A Metodologia CERNE


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O Conceito

O Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos (Cerne) é uma plataforma que visa promover a melhoria expressiva nos resultados das incubadoras de diferentes setores de atuação. Para isso, determina boas práticas a serem adotadas em diversos processos-chave, que estão associados a níveis de maturidade (Cerne 1, Cerne 2, Cerne 3 e Cerne 4). Cada nível de maturidade representa um passo da incubadora em direção à melhoria contínua.

O objetivo do Cerne é oferecer uma plataforma de soluções, de forma a ampliar a capacidade da incubadora em gerar, sistematicamente, empreendimentos inovadores bem sucedidos. Dessa forma, cria-se uma base de referência para que as incubadoras de diferentes áreas e portes possam reduzir o nível de variabilidade na obtenção de sucesso das empresas apoiadas.

O MODELO CERNE

Princípios

A definição e o detalhamento dos sistemas relativos aos processos-chave a serem implantados são muito importantes para que as incubadoras obtenham melhorias significativas na geração de empreendimentos inovadores e de sucesso. Antes disso, entretanto, é importante compreender o conjunto de princípios sobre os quais os processos e práticas estão estruturados.

Foco nos empreendimentos:  a ação da incubadora deve ser focada na agregação de valor para os empreendimentos apoiados. Assim, toda a atenção da equipe de gestão da incubadora deve ser no sentido de identificar dificuldades e oportunidades, de forma a acelerar e ampliar o sucesso dos empreendimentos.

Foco nos processos:  os processos utilizados pela incubadora influenciam os resultados obtidos. Dessa forma, para melhorar os resultados finais (número de empresas graduadas, taxa de sucesso, entre outros) a incubadora deve focar nos processos que definem esses resultados.

Ética: as ações da incubadora e das empresas incubadas devem estar em sintonia com os valores da sociedade.

Sustentabilidade:  a incubadora deve ser economicamente viável, socialmente justa e ambientalmente correta.

Responsabilidade:  a incubadora deve responder por suas ações e omissões, agindo de maneira ativa para melhorar a sociedade da qual faz parte.

Melhoria contínua: este princípio implica que a incubadora deve aprimorar, continuamente, seus processos e resultados.

Desenvolvimento humano:  a incubadora deve dar prioridade à evolução pessoal e profissional dos membros da equipe de gestão, enfatizando a autogestão e o autocontrole.

Gestão transparente e participativa:  as ações da incubadora devem ser realizadas de forma colaborativa. Adicionalmente, todos os processos e resultados devem ser informados de forma transparente aos diferentes atores do processo de inovação.

A estrutura

O modelo Cerne está estruturado em três níveis de abrangência:

1. Empreendimento:  inclui os sistemas relacionados diretamente com a operacionalização do empreendimento, tendo como foco os sistemas que possibilitam às empresas apoiadas desenvolverem seus produtos e serviços, acessarem capital e mercado, realizarem a gestão do negócio e promoverem o desenvolvimento pessoal dos empreendedores.

2. Processo: tem como foco os sistemas de prospecção, geração, desenvolvimento e graduação de empreendimentos inovadores, ou seja, sistemas que viabilizam a transformação de ideias em negócios.

3. Incubadora: a gestão da incubadora como um empreendimento é o principal foco desse nível, com destaque para sistemas referentes a finanças, pessoas e ao relacionamento da incubadora com o entorno.

Níveis

Em função da complexidade e do número de processos-chave a serem implantados, o Cerne foi estruturado como um Modelo de Maturidade da Capacidade da incubadora em gerar, sistematicamente, empreendimentos de sucesso. Para isso, foram criados quatro níveis crescentes de maturidade.

A lógica escolhida para estruturar os níveis de maturidade foi organizá-los a partir de “Eixos Norteadores”: empreendimento, incubadora, rede de parceiros e melhoria contínua (inovação).

Cerne 1: neste primeiro nível, todos os sistemas implantados pelos processos-chave estão diretamente relacionados ao desenvolvimento dos empreendimentos. Nesse sentido, além de sistemas como qualificação, assessoria e seleção, foram incluídos aspectos relacionados à gestão da incubadora, os quais, por sua vez, mantêm uma relação muito estreita com o desenvolvimento dos empreendimentos, a exemplo da gestão financeira e a gestão da infraestrutura física e tecnológica. Ao atingir esse nível, a incubadora demonstra que tem capacidade para prospectar e selecionar boas ideais e transformá-las em negócios inovadores bem sucedidos, sistemática e repetidamente.

Cerne 2: o foco deste nível é garantir uma gestão efetiva da incubadora como uma organização. Assim, além de garantir a geração sistemática de empreendimentos inovadores (foco do Cerne 1), a incubadora utiliza todos os sistemas (implantados pelos processos-chave) para uma gestão focada em resultados.

Cerne 3: o objetivo deste nível é consolidar uma rede de parceiros, com vistas a ampliar a probabilidade de sucesso dos empreendimentos apoiados. Assim, nesse nível, a incubadora reforça sua atuação como um dos “elos” da rede de atores envolvidos no processo de inovação.

Cerne 4: neste nível, a partir da estrutura implantada nos níveis anteriores, a incubadora possui maturidade suficiente para consolidar seu sistema de gestão da inovação. Com isso, além de gerar empreendimentos inovadores, gerir de forma efetiva a incubadora como organização e participar ativamente da rede de atores envolvidos no processo de inovação, a incubadora passa a gerar, sistematicamente, inovações em seus próprios processos.

Cada nível de maturidade (Cerne 1, Cerne 2, Cerne 3 e Cerne 4) representa um passo da incubadora em direção à melhoria contínua, ampliando sua capacidade em gerar empreendimentos de sucesso.

Cada nível de maturidade contém um conjunto de processos-chave que procuram garantir que a incubadora esteja utilizando todas as boas práticas relacionadas àquele nível de maturidade.

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Workshop de Nivelamento

Ementa: revisão de conteúdo do termo de referência para fixação de conceitos e abordagem sucinta sobre a metodologia de implantação dos níveis de maturidade Cerne, bem como dos requisitos para obtenção e manutenção do credenciamento.

Conteúdo: vocabulário Cerne, princípios e estrutura do modelo, lógica de organização, processos-chave referentes a cada nível de maturidade, práticas-chave relativas a cada sistema; ciclo PDCA; etapas do processo de credenciamento; Autoavaliação e ferramentas disponíveis.

Fonte: Anprotec/Cerne

Mais informações:

Consultoria de Apoio à Implantação
Cysneiros e Consultores Asssociados
www.cysneiros.com.br
E
-mail: contato@cysneiros.com.br
Fone: (81) 3445-2956

 

Missão brasileira vai à China e à Finlândia por inovação empresarial


O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) realiza, entre 26 de maio e 6 de junho, a Missão Técnica e Empresarial 2014, com destino à China e à Finlândia. “O objetivo é fortalecer as relações entre os países na área de inovação, com foco no estabelecimento e gestão de parques tecnológicos e na criação de parcerias Brasil-China e Brasil-Finlândia entre empresas de base tecnológica”, explica o chefe da assessoria de Assuntos Internacionais do ministério, Franklin Silva Netto.

A iniciativa é promovida em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e o Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti).

Segundo Franklin, a missão irá propiciar discussões sobre os modelos de inovação nos países participantes, além de visitas a parques tecnológicas e incubadoras de empresas. Também será uma oportunidade para gerar negócios entre os empresários que têm a intenção de internacionalizar os seus negócios.”

“Para os formuladores de políticas públicas, dirigentes das entidades de apoio e fomento e gestores dos parques tecnológicos no Brasil a atividade facilitará a reflexão sobre os modelos de gestão dos sistemas de inovação para promover avanços tecnológicos no desenvolvimento de pesquisa e inovação, novos produtos e processos tecnológicos”, avalia Franklin.

A missão está aberta à participação e podem se inscrever dirigentes de parques tecnológicos e incubadoras de empresas associadas à Anprotec, dirigentes das agências de fomento do governo federal e ministérios, secretários estaduais de ciência e tecnologia; presidentes de Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) ou instituições equivalentes.

São 40 vagas disponíveis e é preciso preencher e enviar o formulário de inscrição disponível no endereçohttp://www.anprotec.org.br/Relata/Formulario%20Inscricao_Missao%20Internacional_2014.docx. O prazo para a apresentação de candidaturas termina às 18 horas do dia 15 de abril.

Os documentos devem ser enviados aos cuidados de Aksara Somchinda, pelo e-mail: aksara@anprotec.org.br. Confira o regulamento da Missão Técnica Empresarial 2014 no endereçohttp://www.anprotec.org.br/Relata/Lancamento_Missao%202014.pdf.

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FONTE: ANPEI (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras)

 

Inscrições em economia criativa para incubadora do Porto Digital até dia 31.10


“O Porto Digital prorrogou para o próximo dia 31 de outubro o prazo final para inscrição de projetos no Centro de Empreendedorismo e Tecnologias da Economia Criativa do Porto Digital (Portomídia). Quem já se inscreveu na iniciativa poderá submeter novas versões dos trabalhos, se necessário.”.

 

Aqui segue o link do edital: http://migre.me/aKMoC

 

E aqui, o formulário de inscrição: http://migre.me/aKMth

 

(Fonte: Diário de Pernambuco)

 

 

 

 

 

Incubadoras reduzem risco de mortalidade entre startups


Reproduzido do EXAME.com

O ambiente de uma incubadora, como o nome sugere, é ideal para ajudar um empreendedor a amadurecer sua ideia e ser capaz, depois de um tempo, de caminhar com as próprias pernas. Há 28 anos no Brasil, o movimento de incubação de empresas evoluiu, mas ainda é menor do que em outros países, como Estados Unidos.

Segundo a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores. (Anprotec), o Brasil tem mais de 400 incubadoras distribuídas em 25 estados. Para a vice-presidente da instituição, Francilene Procópio Ferreira, “nos últimos 25 anos, o Brasil tem assimilado cada vez mais que as incubadoras são um viés importante para o desenvolvimento do empreendedorismo inovador”. Já o diretor do Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), Sérgio Risola, acredita que “o momento não é de expansão, o compasso é de manutenção”.

Mais de 6300 empresas participam desse ambiente e geram um faturamento médio anual de 2,5 bilhões de reais e, sem benefícios tributários, as empresas pagam 500 milhões de reais em impostos. As incubadoras mais conhecidas são as de base tecnológica, que exigem algum tipo de inovação envolvendo tecnologia. Há também incubadoras tradicionais, mistas, sociais e culturais.

Quem pode entrar
De acordo com a Anprotec, 10 mil negócios inovadores devem ser graduados até 2020. O Ningo, site que agrega comparação e compra online, é um delas. “A incubadora traz visibilidade e transfere credibilidade para a empresa, porque são projetos que já passaram por um crivo, foram avaliados por analistas em uma pré-seleção”, diz Paulo Rogério Vieira, cofundador do Ningo e que faz parte do Cietec. Além do espaço físico, as incubadoras oferecem cursos para capacitar os empreendedores que têm um projeto inovador

Estudantes, cientistas e empreendedores que tenham uma ideia e queiram fazer parte de uma incubadora precisam certificar-se de que seu projeto é inovador antes de participar do edital. “Entra quem tem um projeto inovador, já que a incubadora acaba sendo um elo entre a empresa e a instituição de conhecimento para ajudar a desenvolver o produto”, explica Evelin Astolpho, consultora do Sebrae/SP.

Entre os pré-requisitos está a demanda por um plano de negócios. Além disso, existe a necessidade de analisar as condições econômicas para o negócio surgir e crescer. “O ponto de entrada passa pela identificação do plano de negócios”, diz Francilene. Cada incubadora abre o edital para a seleção de empresas em uma data própria. Para participar, os empreendedores pagam uma taxa mensal que varia conforme a região e o local de incubação. No Cietec, em São Paulo, por exemplo, a taxa custa entre 950 e 1760 reais.

As áreas mais buscadas em incubadoras de base tecnológica são biomedicina, biotecnologia, multimídia, educação à distância, energias alternativas, tecnologia da informação, internet, instrumentação, automação, laser, mecânica de precisão, fitoterápicos, meio ambiente, novos materiais, química fina, softwares especialistas, telecomunicação e aplicações técnicas nucleares.

O processo tem dado bons resultados nos últimos anos. “O objetivo é investir em inovação e aumentar a longevidade dessas empresas, diminuindo o risco de uma morte súbita. Nas incubadoras, a mortalidade está abaixo de 30%”, diz a representante da Anprotec.

Desafios
As incubadoras são mantidas com o apoio de políticas públicas e outros parceiros, como o Sebrae, a FIESP e associações comerciais. Mesmo tendo atingido uma maturidade, as incubadoras ainda têm dois grandes desafios para ultrapassar.

Um deles é a sustentabilidade. “As incubadoras ainda são muito dependentes de recursos públicos. O que falta acontecer é uma revisão do modelo de gestão da incubadora, um processo interno, que envolve o entorno de onde ela está instalada”, diz Francilene.

Outro desafio é a criação de mais parcerias na rede de empresas. “Como elas estão se relacionando? Precisamos atuar em rede, aprendendo e trocando ideias para maximizar a capacidade desses negócios no mercado interno e externo”, explica.

Itep terá incubadora em Petrolina


Outra novidade é a tentativa do Itep de reestruturar a Incubadora Tecnológica do Agreste Central (Itac), que está instalada em Caruaru.

Após concluir o estudo de viabilidade econômica que demonstrou bons resultados, o Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep) deverá implantar, até o primeiro trimestre de 2010, uma incubadora em Petrolina. O objetivo é dar suporte tecnológico aos empresários ligados à fruticultura irrigada da região. De acordo com o coordenador de Incubadoras do Itep, Geraldo Magela, agora o segundo passo é definir o local que abrigará a estrutura e, em seguida, será aberta seleção dos projetos. Depois disso, serão realizadas as capacitações e consultorias em comercialização e vendas, gestão, planejamento estratégico e outros.

“Nos reunimos com representantes de diversas entidades, como a Valexport, Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para explicar como funciona o projeto e de que maneira eles podem nos ajudar no empreendimento e, assim, suprir as necessidades e gargalos tecnológicos da região. Inicialmente, a previsão é de abrir vaga para que cinco empresas sejam atendidas pela incubadora”, explicou Magela. Ainda segundo ele, caso o espaço estrutural seja cedido será feito investimento na ordem de R$ 50 mil em equipamentos. Depois que estiver funcionando, a incubadora deve operar com aproximadamente R$ 90 mil ao ano em capacitações e pagamento de funcionários.

Outra novidade é a tentativa do Itep de reestruturar a Incubadora Tecnológica do Agreste Central (Itac), que está instalada em Caruaru. “Em parceria com o Sebrae pretendemos ampliar o atendimento para outras cadeias produtivas da região, uma vez que atualmente a Itac desenvolve projetos para o setor de vestuário, que é o forte de Caruaru e cidades vizinhas”, contou. Até o próximo dia 30, o Itep – que conta com oito incubadoras distribuídas pelo Estado – lançará edital para atender projetos do Recife.
Flammarion Cysneiros - CEO - ICOMUNI ConsultoriaO Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento de Projetos da ICOMUNI Consultoria Flammarion Cysneiros, reforça a importância das micro e pequenas empresas de TI trabalharem em forma de consórcio para suprirem as demandas dos Arranjos Produtivos Locais (APL´s) do Estado. Já que isto é um projeto de lei e de políticas públicas para as Micro e Pequenas Empresas.

“Já temos iniciativas parecidas como esta sendo executadas, e micro e pequenas empresas formalizadas e/ou incubadas têm expertise técnico para suprir tais demandas. A idéia é atender as demandas dos Arranjos Produtivos Locais (APL´s) do Estado, coma substituição das importações, a geração de empregos e renda, absorção da mão de obra assim como a capitalização das empresas locais”, destaca Flammarion.

ICOMUNI Comunicação Mídias SociaisA ICOMUNI Consultoria é especialista em Gestão do conhecimento, em gerenciamento de projetos (PMI), gestão de processos, padronização de metodologias, capacitação e o treinamento, e na metodologia de desenvolvimento ágil de Projetos (SCRUM).

A Empresa Pernambucana ICOMUNI Consultoria sinalizou o interesse em suprir a demanda de projetos de TI desenvolvimento web na região. Para tanto as demandas de projetos de TI, para consultoria, gerenciamento, parcerias, orçamento e consócio de empresas podem ser enviadas através do e-mail: icomuni@icomuni.com.br.
Veja também
Mais informações sobre a empresa a INCUBATIC:

Jovens encontram apoio para projetos em incubadoras


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No Brasil, 25% dos empreendedores são jovens; incubadora é espaço para aprender a gerenciar um negócio

Brasília – Jovens antenados e que acreditaram nos projetos criados em plena faculdade a ponto de transformá-los em um negócio inovador. Assim podem ser apresentados os empreendedores Marcos Passos, 19 anos, e Frederico Biehl, 27 anos, que hoje têm empresas incubadas no Micro Distrito Industrial de Base Tecnológica (Midi Tecnológico), de Florianópolis (SC).

Eles são exemplos de jovens que têm aumentado sua participação na atividade empreendedora a cada ano, segundo dados da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2008. De acordo com a GEM, o Brasil alcançou o terceiro lugar no ranking mundial de países com grande número de jovens empreendedores. De todos os empresários do País, 25% são jovens. O Brasil fica apenas atrás do Irã (29%) e Jamaica (28%). São cerca de 3,82 milhões de jovens brasileiros à frente de negócios.

Marcos Passos é sócio e criador da Bookess, uma editora e biblioteca virtual. Nesse ambiente, o usuário pode criar o próprio livro. Lá também são encontradas obras de domínio público cujos direitos econômicos não são de exclusividade de nenhum indivíduo ou entidade. Por isso, é possível encontrar livros de Machado de Assis e de Antoine de Saint-Exupéry, como ‘O Pequeno Príncipe’.

Quando tinha 17 anos e entrou para a faculdade de Ciência da Computação, Marcos começou a desenvolver a Bookess. A idéia veio quando se programou para terminar de ler o livro ‘Fortaleza Digital’, durante uma viagem que fez. “Fiz tantos planos que acabei esquecendo o livro em casa. Aí percebi que se ele estivesse disponível na internet poderia lê-lo”, conta.

Solução

Esse problema acabou virando uma grande oportunidade. Marcos começou a trabalhar no desenvolvimento de uma ferramenta que possibilitasse a leitura de livros pela internet e foi além: criou também a função de biblioteca. O site Bookess foi lançado em abril do ano passado.

Na busca de aprimorar o serviço, em setembro do mesmo ano, ele enviou um plano de negócios para investidores. O processo, composto por um período de longa análise, entrevistas e testes, foi concluído no início deste ano, quando a Bookess conseguiu o aporte de capital.

O investimento trouxe muitas mudanças. Marcos mudou-se do Rio de Janeiro para Santa Catarina porque o contrato prevê que a empresa e o empreendedor devem estar num raio de 200 quilômetros do investidor. E, por isso, também teve que fazer transferência para outra faculdade.

Além disso, a empresa que já funcionava na incubadora MIDI Tecnológico, em Florianópolis, como incubada virtual, com menos benefícios, passou a ser incubada presencial. Isso trouxe além de mais benefícios, menos taxas. “Incubadora é um ambiente legal, rodeado de projetos inovadores. Estar em uma incubadora ajuda a empresa a se estruturar sem muitos gastos e também é aqui que temos acesso a uma série de serviços, como assessoria jurídica, assessoria de imprensa e de marketing”, destaca.

Nesse ambiente da incubadora, a cada dia o site Bookess é aprimorado. Já são três mil livros publicados. “As pessoas entram e enviam seus livros gratuitamente e é feita a publicação no site. Hoje, os três livros mais lidos ganham uma versão impressa. É a realização daqueles que sonham em ser escritores e não tiveram ainda uma oportunidade no mercado editorial”, ressalta. Quando um livro é publicado, não é apenas a impressão que o autor ganha, mas todo um processo para torná-lo oficialmente um autor no Brasil. A pessoa fica com registro no sistema internacional ISBN que identifica numericamente os livros segundo título, autor, país e editora.

Os serviços do site são totalmente gratuitos. Daqui a três meses, cada pessoa vai poder enviar o livro e recebê-lo impresso. Para isso, será cobrado apenas o custo de produção de um livro. O cálculo será feito em cima do número de páginas e pela impressão colorida ou preto e branco.

Para Marcos, o fato de ser jovem não gera preconceitos quando está à frente dos negócios. “Se às vezes a pouca idade pode parecer uma desvantagem na hora de conseguir investimento, é preciso buscar vantagens para suprir isso, como responsabilidade, idéia boa e original e a crença de que é possível concretizá-la”, diz. “O mercado sempre busca soluções para problemas antigos”, completa.

Na política

Frederico Biehl é outro exemplo. Seu negócio surgiu de um trabalho para a conclusão da graduação em 2005. A idéia veio do pai, que é político. “O objetivo era usar a tecnologia para atender ao cidadão, intensificando a interação do agente político com a sociedade”, explica. Trata-se de ferramenta on line que é usada pelos políticos, uma espécie de escritório virtual, para gerenciar informações no ambiente político. A ferramenta é chamada de Inteligência Política (Ipol).

Após o término da graduação, Frederico decidiu melhorar esse sistema para transformá-lo em produto. O site Ipol foi colocado no mercado em meados de 2007, quando a empresa Sintonia já estava incubada no Midi Tecnológico. Atualmente, 15 agentes políticos utilizam a ferramenta. Segundo ele, todo o crescimento que tiveram desde o lançamento do site vem do apoio da incubadora. “Não é em qualquer ambiente que você sai da sua sala e encontra um gênio na sala ao lado. Na incubadora, isso é possível. Já ocorreram várias situações em que o apoio de colegas ajudou muito. Apesar do foco dos negócios serem diferentes, estamos todos trabalhando com tecnologia”, destaca.

Programa de incubação vai apoiar dez empresas da Mata Sul do Estado


 

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A unidade do Sebrae Mata Sul lança o Programa de Incubação de Empresas (I.D.E.I.A.) no Cabo de Santo Agostinho, Região Metropolitana do Recife. 

O objetivo da iniciativa é selecionar dez empresas das áreas de Tecnologia da Informação (TI) e comércio. A coordenadora do I.D.E.I.A., Andréa Viana, explica que serão feitos dois tipos de seleção. “A empresa que ainda não tem um plano de negócios pronto deve se candidatar primeiro para a pré-incubação, ou seja, para a incubação de projetos e ideias. Ela será encaminhada para o projeto PROPRIO do Sebrae, e depois que apresentarem viabilidade serão incubadas”, diz.

As empresas prontas poderão se inscrever diretamente no edital de Incubação de Empresas, preenchendo o formulário que vai estar disponível no site do I.D.E.I.A. “Vamos avaliar o resumo executivo dessas empresas para selecioná-las”, afirma Andréia. Atualmente existem três empresas incubadas, uma de design, logística e uma de softwares e sistemas.

O gerente da unidade Sebrae da Mata Sul, Gustavo Aguiar, explica que o projeto de incubação visa reduzir as estatísticas de abandono dos empreendimentos – segundo ele, atualmente, mais da metade nos novos negócios fecha nos primeiros dois anos.

“A incubação para a empresa é análoga à incubação do ser humano: quando um bebê nasce mais frágil, ele vai para uma incubadora, recebe medicamentos. Na incubadora, a empresa tem todo suporte técnico de consultoria e capacitação, principalmente em gestão empresarial, para que ela torne mais competitiva do mercado”. 

Ainda segundo ele, as empresas escolhidas não terão custo nenhum com o projeto. “Se o empresário tem uma ideia, ele vai colocá-la no papel, em um plano de negócios, e vamos analisar a viabilidade dela – concorrentes, fornecedores, clientes, faturamento mínimo para cobrir custos fixos e variáveis, retorno e como essa empresa vai remunerá-lo”.

A ação acontecerá no Auditório do Sebrae Mata Sul, que fica na Rua Vigário João Batista, 154, centro do Cabo de Santo Agostinho e é gratuita. Mais informações pelo telefone (81) 3521-2270.

Site: http://www.ideiape.com.br