Suape estuda abrir capital para empresas privadas


suape estaleiro e refinaria

Pode ser criada uma holding, sob controle do porto.

O segundo semestre deverá ser marcante para o Complexo Industrial Portuário de Suape. Está em curso uma operação para abrir o capital da zona portuária visando possíveis parceiros privados. Hoje, 100% desse capital é público. Na prática, seria a criação do Suape Holding. O complexo manteria o controle sobre outras empresas subsidiárias, que iriam prestar serviços de utilidade, a exemplo da água e da energia. Dessa forma, Suape teria lucro em cima dessas atividades, sem necessariamente precisar ser a produtora desses bens, agilizando e viabilizando a Central de Serviços.

O novo modelo de gestão para a área foi discutido na última segunda-feira com o governador Eduardo Campos. A informação é de que Campos ainda analisa com cautela essa possibilidade de abertura de capital para a iniciativa privada, mas teria sinalizado positivamente. De antemão, dá para precisar que a organização empresarial focada na imagem de uma holding deve dar a Suape o controle de um capital muito maior do que o seu, baseado nos empreendimentos que poderiam aportar no terreno. É vantagem também para as multinacionais que investem nesses acordos porque elas terminam prestando serviços em países onde a legislação fiscal é mais branda.

Atualmente, o controle da água está cedido à Compesa (Companhia Pernambucana de Saneamento) e a responsabilidade sobre a energia cabe à Celpe (Companhia Energética de Pernambuco). Com o novo formato, por exemplo, Suape ficaria cuidando da produção da água bruta para vendê-la. Não obstante, um ponto que está em estudo é a concessão rodoviária, pois esse modelo garantiria uma outra fonte de receita. Isso tudo além de assuntos como habitação, que ainda não foram avaliados detalhadamente com o governador.

Diante da preocupação em assegurar uma melhor produção discute-se a aquisição de pessoas especializadas em negócios e que saibam falar línguas estrangeiras, a exemplo do inglês. Nos desdobramentos desse assunto, uma medida foca a “independência” do vice-presidente de Suape. O detentor do cargo passaria a ser alguém com formação estritamente técnica, possuindo um mandato de seis anos para gerir a área. O período daria um alcance maior do que o tempo de administração dos governadores, abrindo caminho para indicações técnicas de servidores sem atrelamento aos governos.

ZPE

Eduardo Campos aprovou, ontem, a proposta de construção em Jaboatão dos Guararapes da primeira Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Estado. Em torno de 30 dias a ZPE Suape deverá estar sendo anunciada num ato conjunto, contando com a presença do governador.

Opinião da Cysneiros Consultores:

Flammarion Cysneiros - CEO - ICOMUNI ConsultoriaPara Flammarion Cysneiros, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento de Projetos da ICOMUNI Consultoria, as micro empresas pernambucanas estão se planejando para atender as novas demandas de Suape.

A ICOMUNI Consultoria empresa há mais de 5 anos no mercado, presta consultoria em empreendedorismo e inovação, vê um cenário otimista para pernambuco. As micro empresas pernambucanas destacam-se no cenário nacional, como empresas de alto valor competitivo.

Fornecedores para grandes projetos


suape estaleiro e refinaria

Empresas pernambucanas ja estabeleceram negócios com o estaleiro e agora se preparam para atender a refinaria.

Há dois ou três anos, garantir a participação de empresas pernambucanas como fornecedoras das cadeias de petróleo, gás, naval e offshore que estavam surgindo em Suape era uma drama. Os grandes empreendimentos, como o Estaleiro Atlântico Sul, estavam apenas começando a se implantar, mas já se falava de capacitação como algo urgente, sob pena de perdermos as encomendas de produtos e serviços para outros estados. Agora, estamos navegando em águas mais calmas. Mais de 500 empresas pernambucanas já fornecem para o estaleiro e muitas começam a se preparar para fornecer também para a Refinaria Abreu e Lima.

O esforço que se fez e ainda se faz tem muitos pais e mães. Foram muitas reuniões, muitos diagnósticos, muito treinamento, envolvendo diversos sindicatos e instituições como a Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe) – e seus órgãos Senai, IEL e Ciepe – e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Como reforço, foi instituído em Pernambuco um fórum regional do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp).

“É preciso somar esforços. Tanto de instituições como de empresas, pois sozinhas, na maioria das vezes, elas não conseguem atender à demanda desses empreendimentos”, diz o superintendente do Sebrae-PE, Nilo Simões. Como exemplo ele cita os milhões de blocos de cimento que a Petrobras vai precisar comprar para a refinaria. “Por isso os consórcios. São milhões de blocos. Não existe nenhuma empresa em Pernambuco que possa atender sozinha a uma demanda como essa”, completa.

Se é difícil para as grandes, imagine para as pequenas. O Sebrae-PE encomendou um levantamento para identificar as oportunidades de negócios e assim facilitar a inserção das micro e pequenas. Acabou de ficar pronto. Até o início de agosto, a partir desse diagnóstico, serão publicados 23 volumes, cada um dedicado a um segmento diferente, como terraplenagem, construção civil, montagem, manutenção. Quem ainda tem dificuldade de enquadramento encontrará ali algumas dicas para se aperfeiçoar.

O presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simmepe), Sebastião Pontes, afirma que esse esforço incluiu a participação em feiras nacionais e internacionais de eletro-metal-mecânica e do setor naval. “Hoje, cerca de 70 associados já estão fornecendo para o estaleiro”, comemora. Ele é diretor comercial da Polifrio, indústria de equipamentos de refrigeração sediada em Abreu e Lima, que forneceu câmaras frigoríficas para o refeitório do estaleiro.

Opinião da Cysneiros Consultores:

Flammarion Cysneiros - CEO - ICOMUNI ConsultoriaPara Flammarion Cysneiros, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento de Projetos da ICOMUNI Consultoria, as micro empresas pernambucanas estão se planejando para atender as novas demandas de Suape.

A ICOMUNI Consultoria empresa há mais de 5 anos no mercado, presta consultoria em empreendedorismo e inovação, vê um cenário otimista para pernambuco. As micro empresas pernambucanas destacam-se no cenário nacional, como empresas de alto valor competitivo.