Sebrae já iniciou o mapeamento dos nove setores beneficiados com a competição


Fonte: Portal2014

Construção: um dos setores que podem ser beneficiados com a Copa (crédito: Arquivo)

O Sebrae divulgou hoje (26) os resultados de um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) que prevê a geração de oportunidades de negócios para 7,7 mil micro e pequenas empresas (MPE) com as obras e serviços vinculados à Copa de 2014.

Segundo a FGV, nove setores da economia serão beneficiados com a realização do campeonato de futebol. Construção civil, tecnologia da informação, turismo, produção associada já tiveram, inclusive, um mapeamento de oportunidades finalizado pelo Sebrae.

O mesmo processo será iniciado até abril nos setores de agronegócio, madeira e móveis, têxtil e confecção, comércio varejista e serviços. A expectativa do Sebrae é investir R$ 48 milhões em projetos de consultoria, inovação e acesso a mercados até 2012.

“O crescimento da demanda virá acompanhado de um aumento do nível de exigência e as micro e pequenas empresas terão que melhorar o processo de gestão. Trata-se de um grande desafio, as empresas ficarão mais fortes, gerarão mais empregos e aumentarão seu faturamento”, disse Carlos Alberto dos Santos, diretor técnico do Sebrae.

De acordo com o coordenador do comitê técnico do Programa Nacional para Atuação do Sistema Sebrae na Copa de 2014, Dival Schmidt, o número de micro e pequenas empresas beneficiadas pelo evento pode ser multiplicado. “Temos um conjunto de metodologias usadas para capacitar pequenos negócios e vamos utilizá-las nesse processo”.

Um exemplo do benefício indireto da realização do Mundial no Brasil é a contratação de pequenos negócios para trabalhar na remoção de entulhos durante as obras nos estádios da competição. “Usaremos esse grande evento para mudar e preparar os pequenos negócios para aumentar sua competitividade”, disse Schmidt.

Transação bancária pela internet chega a 18%


 

Gustavo Roxo explica que este meio tem se destacado devido ao seu baixo custo e simplicidade de implantação.

As transações bancárias via internet já representam 18% do total de operações no Brasil, atrás apenas dos canais de autoatendimento, que correspondem a cerca de 30%. Foi o que revelou ontem uma pesquisa da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). “Os resultados evidenciam uma evolução clara na tendência dos consumidores (clientes) de utilizar canais virtuais”, afirma Gustavo Roxo, diretor de tecnologia da Febraban.

Na passagem de 2007 para 2008 foi verificado um crescimento de 14,4% nas transações realizadas por internet banking, que atingiram um patamar de 7,9 milhões no ano passado, enquanto no autoatendimento houve avanço de 4,6%, para 14,3 milhões. O canal que mais cresce, no entanto, é o dos correspondentes não-bancários, como os postos de atendimento nas agências de correios e loterias, que representam hoje 5,7% das transações.

Gustavo Roxo explica que este meio tem se destacado devido ao seu baixo custo e simplicidade de implantação. “O que precisa ser pensado agora é a interação com o cliente. No mundo ‘virtualizado’, onde as agências perdem espaço, como ter proximidade com o cliente e criar um relacionamento?”, questiona o diretor da entidade, explicando que este é um desafio para os bancos, dado que as agências ainda são o seu principal canal de relacionamento.

Esta questão é enfatizada quando se observa, na pesquisa, que as operações bancárias nos caixas das agências, que antes representavam 20% das transações, hoje correspondem a apenas 10% do total. Mesmo com a tendência de uma menor utilização dos caixas, Luiz Marques, consultor da Febraban, garante que eles não desaparecerão. “Há transações grandes e complicadas que não devem desaparecer e continuarão exigindo o serviço de caixa”, diz Marques.

A virtualização das operações bancárias também é demonstrada pelo levantamento quando se analisa o crescimento das contas correntes no Brasil. Em 2008, o número de contas correntes no setor bancário brasileiro chegou a 125,7 milhões, o que representou uma expansão de 12,1% frente a 2007.

Nesta base de comparação, as contas que incluem movimentação em internet banking cresceram 9,1%, para 32,5 milhões. Para o diretor de tecnologia da Febraban, estes dados mostram que o Brasil está na vanguarda no que tange à funcionalidade e segurança das operações bancárias, pois evidenciam que o brasileiro confia cada vez mais na internet.

Conforme a pesquisa da Febraban, os bancos brasileiros gastaram mais de R$ 16 bilhões em tecnologia da informação (TI) em 2008, elevando em 9% seu orçamento de tecnologia frente ao ano anterior. Desse valor, R$ 6,4 bilhões, ou 40%, podem ser classificados como investimentos novos. “A pesquisa revela que os bancos estão alavancando em eficiência”, afirmou Luiz Marques, consultor da Febraban.

Além dos investimentos novos, os bancos utilizaram R$ 9,7 bilhões em 2008 em despesas com manutenção do setor de tecnologia, o equivalente a 60% do total dos gastos de TI. “A tendência é que os investimentos em tecnologia dos bancos continuem a crescer, pois percebemos que há várias instituições trabalhando em novas plataformas tecnológicas e outras reformulando as suas, para se adequar às fusões e aquisições”, prevê Marques.

A pesquisa revelou ainda que a utilização de cartão de crédito como meio de pagamento continua a avançar. Em 2008, existiam 124 milhões de cartões no mercado, um avanço de 19% ante o ano anterior. Em número de transações, o aumento foi de 16%, atingindo 2,2 bilhões.