Empresário encontra caminhos de apoio à inovação


INOVAÇÃO

Foco era o promissor mercado de alimentos: a farinha pode ser usada na fabricação de barras de cereais, pães e massas.

Como encontrar apoio para desenvolver e lançar produtos inovadores? Haroldo César, da Blazei Brasil, traçou um roteiro perfeito para criar novos produtos. A expertise ele adquiriu no período que trabalhou no projeto de cogumelos da Embrapa, instituição pública de pesquisa agropecuária.

Haroldo queria produzir farinhas e extratos a partir de cogumelos, fonte rica de proteínas e antioxidantes. O foco era o promissor mercado de alimentos: a farinha pode ser usada na fabricação de barras de cereais, pães e massas. “Lançar uma empresa e colocar um produto novo no mercado não é fácil. Por isso buscamos ajuda no sistema de incubação do UNICEUB, Centro Universitário de Brasília, que tem apoio do SEBRAE”, conta o pesquisador.

Para conquistar fontes de financiamento, Haroldo fez um plano de negócio. “É muito interessante você estruturar a tua ideia, colocá-la no papel e mostrar a viabilidade econômica.” O empreendedor apresentou, então, a proposta para a Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP) e para a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). A ideia foi aceita e as entidades financiaram a pesquisa, que teve a aprovação da Agência Nacional de Vigilânica Sanitária (Anvisa).

Hoje, a Blazei Brasil se assemelha a um grande laboratório, com espaços de cultivo e secagem de cogumelos. “Chegamos a uma capacidade para uma tonelada e meia nesse momento.” A empresa fornece alimentos para outros negócios nacionais e internacionais. Também trabalha num projeto com a Embrapa, e assim devolve para a sociedade os recursos públicos que recebeu. “Estamos pensando em repassar a tecnologia que desenvolvemos para outros produtores”, conta Haroldo.

Fonte: Empresas e Negócios

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TIM volta-se para os pequenos negócios


TIM

Operadora cria equipe e produtos voltados especificamente para companhias de menor porte.

A criação de uma área específica para atendimento a pequenas e médias empresas pode tornar a meta da TIM de conquistar 1 milhão de clientes pós-pagos neste ano um desafio um pouco menos difícil. “Queremos ser a opção em telefonia fixa, móvel e internet para esse segmento”, diz Rogério Takayanagi, diretor de marketing da operadora.

O movimento faz parte do processo de reestruturação da operadora para recuperar o espaço perdido em 2008. Em setembro, a Claro ultrapassou a TIM em número de linhas ativadas, passando a ocupar a segunda colocação no ranking da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Agora, para ajudar na retomada, a TIM desmembrou a área de atendimento ao mercado de empresas. Foram criadas duas equipes de atendimento: uma dedicada a grandes contas (batizada de Top Clients) e outra às companhias de menor porte (TIM Business). Para o extrato mais alto, o atendimento tem um perfil consultivo, com criação de ofertas caso a caso. Para as empresas menores, a proposta é oferecer “produtos de prateleira”.

As pequenas, médias e microempresas entraram no foco da TIM, diz Takayanagi, porque apesar de representarem mais de 98% dos negócios no país ainda não contam com produtos dirigidos a suas necessidades.

Para reforçar a presença no segmento, a TIM criou pacotes cujos grandes atrativos são o preço e a integração dos celulares com os telefones fixos – área em que a TIM começou a atuar em 2007. Uma das ofertas tem preço inicial de R$ 24 por 200 minutos de telefonia fixa. Em outro pacote, é possível fazer ligações de graça para telefones fixos e móveis.

O resultado fraco obtido em 2008 levou a operadora a colocar em prática uma série de mudanças internas, além de modificar sua comunicação com o mercado. Além de nomear um novo presidente, o italiano Luca Luciani, a TIM procurou redução de custos e cortou em 30% o número de diretores de primeira linha. “Temos uma estrutura organizacional bem mais leve que no ano passado, e isso nos dará agilidade para trabalhar as novas ofertas para o mercado corporativo”, diz Takayanagi.

A TIM saiu na frente no mercado empresarial por ser a única empresa com cobertura em todos os Estados e contar com a tecnologia GSM antes das rivais. À medida que as outras operadoras completaram suas redes e adotaram o padrão, no entanto, ela perdeu competitividade. Agora, para recuperar-se, a tarefa de fortalecer os contratos empresariais ganhou destaque na companhia.

Recentemente, Luciani reforçou as estimativas da TIM de atingir faturamento líquido de R$ 14,4 bilhões em 2009, o que significa elevar a receita para R$ 3,8 bilhões em média por trimestre até o fim do ano. Segundo a Anatel, a TIM contava com 36,4 milhões de linhas ativas em abril.

Empresas mostram projetos inovadores bem-sucedidos


Inovação MPE

Segundo Ricardo Espinosa,a maioria dos empreendedores das micro e pequenas empresas olha com desconfiança a questão da inovação”, comentou o gerente do Escritório Regional do Sebrae-SP em Araçatuba.

Cerca de 100 empreendedores dos setores de agricultura, indústria e serviços de tecnologia participaram do workshop “Como a pequena empresa pode lucrar com a inovação?”, promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), no auditório do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), em Araçatuba, no último dia 20. O grupo compartilhou iniciativas bem-sucedidas já adotadas.

“A maioria dos empreendedores das micro e pequenas empresas olha com desconfiança a questão da inovação”, comentou o gerente do Escritório Regional do Sebrae-SP em Araçatuba, Ricardo Espinosa Covelo. Segundo ele, os empresários percebem a inovação como algo desnecessário, ou mesmo arriscado, e alegam, muitas vezes, que não têm tempo para pensar em possíveis modificações. No entanto, Covelo afirma que os empreendedores que adotam atitudes inovadoras abrem novas oportunidades.

É o caso de Elizabete Maria Foline Buono, dona de uma fábrica de tênis, Márcia Ranalli, proprietária de um negócio de ovinocultura, e Gustavo Brito Fernandes, proprietário de uma empresa de inovações tecnológicas que, por suas trajetórias inovadoras, foram convidados a compartilhar as suas histórias no evento.

Elizabete contou que, no início, não se preocupava muito em buscar modelos com design próprio para seus produtos. Descobriu, no entanto, que teria mais chances se concorresse no mercado com produtos diferenciados. A partir disso, investiu em novos estilos e, como resultado, ganhou mais espaço entre os consumidores.

Márcia era dona da Fazenda Caramuru, dedicada à plantação de cana e criação de gado. Os ovinos eram quase um hobby. Há dois anos, ela resolveu investir na produção de cordeiros com qualidade. Apoiada na consultoria do Sebrae-SP, melhorou a qualidade do rebanho e adotou uma série de ações que permite o abate mais cedo, e com melhor peso. Atualmente, a ovinocultura tem grande destaque no retorno de seus negócios no agrobusiness.

A empresa GP Painéis, de Gustavo Brito Fernandes, nasceu dentro da incubadora de empresas de Araçatuba. Fernandes começou a produzir painéis eletrônicos para informações dinâmicas luminosas. Sempre atento às perguntas de seus clientes, ele nunca descarta as sugestões, considerando-as com cuidado, para estudar as possibilidades de inovação. Com essa atitude, conseguiu fazer adaptações em produtos que resultaram em retorno para a empresa.

Outro exemplo de inovação é o de Caio César Pimentel Ferraz Jr., que trabalha com o pai na empresa da família, fundada há 50 anos por seu avô, produzindo tubos e outras grandes peças de concreto para obras públicas e de construção civil. Em uma visita rotineira em canteiros de obras de clientes, ele observou um procedimento que era feito nas peças, pelos operários, para facilitar a colocação de quadros de energia elétrica.

“Voltamos para a fábrica, fizemos um novo desenho para os tubos, adaptando novas aberturas de acordo com as necessidades que vimos na obra e tivemos um excelente resultado com o novo produto”, diz. Segundo ele, além de oferecer um produto diferenciado, a imagem institucional da fabricante saiu fortalecida, pois se mostrou atenta às necessidades de seu cliente. Outra vantagem foi a economia de matéria-prima trazida com a inovação, uma vez que as aberturas nas peças de concreto se revertem em custo menor de produção.

O gerente do Sebrae-SP insiste que não existe uma receita pronta para se tornar inovador. “Normalmente busca-se inovação por causa de uma crise, durante a qual ideias surgem para resolver problemas pontuais”, diz, orientando a afastar-se um pouco da rotina da produção, estudar todos os detalhes internos e ficar atento aos concorrentes.

Fomenta RN


rn-gov

O governo do estado de RN lança amanhã, durante a abertura do “Encontro de Oportunidades para Micro e Pequenas Empresas nas Compras Governamentais”, o Fomenta RN. O projeto visa apoiar e estimular a participação das MPEs a negociar seus produtos e serviços com o Estado. Até hoje, o Sebrae – um dos parceiros do projeto – recebe inscrições de empresas interessadas em participar das palestras do evento que acontece no auditório da Casa da Indústria até quinta-feira. Foram disponibilizadas 300 vagas.

O projeto visa equilibrar um cenário de disputa desigual para os pequenos. Mais de 80% dos produtos fornecidos ao governo do estado vem de médias e grandes empresas de várias regiões do Brasil. Dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siaf) mostram que as micro e pequenas empresas locais participam com apenas 7% dos negócios (R$ 62 milhões) dos R$ 886 milhões que o Estado gastou em compras.

Gestão do Conhecimento acessível às Micro e Pequenas Empresas


Gestão do Conhecimento Empresarial ICOMUNI

A ICOMUNI Consultoria fechou parceria com a TECHBUSINESS para tornar a Gerência de Projetos e a Gestão do Conhecimento acessível às Médias e Pequenas Empresas.

A parceria foi firmada após o evento da SBGC – Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento em Recife/PE, que abordou o tema: “A “Gestão do Conhecimento e Inovação nas Médias e Pequenas Empresas em Cadeias Produtivas”.

O evento da SBGC ocorreu no JCPM Trade Center, na última quarta-feira (13), e contou com a presença de instituições, tais como: SEBRAE, SESI, UFPE e mais de 100 empresários empreendedores, interessados no assunto.

Flammarion Cysneiros - CEO - ICOMUNI Consultoria“Devido à alta demanda da necessidade dos empresários em garantir e gerenciar a propriedade intelectual dos seus negócios, a ICOMUNI Consultoria apresentará uma solução inovadora chamada FOLLOW.

A estratégia é potencializar as médias e pequenas empresas, assim como as cadeias produtivas do interior do estado”, comenta Flammarion Cysneiros, CEO da ICOMUNI.

Fernando Jefferson Parceiro ICOMUNIDe acordo com Fernando Jefferson, diretor da TechBusiness, professor do
MBA da Fundação Getúlio Vargas e especialista nas áreas de Gestão do
Conhecimento, Gerência de Projetos e Gestão do Processo de Negócio (BPM), a parceria com a ICOMUNI é fundamental para oferecer às empresas pernambucanas uma solução que as ajude a aproveitar as oportunidades de negócio que surgirão nas cadeias produtivas de petróleo/gás e logística/portos, entre outras.

“Somente em Pernambuco serão investidos bilhões de reais, nos próximos
anos. Para aproveitar estas oportunidades, as empresas precisam modernizar os seus sistemas de gestão, pois lidarão com empresas  muito exigentes, como a Petrobras e suas terceirizadas, as EPCs”, destaca Jefferson.

ICOMUNI FOLLOW

Micro e pequenas empresas participam mais de subvenção


finep subvençãoSubvenção tem se firmado cada vez mais como ferramenta para pequenas empresas, que não dispõem de boas linhas de crédito como as grandes, afirma diretor de inovação da Fine.

O número de projetos apresentados por micro e pequenas empresas no programa Subvenção Econômica da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) passou de 2.333, em 2008, para 2.280, em 2009. No cômputo geral do programa – que concede recursos não reembolsáveis para desenvolvimento de projetos inovadores -, porém, a participação delas passou de 87%, no ano passado, para 89%, neste ano.

Na avaliação do diretor de inovação da entidade, Eduardo Costa, os índices são positivos. Neste ano, os empresários tiveram de elaborar todo o projeto para a apresentação. No ano passado, tinham apenas de fazer um resumo. Só ao serem aprovados eram convocados a elaborar o conteúdo. Segundo ele, a subvenção tem se firmado cada vez mais como uma ferramenta para micro e pequenas. “As grandes têm outros mecanismos, linhas de crédito muito boas”, afirma. As pequenas, opina Costa, “não têm acesso ao crédito”.
Para o presidente da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), Guilherme Ary Plonski, o não crescimento revela também que demanda reprimida foi suprida pelos três editais anteriores. Desde 2006, quando o programa foi criado, foram contemplados 566 projetos. Costa diz que ainda é cedo para avaliar o impacto da redução do valor mínimo dos projetos de subvenção para micro e pequenas empresas. Até o ano passado, era de R$ 1 milhão; neste ano, foi para R$ 500 mil.
Para alguns, contudo, ela foi essencial para a participação na chamada de 2009. Exemplo disso é o sócio da LM Laboratórios Israel Barreira Motta, 44. “Se o valor mínimo fosse de R$ 1 milhão, inviabilizaria [a inscrição]”, comenta, esclarecendo que a contrapartida necessária teria de ser maior.

Fundos Inovar: propostas devem ser enviadas até junho

subvençãoA Finep divulgou a 10ª Chamada Pública de Fundos Inovar, fixando em 10 de junho, o prazo máximo para que gestores e administradores de fundos de Venture Capital (capital empreendedor) e Private Equity apresentem propostas de capitalização.

De acordo com o edital da chamada, estão aptas a pleitearem investimentos, empresas que exerçam ou pretendam exercer as funções de administrador e/ou gestão do fundo, com autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), para prestar serviços de Administração de Carteira de Valores Mobiliários.

O resultado da pré-qualificação do processo será divulgado a partir do dia 16 de junho. Uma semana depois – entre os dias 22 e 26 de junho – os aprovados na primeira etapa deverão se submeter à avaliação da banca do programa. O parecer final deve sair a partir do dia 13 de julho.

A proposta de capitalização, que deve ser enviada através do e-mail incubadoradefundos@finep.gov.br, deve apresentar o seguinte conteúdo: foco do fundo em relação ao perfil de empresas, investimento máximo e mínimo do fundo por setor e por empresa, prazo de duração do fundo, e número de empresas a serem investidas.

O Inovar, que completou 9 anos neste mês de maio,é uma ação estratégica da Finep com o objetivo de promover o desenvolvimento das pequenas e médias empresas de base tecnológica, através do desenvolvimento de instrumentos para o seu financiamento.

De 2008 até 2010, a agência vai destinar R$ 330 milhões para cerca de 25 fundos de investimento nas três modalidades abarcadas pelo projeto que, além do Venture Capital e Private Equity, também inclui o Capital Semente (seed money), voltado para empreendimentos nascentes.

(Fonte: Convergência Digital – 15/05/2009 e Folha de S. Paulo – 17/05/2009)