Crise pode favorecer crescimento da web, diz especialista


web-30O aumento do número de registros de domínios é um indício de que a crise econômica mundial pode favorecer o crescimento da internet.

Em seu Dossiê Sobre a Indústria de Domínios na Internet para o terceiro trimestre de 2008, a VeriSign apontou um aumento de 19% na base de domínios registrados em relação ao mesmo período no ano anterior – um total de 174 milhões de nomes, dos quais 5,9 milhões na América Latina e 2 milhões no Brasil. Para Erica, esse crescimento mostra que a crise, em vez de retrair a expansão das empresas na internet, estimula sua presença online, oferecendo oportunidades muitas vezes mais baratas e de maior alcance. [Leia mais]

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Pequenas empresas, bem-vindas à Web sem Web


A Telnic Limited (http://www.telnic.org), operadora de registro do novo domínio de topo .tel, anunciou hoje que pequenas empresas e proprietários-gerentes em todo o mundo podem agora ter o seu próprio nome de domínio para serem encontrados on-line sem a necessidade de construir, manter e hospedar um site completo. Chamados de “Web sem Web”, os domínios .tel devem possibilitar anúncios na Internet a todos, independentemente do orçamento ou do conhecimento técnico.

“Pequenas empresas têm ficado entre o fogo e a fogueira para tirarem vantagem da Internet”, disse Khashayar Mahdavi, CEO da Telnic. “Até agora, elas precisavam ter o conhecimento dentro da empresa para desenvolver e manter um site, ou pagar outras pessoas para fazerem o mesmo, tudo sem saber se os clientes teriam ou não interesse. Agora, com o .tel, as pequenas empresas obtêm uma presença on-line semelhante a um anúncio em uma lista telefônica, mas com a sua própria marca, com controle completo e a uma fração do custo de um anúncio em uma lista telefônica tradicional.”

O custo único de um domínio .tel inclui tudo o que é necessário para uma pequena empresa se estabelecer e ser descoberta on-line em qualquer aparelho conectado à Internet. Além de armazenar dados de contato, informações de localização e um número ilimitado de palavras-chave para ser encontrado com maior facilidade por mecanismos de busca como o Google, o domínio pode ser usado para gerenciar os custos por meio de canais de comunicação de baixo custo como ferramentas de mensagens instantâneas, microblogs ou mesmo serviços de VoIP (voz sobre IP), economizando dinheiro e aperfeiçoando o atendimento ao cliente ao mesmo tempo.

“Encanadores, lavanderias, motoristas, limpadores de janelas, atores, professores de educação física e intérpretes, entre outros, podem aproveitar a consolidação dos seus custos em listas telefônicas, economizando em comunicações com os clientes e se beneficiando da otimização para mecanismos de busca que é gratuita no domínio .tel”, acrescentou Mahdavi. “Em um momento de pressão econômica, há uma enorme oportunidade de melhorar a comunicação com os clientes e o acesso a eles ao mesmo tempo em que se consolidam os custos.”

Os nomes de domínio .tel estão disponíveis a todos para compra por um período fixo de três anos a partir das 15h GMT de hoje por meio de uma rede de mais de 100 registradores credenciados pela ICANN e respectivos revendedores. Para saber onde comprar, visite http://www.telnic.org/business-buy.html .

Sobre a Telnic Limited

Fundada em 2000 e com sede no Reino Unido, a Telnic Limited é a operadora de registro e a organização patrocinadora do novo domínio de topo .tel. Para mais informações sobre o domínio .tel ou a Telnic Limited, visite http://www.telnic.org . O domínio .tel foi lançado a proprietários de marcas comerciais no dia 3 de dezembro de 2008 e será lançado aos demais no dia 3 de fevereiro de 2009.

FONTE Telnic Limited

Conteúdo web da USP coloca universidade em 87º lugar em ranking


Metodologia contabiliza conhecimento disponibilizado na internet.
Pesquisa é divulgada duas vezes ao ano.

uspA USP foi considerada a 87ª melhor universidade do mundo pelo Webometrics Ranking of World Universities, que considera os conteúdos disponibilizados na internet, especialmente aqueles relacionados a processos de geração e comunicação acadêmica de conhecimento científico.

Das 500 instituições citadas pelo ranking, a USP, que registrou o crescimento de 26 posições em relação à lista divulgada em julho de 2008, está classificada em primeiro lugar dentre as universidades brasileiras.

A USP também aumentou em dez a sua posição entre os 300 repositórios pesquisados no mundo. Nesta segunda edição, o Ranking Web of World Repositories coloca a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Universidade na 76ª posição. [Leia mais]

Wikipedia estuda limitar número de editores


Dilema opõe agilidade e correção da informação.

A Wikipedia está discutindo novos critérios editoriais que poderá limitar seu número de editores.

O tema voltou ao debate após informações claramente equivocadas terem sido publicadas no verbete do senador americano Ted Kennedy. Em nota à comunidade, o fundador da Wikipedia, Jimmy Wales, disse que erros sobre biografias devem ser “100% evitados por meio de critérios mais rigorosos”.

A ideia em discussão é não permitir a atualização automática de verbetes. Assim, o que um usuário comum editar, só pode ir ao ar após passar pelo controle de um contribuinte mais experiente. Uma bandeira ficaria visível nos verbetes recém-atualizados para que um número limitado de editores pudessem revisá-las e aprová-las rapidamente.

A discussão gera controvérsia pois uma das características da Wikipedia é ter agilidade na edição de verbetes o que permite, por exemplo, dar à enciclopédia a mesma velocidade de um serviço de notícias, atualizando informações a media em que ela acontece.

Para ter menor índice de erros, no entanto, a direção da comunidade discute abrir mão de parte de sua grande agilidade.

Web vai voltar às suas origens, diz criador da rede


tim-berners-leePrincipal atração da segunda edição da Campus Party no Brasil, Tim Berners-Lee, conhecido como o “criador da web”, afirmou na terça-feira que a internet vai retornar às suas origens nos próximos anos. O físico britânico sintetizou como “frustrante” a chamada Web 2.0, denominação que enfatiza o conteúdo participativo, e garantiu que o poder da informação na internet permanecerá “nas mãos dos internautas”.

“O futuro da internet, conhecido como Web 3.0, promoverá uma abertura maior a todos, garantindo um controle sobre todos os dados pessoais. Vamos ter mudanças, mas com certeza teremos características do início da era da World Wide Web”, garantiu Berners-Lee em sua palestra no evento que trata de temas das áreas de tecnologia, arte e comunicação, realizado no Espaço Imigrantes, em São Paulo. [Leia mais]

Porque ignorar a web 3.0 e apoiar a web 2.0


O nome web 2.0 criado em cima do conceito de um novo paradigma é repleto de polêmicas, tanto que no meio dos “entendidos” é preferível falar em mídias sociais e colaboração do que no temido nome, que pode gerar reações de imprevisíveis conseqüências por parte do público ouvinte.

No entanto, sempre defendi e ainda defendo o termo web 2.0, pois ele foi um conceito necessário para que as pessoas que lidam com a internet de alguma maneira (todas as pessoas e de todas profissões praticamente) saibam separar o joio do trigo.

Isso significa para quem trabalha com tecnologia saber que deve se pensar nas pessoas e na simplicidade, enquanto para o mercado significa perceber que os projetos de web devem ser encarados de uma forma diferente, mais aberta à participação das pessoas. Para os profissionais de marketing saberem que banner é uma coisa e “buzz em blogs” é outra e até para o usuário que acessa para diversão de casa se acostumar a colocar conteúdos na web em vez de só visualiza-los.

Esse termo, apesar da chiadeira, foi importante pois tornou claro e didático um novo paradigma para todos, desde quem programa sites, pertence ao RH das empresas, lidera uma equipe ou simplesmente gosta de por vídeos engraçados no Youtube.

É impressionante quando se explica sobre web 2.0 para algumas pessoas que ainda têm dúvidas e não raramente dizem “interessante, pena que a maioria das pessoas da minha empresa têm uma cabeça 1.0”. Que legal! Não estamos falando de uma nova moda, mas sim de um novo paradigma que se encaixa perfeitamente no dia-dia da sociedade, das empresas e até da pessoa como individuo.

Mal a polêmica em torno da web 2.0 veio e surgiu a web 3.0 para desespero geral da nação dos amantes de tecnologia e dos que acompanham as tendências da web em geral. Trata-se da web semântica que seria a capacidade de sistemas diferenciarem os sentidos das palavras, um nível a mais na indexação de informação além da palavra simples.

Também ultimamente o termo web 3.0 é associado ao uso de computadores em nuvem, podendo qualquer um gerar um aplicativo na web e pagar centavos de acordo com o seu uso, o que torna acessível criar tecnologias para qualquer um.

Porém, dessa vez o termo realmente é apenas uma modinha desnecessária. Por um simples motivo: a chamada web 3.0 é um novo paradigma tecnológico e não social e de relacionamento entre pessoas, algo que impacta apenas as pessoas de tecnologia de forma significativa.

Ela é o que se chama tecnicamente de “transparente” para as pessoas comuns que não estão escovando bits. Nesse caso faz mais sentido chamar simplesmente de web semântica e computação descentralizada. Assim, esses dois conceitos serão e já estão sendo de grande impacto para os usuários da web só que ao contrário da web 2.0 ela acontece de forma discreta e quase invísivel.

Em contrapartida, a idéia de web 2.0 precisa ser cada vez mais amadurecida entre todos para aumentar o sucesso de nossos projetos e de nossas tarefas, assim como diminuir os riscos que ela traz pela super-exposição de milhões de pessoas com o microfone na mão.