Design Thinking para Negócios (Startups e Empresas)


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Curso DT para Negócios promovido pela Cysneiros e Consultores Associados, inicia amanhã com a primeira turma no ITEP – Instituto Tecnológico de Pernambuco.

Conteúdo Abordado:

DIA 1: IMERSÃO

  • Por que inovar?
  • O que é Design Thinking?
  • Mas só o designer sabe pensar assim?
  • Por que Design Thinking?

 

1.1 Imersão Preliminar

.: Reenquadramento

.: Pesquisa Exploratória

.: Pesquisa Desk

1.2 Imersão em Profundidade

.: Entrevistas

.: Cadernos de sensibilização

.: Sessão generativa

.: Um dia na vida

.: Sombra

DIA 2: ANÁLISE E SÍNTESE

2.1 Cartões de insight

2.2 Diagrama de afinidades

2.3 Mapa conceitual

2.4 Critérios norteadores

2.5 Personas

2.6 Mapa de empatia

2.7 Jornada do usuário

2.8 Blueprint

DIA 3: IDEAÇÃO

3.1 Brainstorming 101

3.2 Workshop de cocriação

3.3 Cardápio de ideias

3.4 Matriz de posicionamento

DIA 4: PROTOTIPAÇÃO

4.1 Protótipo em papel

4.2 Modelo de volume

4.3 Encenação

4.4 Storyboard

4.5 Protótipo de serviços

Grupo no Facebook: http://bit.ly/GrupoDTNegocios

Informações: (81) 3445-2956 | contato@cysneiros.com.br | www.cysneiros.com.br

Termos em inglês que todo empreendedor deve saber


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Dicionário: 46 termos em inglês que todo empreendedor deve saber

Você utiliza em sua rotina termos como ‘gap’ e ‘roll model’? No mundo do empreendedorismo, é muito comum que reuniões e conversas sejam recheadas de palavras e jargões em inglês. Pensando nisso, preparamos um dicionário inglês do empreendedor, com as expressões que você precisa ter na ponta da língua. Confira:


1. Benchmarking

Método de comparação de serviços, produtos e práticas que buscam superar a concorrência e aprimorar as funções e processos de uma empresa.

2. Brainstorm
Reunião ou conversa feita para trocar e debater ideias.

3. Break-even
É quando a empresa consegue se sustentar sozinha: quando os custos são iguais às receitas.

4. Budget
Orçamento empresarial.
5. Burn rate
Literalmente, velocidade de combustão. Ou seja, a velocidade com a qual uma companhia acaba com seus recursos financeiros.
6. Business plan
Plano de negócios.
7. Business to business (B2B)
Comércio feito entre empresas sem a participação do consumidor final.
8. Business to customer (B2C)
Comércio realizado diretamente entre a empresa e o consumidor final.
9. Briefing
Dados e informações que vão dar suporte e criar um roteiro de ação para determinado trabalho ou atividade.
10. Chairman
Presidente do conselho que dirige a organização.
11. Chief executive officer (CEO)
Cargo mais alto da empresa. Pode ser chamado também de presidente, diretor geral, entre outros. Quando existem os dois, o presidente exerce um cargo mais alto.
12. Chief financial officer (CFO)
Diretor de finanças.
13. Chief human resources officer (CHRO)
Diretor de recursos humanos.
14. Chief marketing officer (CMO)
Diretor de marketing.
15. Coaching
Processo de treinamento com metas bem definidas e uma relação de comprometimento com os resultados.
16. Core business
É o ponto forte ou principal negócio da empresa.
17. Coworking
Modelo de trabalho que estabelece o compartilhamento de um espaço por diversas empresas.
18. Crowdfunding
Obtenção de recursos financeiros através de financiamentos coletivos via plataformas online.
19. Crowdsourcing
Recurso frequentemente usado para criação, produção e desenvolvimento de ideias, produtos ou conteúdos com a contribuição de um grupo de pessoas.
20. Customer relationship management (CRM)
Gestão de Relacionamento com o Cliente. Conjunto de ferramentas que visam criar e manter um bom relacionamento com o consumidor.
21. Deadline
Prazo máximo para a entrega de determinada atividade ou trabalho.
22. Feedback
Avaliações e comentários feitos ao funcionário sobre seu desempenho profissional.
23. Follow-up
Acompanhamento de tarefas determinadas em alguma conversa, reunião ou solicitação.
24. Forecast
Previsão.
25. Gap
Espaço que ainda precisa ser preenchido ou desenvolvido.
26. Headhunter
Pessoa ou empresa especializada em encontrar profissionais talentosos.
27. Inclusive
De maneira inclusiva.
28. Joint venture
Associação de empresas que tem como objetivo explorar atividades econômicas em comum.
29. Job rotation
Rodízio de funções promovido pela companhia com a proposta de capacitar os colaboradores em diferentes setores.
30. Know-how
Saber como fazer alguma coisa. Ou seja, conhecimento adquirido através da experiência em determinado tema ou área.
31. Lean startup
Método de desenvolvimento de produtos e mercados com agilidade, velocidade e interação com os clientes.
 

32. Meetup

Encontro informal de empreendedores ou executivos que procurar realizar networking e discutir assuntos de negócios de uma maneira descontraída.

33. Mentoring
O mentor é como um mestre que ajuda no desenvolvimento profissional de outra pessoa. O mentoring inclui, por exemplo, conversas, conselhos e debates.

34. Networking
Estabelecer uma rede de contatos que pode ser útil profissionalmente.

35. Pitch
Discurso breve e objetivo sobre a natureza de um produto ou serviço feito pelo empreendedor, geralmente para convencer investidores sobre o potencial do seu negócio.

36. Player
Empresa que exerce alguma função em algum mercado.

37. Return on investment (ROI)
Percentual de retorno em relação ao custo de um investimento.

38. Roll model
É uma pessoa que serve como um modelo de sucesso para outras.

39. Staff meeting
Reunião de equipe.

40. Shareholder
Acionista da empresa.

41. Spin-off
Processo de divisão entre companhias e o surgimento de um novo negócio a partir de um grupo já existente.

42. Spread
Taxa de risco.

43. Stakeholders
Pessoas impactadas por um negócio: sócios, clientes, acionistas, funcionários, entre outros.

44. Target
Objetivo a ser atingido.

45. Trend
Tendência.

46. Turnover
Rotatividade de mão de obra.

Fonte: Santander Empresas

Encontre ideias de startups similares a sua pelo mundo


Antes de começar a criar uma startup você precisa ter referências e certeza de que existe uma oportunidade de negócio viável.

Descobrir startups similares a sua é fundamental para trabalhar menos, gastar menos e pensar menos.

Exemplo: Existem 24 startups pelo mundo que oferecem a mesma coisa que a sua quer oferecer aqui no Brasil? Não é necessário você inventar a roda, ela já existe!
Siga o modelo que já foi pensado, investido, construído e está dando certo.
Se for necessário faça ajustes no modelo de monetização ou de entrega de valor para o cliente.

Não há necessidade de construir tudo do zero como se não existisse as respostas. Isso é perca de tempo e dinheiro!
Muitos empreendedores ficam semanas pensando, escrevendo um modelo de negócio que já existe.

Descubra as respostas abaixo
O seu produto ou serviço já está sendo vendido na internet?
Como eles estão sendo aceitos?
Qual a proposta de valor que eles entregam?
Qual o modelo de monetização?
O que as pessoas estão falando deles? ( procure notícias e leia os comentários ).

Não se convença quando não encontrar nada nas pesquisas. Isso só quer dizer que você não procurou direito. ( falta de interesse ou preguiça mesmo )
Nascem milhares de startups todos os dias em todo o mundo e a sua ideia não é única, ela já existe e pode estar sendo feita no interior da Ucrânia ou na casa do seu vizinho.

Para encontrar startups mundo a fora busque no google em outras línguas.
Vá no translate.google.com.br traduza as palavras que deseja em catalão, chinês, bielo-russo ou qualquer outra língua, copie e cole no google usando o navegador Google Chrome, ele já terá a opção de traduzir a página.

Fiz uma pequena lista de alguns sites que uso frequentemente.
Agora você tem uma pequena lista de milhares de startups do Brasil e mundo a fora.
” E da Ucrânia ”

Sabem onde encontrei? no Google!!!

www.startupbase.com.br
www.startups-list.com
www.startupxplore.com
www.mappedinisrael.com
www.500.co
www.betalist.com
www.startupli.st
www.startupranking.com
www.geekwire.com
www.angel.co

Fonte: Diário Digital

Inbound Marketing para Startups


Inbound Marketing para Startups

Inbound Marketing é um daqueles termos de extrema importância e que estão “na moda” (assim como Lean Startup, Design Thinking, Business Model Generation…), mas que causam muita confusão na hora de se entender e implementar.

Neste mês, fui convidado pelo SEBRAE para fazer uma palestra na agenda deles na Campus Party conduzida em conjunto com a Aceleradora. O tema da palestra foi relacionado a Marketing Digital: como utilizá-lo para acelerar a experimentação das hipóteses do negócio além de criar um ativo de Marketing/Vendas e uma vantagem competitiva de longo prazo. (para quem tiver curiosidade, um trecho bem curto da palestra junto com a performance do Yuri Bial Gitahy na apresentação do reality show estão nesse vídeo)

Grande parte do que eu falei na palestra está resumida neste post que escrevi no ano passado sobre por que uma Startup deve ter um blog. Acredito que vale a pena conferir mesmo se você já leu.

No entanto, Inbound Marketing vai bem mais além do que simplesmente ter um bom blog (apesar de passar por isso). Quem deu uma excelente explicação sobre o assunto no contexto de startups foi o Rand Fishkin, CEO da SEOmoz, em uma palestra recente para o Hackers and Founders. Abaixo compartilho algumas notas e observações complementares sobre a palestra, bem como o vídeo e os slides para quem quiser conferir na íntegra.

Notas da palestra:

– Principal desafio para a maioria dos empreendedores: como fazer o produto chegar na frente dos seus clientes;

– A grande maioria dos clientes da SEOmoz (que faturou US$ 11 milhões em 2011) chega via canais gratuitos. Esse nível não se ganha facilmente. Ao contrário, se conquista lentamente. Para isso, não dá para contar só com as qualidades e inovações do próprio produto, por mais incrível que ele seja.

– Como as pessoas compram hoje:  Descobrem algo -> reconhecem uma necessidade -> investigam opções / procuram experts / pesquisam em comunidades / debulham todos detalhes -> convertem/compram    (por isso a importância de se gerenciar Leads)

– Inbound Marketing é marketing que gera valor para o mercado.

– Tudo começa com conteúdo. É a base do Inbound Marketing. Não há chance de sucesso sem isso.

Canal 1 – Busca:

– Busca ainda é muito grande. Todos os dias o Google tem 3 bilhões de buscas, e esse número continua crescendo muito.

– Busca traz o tipo de tráfego mais qualificado para o site.

– Resultados orgânicos respondem por cerca de 80% dos cliques de uma página de resultados de busca. Por isso SEO é essencial.

Canal 2 – Mídias sociais:

– As mídias sociais ajudam principalmente no primeiro estágio do funil, o estágio da descoberta. Em comparação, a busca é melhor nos estágios de reconhecimento da necessidade e avaliação de alternativas.

– Mídias sociais “exigem” conteúdo de altíssima qualidade para funcionar, mas também proporcionam resultados extraordinários quando isso acontece.

– Cada vez mais, as mídias sociais estão exercendo uma forte influência nos resultados da busca.

– Mídias sociais ainda são muito fragmentadas. Há muitos canais para se monitorar e agir.

Canal 3 – Email:

– Apesar de considerado antiquado, email ainda é disparado o canal mais usado e efetivo do Marketing Digital.

– Por conta disso, email também é o “segredo” das redes sociais (ref. artigo do Fred Wilson sobre o tema).

– Email Marketing é muito efetivo e lucrativo. (para conhecimento, na Resultados Digitais o Email é proporcionalmente o canal que mais nos gera Leads. A propósito, também temos um eBook gratuito sobre Email Marketing lá)

–  Otimizar a conversão também é muito importante. Para ilustrar, em uma sequência de experimentos eles conseguiram ganhar US$ 1 milhão em receitas extras: http://www.conversion-rate-experts.com/seomoz-case-study/

– Otimizar a conversão não é só fazer A/B tests. Há outros fatores mais intangíveis, mas que também são muito importantes para a conversão: marca, confiança, posição de autoridade no mercado, repetição da mensagem, etc.

Para finalizar, Rand compartilhou 10 táticas/hacks com muita alavancagem para serem usadas por startups:

#1: Crie incentivos para compartilhar conteúdo. Faça conteúdo que as pessoas se sintam privilegiadas em linkar e recomendar.

#2: Monitore as mídias sociais para encontrar oportunidades de engajamento com clientes, usuários, etc.

#3: Crie e espalhe conteúdo “embedável” que aponte para o seu site. Infográficos são matadores nisso.

#4: Junte dados do seu negócio e apresente de uma forma interessante. (o pessoal da MestreSEO fez um excelente trabalho nesses últimos dois itens compartilhando recentemente uma pesquisa sobre o mercado de SEO no Brasil)

#5: Debulhe dados sobre seus seguidores no Twitter, fãs no Facebook, emails na base, etc., e encontre coisas interessantes para fazer com isso. Por exemplo, encontre seguidores com grande influência e que nunca linkaram para o seu site e peça para fazer um guest post no site deles.

#6: Use mídias sociais para se conectar e gerar valor para jornalistas e blogueiros da sua área.

#7: Construa features ou conteúdos ricos que exijam ou recompensem o compartilhamento pelos usuários. A mecânica de recomendação da Dropbox é um excelente exemplo disso. (Na RD, para alguns conteúdos nós pedimos para o usuário “Pagar com um Tweet” e tem funcionado muito bem. Um exemplo desses materiais é o whitepaper de Marketing Viral)

#8: Dê uma plataforma para a sua comunidade interagir e produzir conteúdo. (aqui no Brasil, um exemplo bacana é o que o Webinsider faz com o Outro Lado)

#9: Use tags de Video XML e Rel=Author para gerar thumbnails/fotos do autor para seu conteúdo no resultado da busca no Google e, consequentemente, ter uma taxa de click-through muito maior no seu link.

#10: Crie uma lista dos principais influenciadores da sua indústria e publique periodicamente. A maioria dessas pessoas não conseguirá resistir e apontará (link) para a sua lista. ”Make other people in your industry look good” 😉

Por fim, seguem o vídeo e os slides.

Gaining Traction: Inbound Marketing for Startups

Fonte: http://www.manualdastartup.com.br/

Os primeiros passos para criar uma startup


startup   Os primeiros passos para criar uma startup

Antes de decidir empreender, a primeira coisa que você deve pensar é se você está realmente pronto para começar. Isso está relacionado tanto ao seu momento de vida, uma vez que sua família será totalmente envolvida, quanto ao seu estado financeiro.

1. A fase inicial é basicamente sustentada via bootstrap, e muito provavelmente você passará de 12 a 18 meses sem ganhar dinheiro, o que transcende a questão da empresa e cruza a linha entre sua vida profissional e pessoal.

2. Comece seu processo de aprendizado. Existe um conjunto de livros, blogs e treinamentos pessoais e à distância que pode te ajudar. Mas principalmente faça uma reflexão sobre quais são as suas lacunas e o que você realmente precisa aprender. E isso você não vai descobrir sozinho, é preciso buscar mentoria.

3. Olhe a sua rede de contatos e busque pessoas que estejam ligadas direta ou indiretamente a empresas de tecnologia. Marque quantos cafés e almoços forem possíveis e entenda a trajetória de cada uma delas. Se possível, consiga com que um ou mais deles se torne seu mentor formal.

4. Encontre sócios. É quase impossível empreender sozinho e muito difícil quando se tem os sócios errados (provavelmente seus amigos). Normalmente, a cabeça de sua empresa deve ser formada por um tripé com o hacker, o vendedor e o designer de produto. Entenda qual desses papéis você assumirá e busque outros dois para assumir as responsabilidades restantes, pois equipes sem equilíbrio não saem do lugar.

5. Só agora é o momento de decidir em qual segmento você vai trabalhar. São duas as principais abordagens: a primeira é a chamada arbitragem de ideias, na qual você pega um segmento que já teve crescimento disruptivo fora do Brasil e tenta implementar a ideia por aqui. É o que faz a Rocket Internet, por exemplo. A segunda opção é olhar a sua vida profissional e perceber o que é que você realmente entende. E aqui vale lembrar que não é o que você gosta, mas do que você entende. Se você gosta de moda, mas entende de logística, abra uma empresa relacionada à logística. Faça então uma validação de oportunidade e se pergunte se o mercado é grande o suficiente para que a pequena parte dele que você terá acesso justifique sua startup.

6. Aprenda a fazer descoberta de produto e cliente (customer e product discovery). Você deve encontrar um problema muito sério, que alguém pague para resolvê-lo. Busque fazer antibióticos e não vitaminas. A partir destes testes e respostas, desenvolva protótipos de cada vez mais alta fidelidade até que você chegue ao seu produto mínimo viável. Vá iterando até conseguir tração e lembre-se que não há erro pior do que construir muito bem alguma coisa que ninguém quer usar.

7. Forme sua caixa de ferramentas do empreendedor Lean (enxuto), procurando usar nuvem, software opensource, SaaS (software as a service) e controle de caixa e competência baseado em planilha. Entenda também quais são as variáveis financeiras do seu negócio. Se for varejo, por exemplo, essa variável é a relação entre sua margem líquida e o custo de aquisição. Se for um SaaS, é a relação entre o custo de aquisição e o valor gerado pelo cliente no ciclo de vida dele, considerando a taxa de churn (perda de clientes).

8. Controle seu burn rate, ou seja, a quantidade de dinheiro que você “queima” mensalmente. Faça uma conta simples: divida o tanto que você tem no banco mais o que você potencialmente gerará por mês por este número para saber quantos meses de vida você tem. O processo de busca de uma rodada de financiamento não dura menos que seis meses, e se o dinheiro for acabar você tem que fazer caber um plano de fechamento. E lembre-se de que a trajetória é sempre de aprendizado. Empreender é uma corrida de resistência, e não de velocidade. Pode ser que você quebre, e se isso acontecer, tenha a garantia de que você conseguirá juntar os pedaços e tentar de novo, pois sua chance de sucesso aumenta consideravelmente a cada erro e principalmente depois da primeira viagem.

Font Fonte: Exame .PME 

Interessado?

Serviço: http://www.incubatic.com.br 

Fone: (81) 3224-1259 / (81) 3083-5587
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Regras para a nova bolha de investimento em startups


Creio que nem toda catástrofe gere polêmica, nem toda polêmica gere catástrofe. Mas ainda não achei uma conjugação satisfatória em toda essa conversa de “nova bolha de investimentos” em startups.

Gostei dos fatos apresentados recentemente por Paul Carr e Sarah Lacy, na Techcrunch TV. Para eles, o aumento da valorização de algumas startups – o assunto que virou alvo de especulações pela mídia – não chega a ser perto do que aconteceu na virada do milênio. Clique na imagem e assista.

Afinal, bolha foi quando se jogou – e gastou – montes de dinheiro indiscriminadamente na Bolsa de Valores. Agora, as startups super valorizadas (Facebook, Zynga, Twitter, LinkedIn, GroupOn, etc) nem chegaram a fazer seus IPOs (oferta pública inicial, abertura de capital na bolsa). Além disso, essas startups apresentam faturamento crescente.

Em todo caso, achei um ponto de vista defensável. Aliás, é defensável porque é uma perspectiva, apresentada pelo ex-empreendedor, agora professor universitário, autor e mentor de “lean startups” Steve Blank.

Para Blank, há uma nova fase no mundo das startups. Ele mesmo chama de bolha, mas o fato é que ele apresenta um framework para uma abordagem interessante de novos negócios. Em post recente, Blank explica os sinais de que há uma bolha e esclarece alguns cenários. Abaixo, faço uma tradução livre e resumida.

Caminhos para a liquidez: uma breve história dos investimentos em startups

  • Anos Dourados (1970 – 1995): construa um negócio crescente com lucro consistente comprovado (no mínimo um ano) e abra na Bolsa quando chegar a hora;
  • Bolha Ponto.com (1995-2000): “qualquer coisa serve”, já que os mercados clamam por ideias, promessas vagas de crescimento futuro, e as IPOs acontecem independentemente de lucratividade ou história consistente;
  • Lean Startups/De volta ao básico (2000-2010): venture capital limitado, falta de confiança e de fundos: poucas aquisições, fusões e IPOs;
  • A nova bolha (2011 – 2014): E lá vamos nós outra vez…

Clique na imagem e assista.

Regras para a Nova Bolha: 2011-2014

  • Sinais: desde o ano passado, as avaliações para capital semente e crescimento estão inflando rapidamente; e contratar talentos no Vale do Silício está cada vez mais difícil desde a bolha de 2000; investidores estão perguntando abertamente onde isso vai parar.
  • Escala de tirar o fôlego: nunca antes na história do comércio houve forças de mercado tão grandes: startups já podem pensar em um Mercado Disponível Total de bilhões de usuários (smart phones, tablets, PDs, etc);
  • As novas saídas: em 1998 ou mesmo 2008, as regras para se criar uma empresa são diferentes. As saídas (retiradas de capital) nos próximos três anos vão incluir IPOs e aquisições. Diferente da bolha anterior, as startupsde agora tem faturamento real, mas mesmo assim esse movimento vai atrair startups com números menos estelares, a qualidade dos IPOs vai diminuir rapidamente e as startups vão estourar, explodir. Ao mesmo tempo, as oportunidades de aquisição vão aumentar, enquanto grandes companhias que não conseguirem manter  o ritmo da inovação nos mercados emergentes da Internet, vão fazer inovação aberta comprando startups. Finalmente, novas formas de liquidez estão emergindo, como “private-market stock exchanges for buying and selling illiquid assets” (tipo SecondMarketSharesPost, etc).
Ferramentas na nova bolha:

As startups de hoje tem as ferramentas necessárias para um curto ciclo de desenvolvimento e rápida adoção de consumidores – – Agile and Customer Development + Business Model Design.
Quatro passos para a Epifania (Four Steps to the Epiphany), Geração de Modelos de Negócios (Business Model Generation) e o movimento de Lean Startup tornaram-se o be-a-bá das startups. A recompensa: nesta bolha, uma startup pode ativamente se construir para ser adquirida. Veja como:
  • Ordem da batalha: cada mercado tem um número finito de aquisidores, proponentes, negociantes. Cada um procura preencher buracos específicos em seus produtos ou mercados. Então, não é um problema incalculável determinar com quem você vai falar.
  • Larga adoção: as startups a vencerem a bolha serão as que conquistarem larga adoção (seja com freemium, crescimento viral, custos baixos, etc) e distribuição massiva (marketplace do Facebook, Android, Apple, etc). Elas vão focar primeiro em bases de usuários massivas, e deixar o faturamento seguir depois.
  • Visibilidade: durante a era das lean startups, o conselho foi claro – foque em construir a empresa e evite o hype. Agora o conselho mudou. Como toda bolha, esta é uma dança das cadeiras. Enquanto você ainda precisa de foco em clientes para seu produto, precisa também estar em todo lugar e parecer maior do que na vida real. Apareça e fale em conferências, esteja em vários blogs, use redes sociais e construa uma marca. Na nova bolha, Relaçõs Públicas pode ser seu novo melhor amigo, então invista nisso.

O que aprendemos: diferente da última bolha, esta não é sobre conceitos e visões; você precisa entregar, e isso requer construir uma empresa.

FONTE: Startupi