AES dissemina boas práticas de gestão


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A AES Eletropaulo, finalista do Prêmio Nacional da Qualidade® (PNQ) 2008, foca seu trabalho de qualidade da gestão na busca pela excelência, de acordo com Fátima Molina, que integra a gerência de planejamento estratégico da empresa.  Ela apresentou o caso durante o 17º Seminário Internacional em Busca da Excelência, no dia 20 de maio, promovido pela FNQ.

Para incentivas as boas práticas de gestão, a AES Eletropaulo dissemina sua estratégia para 100% dos colaboradores. “Se eles não souberem qual é a estratégia, não poderão trabalhar alinhados a ela. Por isso é preciso disseminar o mapa estratégico de forma lúdica”, contou Fátima. “É importante que os colaboradores percebam onde estão inseridos dentro da empresa, para que contribuem e onde seus trabalhos agregam valor”. 

Ela explicou que são identificados os gaps e as práticas de gestão aderentes aos fundamentos de excelência. “Ser membro da FNQ evidencia nossos padrões rígidos que pautam nossos trabalhos. Para disseminar e incentivar as experiências, a AES adaptou o Modelo de Excelência em Gestão® (MEG) da FNQ para a linguagem dos seus colaboradores. “Fizemos isso para criar um modelo com a nossa identidade, que possa ser compreendido pelo operacional”, afirmou a executiva.

Metodologias

A dinâmica de trabalho que envolve boas experiências na AES Eletropaulo é composta por reuniões de trabalho, seleção de práticas indicadas como pontos fortes, realização de oficinas de boas práticas, redação dos formulários de boas práticas da FNQ e submissão das mesmas para avaliação e aprovação da instituição. “A partir do diagnóstico da gestão fazemos as melhorias, refinamentos e inovações necessárias”, disse Fátima.

Ela explicou que a disseminação e o reconhecimento dos resultados é de extrema relevância para a continuidade e aperfeiçoamento dos processos. “É preciso que todos saibam quais os pontos fortes da empresa e quais as oportunidades de melhoria. Bons trabalhos são reconhecidos por meio da intranet, boletim, mural, revista mensal, encontros e seminários”.

Na AES, existem boas práticas em todas as frentes de trabalho e para todos os Critérios de Excelência. “Se trabalharmos focados, de forma integrada, o reconhecimento acontece naturalmente”, disse ela, referindo-se ao PNQ. “A constância de propósitos e o patrocínio da alta direção são fatores primordiais para o sucesso de uma organização. São as pessoas que colocam os processos em prática, por isso elas precisam ser envolvidas, valorizadas e reconhecidas”, finalizou Fátima.

Volvo estrutura seus processos com base no MEG


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A Volvo é um grupo sueco que atua no mercado brasileiro desde 1934. A empresa, destaque no critério processos no Prêmio Nacional da Qualidade® (PNQ) 2008, é a segunda do mundo em fornecimento de soluções de transportes comerciais, de acordo com Regimar Michelin, responsável pela engenharia de manufatura da Volvo do Brasil. Ele proferiu uma palestra no 17º Seminário Internacional em Busca da Excelência, promovido pela FNQ, no dia 20 de maio. “A empresa utiliza conhecimentos para criar soluções aos clientes, sob os valores corporativos: qualidade, segurança e respeito ao meio ambiente”, afirmou.

A Volvo, que atua sob uma gestão matricial, tem na energia, paixão e respeito os pilares que norteiam o relacionamento com seus funcionários. “A organização realiza grandes investimentos para capacitar, valorizar e motivar seus colaboradores”, disse Michelin. Em 2003 a diretoria brasileira da Volvo decidiu utilizar o Modelo de Excelência de Gestão® (MEG), da FNQ, em sua unidade de caminhões, que representa 70% do volume de negócios. “A empresa mergulhou sua equipe de executivos em auditorias internas para montar os critérios. Estabeleceu um sistema de conselhos, processos e subconselhos”.

A partir daí, a equipe implantou o relatório da gestão, com foco no processo. “Introduzimos metodologias para classificar, analisar e tratar os riscos empresariais, visando a continuidade dos negócios. A crise financeira mundial que vivenciamos hoje foi identificada em 2004/2005 pelo nosso grupo”, contou  Michelin. “Os requisitos que gerenciam os processos nos permitem analisar melhorias para seus principais negócios. No caso da unidade de caminhões, produção e distribuição trabalham juntas e visam a melhoria da ecoeficiência dos produtos”, finalizou.