos até o final deste ano cerca de 50 mil escolas públicas ligadas e alguns governos estaduais estão tomando iniciativas para melhorar isso. Como a Educação ficou meio desassistida durante muito tempo, não se resolve o problema da educação de uma hora para outra. É preciso um conjunto de programas. Há uma melhora considerável no uso de tecnologias e no resultado do ensino público no Brasil.”

Opinião da Cysneiros Consultores:

Flammarion Cysneiros - CEO - ICOMUNI ConsultoriaPara Flammarion Cysneiros, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento de Projetos da ICOMUNI Consultoria, esta fluxo contínuo de incentivo à inovação no Brasil, já têm gerado resultados positivos, e vai colocar o País em destaque no cenário mundial nos próximos anos. “

A ICOMUNI Consultoria empresa há mais de 5 anos no mercado, potencializa o surgimento e crescimento de empreendimentos inovadores no estado de Pernambuco,  e planeja ampliar sua atuação para os demais estados da Região.

Contato: inovacao@icomuni.com.br

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