Investimento das companhias em TI prossegue firme, revela pesquisa


investimento TI

Levantamento da FGV/SP mostra que orçamento para o setor dobrou em dez anos.

A cada três segundos, um computador foi comprado no país ao longo do ano passado. O consumidor final, motivado pelas promoções do varejo e pelo crédito fácil, foi quem mais teve peso nessa conta. Mas o setor empresarial também não fez por menos. As companhias brasileiras nunca investiram tanto em tecnologia da informação (TI) como nos dias atuais, conforme indicam os dados da 20 ªpesquisa sobre Administração de Recursos de Informática, divulgada ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV) de São Paulo.

O estudo realizado entre agosto de 2008 e abril deste ano com 2 mil empresas – lista que inclui 60% das 500 maiores do país – mostra que, no ano passado, 6% do faturamento líquido das companhias foi aplicado em gastos e investimentos com TI. É praticamente o dobro do que as empresas investiam uma década atrás. Há vinte anos, os gastos com tecnologia atingiam apenas 1,3% da receita das empresas.

Segundo Fernando Meirelles, professor da FGV e coordenador da pesquisa, o aumento da fatia de TI dentro dos custos das empresas deve-se a uma série de fatores, entre eles a crescente migração das transações comerciais para o meio eletrônico e a padronização de operações entre as empresas.

“Nos últimos 20 anos, os gastos com tecnologia no país cresceram a uma média anual de 8%”, comenta Meirelles. “Hoje, o setor de TI representa 7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.” No ano passado, a produção nacional de riquezas somou R$ 2,9 trilhões, de acordo com o IBGE.

“Esses números são reflexos da crescente maturidade das empresas na área de tecnologia“, diz Alberto Luiz Albertin, professor da FGV que apresentou os dados de outra pesquisa, batizada de Comércio Eletrônico no Mercado Brasileiro e realizada com 434 empresas. Os resultados mostram que, atualmente, 58% de todas as transações comerciais das empresas do país já são efetivadas pelo meio digital.

Na arena do software, a Microsoft continua à frente de boa parte dos sistemas usados pelas empresas. Nos servidores, computadores de grande porte usados para gerenciar a rede, a presença do sistema operacional Windows atinge 66%, fatia que se mantém praticamente inalterada nos últimos seis anos. Nesse mesmo período, o sistema de código aberto Linux ganhou espaço e hoje é realidade em 20% dos servidores das empresas, mas essa participação deve-se, principalmente, a um crescimento sobre a base de usuários de sistemas da companhia americana Novell, diz Meirelles. “Na realidade, não vemos um crescimento do Linux sobre o Windows.”

A Microsoft também segue na dianteira quando se trata de navegador de internet e sistemas para escritório. O pacote Office é usado hoje por 92% das empresas, percentual que também de mantém inalterado nos últimos seis anos. Já o Internet Explorer é a porta de entrada para a web em 91% das empresas. Os navegadores Mozilla e Firefox, surgidos em meados de 2003, somam atualmente uma fatia de 6%, participação roubada do Netscape, que praticamente desapareceu do mercado.

Quando o tema é sistema de gestão empresarial, a liderança segue nas mãos da brasileira Totvs, que detém 39% do mercado. A segunda colocada no ranking é a alemã SAP, que nos últimos anos segue com uma fatia de 23% desse mercado.

Com a força de compra do varejo e das empresas, o Brasil conta hoje com um parque tecnológico de 60 milhões de computadores em uso, dos quais 12,2 milhões foram comprados no ano passado. Essa base instalada equivale a praticamente um computador para cada 3 habitantes. O cenário é melhor que a média mundial. Hoje, há 1,7 bilhão de PCs em uso em todo o mundo, o que significa um PC disponível para cada quatro pessoas no globo. Nos Estados Unidos, porém, o volume de máquinas já atinge praticamente 100% da população.

Segundo Meirelles, o mercado nacional de PCs caminha para o que já aconteceu com a telefonia no país. “Somados os mais de 150 milhões de celulares em uso e mais de 40 milhões de linhas fixas ativas no país, já há um telefone disponível para cada habitante”, diz ele. “Até 2012, chegaremos a uma base de 100 milhões de computadores no país, o que equivale a um PC para cada dois habitantes.”

Ponto Frio entra no mercado de soluções de TI para PMEs


Ponto_Frio

A rede varejista Ponto Frio resolveu diversificar os negócios e passar a atuar no mercado de produtos e soluções de TI para o segmento pequenas e médias empresas (PMEs). Como parte dessa estratégia, a empresa anunciou nesta quinta-feira, 7, o lançamento do Espaço Empresa.


O projeto chamado store in store foi inaugurado em algumas das principais lojas da rede – a megastore da Marginal Tietê, Shopping Morumbi e Alameda Lorena, todas em São Paulo. Neste espaço, as PMEs terão atendimento especializado com um consultor de soluções, promotores da indústria, além de vendedores da rede treinados para auxiliar o empresário na elaboração de soluções personalizadas.
O Ponto Frio contará com dois grandes parceiros: a Microsoft Brasil, que lançará mundialmente o sistema operacional Windows Server 2008 Foundation, e a Positivo Informática, que lançará um servidor com esse novo software instalado, além de sua linha de desktops e notebooks corporativos.
O Windows Server 2008 Foundation marca o início da estratégia da Microsoft de expandir a atuação no mercado de sistemas operacionais para servidores. A solução, direcionada a mercados emergentes e para empresas com até 15 funcionários, estará disponível inicialmente em 40 países, incluindo Brasil, e oferece às pequenas empresas a possibilidade de rodar aplicações para seus negócios, assim como banco de dados, hospedar websites e contar com funcionalidades básicas de servidor, tais como compartilhamento de arquivos, impressoras e acesso remoto. O produto já vem com 15 licenças de acesso.
“Estudamos os hábitos de consumo das pequenas empresas há algum tempo e constatamos que os micro e pequenos empresários estão cada vez mais atentos aos benefícios e valor que a tecnologia pode trazer aos negócios”, disse o presidente da Microsoft Brasil, Michel Levy.
Já a Positivo terá à venda no Espaço Empresa do Ponto Frio uma linha composta por quatro desktops, dois notebooks e um servidor de pequeno porte. O servidor Positivo estará à venda com exclusividade no Ponto Frio por R$ 2.599,99.

IBM inaugura centro de soluções de TI


Os mercados de finanças, telecomunicações, varejo e setor público, considerados em franco desenvolvimento, mereceram atenção especial da IBM, que inau-gura, amanhã, em São Paulo, o primeiro Centro de Soluções (ISC) na América Latina.

Trata-se de um espaço inovador, no térreo da sede paulista da empresa, para atender às necessidades de tecnologia da informação (TI) desses segmentos. O funcionamento do ISC será integrado aos demais centros da rede mundial da IBM. (Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 1)

Sete formas de colocar a TI para trabalhar em favor de sua empresa Sete formas de colocar a TI para trabalhar em favor de sua empresa [ Dicas ]


  • tire da tomada carregadores de bateria e de celulares, quando eles não estiverem em uso;
  • troque os monitores CRT por LCD, que são mais eficientes, e garanta descarte correto dos antigos, que contêm material poluente;
  • considere fornecer laptops aos usuários, ao invés de desktops. Você reduzir o gasto de energia e eliminar a necessidade de comprar dois equipamentos para os trabalhadores móveis;
  • instale e estimule o uso de equipamentos de teleconferência e outras ferramentas de colaboração que reduzem a necessidade de viagens sem sacrificar os negócios;
  • desligue os descansos de tela;
  • imprima frente e verso e mantenha as impressoras longe dos funcionários. Isso vai desencorajar impressões desnecessárias;
  • estimule o teletrabalho. Isso vai reduzir a quantidade de carros na rua e a necessidade de mais espaço no escritório.

TI: Na contramão da crise, uCube anuncia crescimento de 214%


Diante da crise mundial que deixou em alerta milhares de empresas, a uCube apresentou taxa de crescimento em 2008 de 214%, percentual 14% maior ao que era esperado pelos empresários. Seu faturamento foi de R$ 2,2 milhões.

‘Para 2009, adequamos o nosso planejamento estratégico para passar pelo primeiro semestre sem perdas significativas no negócio. Estamos muito otimistas com este novo ano, principalmente porque a uCube está preparada para enfrentar essa crise, em qualquer nível de intensidade’, afirma Éder Berenguer, diretor de Novos Negócios da uCube. [Leia Mais]

Gartner: Estudo global mostra que orçamentos de TI não diminuem em 2009


Pesquisa realizada com mais de 1,5 mil CIOs em todo o mundo mostra que orçamentos continuam os mesmos, mas mudam os projetos. Valores crescem na América Latina.

Apesar de as corporações enfrentarem o desafio da crise econômica, os orçamentos de TI serão essencialmente os mesmos este ano – a previsão de crescimento é de 0,16%. Este foi o resultado da pesquisa 2009 CIO, realizada pelo Gartner no final do ano passado.

A pesquisa, que ouviu 1.527 CIOs, foi conduzida pelo instituto de pesquisas entre os dias 15 de setembro e 15 de dezembro do ano passado e indica as previsões de gastos para este ano. Orçamentos congelados foram detectados em empresas da América do Norte e da Europa, na América Latina a tendência é de alta e, na região Ásia-Pacífico, de queda. [Leia mais]

O novo profissional de TI e telecom na era do conhecimento


Existem duas mudanças revolucionárias, silenciosas e interligadas, ocorrendo no ambiente das empresas de telecomunicações e TI. A primeira diz respeito a um aumento da importância das atividades com maior conteúdo intelectual. A segunda mudança está relacionada ao novo perfil desejado dos profissionais que exercerão essas atividades.

Em países mais desenvolvidos existe uma tendência da extinção de postos de trabalhos transformacionais e uma maior criação de postos associados às atividades transacionais complexas ou tácitas. Uma pesquisa realizada pela consultoria McKinsey com centenas de empresas dos Estados Unidos revelaram algumas questões interessantes:

1. Os maiores salários dos EUA são de profissionais cuja atividade exige mais conhecimentos tácitos.
2. Nos EUA, entre 1998 e 2004, 70% dos postos de trabalho foram criados para profissionais cuja atividade exige mais conhecimento tácito e 30% foram direcionados para atividades transacionais rotineiras. Nesse período, não houve criação de postos de trabalho nos EUA para aqueles que exercem atividades de predominância transformacional.
3. Uma maior variação no lucro operacional líquido (Ebitda) foi encontrada em empresas que exigem mais conhecimentos tácitos, como é o caso de organizações de desenvolvimento de software.

Uma maior variação observada do lucro operacional líquido de organizações americanas que necessitam de profissionais de maior capital intelectual mostra um cenário antagônico no qual se por um lado algumas empresas obtêm um excelente retorno financeiro, outras amargam grandes prejuízos. Nesse ponto é que se destaca a necessidade da identificação do perfil ideal do profissional de telecomunicações e TI que gere valor e atenda às necessidades das organizações na era do conhecimento, facilitando que se obtenha a efetividade e a lucratividade desejadas. [Leia mais]