Aplicando o Deep Learning no mundo dos negócios


 

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Em pesquisas sobre o que a aplicação dos Deep Learning no mundo dos negócios, encontrei quatro artigos que inspirarão essa resposta. Confira abaixo:

1o Artigo:

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1. Rodrigo Strey eInteligência artificial: do conceito ao deep learning

A tecnologia beneficiará várias empresas com a melhoria de seus processos, ampliando suas logísticas e gerando diferencial competitivo.

Na década de 1990, a inteligência artificial era considerada ficção científica, e indicava que robôs seriam inteligentes e capazes de interagir com humanos. Hoje, com a informação cada vez mais acessível, entendemos que se trata de uma série de mecanismos e sistemas que podem ser integrados a diversas realidades e negócios.

A inteligência artificial começou em 1957 com os desenvolvedores Allen Newell e Herbert Simon e a tentativa de programar o comportamento humano para resolver problemas universais (GPS – General Problem Solver).

Em maio deste ano foi anunciada a criação da Associação Brasileira de Inteligência Artificial (Abria), que tem como objetivo mapear iniciativas brasileiras no setor de inteligência artificial (IA), incluindo a formação de mão de obra especializada e os esforços entre as empresas nacionais. Esse movimento reflete que, atualmente, a IA está impactando diretamente na economia.

Com a evolução da tecnologia e principalmente pela acessibilidade entre todos os dispositivos que convivemos, os produtos, os valores, as informações e a quantidade de pessoas interagindo criaram uma quantidade enorme de informações que se distancia muito da capacidade de absorção humana. Para refletir, basta se perguntar se hoje você consegue acompanhar todas as redes sociais e notícias que gostaria de estar atualizado.

Um dos grandes responsáveis pela evolução da IA no mundo é o brasileiro Eduardo Saverin, um dos fundadores do Facebook. Ele gerou um algoritmo, o Elo Rating System, que cria um ranking de jogadores de xadrez. Dessa forma, a rede social pôde vincular usuários criando um ranking de ações, que, por sua vez, influenciou inicialmente na inteligência da rede social e impactou em como nos comunicamos hoje.

Este conceito está cada vez mais acessível e, com a diminuição do custo computacional, várias empresas podem se beneficiar com a melhoria de seus processos, ampliando suas logísticas e gerando diferencial competitivo.

Atualmente há um grande esforço de tecnologias de nuvem, como Azure, Google e AWS, para oferecer soluções em IA. Dentre elas, destacam-se as de aprofundamento de aprendizado, robótica, assistentes pessoais digitais, processos de fila, processamento de línguas e capacidade de aprendizado por sensores, ou seja, a IoT (Internet das Coisas).

Com a capacidade de reconhecimento de imagens e vídeos, podemos usar mais recursos de um dispositivo do usuário e de como ele navega pelo site captando os sentimentos, os comportamentos e a forma de comunicação. Isso permite que possam ser criadas realidades de aprendizado e de comportamento de navegação que se adaptam às necessidades. Estes algoritmos podem ser adicionados à lógica de sites e usados como ferramentas de mudança em layouts.

Mesmo com o avanço da IA, os humanos são indispensáveis. A inteligência é artificial, portanto deve ser estudada para ser assertiva. Quando bem composta resulta em inovação e maior absorção pelos usuários. Mas cuidado, leva tempo e especialização para compor uma Inteligência eficiente. Não é “automágico”. Fazê-lo pensar pode custar, por isso é importante alinhar sempre ao retorno do investimento da necessidade, pois as máquinas podem evoluir além da necessidade.

O mundo está se adaptando. As extensões da inteligência humana, como computadores, internet, etc., já são realidade de quem nasce agora. Várias regras e estruturas de controle estão sendo estabelecidos para que não haja caos na sociedade. Como estamos em um fluxo crescente de produção e de maximização de resultados, a eficácia se tornou ponto chave para que não entremos em um colapso mundial de logística.

Dessa forma, alguns empregos serão melhorados e talvez extintos, mas outros surgirão, pois precisamos de controle e teremos de nos adaptar. Assim, podemos dizer que será breve a mudança, prova disto é que tecnologia estava sempre vinculada a grandes cidades. Hoje este limite está rompido e cada vez mais todas as formas de trabalho terão uma evolução, do campo ao consumidor.

*Rodrigo Strey é diretor de serviços da AMcom, empresa especializada em serviços de tecnologia e que atua com consultoria, fábrica de projetos e de software.

Fonte: computerworld.com.br/inteligencia-artificial-do-conceito-ao-deep-learning

===== 2o Artigo

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2 – Tiago Pereira em POR QUE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E DEEP LEARNING ESTÃO MUDANDO NOSSAS VIDAS?

Você percebeu ao longo dos últimos anos o incrível salto de qualidade em diversas tecnologias que usamos em nosso dia a dia? Se você possui um smartphone com reconhecimento de voz, provavelmente percebeu. Essa funcionalidade em nossos smartphones está melhor do que nunca. Com um simples comando de voz, fazemos ligações, acessamos a internet, fazemos buscas e abrimos aplicativos. Nunca foi tão fácil.

Estamos conversando com nosso computador mais do que nunca. Assistiu o filme Her (Clique aqui para ver o Trailer do filme)? Não estamos muito longe disso! Softwares como o Cortana da Microsoft, Siri da Apple, Alexa da Amazon e recursos de reconhecimento de voz do Google, nos permitem interagir com o computador ou smartphone de forma simples. Um simples comando de voz e o computador faz o que pedimos.

Mas não é apenas no reconhecimento de voz que podemos ver o avanço. Em um mundo onde tiramos fotos o tempo todo, o reconhecimento de imagens tem mostrado avanços consideráveis. Podemos agora buscar e organizar coleções de fotos, mesmo que elas não tenham uma tag de identificação. E isso é feito em apenas alguns segundos.

Vamos pensar sobre isso. Para ser capaz de identificar imagens de cães, uma app precisa ser capaz de identificar qualquer tipo de cão, desde um Chihuahua até um Pastor Alemão e não pode se equivocar com imagens invertidas ou parcialmente obscuras, sob neblina ou neve, no sol ou na sombra. A app deve ainda ser capaz de excluir lobos e gatos. A app precisa identificar um cachorro usando apenas os pixels de uma imagem. Como isso pode ser possível?

Mas o avanço do reconhecimento de imagens não é algo apenas para reconhecer imagens dos doces cachorrinhos. Startups ligadas a área médica já trabalham em projetos que usam computadores para a leitura de raios-X de forma mais rápida e precisa que um radiologista faria, para diagnosticar câncer o quanto antes e de forma menos invasiva e assim acelerar a busca por uma cura. O reconhecimento de imagens está levando ainda a melhorias significativas em robótica, drones autônomos capazes de fazer entregas e carros self-driving, aqueles que o Uber começou a testar recentemente e que podem andar por aí sem a necessidade de um motorista. Ford, Tesla, Uber, Baidu e Google estão trabalhando em protótipos de carros self-driving que já estão circulando em vias públicas.

E o que muitas pessoas não percebem é que toda essa evolução utiliza na sua essência a mesma tecnologia. Tudo isso tem sido possível graças a uma técnica de Inteligência Artificial chamada de Deep Learning (aprendizagem profunda), ou como alguns preferem chamar Deep Neural Networks ou ainda Redes Neurais Artificiais.

O que mais chama atenção sobre as redes neurais é que não foi necessário que um ser humano programasse explicitamente o computador para realizar tudo que você leu nos parágrafos anteriores. De fato, nenhum ser humano poderia. Computadores foram alimentados com algoritmos (pequenas peças de código), que foram expostos a Terabytes de dados (milhares de imagens ou gravações de voz) e então treinados. Após esse treinamento o algoritmo aprendeu a reconhecer os padrões e quando expostos a novos dados, os algoritmos são capazes de identificar por si próprios imagens, objetos, frases ou palavras. Não é incrível? Como disse o CEO da Nvidia: “Os computadores já podem ensinar a si mesmos. Nós temos software escrevendo software”.

E por incrível que pareça, as redes neurais não são novas. O conceito é da década de 50 e muitos dos algoritmos de redes neurais foram escritos entre as décadas de 80 e 90. Mas 2 fatores fizeram as redes neurais voltarem ao centro das atenções: primeiro, o maior poder de processamento dos computadores e segundo, algo que você já deve ter ouvido falar: Big Data. Sim, ele de novo. Essa imensidão de dados não estruturados vindos de imagens, vídeos, áudio, arquivos de texto, mídias sociais ou mesmo da sua geladeira. Capacidade de processamento e Big Data são essenciais para que as redes neurais funcionem adequadamente. Agora pense comigo: ainda estamos na infância do Big Data e a capacidade de processamento tende a dobrar a cada 2 anos. O que ainda vem pela frente?

A prova de que isso tem chamado atenção foi a explosão de Startups de Inteligência Artificial e o total de dinheiro investido pelos fundos de investimentos nessas empresas: mais de 1 bilhão de dólares. Em setembro de 2016 as líderes do segmento de Inteligência Artificial: IBM, Microsoft, Amazon, Facebook e Google se uniram para formar uma organização sem fins lucrativos chamada Partnership on AI, voltada para o estudo e desenvolvimento da Inteligência Artificial, pesquisas e discussões sobre ética e boas práticas. Se algumas das empresas mais valiosas e mais inovadoras do mundo se uniram em torno deste assunto é bem provável que este seja o caminho a ser seguido. Concorda?

Em 2012, o Google tinha 2 projetos de Deep Learning em progresso. Sabe quantos são atualmente? Mais de 1.000. Vou repetir: mais de 1.000. Esses projetos envolvem Gmail, Youtube, Android, Google Maps, Google Translation e carros self-driving. A IBM também está ativa e o IBM Watson, a plataforma de Inteligência Artificial da IBM, possui agora mais de 30 componentes baseados em Deep Learning.

Outro sinal de como Deep Learning está mudando nossas vidas. Investidores que alguns anos atrás não sabiam do que se tratava este assunto, agora só discutem investimento se a Startup tiver alguma solução envolvendo Inteligência Artificial. Processamento de Linguagem Natural e reconhecimento de voz estão se tornando padrão. Em um futuro próximo, as pessoas não estarão mais “teclando” em seus computadores ou smartphones, nem se perdendo entre menus infinitos. As pessoas vão querer apenas pedir e o computador vai executar a ação, seja ela qual for. Assistiu o filme Her? Pois bem, assista. Este é o mundo no qual estamos prestes a mergulhar.

Algumas empresas já integraram Deep Learning em suas operações. Na Microsoft, a equipe de vendas está usando redes neurais para prospectar clientes e gerar sistemas de recomendação.

E essa revolução passa pela evolução do hardware. Até a Lei de Moore foi superada. As Unidades de Processamento Gráfico (GPU – Graphical Processing Units) fabricadas pela Nvidia, que inicialmente foram desenvolvidas para tornar a experiência de jogar vídeo game cada vez melhor, agora são usadas para processamento de Deep Learning. As GPU’s são de 20 a 50 vezes mais velozes no processamento de Deep Learning que as CPU’s, por conta da capacidade de processamento paralelo das GPU’s. A Nvidia tem apostado alto em Deep Learning e segundo dados de Agosto de 2016, a empresa dobrou seu faturamento e boa parte disso graças ao Deep Learning. Percebeu? Estamos no meio de uma nova revolução tecnológica.

Convencido de como isso está mudando nossas vidas? E você, o que fará em relação a isso e a sua carreira profissional? De que lado você quer estar nesta revolução?

E se fosse possível estudar o que há de mais avançado em Inteligência Artificial, Deep Learning, Redes Neurais, Processamento Paralelo em GPU’s, reconhecimento de voz e imagens e Processamento de Linguagem Natural? E mais ainda. E se fosse possível estudar tudo isso online, do seu computador, tablet ou smartphone? E se tudo isso fosse 100% em português, para facilitar seu aprendizado? E se você tivesse instrutores com excelente didática e com os quais você pudesse interagir sempre que tiver dúvidas? E se você tivesse um canal direto com os instrutores via skype? E se ao final do curso, você pudesse participar de um projeto real de inteligência artificial e construir uma aplicação inteligente, semelhante ao que as maiores e mais inovadoras empresas do mundo estão fazendo?

Aguarde dia 20 de Outubro, acesse o portal da Data Science Academy e descubra como isso será possível.

 

Tiago Pereira

CEO Data Science Academy

 

Referências:

Partnership on AI

Google, Facebook e IBM se unem para impulsionar Inteligência Artificial

Microsoft reforça apostas em segurança, inteligência artificial e cloud

Eu, Auditor, Robô: Machine Learning a serviço do Fisco

How Artificial Intelligence is Reinventing Business Computing

AI is Crushing it, But Why Now?

Como a Computação Cognitiva Vai Mudar o Mundo

Why Deep Learning is Suddenly Changing Your Life

==== 3o Artigo:

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3 – David Matos em 7 Casos de Uso de Deep Learning

Desde secretárias virtuais como a Clara, passando por Botkits como o Howdy, ao reconhecimento de imagens de satélite para encontrar minérios e detecção de câncer, Deep Learning está cada vez mais presente em nossas vidas.

É provável que você chegue ao final do dia com a sensação que ainda há muito por fazer, porém o tempo, como sempre, não foi suficiente. Mas saiba que isso pode estar com os dias contados. Estamos cada vez mais próximos do momento em que a Inteligência Artificial vai absorver muitas das tarefas que precisamos fazer ao longo do dia, nos deixando livres para aquilo que fazemos melhor: pensar.

Aplicações baseadas em Inteligência Artificial e Computação Cognitiva, nos permitirão fazer as coisas com maior eficiência e muito menos esforço. O aprendizado profundo (Deep Learning), que é um dos métodos tecnologicamente superiores na formulação de Inteligência Artificial, tem traçado o caminho da evolução do design de inteligência humana para desenvolver máquinas que podem executar tarefas por conta própria (e sem supervisão humana) ajudando na automação.

É muito interessante observar como Deep Learning vem alterando nossa vida em vários aspectos das atividades diárias, algumas que nem mesmo percebemos. Vejamos 7 casos de uso prático de técnicas de Deep Learning que vem sendo usadas ao longo dos últimos anos.

1- Compreendendo Comportamento do Cliente

O aprendizado profundo está sendo usado para desenvolver técnicas a fim de obter ideias mais claras sobre os desejos e as expectativas dos clientes no setor de comércio eletrônico.

Objetivo: entender o comportamento do cliente e sua propensão para comprar um produto específico.

Técnica de Deep Learning: Redes Neurais Recorrentes (RNN) tem potencial para maior precisão do que qualquer outra técnica de aprendizagem de máquina. Uma rede RNN geralmente é constituída por células computacionais alimentadas com dados históricos de consumidores. Essas células são fornecidas com um passo de tempo dado, o que ajuda o programa a entender o comportamento passo a passo do consumidor quando ele/ela está visualizando um produto específico em um site. Por exemplo, uma célula RNN observará quando o consumidor clica em um anúncio, é direcionado para uma página, visualiza um produto e o adiciona ao carrinho de compras. Essas RNNs geralmente são células de memória de longa duração e elas “lembram” e relacionam o comportamento do cliente em uma linha de produtos.

Inferência: os sites de comércio eletrônico, como ebay e Amazon, são os principais exemplos de empresas usando esse tipo de solução com Deep Learning. A sessão completa dos consumidores no site é observada e os dados são coletados. Quanto mais longo e dinâmico for um evento, maior será a propensão das pessoas a clicar no botão ‘comprar agora’. Uma vez que um comportamento específico do consumidor é observado no caso de uma gama de produtos, o site é otimizado para garantir que, na próxima vez que um consumidor semelhante visitar o site, ele tenha uma experiência mais envolvente a fim de converter em uma compra no menor tempo possível.

2- Reconhecimento de Faces

É surpreendente como as câmeras de segurança cresceram ao longo dos anos. Hoje, as câmeras de segurança baseadas em Machine Learning, usadas em aeroportos ou estacionamentos seguros, utilizam sua “mente” analítica para registrar não apenas uma intrusão particular, mas também rever e analisar a cena.

Objetivo: identificar, detectar e rastrear pessoas de interesse, veículos estacionados, falta de bagagem e muito mais usando CCTVs ou outras câmeras high-end.

Técnica de Deep Learning: uma VPU ou uma Vision Processing Unit, é um produto de aprendizado profundo muito avançado que pode superar a performance de CPUs ou mesmo de GPUs. Muitos procedimentos de processamento e aprendizado de máquina são realizados no dispositivo que o ajuda a analisar uma cena específica. Ele usa modelos convolucionais de Deep Learning para detectar e rastrear objetos e indivíduos.

Inferência: a maioria dos aeroportos agora é capaz de usar as técnicas de aprendizado profundo para identificar e rastrear pessoas de interesse (por exemplo, suspeitos de terrorismo, etc.), rastrear suas bagagens e detectar qualquer item suspeito muito rapidamente. Estas câmeras de segurança habilitadas para VPU instaladas nos aeroportos, geram alertas no momento em que acham que alguém deixa sua bagagem, permitindo detectar ameaças de segurança aeroportuárias em poucos minutos. Instalados em cenários de trânsito, eles também podem reconhecer carros sem motorista e ajudá-los a encontrar os lugares de estacionamento corretos.

3- Suporte Técnico Personalizado e Assistentes Pessoais

Com a introdução dos computadores, sempre houveram muitas discussões sobre como as máquinas substituiriam os seres humanos um dia. Agora é possível minimizar o trabalho humano e melhorar a eficiência com o aprendizado automático.

Objetivo: melhorar a eficiência do trabalho de uma organização através da instalação de uma unidade de equipe de suporte baseada em chatbots que usam Inteligência Artificial, em vez de contratar mão-de-obra manual.

Técnica de Deep Learning: Agentes são construídos usando uma combinação de algoritmos de aprendizado profundo que garantem a distribuição do trabalho, de modo que uma série de tarefas sejam realizadas no menor tempo possível e com custos mínimos e o melhor, aprendendo a cada interação. Agentes como os sistemas cyborg estão sendo desenvolvidos usando a técnica.

Inferência: já existem muitos exemplos de agentes como esse. Para a coordenação e agendamento de calendário, temos a Clara e para reunir o relatório de pessoal e consolidar a informação da reunião, temos Howdy e seu Botkit. O Google Now é o programa preferido para manter o horário através de alertas proativos e, para acompanhamento após as reuniões, o GridSpace Sift é um gerente brilhante.

4- Mineração com Redes Neurais Convolucionais

Imagens de satélite ajudaram a encontrar recursos minerais em vários países, como a Austrália. Os geólogos conseguiram usar os índices minerais integrados com os algoritmos para encontrar traços de minerais (mesmo ouro) no fundo da crosta terrestre.

Objetivo: Detectar depósitos minerais usando imagens de satélite multi-especiais ajudaram a encontrar recursos minerais.

Técnica de Deep Learning: o Transfer Learning é um ótimo caminho para as redes neurais convolutivas realizar essa função. Essas redes são pré-treinadas e alimentadas com dados sobre precisão de minerais e localização geográfica, antes de serem operados. A conversão de informações em dados geoespaciais é o desafio a ser superado.

Inferência: os geólogos na Áustria, estão atualmente usando o procedimento para localizar minerais em áreas relativamente inexploradas da terra.

5- Classificação Automática de Doenças Oculares

As máquinas de pesquisa médica baseadas em GPU, agora estão usando métodos de aprendizado profundo para descobertas médicas de forma automática e cada vez mais precisa.

Objetivo: simplificar os processos que conduzem à detecção de doenças oculares, proporcionando aos pesquisadores orientação baseada em informações históricas.

Técnica de Deep Learning: As redes neurais convolucionais estão sendo usadas para classsificar doenças de retinopatia diabética em várias categorias. Os dispositivos que detectam a doenção, são baseado em aprendizagem de máquina para analisar os estágios das doenças, a fim de garantir que o diagnóstico oferecido seja exato. Sistemas web, efetivamente programados, que compõem mais de 1000 imagens de olhos, são usados para ajudar os modelos de Deep Learning a analisar e identificar os estágios certos das doenças, possibilitando a precisão.

Inferência: Atualmente, os pesquisadores estão muito perto de desenvolver assistentes digitais para radiologistas, oftalmologistas e outros clínicos. Registaram-se progressos significativos no campo nos últimos anos.

6- Redução da Taxa de Erro no Diagnóstico de Câncer

O trabalho de pesquisa maciço que está sendo feito sobre o diagnóstico de câncer de mama, criou uma base de conhecimento colossal para cientistas de onde a variedade de informações muitas vezes é um problema.

Objetivo: usar dados compactos para habilitar o diagnóstico rápido e sem erros.

Técnica de Deep Learning: A técnica utilizada, envolve um grande papel desempenhado pelo framework de aprendizagem profunda cuDNN. Os modelos computacionais foram alimentados com dados suficientes que foram pesquisados até agora, tornando as máquinas ativas para os patologistas. Os planos de calor de probabilidade tumoral são usados para encontrar a probabilidade de um determinado elemento contendo câncer.

Inferência: a adoção deste método de aprendizagem de máquinas permitiu que os patologistas trabalhando com computadores, superassem os patologistas operacionais de forma surpreendente. O aprendizado de máquina foi adotado por várias organizações de pesquisa sobre câncer de mama. Os algoritmos desenvolvidos nas máquinas tecnologicamente aprimoradas ajudam os patologistas a identificar as células cancerígenas através das imagens dos linfonodos.

7- Carros Autônomos

Os robôs são ótimos quando se trata de realizar uma tarefa para o qual foram explicitamente programada, mas não conseguem logicamente traçar seu caminho através de um problema. O aprendizado profundo está pronto para mudar isso.

Objetivo: criar um sistema que entenda conexões entre vários conjuntos de dados.

Técnica de Deep Learning: Computador Neural Diferenciável (DNC). Este método combina aprendizado profundo com uma memória externa que pode relacionar conjuntos de dados complexos e desenhar conexões para descobrir logicamente as coisas, sem supervisão humana. É uma técnica de reconhecimento de padrões criando vínculos entre vários eventos dentro dos pontos de dados.

Inferência: o DNC foi desenvolvido pelo DeepMind do Google e hoje está sendo instalado em carros para que, uma vez apresentado a mapas, linhas e paradas, poder levar a rota mais curta e mais simples para navegar de um ponto para outro. Assim, tornando possível que novos condutores percorram novas estradas sem dificuldade.

E esses são apenas alguns poucos exemplos do uso de Deep Learning para revolucionar a nossa vida cotidiana. Com isso, estamos prontos para avançar a segunda parte do tutorial de Deep Learning em R, que lançarei em breve aqui no blog (clique aqui para ler a Parte 1).

Todas as técnicas de Deep Learning descritas neste artigo, são estudadas pelos alunos da Formação Inteligência Artificial, da Data Science Academy. Não deixe de conferir.

Obrigado

David Matos

 

Referências:

Diagnosing Cancer with Deep Learning and GPUs
https://news.developer.nvidia.com/diagnosing-cancer-with-deep-learning-and-gpus/

Deep Learning Helps Pathologists Detect Cancer
http://healthtechinsider.com/2017/03/09/deep-learning-helps-pathologists-detect-cancer/

Vision Processing Unit
https://en.wikipedia.org/wiki/Vision_processing_unit

Practical Use Cases of Deep Learning Techniques
http://www.cognitivetoday.com/2016/11/practical-deeplearning-usecases-2.html

Clara – Assistente Pessoal
https://claralabs.com/

Howdy Botkit
https://howdy.ai/

Gridspace Sift
https://www.gridspace.com/sift

Facts About Diabetic Eye Disease
https://nei.nih.gov/health/diabetic/retinopathy

Detecção de Câncer de Pulmão Usando Deep Learning
https://devpost.com/software/lung-cancer-detection-using-deep-learning

Differentiable neural computers
https://deepmind.com/blog/differentiable-neural-computers/

 

Fonte: http://www.cienciaedados.com/7-casos-de-uso-de-deep-learning/

 

=== 4o Artigo:

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4 – José Carlos Cavalcanti em Se os robôs são o futuro do trabalho, onde os humanos se encaixam? 

Este título foi o mesmo de um post publicado pela colunista Zoe William, do jornal britânico The Guardian, em 24/05/2016.  A síntese deste post é que nós precisamos repensar nossa visão sobre empregos e lazer – e rapidamente, se nós vamos evitar que nos tornemos obsoletos.  Mas o mais interessante do post é a citação de dois livros impactantes sobre a temática.

O primeiro livro é The Age of Em: Work, Love, And Life When Robôs Rule The Earth (A Era do Em: Trabalho, Amor, e Vida Quando Robôs Governarem a Terra), de Robin Hanson, Professor de Economia da George Mason University. Para começar Em é a contração de “brain emulations”, ou seja, Hanson trata das implicações sociais de um futuro onde mentes sejam “uploaded” (carregadas) em computadores.

Os robôs podem um dia governar o mundo, mas o que seria uma Terra governada por robôs?  Muitos pensam que os primeiros robôs realmente inteligentes serão “brain emulations” ou em. Escaneie um cérebro humano, daí rode um modelo com as mesmas conexões em um computador rápido, e você terá um cérebro robótico, mas reconhecidamente humano. Treine um em para fazer algum trabalho e copie-o um milhão de vezes: um exército de trabalhadores estará à disposição.  Quando eles puderem ser feitos de forma barata, algo como um século, os sem irão substituir os humanos na maioria dos trabalhos.  Nesta nova era, a economia mundial pode dobrar em tamanho em poucas semanas.

Alguns dizem que nós não podemos saber o futuro, especialmente seguindo tal nova e disruptiva tecnologia, mas o Prof. Hanson se mobilizou para provar que eles estão errados.  Aplicando décadas de expertise em Física, Ciência da Computação e Economia, ele usa teorias tradicionais para pintar um quadro detalhado de um mundo dominado por ems. Enquanto as vidas humanas não mudam muito na era dos sem, as vidas dos ems são diferentes das nossas, tal como as nossas são diferentes daquelas dos nossos ancestrais forrageiros e fazendeiros. Os ems nos fazem questionar suposições comuns de progresso moral, porque eles rejeitam muitos dos nossos valores. Este livro mostra quão estranhos nossos descendentes podem ser, apesar dos ems não serem mais estranhos do que nós poderíamos parecer para nossos ancestrais.  Para a maioria dos ems, parece bom ser um em.

O segundo livro é o “Homo Deus: A Brief History of Tomorrow” (Deus Homem: Uma Breve História do Amanhã), de Yuval Noah Harari, autor do bestseller “Sapiens: A Brief History of Humankind” (Sapiens: Uma Breve História da Humanidade). Em Homo Deus, Harari visualiza um mundo não tão distante em que nós enfrentaremos um novo conjunto de desafios.

Homo Deus explora os projetos, sonhos e pesadelos que irão conformar o século 21 – de vencer a morte até criar vida artificial.  Ele pergunta as questões fundamentais: Aonde nós vamos a partir daqui? E como nós protegeremos este mundo frágil dos nossos próprios poderes destrutivos? Este é o próximo estágio da evolução.

Neste livro Harari visualiza que os robôs com inteligência artificial serão os primeiros a conquistarem dominação global.  Neste futuro, ausente de empatia, os robôs não teriam afeição sentimental por nós como seus progenitores.  Ele prevê a emergência da useless class (classe sem uso/utilidade): humanos que não sabem o que estudar, porque eles não têm ideia que habilidades serão necessárias na hora que terminarem suas formações, que não trabalharão porque haverá sempre um robô melhor e mais barato, e gastam seu tempo em drogas e plugados em telas.

Eis aí um tema quente, contemporâneo, já bem presente em alguns importantes debates sobre o futuro do trabalho no mundo desenvolvido, e que agora chega ao Brasil num evento organizado pelo C.E.S.A.R., que será realizado em São Paulo no dia 21/09/2017. Trata-se do Acontece Indústria, que tratará sobre o “futuro do trabalho”.  Seja bem vindo!

Este título foi o mesmo de um post publicado pela colunista Zoe William, do jornal britânico The Guardian, em 24/05/2016.  A síntese deste post é que nós precisamos repensar nossa visão sobre empregos e lazer – e rapidamente, se nós vamos evitar que nos tornemos obsoletos.  Mas o mais interessante do post é a citação de dois livros impactantes sobre a temática.

O primeiro livro é The Age of Em: Work, Love, And Life When Robôs Rule The Earth (A Era do Em: Trabalho, Amor, e Vida Quando Robôs Governarem a Terra), de Robin Hanson, Professor de Economia da George Mason University. Para começar Em é a contração de “brain emulations”, ou seja, Hanson trata das implicações sociais de um futuro onde mentes sejam “uploaded” (carregadas) em computadores.

Os robôs podem um dia governar o mundo, mas o que seria uma Terra governada por robôs?  Muitos pensam que os primeiros robôs realmente inteligentes serão “brain emulations” ou em. Escaneie um cérebro humano, daí rode um modelo com as mesmas conexões em um computador rápido, e você terá um cérebro robótico, mas reconhecidamente humano. Treine um em para fazer algum trabalho e copie-o um milhão de vezes: um exército de trabalhadores estará à disposição.  Quando eles puderem ser feitos de forma barata, algo como um século, os sem irão substituir os humanos na maioria dos trabalhos.  Nesta nova era, a economia mundial pode dobrar em tamanho em poucas semanas.

Alguns dizem que nós não podemos saber o futuro, especialmente seguindo tal nova e disruptiva tecnologia, mas o Prof. Hanson se mobilizou para provar que eles estão errados.  Aplicando décadas de expertise em Física, Ciência da Computação e Economia, ele usa teorias tradicionais para pintar um quadro detalhado de um mundo dominado por ems. Enquanto as vidas humanas não mudam muito na era dos sem, as vidas dos ems são diferentes das nossas, tal como as nossas são diferentes daquelas dos nossos ancestrais forrageiros e fazendeiros. Os ems nos fazem questionar suposições comuns de progresso moral, porque eles rejeitam muitos dos nossos valores. Este livro mostra quão estranhos nossos descendentes podem ser, apesar dos ems não serem mais estranhos do que nós poderíamos parecer para nossos ancestrais.  Para a maioria dos ems, parece bom ser um em.

O segundo livro é o “Homo Deus: A Brief History of Tomorrow” (Deus Homem: Uma Breve História do Amanhã), de Yuval Noah Harari, autor do bestseller “Sapiens: A Brief History of Humankind” (Sapiens: Uma Breve História da Humanidade). Em Homo Deus, Harari visualiza um mundo não tão distante em que nós enfrentaremos um novo conjunto de desafios.

Homo Deus explora os projetos, sonhos e pesadelos que irão conformar o século 21 – de vencer a morte até criar vida artificial.  Ele pergunta as questões fundamentais: Aonde nós vamos a partir daqui? E como nós protegeremos este mundo frágil dos nossos próprios poderes destrutivos? Este é o próximo estágio da evolução.

Neste livro Harari visualiza que os robôs com inteligência artificial serão os primeiros a conquistarem dominação global.  Neste futuro, ausente de empatia, os robôs não teriam afeição sentimental por nós como seus progenitores.  Ele prevê a emergência da useless class (classe sem uso/utilidade): humanos que não sabem o que estudar, porque eles não têm ideia que habilidades serão necessárias na hora que terminarem suas formações, que não trabalharão porque haverá sempre um robô melhor e mais barato, e gastam seu tempo em drogas e plugados em telas.

Eis aí um tema quente, contemporâneo, já bem presente em alguns importantes debates sobre o futuro do trabalho no mundo desenvolvido, e que agora chega ao Brasil num evento organizado pelo C.E.S.A.R., que será realizado em São Paulo no dia 21/09/2017. Trata-se do Acontece Indústria, que tratará sobre o “futuro do trabalho”.  Seja bem vindo!

Fonte: www.creativante.com/new/index.php/2013-02-03-19-36-05/2017/353-se-os-robos-sao-o-futuro-do-trabalho-onde-os-humanos-se-encaixam

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O recurso mais valioso do mundo já não é petróleo, mas a informação


petroleo Google

Uma nova commodity engendra uma indústria lucrativa e de rápido crescimento, levando os reguladores antitruste a intervir para restringir aqueles que controlam seu fluxo. Um século atrás, o recurso em questão era o petróleo.

Agora, preocupações semelhantes estão sendo levantadas pelos gigantes que lidam com os dados, o óleo da era digital. Estes titans-Alphabet (empresa-mãe do Google), Amazon, Apple, Facebook e Microsoft parecem imparáveis.

Eles são as cinco empresas mais valiosas listadas no mundo. Seus lucros estão crescendo: eles coletivamente arrecadaram mais de US $ 25 bilhões no lucro líquido no primeiro trimestre de 2017. A Amazon captura metade de todos os dólares gastos online na América. Google e Facebook representaram quase todo o crescimento da receita em publicidade digital na América no ano passado.

Fonte: The Economist em https://www.economist.com/news/leaders/21721656-data-economy-demands-new-approach-antitrust-rules-worlds-most-valuable-resource

Gráfico: as maiores empresas por valor de mercado há mais de 15 anos

Os barris de petróleo foram substituídos pelo BigData do Vale do Silício

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Fonte: VisuaCapitalist http://www.visualcapitalist.com/chart-largest-companies-market-cap-15-years/

Empreendedores pernambucanos inovam e escalam para o sucesso


Negócios pernambucanos que cresceram 100% em 2016 ou prospectam crescer 100% este ano foram selecionados pela Endeavor para o programa Scale-Up 2017

 

Por: Thatiana Pimentel

Publicado em: 01/07/2017 11:00 Atualizado em: 01/07/2017 18:04

Negócios pernambucanos que cresceram 100% em 2016 ou prospectam crescer 100% este ano, entre outros aspectos positivos, foram selecionados pela Endeavor, organização privada líder mundial no apoio a empreendedores de alto impacto, para o programa Scale-Up 2017. Ao todo, 16 empresas nordestinas foram escolhidas, sendo 14 delas comandadas por empreendedores de Pernambuco. No programa, que dura sete meses, os empresários escolhidos vão identificar e superar os maiores desafios de suas marcas com o auxílio de uma poderosa rede de mentores da organização, composta por 300 grandes nomes e especialistas dos setores empresarial, financeiro e industrial brasileiros. Com a ajuda, a expectativa é que todos os empreendimentos se desenvolvam acima do esperado e gerem um grande número de empregos ou vagas de alto salário, incentivando assim o reaquecimento da economia nacional.

Em 2016, mais de 200 empreendimentos integraram o Endeavor Scale-Up no Brasil. Juntas, as marcas que participaram do programa representaram um faturamento médio de R$ 1,5 bilhões e geraram mais 10 mil empregos. Pedro Almeida, coordenador da Endeavor no Nordeste, afirma que para participar do projeto, é preciso pensar grande. “A gente vê muitas StartUps sendo criadas em Pernambuco mas nem todas pensam em larga escala. Queremos que os pernambucanos sejam ambiciosos e vamos ajudá-los a conquistar seus objetivos. O grande desafio é conseguir estruturar o crescimento, para que ele seja sustentável e consiga manter a qualidade inicial dos serviços e produtos”, explica.

Com a mentoria da Endeavor, os empreendedores irão aprender com quem já errou e conseguiu acertar. “Temos mais de 300 mentores de todo o país que querem ajudar a aquecer e fomentar o ecossistema de negócios de alto impacto no Brasil. São pessoas dispostas a trocar suas experiências com quem está começando”, ressalta. Como dica para quem está começando, Almeida diz que o primeiro passo é cometer por negócios conhecidos.  “Quando analisamos as Scale-ups, fica muito claro que o fundador era a pessoa certa para tocar aquele negócio. Todas as suas experiências anteriores o preparam para o seu empreendimento. Ele conhece profundamente as dores do cliente, tem os relacionamentos certos do mercado, compreende a dinâmica da industria em que o negócio atua.”, afirma o gestor.

Para ele, essa competência é fundamental para a empresa conseguir criar uma solução realmente única e diferenciada. “Por exemplo, a Grau Técnico. Antes de fundar o atual negócio, Ruy Maurício foi franqueado por 10 anos em uma rede de ensino profissionalizante. Essa experiência o deu domínio sobre a dinâmica do mercado de educação, o fez perceber a oportunidade no segmento de ensino técnico, e deu um expertise da modelo de franquias.”

Outra dica do coordenador do programa Scale-Ups 2017 é ter ambição desde o primeiro dia. “No Brasil, apenas 11% dos universitários que desejam empreender esperam criar 25 empregos após cinco anos de abertura do negócio. Essa falta de ambição contribui para o baixo número de empresas de alto crescimento e trava a geração de empregos do país. Queremos que o jovem empreendedor pernambucano sonhe cada vez mais alto.” Abaixo, trouxemos um perfil com todas as marcas pernambucanas selecionadas para o projeto este ano. Inspire-se.

Mundo do Cabeleireiro

São Paulo. Este é o foco da rede pernambucana Mundo do Cabeleireiro. A marca inaugurou sua primeira unidade no Shopping Tatuapé, capital paulista, em junho de 2016 e os resultados foram tão animadores que a rede se prepara para abrir sua segunda loja por lá até dezembro. Em Pernambuco,  mais duas unidades constam no cronograma deste ano, somando um total de 20 lojas próprias da marca. Com um crescimento médio de 25% em 2016, a empresa, criada em 2007, já emprega 350 funcionários diretos e tem um modelo de negócios que inclui lojas voltadas para a classe C e B e unidades premium, voltadas para a classe A.

Atualmente, as três unidades do tipo A da marca estão nos bairros de Madalena, Casa Forte e Boa Viagem. Celso Moraes, um dos donos do Mundo do Cabeleireiro, acredita que o diferencial da rede está no layout e no treinamento dos funcionários. “Percebemos que as lojas de cosméticos que existiam no estado ou eram monomarcas, como a Boticário, ou eram espaços desconfortáveis dentro de supermercados ou farmácias e decidimos criar uma loja multimarcas com um layout mais luxuoso porém com  preços de centro. Deu certo”, resume.

Grau Técnico

Criada em 2002 como uma forma de popularizar o ensino profissional, a Grau Técnico chegou ao coeficiente de 22 unidades e vinte oito mil alunos este ano com presença em Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia, Paraíba, Sergipe, Maranhão, Paraná, Minas Gerais e Maranhão. Agora, os planos são fortalecer a rede em outros estados com a chegada da unidade de Brasília e, em 2018, a entrada em São Paulo, além de mais quatro franquias no Nordeste, sendo duas em Fortaleza, uma em Maceió e uma em João Pessoa. Com esse cronograma, o crescimento esperado é de 30% em 2017.

Essa é a perspectiva de Ruy Maurício, um dos donos da franquia, que atualmente tem 250 funcionários em todo o país. Antes do empreendimento, o gestor foi franqueado por 10 anos de uma outra rede de ensino. Essa experiência o deu domínio sobre a dinâmica do mercado de educação e o fez perceber a oportunidade no ensino técnico, o que o ajudou a tornar o negócio escalável, com crescimento de 20% ao ano. “Ao escolher o modelo de franquia, conseguimos um padrão de qualidade maior e mais capacidade de capilarizar o negócio”, afirma. Hoje, a grade da rede traz mais de 20 cursos nas áreas de construção, negócios, saúde e informática.

Acqio

Uma franquia que funciona através das vendas de máquinas de pagamentos para pequenos lojistas. Essa é a Acqio, empresa pernambucana que nasceu em 2014 e hoje já conta com escritórios em São Paulo, Paraíba e Rio Grande do Sul e está presente em mais de 10 mil pontos de venda de todo o Brasil. A rede trabalha com maquininhas de cartões de crédito e débito Acqio (cujo funcionamento é semelhante aos das máquinas chamadas Moderninhas) e, desde sua criação, cresce uma média de 100% ao ano. O valor mínimo de investimento para ser um franqueado é de R$ 4,9 mil.

Gustavo Andrade, sócio do empreendimento junto com Igor Gatis, Osvaldo Arrais, Rodolfo Lucas, busca este ano continuar a expandir o negócio por todo o Brasil e aumentar o número de franquias, que já são 500 atualmente. “Estamos apostando nas pessoas que estão desempregadas e, através da franquia, poderão iniciar um negócio próprio. Nossa perspectiva, baseado nisso, é crescer até cinco vezes o faturamento de 2016, que já foi cinco vezes maior que o de 2015”, ressalta. E, até 2022, a marca também pretende se internacionalizar.

Don Diego

Uma empresa que se reinventou no mercado. Criada em 2014, a pernambucana Don Diego começou como paleteria e foi além da moda, se transformando numa helateria com um mix de mais de 20 itens e quase mil pontos de vendas nos estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. No segundo semestre, a aposta da marca será nos copos de sundae, que se juntarão as linhas de paletas, picolés e produtos infantis, esta última, também lançada este ano. Com as novidades, a empresa já registrou um crescimento de 33% no primeiro quadrimestre e espera um aumento de 50% no faturamento até o final do ano. Para 2018, o plano é ainda mais ambicioso e a marca busca uma expansão de até 70% nas vendas.

Josué Cabral, um dos sócios da Don Diego, explica que a grande sacada da empresa foi voltar os olhos para o mercado B2B (Business to Business), se tornando assim fornecedor de um número crescente de restaurantes, lanchonetes e lojas de conveniência. “Nossa expansão ocorreu pela observação do mercado e a percepção dessa oportunidade de fornecermos para o varejo. Nesse caso, uma boa logística também é fundamental.”

Lotebox

Um sistema de gestão de controle de operações de logística para empresas. Esse é o foco da Lotebox este ano. A empresa, criada em 2014 no Recife, atua com tecnologia para transporte de cargas e processos logísticos e fechou uma parceria com o Porto de Rotterdã em 2016, se tornando a primeira empresa de serviços on-line de transportes da América Latina. No radar de projetos futuros, a internacionalização continua como norte, com foco para o mercado norte-americano, que deve ser a opção de expansão nos próximos anos. “Estamos no mercado de logística para otimizar os resultados. É um mercado muito tradicional e, por isso mesmo, com processos muito antigos e burocráticos.

Com a Lotebox, buscamos usar a tecnologia para uma melhor logística e controle das mercadorias, aumentando a eficiência das empresas e a agilidade do transporte”, detalha Luiz Gomes, um dos criadores do negócio. Atualmente, a marca já roda em todos os estados. No seu histórico, eles têm uma passagem pela Plug And Play Tech Center, referência mundial em inovação, considerada uma das maiores aceleradoras do mundo.

Molegolar

Já pensou em montar sua casa exatamente de acordo com suas necessidade através de módulos? Essa é a ideia da pernambucana Molegolar, empresa que chegou para revolucionar o mercado de construção civil brasileiro. Criada em 2013, fruto da ideia do engenheiro Saulo Suassuna, proprietário da Startup, a tecnologia modular funciona como um quebra cabeça onde é possível adicionar ou retirar espaço do apartamento de acordo com as fases da vida do dono do imóvel. Hoje, mais de 40 empreendimentos estão sendo construídos através da tecnologia em todo país e a empresa tem 38 incorporadoras habilidades a trabalharem com os módulos. O primeiro prédio de módulos do mundo será inaugurado em 2018, na Praça da Jaqueira, no Recife (Edifício Jaqueira Park Selma Suassuna).

A internacionalização da marca também já começou e há projetos da Molegolar em andamento nos Estados Unidos, Espanha e Portugal. “A Molegolar surgiu para resolver uma questão antiga do mercado imobiliário que é a oferta estática versus a demanda dinâmica. A vida das pessoas muda e os imóveis não acompanham isso. O que nós propomos é um sistema que da maior liberdade aos proprietários”, explica Saulo Suassuna.
Artics

Inteligência artificial aliada ao aprendizado. Esse é o conceito da Artics, StartUp pernambucana criada em 2012 e que hoje já tem mais de 1,5 milhão de downloads de seus aplicativos preparatórios para o exame da ordem, o OAB de Bolso e para concursos públicos, o Concurso de Bolso. Cada ferramenta baixada tem custo entre R$ 20 e R$ 30 e há clientes de todos os estados do Brasil. Agora, a empresa prepara-se para lançar um app especial que vai ajudar os jovens a estudar para o Enem, o Enem de Bolso.

“Primeiro, identificamos o mercado de smartphones como um segmento com grande penetração, lá em 2012 e criamos uma metodologia de estudo diferenciada e focada na resolução de questões e na mobilidade desse material”, explica Arthur Padilha, um dos criados da empresa. Os projetos, que utilizam inteligência artificial para o sequenciamento do plano de estudos de forma a otimizar o tempo do aluno, também devem chegar a área de saúde em breve. “Vamos trabalhar mais com aplicativos para concursos e deveremos entrar no mercado de saúde com algo voltado aos estudantes de medicina”, adianta Padilha.

FindUp

A StartUp pernambucana FindUp sabe bem o que significa pivotar (girar) uma ideia. No caso do aplicativo de geolocalização e solicitação de técnicos de informática, o serviço que antes era focado apenas nos consumidores comuns, hoje é voltado principalmente para outras empresas. Ou seja, o modelo de negócio mudou o foco do B2C (Busness to Customer) para o B2B (Busness to Busness) e isso fez toda a diferença. Tanto que, em 2016, primeiro ano pós-pivotagem, a marca registrou um crescimento de 10 vezes no faturamento. Agora, a StartUp entrou também no mercado do B2B2C, oferecendo instaladores na compra de eletrônicos em redes varejistas.

“Queremos ofertar todas as soluções para a necessidade das pessoas em técnicos de informática. Somos uma espécie de Uber dos técnicos”, reforça Fábio Freire, um dos sócios do negócio. Criada em 2015, a FindUp já está disponível em 550 cidades brasileiras, tem escritório no Recife e em São Paulo e mais de quatro milhões de usuários em todo o país.  Para 2018, a meta internacionalizar. “Estamos programando nossa entrada nos mercados do México, Argentina, Portugal, entre outros.”

Kook

Sal e pimenta. Com apenas esses dois ingredientes e variações deles, a pernambucana Kook atende 19 estados e mais de oito mil postos de venda e se prepara para aumentar seu portfólio com um novo tipo de sal que pode ser usado até para finalizar sobremesas. A empresa também espera desembarcar em Brasília e mais dois estados brasileiros até dezembro. A ideia é crescer 18% este ano e chegar a 22 estados atendidos pela marca. O grande diferencial da Kook, criada em 2008, foi olhar para esses temperos simples sob uma nova perspectiva. Investindo nas embalagens e no desing, a marca está levando os temperos da dispensa à mesa brasileira e já estuda os mercados dos Estados Unidos, Índia, Holanda e África do Sul.

“Fora do Brasil, vimos que existiam apresentações de sal e pimenta que as pessoas se orgulhavam de colocar em destaque na mesa e foi quando tivemos a ideia de trazer para aqui, pois a maioria das embalagens de sal comercializadas não tinham nada de interessantes”, explica Gustavo Accioly, um dos donos da Kook. Hoje, com mais de 20 produtos, os carros-chefes da Kook são os sais do Himalaia (ou sal rosa), marinho e defumado e as pimentas do Reino e Branca. A empresa possui uma fábrica em Olinda e um escritório em São Paulo.

Açaí Concept

Pitaia e cupuaçu no copo com os mesmos complementos do açaí. Essa é a nova aposta da Açaí Concept, rede de franquias sob o comando do pernambucano Rodrigo Melo e do seu sócio Miguel Silva. Além da novidade, a empresa está apostando no fortalecimento da marca no Sudeste e Sul e deve abrir unidades em Porto Alegre, Rio Grande do Sul e Brasília. Até dezembro, a pretensão é inaugurar 50 novas lojas ou quiosques a rede, chegando ao total de 250 unidades da franquia em todo o país e 1,2 mil funcionários. De olho na internacionalização, a Açaí Concept também já está com sua primeira franquia em Portugal e pretende chegar a  40 unidades no país europeu até o final de 2018. E, o próximo mercado no radar da rede é o norte-americano.

“Somos um fast food de comida saudável. Nosso foco é popularizar o consumo das super frutas como açaí, pitaia e cupuaçu. Além disso, nosso custo é fixo, o cliente escolhe o que quiser até encher o copo e não paga a mais por cada ingrediente acrescentado”, afirma Melo. Criada em 2014, a empresa tem mais de 50 unidades em Alagoas e 20 em Pernambuco, seus estados base, e oferece quatro modelos de franquias negócio: loja, quiosque, foodtruck e toten, para vários tipos de bolso. O investimento mínimo é de R$ 70 mil.

Genomika

Sabe aquele exame que ficou famoso por causa de Angelina Jolie, quanto, após os resultados, ela decidiu retirar as mamas para prevenir o câncer? Pois, em Pernambuco, existe uma clínica especializada neles. Chamados de BRCA1 e BRCA2, ambos são rastreamentos genéticos e estão no leque de serviços da Genomika, empresa criada pelo médico João Bosco, Ph.D. em Imunologia Experimental pela Universidade de Amsterdã, em 2008 e que hoje oferece mais de 300 opções de exames entre sequenciamento genético, citogenética molecular e hemato-oncologia. Com unidades em São Paulo e Recife, a marca se prepara para entrar agora anos mercados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Brasília.

Uma grande oportunidade de crescimento para a empresa veio com o novo rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicado em janeiro de 2016 e que tornou possível realizar sequenciamento e rastreamentos com a cobertura dos planos de saúde. “Nosso objetivo é permitir que a tecnologia ajude mais pessoas”, afirma João Bosco.  O médico também visualiza chances de abrir unidades em outros países, como os Estados Unidos.

Self It

Há alguns anos, a moda entre as academias era reunir o máximo de modalidades esportivas e aparelhos de musculação no mesmo lugar. Hoje, a tendência é o surgimento de centros especializados para cada atividade, com academias focados em boxe, crossfit e musculação. Visualizando o sucesso desse novo modelo de negócio, Leonardo Pereira criou, em 2012, a rede Self It, focada em oferecer a melhor estrutura de academia para malhação pelo menor preço. Agora, a marca já tem 25 unidades em Pernambuco, Piauí, Alagoas, Rio Grande do Norte e Paraíba e se prepara para entrar nos mercados do Maranhão, Pará, Manaus e Aracaju até o final de 2018.

No mesmo período, a Self It também irá inaugurar novas unidades na Paraíba, Pernambuco e Bahia, totalizando 50 lojas. Inspirado nas academias norte americanas, Leonardo afirma que percebeu o potencial do mercado ao analisar os números relacionados a população que faz exercício físico. “No Brasil, esse número representa menos de 5% da sociedade, então, o potencial de crescimento é muito grande e nós, queremos atender essa demanda crescente”, ressalta.

Neurotech

A Neurotech, uma das primeiras StartUps de sucesso de Pernambuco, criada em 1999, está expandindo seus produtos para o ramo da educação.  A empresa, que trabalha de forma pioneira no Brasil no desenvolvimento de soluções avançadas para automação de todo o ciclo de decisão em operações de crédito, cobrança, risco e fraude de outros negócios, possui hoje possui mais de 100 clientes espalhados pelo país, entre eles marcas como o banco Gmac e as lojas Marisa, Com mais de 500 soluções de crédito e risco, a companhia entrou também no mercado de seguradoras e agora busca usar algoritmos inteligentes para ajudar grandes players do mercado de ensino superior e técnico a diminuir a capaciadade ociosa de seus negócios.

Em 2018, o foco será ajudar órgãos do governo a perceberem empresas que causarão problemas na arrecadação. “O que fazemos é usar a tecnologia para prever o futuro. Basicamente, é um modelo de negócio que pode ser encaixado em qualquer área”, resume Rodrigo Cunha, um dos fundadores da marca, que foi uma das primeiras aceleradas pelo Centro de Estudos de Sistemas Avançados do Recife (CESAR). Com os novos públicos, a expectativa da Neurotech é crescer 40% até dezembro.

Hive Log

A Hive Log é uma empresa pernambucana especializada em tecnologia da informação aplicada à logística. Este ano, o negócio lançou o Hivecloud 3PL, ferramenta para gerenciar toda a relação das empresas com transportadoras e, em 2018, a empresa se prepara para apresentar ao mercado nacional uma plataforma onde será possível, além de gerenciar a operação de logística, contratar transportadoras disponíveis por geolocalização, tanto para cargas fracionadas ou fechadas. Com as novidades, a marca esperar crescer uma média 100% por ano até 2021. Atualmente, a empresa tem 43 funcionários e 3,5 mil clientes em todos o Brasil.

Iniciado em 2005, através da incubação no Centro de Estudos de Sistemas Avançados do Recife (CESAR), o investimento inicial da marca foi praticamente zero, segundo Daniel Brasil, um dos dois sócios da HiveLog. “Começamos comprando cinco computadores. Esse foi o valor que usamos para iniciar a empresa”, afirma. Até 2019, Brasil estima que a marca esteja valendo R$ 30 milhões. Em 2016, o crescimento da empresa foi de 100%, sucesso obtido após a pivotagem (giro) do modelo. “Antes, trabalhávamos com um software que precisava ser implantado. Em 2013, resolvemos resumir a aplicação em um site, que pode ser comercializado e implantado através da internet e isso nos deixou escaláveis”, explica.

 

Fonte: DP em http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/economia/2017/07/01/internas_economia,710986/empreendedores-pernambucanos-na-escalada-do-sucesso.shtml#.WVm0M_lMmrg.facebook

Programa Nacional Conexão Startup Indústria – ABDI


Estão abertas as inscrições para o Programa Nacional Conexão Startup Indústria, programa da @ABDI que tem como objetivo ampliar a competitividade e a capacidade de inovação das empresas industriais brasileiras por meio do relacionamento com startups. As startups selecionadas terão a oportunidade de realizar provas de conceito e pilotos com indústrias. Ao longo do programa as startups receberão recursos financeiros (até R$ 700k do .gov + aportes externos), conteúdo e mentoria oferecidos pelo programa em parceira com instituições de apoio ao desenvolvimento de negócios. As inscrições para startups, indústrias e instituições de apoio ao desenvolvimento de negócios vão até 12 de abril em https://lnkd.in/e7Qw-tx!

InovAtiva Brasil 2017 – Agradecimento


É com enorme satisfação que recebi o agradecimento do Programa #inovativabrasil pela horas dedicadas a avaliação dos projetos inovadores de impacto de Startups que submeteram ao InovAtiva Brasil 🇧🇷 2017. Assim contribuiremos para o desenvolvimento econômico e a competitividade do nosso país.

inovativa 2017

 

É com sentimento de compromisso que recebo o #Certificado de Avaliador de 15 Projetos   inovadores de impacto de Startups que submeteram ao InovAtiva Brasil 🇧🇷 2017. Assim contribuiremos para o desenvolvimento econômico e a competitividade do nosso país.

Certificado Avaliador InovAtiva Brasil MDIC Sebrae CERTI Flammarion Cysneiros - Mentor de Startups

Edital SENAI SESI de Inovação (Aeronáutica e Saúde)


Foi prorrogado até 30 de janeiro de 2017 o prazo para empresas inscreverem projetos de protótipos ou estudos de viabilidade técnica; serão selecionadas dez propostas com investimento total de R$ 2 milhões.

Empresas do setor aeronáutico interessadas em obter financiamento para ideias de protótipos conceituais ou estudos de viabilidade técnica têm até 30 de janeiro de 2017 para inscrever projetos no Edital SENAI SESI de Inovação. Foi prorrogado o prazo para a inscrição que terminaria em 30 de novembro. O desafio foi lançado pela agência de inovação sueca Vinnova, com investimento de R$ 2 milhões.

Serão selecionadas dez ideias em áreas tecnológicas como sistemas inteligentes de bordo e tráfego aéreo. Cada projeto receberá R$ 100 mil aportados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) aos integrantes brasileiros da equipe e R$ 100 mil pela agência aos membros suecos. As propostas têm de ser apresentadas em inglês. Os protótipos serão desenvolvidos entre julho de 2017 e julho de 2018. “O objetivo, neste primeiro momento, é encontrar parceiros e testar as suas ideias para verificar a viabilidade e impacto da inovação proposta”, explica o gerente-executivo de Inovação e Tecnologia do SENAI, Marcelo Prim.

DESAFIOS – Assim como a Vinnova, a aceleradora de empresas Techmall S.A e a Fundepar, gestora de um programa de investimentos para firmas emergentes, já apresentaram desafios específicos a pequenas empresas e startups por meio do Edital SENAI SESI de Inovação. Instituições interessadas podem apresentar propostas a qualquer momento. “Nosso objetivo é conectar empresas nascentes, principalmente as startups, a grandes indústrias e, assim, fortalecer as cadeias produtivas industriais no campo da inovação”, afirma o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi.

A exigência é que a empresa invista no projeto selecionado, pelo menos, o mesmo volume aplicado pelo SENAI, com valor mínimo de R$ 75 mil. A instituição-âncora poderá, a seu critério, empregar quantias superiores. As empresas devem preencher o modelo de submissão de desafios constante no site do Edital. O documento também deve ser enviado para o email equipeinovacao@cni.or.br.

PROMOÇÃO DA INOVAÇÃO – O Edital SENAI SESI de Inovação integra os esforços do Sistema Indústria para promover a cultura de inovação no país e aumentar a competitividade das empresas. Além de desafios específicos, o Edital também está recebendo propostas de empresas e startups interessadas em recursos para projetos de inovação tecnológica em diversas áreas. Em 20 de fevereiro de 2017 serão conhecidos os escolhidos do terceiro ciclo de seleção.

Neste ano, serão aportados R$ 23,6 milhões, a maior parte (R$ 20 milhões) executada pelo SENAI e o restante (R$ 3,6 milhões) pelo Serviço Social da Indústria (SESI). Nesse último caso, são financiadas iniciativas que reduzam riscos de doenças e de acidentes de trabalho na indústria.

Os projetos serão selecionados com base em critérios como o potencial de inovação e de comercialização do produto ou do processo. O edital prevê um bônus de 50 pontos para as seguintes startups inovadoras:

• As formadas a partir de projetos finalistas do INOVA SENAI Nacional a partir de 2015;
• As apoiadas por programas de aceleração do SENAI;
• As finalistas da fase 3 do programa Inovativa Brasil do MDIC a partir de 2014;
• As apoiadas pelo programa Startup Brasil do MCTI em 2016;
• As finalistas das edições do Lemonade de 2016;
• As vencedoras do ITA Challenge 2016;
• As selecionadas pelo SENAI no Open 100 Startups 2016.

Além do fomento, o SENAI oferece apoio na forma de infraestrutura. Uma rede nacional com 25 Institutos de Inovação realiza pesquisa tecnológica e desenvolve novos produtos e soluções diretamente com empresas de todos os portes. O SENAI conta ainda com 57 Institutos de Tecnologia, com 1.200 especialistas que prestam serviços em áreas como metrologia, testes de qualidade, consultoria em processos produtivos específicos de diferentes setores, entre outros. Desde a primeira edição, em 2004, até 2015, o Edital de Inovação recebeu 5.450 propostas. Ao todo, 686 projetos foram aprovados.

Categorias do edital para submissão de projetos
-Inovação tecnológica, para projetos de até R$ 400 mil
-Protótipos de inovação, para projetos de até R$ 150 mil
-Inovação em Saúde e Segurança no Trabalho e Promoção da Saúde, para projetos de até R$ 400 mil

Seleção das instituições-âncora
Instituições interessadas podem apresentar a qualquer momento desafios a serem resolvidos por pequenas empresas. Basta preencher o documento modelo de submissão no site do Edital. Após o preenchimento, o documento deve ser enviado para o email equipeinovacao@cni.or.br.

COMO FUNCIONA
– Quer saber mais sobre o Edital? Veja o passo a passo no site do programa.
Por Helayne Boaventura
Da Agência CNI de Notícias

 

Edital SENAI SESI de Inovação e Biominas Brasil selecionam projetos de startups na área de ciências da vida

Soluções em saúde humana, digital health, saúde animal, agronegócio e meio ambiente poderão receber até R$ 400 mil cada uma e apoio de rede de laboratórios. Inscrições estão abertas até 5 de fevereiro de 2017

Arte digital healthO Edital SENAI SESI de Inovação e a Biominas Brasil selecionam projetos apresentados por startups de base tecnológica de todo o país que apresentem soluções (produtos ou serviços) nas áreas de saúde humana, digital health, saúde animal/agronegócio e meio ambiente. Serão escolhidas 21 propostas, que poderão receber até R$ 400 mil cada uma. As inscrições estão abertas até 5 de fevereiro de 2017 e podem ser feitas pela internet. O anúncio dos selecionados ocorrerá em 22 de fevereiro.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) vai aportar até R$ 200 mil no projeto e o restante será aplicado por um parceiro investidor – grande empresa ou fundo de investimento – ligado à Biominas, instituição privada sem fins lucrativos, especializada em promover negócios de impacto em ciências da vida. O montante disponibilizado pelo SENAI é destinado ao custeio do desenvolvimento tecnológico necessário no projeto. Já o valor oferecido pelo parceiro investidor poderá ser destinado ao custeio da operação da startup e demais despesas estratégicas para o desenvolvimento do negócio, conforme as condições e termos em que a parceria for estabelecida.

O objetivo do desafio lançado pela Biominas Brasil em parceria com o Edital SENAI SESI de Inovação é conectar instituições âncoras e seus parceiros com startups de base tecnológica. As startups selecionadas participarão, inicialmente, do BioStartup Lab, programa de pré-aceleração que dura aproximadamente três meses, com atividades de capacitação, mentoria, acompanhamento e de avaliação, realizadas em Belo Horizonte. As startups estarão aptas as receber os recursos aos projetos inovadores desde que cumpram e compareçam a todas as atividades classificadas como obrigatórias pelo programa e pelas regras do Edital.

Para o gerente-executivo de Inovação e Tecnologia do SENAI, Marcelo Prim, o desafio é um mecanismo de aproximação de startups com a indústria, promovendo a construção de confiança técnica entre as partes, e, desta forma, o empreendedorismo industrial. “Ganha a indústria, pela agilidade com a qual a startup desenvolve ciclos de desenvolvimento e de aprendizado e ganha a startup, que tem acesso a problemas concretos da indústria e a um potencial mercado”, avalia. O coordenador do BioStartup Lab, Rafael Silva, também destaca que “o modelo desenhado é interessante pois diminui os riscos para o investimento nas startups, favorecendo o casamento entre investimentos privados e recursos de fomento”.

Além do fomento, o SENAI oferece apoio na forma de infraestrutura. Uma rede nacional com 25 Institutos de Inovação realiza pesquisa tecnológica e desenvolve novos produtos e soluções diretamente com empresas de todos os portes. O SENAI conta ainda com 57 Institutos de Tecnologia com 1,2 mil especialistas que prestam serviços em áreas como metrologia, testes de qualidade, consultoria em processos produtivos específicos de diferentes setores, entre outros. Desde a primeira edição, em 2004, até 2015, o Edital de Inovação recebeu 5.450 propostas. Ao todo, 686 projetos já foram aprovados.

DESAFIOS – A possibilidade de grandes empresas e instituições lançarem desafios específicos a serem solucionados por jovens empresas e startups é a grande novidade do Edital SENAI SESI de Inovação em 2016. Instituições interessadas podem apresentar propostas a qualquer momento. A exigência é que a empresa invista no projeto selecionado, pelo menos, o mesmo volume aplicado pelo SENAI, com valor mínimo de R$ 75 mil. A instituição-âncora poderá, a seu critério, empregar quantias superiores. As empresas devem preencher o modelo de submissão de desafios disponível no site do Edital. O documento também deve ser enviado para o email equipeinovacao@cni.or.br.

Além da Biominas Brasil, a agência de inovação sueca Vinnova, a aceleradora de empresas Techmall S.A e a Fundepar, gestora de um programa de investimentos para firmas emergentes, já apresentaram desafios específicos por meio do Edital SENAI SESI de Inovação. Com investimento de R$ 2 milhões, a Vinnova lançou desafio para empresas do setor aeronáutico. As inscrições vão até 30 de janeiro de 2017. Serão selecionadas dez ideias de protótipos conceituais ou estudos de viabilidade técnica em áreas tecnológicas como sistemas inteligentes de bordo e tráfego aéreo. Cada projeto receberá R$ 100 mil aportados pelo SENAI aos integrantes brasileiros da equipe e R$ 100 mil pela agência aos membros suecos.

SAIBA MAIS – Acesse o site do Edital SENAI SESI de Inovação para conhecer todos os detalhes de como participar.

Por Helayne Boaventura
Foto: Arquivo/CNI
Da Agência CNI de Notícias

ALI conquista prêmio para o Sebrae


Grande vencedor do Prêmio Projeto do Ano, da Revista Mundo Project Management, o ALI apoia a inovação em pequenos negócios

Divulgação

São Paulo – Criado há seis anos e responsável pelo acompanhamento e desenvolvimento de mais de 115 mil micro e pequenas empresas, o Programa Agentes Locais de Inovação (ALI), desenvolvido pelo Sebrae, foi reconhecido, na última sexta-feira (25) como Projeto do Ano, na premiação Projetos e PMO do ano de 2016, da Revista Mundo Project Management.

O ALI é fruto de um acordo de cooperação técnica entre o CNPq e o Sebrae que tem como objetivo promover ações de inovação nas empresas de pequeno porte, por meio de orientação gratuita e personalizada. Essa orientação é realizada por agentes, bolsistas do CNPq, selecionados e capacitados pelo Sebrae, para acompanhar um conjunto de empresas. Os Agentes Locais de Inovação visitam os empreendimentos, apresentam soluções e oferecem respostas às demandas específicas de cada negócio. As mudanças geram impacto direto na gestão empresarial, na melhoria de produtos e processos e na identificação de novos nichos de mercado para os seus produtos.

“Foi uma maneira incrível de fecharmos um ciclo do ALI, coroado com dois acordos com o CNPq, mostrando um projeto que tem uma gestão eficiente, descentralizada e complexa, com um enorme impacto para milhares de micro e pequenas empresas, que diminuíram custos e aumentaram o faturamento”, avalia o gerente-adjunto da Unidade de Acesso à Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade do Sebrae, Marcus Bezerra, que apresentou o projeto na premiação.

Segundo Bezerra, o Sebrae conquistou o prêmio ao mostrar os indicadores de gestão, o número de empresas atendidas e a capacidade de monitorar e fazer intervenções quando forem necessárias. “O ALI é um projeto com mais de 1.400 atores – agentes, consultores, orientadores e gestores estaduais – e executou, em 2016, R$ 63 milhões”, revela.

Fonte: ASN