Programa de incubação vai apoiar dez empresas da Mata Sul do Estado


 

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A unidade do Sebrae Mata Sul lança o Programa de Incubação de Empresas (I.D.E.I.A.) no Cabo de Santo Agostinho, Região Metropolitana do Recife. 

O objetivo da iniciativa é selecionar dez empresas das áreas de Tecnologia da Informação (TI) e comércio. A coordenadora do I.D.E.I.A., Andréa Viana, explica que serão feitos dois tipos de seleção. “A empresa que ainda não tem um plano de negócios pronto deve se candidatar primeiro para a pré-incubação, ou seja, para a incubação de projetos e ideias. Ela será encaminhada para o projeto PROPRIO do Sebrae, e depois que apresentarem viabilidade serão incubadas”, diz.

As empresas prontas poderão se inscrever diretamente no edital de Incubação de Empresas, preenchendo o formulário que vai estar disponível no site do I.D.E.I.A. “Vamos avaliar o resumo executivo dessas empresas para selecioná-las”, afirma Andréia. Atualmente existem três empresas incubadas, uma de design, logística e uma de softwares e sistemas.

O gerente da unidade Sebrae da Mata Sul, Gustavo Aguiar, explica que o projeto de incubação visa reduzir as estatísticas de abandono dos empreendimentos – segundo ele, atualmente, mais da metade nos novos negócios fecha nos primeiros dois anos.

“A incubação para a empresa é análoga à incubação do ser humano: quando um bebê nasce mais frágil, ele vai para uma incubadora, recebe medicamentos. Na incubadora, a empresa tem todo suporte técnico de consultoria e capacitação, principalmente em gestão empresarial, para que ela torne mais competitiva do mercado”. 

Ainda segundo ele, as empresas escolhidas não terão custo nenhum com o projeto. “Se o empresário tem uma ideia, ele vai colocá-la no papel, em um plano de negócios, e vamos analisar a viabilidade dela – concorrentes, fornecedores, clientes, faturamento mínimo para cobrir custos fixos e variáveis, retorno e como essa empresa vai remunerá-lo”.

A ação acontecerá no Auditório do Sebrae Mata Sul, que fica na Rua Vigário João Batista, 154, centro do Cabo de Santo Agostinho e é gratuita. Mais informações pelo telefone (81) 3521-2270.

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Programa de Incubação de Empresas SEBRAE


Programa de Incubação de Empresas SEBRAE

A princípio, serão selecionadas dez empresas das áreas de comércio, indústria e serviços.

Os empresários que possuem um projeto, mas não têm meios para colocá-lo em prática, poderão participar do processo de incubação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) Mata Sul. O edital para inscrição das empresas será divulgado amanhã, durante o lançamento do Programa de Incubação de Empresas.

A princípio, serão selecionadas dez empresas das áreas de comércio, indústria e serviços. “A escolha será por meio de uma banca de avaliação. Um grupo de profissionais avaliará se o plano de ação da empresa corresponde aos pré-requisitos previstos no edital”, afirmou o gerente da unidade de negócios do Sebrae Mata Sul, Gustavo Aguiar.

Com a incubação, o Sebrae oferecerá estrutura e capacitação para que novos empreendedores lancem projetos. Segundo Aguiar, por meio da incubação, as empresas poderão melhor desenvolver os projetos. “Estando incubada, a empresa poderá se desenvolver de maneira mais sustentável, já que terão suporte técnico”, destacou.

De acordo com Aguiar, o primeiro passo para participar do programa é elaborar um plano de negócio. “Uma boa ideia muitas vezes pode não ser viável. O instrumento que reduzirá os riscos de a ideia não funcionar é o plano de negócios”. No lançamento do edital, o coordenador da Rede de Parques e Incubadoras de Empresas de Pernambuco (Incubatec), Maurício Schnecko, realizará a palestra “Empreendedorismo e Incubação de Empresas”.

Experiência de empresário mostra caminhos para a inovação


Incubadora INCUBATIC ICOMUNI RECIFE

Incubadoras, instituições de tecnologia, consultorias tecnológicas e cursos do Sebrae são ferramentas que auxiliam micro e pequenas empresas a entrarem no mundo da inovação

Ter uma idéia e transformá-la em negócio inovador é um desafio grande para empreendedores. Muitos se perguntam: o que fazer para alcançar a tão sonhada inovação? A trajetória do empresário de São Paulo Mervyn Lowe indica o caminho das pedras para alcançar o sucesso.

Ele começou a trabalhar no projeto de um negócio próprio no ano de 2003, após sair de uma grande empresa que havia falido. “Acabei encontrando o meu atual sócio que tinha um projeto de pesquisa fantástico para apoio educacional”, conta. A idéia era desenvolver softwares educativos e interativos de alta resolução gráfica com foco nas disciplinas de Biologia, Geografia e Química.

Em 2004, na primeira reunião com um cliente, eles conseguiram vender o projeto, antes mesmo de formar a empresa. Após a conclusão desse primeiro projeto, a empresa P3D Tecnologia da Imagem, já aberta, foi selecionada pelo Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec) ligado à Universidade de São Paulo (USP).

Após a seleção, eles tiveram o primeiro desafio: precisavam de capital para entrar na incubadora. “Ficamos sabendo que o projeto era interessante, mas precisava de muito dinheiro para colocá-lo em prática. O problema é que, em geral, quando a empresa é muito incipiente, os fundos não costumam apoiar”, explica. A saída foi levantar o capital com conhecidos que acreditaram no projeto, especialmente por conta dele já contar com o aval do Cietec.

Conquistasp3d

A P3D ficou incubada durante três anos e meio, sendo graduada em 2007. “Valeu muito a pena, pois a incubadora dá todo o respaldo para a empresa estruturar o negócio. Geralmente falta ao empresário o conhecimento de administração e de gestão e isso pode ser adquirido em incubadoras”, destaca.

Porém, sair da incubadora é outro desafio para as empresas. Mervyn destaca que um dos pontos a considerar é que naquele ambiente alguns custos estavam incluídos na estrutura da instituição incubadora, como limpeza, segurança e espaço para reuniões. “Foi um choque quando saí e tive que gastar com essas coisas que são importantes para a empresa funcionar, mas não estão no foco de atuação dela. A incubadora prepara o empresário a andar com as próprias pernas, mas é preciso correr atrás para crescer como empresário”, conta.

Atualmente, a P3D emprega 20 pessoas e seus softwares estão presentes em 200 escolas no Brasil. Esse material educacional já tem tradução em oito idiomas atendendo a cerca de 20 países. Mervyn ressalta também que nessa caminhada a empresa contou com o respaldo de organismos de fomento como Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Contou também com o apoio do Sebrae em São Paulo e de consultorias e treinamento de professores da USP e técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

Após tantas conquistas Mervyn dá o recado aos empresários. “Ter o apoio de uma incubadora é um excelente caminho, especialmente porque essas instituições dão respaldo ao projeto, o que facilita a obtenção de financiamento. Também é importante trocar experiências com outros empresários e sempre ver uma oportunidade em tudo o que aparecer”, diz.

Caminhos

Para os empresários que quiserem seguir o exemplo da P3D, é importante saber que existem diversas ferramentas de apoio à inovação. Para isso, o empresário precisa ter foco e buscar informações complementares de mercado e de gestão. Deve verificar se pode realizar o seu projeto sozinho ou se é necessário o apoio de técnicos e instituições parceiras. Precisa medir o risco da inovação e fazer todo o planejamento técnico-financeiro para saber quanto irá investir, quando irá lançar e o tempo de retorno dessa inovação.

O gerente de Inovação do Sebrae, Edson Fermann, destaca também que as micro e pequenas empresas devem optar, primeiramente, por inovações de baixo custo. “As inovações organizacionais e as de marketing, por exemplo, são as primeiras que devem ser buscadas por esse segmento uma vez que o risco e os custos são baixos e o tempo de retorno é quase imediato”, explica. “Dessa maneira, além de se manter competitiva a empresa poderá aumentar os recursos próprios para buscar e bancar uma inovação radical, fazendo algo totalmente novo, principalmente em produto e processo”, completa.

Outra dica para os empresários é buscar interação com fontes de conhecimento, como Sebrae, universidades, instituições de pesquisa, incubadoras e arranjos produtivos locais. Também é importante interagir com instituições de fomento e apoio à inovação como Ministério da Ciência e Tecnologia, Ministério do Desenvolvimento (Mdic), Finep, Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), Movimento Brasil Competitivo e Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (PROTEC).
SEBRAEApoio do Sebrae

Para sensibilizar e mobilizar os empresários para a necessidade de inovar em seus negócios, o Sebrae está realizando em todo o País, nas capitais e nas cidades do interior, 300 workshops. A instituição também distribui cartilhas sobre o assunto para empresários que participam de projetos do Sebrae. Neste mês de maio começou a ser veiculado programa de rádio com a temática da inovação. Com 120 episódios, é divulgado por 850 emissoras. Além disso, 5 mil empresários serão capacitados em cursos de gestão e estratégias de inovação. Em 2010 serão mais 10 mil empresários.

O Sebrae investe ainda no desenvolvimento do projeto Agentes Locais de Inovação. A ideia é levar soluções inovadoras para dentro das empresas por meio de agentes, que são pessoas com até três anos de formadas e capacitadas pelo Sebrae. O projeto está no Distrito Federal e em 17 estados do País (Paraná, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe, Acre, Amazonas, Amapá, Rondônia, Roraima, Tocantins e Pará).

Incubadora do Cone Leste recebe projetos de novas empresas


Incubadora de Negócios do Cecompi

Podem participar também empresas iniciantes e inovadoras que buscam o apoio de uma incubadora para estabelecer-se e crescer

Agência Sebrae

A Incubadora de Negócios do Cecompi (Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista), apoiada pelo Escritório Regional do Sebrae-SP em São José dos Campos, está com 10 vagas abertas para projetos de novos empreendimentos nas áreas de eletrônica embarcada, saúde, tecnologia da informação e comunicação, tecnologias mecânicas e de serviços. Para participar do processo seletivo, é preciso que os empreendedores tenham um projeto inovador nessas áreas e que desejem abrir sua própria empresa. Podem participar também empresas iniciantes e inovadoras que buscam o apoio de uma incubadora para estabelecer-se e crescer.

As ideias, projetos ou empresas que forem aprovadas receberão apoio, como infraestrutura física para se instalar nas dependências da Incubadora, localizada no Parque Tecnológico da cidade, orientação para elaboração de plano de negócios e consultoria nas áreas jurídica, de marketing e de finanças. Os interessados devem buscar o edital disponível no site da incubadora (www.incubadoradenegocios.org.br) e providenciar a documentação solicitada até o dia 30 de maio.

Incubadoras

CecompiA Incubadora de Negócios do Cecompi foi inaugurada em 2005 e tem como parceiros a Prefeitura Municipal e o Sebrae-SP em São José dos Campos. O Sebrae-SP regional também apoia outras quatro incubadoras: Incubaero, Incubadora Univap-Revap, Incubadora da Universidade do Vale do Paraíba (Univap) e Incubadora de Jacareí. Em 2008, as empresas ligadas a estas incubadoras geraram 398 novos postos de trabalho e um faturamento de R$ 13,3 milhões. As incubadoras de empresas oferecem serviços especializados, consultoria e uma série de outros benefícios, como a intermediação com instituições de ensino e pesquisa, órgãos públicos e privados. Elas desempenham importante papel no fortalecimento e na estruturação dos micro e pequenos negócios, contribuindo, assim, para o sucesso do empreendimento.

No Brasil, as primeiras incubadoras começaram a ser estruturadas em 1988. Os dados mais recentes da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), de dezembro de 2007, registram a existência de 393 incubadoras no País.