MPE Brasil reconhece e aprimora excelência em gestão


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Inscrições foram prorrogadas até 14 de setembro

Porto Alegre – Ser flexível e ter equilíbrio na gestão corporativa. As resoluções inovadoras dessa complexa equação e, ao mesmo tempo, medida básica para a competitividade são celebradas no Prêmio de Competitividade para Micro e Pequenas Empresas – MPE Brasil, que é realizado em 24 estados. No Rio Grande do Sul, 5.654 pequenos negócios inscreveram-se até 31 de julho, na distinção que reconhece as iniciativas pertinentes para o avanço da competitividade de mercado e que possam servir de exemplo a outros empresários.

Os gaúchos representam até o momento 50% das inscrições em todo o País. O prazo para a participação no concurso foi prorrogado até 14 de setembro. Pode ser efetuado no site www.premiompe.sebrae.com.br ou nas unidades de atendimento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Sul (Sebrae/RS).

O superintendente do Sebrae/RS, Marcelo Lopes, destaca que a participação no Prêmio MPE Brasil só traz benefícios às micro e pequenas empresas. “Aprimora e desenvolve a visão sistêmica do negócio, a comunicação gerencial e o comprometimento geral”, afirma. É que entre as etapas de avaliação do reconhecimento, o empreendedor preenche um questionário de autoavaliação. As informações são analisadas e um relatório que é devolvido contendo as pontuações por critério.

O Prêmio MPE Brasil, no Rio Grande do Sul, resulta de uma parceria entre o Sebrae/RS, Grupo RBS, Gerdau, Movimento Brasil Competitivo (MBC) e a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), com patrocínio nacional da Petrobras e da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Todas as empresas inscritas concorrerão à premiação estadual. As classificadas disputam a etapa nacional, que será realizada em 2010. Serão premiadas empresas das categorias Indústria, Comércio, Serviços de Turismo (bares, restaurantes, hotéis, pousadas, agências de viagens, transportes turísticos), Serviços de Saúde, Serviços de Educação, Serviços de Tecnologia da Informação (desenvolvimento, implantação e gerenciamento de softwares), Serviços (geral) e Agronegócio. Na Categoria Destaque, Boas Práticas de Responsabilidade Social.

Critérios
Podem participar do MPE Brasil empresas constituídas até 31 de dezembro de 2007, com domicílio no Rio Grande do Sul e faturamento anual de até R$ 2,4 milhões. O regulamento apresenta as seguintes diferenças: empresas que venceram em 2008 não podem concorrer em 2009 e 2010 e, se vencerem duas vezes, não podem mais participar. Nesse caso, devem buscar o PGQP, deixando a oportunidade para novas empresas apresentarem suas práticas bem sucedidas de gestão.

Serviço:
Assessoria de Comunicação do Sebrae/RS: (51) 3216.5165, (51) 3216.5182 ou (51) 9955.8192
Central de Atendimento ao Cliente do Sebrae/RS: 0800 570 0800

Sebrae Nacional: 0800 570 0800

Prêmio de Competitividade para Micro e Pequena Empresa


MPE2-competitividade

O Sebrae em Pernambuco inscreve, até 17 de agosto, para  o Prêmio de Competitividade para Micro e Pequena Empresa, MPE Brasil, uma das mais importantes premiações no mundo dos negócios, que, em 2009,  comemora 10 anos de estrada. Conferido desde o ano de 2000, o evento visa promover o aumento da qualidade e da competitividade, destacando a boa gestão de micro e pequenas empresas.

Desde quando foi criado no ano de 2000 até 2008, já foram atendidas quase 10 mil empresas e reconhecidas mais de 100. A previsão é de que 1.800 empreendimentos sejam atendidos esse ano em Pernambuco e de 75 mil em todo o Brasil. O evento é direcionado às empresas que possuam renda bruta anual de até R$2.400 milhões, domicílio fiscal no Estado, comprovem regularidade fiscal e estatutária e que tenha completado, pelo menos, até um ano fiscal.

Há premiações para as categorias Indústria, Comércio, Serviços de Turismo (bares, restaurantes, hotéis, pousadas, agências de viagens, transportes turísticos); Serviços de Educação e Tecnologia da Informação (desenvolvimento, implantação e gerenciamento de softwares) e Agronegócio. De olho nas ações ecologicamente corretas, haverá, ainda, um ganhador na classe de Destaque Boas Práticas de Responsabilidade Socioambiental.

Cenários das MPE – Apesar da crise financeira que vem inquietando a economia mundial, as micro e pequenas empresas em Pernambuco reagiram mais moderadamente aos efeitos de curto prazo da crise em praticamente todos os seus aspectos pesquisados, se compararmos com a média brasileira. Ou seja, em todo o território nacional os efeitos no curto prazo foram sentidos pelas MPE, porém, em Pernambuco esses efeitos foram menos intensos. Para 70% dos empresários entrevistados, as expectativas para o ano de 2009 são boas (58%) ou muito boas (12%), segundo sondagem realizada pelo Sebrae.

Campeãs
– E um exemplo de boa gestão mesmo em um período em que se atravessa uma crise, é a fazenda Frutti Hall, de Petrolina, campeã nacional na categoria agronegócios da edição 2008, que se conceitua cada dia mais no mercado de agronegócios. A empresa surgiu a partir de uma viagem de seus idealizadores para conhecer a região do São Francisco a fim de colher dados para a monografia do curso de administração do filho da proprietária, Iolanda Naressi, em junho de 2003, em Curitiba. Nesse ínterim, fez visitas a algumas fazendas no segmento e, com bases nas informações observadas, resolveram investir na região. A empresa também foi vencedora na versão pernambucana do prêmio de Competitividade para micro e Pequenas Empresas, no ano passado.

A Escola Professor Paulo Freire, de Salgueiro, também foi destaque nacional, ganhando na categoria serviços de educação, que trabalha desde 1989 as modalidades de educação infantil, ensino fundamental e ensino médio com preparação para o vestibular. Destaca-se pela atualização constante das relações que estabelece com os conteúdos curriculares, sistema de avaliação, recursos de apoio pedagógico e formação continuada de seus profissionais. Ao longo desses anos, a escola participou de diversos projetos de conhecimento, sendo contemplada com o Prêmio Destaque na 8ª Ciência Jovem de PE, realizada pelo Espaço Ciência, em 2002. Entre outros prêmios, destacam-se o Top Ouro, em 2007, Prêmio Ibero-americano de Excelência Educativa, conferido em Congressos realizados Panamá (Cidade do Panamá), em 2007, e no Equador (Guayaquil), em 2008.

O MPE Brasil é uma realização do Sebrae e do Grupo Gerdau com o apoio da Federação da Indústria do Estado de Pernambuco – FIEPE, Federação do Comércio do Estado de Pernambuco – Fecomércio/PE, Federação da Agricultura do Estado de Pernambuco – FAEPE, Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas – FCDL, Federação das Associações Comerciais do Estado de Pernambuco – FACEP, Programa  Pernambucano de Qualidade – PROPEQ e Movimento Brasil Competitivo – MBC.

As inscrições podem ser feitas pelo site: http://www.premiompe.sebrae.com.br

Fornecedores para grandes projetos


suape estaleiro e refinaria

Empresas pernambucanas ja estabeleceram negócios com o estaleiro e agora se preparam para atender a refinaria.

Há dois ou três anos, garantir a participação de empresas pernambucanas como fornecedoras das cadeias de petróleo, gás, naval e offshore que estavam surgindo em Suape era uma drama. Os grandes empreendimentos, como o Estaleiro Atlântico Sul, estavam apenas começando a se implantar, mas já se falava de capacitação como algo urgente, sob pena de perdermos as encomendas de produtos e serviços para outros estados. Agora, estamos navegando em águas mais calmas. Mais de 500 empresas pernambucanas já fornecem para o estaleiro e muitas começam a se preparar para fornecer também para a Refinaria Abreu e Lima.

O esforço que se fez e ainda se faz tem muitos pais e mães. Foram muitas reuniões, muitos diagnósticos, muito treinamento, envolvendo diversos sindicatos e instituições como a Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe) – e seus órgãos Senai, IEL e Ciepe – e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Como reforço, foi instituído em Pernambuco um fórum regional do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp).

“É preciso somar esforços. Tanto de instituições como de empresas, pois sozinhas, na maioria das vezes, elas não conseguem atender à demanda desses empreendimentos”, diz o superintendente do Sebrae-PE, Nilo Simões. Como exemplo ele cita os milhões de blocos de cimento que a Petrobras vai precisar comprar para a refinaria. “Por isso os consórcios. São milhões de blocos. Não existe nenhuma empresa em Pernambuco que possa atender sozinha a uma demanda como essa”, completa.

Se é difícil para as grandes, imagine para as pequenas. O Sebrae-PE encomendou um levantamento para identificar as oportunidades de negócios e assim facilitar a inserção das micro e pequenas. Acabou de ficar pronto. Até o início de agosto, a partir desse diagnóstico, serão publicados 23 volumes, cada um dedicado a um segmento diferente, como terraplenagem, construção civil, montagem, manutenção. Quem ainda tem dificuldade de enquadramento encontrará ali algumas dicas para se aperfeiçoar.

O presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simmepe), Sebastião Pontes, afirma que esse esforço incluiu a participação em feiras nacionais e internacionais de eletro-metal-mecânica e do setor naval. “Hoje, cerca de 70 associados já estão fornecendo para o estaleiro”, comemora. Ele é diretor comercial da Polifrio, indústria de equipamentos de refrigeração sediada em Abreu e Lima, que forneceu câmaras frigoríficas para o refeitório do estaleiro.

Opinião da Cysneiros Consultores:

Flammarion Cysneiros - CEO - ICOMUNI ConsultoriaPara Flammarion Cysneiros, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento de Projetos da ICOMUNI Consultoria, as micro empresas pernambucanas estão se planejando para atender as novas demandas de Suape.

A ICOMUNI Consultoria empresa há mais de 5 anos no mercado, presta consultoria em empreendedorismo e inovação, vê um cenário otimista para pernambuco. As micro empresas pernambucanas destacam-se no cenário nacional, como empresas de alto valor competitivo.

Empresário encontra caminhos de apoio à inovação


INOVAÇÃO

Foco era o promissor mercado de alimentos: a farinha pode ser usada na fabricação de barras de cereais, pães e massas.

Como encontrar apoio para desenvolver e lançar produtos inovadores? Haroldo César, da Blazei Brasil, traçou um roteiro perfeito para criar novos produtos. A expertise ele adquiriu no período que trabalhou no projeto de cogumelos da Embrapa, instituição pública de pesquisa agropecuária.

Haroldo queria produzir farinhas e extratos a partir de cogumelos, fonte rica de proteínas e antioxidantes. O foco era o promissor mercado de alimentos: a farinha pode ser usada na fabricação de barras de cereais, pães e massas. “Lançar uma empresa e colocar um produto novo no mercado não é fácil. Por isso buscamos ajuda no sistema de incubação do UNICEUB, Centro Universitário de Brasília, que tem apoio do SEBRAE”, conta o pesquisador.

Para conquistar fontes de financiamento, Haroldo fez um plano de negócio. “É muito interessante você estruturar a tua ideia, colocá-la no papel e mostrar a viabilidade econômica.” O empreendedor apresentou, então, a proposta para a Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP) e para a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). A ideia foi aceita e as entidades financiaram a pesquisa, que teve a aprovação da Agência Nacional de Vigilânica Sanitária (Anvisa).

Hoje, a Blazei Brasil se assemelha a um grande laboratório, com espaços de cultivo e secagem de cogumelos. “Chegamos a uma capacidade para uma tonelada e meia nesse momento.” A empresa fornece alimentos para outros negócios nacionais e internacionais. Também trabalha num projeto com a Embrapa, e assim devolve para a sociedade os recursos públicos que recebeu. “Estamos pensando em repassar a tecnologia que desenvolvemos para outros produtores”, conta Haroldo.

Fonte: Empresas e Negócios

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TIM volta-se para os pequenos negócios


TIM

Operadora cria equipe e produtos voltados especificamente para companhias de menor porte.

A criação de uma área específica para atendimento a pequenas e médias empresas pode tornar a meta da TIM de conquistar 1 milhão de clientes pós-pagos neste ano um desafio um pouco menos difícil. “Queremos ser a opção em telefonia fixa, móvel e internet para esse segmento”, diz Rogério Takayanagi, diretor de marketing da operadora.

O movimento faz parte do processo de reestruturação da operadora para recuperar o espaço perdido em 2008. Em setembro, a Claro ultrapassou a TIM em número de linhas ativadas, passando a ocupar a segunda colocação no ranking da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Agora, para ajudar na retomada, a TIM desmembrou a área de atendimento ao mercado de empresas. Foram criadas duas equipes de atendimento: uma dedicada a grandes contas (batizada de Top Clients) e outra às companhias de menor porte (TIM Business). Para o extrato mais alto, o atendimento tem um perfil consultivo, com criação de ofertas caso a caso. Para as empresas menores, a proposta é oferecer “produtos de prateleira”.

As pequenas, médias e microempresas entraram no foco da TIM, diz Takayanagi, porque apesar de representarem mais de 98% dos negócios no país ainda não contam com produtos dirigidos a suas necessidades.

Para reforçar a presença no segmento, a TIM criou pacotes cujos grandes atrativos são o preço e a integração dos celulares com os telefones fixos – área em que a TIM começou a atuar em 2007. Uma das ofertas tem preço inicial de R$ 24 por 200 minutos de telefonia fixa. Em outro pacote, é possível fazer ligações de graça para telefones fixos e móveis.

O resultado fraco obtido em 2008 levou a operadora a colocar em prática uma série de mudanças internas, além de modificar sua comunicação com o mercado. Além de nomear um novo presidente, o italiano Luca Luciani, a TIM procurou redução de custos e cortou em 30% o número de diretores de primeira linha. “Temos uma estrutura organizacional bem mais leve que no ano passado, e isso nos dará agilidade para trabalhar as novas ofertas para o mercado corporativo”, diz Takayanagi.

A TIM saiu na frente no mercado empresarial por ser a única empresa com cobertura em todos os Estados e contar com a tecnologia GSM antes das rivais. À medida que as outras operadoras completaram suas redes e adotaram o padrão, no entanto, ela perdeu competitividade. Agora, para recuperar-se, a tarefa de fortalecer os contratos empresariais ganhou destaque na companhia.

Recentemente, Luciani reforçou as estimativas da TIM de atingir faturamento líquido de R$ 14,4 bilhões em 2009, o que significa elevar a receita para R$ 3,8 bilhões em média por trimestre até o fim do ano. Segundo a Anatel, a TIM contava com 36,4 milhões de linhas ativas em abril.

Empresas mostram projetos inovadores bem-sucedidos


Inovação MPE

Segundo Ricardo Espinosa,a maioria dos empreendedores das micro e pequenas empresas olha com desconfiança a questão da inovação”, comentou o gerente do Escritório Regional do Sebrae-SP em Araçatuba.

Cerca de 100 empreendedores dos setores de agricultura, indústria e serviços de tecnologia participaram do workshop “Como a pequena empresa pode lucrar com a inovação?”, promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), no auditório do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), em Araçatuba, no último dia 20. O grupo compartilhou iniciativas bem-sucedidas já adotadas.

“A maioria dos empreendedores das micro e pequenas empresas olha com desconfiança a questão da inovação”, comentou o gerente do Escritório Regional do Sebrae-SP em Araçatuba, Ricardo Espinosa Covelo. Segundo ele, os empresários percebem a inovação como algo desnecessário, ou mesmo arriscado, e alegam, muitas vezes, que não têm tempo para pensar em possíveis modificações. No entanto, Covelo afirma que os empreendedores que adotam atitudes inovadoras abrem novas oportunidades.

É o caso de Elizabete Maria Foline Buono, dona de uma fábrica de tênis, Márcia Ranalli, proprietária de um negócio de ovinocultura, e Gustavo Brito Fernandes, proprietário de uma empresa de inovações tecnológicas que, por suas trajetórias inovadoras, foram convidados a compartilhar as suas histórias no evento.

Elizabete contou que, no início, não se preocupava muito em buscar modelos com design próprio para seus produtos. Descobriu, no entanto, que teria mais chances se concorresse no mercado com produtos diferenciados. A partir disso, investiu em novos estilos e, como resultado, ganhou mais espaço entre os consumidores.

Márcia era dona da Fazenda Caramuru, dedicada à plantação de cana e criação de gado. Os ovinos eram quase um hobby. Há dois anos, ela resolveu investir na produção de cordeiros com qualidade. Apoiada na consultoria do Sebrae-SP, melhorou a qualidade do rebanho e adotou uma série de ações que permite o abate mais cedo, e com melhor peso. Atualmente, a ovinocultura tem grande destaque no retorno de seus negócios no agrobusiness.

A empresa GP Painéis, de Gustavo Brito Fernandes, nasceu dentro da incubadora de empresas de Araçatuba. Fernandes começou a produzir painéis eletrônicos para informações dinâmicas luminosas. Sempre atento às perguntas de seus clientes, ele nunca descarta as sugestões, considerando-as com cuidado, para estudar as possibilidades de inovação. Com essa atitude, conseguiu fazer adaptações em produtos que resultaram em retorno para a empresa.

Outro exemplo de inovação é o de Caio César Pimentel Ferraz Jr., que trabalha com o pai na empresa da família, fundada há 50 anos por seu avô, produzindo tubos e outras grandes peças de concreto para obras públicas e de construção civil. Em uma visita rotineira em canteiros de obras de clientes, ele observou um procedimento que era feito nas peças, pelos operários, para facilitar a colocação de quadros de energia elétrica.

“Voltamos para a fábrica, fizemos um novo desenho para os tubos, adaptando novas aberturas de acordo com as necessidades que vimos na obra e tivemos um excelente resultado com o novo produto”, diz. Segundo ele, além de oferecer um produto diferenciado, a imagem institucional da fabricante saiu fortalecida, pois se mostrou atenta às necessidades de seu cliente. Outra vantagem foi a economia de matéria-prima trazida com a inovação, uma vez que as aberturas nas peças de concreto se revertem em custo menor de produção.

O gerente do Sebrae-SP insiste que não existe uma receita pronta para se tornar inovador. “Normalmente busca-se inovação por causa de uma crise, durante a qual ideias surgem para resolver problemas pontuais”, diz, orientando a afastar-se um pouco da rotina da produção, estudar todos os detalhes internos e ficar atento aos concorrentes.

Fomenta RN


rn-gov

O governo do estado de RN lança amanhã, durante a abertura do “Encontro de Oportunidades para Micro e Pequenas Empresas nas Compras Governamentais”, o Fomenta RN. O projeto visa apoiar e estimular a participação das MPEs a negociar seus produtos e serviços com o Estado. Até hoje, o Sebrae – um dos parceiros do projeto – recebe inscrições de empresas interessadas em participar das palestras do evento que acontece no auditório da Casa da Indústria até quinta-feira. Foram disponibilizadas 300 vagas.

O projeto visa equilibrar um cenário de disputa desigual para os pequenos. Mais de 80% dos produtos fornecidos ao governo do estado vem de médias e grandes empresas de várias regiões do Brasil. Dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siaf) mostram que as micro e pequenas empresas locais participam com apenas 7% dos negócios (R$ 62 milhões) dos R$ 886 milhões que o Estado gastou em compras.