Edital SENAI SESI de Inovação (Aeronáutica e Saúde)


Foi prorrogado até 30 de janeiro de 2017 o prazo para empresas inscreverem projetos de protótipos ou estudos de viabilidade técnica; serão selecionadas dez propostas com investimento total de R$ 2 milhões.

Empresas do setor aeronáutico interessadas em obter financiamento para ideias de protótipos conceituais ou estudos de viabilidade técnica têm até 30 de janeiro de 2017 para inscrever projetos no Edital SENAI SESI de Inovação. Foi prorrogado o prazo para a inscrição que terminaria em 30 de novembro. O desafio foi lançado pela agência de inovação sueca Vinnova, com investimento de R$ 2 milhões.

Serão selecionadas dez ideias em áreas tecnológicas como sistemas inteligentes de bordo e tráfego aéreo. Cada projeto receberá R$ 100 mil aportados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) aos integrantes brasileiros da equipe e R$ 100 mil pela agência aos membros suecos. As propostas têm de ser apresentadas em inglês. Os protótipos serão desenvolvidos entre julho de 2017 e julho de 2018. “O objetivo, neste primeiro momento, é encontrar parceiros e testar as suas ideias para verificar a viabilidade e impacto da inovação proposta”, explica o gerente-executivo de Inovação e Tecnologia do SENAI, Marcelo Prim.

DESAFIOS – Assim como a Vinnova, a aceleradora de empresas Techmall S.A e a Fundepar, gestora de um programa de investimentos para firmas emergentes, já apresentaram desafios específicos a pequenas empresas e startups por meio do Edital SENAI SESI de Inovação. Instituições interessadas podem apresentar propostas a qualquer momento. “Nosso objetivo é conectar empresas nascentes, principalmente as startups, a grandes indústrias e, assim, fortalecer as cadeias produtivas industriais no campo da inovação”, afirma o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi.

A exigência é que a empresa invista no projeto selecionado, pelo menos, o mesmo volume aplicado pelo SENAI, com valor mínimo de R$ 75 mil. A instituição-âncora poderá, a seu critério, empregar quantias superiores. As empresas devem preencher o modelo de submissão de desafios constante no site do Edital. O documento também deve ser enviado para o email equipeinovacao@cni.or.br.

PROMOÇÃO DA INOVAÇÃO – O Edital SENAI SESI de Inovação integra os esforços do Sistema Indústria para promover a cultura de inovação no país e aumentar a competitividade das empresas. Além de desafios específicos, o Edital também está recebendo propostas de empresas e startups interessadas em recursos para projetos de inovação tecnológica em diversas áreas. Em 20 de fevereiro de 2017 serão conhecidos os escolhidos do terceiro ciclo de seleção.

Neste ano, serão aportados R$ 23,6 milhões, a maior parte (R$ 20 milhões) executada pelo SENAI e o restante (R$ 3,6 milhões) pelo Serviço Social da Indústria (SESI). Nesse último caso, são financiadas iniciativas que reduzam riscos de doenças e de acidentes de trabalho na indústria.

Os projetos serão selecionados com base em critérios como o potencial de inovação e de comercialização do produto ou do processo. O edital prevê um bônus de 50 pontos para as seguintes startups inovadoras:

• As formadas a partir de projetos finalistas do INOVA SENAI Nacional a partir de 2015;
• As apoiadas por programas de aceleração do SENAI;
• As finalistas da fase 3 do programa Inovativa Brasil do MDIC a partir de 2014;
• As apoiadas pelo programa Startup Brasil do MCTI em 2016;
• As finalistas das edições do Lemonade de 2016;
• As vencedoras do ITA Challenge 2016;
• As selecionadas pelo SENAI no Open 100 Startups 2016.

Além do fomento, o SENAI oferece apoio na forma de infraestrutura. Uma rede nacional com 25 Institutos de Inovação realiza pesquisa tecnológica e desenvolve novos produtos e soluções diretamente com empresas de todos os portes. O SENAI conta ainda com 57 Institutos de Tecnologia, com 1.200 especialistas que prestam serviços em áreas como metrologia, testes de qualidade, consultoria em processos produtivos específicos de diferentes setores, entre outros. Desde a primeira edição, em 2004, até 2015, o Edital de Inovação recebeu 5.450 propostas. Ao todo, 686 projetos foram aprovados.

Categorias do edital para submissão de projetos
-Inovação tecnológica, para projetos de até R$ 400 mil
-Protótipos de inovação, para projetos de até R$ 150 mil
-Inovação em Saúde e Segurança no Trabalho e Promoção da Saúde, para projetos de até R$ 400 mil

Seleção das instituições-âncora
Instituições interessadas podem apresentar a qualquer momento desafios a serem resolvidos por pequenas empresas. Basta preencher o documento modelo de submissão no site do Edital. Após o preenchimento, o documento deve ser enviado para o email equipeinovacao@cni.or.br.

COMO FUNCIONA
– Quer saber mais sobre o Edital? Veja o passo a passo no site do programa.
Por Helayne Boaventura
Da Agência CNI de Notícias

 

Edital SENAI SESI de Inovação e Biominas Brasil selecionam projetos de startups na área de ciências da vida

Soluções em saúde humana, digital health, saúde animal, agronegócio e meio ambiente poderão receber até R$ 400 mil cada uma e apoio de rede de laboratórios. Inscrições estão abertas até 5 de fevereiro de 2017

Arte digital healthO Edital SENAI SESI de Inovação e a Biominas Brasil selecionam projetos apresentados por startups de base tecnológica de todo o país que apresentem soluções (produtos ou serviços) nas áreas de saúde humana, digital health, saúde animal/agronegócio e meio ambiente. Serão escolhidas 21 propostas, que poderão receber até R$ 400 mil cada uma. As inscrições estão abertas até 5 de fevereiro de 2017 e podem ser feitas pela internet. O anúncio dos selecionados ocorrerá em 22 de fevereiro.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) vai aportar até R$ 200 mil no projeto e o restante será aplicado por um parceiro investidor – grande empresa ou fundo de investimento – ligado à Biominas, instituição privada sem fins lucrativos, especializada em promover negócios de impacto em ciências da vida. O montante disponibilizado pelo SENAI é destinado ao custeio do desenvolvimento tecnológico necessário no projeto. Já o valor oferecido pelo parceiro investidor poderá ser destinado ao custeio da operação da startup e demais despesas estratégicas para o desenvolvimento do negócio, conforme as condições e termos em que a parceria for estabelecida.

O objetivo do desafio lançado pela Biominas Brasil em parceria com o Edital SENAI SESI de Inovação é conectar instituições âncoras e seus parceiros com startups de base tecnológica. As startups selecionadas participarão, inicialmente, do BioStartup Lab, programa de pré-aceleração que dura aproximadamente três meses, com atividades de capacitação, mentoria, acompanhamento e de avaliação, realizadas em Belo Horizonte. As startups estarão aptas as receber os recursos aos projetos inovadores desde que cumpram e compareçam a todas as atividades classificadas como obrigatórias pelo programa e pelas regras do Edital.

Para o gerente-executivo de Inovação e Tecnologia do SENAI, Marcelo Prim, o desafio é um mecanismo de aproximação de startups com a indústria, promovendo a construção de confiança técnica entre as partes, e, desta forma, o empreendedorismo industrial. “Ganha a indústria, pela agilidade com a qual a startup desenvolve ciclos de desenvolvimento e de aprendizado e ganha a startup, que tem acesso a problemas concretos da indústria e a um potencial mercado”, avalia. O coordenador do BioStartup Lab, Rafael Silva, também destaca que “o modelo desenhado é interessante pois diminui os riscos para o investimento nas startups, favorecendo o casamento entre investimentos privados e recursos de fomento”.

Além do fomento, o SENAI oferece apoio na forma de infraestrutura. Uma rede nacional com 25 Institutos de Inovação realiza pesquisa tecnológica e desenvolve novos produtos e soluções diretamente com empresas de todos os portes. O SENAI conta ainda com 57 Institutos de Tecnologia com 1,2 mil especialistas que prestam serviços em áreas como metrologia, testes de qualidade, consultoria em processos produtivos específicos de diferentes setores, entre outros. Desde a primeira edição, em 2004, até 2015, o Edital de Inovação recebeu 5.450 propostas. Ao todo, 686 projetos já foram aprovados.

DESAFIOS – A possibilidade de grandes empresas e instituições lançarem desafios específicos a serem solucionados por jovens empresas e startups é a grande novidade do Edital SENAI SESI de Inovação em 2016. Instituições interessadas podem apresentar propostas a qualquer momento. A exigência é que a empresa invista no projeto selecionado, pelo menos, o mesmo volume aplicado pelo SENAI, com valor mínimo de R$ 75 mil. A instituição-âncora poderá, a seu critério, empregar quantias superiores. As empresas devem preencher o modelo de submissão de desafios disponível no site do Edital. O documento também deve ser enviado para o email equipeinovacao@cni.or.br.

Além da Biominas Brasil, a agência de inovação sueca Vinnova, a aceleradora de empresas Techmall S.A e a Fundepar, gestora de um programa de investimentos para firmas emergentes, já apresentaram desafios específicos por meio do Edital SENAI SESI de Inovação. Com investimento de R$ 2 milhões, a Vinnova lançou desafio para empresas do setor aeronáutico. As inscrições vão até 30 de janeiro de 2017. Serão selecionadas dez ideias de protótipos conceituais ou estudos de viabilidade técnica em áreas tecnológicas como sistemas inteligentes de bordo e tráfego aéreo. Cada projeto receberá R$ 100 mil aportados pelo SENAI aos integrantes brasileiros da equipe e R$ 100 mil pela agência aos membros suecos.

SAIBA MAIS – Acesse o site do Edital SENAI SESI de Inovação para conhecer todos os detalhes de como participar.

Por Helayne Boaventura
Foto: Arquivo/CNI
Da Agência CNI de Notícias

PPPs da saúde gerarão economia anual de R$ 160 milhões


saude_medicos

Parcerias para a produção de 24 fármacos têm o objetivo de fortalecer a capacidade produtiva e a inovação da indústria farmacêutica nacional. Medicamentos serão destinados ao SUS.

A formação de parcerias público-privadas (PPPs) integra as diretrizes políticas do Complexo Industrial de Saúde (CIS) do país. Em parceria com outros órgãos do governo, a meta é fortalecer a capacidade produtiva e a inovação das indústrias nacionais de medicamentos. José Gomes Temporão, ministro da Saúde, anunciou em abril nove parcerias entre sete laboratórios públicos e 10 empresas privadas que estimularão a produção nacional de medicamentos. Cerca de 24 produtos serão fabricados e destinados a pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para o ministro, a “medida é importante, pois confirma todo o esforço de fortalecimento da farmoquímica nacional, ao mesmo tempo em que representa uma economia de recursos, geração de emprego e riquezas”.

Com a implantação das PPPs, o Ministério da Saúde estima que os gastos com aquisição de fármacos sejam reduzidos, gerando economia anual de R$ 160 milhões. Segundo o ministério, cerca de R$ 800 milhões são destinados a compra desses medicamentos. De acordo com Temporão, as parcerias são importantes para a política do Complexo Industrial da Saúde, além de fortalecer a pesquisa, a produção do setor e a inovação brasileira.

“As parcerias estimularão o desenvolvimento de novos produtos, irão melhorar o padrão tecnológico e produtivo dos laboratórios públicos, fortalecer as indústrias farmacêuticas e farmoquímicas, além de buscar a redução de custos dos medicamentos”, afirma Reinaldo Guimarães, secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde.

Produtos

Através das parcerias serão produzidos medicamentos para tuberculose, asma, transplantes, hemofilia, antipsicóticos e redução de colesterol. O Tenofovir, insumo utilizado por pacientes com HIV, também será fabricado por meio das PPPS. Os fármacos que serão produzidos com base nas parcerias integram a lista de produtos estratégicos para o SUS, definidos na Portaria nº 978, que foi publicada em maio de 2008. “Os medicamentos compostos por intermédio das parcerias público-privadas serão utilizados em hospitais próprios e credenciados ao SUS, ou seja, em toda população brasileira que utilize o sistema”, descreve o secretário.

Parcerias

O funcionamento das parcerias envolve a mudança de tecnologia e pesquisas, como o desenvolvimento de princípios ativos e produtos, com a participação de farmoquímicas e farmacêuticas do país. “A tecnologia envolvida é a do processo de síntese e formação dos 24 fármacos”, explica Reinaldo Guimarães. Por exemplo, para produção do antiretroviral Tenofovir houve a parceria entre a empresa nacional Globe e o Laboratório Farmanguinhos para fabricar parte do fármaco. A outra metade será fruto da fusão entre o laboratório oficial Fundação Ezequiel Dias (Funed), Blanver Produção Farmacêutica e Adjuvantes e a Nortec Química. Cerca de 40 mil pacientes utilizam o antiretroviral e o custo médio do tratamento de cada paciente é de US$ 927 ao ano.

De acordo com o secretário, “a medida visa não pulverizar a produção em vários laboratórios para que a diminuição da escala de produção não provoque aumento de preços no produto acabado”.

O Laboratório Cristália e a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) irão produzir o Fator VII-A recombinante. A droga, que é utilizada no Brasil e bastante aguardada pelos pacientes do SUS, é importada do laboratório dinamarquês Novonordisk. De acordo com o ministério, no ano passado, quando foi realizada a primeira compra do Fator VII-A recombinante, destinou-se cerca de R$ 44 milhões para aquisição do insumo.

Para a produção de medicamento contra asma, a partir do Formoterol e Budesonida, o laboratório Farmanguinhos fechou parceria com a empresa argentina Chemo. Da união com a indiana Lupin surgirá quatro drogas para combater a tuberculose, a ciclorenina, canamicina, etionamida e a recente, divulgada pelo ministro, constituída de quatro princípios ativos substituídos por um único medicamento, composto de mais isoniazida, etambutol, rifampicina e pirazinamida.

A produção de anticoncepcionais também está prevista pelas PPPs. Através das parcerias entre a Libbs, Biolab, Farmanguinhos e Pharma, da Suíça, serão criados três medicamentos, o desogestrel, o etinilestradiol e a ciproterona associada ao etinilestradiol.

O Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe) uniu-se ao Laboratório Cristália e ao Núcleo de Pesquisa em Alimentos e Medicamentos (Nuplam) para desenvolver três antipsicóticos: olanzapina, clozapina e quetiapina. Segundo o MS, anualmente gasta-se R$ 220 milhões com a compra desses medicamentos.

Imunossupressores, medicamentos utilizados por pacientes transplantados, serão produzidos através de parcerias entre o Laboratório Químico Farmacêutico do Exército (LFQEX) e as empresas Nortec e Roche. Já o Laboratório Químico Farmacêutico da Aeronáutica (LAQFA) irá fabricar, em união com a Libbs, o imunossupressor tacrolimo.

Os laboratórios oficiais devem apresentar os detalhamentos da medida ao Ministério da Saúde. Os projetos devem conter previsão de início da produção e estimativas de preços. A ação reforça a iniciativa do MS em qualificar os laboratórios públicos nos setores de produção tecnológica e gestão. Em 2008, cerca de R$ 43 milhões foram investidos para essa medida.

Fonte: Revista Acesso

Case de Inovação na SAÚDE

logomarca Web360GrausA empresa pernambucana WEB360Graus é case de inovação para o setor da saúde, no desenvolvimento de sistema de business inteligence que permite a redução de custos de internação home care, focados em auditoria médica.

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Britcham sedia evento sobre inovação em saúde


Inovaçao Saúde

Presidente do INPI ministra palestra sobre propriedade intelectual no setor de saúde brasileiro. Objetivo é discutir os desafios e oportunidades para o desenvolvimento da inovação no setor.

O presidente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), Jorge Ávila, participará na próxima quarta-feira (17/06) do VIII Seminário organizado pelo Comitê de Saúde da Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil (Britcham) que acontecerá em São Paulo. No encontro, analisará o binômio propriedade intelectual e inovação.
 
O tema do evento será “Ambiente de Inovação em Saúde do Brasil” e é patrocinado pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfama) e pela Roche. A palestra será apresentada a partir das 15h30. Além do presidente do INPI, participarão também dirigentes e profissionais ligados à pesquisa de empresas, universidades, como USP e Unicamp, do Ministério da Ciência e Tecnologia e de associações de propriedade intelectual.

 

O objetivo é debater os desafios e oportunidades para o desenvolvimento da inovação no Brasil focando no setor da saúde. Serão também traçados paralelos com outros setores e países. As palestras farão uma análise sistêmica pontuando a conjuntura atual comparada com a evolução dos esforços nacionais e de outros países com diferentes graus de desenvolvimento.

Serviço:

VIII Seminário do Setor de Saúde da Britcham – Ambiente de Inovação em Saúde no Brasil

Local: Auditório do Centro Brasileiro Britânico
Rua Ferreira de Araujo, 741, Pinheiros, São Paulo, SP.

Horário: Das 8h30 às 17h30

Outras informações: Andrea, Simoni ou Tatiane (11) 3819-0265

Fonte: INPI

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Empresas estrangeiras brigam por área de saúde no País


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Em Minas Gerais, GE investiu US$ 50 milhões para implantar fábrica de equipamentos de raios-x e mamografia. Empresa buscará fornecedores locais para desenvolver outras máquinas

Algumas das maiores empresas especializadas no setor de saúde do mundo olham para o mercado brasileiro cada vez com mais atenção, já que é um mercado que, entre produtos e serviços, movimenta cerca de R$ 200 bilhões ao ano e representa perto de 8% do Produto Interno Bruto (PIB). A divisão de saúde da gigante General Electric (GE), chamada GE Healthcare, por exemplo, é uma das companhias que fazem forte investida no País, ao anunciar a implantação de uma fábrica em Minas Gerais, a aporte mínimo de US$ 50 milhões.

A fábrica mineira começará a operar em 2010 e será a primeira a produzir equipamentos de raios-x e mamografia na América Latina, com possibilidade de exportar para outros mercados. “No futuro, esses equipamentos fabricados aqui poderão ser exportados a outros mercados, além do latino”, diz Cláudia Goulart, presidente da GE Healthcare da América Latina.

Cláudia explica que a fábrica foi planejada no ano passado e deveria ter começado a operar este ano, não fosse a mudança de planejamento. “Redimensionamos o tamanho da fábrica e mudamos de imóvel, pois vimos que o outro não suportaria o crescimento dos próximos cinco anos”, disse ela.

De acordo com a executiva, a longo prazo, a unidade deve produzir máquinas de grande porte e mais sofisticadas, o que depende de negociação com desenvolvedores de componentes, fornecedores locais, além de outros procedimentos mais complexos . “Não posso dizer em quanto tempo essa linha de produtos vai entrar na fabricação local, pode ser depois de dois ou seis meses”, explicou Cláudia.

A companhia, que é uma das expositoras da “Hospitalar 2009”, a maior feira de saúde da América Latina, espera crescer cerca de 15% em relação ao volume de negociações do ano passado, no evento. “A movimentação da feira está excelente e a intensidade das negociações também”, comentou Cláudia. Hoje, a receita de todos os negócios da GE na América Latina somam US$ 8,3 bilhões, sendo o Brasil responsável por 40% deste montante. A expectativa era de atingir cerca de US$ 12 bilhões até o ano que vem, na região latina, meta que deve ser revista decorrente dos efeitos da crise.

A Siemens Healthcare do Brasil, uma das maiores concorrentes da GE, registrou crescimento de 32% em relação ao ano anterior e, por isso, considera o País estratégico para a operação global da companhia. “Tivemos um bom crescimento mesmo frente à crise mundial. O Brasil tem se destacado positivamente e temos uma chance única de sair mais rápido e mais fortalecidos desse período de turbulência”, explicou Reynaldo Gotto, gerente da divisão de saúde da empresa.

Mesmo diante de resultados positivos, o executivo acredita que a desaceleração da economia como um todo deve puxar o crescimento da divisão de saúde para baixo. “Neste ano, o crescimento ficará em torno de 10%”, disse.

A companhia tem uma unidade fabril no bairro da Lapa, em São Paulo, que produz equipamentos de raio-x e realiza o recondicionamento de outros produtos, atendendo ao mercado nacional e o latino americano. Também participante da feira “Hospitalar 2009”, a Siemens prevê um volume de negociações de cerca de R$ 10 milhões para esta edição do evento de negócios em saúde.

Sistemas

De origem portuguesa e especializada em informatização hospitalar, a Alert do Brasil é outra que aposta no mercado nacional e prevê investimentos médios de R$ 7 milhões este ano no País. “No ano passado, cerca de 30% de todo o faturamento veio do Brasil. A expectativa é aumentar esse valor para 40%”, disse Luiz Brescia, presidente da empresa no mercado brasileiro.

A companhia, que afirma estar estudando trazer para cá um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento no próximo ano, afirma que tem ainda a expectativa de fechar o contrato com seis grandes negócios durante a feira hospitalar deste ano. Na edição do ano passado, a companhia fechou três grandes contratos.