SebraeTEC – Ajuda sua empresa a ser sustentável e ambientalmente limpa.


Saiba como o Sebraetec pode ajudar sua empresa a crescer se adequando à exigência do mercado em relação a questões ambientais e sociais.

Se você acha que ser uma empresa sustentável significa gastar dinheiro apenas para ser bem visto pela sociedade, sem retorno financeiro, conheça o Sebraetec Sustentabilidade e entenda como diversos empresários já quebraram esse mito.
Exigida pelo governo, priorizada pelos clientes e visada pela concorrência, a sustentabilidade realmente é a tônica do mercado nesse início de século.

Por isso o Sebraetec tem um portfólio de serviços voltados às empresas que desejam se tornar sustentáveis. Alguns exemplos:

  • Orientação para adequação a ISO 14.000;
  • Aplicação de boas práticas de eficiência energética;
  • Capacitação para tratamento, reaproveitamento e destinação de resíduos;
  • Apoio na certificação de produtos orgânicos;
  • Adequação àss exigências de Saúde e Segurança no trabalho;
  • Uso de outras fontes de energia como, por exemplo, solar e eólica.

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Sua empresa precisa de consultoria tecnológica?

Flammarion CysneirosEmpresas de qualquer segmento podem se beneficiar do programa.

Ao receber uma demanda da micro e pequena empresa, o Sebrae solicita aos prestadores de serviços cadastrados propostas de plano de trabalho para realizar projetos de inovação e incremento tecnológico desta empresa.

Cadastre-se: www.cysneiros.com.br

Prêmio para empresas competitivas e sustentáveis abre inscrições


premiocni

Micro, pequenas, médias e grandes empresas têm até o dia 14 de setembro para apresentarem seus projetos; vencedores serão conhecidos em novembro.

Já estão abertas as inscrições para o Prêmio CNI 2009. A premiação é um reconhecimento às melhores práticas empresariais voltadas ao aumento da competitividade. Podem participar micro, pequenas, médias e grandes empresas.

Para concorrer, os interessados devem se inscrever até 14 de setembro pela internet, no site da CNI. O Instituto Euvaldo Lodi (IEL-PE) é o responsável pelo prêmio no Estado. As empresas devem apresentar projetos em uma das três categorias da premiação: Desenvolvimento Sustentável, Design, e Inovação e Produtividade.

O Prêmio CNI destaca as ações que viabilizam uma indústria mais competitiva, através de uma produção mais eficiente e sustentável. As instituições vencedoras serão homenageadas em uma solenidade no dia 17 de novembro, em Brasília. A ocasião contará com a presença de empresários de expressão, ministros e outras autoridades.

Mais informações no IEL-PE pelo telefone (81) 3334-7026.

País deve investir em inovação para diminuir diferenças regionais


diferenças regionais

A sutil redução de diferenças regionais no País, apontada na Pesquisa Industrial Anual (PIA) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pode ser acelerada por meio de investimentos mais consistentes em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e em educação. A avaliação é do economista Patrick Carvalho, chefe da Divisão de Economia da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

“A diminuição das diferenças regionais no Brasil é natural do processo de integração econômica e social. A Firjan tem estudos que já indicam a tendência de interiorização do desenvolvimento nacional. A melhor forma de acelerar isso é investir em infraestrutura, pesquisa, educação e saúde, para desenvolver as regiões de forma harmônica e sustentável”, afirmou.

Para o economista, cabe ao Governo facilitar e criar um ambiente de negócios onde haja incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento do ponto de vista da proteção à propriedade intelectual e ao sistema tributário. “Para intensificar esse processo (de redução das diferenças regionais) são necessários mais recursos para pesquisa e desenvolvimento, essenciais para o crescimento sustentável e duradouro de qualquer economia”, afirmou.

Mas para garantir a aplicação maciça de recursos na área, defende Carvalho, é preciso haver mobilização social. “A solução está na sociedade civil organizada exigir dos políticos uma resposta mais rápida e eficaz para o problema. Todo mundo sabe que investir em pesquisa e educação é o melhor meio de se desenvolver o País. Mas são necessárias ações concretas do Governo em alocação de verbas e alteração da legislação, de forma a desburocratizar o meio de pesquisa e desenvolvimento”, disse.

Segundo o economista, o sistema de registro de marcas e patentes teria que ser facilitado. “Hoje em dia se demora um tempo absurdo para se patentear qualquer produto. Isso acaba entrando no custo das empresas”, afirmou.

Carvalho defende que compete ao empresário tomar a decisão mais racional possível sobre a incorporação de novas tecnologias. “Se é mais barato comprar a tecnologia do que desenvolvê-la, o mais lógico é que devemos comprá-la. A questão é: cabe ao Governo facilitar os meios de produção de pesquisas e patentes, agilizando o processo”.

Opinião da Cysneiros Consultores:

Flammarion Cysneiros - CEO - ICOMUNI ConsultoriaPara Flammarion Cysneiros, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento de Projetos da ICOMUNI Consultoria, a inovação gera capital intelectual e tecnológico,  é o catalizador para impulsionar a economia dos estados emergentes no cenário nacional.

A ICOMUNI Consultoria empresa há mais de 5 anos no mercado, presta consultoria em empreendedorismo e inovação, e capacita empresas a investirem cada vez mais em projetos inovadores e de alto valor competitivo.
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Casos de sucesso sustentáveis


IX Conferência Anpei

Empresas como Fiat, Pirelli, DuPont e Petrobras apresentaram, em evento, produtos e processos inovadores que preservam meio ambiente e permitem uso racional de matérias-prima.

A IX Conferência Anpei de Inovação Tecnológica terminou, na última quarta-feira (10/06), com a palestra do presidente do Intelligent Manufacturing Systems (IMS), Claudio Boer. Durante a apresentação, Boer defendeu que a cadeia de inovação deve ser apoiada em estratégias de longo prazo para ter resultados consistentes. “O sucesso está ligado a todos os níveis da empresa e, portanto, todos têm de estar envolvidos no processo de inovação”, acrescentou.

Boer afirmou que a inovação nasce em mentes inovadoras. “O pensamento criativo leva a ideias inovadoras”, observou. Segundo ele, a produção está em uma nova fase. Depois de evoluir da forma artesanal para a fabricação em massa, chegou a vez da produção customizada. “A customização em escala industrial é um novo paradigma”, afirmou o presidente da IMS, uma organização global com foco em inovação na fabricação e que tem uma rede de mais de mil pesquisadores.

Inovação contra a escassez de recursos

Os participantes do evento concluíram que há uma considerável e nunca vista consciência social no mundo, que tende a valorizar a vida, a produção, o valor agregado pelo trabalho, a eficiência e a inovação, ao invés de uma visão expansionista e consumista. Busca-se a sustentabilidade através do consumo necessário diante de recursos escassos e finitos.

No encerramento da Conferência, a Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei) elogiou a iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) de criar a Secretaria de Inovação Tecnológica, que substitui e amplia a abrangência da Secretaria de Tecnologia Industrial, e comemorou a criação do Cartão BNDES para financiar a contratação de serviços relativos à inovação.

Casos de sucesso

Os gestores de projetos de inovação demonstraram, pelos casos apresentados durante a Conferência, que já existe um elevado grau de consciência sobre os danos causados pela falta de atenção aos efeitos da cadeia produtiva no meio ambiente. Na apresentação dos casos de sucesso dos setores de energia, químico, petroquímico, metalmecânico, eletroeletrônico e automotivo, ficou clara a opção pela inovação sustentável.

Energia

A Tecnopuc-RS relatou os passos dados para implantação da planta-piloto para fabricação de células solares e módulos fotovoltaicos com tecnologia nacional, abrangendo infraestrutura montada, processos de fabricação e resultados alcançados. Para viabilizar o projeto, a Rede Brasil de Tecnologia (Ministério de Ciência e Tecnologia – MCT) fez, em 2004, uma parceria com a Financiadora de Estudos e Projeto (Finpe), a Petrobras, a CEEE e a Eletrosul, com o objetivo de transferir a tecnologia de fabricação de células solares desenvolvida pela PUC/RS para uma linha pré-industrial, a fim de verificar sua viabilidade técnica e econômica para produção em larga escala.

Outro case da área de energia foi o da VSE, controlada por Vale, BNDESPAR e Sygma-Tec. A nova empresa está focada em aumentar a oferta energética com equipamentos e processos que permitam amenizar ou anular o dano ambiental. Neste painel também foram apresentados os cases “Células e combustível – energia limpa, sustentável e eficiente”, da Electrocell; “Descentralização Internacional de P&D – energia eólica na 3M do Brasil”, da 3M; “Uso de Lodo e estação de tratamento de efluente industrial como biomassa”, da 3M; e “Inovação para sustentabilidade de geração de valor – o caso do P&D Light”, da Light.

Celulose

A VCP elaborou seu inventário de emissões, cobrindo suas operações florestais, industriais e logísticas da unidade de Jacareí. A companhia apresentou o levantamento de todas as emissões de carbono da cadeia de produção de celulose e os resultados serviram para orientar o plano de redução de emissões da empresa, direcionando estratégias de sustentabilidade.

A Votorantim apresentou o caso “Uso de seleção assistida por marcadores na estratégia de melhoramento genético do eucalipto”, e a Aracruz mostrou seu case sobre inovação tecnológica sustentável, que aumentou em 85% a produtividade de celulose por hectare, produzindo mais com menor dispêndio de área e energia, contribuindo para a preservação de recursos naturais.

Energia e Eletrodomésticos

Projetos inovadores em cocção, refrigeração e lavanderia foram desenvolvidos pelos três centros de tecnologia da Whirlpool Latin America, que é representada, no Brasil, pelas marcas Brastemp, Consul e KitchenAid. Segundo levantamento da empresa, a Whirlpool registrou 721 pedidos de patentes no Brasil e no exterior até fevereiro de 2008. Suas ações de responsabilidade social e ambiental resultaram em programas como o Projeto Ozônio, que promove o recolhimento de gases refrigerantes usados em freezers, refrigeradores e condicionadores de ar.

A empresa, uma das maiores detentoras de Selos Procel de Eficiência Energética, adotou um programa de logística reversa para reciclagem de eletrodomésticos.

O laboratório LABELO, da PUC/RS, apresentou um case sobre o apoio da universidade na redução do desperdício de energia dos produtos elétricos fabricados no Brasil.

Automotivo

O centro da Pirelli em Santo André, no ABC paulista, desenvolve os pneus para as montadoras atendidas pela empresa no continente americano, incluindo os Estados Unidos. “Testamos mais de 30 mil pneus por ano”, diz Roberto Falkenstein, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da companhia. “O mercado nunca esteve tão atento à sustentabilidade. Isso mudou totalmente o trabalho de P&D.”

Segundo o executivo, o pneu é responsável por 20% do gasto de combustível do veículo. “Desenvolvemos um pneu verde, com menor resistência à rolagem, que permite a economia de 5% de combustível na estrada, quando o carro está a 100, 110 quilômetros por hora, sem afetar a segurança e sem dispersar na natureza elementos contaminantes”, informou.

O diretor da Pirelli apontou que, atualmente, os veículos geram em média 160 gramas de dióxido de carbono por quilômetro rodado. A União Europeia tem como meta chegar a 120 gramas até 2015.

A Pirelli tem cinco fábricas no País. Em seu Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, em Sumaré (SP), atuam 180 pessoas. Anualmente são testados mais de 30 mil pneus, o que corresponde a mais de 10 mil quilômetros rodados. Em 2008, a empresa obteve 63 novas homologações e neste ano, já há mais de 60 novos projetos em desenvolvimento.

Preocupada com a geração de CO² na produção, a Pirelli busca fontes alternativas de energia, como a sílica, e pesquisa o uso de matérias-primas renováveis como extração de borracha de algas e obtenção de sílica de casca de arroz. A Pirelli também promove estudos para redução do peso do pneu, que tem impacto em toda a cadeia produtiva.

A empresa se preocupa também com o pós-consumo, para que o pneu, ao invés de se tornar um lixo inconveniente, possa ainda trazer benefícios no momento de seu descarte.

Outro case de sucesso foi o projeto Flex Star, da Bosch, que é um sistema de gerenciamento de partida acionado eletronicamente, levando em conta as condições de operação do motor e a temperatura ambiental. O reservatório de gasolina dos veículos a álcool foi eliminado, o que levou à redução de 40% na emissão de poluentes.

Químico

A Rhodia apresentou três casos de sucesso no setor químico, com destaque para o desenvolvimento de sistemas com polímeros especiais que, aplicados a superfícies rígidas, impedem a deposição de sujeira, facilitando a limpeza no local e diminuindo o consumo de água. O produto é atualmente utilizado pela Rhodia Internacional em países europeus e norte-americanos.

Outro projeto apresentado pela Rhodia foi o fio Emana, uma inovação de caráter inédito no mundo. Trata-se de um fio produzido com base em poliamida 66 (PA66), um tecido com propriedades que proporcionam o bem-estar, por meio da estimulação do metabolismo da pele e regiões adjacentes. O mecanismo de ação do produto envolve a absorção/emissão de ondas na região do infravermelho longo, ativadas pela transmissão de temperatura ao contato com o corpo humano. A absorção/emissão de infravermelho promovida pelo tecido em contato com a pele promove uma interação benéfica com o organismo, promovendo uma melhoria da circulação periférica no local em que o tecido é utilizado por um período prolongado.

A Fosfértil mostrou, em seu case, a importância dos catalisadores secundários para a redução de 80% da emissão gasosa de óxido nitroso (N²O) nas duas plantas de ácido nítrico da empresa, enquanto a Oxiteno apresentou seus estudos em campos inovadores como, por exemplo, a aplicação de tensoativos em nanotecnologia de dispersões e compostos de materiais poliméricos. A Corn Products Brasil desenvolveu, em parceria com a BASF S.A, a resina EcobrasTM, totalmente biodegradável e compostável, que possibilita também a economia de energia.

Petroquímico

A Braskem apresentou o Projeto Ecobraskem, cujo objetivo é racionalizar o consumo de água e energia na Unidade de Insumos Básicos da empresa (UNIB-BA) e, ao mesmo tempo, gerar efluentes. A UNIB-BA utilizava o equivalente a 1% do consumo energético nacional. Desenvolvido juntamente com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), o projeto levará a unidade industrial a outro patamar de ecoficiência, com redução de consumo de água e energia.

A Altus apresentou um case sobre a implantação, na Floresta Amazônica, do gasoduto de 662 km da Petrobras, o Urucu-Manaus, que envolveu as áreas de automação, instrumentação, logística, telecomunicações e energia elétrica. A Innova-CENPES (Centro de Pesquisa da Petrobrás) mostrou o desenvolvimento da HIPS, um novo tipo de resina termoplástica de poliestireno de alto impacto, que pode ser utilizada nos segmentos de embalagem, refrigeração e eletroeletrônicos.

Metalmecânico

A WEG mostrou seu projeto de substituição gradativa do ferro gusa por sucata de aço na produção de ferro fundido cinzento, que é utilizado na fabricação de carcaças e tampas para seus motores. O objetivo é contribuir para o desenvolvimento sustentável com o aumento do uso do resíduo e a diminuição dos impactos ambientais. Atualmente, a empresa processa, a cada mês, uma média de 8,1 mil toneladas de ferro fundido, que produzem, em média, 5,6 mil toneladas de sucata de aço.

A Ciser apresentou seu projeto de soluções em componentes de fixação. Um dos produtos resultantes desse trabalho foi o Tenex, um fixador inteligente de tensão que pode ser aplicado ao setor de construções metálicas. Outras iniciativas da empresa são o Centro Tecnológico, que é referência no estudo de juntas, o Projeto de Preservação de Nascentes do Rio Quiriri e o Projeto Elos da Aliança.

Sustentabilidade

A Embraco apresentou duas tecnologias de produtos e processos de fabricação de compressores, a Embraco VVC e Embraco CO2. A primeira possibilita a redução em até 40% o consumo de energia de refrigeradores e freezers e a segunda, para operações em altas pressões. A empresa mostrou também seu Programa de Valorização da Diversidade.

A DuPont Guarulhos apresentou o Green Thinking, criado para contribuir com a preservação ambiental e tornar-se referência no segmento para clientes e fornecedores. Já a Nokia apresentou o NDG (Nokia Data Gathering), solução tecnológica para coleta de dados, em tempo real, que colabora para diminuição do uso de papel e gastos com transporte, permitindo respostas rápidas à crises e ações de prevenção de epidemias.

A BWE falou sobre o lançamento do W-33, o primeiro produto biodegradável, renovável, sustentável e de origem vegetal no mundo para o tratamento de águas de refrigeração, e a Perenne apresentou um case sobre técnica de reuso da água, que inclui processos de separação por membranas, cada vez mais utilizados em estações de tratamento de águas industriais. A a Petrobras/CENPES mostrou os projetos de responsabilidade ambiental nas Unidades de Coqueamento Retardado da empresa.

Ao fazer o próprio inventário de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), a Celulose Irani conseguiu neutralizar o processo, o que a transformou de devedora a credora de créditos de carbono emitidos pelo Protocolo de Kyoto. A empresa, que já tem a certificação Carbono Neutro graças ao plantio e ao manejo florestal realizados com responsabilidade ambiental e graças à execução de projetos segundo o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) da Organização das Nações Unidas (ONU), também é pioneira com o projeto Irani Wastewater Methane Avoidance Project , primeiro no mundo em tratamento totalmente aeróbico de efluentes, aprovado pela ONU.

A Dedini, que é líder mundial no fornecimento de tecnologias e soluções para o setor sucroalcooleiro, já conta com projetos de ponta visando à sustentabilidade. A empresa propõe um novo conceito de usinas de açúcar e etanol, que gere receita com menos insumos e, conseqüentemente, com menor emissão de gases de efeito estufa e de efluentes, além de preservar a integridade física das pessoas envolvidas a partir de equipamentos mais seguros.

Na área automotiva, a Fiat mostrou o Fiat Concept Car II (FCC II) totalmente desenvolvido no Pólo de Desenvolvimento Giovanni Agnelli, em Betim (MG), símbolo das novas soluções de mobilidade com materiais alternativos, reutilizáveis e não poluentes. O motor elétrico é alimentado por 93 baterias de íon lítio, que podem ser recarregadas em qualquer tomada 220V. Com autonomia de até 100 km, desenvolve 59 kW (80,2cv) e torque máximo de 220 Nm (22,9kgfm). O carro utiliza transmissão Dualogic e o sistema de bloqueio de diferencial Locker. A carroceria é de fibras naturais de fontes renováveis para ter menor impacto ao meio ambiente e da nanotecnologia para fazer peças mais leves e resistentes. Os painéis de carroceria, como o capô, por exemplo, foram injetados em composto com nanoargila, e a chave de fenda que acompanha o kit de ferramentas foi injetada em plástico reciclado com fibras de curauá e sisal. Peças como reparos, discos de freio, molas e montantes de suspensão receberam revestimentos organometálicos isentos de metais pesados. A espuma que reveste os bancos foi feita com 30% de poliol de óleo de soja reciclado.

Além das companhias, as associações e entidades também fizeram sua contribuição no painel. A Serasa apresentou o Relatório de Responsabilidade Ambiental, que tem como objetivo mensurar o comprometimento das empresas brasileiras com as questões relacionadas ao meio-ambiente, e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) do Acre destacou o investimento das indústrias madereira e moveleira na preservação florestal, garantindo matéria-prima abundante e de qualidade e o aproveitamento total da madeira, sem deixar resíduos. A Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (FUCAPI), do Amazonas, apresentou o equipamento modular para tratamento de esgotos e o programa Design Tropical da Amazônia.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) falou sobre seu Programa de Inovação Tecnológica, que culminou no desenvolvimento, entre 2005 e 2007, de 527 produtos e processos, com 192 projetos em andamento. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) do Distrito Federal mostrou a metodologia de redução de custos e de impactos ambientais negativos e de aumento de produtividade. Já o Sebrae-SP apresentou a experiência de implantação do Sistema de Gestão Ambiental (SGA) para tornar micro e pequenas empresas mais eficientes e competitivas.

Por fim, a Inova Unicamp e a Contech apresentaram um case sobre busca por tecnologias limpas que beneficiem o meio ambiente, resultando na formulação de novas soluções para a redução do impacto de efluentes industriais nocivos ao ecossistema.

Fonte: Anpei

Opinião da Cysneiros Consultores:

Flammarion Cysneiros - CEO - ICOMUNI ConsultoriaPara Flammarion Cysneiros, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento de Projetos da ICOMUNI Consultoria, os congressos promovidos pela Anpei contribuem para o aumento da inovação das empresas, e impulsionam a economia do País.

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O que é o tal do Branding 3.0?


Branding 3.0

A ideia do Branding 3.0 nasceu da necessidade de reposicionar marcas. A preocupação com a sustentabilidade sairá de uma posição acessória e entrará como foco principal do negócio. Haverá um mergulho na essência das marcas para encontrar o caminho pertinente para que elas sigam esse novo paradigma. Para atender à nova lógica de relacionamento com o consumo, as empresas vão ter de se reinventar.

Primeiro hotel sustentável do País fica na Bahia

Além do hotel Canto das Águas, a ABNT espera certificar outros 249 meios de hospedagem, em todo o Brasil, que estão em processo de avaliação.

Lençóis, município considerado o coração da Chapada Diamantina, na Bahia, e um dos principais destinos de ecoturismo do Brasil, tem o primeiro hotel sustentável do País, o Canto das Águas. O estabelecimento adquiriu o certificado da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A informação é da Agência Sebrae.

“O perfil do consumidor mudou. Eles estão mais exigentes com relação às questões sociais e ambientais. Então, esse certificado nos fornece maior credibilidade frente aos nossos clientes. Esperamos também que esse título funcione como um motivador para que outros empresários desenvolvam boas práticas em seus estabelecimentos”, afirma o proprietário do hotel, Carlos Armiato.

Foram dois anos de consultoria, iniciada pela área de certificação do Instituto de Hospitalidade, por meio do programa Bem Receber, que conta ainda com a parceria do Sebrae e do Ministério do Turismo.

De acordo com o chefe da secretaria do Comitê Brasileiro de Turismo da ABNT, Tiago Valois, a proposta do programa é profissionalizar as práticas sustentáveis no setor de turismo, a partir dos referenciais de segurança da associação. “As consultorias consistem na elaboração de um diagnóstico e na verificação das condições de sustentabililidade do estabelecimento. No caso do Canto das Águas, eles atendiam à maioria das exigências da ABNT, mas faltavam apenas alguns ajustes”, explica Valois.

Além do hotel Canto das Águas, a ABNT espera certificar outros 249 meios de hospedagem, em todo o Brasil, que estão em processo de avaliação. Outras informações sobre a certificação podem ser adquiridas no site do programa Bem Receber www.bemreceber.org.br.

Sustentabilidade é vetor de inovação para o Santander


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Promover a Sustentabilidade por meio de produtos e serviços  e mobilizar colaboradores, clientes, fornecedores e a sociedade foram os desafios encarados por Maria Luiza Pinto, diretora-executiva de desenvolvimento sustentável do Grupo Santander.

Como uma das palestrantes da Clínica de Gestão, do 17º Seminário Internacional em Busca da Excelência, promovido pela FNQ, no dia 20 de maio, Maria Luiza contou as experiências de sucesso na implementação de práticas de sustentabilidade, caminhos e desafios da organização.

Em 2001,  responsável pela Área de RH para a Unidade de Varejo Mundial do Banco Real, na Holanda, Maria Luiza foi convidada pelo presidente Fabio Barbosa para transformar a organização,  no Brasil, em um Banco de Valor e integrar as dimensões sociais, ambientais e econômicas em todas as decisões da instituição.

“Quando começamos a falar de sustentabilidade esse tema ainda era novidade, por isso era preciso conquistar os colaboradores com oportunidades novas que agregassem valor aos seus negócios de atuação com foco sustentável”, afirma Maria Luiza.

Para cumprir o desafio foi necessário revisitar o core business da organização e buscar respostas para a pergunta: qual é a nossa causa como banco?  “A liderança trouxe o questionamento e não tínhamos a resposta porque ainda não existiam modelos e referências para nos auxiliar, disse a diretora.

O primeiro passo foi fazer um diagnóstico dos indicadores estratégicos para definir as frentes de atuação.  Feito isso, o resultado mostrou que era necessário melhorar os processos relacionados, principalmente, ao meio ambiente e aos fornecedores.

Mas para Maria Luiza não bastava melhorar apenas esses dois aspectos. “Para ter uma atuação sustentável e cumprir nosso papel na sociedade, enquanto instituição financeira, era preciso atuar com os stakeholders em quatro diretrizes: negócios, processos, pessoas e relacionamentos.

Para fazer acontecer era necessário engajar os colabores e fazê-los entender que a sustentabilidade deve ser inerente ao indivíduo e não se restringir as atividades exercidas no horário de trabalho. Para mudar a percepção, a área de Treinamento e Desenvolvimento, de responsabilidade do RH, passou para a Diretoria de desenvolvimento sustentável e lá permaneceu por três anos. “Educar é fundamental para disseminar a sustentabilidade e ampliar a consciência para a formação do pensamento sistêmico”, explica a diretora.

De acordo com ela muitos aderiram por convicção e alguns por conveniência, “de qualquer forma estamos irradiando práticas sustentáveis e esse modelo brasileiro é replicado em outras instituições financeiras no mundo todo e, o mais importante é que hoje a construção é coletiva”, explica.

Com a efetivação do controle do Grupo Santander em 2008 as ações de sustentabilidade ganharam força com a formação dos conselhos de práticas, de sustentabilidade e do comitê de Ação Social. Maria Luiza salienta que a sustentabilidade trouxe credibilidade e é o vetor da inovação.

Inovação e práticas sustentáveis

Oferecer crédito para as comunidades de baixa renda a fim de promover o empreendedorismo,  auxiliar os fornecedores na adoção de critérios de sustentabilidade,  reduzir o impacto das operações no meio ambiente e promover investimento social privado são algumas práticas consistentes que colocam o Grupo Santander como agente de transformação e abrem oportunidades para a melhoria da qualidade de vida da sociedade do presente e do futuro.

“Inovação e sustentabilidade andam juntas e a inovação que entendemos não é apenas anteceder o futuro é compartilhar aquilo que dá certo com a sociedade, gerar novas oportunidades e encurtar o caminho na direção de um mundo mais sustentável”, finaliza Maria Luiza.