Palestras Magnas da Feira do Empreendedor 2012


 

 

 

 

 

 

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Palestra Copa do Mundo – Oportunidades e Desafios


 

Conheça as oportunidades e desafios que a Copa de 2014 trará para os micro e pequenos negócios em palestra, próximo dia 25, na cidade de Olinda.

Informações: (81) 3494.0966 ou 3011.1066

Outsourcing: afinal, o que é isso?


Por Augusto Gomes

Termo que está em evidência e conceito cada vez mais popular no meio corporativo, a definição de “outsourcing” costuma gerar confusão. Geralmente, e de maneira errada, é traduzido como “terceirização”. Convém então, e antes de tudo – diferenciar uma coisa e outra.

Por terceirização, entendem-se atividades mais rotineiras, de menor valor percebido, aquelas geralmente mais distantes hierarquicamente do “core business” (a “vocação” da empresa). Mas, que atividades são essas? Limpeza, segurança, transporte, logística, são bons exemplos. Enfim, atividades que, embora importantes operacionalmente, influem pouco nos aspectos estratégicos e até comerciais de uma empresa.

O outsourcing, em sua essência, também é uma terceirização, contudo, terceirização estratégica de áreas-chave para o “core business”, muitas das quais, inimagináveis há até pouco tempo: controle financeiro, força de vendas, sistemas de informação, prospecção e T.I. Que tal colocar seu foco naquilo que você faz melhor que sua concorrência e deixar que especialistas cuidem do restante? Essa é justamente a melhor definição para o outsourcing. Como principais vantagens, podemos citar a redução de custos e o aumento geral da produtividade.

Com o aumento exponencial da competitividade nos mais variados mercados, as empresas, independente do porte, se viram obrigadas a repensar seu modelo de negócios e, consequentemente, a adaptar suas estruturas internas a essa nova realidade. Há cada vez mais especialistas no mercado à disposição para resolver todo e qualquer tipo de problema que você e sua empresa possam ter. Vive-se atualmente um “boom” do outsourcing. Desnecessário dizer que esse fato contribui para uma queda qualitativa na atividade, afetando diretamente empresas sérias cujo core business (de novo o termo) é, justamente, a prestação profissional de serviços de outsourcing.

Então, como e quando decidir transferir áreas-chave de sua empresa, para quem realmente entende do assunto? Como saber se suas necessidades serão supridas por profissionais realmente competentes, e não por “aventureiros do mundo do outsourcing”? Considerar os seguintes aspectos:

– Identifique e avalie as oportunidades: saiba quais são os seus processos críticos, ou seja, aqueles que devem obrigatoriamente ser conduzidos por sua organização, e quais não são vitais para seu sucesso. Uma vez identificadas as competências-chave da empresa (aquilo que realmente “fazem bem feito”), todas as demais atividades são candidatas ao outsourcing. Defina exatamente o seu cenário atual e alinhe suas expectativas futuras ao cenário do outsourcing.

– Selecione o fornecedor: saiba separar o joio do trigo, afinal existem muitas empresas que oferecem “terceirização” de serviços. Como em qualquer caso, busque referências antes de contratar. Indicações de amigos e parceiros já atendidos são um ótimo parâmetro. Reportagens na mídia sobre empresas de destaque no setor, também são excelentes como referência no processo de escolha.

– Prepare a transição: caso o departamento a ser transferido para o outsourcing já exista em sua empresa, programe essa transição de maneira ordenada e antecipada. Identifique quais são os colaboradores e talentos humanos que podem migrar para outros departamentos, por exemplo. Comunique as equipes com antecipação, mostrando os aspectos positivos que as mudanças terão para o desempenho de todos.

– Acompanhe o desempenho continuamente: avalie se o desempenho do prestador de outsourcing está de acordo com suas expectativas e, acima de tudo, se está perfeitamente alinhado com os índices de resultados e excelência acordados em contrato. É natural que haja ajustes no decorrer dos processos, em especial no início de uma operação. Contudo, resultados negativos recorrentes e desvios graves dos termos acordados são sinais de que medidas corretivas mais urgentes precisam ser tomadas. Nesta fase, a melhoria contínua dos processos entre as partes deve ser o principal objetivo a ser atingido.

Ainda é interessante destacar que o outsourcing deve ser sempre encarado como uma parceria estratégica efetiva entre a empresa contratante e a contratada. De início, os níveis hierárquicos mais elevados devem envolver-se diretamente nos processos e, gradualmente, podem passar a delegar funções de intermediação estratégica aos gestores responsáveis por cada área. Ainda neste caso, uma transição gradual e ordenada também é muito recomendada.

E, afinal, quais áreas são passíveis de outsourcing? Podemos citar:

– Planejamento estratégico: afinal, a melhor estratégia do mundo pode ser desperdiçada se não houver pessoal com conhecimento e envolvimento necessários à sua execução;
– Marketing e vendas: quem nunca ouviu falar em contratar uma agência de marketing, ou de promoção de vendas, para cuidar da divulgação de seus produtos e serviços, por exemplo?
– Recursos humanos: delegar a alguém especializado todo o processo de seleção que lhe entregasse um profissional já treinado para uma área importante de sua empresa. Não seria ótimo?- Informática e T.I.: gestão de equipamentos complexos, consolidação de base de dados e, claro, assistência técnica permanente de sua área de informática certamente são algo que deve ser delegado a profissionais dedicados exclusivamente a isso.

Muito mais do que uma simples terceirização, o outsourcing deve ser visto como um processo de transformação estratégica. Concentre-se naquilo que faz melhor e entregue o restante a especialistas. Sua empresa agradece!

Augusto Gomes é diretor do Royall Group, empresa especializada em Outsourcing Integrado, nas áreas de Vendas e Marketing, Recursos Humanos e TI

A Copa do Mundo em 2014 e os bons negócios


O maior evento do futebol vai movimentar vários setores da economia e gerar oportunidades para pequenas empresas. Os preparativos para o evento devem movimentar cerca de 30 bilhões de reais e gerar quatro milhões de empregos, segundo o SEBRAE.

O programa prevê a construção de estádios, hotéis, restaurantes e apoio logístico para receber milhares de turistas que torcem e vibram com o futebol. Um estudo encomendado pelo SEBRAE mostra os benefícios que o evento traz para a economia brasileira. Quase oito mil micros e pequenas empresas devem fechar algum negócio gerado pela Copa do Mundo. As possibilidades são mais fortes em nove setores: construção civil, tecnologia da informação, turismo, produção, agronegócio, madeira e móveis, têxtil-confecção, comércio varejista e serviços.

Segundo o estudo, as pequenas empresas deverão ficar com 15% do dinheiro investido na Copa. E, segundo informações do novo presidente do SEBRAE, Luiz Barretto,  estão sendo mapeadas as possibilidades de cada setor. Além disso, o SEBRAE vai promover seminários empresariais em cada uma das 12 cidades-sede da Copa: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife e Salvador. O objetivo é melhorar o nível de gestão das pequenas empresas.

Para isso o SEBRAE vai investir 48 milhões de reais. De acordo com Luiz Barretto, presidente do SEBRAE, o importante é inserir as pequenas empresas nesse contexto, com qualidade e competitividade. Só no ano da Copa, o país espera receber oito milhões de visitantes, sendo 600 mil apenas no mês do mundial. O número de brasileiros que deve viajar pelo país durante o evento esportivo deve chegar a três milhões.

Só o setor hoteleiro pretende investir dois bilhões e meio de reais na construção de noventa e dois estabelecimentos. Um programa vai qualificar mil e trezentos hotéis e pousadas para 2014. É neste ramo que o empresário Francisco Castro Júnior deseja entrar. Ele é dono de uma pequena construtora em Brasília. A empresa dele tem 18 anos de mercado e no momento constrói casas populares. O empresário deve aumentar em 50% o faturamento da empresa com a Copa do Mundo. E para resolver o problema das construtoras com a falta de mão-de-obra qualificada, o SEBRAE, o SENAI e as empresas do setor fizeram uma parceria para capacitar e reciclar os funcionários.

O SEBRAE também vai desenvolver ações para que os estrangeiros visitem várias cidades com atrações turísticas, durante a Copa de 2014.

CONTATOS:

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CEP: 71200-055 – Brasília – DF

drakarjr@ig.com.br

Reportagem:

Pequenas Empresas Grandes Negócios

  • Programa 966
  • TV Globo
  • No ar – Inédito – Domingo – Dia 06/03/2011 – 07h30

Reapresentações

Globo News

  • Domingo – 06/03/2011 – 09h05

Canal Futura

  • Segunda-feira – Dia 07/03/2011 – 07h30
  • Terça-feira – Dia 08/03/2011- 04h00

Projetos de Tecnologia E-Gov


projetos de Tecnologia

Servidores de Tecnologia da Informação de ambos os órgãos unem-se para estudar demandas do tema no Estado.

O Escritório de Gerenciamento de Projetos (EGP), que surgiu da parceria firmada entre o Instituto de Tecnologia em Informática e Informação do Estado de Alagoas (Itec) e a Universidade Estadual de Ciências da Saúde (Uncisal) se reuniu nesta segunda-feira, 15, para discutir a metodologia de trabalho e a construção de uma proposta de portal para o EGP, que adotará o padrão da Fábrica de Sítios do Governo de Alagoas.

A ideia do EGP é montar uma sistemática para gerenciamento dos projetos de Tecnologia da Informação (TI) do governo de Alagoas. De início, o EGP enviou ofícios para os órgãos estaduais solicitando que enviassem as demandas em Tecnologia da Informação. “As demandas são extremamente importantes, pois passaremos a ter um horizonte e poderemos diagnosticar melhor a situação da TI no governo”, afirma o gerente de Pesquisa e Desenvolvimento de Projetos do Itec, Lucius Clay.

Ainda segundo Lucius, o EGP é uma poderosa ferramenta que trata mais estrategicamente dos projetos de governo e constrói um novo cenário para o governo do Estado. “O EGP gera conhecimento através de um repositório de lições aprendidas que permanecem de posse do governo com ferramentas de TI atualizadas”, explica o gerente.

Através deste conhecimento, diz Lucius Clay, será possível gerar conhecimento em gestão de projetos, gestão por processo, padronização de metodologias, além de fomentar a capacitação e o treinamento, tratando de modo mais ágil e adequado os projetos que devem ser implantados pelos diversos órgãos de governo.

Composto por oito membros distribuídos igualmente entre o Itec e a Uncisal, o EGP já possui dois projetos-piloto desenvolvidos; o atual Sistema de Protocolos do Estado, Sipanet, e o Sistema de Almoxarifado, Siapnet. Atualmente o EGP é formado pelos servidores do Itec; Lucius Clay, Ricardo Buenos Ayres, Carlos Francisco e Thiago Ávila, e os servidores da Uncisal; Eraldo Alves, Byron Lanverly, Rodrigo Mota e Flaudízio Barbosa.

Flammarion Cysneiros - CEO - ICOMUNI ConsultoriaO Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento de Projetos da ICOMUNI Consultoria Flammarion Cysneiros, reforça a importância das micro e pequenas empresas de TI trabalharem em forma de consórcio para suprirem as demandas governamentais. Já que isto é um projeto de lei e de políticas públicas para as Micro e Pequenas Emrpesas.

“Já temos iniciativas parecidas como esta sendo executadas, e micro e pequenas empresas formalizadas e/ou incubadas têm expertise técnico para suprir tais demandas. A idéia é a substituição das importações, a geração de empregos e renda, absorçaõ da mão de obra assim como a capitalização das empresas locais”, destaca Flammarion.

ICOMUNI Comunicação Mídias SociaisA ICOMUNI Consultoria é especialista em Gestão do conhecimento, em gerenciamento de projetos (PMI), gestão de processos, padronização de metodologias, capacitação e o treinamento, e na metodologia de desenvolvimento ágil de Projetos (SCRUM).

A Empresa Pernambucana ICOMUNI Consultoria sinalizou o interesse em suprir a demanda de projetos de TI desenvolvimento web na região. Para tanto as demandas de projetos de TI, para consultoria, gerenciamento, parcerias, orçamento e consócio de empresas podem ser enviadas através do e-mail: icomuni@icomuni.com.br.
 
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África é próximo destino para empresários locais


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Serviços e produtos para construção civil têm grande demanda no continente.

A África será o novo destino dos empresários pernambucanos. A próxima missão comercial a ser promovida pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Pernambuco (Fecomércio-PE), entre os dias 10 e 22 de outubro, buscará oportunidades de negócios em dois países do continente africano: Angola e África do Sul.

Serviços e produtos voltados para a construção civil estão entre as maiores necessidades desses países, sobretudo em Angola. A missão também pretende atrair investimentos para o estado, nos segmentos de turismo e petróleo.

“A nossa expectativa é que essa missão tenha o mesmo êxito das outras já realizadas”, afirma Josias Albuquerque, presidente da Fecomércio-PE. Desde 96, a entidade já promoveu diversas missões a países da Europa e Ásia. Pela primeira vez, o destino é a África.

Segundo a coordenadora geral da missão, Margarida Collier, as repúblicas de Angola e África do Sul foram escolhidas por serem as economias em maior crescimento docontinente.

“Angola, depois de 30 anos de uma guerra civil, está se reconstruindo agora”, afirma ela.

Já a África do Sul é a nação mais rica e industrializada do continente.

Altair Moura, empresário do polo de confecções de Santa Cruz do Capibaribe, é um exemplo das possibilidades de negócios no continente africano. Dono da Brasil Forrozão, há nove anos vende calcinhas e peças do vestuário em geral para Angola.

A cada três meses, um contêiner embarca com um volume de 100 mil e 200 mil peças produzidas no interior pernambucano. “Uma calça que a gente vende por R$ 15 no polo, em Angola, é vendida a US$ 25 (quase R$ 50)”, comenta Moura.

Tudo começou a partir de uma feira da África do Sul, em 2000. “Fui convidado para expor os meus produtos. No final do evento, descobri que as pessoas de lá não eram meu público, mas que poderia me dar muito bem em Angola”, relembra. No início, foi preciso abrir alguns pontos em Angola para divulgar o produto.

“Em 2004, eu fechei as lojas. Hoje eu só exporto”, detalha Moura. Umalerta feito pelo empreendedor é o custo de vida de Angola.

“É uma das cidades mais caras do mundo. Uma água mineral custa US$ 4. Quem pensa em se instalar por lá, precisa ter um bom caixa”, diz.

José Arnaldo Delgado, coordenador de projetos da Queiroz Galvão, construtora que desde 2005 atua na África (Angola e Líbia) em obras de infraestrutura e imobiliárias, diz que as relações contratuais no continente são mais estáveis que na América do Sul (onde enfrenta problemas no Equador e Bolívia). Mas Delgado também ressalta algumas barreiras.

“Angola tem uma cultura mais parecida com a nossa e lá se fala português.

Mas a maior parte dos países é mulçumana. Há também muitas doenças que já foram erradicadas no Brasil e ainda existem na África, como febre tifóide, malária, hanseníase e tuberculose”, afirma Delgado. Por isso, os participantes da missão passarão por cuidados médicos, como exames e vacinas.

Saiba mais:  Oportunidades na África

Infraestrutura
rodovias, portos e pontes

Material de construção
cimentos, cerâmicas, mármores, granitos, vidros, rochas e pedras ornamentais

Componentes do mobiliário
móveis, objetos de casa e decoração, metais e aparelhos sanitários, material elétrico, eletrodomésticos e utilidades domésticas

Alimentos
frutas, sucos de frutas, carne bovina, vinho, vinagre, peixes, crustáceos, castanha de caju, derivados do leite, óleos de vegetais

Varejo
operação de shopping centers, gestão de cadeias de lojas, equipamentos e instrumentos de controle de preço, câmaras frigoríficas

Máquinas
equipamentos para hospitais, indústrias de alimentos, bebidas, moldes e minérios, compressores e bombas

Moda
produtos têxteis, couro, calçados e componentes para calçados

Tecnologia da Informação

Veículos
motores para automóveis, veículos de carga e motocicletas

Fonte: Sebrae e Apex-Brasil/UIC

Empresários discutem parcerias com a África


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Ministério do Desenvolvimento pretende focar negócios e cooperação em ramos diversos.

Um grupo de 90 empresários brasileiros embarca para a Nigéria, Gana, Senegal e Guiné Equatorial para um roteiro de cinco dias em busca de oportunidades de comércio na África Subsariana. A viagem é organizada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que pretende focar negócios e cooperação nos ramos de alimentos, bebidas, máquinas e equipamentos, tecnologia da informação, têxteis e calçados; além dos setores de energia, defesa, infraestrutura e mineração.

A missão é a segunda que o ministro Miguel Jorge lidera este ano no continente. Em janeiro, o ministro do Desenvolvimento levou os empresários brasileiros à Argélia, Líbia, Marrocos e Tunísia. A volta à Africa foi uma determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião realizada em fevereiro, em Brasília, com os embaixadores brasileiros lotados nos países da costa ocidental africana.

O governo brasileiro tem se empenhado em aumentar o comércio com o outro lado do Atlântico. Entre 2003 e 2008, as trocas comerciais com o continente quintuplicaram e atingiram US$ 26 bilhões. Segundo o embaixador Fernando Simas Magalhães, diretor do Departamento da África do Ministério das Relações Exteriores, o conjunto dos países africanos já é o quarto parceiro comercial do Brasil.

A aproximação é estratégica, segundo o diplomata. A África é riquíssima em petróleo e minerais e tem um vasto território formado por 53 países interessados na tecnologia agrícola brasileira, inclusive aquela utilizada na lavoura de cana de açúcar para a fabricação de etanol. Os negócios sucro-alcooleiros com os africanos são fundamentais para que haja um maior consumo de biocombustível no planeta e para que o produto seja considerado uma commoditie no mercado internacional.

“A África precisa de vocês, mas vocês precisam da África. A hora de cooperação é agora. Vocês tem grandes concorrentes entre os chineses e indianos que estão fazendo muitos negócios lá na África”, disse o embaixador do Senegal no Brasil, FodéSeck, aos empresários brasileiros em reunião na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) realizada no ano passado.

Senegal

No último dia 26, Seck voltou à Fiesp, dessa vez levando o presidente senegalês, Abdoulaye Wade, que, além de São Paulo, esteve na Bahia em visita oficial. No país de Abdoulaye Wade, os empresários brasileiros participarão dos dois eventos mais importantes que ocorrem durante a missão. O Itamaraty promoverá um ciclo de palestras sobre biocombustíveis, segurança alimentar e tecnologia da informação no Fórum Brasil-África Subssariana: Empreendedorismo para o Desenvolvimento.

Além das palestras, será realizada no Senegal a exposição Agri-Solutions, uma feira brasileira com máquinas e implementos agrícolas, equipamentos para a produção de etanol e alimentos industrializados. A Agência Brasil acompanhará a missão empresarial na África Subsariana a convite do MIDC.